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Desenvolvimento Infantil

Fumar durante a gravidez faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Fumar durante a gravidez acarreta profundos malefícios para o/a bebê.

O fumo durante a gravidez é associado com maiores riscos de:

  • Parto prematuro;
  • Ruptura da bolsa;
  • Placenta prévia;
  • Restrição de crescimento intra-útero;
  • Baixo peso ao nascimento;
  • Morte neonatal.

Essas consequências são advindas da restrição de oxigênio que o feto fica exposto. Com isso, o feto apresentará um aumento da frequência cardíaca e uma redução dos movimentos.

Toda mulher gestante não deve fumar e deve evitar ficar perto de quem fuma ou em ambiente com muita fumaça (fumante passiva). Mesmo o fumo passivo é nocivo ao feto e pode provocar as consequências detalhadas acima.

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Transtorno desintegrativo da infância é grave?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno desintegrativo da infância (TDI), também conhecido como síndrome de Heller, é uma doença grave, rara, de causa desconhecida, que provoca perda das habilidades já adquiridas nas áreas da linguagem, interação social e capacidades motoras.

Crianças com transtorno desintegrativo da infância apresentam um desenvolvimento aparentemente normal nos primeiros 2 anos de vida, mas antes de completarem 10 anos de idade começam a manifestar uma profunda regressão na comunicação e nas habilidades sociais.

A causa do transtorno não é conhecida, mas acredita-se que a sua origem esteja associada a fatores genéticos, acidentes antes ou durante o parto, infecções e doenças neurológicas.

A doença causa retardo mental grave, epilepsia, prejudica severamente o funcionamento global da criança e o seu desenvolvimento durante toda a vida.

O transtorno desintegrativo da infância é raro, com cerca de 1,5 casos em cada 100.000 nascimentos, sendo bem mais comum em meninos do que em meninas. Apresenta algumas semelhança com o autismo, porém, trata-se de um quadro bem diferente no início, na evolução e nas consequências.

O tratamento do transtorno desintegrativo da infância deve começar o mais cedo possível, com abordagem multidisciplinar na área educacional, social e psicológica, é possível em algumas crianças recuperar até 20% das capacidades e habilidades perdidas.

Os pais também merecem apoio psicológico, pois costuma ser muito difícil saber que o filho que até então vinha desenvolvendo-se normalmente está a perder capacidades e habilidades de maneira quase totalmente irreversível.

Saiba mais em: Transtorno desintegrativo da infância: Quais os sintomas e como tratar?

Quais os sintomas do refluxo em bebê?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O refluxo nos bebês acontece mais comumente devido à imaturidade do trato gastrointestinal superior. Outra possibilidade é que o bebê tenha alguma dificuldade de digestão, intolerância ou alergia a algum alimento da sua alimentação.

Geralmente, as golfadas em pequenas quantidades após as mamadas são os sintomas de refluxo. Isso é normal e pode acontecer com todos os bebês; contudo, quando acontece várias vezes, em grande quantidade e muito tempo depois da mamada, é necessária a avaliação pelo médico pediatra.

Os sintomas de refluxo patológico são:

  • Sono agitado;
  • Vômitos constantes;
  • Dificuldade para mamar;
  • Irritação e choro excessivo, especialmente durante as mamadas;
  • Choro rouco;
  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Inflamações frequentes nos ouvidos;
  • Pneumonia aspirativa: quando o leite entra no pulmão e causa pneumonia.

Quando as golfadas após as mamadas são frequentes e o bebê tem dificuldade em ganhar peso, ou na presença dos sintomas acima listados, deverá ser procurado o médico pediatra.

Chikungunya pode causar microcefalia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Até o presente momento, não há evidências científicas que provem a associação entre o vírus Chikungunya e a microcefalia.

​febre Chikungunya é uma doença infecciosa causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) e transmitida através da picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus. 

microcefalia é uma má-formação congênita do sistema nervoso resultando num tamanho reduzido da cabeça e cérebro do/a recém-nascido/a. A microcefalia pode ser resultante de diversos acometimentos durante a gestação, como por exemplo, exposição a substâncias químicasradiação ou agentes biológicos como na infecção de toxoplasmose, rubéola ou zika.

Para se prevenir devidamente, a gestante deve realizar o acompanhamento pré-natal com as consultas de rotina, realização dos exames solicitados e uso de medicações apenas com receita médica. O uso de repelentes adequados, roupas de manga comprida juntamente com a eliminação de focos de água parada são medidas importantes para evitar o contato com o mosquito.

Leia também:

Quais os sintomas da febre Chikungunya?

O que é a febre Chikungunya?

O que é dislexia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dislexia é um distúrbio de aprendizagem relacionado com a linguagem, caracterizado pela dificuldade na leitura, escrita e ortografia de palavras simples. A palavra dislexia significa literalmente "desvio ou dificuldade na leitura e reconhecimento das palavras".

Trata-se de um fracasso inesperado na aprendizagem, numa idade em que essas habilidades já deveriam ser automatizadas.

Como a criança tem dificuldade em compreender a escrita, ela tende a diminuir a sua experiência de leitura, o que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais

A dislexia é mais comum em meninos e atinge 10 a 15% da população mundial. Quase metade dos casos diagnosticados na faixa etária mais crítica, entre 10 e 12 anos, são de grau severo, 40% são de grau moderado e cerca de 20% dos casos são de grau leve.

É importante salientar que a dislexia não possui nenhuma ligação com perturbações sensoriais ou psíquicas, nem com o nível de inteligência dos indivíduos.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não está associada a um baixo nível intelectual. De fato, um disléxico pode apresentar padrões acima da média para a sua idade em outras áreas.

Quais as causas da dislexia?

A dislexia tem origem neurobiológica. Indivíduos disléxicos parecem ter dificuldade em utilizar as áreas do cérebro responsáveis pela análise de palavras e pela automatização da leitura.

Como identificar a dislexia?

As crianças com dislexia podem apresentar os seguintes sinais:

  • Na idade pré-escolar:

    • Dispersão;
    • Fraco desenvolvimento da atenção e da coordenação motora;
    • Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
    • Dificuldade em aprender músicas e rimas;
    • Dificuldade em montar quebra-cabeças;
    • Pouco interesse por livros.
  • Na idade escolar:
    • Dificuldade em adquirir e automatizar a leitura e a escrita;
    • Pobre conhecimento de rima (mesmo som no final das palavras) e aliteração (mesmo som no início das palavras);
    • Falta de atenção e dispersão;
    • Dificuldade em copiar dos livros ou do quadro;
    • Dificuldade em escrever, desenhar e pintar (coordenação motora fina) e em praticar exercícios ou dançar (coordenação motora grossa);
    • Muita desorganização;
    • Atrasos constantes na entrega dos trabalhos escolares;
    • Perda de seus pertences;
    • Confusão para identificar a esquerda e a direita;
    • Dificuldade em utilizar mapas, dicionários;
    • Vocabulário pobre, com frases curtas e imaturas ou longas e vagas;
    • Dificuldade em escolher palavras adequadas para se comunicar, tanto a nível oral como escrito.

Veja também: Dislexia tem cura?

Apesar da dislexia não ter cura, as pessoas disléxicas conseguem encontrar formas de desempenhar as suas tarefas com sucesso, mas é importante que a dislexia seja diagnosticada o mais cedo possível.

O diagnóstico é feito através da análise do histórico e dos sintomas através de testes que podem ser feitos pelo próprio médico pediatra que acompanha a criança. Porém, em casos mais complexos, é necessária a participação de profissionais nas áreas de neuropediatria, fonoaudiologia e psicopedagogia.

Transtorno desintegrativo da infância: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas do transtorno desintegrativo da infância começam a se manifestar antes dos 10 anos de idade, após um período em que a criança apresentava um desenvolvimento normal, pelo menos até os 2 anos de vida. E sua característica marcante é a regressão evidente de habilidades já adquiridas. A criança parece "desaprender o que já havia aprendido."

Crianças com transtorno desintegrativo da infância apresentam um desenvolvimento normal até pelo menos os 2 anos de idade, comunicando-se por palavras, expressões e gestos; manifestando comportamentos apropriados para a idade e controle dos esfincteres, conforme esperado.

Contudo, antes de completar os 10 anos de idade, a criança manifesta uma perda significativa das habilidades adquiridas, em pelo menos duas das seguintes áreas:

  • Linguagem;
  • Habilidades sociais ou comportamento adaptativo;
  • Habilidades motoras;
  • Habilidades em realização de jogos e brincadeiras;
  • Controle esfincteriano
Sinais e sintomas
  • Prejuízos na comunicação, como: atraso ou ausência da fala, perda da capacidade de começar ou manter uma conversa, perda da capacidade de interpretar gestos, linguagem repetitiva, ausência de brincadeiras imaginárias variadas;
  • Prejuízos nas interações sociais, como: alterações no comportamento não-verbal, dificuldade em desenvolver relacionamentos, pouca abertura social e emocional, falta de resposta diante de tentativas de carinho, contato visual breve;
  • Prejuízos no comportamento, apresenta atividades e interesses repetitivos, restritos e estereotipados, incluindo alterações nas habilidades motoras;
  • Regressão em relação ao controle esfincteriano, a criança pode voltar a urinar na roupa ou na cama durante o sono, após já ter adquirido esse controle.
Tratamento

O tratamento do transtorno desintegrativo da infância é multidisciplinar e deve começar o quanto antes para favorecer a adaptação da criança e compensar as suas limitações. O objetivo principal será melhorar a linguagem, a comunicação e as habilidades sociais da criança, bem como reduzir os comportamentos inadequados.

Os tratamentos mais usados são os de abordagem psicológica, social e educacional.

O/A médico/a responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno é o/a psiquiatra.

Saiba mais em: Transtorno desintegrativo da infância é grave?

Estou grávida: como posso saber se o meu bebê tem microcefalia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Durante a gestação, a microcefalia no/a bebê pode ser diagnosticada pela Ultrassonografia Obstétrica. Esse exame pode ser solicitado pelo/a médico/a que está realizando o pré natal, caso seja necessário e indicado.

Em geral, o diagnóstico de microcefalia é feito pelo/a pediatra durante o primeiro exame físico após o nascimento do/a bebê. Nas primeiras 24 horas após o nascimento, a criança é examinada e seu perímetro cefálico é medido. Caso essa medida seja inferior a 32 cm, o/a pediatra seguirá com as recomendações necessárias para investigar o motivo da alteração nessa medida.

O mais importante é a realização do pré natal adequadamente com a ida às consultas de rotina, realização dos exames solicitados pelo/a médico/a e prevenção da doença provocada pelo zika com uso de repelentesevitar o acúmulo de água parada​ e evitar contato com mosquito.

Em caso de dúvidas, converse com seu/sua médico/a.

O que é a Síndrome de Prader-Willi, quais os sintomas e como é o tratamento?

A Síndrome de Prader-Willi é uma doença genética causada por uma alteração do cromossomo 15 paterno no momento da concepção. O distúrbio caracteriza-se por hipotonia (músculos "moles") ao nascimento, retardo mental, ingestão excessiva de alimentos (hiperfagia), baixa produção de hormônios sexuais, estatura baixa e atraso no desenvolvimento psicomotor.

Quando nascem, os bebês portadores da Síndrome de Prader-Willi apresentam um choro fraco e têm dificuldade para sugar devido ao baixo tônus muscular, o que torna difícil a amamentação.

A hipotonia dificulta a realização de movimentos e a criança também têm dificuldade para aprender coisas e falar. Outros sinais e sintomas incluem alterações hormonais, escoliose, instabilidade emocional, dificuldade de socialização e alterações de comportamento como automutilação e comportamento obsessivo-compulsivo.

A busca constante por comida surge entre 2 e 5 anos de idade, levando à obesidade, que é outra característica marcante da Síndrome de Prader-Willi. Essa fome incontrolável, conhecida como hiperfagia, é decorrente de uma disfunção na região do cérebro responsável pelo controle do apetite.

A perda da saciedade faz a criança comer compulsivamente, o que torna difícil controlar o excesso de peso. O resultado é o desenvolvimento de outros problemas de saúde decorrentes da obesidade, como diabetes e doenças cardiovasculares.

O tratamento da Síndrome de Prader-Willi é multidisciplinar, envolvendo médicos neurologista, cardiologista, pneumologista, ortopedista e endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.

A introdução precoce de novos hábitos alimentares e exercício físico pode ajudar a controlar o aumento de peso, melhorando a qualidade de vida e aumentando a expectativa de vida do paciente.

A utilização de hormônio do crescimento precocemente é importante para combater a baixa estatura. A fisioterapia ajuda a melhorar o tônus muscular e aumentar a força muscular. O tratamento ortopédico também deve começar o quanto antes para corrigir as deformidades ósseas na coluna e membros inferiores.

Todas as intervenções terapêuticas visam controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, uma vez que a Síndrome de Prader-Willi não tem cura.

Os médicos neurologista e geneticista são os especialistas indicados para diagnosticar a síndrome.

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