Perguntar
Fechar
Quais os efeitos colaterais da vasectomia?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A vasectomia tem poucos efeitos colaterais, dentre eles, um maior risco do paciente apresentar epididimite/orquite (inchaço e dor nos testículos ou epidídimos), que geralmente ocorre dentro do primeiro ano após a cirurgia, mas normalmente desaparece em uma semana quando tratada com compressa quente. Ocasionalmente, pode ser tratada com antibióticos.

É provável que, após a vasectomia, o paciente sinta alguma dor por alguns dias. Ele deve ficar de repouso por, pelo menos, um dia e no máximo em uma semana ele já estará totalmente recuperado.

Não há evidência científica que comprove que a vasectomia interfira:

  • na potência ou desempenho sexual;
  • na libido;
  • no ganho de peso;
  • nas características do esperma (volume, cheiro, aspecto);
  • no aspecto do pênis ou dos testículos.

O médico urologista pode orientá-lo quanto à vasectomia e seus efeitos colaterais.

Varicocele causa infertilidade e impotência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, varicocele pode causar infertilidade e impotência. No caso da infertilidade (incapacidade de gerar filhos), a varicocele pode ser a causa devido sua capacidade em alterar a produção de espermatozoides, tornarnando o homem infértil.

Já na impotência (incapacidade ou dificuldade de ter uma ereção), a varicocele é considerada uma causa indireta do problema. O testículo afetado reduz significativamente de tamanho e há uma queda na produção do hormônio testosterona, levando a uma diminuição do desejo sexual que afeta o desempenho sexual masculino como um todo.

No entanto, é importante lembrar que apesar da relação que existe entre varicocele e infertilidade, 70% dos homens com varicocele são férteis.

Por que a varicocele causa infertilidade?

Ainda não se sabe ao certo a razão exata da varicocele levar à infertilidade. As hipóteses mais aceitas são:

  • Aumento da temperatura testicular provocada pela estagnação do sangue no local, o que pode alterar a função das células que dão origem aos espermatozoides;
  • Essa mesma estagnação sanguínea pode provocar edema, dificultando a chegada de oxigênio ao testículo, danificando assim o tecido testicular;
  • Refluxo de sangue dos rins para os testículos, que pode trazer metabólitos renais e das glândulas adrenais para dentro do testículo, prejudicando a produção de esperma.

A varicocele tem cura é o seu tratamento é cirúrgico. Para maiores esclarecimentos, consulte um/uma médico/a urologista.

Leia também:

O que é varicocele?

Quais são as causas da infertilidade masculina?

Antidepressivo pode causar impotência ou infertilidade?

Quais são as causas da impotência sexual?

Quando deve ser feita a postectomia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A postectomia (cirurgia de fimose) deve ser feita apenas quando os tratamentos conservadores não surtem efeito. São eles, o uso de pomadas a base de corticoides, para facilitar a retração do prepúcio e os exercícios de retração orientados pelo/a médico/a. Portanto, não são todos os casos de fimose que deverão ser operados.

Nos casos de fimose fisiológica que não melhoram após os tratamentos descritos, pode ser feita a postectomia. A idade mais indicada é preferencialmente após 2 anos de idade, ou quando a criança já for capaz de controlar a urina durante o dia.

Entretanto existem outras causas a serem consideradas, que poderão indicar a cirurgia antes ou após essa idade. Por exemplo, no caso de estreitamento importante do prepúcio, provocando dor, inflamações e ou infecções urinárias de repetição, a cirurgia deverá ser feita ainda na fase de recém-nascido.  

Nos casos de fimose adquirida, ou seja, fimose secundária a traumas, infecções ou inflamações locais, a cirurgia pode ser feita em qualquer momento, independentemente da idade.

Existem ainda médicos/as que recomendam que a circuncisão seja feita apenas entre 7 e 10 anos de idade. 

A cirurgia é relativamente simples e no caso de crianças, poderão receber alta para casa no mesmo dia. Em média, quatro dias depois da postectomia poderão retornar às suas atividades básicas, escolares ou recreativas, dependendo do grau de esforço físico.

Em adultos, o pós-operatório é um pouco mais complicado devido às dores e aos problemas que podem surgir com os pontos, por conta das ereções involuntárias durante a noite. As relações sexuais são permitidas 30 dias depois da cirurgia.

Quanto mais cedo a postectomia for feita, mais confortável é o pós-operatório. Porém, há menos chances do problema ficar resolvido. Por outro lado, quanto mais tarde o indivíduo for circuncidado, pior é o pós-operatório, mas as garantias de que o problema fique resolvido são maiores.

Cabe ao médico pediatra ou urologista avaliarem e indicar a melhor fase para realização da postectomia. 

Pode lhe interessar também:

Homem com um testículo pode ter filhos de ambos os sexos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Homem com apenas um testículo pode ter filhos normalmente e de qualquer sexo

O que determinará o sexo do/a bebê será o conteúdo genético contido no espermatozoide que fecundará o óvulo. Espermatozoide contendo cromossomo X determinará o sexo feminino e espermatozoide contendo cromossomo Y, o sexo masculino. 

Os testículos são responsáveis pela produção de espermatozoides e, na ausência de um dos testículos, o outro continuará a produzir normalmente os espermatozoides tanto os que portam cromossomo X quanto os que contém cromossomo Y. 

Portanto, homem que tenha um testículo poderá produzir espermatozoides dos dois tipos e poderá ter descendentes de qualquer um dos sexos. 

Qual especialista para realizar um exame de espermograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Qualquer médico/a de qualquer especialidade pode solicitar o exame de espermograma.

A avaliação do resultado do espermograma pode ser avaliada pelo/a clínico/a geral, médico/a de família ou urologista.

O mais importante é a avaliação que deve ser feita continuamente pelo/a médico/a. O/a profissional será o responsável por interpretar o resultado do espermograma e investigar as possíveis causas de alterações no resultado.

Consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou urologista para uma melhor investigação.

Leia também: Entendendo os Resultados do Espermograma

Existem medicamentos para fortalecer os espermatozóides?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O médico usou a expressão "esperma fraco" para explicar para vocês, o que está acontecendo com os espermatozoides do seu marido. A falta de um mineral chamado zinco pode causar uma menor mobilidade e vitalidade dos espermatozoides. A complementação com suplementos de vitaminas e sais minerais (contendo Zinco) pode ajudar se esse for o caso do seu marido, caso contrário a resposta para sua pergunta é não.

Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A biópsia da próstata é feita através da retirada de uma pequena amostra de tecido do órgão, que é então avaliada ao microscópio para detectar doenças. A biópsia da próstata normalmente é indicada quando há suspeita de câncer de próstata após uma avaliação clínica e laboratorial.

O procedimento geralmente é realizado pela via transretal (ânus-reto) e pode ser efetuado no próprio consultório médico, com o paciente acordado e com anestesia local.

Para fazer a biópsia da próstata, o paciente deita-se de lado e é introduzida uma sonda de ultrassom no ânus, semelhante àquelas usadas nas ultrassonografias transretais da próstata, porém, com uma agulha de biópsia acoplada.

Quando o exame é feito com anestesia, praticamente não causa dor, embora possa ser um pouco desconfortável para pessoas mais ansiosas.

Com o ultrassom, o médico consegue identificar a próstata e localizar o nódulo suspeito, inserindo a agulha no ponto exato para a coleta do material. Além dos locais suspeitos, o urologista também costuma tirar pelo menos mais seis amostras difusas de tecido prostático para aumentar a probabilidade de se obter uma amostra positiva.

Quanto maior o volume da próstata, mais amostras podem ser retiradas. Normalmente, o procedimento não dura mais do que 10 minutos e o paciente pode ir para casa logo após. O resultado normalmente leva uma semana para ficar pronto.

Pode acontecer do paciente ter um câncer de próstata e este não ser identificado pela biópsia. Caso o tumor não seja muito grande, a agulha pode não alcançá-lo, sendo obtidas apenas amostras de tecido sadio. Se o quadro clínico for muito sugestivo de câncer e a biópsia apontar apenas tecido saudável, o urologista pode decidir repeti-la.

Quando a biópsia é repetida, o médico pode optar pela chamada biópsia de saturação, em que são obtidas entre 12 e 24 amostras da próstata. Assim, a chance de se pegar uma área afetada por células malignas aumenta consideravelmente.

A biópsia da próstata também pode ser feita pela via transuretral (pela uretra, canal do pênis) ou transperineal (pelo períneo, região entre o ânus e a bolsa escrotal). No entanto, ambas as vias geralmente só são usadas em casos especiais.

As principais informações que levam o urologista a indicar uma biópsia são: presença de sintomas preocupantes, um exame de PSA aumentado, um toque retal que indique tumoração ou irregularidades da próstata ou uma ultrassonografia que detecte um nódulo suspeito.

Veja também: Como é feito o exame de próstata?

Que cuidados devo ter antes da biópsia de próstata?

A biópsia da próstata aumenta o risco de infecção urinária, por isso, é comum o urologista solicitar um exame de urina antes da biópsia. Se o paciente apresentar bactérias na urina (urocultura positiva), a biópsia não é realizada e o paciente deve fazer um tratamento com antibióticos durante 5 a 7 dias para esterilizar a urina.

Mesmo com resultado negativo, é recomendado o uso de pelo menos uma dose do antibiótico uma hora antes do procedimento. É comum também a prescrição de antibióticos durante alguns dias após a biópsia.

Alguns urologistas recomendam a lavagem intestinal com um enema, em casa, no dia do procedimento, embora esta conduta não seja essencial e nem todos os médicos a indicam. Também é indicado jejum de pelo menos 4 horas.

A biópsia é um procedimento que sangra, portanto os pacientes não devem estar tomando medicamentos que inibem a coagulação. O paciente deve informar o médico se estiver usando medicações como Clopidogrel, Ticlopidina, Aspirina, anti-inflamatórios ou Varfarina, pois a maioria dos urologistas prefere suspender esses medicamentos dias antes da biópsia.

Que cuidados devo ter depois da biópsia de próstata?

Após a biópsia o paciente pode ir para casa. Deve-se evitar atividades físicas e atividade sexual até o dia seguinte. Como alguns médicos optam por uma sedação leve antes da biópsia, não é indicado dirigir após os procedimentos.

É normal o paciente sentir um pouco de dor na região pélvica e haver um pequeno sangramento pelo ânus. Também é comum haver uma pequena quantidade de sangue na urina e no esperma durante alguns dias. Outro achado não preocupante é uma mudança de cor do esperma por algumas semanas, ficando este geralmente mais claro ou sanguinolento.

Se houver muito sangramento urinário ou retal ou se o mesmo persistir por mais de 3 dias, o médico deve ser consultado. A retenção urinária é outro sinal de complicação. Se depois da biópsia o paciente tiver vontade de urinar, porém não conseguir, deve-se contactar o urologista. Se a dor se agravar com o passar dos dias ou ocorrer febre, podem ser sinais de possíveis complicações.

Saiba mais em: Biópsia de próstata: Quais são os riscos e as complicações?

Consulte regularmente seu médico urologista. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Também pode lhe interessar:

O que pode causar retenção urinária?

Como é o tratamento para câncer de próstata?

O que é câncer de próstata?

O que é hiperplasia prostática?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hiperplasia é o aumento do número de células em determinado tecido, neste caso, na próstata (prostática). A próstata é uma glândula presente apenas em homens que envolve a uretra. Sua principal função é produzir e armazenar um fluido incolor e levemente alcalino (pH ~ 7,29) que constitui cerca de 20% do volume do fluido seminal, que junto com os espermatozoides compõe o sêmen.

A hiperplasia pode ser benigna (hiperplasia benigna da próstata) ou maligna (quando recebe o nome de neoplasia maligna da próstata ou simplesmente câncer de próstata.

hiperplasia benigna da próstata (HBP) ou hiperplasia prostática benigna (HPB)  normalmente se inicia em homens com mais de 40 anos e quando se associa a sintomas do trato urinário inferior (LUTS) pode provocar grande impacto na qualidade de vida.

A hiperplasia do estroma e do epitélio da próstata pode provocar estreitamento da uretra prostática, com dificuldade para urinar.

Já nos casos de câncer de próstata (neoplasia maligna), os sintomas geralmente surgem tardiamente, daí a necessidade de exames preventivos a partir dos 50 anos (toque retal e PSA - antígeno prostático específico, que aumenta na doença).

Às vezes, entretanto, o câncer de próstata causa sintomas semelhantes aos da hiperplasia prostática benigna, que serão descritos detalhadamente abaixo. Os sintomas mais característicos (embora não exclusivos) do câncer de próstata são sangue na urina (urina levemente avermelhada ou cor de sangue, dependendo do grau do sangramento), além de dores ósseas, fraqueza nas pernas, incontinência fecal e urinária (quando já existem metástases, em casos mais avançados), 

Os sintomas comuns das doenças podem ser obstrutivos (jato fraco, esforço para urinar, jato interrompido, hesitação, gotejamento, incontinência, esvaziamento) ou irritativos (urgência para urinar, polaciúria - ir várias vezes por dia ao banheiro e urinar pouco, dor suprapúbica, noctúria - mais de um episódio de micção à noite, entre outros).

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica (presença de LUTS), exame físico detalhado, exame digital da próstata (toque retal), PSA e exame de urina, e complementado com biópsia de próstata, citologia urinária, entre outros, dependendo se a suspeita é de HPB ou câncer.

O tratamento varia de acordo com a doença (HPB ou câncer) e o quão avançada ela está; pode-se resolver apenas com tratamento medicamentoso, no caso de HPB inicial; em casos mais avançados é cirúrgico (RTU - ressecção transuretral). Já no câncer prostático, o tratamento é cirúrgico ou radioterápico, dependendo do estadio.

No caso de suspeita de HPB ou câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes, para avaliação e tratamento corretos.