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Como é feito o exame de próstata?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame da próstata é realizado através de toque retal e exame de PSA. Para se investigar suspeita de câncer de próstata a combinação do toque retal com o exame de PSA é a forma mais eficaz de avaliar a próstata.

No entanto, esses exames não apresentam uma precisão muito alta, por isso em alguns casos podam ser necessário também a realização do ultrassom ou outros exames complementares.

O exame de toque é feito em consultório pelo médico. O médico insere o dedo indicador, protegido por luva, no ânus e palpa a região posterior da próstata. É um exame indolor, embora possa causar algum desconforto na região.

Esse procedimento demora poucos segundos e serve para detectar alterações na próstata, como endurecimento e forma irregular, que podem indicar a presença de algum tumor.

O PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida exclusivamente pela próstata. O seu nível fica consideravelmente alto em casos de câncer, com valores superiores a 2,5 ng/ml.

Contudo, os níveis de PSA também podem estar elevados em indivíduos com prostatite (inflamação da próstata), infecção ou crescimento benigno da próstata. Portanto, PSA alto não significa necessariamente presença de câncer na próstata.

Saiba mais em: PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia. O exame de ultrassom é feito através do ânus e permite visualizar lesões cancerosas na próstata.

O diagnóstico do câncer de próstata é confirmado através de biópsia, que consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido do órgão que é avaliada ao microscópio.

Veja também: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

Vale ressaltar que nem todos os homens precisam realizar o exame de próstata rotineiramente se não estiver a apresentar sintomas ou pertença a algum grupo de risco para o câncer de próstata.

Por isso, para esclarecer mais dúvidas e avaliar se é ou não necessário realizar o exame de próstata converse com o seu médico de família, ou clínico geral. Em situações de diagnóstico de câncer o segmento é realizado pelo médico urologista.

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A prática do coito interrompido tem riscos para a saúde?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A prática do coito interrompido pode apresentar algum risco para a saúde, pois sem o uso de preservativos durante a relação sexual, a pessoa pode contrair alguma doença sexualmente transmissível (DST), como por exemplo, AIDS, sífilis, gonorreia, etc.

O coito interrompido é um método de contracepção com alta taxa de falha, em torno de 20% (no período de 1 ano, 20 mulheres em cada 100 engravidam utilizando apenas esse método). Ou seja, a capacidade desse método evitar uma gravidez indesejada é baixa.

Isso pode ser explicado pelo fato de que no fluido que sai do pênis antes da ejaculação já pode conter espermas capazes de fecundar o óvulo. Além do fato de que alguns homens não conseguem controlar o exato momento de sua ejaculação e podem ejacular dentro da vagina, o que perde a eficácia do método.

Para o homem que ejacula, esse método pode trazer risco para a saúde, pois o pênis desprotegido entrará em contato com a mucosa da outra pessoa (ânus ou vagina) e esse contato pode causar algum tipo de DST.

É muito importante a utilização do preservativo (camisinha) para evitar a aquisição dessas DSTs e evitar gravidez indesejada.

Para evitar gravidez indesejada, é recomendado a possibilidade de associar outros métodos contraceptivos.  

O que é varicocele?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Varicocele são varizes nos testículos. Consiste na dilatação anormal das veias testiculares do cordão espermático, que drenam o sangue dos testículos, causada pela dificuldade no retorno venoso.

Na maioria das vezes é causada pela incompetência ou ausência das válvulas encontradas dentro das veias, responsáveis por essa drenagem, o que ocasiona um refluxo do sangue, com dilatação das veias.

A varicocele é a causa mais comum de infertilidade masculina. É uma doença frequente em parentes de primeiro grau de portadores de varicocele e já pode ser identificada na puberdade, entre 12 e 13 anos de idade.

É importante ressaltar, entretanto, que ter varicocele não indica esterilidade, ou seja, impossibilidade absoluta de ter filhos. Muitos homens com varicocele, principalmente em graus mais leves, podem ter filhos normalmente sem precisarem recorrer a qualquer tratamento.

E nos casos de varicocele mais graves, graus II e III, se tratados precocemente, mais de 60% apresenta resposta satisfatória.

Quais as causas da varicocele?
  • Congênita, quando ocorre ausência ou defeito congênito das válvulas da veia espermática interna;
  • Dificuldade da drenagem venosa por obstrução ou compressão do sistema venoso, como presença de tumorações;
  • Fator hereditário;
  • Traumatismo.

A varicocele provoca alteração na formação dos espermatozoides, com diminuição da fertilidade devido ao menor número de espermatozoides e alterações na forma dos mesmos, que reduz a sua motilidade.

Os motivos dessas alterações ainda não foram claramente elucidados, mas acredita-se que estejam relacionados com:

  • Aumento da temperatura na bolsa escrotal (a formação dos espermatozoides deve ocorrer a temperaturas mais baixas, em torno de 35ºC);
  • Diminuição de oxigênio nos testículos;
  • Diminuição do fluxo sanguíneo intratesticular e no epidídimo;
  • Alterações hormonais intratesticulares;
  • Estresse oxidativo;
  • Refluxo de metabólitos do rim e suprarrenal.
Quais são os sintomas da varicocele?

Os sintomas da varicocele incluem coceira, dor, peso ou desconforto na bolsa escrotal, embora muitos não apresentem qualquer queixa.

Os sintomas se tornam mais evidentes quando o paciente está em pé, porque a drenagem sanguínea fica ainda mais dificultada ou quando faz esforços físicos, principalmente quando contrai os músculos do abdômen.

A presença de disfunção erétil (impotência) não é comum, exceto em casos de varicocele bilateral e grau III, casos bastante raros.

Nos casos de maior gravidade, se não for feito o tratamento precocemente, os testículos podem atrofiar, havendo a redução da produção de testosterona, o que muitas vezes causa além da infertilidade, a impotência.

Como é feito o diagnóstico da varicocele?

O diagnóstico da varicocele é feito através do exame físico, com o paciente em pé e preferencialmente numa sala aquecida. O homem pode fazer também o autoexame, procurando varizes palpáveis ou visíveis, mas o ideal é ser visto por um urologista.

Existe uma graduação da varicocele, para aquelas diagnosticadas com o exame físico:

  • Grau I: Varicocele pequena, sendo palpável apenas com aumento da pressão abdominal (tossir ou assoprar contra uma resistência);
  • Grau II: Varizes palpáveis sem o auxílio do aumento da pressão abdominal;
  • Grau III: Varizes visíveis através da pele do escroto.

O exame complementar padrão-ouro para diagnosticar a varicocele é a venografia de veia espermática. Também podem ser feitos ultrassonografia com doppler colorido, termografia escrotal e cintilografia.

Qual é o tratamento para varicocele?

O tratamento da varicocele é realizado por cirurgia, por meio de ligadura cirúrgica das veias varicosas ou embolização percutânea.

É indicado nos casos que apresentam sintomas, como coceira intensa, dor, infertilidade ou sinais de atrofia do testículo. Homens mais velhos, que não apresentam sintomas e não desejam mais ter filhos não tem a necessidade de passar pela cirurgia.

Ligadura cirúrgica das veias varicosas

Pode ser realizada por diversas vias: retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica. A via subinguinal com magnificação óptica aumenta a probabilidade de preservação dos vasos arteriais e linfáticos, reduzindo significativamente o risco de recorrência da varicocele em relação à laparoscopia e cirurgias sem magnificação.

É feita rapidamente (45 minutos, em média), com anestesia geral, e o paciente tem alta em 1 a 2 dias. Deve-se evitar esforços físicos por duas a quatro semanas e relações sexuais por 10 dias.

Embolização percutânea

Consiste na oclusão da veia espermática interna. Essa forma de tratamento está associada a taxas de recidiva superiores aos métodos cirúrgicos convencionais, além de complicações relacionadas ao método.

Varicocele tem cura?

A correção da varicocele melhora o espermograma e corrige a infertilidade em 60% dos casos, quando o tratamento é realizado precocemente. Quanto mais tempo durar a varicocele, menos chance de cura.

As chances de gravidez convencional podem aumentar até 2,8 vezes após o tratamento cirúrgico. Porém, a infertilidade pode ser multifatorial, o que faz com que a correção da varicocele em alguns pacientes apenas atenue o problema, sem resolvê-lo por completo.

A varicocele não é uma doença grave, quando tratada corretamente e no momento adequado, não traz grandes consequências. Entretanto, em caso de suspeita de varicocele, um urologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

Homem com um peito maior que o outro, qual médico ir?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ideal neste caso seria procurar uma sub-especialidade da Ginecologia, chamada Mastologia. O médico Mastologista é o mais indicado para seu caso. O tratamento (remédio ou cirurgia vai depender basicamente da causa (o que deixou uma mama maior que a outra), mas geralmente é cirurgia. O restante (preço e tempo de recuperação) é o médico que vai operar que vai te responder essas questões.

Possíveis causas de diminuição da libido no homem
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As causas de diminuição da libido no homem são bem variadas; podendo ser dividida em causas psicológicas, orgânicas e medicamentosa, sabendo que na maioria das vezes estão interligadas; podemos citar entre as mais comuns:

  • Problemas psicológicos: baixa autoestima, descontentamento como o próprio corpo, ansiedade, depressão;

  • Problemas financeiros/pessoais relacionados ao trabalho, ou a família, gerando mais uma vez ao quadro de estresse e preocupações, que resultam no transtorno de ansiedade;

  • Problemas orgânicos: Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças de próstata, entre outras, levando a episódios de impotência ou ejaculação precoce, resultando na fuga de relações para evitar possíveis constrangimentos;

  • Até uso regular de medicamentos que possuem como efeito colateral a redução de libido (p.ex.:Classes de antidepressivos, anti-hipertensivos, suplementos e calmantes).

Para todos esses casos existem tratamentos e ou orientações adequadas para solucionar esse problema em questão. Agende uma consulta com Urologista para dar início ao seu tratamento.

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Rivotril interfere no libido e desejo sexual?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O ideal é voltar ao médico que receitou o remédio para ele avaliar a necessidade de diminuir a dose ou substituir o medicamento por outro.O Rivotril é um medicamento composto pelo clonazepam, um benzodiazepínico de longa duração. Alguns estudos vem demonstrando a associação entre os benzodiazepínicos e disfunções sexuais, entre elas a diminuição da libido.

Além da queda do desejo sexual e alterações na libido, também já foram relatados casos de anorgasmia, disfunção erétil e retardo da ereção com o uso dessa classe de medicamentos.

Parece haver uma associação entre uma maior frequência e intensidade de efeitos adversos na função sexual e doses mais altas desses medicamentos, principalmente se eles forem fármacos de alta potência e longa duração como é o caso do clonazepam.

Em algumas situações a redução da posologia tomada já pode resolver esses problemas de disfunção sexual, já em outras situações pode ser necessária a troca por outro fármaco com funções semelhantes.

Quais são os efeitos adversos mais frequentes do Rivotril?

Outros efeitos adversos frequentemente observados são:

  • Diminuição da concentração;
  • Fadiga e cansaço;
  • Sonolência;
  • Diminuição da tonicidade e fraqueza muscular;
  • Tontura e vertigem;
  • Intolerância à luz,
  • Falta de controle dos músculos;
  • Diminuição da capacidade de reação.

Esses efeitos geralmente são passageiros e podem melhorar quando se reduz a dose tomada. Alguns médicos podem optar por introduzir o medicamento aos poucos para evitar esses efeitos adversos.

Para mais informações sobre os efeitos adversos do Rivotril e suas influências na função sexual consulte o seu médico de família, clínico geral ou psiquiatra.

Homem com apenas um testículo produz menos testosterona? Como resolver isso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Homem com apenas um testículo não produz menos testosterona e, na maioria dos casos, os níveis de testosterona estão normais.

Grande parte dos indivíduos que nasce com apenas um testículo ou perde um testículo devido a tumores, acidentes ou processos inflamatórios, não apresenta alterações da função hormonal. Em alguns casos nem mesmo a própria produção de espermatozoides é alterada.

Isso porque, na maior parte dos casos de órgãos duplos, como testículos e rins, quando se perde um deles, o outro assume as necessidades do corpo.

A testosterona é um importante hormônio que apresenta diversas funções no corpo dos homens como atuar na diferenciação sexual, ser importante para a ereção e libido e ajudar na produção de células do sangue, ossos, além disso está envolvida em várias funções metabólicas.

Caso necessário consulte um médico para uma avaliação. Eventualmente pode ser necessário exames complementares para avaliação da testosterona e da função testicular.

Veja mais sobre o assunto em: O que fazer para aumentar o nível de testosterona?

Leia também: Quais os sinais de excesso de testosterona?

O que é prostatite e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Prostatite é uma inflamação ou infecção na próstata. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir líquidos liberados durante a ejaculação. Os principais sintomas da prostatite são a dor e a dificuldade para urinar. Porém, a prostatite pode ser aguda ou crônica e cada uma delas apresenta um conjunto de sintomas diferentes.

Os sintomas da prostatite aguda são intensos e geralmente se manifestam de forma súbita. Por outro lado, na prostatite crônica os sintomas podem ser leves, intermitentes (vão e voltam) e surgir subitamente ou aos poucos, ao longo de semanas ou meses.

Quais são os sintomas da prostatite? Sintomas de prostatite aguda

Na prostatite aguda, o paciente pode ter:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dor ao urinar;
  • Urina concentrada e turva;
  • Dor muscular;
  • Dor na região genital.
Sintomas de prostatite crônica

Na prostatite crônica, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma, enquanto outros podem ter:

  • Dor ou ardência ao urinar;
  • Dificuldade para começar a urinar;
  • Jato de urina mais fraco que o normal ou com interrupções;
  • Aumento do número de micções, inclusive durante a noite;
  • Sensação de que a bexiga não esvazia completamente depois da micção;
  • Dor ou desconforto na porção inferior da coluna lombar, na região entre o ânus e o saco escrotal, na parte inferior do abdômen ou nas virilhas;
  • Urgência para urinar;
  • Dor ou leve desconforto ao ejacular ou após a ejaculação;
  • Diminuição do volume de urina;
  • Dor na região genital ou no pênis;
  • Febre baixa.
Quais as causas da prostatite?

Na maioria das vezes, a prostatite aguda é causada por bactérias. A infecção pode ter início quando bactérias que estão na urina ou no intestino chegam à próstata. Quando o tratamento com antibióticos não é suficiente para eliminar todas as bactérias e a infecção torna-se recorrente ou difícil de tratar, a prostatite é considerada crônica.

Além das infecções bacterianas, a próstata também pode ficar inflamada em casos de imunidade baixa, distúrbios do sistema nervoso e lesões na próstata ou na área ao redor. A prostatite também pode ter causa desconhecida.

Os fatores de risco para desenvolver prostatite incluem infecção urinária recente, episódio anterior de prostatite, uso de cateter, realização de cistoscopia (exame do interior da bexiga), infecções sexualmente transmissíveis e lesões causadas ao andar de bicicleta ou a cavalo.

Prostatite tem cura? Qual é o tratamento?

Prostatite tem cura. Contudo, a prostatite bacteriana crônica pode ser difícil de tratar e, mesmo após o tratamento, o risco da infecção voltar a aparecer é alto. O tratamento da prostatite é feito com medicamentos antibióticos, analgésicos e laxantes.

Os antibióticos normalmente são usados durante 4 semanas e são específicos para a bactéria que causou a infecção. Os analgésicos, como paracetamol, ibuprofeno ou outros de ação mais forte, servem para controlar a dor e a febre. Já os laxantes são usados para amolecer as fezes e aliviar a dor causada pela passagem do bolo fecal pelo intestino.

Os casos de prostatite aguda normalmente são curados com o tratamento adequado com antibióticos. Porém, é muito importante seguir o tratamento até o fim para evitar recaídas e para que a prostatite não se torne crônica.

O médico urologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da prostatite.