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Depois da cirurgia de fimose a glande fica sempre exposta?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, depois da cirurgia de fimose a glande fica sempre exposta e não há formas de reverter a operação, uma vez que a pele que recobre a glande (prepúcio) é totalmente removida.

Logo após a cirurgia pode haver um ligeiro aumento da sensibilidade da glande, que depois diminui e volta ao normal. Por isso, no pós-operatório, recomenda-se manter a glande afastada da fralda ou da roupa.

Com o passar do tempo, pode ocorrer um ressecamento e alguma perda de sensibilidade da glande, uma vez que ela sempre esteve coberta pelo prepúcio, que é macio, úmido e liso.

À medida que o tempo passa, o atrito constante da glande com a roupa interior tende a deixá-la mais áspera. É uma reação natural de proteção, semelhante ao que acontece na pele das palmas das mão e plantas dos pés.

Contudo, isso não deve ser motivo de preocupação, pois essa discreta perda de sensibilidade não diminui a sensação de prazer nem atrapalha as relações sexuais.

Como é feita a cirurgia de fimose?

A cirurgia de fimose consiste na remoção do prepúcio. O procedimento é feito com anestesia local e tem uma duração de cerca de uma hora. Depois da operação, é feito um curativo no pênis, que costuma estar inchado.

O paciente costuma ter alta no mesmo dia da operação e depois de 4 dias já pode voltar às suas atividades.

Como é a recuperação da cirurgia de fimose?

É comum haver desconforto ao urinar durante a recuperação da cirurgia de fimose. Podem ser indicados medicamentos analgésicos em caso de dor. Recomenda-se aplicar compressas frias no local, para aliviar a dor e a inflamação. Porém, o curativo feito no hospital não pode ser molhado, por isso deve-se ter atenção com as compressas frias.

No pós-operatório, recomenda-se permanecer em repouso. Os exercícios físicos devem ser evitados durante 3 semanas.

Os pontos saem espontaneamente alguns dias depois da cirurgia, portanto não é necessário retirá-los.

O pós-operatório da cirurgia de fimose é mais confortável quando a operação é realizada na infância. Porém, quanto mais cedo a operação for feita, menores são as chances do problema ficar resolvido. Por outro lado, o pós-operatório costuma ser pior com o passar da idade, mas a probabilidade da fimose ficar resolvida é maior.

Quando deve ser feita a cirurgia de fimose?

A cirurgia de fimose deve ser feita, preferencialmente, quando o menino deixa de usar fraldas, o que geralmente ocorre quando a criança está com cerca de 2 anos e meio de idade. Contudo, a cirurgia de fimose também costuma ser feita entre os 7 e os 10 anos de idade. Por isso, cada caso deve ser avaliado na sua particularidade durante a consulta médica.

Se o estreitamento do prepúcio causar dor, inflamação ou infecções urinárias, a cirurgia de fimose é feita logo após o nascimento do bebê.

O diagnóstico e tratamento da fimose é da responsabilidade do/a médico/a urologista.

O que é cistite e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Cistite aguda é uma infecção ou inflamação na bexiga, causada, na maioria dos casos, pela bactéria Escherichia coli, que habita naturalmente o intestino.

Conhecida popularmente como "infecção urinária", a cistite atinge muito mais mulheres do que homens. Uma das principais razões por que a cistite é mais frequente nas mulheres é que a uretra da mulher é mais curta que a do homem (cerca de 5 cm no sexo feminino e 12 cm no masculino), o que diminui a distância que a bactéria tem que percorrer para chegar à bexiga da mulher.

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de cistite em mulheres estão a frequência de relações sexuais (relações recentes aumentam o risco), uso de espermicidas, demorar para urinar após as relações, caso recente de cistite e fatores genéticos.

Outros fatores que aumentam os riscos de cistite: uso de diafragma, gravidez, cálculos na bexiga, próstata aumentada, imunidade baixa e uso de sonda vesical.

Quais são os sintomas da cistite?

Os sintomas da cistite incluem ardor, dificuldade em urinar, que pode ser acompanhada de dor, aumento do número de micções, vontade constante e urgente de urinar, liberação de pouca urina, desconforto na pelve, presença de sangue na urina e escurecimento da urina, que fica mais escura e com odor mais forte.

As cistites não provocam febre. Se houver, é provável que a infecção tenha atingido os rins ou a próstata, no caso dos homens.

Em crianças, a cistite pode causar ainda episódios de micções involuntárias durante o dia.

Quando não é tratada devidamente e a tempo, a infecção pode chegar aos rins, tornar-se muito mais grave e se generalizar.

O tratamento da cistite é feito com medicamentos antibióticos.

A cistite é uma infecção que pode ser tratada pelo/a clínico/a geral ou médico/a de família.

Antidepressivo pode causar impotência ou infertilidade?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, antidepressivos podem causar impotência e infertilidade. Praticamente todos os antidepressivos podem provocar disfunções sexuais e reprodutivas no homem e na mulher, interferindo no desejo, ereção, orgasmo e ejaculação, além de poderem influenciar a fertilidade.

Em relação à impotência (incapacidade de ter ou manter uma ereção durante o ato sexual), os antidepressivos normalmente causam efeitos colaterais que podem prejudicar a atividade sexual em todos os níveis.

As queixas mais comuns dos homens que tomam esse tipo de medicamento incluem diminuição do desejo e da excitação, disfunção erétil, problemas de orgasmo e ejaculação, como orgasmo em tempo atrasado e ausência de ejaculação.

Há ainda outros efeitos colaterais, porém menos comuns, tais como anestesia peniana, dor durante o orgasmo, orgasmo associado com bocejos, priapismo (ereção dolorosa e prolongada que ocorre independentemente de desejo sexual) e orgasmo espontâneo.

Quais os efeitos dos antidepressivos na fertilidade masculina e feminina?Efeitos dos antidepressivos na mulher

O tratamento com alguns tipos de antidepressivos pode aumentar a produção do hormônio prolactina. Esse hormônio estimula a produção de leite pelas mamas e é produzido pela glândula hipófise, localizada próxima ao cérebro.

Se os níveis de prolactina estiverem altos, o que pode ocorrer com o uso de antidepressivos, pode ocorrer alterações menstruais, infertilidade, hipogonadismo e os mamilos podem expelir leite.

Os antidepressivos podem provocar alterações no ciclo menstrual, atrasando ou até mesmo impedindo a ovulação. A ausência de ovulação impede a mulher de engravidar.

Saiba mais em: Grávida pode tomar antidepressivo?

Contudo, somente determinados tipos de antidepressivos interferem diretamente nos ciclos menstruais e na produção de hormônios nas mulheres. Alguns antidepressivos que podem causar esses efeitos são: os tricíclicos (amitriptilina, clomipramina) e alguns inibidores da recaptação da serotonina (fluoxetina, sertralina,paroxetina)

Veja também: Antidepressivo pode atrasar a menstruação?

Efeitos dos antidepressivos no homem

Nos homens, os antidepressivos podem afetar a fertilidade das seguintes formas: diminuição do volume da ejaculação; produção reduzida de espermatozoides e baixa qualidade dos espermatozoides.

Todos os antidepressivos podem causar impotência?

Praticamente todos os antidepressivos influenciam a sexualidade de alguma forma. No entanto, os antidepressivos serotoninérgicos (que aumentam o hormônio serotonina) estão entre os principais responsáveis pela disfunção sexual no homem, uma vez que a serotonina inibe a libido, a ejaculação e o orgasmo.

Os antidepressivos que mais provocam disfunção erétil (impotência) são: fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram e venlafaxina.

Já os antidepressivos que menos interferem na atividade sexual são: nefazodona, bupropiona e trazodona.

Cerca de 60% dos homens que tomam antidepressivos apresentam algum tipo de disfunção sexual, sendo essa uma das principais causas de abandono do tratamento à longo prazo.

Dentre estes, a trazodona pode causar ereções prolongadas, enquanto que a bupropiona pode inclusive melhorar o desejo sexual e facilitar o orgasmo.

Outros antidepressivos e seus respectivos efeitos na sexualidade:

⇒ Imipramina e Amitriptilina: Diminuem o desejo sexual e provocam problemas na ereção e ejaculação; ⇒ Clomipramina: Diminui a sensibilidade genital, retardando a ejaculação.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico psiquiatra ou o médico que receitou o medicamento.

Leia também: Existe anticoncepcional ou contraceptivo masculino?

Qual o tratamento para herpes genital?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para herpes genital inclui higiene local, uso de pomadas e comprimidos antivirais. A doença é causada por um vírus (herpes simples), transmitido sobretudo por relações sexuais. Os principais sinais e sintomas incluem vermelhidão, dor e bolhas no local afetado.

O medicamento mais usado para tratar o herpes genital é o aciclovir, normalmente administrado por via oral ou diretamente sobre as lesões, sob a forma de pomada.

Quanto mais cedo o herpes genital começar a ser tratado, mais eficaz é o resultado. O ideal é começar o tratamento no máximo 2 dias após a manifestação dos sintomas.

O tratamento do herpes genital é eficaz e as lesões podem desaparecer inclusive sem deixar cicatrizes. Contudo, mesmo sem manifestar sintomas, o vírus permanece "adormecido" nas células nervosas. Portanto, em qualquer momento em que a imunidade da pessoa estiver baixa, ele pode voltar a se manifestar e provocar novas lesões.

Veja também: Herpes genital tem cura?

Quais as possíveis complicações do herpes genital?

O herpes genital é uma doença relativamente pouco grave. Entre as suas principais complicações estão a encefalite herpética, que é a infecção do cérebro causada pelo vírus, embora seja uma complicação rara.

Outra forma grave da doença é o herpes congênito, transmitido da mãe para o bebê, principalmente durante o parto.

Leia também:

Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Quem tem herpes pode engravidar?

Para saber o tratamento mais adequado para cada caso, é preciso consultar-se com o/a clínico/a geral, médico/a de família, ginecologista ou urologista.

Veja também:

Quais são os principais sintomas do herpes genital?

Como se pega herpes genital?

Tem como saber se meu marido é estéril no esperma a olho nu?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não é possível avaliar a qualidade do esperma a olho nu.

O exame que avalia com detalhes o esperma é o espermograma.

Nele, o/a profissional de saúde observará no microscópio a quantidade de espermatozoides presente, bem como suas características de mobilidade entre outras.

O espermograma é um dos exames realizados na avaliação do casal infértil. Essa avaliação inclui exames da mulher e do homem para compreender as causas da infertilidade e orientar adequadamente o tratamento apropriado.

Por isso, caso o casal está há mais de 15 meses seguidos tentando engravidar e não conseguiu, é indicado uma consulta de planejamento familiar com o ginecologista, médico de família ou clínico geral.

Para saber mais sobre espermograma, você pode ler:

Como é feito o espermograma?

Entendendo os Resultados do Espermograma

Ejaculo pouco esperma, pode dificultar ter filhos?

Referências

Bradley D Anawalt, et cols. Approach to the male with infertility. UpToDate: May 13, 2019.

Sociedade Brasileira de Urologia – SBU.

Retirar a próstata causa impotência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Retirar a próstata (prostatectomia total) pode causar impotência. Os riscos variam entre 30 e 100% e dependem da idade, do estágio do câncer de próstata, do tamanho do tumor e também de como estava a função erétil antes da cirurgia.

Na maioria dos casos, a dificuldade de ter uma ereção melhora com o tempo. Homens com mais de 65 anos apresentam cerca de 30% de chance de voltarem a ter o mesmo nível de ereção que possuíam antes de retirar a próstata. Já em indivíduos com menos de 60 anos as chances de recuperação são de 60 a 70%.

Há ainda fatores como diabetes, hipertensão arterial, aterosclerose, taxas de colesterol elevadas, tabagismo e problemas cardíacos que também influenciam a disfunção erétil após a cirurgia. Pacientes que já apresentavam algum tipo de impotência antes de retirar a próstata tendem a ter o quadro agravado.

No entanto, na maioria dos casos, a dificuldade de ereção após a retirada da próstata tende a melhorar com o passar do tempo, embora esse tempo varie bastante, podendo chegar a 18 meses.

Por isso, os urologistas geralmente recomendam o uso de medicamentos via oral, injeções intracavernosas e próteses à vácuo.

Durante esse período, é importante que o paciente procure ter relações frequentemente, pois isso tende a acelerar a melhora da disfunção erétil. Geralmente, se o problema persistir por 1 ano, o médico urologista pode recomendar a cirurgia de implante de prótese peniana.

O que é atrofia testicular e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Atrofia testicular é a diminuição do tamanho do testículo. As células do órgão ficam menores e, consequentemente, todo o testículo fica menor. O principal sintoma da atrofia testicular é a diferença de tamanho entre os testículos. O testículo atrofiado normalmente está menor ou mais amolecido que o outro.

As causas da atrofia testicular são variadas, podendo ocorrer devido à compressão do órgão, falta de estímulos hormonais, distúrbios na circulação sanguínea local, perda da inervação, inflamações, entre outras.

Uma das principais causas de atrofia testicular é a varicocele, que são varizes no testículo. Trata-se de uma dilatação anormal das veias do cordão espermático, responsáveis por drenar o sangue dos testículos. Como resultado, o sangue fica estagnado no testículo e a circulação fica comprometida, podendo levar à atrofia do órgão.

Leia também: O que é varicocele?

A atrofia do testículo pode ocorrer em até metade dos pacientes que durante a infância tiveram orquite (inflamação do testículo) causada pelo vírus dacaxumba.

Popularmente se diz que a caxumba "desceu", mas na realidade foi o vírus que chegou ao testículo e provocou uma inflamação, deixando o saco escrotal inchado. Normalmente a orquite afeta apenas um dos testículos, que sofre atrofia em cerca de 50% dos casos.

Outra causa de atrofia testicular é a torção do testículo, que bloqueia o fluxo sanguíneo do órgão. O principal sintoma é a dor intensa, que não melhora com nada. Se não for diagnosticada a tempo, a torção pode evoluir para a necrose, ou seja morte do testículo devido à falta de irrigação sanguínea.

Saiba mais em: Dor no testículo após relação, é normal?

O tratamento da atrofia testicular depende da sua causa e o problema pode ser reversível. O urologista é o médico especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da atrofia testicular.

Ter relações sexuais todos os dias é normal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Normal não existe. é a mesma coisa se você me preguntasse: é normal torcer para o Flamengo? O flamenguista diria que sim e o vascaíno diria que não. A frequência de relações sexuais depende mais de um acordo entre o casal. O homem geralmente acha que uma vez por dia é pouco e a mulher (a maioria) acha que é muito. e agora quem é normal, quem está certo? Flamengo ou Vasco?