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Losartana potássica causa impotência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A losartana pode causar impotência.

A impotência não é um efeito colateral comum da losartana, podendo se manifestar em menos de 1% das pessoas que fazem uso da medicação. Ou seja, é um efeito colateral muito raro da medicação, mas que pode acontecer.

Por ser um efeito colateral raro de ocorrer, o homem com impotência sexual e que esteja em uso da medicação deve procurar o/a médico/a para uma avaliação pormenorizada em busca de outras causas.

Toda medicação deve ser tomada apenas com receita médica e na dosagem apresentada na prescrição. Na presença de algum efeito indesejável, procure, de preferência, o/a médico/a que lhe receitou a medicação.

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

A pele da base do pênis é bastante sensível, por isso pode ser prejudicada por diversos fatores, resultando no seu ressecamento e formação de fissuras, ou pequenas feridas na região. Uma das causas comuns é a infecção fúngica, que pode sim ser facilitada pela baixa imunidade.

Podemos citar outras possíveis causas, como uso de sabonetes inadequados para região íntima; a frequência de relações sexuais ou masturbação exagerada e intensas ou até pelo contato com o látex dos preservativos, por vezes causando reação alérgica local - o que é facilmente resolvido com a lavagem do órgão com sabonete para região íntima após sua retirada, lembrando que o uso da camisinha é a melhor forma de prevenção quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

A presença de feridas no pênis deve ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, urologista ou infectologista que poderá realizar o diagnóstico específico e indicar o tratamento apropriado para o seu caso.

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Clínica médica e Neurologia

O especialista para maiores esclarecimentos nessa área é o Pediatra ou urologista pediátrico.

Entretanto, segundo seu relato, seu filho apresenta um desenvolvimento do pênis considerado normal para idade.

Como é o desenvolvimento normal do pênis da criança?

O desenvolvimento normal do pênis de criança é se manter nas mesmas proporções durante toda a infância, e iniciar seu crescimento apenas quando a puberdade se inicia, devido a ação da testosterona, o que acontece em média aos 12 anos de idade.

Esse crescimento se dá por etapas, e pode durar até os 18 anos de idade ou mais. As primeiras estruturas a crescer e se desenvolver são os testículos e a bolsa escrotal, por vezes parece bastante desproporcional, dando a impressão de um pênis ainda menor.

Em seguida, por volta dos 14 ou 15 anos, o pênis começa a ganhar comprimento. Só ao final da puberdade que acontece o aumento na largura (espessura), ganhando a forma final do órgão, que permanece durante toda fase de vida adulta.

O que é pênis recolhido?

O pênis pode se encontrar recolhido por exemplo em caso de exposição maior ao frio, em situações de medo e ansiedade.

Pode ser considerado pênis recolhido ou pênis "embutido", aqueles que parecem um tipo de pênis muito pequeno, ou menor do que o esperado, mas na verdade é resultado da presença de grande quantidade de gordura abdominal. Comum em meninos com sobrepeso ou obesidade.

Outras situações, que devem ser investigadas pelo especialista, essas sim são alterações que precisam de acompanhamento e tratamento, são o micro pênis, pênis pequeno, pênis sepultado e fusão peno escrotal. Porém são situações raras que o pediatra é capaz de diagnosticar precocemente.

Para mais esclarecimentos, consulte um/a médico/a pediatra ou urologista pediátrico.

Candidíase no homem: como reconhecer, tratar e prevenir a candidíase masculina
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, sendo que a Candida albicans é a espécie mais prevalente. Pode acometer diversos locais do corpo, como os genitais (levando a vulvovaginite nas mulheres e balanopostite nos homens), cavidade oral e esôfago, bexiga, pele e unhas, dentre outros locais, menos acometidos.

Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, mas pode ser transmitida através de relações sexuais.

Como reconhecer a Candidíase Peniana (balanopostite)?

É comum que os homens não apresentem sintomas, mas quando se manifestam podemos observar:

  • Coceira intensa é sintoma mais característico;
  • Ardor ao urinar;
  • Ardência ao contato com a secreção vaginal;
  • Pele do pênis avermelhada e brilhante;
  • Inchaço leve da glande ('cabeça do pênis');
  • Descamação ao toque da pele da região peniana (pele friável);
  • Pequenas ulcerações ou vesículas com crostas cobertas por uma secreção esbranquiçada com aspecto de queijo;
  • Excreção de secreção peniana esbranquiçada semelhante ao sêmen.

A candidíase no homem pode estar ligada a fatores imunológicos ("queda" da imunidade) ou relacionados ao nível de açúcar no sangue. Sendo assim, é importante investigar causas que alterem a imunidade, como diabetes, uso de medicações e HIV.

Como é feito o diagnóstico?

Um clínico geral, urologista ou dermatologista podem facilmente diagnosticar a candidíase peniana. As formas de diagnóstico incluem a avaliação dos sintomas clínicos e exames laboratoriais. No caso da avaliação laboratorial, colhe-se amostras de secreção das ulcerações ou vesículas presentes no pênis analisando-as com o auxílio de microscópio. Neste exame serão procurados nas amostra das secreções o fungo do gênero Candida. O mais comum nas infecções genitais é o Candida albicans.

Como tratar?

O tratamento da candidíase peniana consiste no uso de medicamentos antifúngicos em forma de pomadas e cremes, para uso local, e por via oral ou injetável.

É importante buscar orientação médica para, com base nos sintomas e exames laboratoriais, definir a melhor forma de tratamento e retirar possíveis dúvidas. Além disso, é preciso evitar relações sexuais durante o tratamento, seguir a dosagem da medicação prescrita e a duração do tratamento adequado. Estas medidas possibilitam a cura da candidíase e ajudam a evitar a sua reincidência.

Como prevenir a Candidíase Peniana?

A prevenção desta infecção tem seu foco principal em cuidados de higiene e que fortaleçam o sistema imunológico.

  • Higienizar adequadamente a região peniana para manter esta área limpa e seca;
  • Os cuidados de higiene devem ser feitos com mais atenção na área do pênis coberta pelo prepúcio, em homens não circuncidados;
  • Buscar hábito alimentares saudáveis com uma alimentação rica em frutas, legumes, e água;
  • Evitar roupas quentes, apertadas ou molhadas;
  • Usar preservativos durante as relações sexuais;
  • Usar antibiótico apenas sob prescrição médica.

Os fungos se proliferam mais facilmente em ambientes quentes e úmidos. Por este motivo, se deve manter a região genital limpa, seca e priorizar o uso de roupas mais leves.

Em homens com prepúcio longo (pele que recobre a glande - “cabeça do pênis”) ou portadores de diabetes, pode ser necessária a circuncisão - retirada cirúrgica do prepúcio – como uma forma de prevenir a candidíase, uma vez que esta área de mucosa pode ser limitada na sua capacidade de defesa local.

Uma alimentação saudável com baixo consumo de açúcar e a prática de exercícios físicos são hábitos que reforçam o sistema imunológico e ajudam a evitar não somente a candidíase peniana, mas também outras doenças além de influenciar positivamente na qualidade de vida das pessoas.

Conheça mais sobre o assunto nos links:

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Infecção urinária no homem: quais os sintomas e como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da infecção urinária no homem variam conforme o órgão afetado. Quando a infecção ocorre na bexiga (cistite), as micções são mais frequentes, há dor durante a micção e o paciente tem vontade urgente de urinar. Se a infecção atinge o rim (nefrite), além dos sintomas anteriores, ocorre dor lombar e febre, com ou sem calafrios. Já a infecção urinária na uretra (uretrite) caracteriza-se por dor ou ardência para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que também podem estar presentes:

  • Acordar durante a noite para urinar;
  • Dor, sensação de pressão ou aumento da sensibilidade na região da bexiga, logo abaixo do umbigo;
  • Urina escura ou com odor fétido;
  • Presença de sangue na urina;
  • Náuseas e vômitos.

O tratamento da infecção urinária no homem é feito com medicamentos antibióticos e medidas gerais, como ingestão abundante de água e esvaziamento frequente e completo da bexiga.

Dentre os remédios mais usados para tratar a infecção urinária estão o Trimetoprim, a Nitrofurantoína, o Norfloxacino e as Cefalosporinas. A escolha do antibiótico depende dos resultados dos exames de urina e da gravidade dos sintomas. 

Infecções urinárias mais graves podem necessitar de internação hospitalar, com administração de antibióticos por via venosa. O tratamento em regime hospitalar é indicado sobretudo quando as náuseas e os vômitos impedem o uso de antibióticos por via oral, além de que, juntamente com a febre, aumentam o risco de desidratação.

Se o homem estiver com a próstata aumentada, ela pode obstruir o fluxo de urina. Nesses casos, o tratamento também inclui medicamentos ou procedimentos cirúrgicos que diminuam essa obstrução.

Grande parte dos casos de infecção urinária ocorre em mulheres. Das infecções urinárias que afetam os homens, apenas uma pequena porção ocorre em jovens. A maioria dos casos atinge homens com mais de 50 anos e uma das principais causas é o aumento do volume da próstata, uma condição conhecida como hiperplasia benigna da próstata. 

O aumento da próstata pode comprimir a porção inicial da uretra e bloquear o fluxo de urina, impedindo o esvaziamento completo da bexiga. Isso aumenta a proliferação de bactérias e, consequentemente, eleva o risco de infecção.

Em geral, as infecções urinárias masculinas ficam completamente curadas com 7 a 10 dias de tratamento. Se a infecção atingir as vias urinárias altas ou a próstata, pode ser necessário tomar antibióticos por 14 dias ou mais.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Qual o tratamento para infecção urinária?

Dor no pênis toda vez que eu vou urinar: o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Isso provavelmente significa algum tipo de infecção ou inflamação, precisa procurar um médico para ver realmente o que é e fazer o tratamento.

Homem que perdeu um testículo não consegue ter ereção?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A retirada de um testículo não impede a ereção, nem causa impotência. Mesmo que o homem tenha perdido os dois testículos, ele ainda pode ter ereções normalmente.

Portanto, um homem que perdeu um testículo e não consegue ter ereções está sofrendo de impotência sexual, que deve ser devidamente investigada.

Impotência sexual ou disfunção erétil é a dificuldade de obter ou manter uma ereção suficiente para ter uma relação sexual satisfatória. Dentre as causas mais comuns de impotência estão:

  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Hipertensão arterial (pressão alta);
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Fatores psicológicos;
  • Alguns medicamentos.

Outro fator que influencia a função sexual masculina é a deficiência na produção de testosterona que ocorre com o envelhecimento, mais conhecida como andropausa.

Entre os 50 e 60 anos de idade, a produção de testosterona pelos testículos começa a diminuir progressivamente, o que pode reduzir o desejo sexual e afetar a ereção.

Leia também: Homem com apenas um testículo produz menos testosterona? Como resolver isso?

Contudo, a impotência sexual tem tratamento. Consulte o/a médico/a urologista, médico/a de família ou clínico/a geral para fazer uma avaliação e descobrir a origem da sua disfunção erétil.

O homem que tem o esperma fraco pode engravidar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para saber a qualidade do esperma, se ele é fraco ou não, o homem deve realizar o exame de espermograma.

Nele, o/a profissional de saúde observará no microscópio a quantidade de espermatozoides presentes, bem como suas características de mobilidade entre outras.

Por ser um exame detalhado e analisado em laboratório, não é possível avaliar a qualidade do esperma a olho nu.

O espermograma é um dos exames realizados na avaliação do casal infértil. Essa avaliação inclui exames da mulher e do homem para compreender as causas da infertilidade e orientar adequadamente o tratamento apropriado.

Caso você já tenha realizado este exame e apresenta alterações, procure o/a médico/a para continuar a avaliação, identificar a causa da baixa qualidade do esperma e tratar devidamente.

O casal que está há mais de 15 meses seguidos tentando engravidar e não conseguiu, é indicado uma consulta de planejamento familiar com o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.