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Saúde do Homem

PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

PSA alterado (elevado) pode ser sintoma de alguma doença ou problema na próstata, como câncer, infecção, hipertrofia (crescimento) benigna ou traumatismo na mesma. A idade também é um fator que contribui para o aumento da taxa de PSA no sangue.

Normalmente, um PSA acima de 4,0 ng/ml pode significar câncer de próstata, embora isso não seja suficiente para detectar a doença. Neste caso, o paciente deve ser submetido ao toque retal e a uma ultrassonografia. Dependendo do resultado, pode ser necessário ainda uma biópsia prostática.

De fato, cerca de 17% dos homens com câncer de próstata não apresentam PSA alterado, daí ser fundamental a realização do exame de toque retal.

Veja também: Como é feito o exame de próstata?

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma substância produzida pela próstata e que circula normalmente pela corrente sanguínea. Alterações na próstata provocam um aumento da liberação do PSA no sangue através dos vasos e tecidos linfáticos que atravessam a próstata.

O exame de PSA associado ao toque retal é a forma mais eficaz de diagnosticar precocemente o câncer de próstata.

Saiba mais em:

Quais são os valores de referência do PSA?

Como é feito o exame PSA livre?

Como prevenir o câncer de próstata?

Tomar Somatodrol faz mal? Quais os efeitos colaterais?

Tomar Somatodrol não faz mal à saúde e, segundo o próprio fabricante, não produz efeitos colaterais. Trata-se de um produto seguro, que está devidamente aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Contudo, o uso de Somatodrol pode causar alguns efeitos colaterais raros, como sensação de barriga inchada, dores abdominais e distúrbios intestinais.

Além disso, tomar Somatodrol em doses elevadas pode provocar reações mais graves nos rins e no fígado, além de aumentar os níveis de testosterona para além dos limites normais.

O que é Somatodrol e para que serve?

Somatodrol é um suplemento alimentar usado para ganhos extremos de massa muscular. Sua fórmula é composta pelos aminoácidos arginina e ornitina, além de zinco, magnésio, boro e vitamina B6. 

A fórmula garante aumentar naturalmente a produção dos hormônios testosterona e GH (hormônio do crescimento) no corpo. Tal efeito acelera o crescimento dos músculos, a recuperação após o treino e aumenta a energia para treinar. 

Os minerais e vitaminas presentes no Somatodrol também contribuem para acabar com as cãibras e relaxar a musculatura.

O produto é composto por produtos naturais e pode ser usado por homens a partir dos 18 anos de idade.

Quais os efeitos e benefícios do Somatodrol?
  • Melhora a libido;
  • Aumenta a potência para treinar;
  • Combate cãibras;
  • Relaxa a musculatura;
  • Aumenta os níveis de hormônio de crescimento (GH);
  • Inibe a produção de somatostatina, um hormônio que controla a produção de hormônio de crescimento;
  • Diminui a fadiga muscular;
  • Aumenta a produção de testosterona;
  • Reduz o tempo de recuperação muscular depois do treino.
Como tomar Somatodrol?

A dose indicada de Somatodrol é de 2 cápsulas por dia, uma antes e outra após o exercício físico. O aumento da dose só deve ser feito com indicação médica. 

Somatodrol tem alguma contraindicação?

Mulheres não devem tomar Somatodrol, uma vez que o suplemento aumenta a produção do hormônio testosterona

Pessoas que sofrem de asma ou tomam medicamento para pressão baixa não devem usar Somatodrol devido à arginina e à ornitina presentes na composição do produto.

Indivíduos com problemas de saúde ou que estejam tomando alguma medicação devem consultar um médico para saber se, no seu caso específico, é seguro tomar Somatodrol.

O que é atrofia testicular e quais os sintomas?

Atrofia testicular é a diminuição do tamanho do testículo. As células do órgão ficam menores e, consequentemente, todo o testículo fica menor. O principal sintoma da atrofia testicular é a diferença de tamanho entre os testículos. O testículo atrofiado normalmente está menor ou mais amolecido que o outro.

As causas da atrofia testicular são variadas, podendo ocorrer devido à compressão do órgão, falta de estímulos hormonais, distúrbios na circulação sanguínea local, perda da inervação, inflamações, entre outras.

Uma das principais causas de atrofia testicular é a varicocele, que são varizes no testículo. Trata-se de uma dilatação anormal das veias do cordão espermático, responsáveis por drenar o sangue dos testículos. Como resultado, o sangue fica estagnado no testículo e a circulação fica comprometida, podendo levar à atrofia do órgão.

Leia também: O que é varicocele?

A atrofia do testículo pode ocorrer em até metade dos pacientes que durante a infância tiveram orquite (inflamação do testículo) causada pelo vírus dacaxumba.

Popularmente se diz que a caxumba "desceu", mas na realidade foi o vírus que chegou ao testículo e provocou uma inflamação, deixando o saco escrotal inchado. Normalmente a orquite afeta apenas um dos testículos, que sofre atrofia em cerca de 50% dos casos.

Outra causa de atrofia testicular é a torção do testículo, que bloqueia o fluxo sanguíneo do órgão. O principal sintoma é a dor intensa, que não melhora com nada. Se não for diagnosticada a tempo, a torção pode evoluir para a necrose, ou seja morte do testículo devido à falta de irrigação sanguínea.

Saiba mais em: Dor no testículo após relação, é normal?

O tratamento da atrofia testicular depende da sua causa e o problema pode ser reversível. O urologista é o médico especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da atrofia testicular.

Com a cirurgia de fimose o pênis fica maior?

Não, o tamanho é o mesmo, com a retirada da pele que prendia ele (o pênis) tem maior liberdade para expandir, mas não muda de tamanho.

Leia também: Cirurgia de fimose causa aumento ou perda de sensibilidade na glande?

O que fazer quando eu não consigo engravidar?

Se não consegue engravidar depois de um ano tentando todos os dias, você e o seu marido devem fazer alguns exames para detectar a causa da infertilidade.

Primeiro, o seu marido deve fazer um exame chamado espermograma, que avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides. Se o resultado do espermograma estiver alterado, o/a médico/a deve conduzir a investigação e o tratamento adequado para o homem. Se o espermograma for normal, então a mulher deve procurar o/a ginecologista para saber por que não consegue ter filhos.

Dentre os exames mais usados para detectar a esterilidade feminina estão:

- Dosagem hormonal: É feito durante o ciclo menstrual e serve para verificar se a mulher tem ovulação, quando ela ocorre e qual é a qualidade da mesma;

- Ultrassom transvaginal: Avalia útero, ovários e anexos genitais. O exame permite ao médico acompanhar a ovulação, detectar miomas e outros defeitos uterinos;

- Histerossalpingografia: Serve para avaliar a permeabilidade e a anatomia das trompas;

- Histeroscopia: Permite visualizar diretamente a cavidade uterina e estudar o endométrio (parede interna do útero) e detectar miomas no interior do útero.

Existem ainda outros exames que a mulher poderá fazer para saber se é estéril, dependendo do caso. Em casos específicos, o homem pode precisar fazer também avaliação endócrina e hormonal, ultrassom do escroto, exames genéticos e biópsia dos testículos.

Os exames para detectar a esterilidade podem ser analisados pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista especialista em fertilidade, no caso dos homens, ou o/a ginecologista também especialista em fertilidade, no caso das mulheres.

Saiba mais sobre o assunto em:

Que exames devo fazer para saber se posso engravidar?

Como saber se sou estéril?

Quais os sintomas de câncer de próstata?

Os principais sintomas do câncer de próstata são a dificuldade para urinar e o aumento da frequência urinária durante o dia ou durante a noite. Na fase avançada, pode haver ainda dor nos ossos, dor lombar, sangue na urina, insuficiência renal, infecção generalizada, entre outras manifestações.

Contudo, o câncer de próstata não costuma causar sinais e sintomas na fase inicial, já que, na maioria dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa. Grande parte dos tumores malignos de próstata cresce muito lentamente, podendo demorar quinze anos para chegar a 1 centímetro. 

Por isso, muitas vezes a doença nem chega a manifestar sintomas ou trazer graves riscos à saúde e o paciente frequentemente vai a óbito por razões não relacionadas ao tumor. Porém, em alguns casos, o câncer pode crescer rapidamente e se disseminar para outros órgãos (metástase), podendo levar à morte.

Alterações urinárias

A próstata é uma glândula que envolve a porção inicial da uretra, que é o canal da urina. Está localizada em frente ao reto (porção final do intestino grosso) e abaixo da bexiga.

Portanto, com o crescimento do tumor, o jato de urina fica mais fraco, a micção é feita em gotas ou em jatos (dois tempos) e é preciso fazer força para manter o jato de urina. Depois de urinar, o homem fica com a sensação de que a bexiga não esvaziou completamente.

Outro sintoma muito comum é o aumento da frequência urinária, sobretudo noturna, levando o paciente a acordar várias vezes para ir ao banheiro durante a noite. Também pode haver urgência urinária, que é a necessidade urgente de urinar.

O paciente geralmente apresenta dificuldade para começar e interromper a micção, daí ser frequente o gotejamento após o ato de urinar.

Outros sinais e sintomas

À medida que o tumor continua crescendo, pode ocorrer dor na coluna lombar, dor pélvica, presença de sangue na urina, insuficiência renal, inchaço no saco escrotal e nas pernas.

A dor nos ossos é sentida principalmente no quadril, na coluna e nas costelas e está associada ao alastramento do câncer ao tecido ósseo. Dor durante a passagem da urina, ao ejacular ou nos testículos é rara. 

No caso de suspeita de câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes. Os exames de rastreamento podem ser realizados a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 anos para homens histórico familiar de câncer de próstata.

Saiba mais em:

Como é o tratamento para câncer de próstata?

Câncer de próstata tem cura?

O que é câncer de próstata?

Como prevenir o câncer de próstata?

O que é varicocele?

Varicocele são varizes nos testículos. Consiste na dilatação anormal das veias testiculares do cordão espermático (que drenam o sangue dos testículos), devido à dificuldade no retorno venoso.

A incidência de varicocele varia com a idade, sendo de 7,2% em indivíduos entre 2 e 19 anos (média de incidência para várias faixas etárias compreendidas neste intervalo), chegando a 14,1% dos 15 aos 19 anos. Após os 20 anos, a incidência varia de 10 a 25%. Quando a varicocele tem início depois dos 40 anos, é essencial verificar se existe um tumor intra-abdominal que esteja apertando e dilatando a veia testicular. 

É a causa primária tratável mais comum de infertilidade masculina. É uma doença frequente em parentes de primeiro grau de portadores de varicocele e tende a ser mais incidente em pessoas com IMC baixo (relação inversa entre IMC e incidência). Na maioria das vezes, a varicocele ocorre no lado esquerdo da bolsa escrotal, acometendo o testículo esquerdo, devido a anatomia característica do homem, em que a veia testicular direita desemboca na calibrosa veia cava em um ângulo de 45º e a veia testicular esquerda drena para a veia renal esquerda, de menor calibre, e com uma angulação de 90º, o que dificulta o escoamento do sangue.

É importante ressaltar, entretanto, que ter varicocele não indica esterilidade, ou seja, impossibilidade absoluta de ter filhos. Muitos homens com varicocele, principalmente em graus mais leves, podem ter filhos normalmente sem precisarem recorrer a inseminação artificial ou outras abordagens.

Leia também: Varicocele causa infertilidade e impotência?

As causas de varicocele podem ser diversas, incluindo ausência ou incompetência congênita das válvulas da veia espermática interna e dificuldade da drenagem venosa por obstrução ou compressão do sistema venoso. Ocorre alteração na espermatogênese, com diminuição da fertilidade por oligospermia (menor número de espermatozoides) e alterações na morfologia (forma) dos espermatozoides, levando a diminuição da motilidade. Os motivos destas alterações ainda não foram claramente elucidados, mas acredita-se que podem incluir hipertermia (aumento da temperatura na bolsa escrotal - sendo que a espermatogênese deve ocorrer a temperaturas mais baixas, em torno de 35º), hipoxia (diminuição de oxigênio nos testículos), diminuição do fluxo sanguíneo intratesticular e no epidídimo, alterações hormonais intratesticulares, estresse oxidativo e refluxo de metabólitos do rim e suprarrenal.

Os sintomas incluem prurido (coceira), dor, peso ou desconforto na bolsa escrotal, mas geralmente é assintomática. Também não é comum a presença de disfunção erétil (impotência), apenas em casos de varicocele bilateral e grau III, rara (veja os graus abaixo). Nos casos de maior gravidade, se não for feito o tratamento, os testículos podem atrofiar, havendo a redução da produção de testosterona, o que muitas vezes causa a impotência. Os sintomas são agravados quando o paciente está em pé, porque a drenagem sanguínea fica dificultada ou quando faz esforços físicos, principalmente quando contrai os músculos do abdome.

O diagnóstico é feito através do exame físico, com o paciente em posição ortostática (de pé) e examinado em sala aquecida, idealmente, mas tem sensibilidade e especificidade de apenas 70%.  Pode-se fazer o auto-exame, procurando varizes palpáveis ou visíveis, mas idealmente deve-se passar com um urologista. Existe uma graduação da varicocele, para aquelas diagnosticadas com o exame físico (varicocele clínica):

  • Grau I – Varicocele pequena, sendo palpável apenas com aumento da pressão abdominal. (tossir ou assoprar contra uma resistência - "manobra da Valsalva");
  • Grau II – varizes palpáveis sem o auxílio da manobra de Valsalva;
  • Grau III – varizes visíveis através da pele do escroto.

O exame complementar padrão-ouro para o diagnóstico do refluxo venoso no plexo pampiniforme (varicocele clínica e subclínica) é a venografia de veia espermática. Também podem ser feitos ultrassonografia com doppler colorido, termografia escrotal e cintilografia.

O tratamento da varicocele é indicado naqueles que apresentam sintomas (prurido intenso, dor, inchaço importante), infertilidade ou sinais de atrofia do testículo. Homens mais velhos, que não apresentam sintomas e não desejam mais ter filhos não precisam ser operados.

Existem duas opções para a correção da varicocele:

  • Ligadura cirúrgica das veias varicosas (pode ser realizada por diversas vias: retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica. A via subinguinal com magnificação óptica aumenta a probabilidade de preservação dos vasos arteriais e linfáticos, reduzindo significativamente o risco de recorrência da varicocele em relação à laparoscopia e cirurgias sem magnificação). É feita rapidamente (45 minutos, em média), com anestesia geral, e o paciente tem alta em um a dois dias, mas deve evitar esforços físicos por duas a quatro semanas e relações sexuais por dez dias.
  • Embolização percutânea (oclusão da veia espermática interna - está associada a taxas de recidiva superiores aos métodos cirúrgicos convencionais, além de complicações relacionadas ao método).

A correção da varicocele melhora o espermograma e corrige a infertilidade em 50% dos casos (grau de evidência B). As chances de gravidez convencional podem aumentar até 2,8 vezes após o tratamento cirúrgico. Porém, a infertilidade pode ser multifatorial, o que faz com que a correção da varicocele em alguns pacientes apenas atenue o problema, sem resolvê-lo por completo. 

A varicocele não é uma doença grave, e se tratada corretamente e no momento adequado, não traz grandes consequências. Entretanto, em caso de suspeita de varicocele, um urologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento correto, se necessário.

Como aumentar a contagem de esperma?

Ainda não há formas de aumentar a contagem de esperma. O único tratamento que pode melhorar a quantidade de espermatozoides no esperma é através dos hormônios LH e FSH, que têm a função de produzir testosterona e estimular a produção de espermatozoides, respectivamente.

Porém, o tratamento só aumenta a contagem de esperma se o problema estiver relacionado com alterações desses hormônios produzidos pela hipófise. Se estiver tudo bem com a hipófise, a terapia hormonal não é indicada.

Contudo, existem alguns cuidados e medidas que podem ajudar a melhorar a qualidade do esperma, pois combatem fatores que prejudicam a produção de espermatozoides:

  • Praticar exercícios físicos: A falta de atividade física e a obesidade favorecem o desequilíbrio hormonal, prejudicando a formação dos espermatozoides. Recomenda-se pelo menos 30 minutos de exercícios, 4 vezes por semana;
  • Não fumar: As toxinas presentes no cigarro também interferem na produção de gametas;
  • Diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas: Recomenda-se reduzir ao máximo o consumo de álcool, uma vez que não existe uma dose mínima indicada;
  • Diminuir ou evitar o estresse: O estresse constante também pode causar desequilíbrio hormonal. Os exercícios físicos podem ser uma boa forma de aliviar o estresse;
  • Dormir bem: O sono regula o funcionamento do organismo. O número de horas ideal varia para cada pessoa, mas a recomendação normalmente é de 7 a 8 horas por noite (Leia também: 10 Dicas para Melhorar a Qualidade do Sono);
  • Ter uma alimentação adequada: Recomenda-se uma alimentação balanceada, sobretudo rica em vitaminas e nutrientes relacionados com a produção de espermatozoides, como vitaminas A, C e E, zinco e ômega 3.

Dentre as principais causas para a baixa qualidade do sêmen estão:

  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Uso de drogas como cocaína e crack;
  • Tabagismo;
  • Poluição do ar;
  • Alimentação inadequada;
  • Falta de atividade física.

Esses fatores prejudicam a produção de espermatozoides de diversas formas, podendo interferir na contagem de esperma, por isso devem ser evitados.

Consulte um médico urologista para maiores esclarecimentos.

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