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Medicamento para pressão alta pode tirar o desejo de fazer sexo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Alguns medicamentos frequentemente usados para controlar a pressão arterial, como os anti-hipertensivos e os diuréticos, apresentam como efeitos colaterais disfunção na atividade sexual, seja reduzindo a libido, causando disfunção erétil ou diminuição na lubrificação vaginal, embora dificilmente representem a única causa desse sintoma.

Contudo não são todos os medicamentos para hipertensão que causam esses efeitos, e as complicações de um quadro de hipertensão arterial são muito mais graves e perigosas. Por exemplo, é a principal causa de Acidente vascular cerebral (AVC), ou "derrame"; também está fortemente associada ao Infarto agudo do miocárdio (IAM), doenças muito prevalentes e motivos de incapacidade e sequelas na nossa população.

Outras causas comuns de redução da libido tanto nos homens quanto nas mulheres atualmente, são o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, ansiedade e depressão. Inclusive os quadros de transtorno de humor, como a ansiedade e depressão, estão entre as causas mais importantes de redução da libido.

Portanto é importante que não interrompa seu tratamento por conta própria antes de conversar com seu médico, responsável pelo tratamento da hipertensão, seja o clínico geral, médico da família ou seu cardiologista. Todos os efeitos colaterais oriundos da medicação podem ser reduzidos ou a medicação substituída, caso seja esse o principal ou único motivo para seus sintomas de redução da libido, evitando assim efeitos colaterais indesejáveis e ao mesmo tempo não colocando sua vida em risco.

Saiba mais sobre o assunto nos links abaixo:

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Qual o melhor remédio para aumentar a libido da mulher?

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Como funciona a cirurgia de varicocele?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A cirurgia de varicocele pode ser feita de duas formas:

  • Ligadura cirúrgica das veias varicosas (pode ser realizada por diversas vias: retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica. A via subinguinal com magnificação óptica aumenta a probabilidade de preservação dos vasos arteriais e linfáticos, reduzindo significativamente o risco de recorrência da varicocele em relação à laparoscopia e cirurgias sem magnificação). É feita rapidamente (45 minutos, em média), com anestesia geral, e o paciente tem alta em um a dois dias, mas deve evitar esforços físicos por duas a quatro semanas e relações sexuais por dez dias.
  • Embolização percutânea (oclusão da veia espermática interna - está associada a taxas de recidiva superiores aos métodos cirúrgicos convencionais, além de complicações relacionadas ao método).

Nenhum procedimento cirúrgico é 100% isento de riscos, mas estas cirurgias são relativamente seguras (especialmente a ligadura) e simples, com recuperação razoavelmente rápida.

A correção da varicocele melhora o espermograma e corrige a infertilidade em 50% dos casos (grau de evidência B). As chances de gravidez convencional podem aumentar até 2,8 vezes após o tratamento cirúrgico. Porém, a infertilidade pode ser multifatorial, o que faz com que a correção da varicocele em alguns pacientes apenas atenue o problema, sem resolvê-lo por completo.

A varicocele pode causar disfunção erétil (impotência), mas somente em casos graves (raros) de varicocele bilateral e grau III (varizes visíveis). Nestes casos graves, se não houver tratamento, é possível haver atrofia dos testículos, com diminuição da produção de testosterona, o que é uma conhecida causa de impotência. Na maioria dos casos é uma doença assintomática.

A varicocele não é uma doença grave, e se tratada corretamente e no momento adequado, não traz grandes consequências. Entretanto, em caso de suspeita de varicocele, um urologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento correto, se necessário.

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Varizes pélvicas: o que são, sintomas mais comuns e o que fazer?

Referências

SBACV. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular.

Está saindo um líquido esverdeado do pênis, o que seria?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode ser infecção na uretra, chamada uretrite.

Uretrite

A uretrite é uma infecção no canal da uretra, por onde é excretada a urina. Os principais agentes causadores da doença são a Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis, ambas são transmitidas pela via sexual.

Os sintomas se iniciam poucos dias após a contaminação, entre 5 e 7 dias. As queixas são principalmente de ardência e incômodo ao urinar, dor e secreção. A secreção pode ser amarelada ou esverdeada, que chega a sujar a roupa e com mau cheiro.

O diagnóstico é baseado na história, geralmente com relato de relação sexual desprotegida, associado ao exame médico e por vezes pode ser solicitado exames laboratoriais.

O tratamento é realizado com a administração de antibióticos orais específicos. Todo caso de uretrite, deve ser realizado tão logo for possível, porque a infecção pode avançar para outros órgãos, promovendo sequelas como estenose de uretra, infecção renal, além do risco de contaminar outras pessoas.

Leia também: Uretrite: Quais os sintomas e possíveis complicações?

Contudo as uretrites podem ser causadas por outros germes, como fungos, vírus e protozoários.

O médico especialista para avaliação e tratamento nesses casos é o urologista. Na presença desses sintomas agende uma consulta.

Pode lhe interessar também: O que pode causar uretrite?

Meu marido só tem um testículo, como faço para ter filhos?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa fazer sexo, é a maneira mais fácil de engravidar... Para ter filhos precisa ter relações com seu marido... Ter um testículo apenas, não significa que seu marido seja estéril, se está em dúvida, leve ele a um médico urologista.

Quais os sintomas da gonorreia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da gonorreia incluem ardência e dificuldade para urinar, podendo ainda ser observado um corrimento amarelado ou esverdeado saindo pelo canal da uretra (homem) ou pela vagina (mulher). Os sinais e sintomas manifestam-se entre 2 e 8 dias depois da relação sexual. No entanto, nos homens, podem levar até 1 mês para aparecer.

A gonorreia pode infectar o pênis, o colo uterino, o canal anal, a garganta e os olhos. Se não for devidamente tratada, pode causar diversos danos à saúde, como infertilidade, dor nas relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros.

O fato de muitas pessoas com gonorreia não apresentar sintomas faz com que não tomem conhecimento da doença e não procurem tratamento. Isso aumenta o risco de complicações e a possibilidade de transmitir a infecção para outra pessoa.

Quais os sintomas da gonorreia na mulher?

Nas mulheres, os sinais e sintomas da gonorreia são marcados por coceira na vagina, presença de corrimento amarelado ou esverdeado, dor ou ardência ao urinar, dor no baixo ventre e dor ou sangramento durante a relação sexual. Pode haver ainda dor de garganta, febre e sangramento uterino anormal

Quais os sintomas da gonorreia no homem?

Nos homens, a gonorreia pode causar dor, ardência ou calor ao urinar, corrimento ou pus no pênis, aumento do número de micções, urgência urinária, uretra vermelha ou inflamada, testículos sensíveis ou inflamados e dor de garganta (faringite gonocócica).

Como ocorre a transmissão da gonorreia?

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST). A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e pode ser transmitida por qualquer tipo de atividade sexual. Pode ser contraída por contato com a boca, garganta, olhos, uretra, vagina, pênis ou ânus.

As bactérias proliferam-se em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo a uretra, o canal que transporta a urina para fora do corpo. Nas mulheres, as bactérias podem ser encontradas no aparelho reprodutivo, incluindo trompas de Falópio, útero e colo do útero.

A transmissão da gonorreia ocorre principalmente através de relações sexuais sem proteção. A gonorreia também pode ser transmitida para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto.

É muito comum a pessoa estar doente e não manifestar sintomas, pelo que é necessário usar preservativo em todas as relações sexuais para não transmitir a doença.

Qual é o tratamento para gonorreia?

O tratamento da gonorreia é feito com medicamentos antibióticos. É importante que o casal faça o tratamento, mesmo que o parceiro ou a parceira não apresente sintomas da doença. Durante o tratamento, o casal deve usar preservativos.

Existem muitos antibióticos diferentes que podem ser usados para tratar gonorreia. Os medicamentos podem ser administrados em doses orais altas e únicas ou doses menores, durante 7 dias. A pessoa pode receber a primeira dose de antibiótico por injeção e depois tomar a medicação em comprimidos.

Os casos mais graves de doença inflamatória pélvica (DIP) podem exigir hospitalização, com antibióticos administrados por via endovenosa.

Aproximadamente metade das mulheres com gonorreia também está infectada com clamídia. O tratamento de ambas infecções é feito em simultâneo.

Quais as possíveis complicações da gonorreia? Complicações da gonorreia em mulheres

Infecções que se espalham para as trompas podem causar cicatrizes, o que pode levar a problemas para engravidar mais tarde. Também podem provocar dor pélvica crônica, doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica.

Episódios recorrentes aumentam o risco de infertilidade devido aos danos nas trompas de Falópio. Mulheres com gonorreia podem apresentar ainda abscessos no útero e no abdômen.

Gestantes com gonorreia grave podem transmitir a doença para o bebê ainda no útero ou durante o parto. Também podem ocorrer complicações na gravidez, como infecções e parto prematuro.

Complicações da gonorreia em homens

Nos homens, as complicações da gonorreia podem incluir cicatrizes ou estreitamento da uretra e acúmulo de pus (abscesso) ao redor da mesma.

Complicações da gonorreia em homens e mulheres

Tanto no homem como na mulher, a gonorreia pode causar infecções nas articulações, infecção da válvula cardíaca e meningite.

Na presença desses sintomas, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família, ginecologista ou urologista.

É comum aparecerem bolhas de sangue no saco escrotal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não é comum aparecerem bolhas de sangue na bolsa escrotal, o ideal é sim procurar um médico, clínico geral, dermatologista ou urologista.

Uma causa provável para esse sintoma é o angioqueratoma. Uma doença de causa ainda desconhecida, que se caracteriza pela presença de dilatações vasculares, formando pequenas lesões semelhantes a verrugas, de coloração vermelho escura ou preta. Não causa dor ou coceira.

Existem ainda outras doenças que podem levar a formação de bolhas na bolsa escrotal, e para cada uma das condições existe um tratamento específico. Por isso é fundamental que seja avaliado por um especialista.

Podemos citar como causas comuns de bolhas na bolsa escrotal: os processos inflamatórios, infecção, doença sexualmente transmissível, cistos, varizes (varicocele) e tumores.

No caso de inflamação ou infecção, é comum apresentar dor, calor e vermelhidão local. Nas doenças sexualmente transmissíveis, pode haver a presença de secreção pela uretra. Os cistos causam aumento do volume dos testículos, um ou ambos, e se for de grande monta, pode causar dor devido a compressão de estruturas vizinhas.

A varicocele, presença de varizes na bolsa escrotal, é uma causa comum de infertilidade e dor local. Já os tumores, em geral são lesões únicas, e geralmente não causam qualquer sintoma, o que dificulta um diagnóstico precoce.

Por todo o descrito, recomendamos que procure o quanto antes um atendimento médico, para orientação adequada.

Leia também: Bolinha do tamanho de uma ervilha no meu saco escrotal?

Pomadas para feridas nas partes íntimas: qual devo usar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Atualmente encontramos uma variedade grande e eficaz de pomadas para áreas íntimas, mas para definir a melhor opção, é preciso identificar a causa da ferida.

Para feridas originadas por proliferação de fungos, as pomadas antifúngicas são as mais indicadas. No caso de infecção bacteriana, com secreção amarelada (pus) e mau cheiro, é preciso incluir antibióticos.

Por isso, descrevemos nesse artigo opções de pomadas para diferentes situações e a forma de uso, mas lembramos que o primeiro passo deve ser sempre procurar uma avaliação médica para definir qual o agente causador dessa ferida, e ainda, se existe a necessidade de tratar o parceiro sexual ou não.

1. Feridas causadas por fungos

As feridas mais comuns são causadas por fungos, devido a região ser mais úmida e quente. Os sintomas são de ferida mais "esbranquiçada", dor e ardência local. As pomadas indicadas são as antifúngicas, como o clotrimazol, nistatina e isoconazol.

Clotrimazol creme vaginal - 10mg/g

O creme intravaginal de clotrimazol está indicada para candidíase vaginal, uma infecção fúngica que causa coceira intensa, vermelhidão e corrimento, geralmente, esbranquiçado.

  • Modo de uso: aplicar na vagina através do aplicador encontrado na embalagem, uma vez ao dia, de preferência a noite, já deitada, durante 7 dias consecutivos.

O produto pode ser aplicado também na área externa da vagina (grande lábios e vulva), além da região peniana do parceiro, para aliviar os sintomas de coceira e desconforto.

Nistatina creme vaginal

O creme de nistatina também é indicado para tratamento de candidíase vaginal.

  • Modo de uso: aplicar intravaginal, com os aplicadores do produto, durante 14 dias, todos os dias a noite, de preferência já deitada, para ajudar na absorção e menor perda do produto.
Nistatina + oxido de zinco pomada

A associação de nistatina com óxido de zinco, tem como principal indicação a prevenção e o tratamento de assaduras em bebês e crianças pequenas.

  • Modo de uso: aplicar fina camada nas áreas avermelhadas ou com muito atrito com a pele, como as axilas, virilha e dobras pescoço, de 1 a 2 vezes ao dia, após limpar e secar a região.
Isoconazol creme tópico a 1%

O creme é indicado para casos de balanite (candidíase peniana), vulvovagintes e candididase feminina. Encontrado como Gyno-Icaden®, medicamento de referência ou similares, o produto deve ser usado da seguinte forma:

  • Modo de uso:
    • Para homens, na balanite micótica por cândida: aplicar uma quantidade pequena de creme sobre a glande, região mais interna do prepúcio e nas áreas avermelhadas, 2 vezes por dia, durante 7 dias consecutivos.
    • Para mulheres: aplicar pequena quantidade de creme, com o uso do aplicador, uma vez por dia, sempre a noite já deitada, durante 7 dias consecutivos.

No caso de muita coceira e vermelhidão na parte externa da vagina, pode aplicar fina camada nessa região 2x por dia, para aliviar os sintomas.

2. Feridas causadas por bactérias

Em feridas com secreção purulenta, vermelhidão e calor local, a principal suspeita é uma infecção secundária, e precisa ser tratada com pomadas que contém antibióticos, como a pomada de metronidazol ou clindamicina.

Metronidazol gel 0,75%

O metronidazol tópico é apresentado em gel, e tem a indicação de tratar vaginoses bacterianas, infecção bacteriana comum na mulher durante a idade reprodutiva. Os sintomas são de corrimento acinzentado, com odor forte, semelhante a "peixe podre".

  • Modo de uso: aplicar fina camada, ao se deitar, por 5 dias consecutivos.

Durante o tratamento é recomendado abstinência de bebidas alcoólicas durante todo o tratamento e até 24 horas após o seu término, além de abstenção de atividade sexual ou o uso de espermicidas, ou camisinha, para evitar reação com o produto e evitar gravidez já que o medicamento pode interferir na eficácia da contracepção.

Clindamicina creme vaginal

A clindamicina é um antibiótico, com apresentações orais e tópicas. O creme vaginal de 20g, vem com 3 aplicadores e está indicado para o tratamento de vaginoses bacterianas (infecção vaginal por bactérias).

  • Modo de uso: deve ser aplicado com o aplicador do produto, uma vez ao dia, de preferência ao se deitar, durante 7 dias.

Mulheres grávidas não devem fazer uso, a não ser que seja mesmo necessário e orientado pelo obstetra.

3. Feridas por falta de hormônio estrogênio

Creme de estrogênio é um tipo de pomada indicado em mulheres que apresentam carência do hormônio, como ocorre, por exemplo, na menopausa. Os sintomas são de ressecamento vaginal, dor e ardência durante a relação.

Estriol creme vaginal 1mg/g
  • Modo de uso: O creme deve ser aplicado uma vez ao dia, a noite, já deitada, durante 7 dias. Depois a dose pode ser reduzida para 1x por semana ou de acordo com as orientações médicas. Recorra ao aplicador que vem junto com o produto, descartando após o seu uso. Nunca guarde o aplicador.

Mulheres com risco aumentado de trombose, câncer ou mulheres gestantes, não devem fazer uso desse produto, sem antes conversar com o seu médico ginecologista.

4. Feridas por queimadura ou assaduras Bepantol® creme

Devido às propriedades do dexpantenol, o Bepantol® serve para prevenir e tratar assaduras e rachaduras na pele, mamilos, lábios e região anal. Além disso, o Bepantol® também estimula a cicatrização de feridas e escaras (úlceras de pressão), e auxilia no tratamento de queimaduras causadas pelo sol.

  • Modo de uso: aplicar pequena camada da pomada na região avermelhada ou ferida, 2 a 3 vezes ao dia, após limpar e secar a região. A limpeza deve ser apenas com água corrente, e quando necessário, sabonete líquido.
Como aplicar a pomada na vagina?

A aplicação correta do creme, ou pomada, são fundamentais para o sucesso do tratamento, por isso tenha atenção a cada etapa.

Procure também antes de aplicar, separar o produto, tomar o seu banho e fazer toda a sua higiene habitual, para que após a aplicação se manter deitada, promovendo melhor absorção do medicamento.

Para aplicar o produto siga os seguintes passos:

1. Retire a tampa do tubo e vire ao contrário, verá que a parte de cima da tampa tem uma parte pontiaguda que deve usar para perfurar completamente o seu lacre da pomada,

2. Depois abra um aplicador e conecte esse aplicador com o bico do tubo,

3. Bem fixados, puxe o êmbolo do aplicador até o final, e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo de modo que o creme comece a entrar no aplicador, até preencher completamente todo o espaço do aplicador,

4. Desencaixe o aplicador e tampe o tubo de medicamento imediatamente,

5. Agora, deite-se de costas, procure se manter relaxada e introduza o aplicador na vagina suavemente, sem causar dor ou desconforto,

6. Em seguida, empurre o êmbolo do aplicador com o dedo indicador até o final de seu curso, depositando assim todo o creme na vagina,

7. Retire o aplicador do canal vaginal e após o uso, o aplicador deve ser imediatamente descartado.

Faça isso uma vez ao dia, de preferência a noite, durante o tempo determinado pelo seu médico, que varia para cada medicamento.

Posso ter relação durante o uso de pomadas vaginais?

Não. É muito importante evitar relação sexual, uso de espermicidas ou camisinha enquanto faz tratamento para não causar interação ou efeito colateral do produto.

Saiba mais sobre esse assunto, nos artigos abaixo

Quanto tempo depois de usar a pomada vaginal posso ter relações sexuais?

Posso transar com camisinha fazendo o uso do creme vaginal?

Feridas na região íntima

Quais são os sintomas do HPV?

Referência:

  • Iara Moreno Linhares, et al.; Vaginites e vaginoses. FEMINA 2019;47(4): 235-40.
  • Robert Sidbury, et al.; Acute genital ulceration (Lipschütz ulcer). UpToDate: May 05, 2020.
  • FEBRASGO - Manual de Orientação em Trato Genital Inferior e Colposcopia. 2010.
Fica saindo um líquido gosmento do meu pênis?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Geralmente a saída de secreção pelo pênis é sinal de alguma infecção na uretra (canal por onde passa a urina). Não é normal, deve procurar um médico urologista ou clínico geral para melhor avaliação.

A presença de secreção pelo pênis, especialmente se houver coloração amarelada ou com mau cheiro, pode ser sinal de infecção na uretra, chamada também de uretrite.

Leia também: Uretrite: Quais os sintomas e possíveis complicações?

As causas mais comuns de uretrite são as doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia, embora outras situações como infecção fúngica, tumores ou infecção urinária simples também possam causar esses sintomas.

Saiba mais no link: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

O diagnóstico da uretrite é baseado na história clínica e exame médico. Pode ainda ser necessário exames de sangue e cultura da secreção para avaliação mais precisa do germe causador do problema.

E o tratamento é realizado com medicamentos antibióticos específicos para a suspeita diagnóstica, ou direcionado através dos exames realizados. Importante lembrar, que nos casos de infecção contagiosa, o/a parceiro/a também deverá ser tratado para cura definitiva da doença.

Portanto é fundamental uma avaliação médica, aonde serão pesquisados os fatores de risco, sinais e sintomas clínicos, além de realizar um exame médico completo para definição diagnóstica. Após o diagnóstico, planejar o tratamento mais adequado para cada caso, evitando assim complicações e sequelas inerentes ao processo inflamatório da uretra.

O médico especialista nesse assunto é o urologista, contudo o médico clínico geral e médico de família são capacitados para a avaliação inicial e conduta. Se houver necessidade poderão ser encaminhados posteriormente ao urologista. O importante é buscar a avaliação mais breve possível.

Pode lhe interessar: Qual é o tratamento para uretrite?