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Pressão Alta

Quais os efeitos colaterais da losartana potássica?

Os principais efeitos colaterais da losartana podem ser: 

  • Diarreia; 
  • Dor no peito; 
  • Tosse; 
  • Hipoglicemia; 
  • Anemia; 
  • Fadiga e cansaço; 
  • Queda da pressão; 
  • Tontura. 

Outros efeitos colaterais podem aparecer, mas são menos comuns

  • Náusea; 
  • Dor abdominal; 
  • Congestão nasal; 
  • Ganho de peso; 
  • Infecções; 
  • Gastrite. 

Na presença de algum efeito colateral, a pessoa deve comunicar ao/à médico/a. Esses efeitos colaterais podem ser provisórios a depender de cada caso. É importante relatar a presença desses efeitos para que o/a médico/a possa avaliar uma possível troca de medicação ou mudança na dosagem

Use medicações apenas com a receita médica e na dosagem devidamente indicada. 

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Qual o tratamento e prevenção para hipertensão arterial?

O tratamento da hipertensão arterial sistêmica essencial (primária) é geralmente feito sem o uso de medicamentos, inicialmente. Os pacientes, uma vez diagnosticados, devem se submeter a uma mudança no estilo de vida, que inclua:

  • Praticar atividades físicas todos os dias, ou pelo menos 40 minutos, cinco vezes na semana;
  • Manter o peso ideal para a altura, evitar a obesidade;
  • Adotar uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  • Reduzir o consumo de álcool. Se possível, não beber;
  • Parar de fumar;
  • Sempre seguir as orientações do seu médico ou profissional da saúde;
  • Dormir oito horas todas as noites, verificar se a qualidade do seu sono é boa (se acorda cansado ou revigorado);
  • Evitar o estresse. Reservar tempo para a família, os amigos e o lazer. Garantir pelo menos uma hora por dia, todos os dias, para fazer algo que realmente gosta.

A diminuição da pressão com essas alterações geralmente é pequena. Dificilmente uma pessoa com níveis pressóricos muito altos (maiores do que 160/100 mmHg) atinge o controle sem a ajuda dos remédios. Todavia, nos casos mais iniciais e leves, pode ser obtido o controle eficaz da pressão arterial.

No entanto, a maioria dos pacientes não aceita alterações nos hábitos de vida. Simplesmente são incapazes de mudar tão profundamente seus maus hábitos, e acabam tendo que tomar medicamentos para controlar a pressão.

Obviamente, os pacientes que já chegam ao médico com pressão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo (insuficiência renal ou cardíaca, retinopatias, polineuropatias) devem iniciar tratamento medicamentoso imediato (ALÉM das mudanças no estilo de vida, que devem ser seguidas em todos os casos), uma vez que o fato indica hipertensão de longa data. Também devem iniciar tratamento farmacológico imediato doentes mais graves ou com doenças crônicas como diabetes.

Medicamentos para hipertensão arterial (anti-hipertensivos):

Há muitos remédios diferentes para controlar a pressão arterial. Não importa muito a medicação utilizada para tratar a pressão alta, desde que seja eficaz em reduzir os níveis da pressão arterial para baixo de 140/90 mmHg.

Em casos de hipertensão arterial secundária, isto é, causada por outra doença (como feocromocitoma, insuficiência renal crônica, glomerulonefrites, rins policísticos, estenose da artéria renal, etc) o tratamento é dirigido à causa e pode inclusive curar definitivamente a hipertensão, dependendo do caso.

Em caso de suspeita de HAS, um médico (preferencialmente um cardiologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Para que serve a losartana potássica?

A losartana é uma medicação utilizada no tratamento da Hipertensão Arterial e na proteção dos rins em alguns pacientes com diabetes tipo 2

A losartana pode ser indicada para pessoas com pressão arterial elevada e que estão em tratamento de controle. Essa medicação deve ser usada todos os dias e na quantidade indicada na receita médica. 

Por apresentar um efeito renal, ela também serve para proteger os rins de algumas lesões causadas pela diabetes. Além disso, ela serve para reduzir o risco de infarto em pessoas com hipertrofia do ventrículo esquerdo e hipertensão. 

Em alguns casos, ela será usada juntamente com outras medicações.  

Para manter o efeito prolongado de controle da pressão arterial, a losartana deve ser usada de forma contínua, sem esquecimentos e no período do dia que melhor convier para a pessoa.    

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Dr. Charles Schwambach
7 Maneiras de Baixar a Pressão Alta

Para baixar a pressão alta e controlar a hipertensão arterial é preciso cuidar da alimentação e ter um estilo de vida saudável, o que inclui reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, emagrecer, não fumar, entre outros cuidados.

Veja 7 formas de baixar a pressão arterial:

  1. Diminuir a ingestão de sal: O excesso de sal é uma das principais causas de pressão alta. Para reduzir o seu consumo, deve-se procurar substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos, evitar comida enlatada e industrializada e não levar o saleiro para a mesa. Lembrando que o consumo de sal não deve ultrapassar a dose de uma colher de chá por dia;
  2. Praticar atividade física regularmente: O exercício físico provoca um relaxamento das artérias e contribui muito para baixar a pressão, desde que seja feito regularmente: no mínimo 4 vezes por semana durante 1 hora ou 30 minutos todos os dias;
  3. Não fumar: O cigarro diminui a elasticidade das artérias, deixando-as mais rígidas, o que pode fazer a pressão subir;
  4. Emagrecer: O excesso de gordura abdominal pode aumentar a pressão arterial pois obriga o coração a bombear sangue com mais força. Por isso, se for o caso, é preciso perder peso para não sobrecarregar o coração e controlar a hipertensão;
  5. Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas: O consumo excessivo de álcool pode causar hipertensão arterial;
  6. Controlar o estresse: O estresse faz o organismo liberar hormônios que aumentam a pressão arterial. Um estresse excessivo e constante pode inclusive provocar hipertensão arterial, por isso é muito importante manter a ansiedade e o estresse sob controle;
  7. Consumir soja: A isoflavona presente na soja tem ação vasodilatadora, o que significa que relaxa as artérias e ajuda a reduzir a pressão (Veja aqui quais os alimentos que ajudam a baixar a pressão alta.)

Além dos hábitos de vida saudáveis, o tratamento da hipertensão arterial também inclui medicamentos que ajudam a controlar a pressão. Com o quadro estabilizado, é possível manter a pressão arterial sob controle seguindo esses cuidados.

O médico cardiologista é o especialista responsável pelo tratamento da pressão alta.

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Quais os sintomas da pressão alta?

Quais os sintomas da pressão alta?

Os sintomas da pressão alta geralmente só aparecem quando a pressão está muito elevada. Durante uma crise de hipertensão arterial, a pessoa pode sentir:

  • Dor no peito;
  • Dor de cabeça ou na nuca;
  • Tonturas;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza;
  • Visão embaçada ou pontinhos brilhantes na visão;
  • Sangramento nasal.

O sintoma mais comum e específico da pressão alta é a dor de cabeça sentida na nuca. A dor geralmente é latejante ou pulsátil, começa nas primeiras horas da manhã e vai desaparecendo  ao longo do dia.

É importante lembrar que, na maioria dos casos, a hipertensão arterial não manifesta sintomas. A doença vai se desenvolvendo aos poucos, o organismo vai se habituando à pressão alta e não emite sinais de alerta.

Por isso, grande parte dos pacientes hipertensos não sente absolutamente nada. Somente quando a hipertensão é crônica é que ela irá causar sintomas nos picos de pressão alta, que são as crises.

Quais os sintomas da pressão alta de evolução acelerada (hipertensão maligna)?

Em geral, a pressão arterial está muito elevada e as crises agudas podem durar minutos ou horas. Nesses casos, o paciente apresentar:

  • Sonolência;
  • Confusão mental;
  • Distúrbio visual;
  • Náusea e vômito;
  • Dor de cabeça;
  • Ansiedade;
  • Palpitação;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Tremor nas mãos;
  • Dor no peito.

A pressão alta provoca alterações nos vasos sanguíneos e no músculo do coração, podendo causar acidente vascular cerebral (AVC), infarto, morte súbita, insuficiência renal e cardíaca, entre outras complicações.

O controle da hipertensão arterial é fundamental para prevenir tais complicações. O tratamento da pressão alta e o acompanhamento do paciente deve ser feito pelo médico cardiologista.

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O que é pré-eclâmpsia e quais os sintomas?

Pré-eclâmpsia é o surgimento de hipertensão arterial após a 20ª semana de gravidez, associada a perda de proteínas na urina, chamada de proteinúria. Contudo, a pré-eclâmpsia desaparece após o parto.

A pré-eclâmpsia parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta no início da gravidez, durante sua implantação no útero. Conforme a gravidez se desenvolve e a placenta cresce, a falta de uma vascularização perfeita leva a baixa perfusão sanguínea, podendo causar isquemia placentária. A placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substâncias que, ao caírem na circulação sanguínea materna, causam descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. Setenta e cinco por cento dos casos são leves e 25% são graves. Pode surgir em qualquer altura da gestação, entre as 20 semanas e alguns dias após o parto.

A hipertensão que aparece depois da 20ª semana de gravidez é o sintoma mais comum. No entanto, para ser pré-eclâmpsia e não somente hipertensão gestacional, é necessário que também ocorra proteinúria (presença de pelo menos 300 mg de proteínas em exame de urina).

Quase todas as gestantes apresentam edemas (inchaços), mas quando eles pioram de forma rápida e súbita, sobretudo na face e mãos, pode indicar uma pré-eclâmpsia.

Em caso de suspeita de pré-eclâmpsia, um médico (preferencialmente um ginecologista), deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-la e prescrever o melhor tratamento.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Qual o tratamento para pré-eclâmpsia?

tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia é a indução do parto. Entretanto, nem sempre a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem prejuízos para o feto. No entanto, não interromper a gravidez pode trazer sérias consequências para a mãe, por isso, a decisão de quando induzir o parto leva em consideração a idade gestacional, a gravidade da pré-eclâmpsia e a condição de saúde da mãe e do feto.

Se a mulher já completou 38 semanas de gestação ou está com pré eclampsia grave acima das 34 semanas, a opção pelo parto é a mais indicada. Nas outras situações, cada caso é avaliado em sua particularidade e o tratamento é feito com acompanhamento em ambulatório ou internamento hospitalar para um acompanhamento mais próximo da progressão da doença e uso da medicação apropriada. A preferência é pelo parto normal, sempre que possível.

A hipertensão arterial deve estar sob controle, embora isso não interfira no curso da doença ou na mortalidade da mãe ou feto. É importante lembrar que alguns anti-hipertensivos famosos como o Enalapril, Captopril e Adalat® são contraindicados na gestação e a medicação específica deve ser prescrita pelo/a médico/a obstetra.

As crises convulsivas são prevenidas com administração de sulfato de magnésio intravenoso.

Nas consultas de pré natal de rotina, o/a obstetra e/ou médico/a de família avaliam os casos de suspeita de pré-eclâmpsia através da história clínica, exame físico e exames complementares, para quem com o diagnóstico correto, orientar a paciente e prescrever o melhor tratamento.

Dra. Nicole Geovana