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Dor na panturrilha, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor na panturrilha ("batata da perna") pode ter diversas causas. Se a dor for aguda, iniciada após atividade física, é mais provável que seja resultado de uma distensão do músculo da panturrilha (gastrocnêmio). Em algumas ocasiões será necessário o uso de relaxante muscular e anti-inflamatório, além de repouso, para melhora dos sintomas.

Outra causa de dor aguda na panturrilha são as cãibras, que ocorre quando o músculo fica muito contraído durante alguns minutos, sendo associada a dor intensa. Normalmente são autolimitadas e não necessitam de tratamento, exceto se a dor permanecer mesmo após resolução da cãibra.

Para evitar as cãibras, é importante realizar alongamentos e fazer fortalecimento muscular, 3 vezes por semana. Além disso, é importante ter uma alimentação e uma hidratação adequadas durante a prática de atividade física. E, após uma rotina de exercícios, descansar por um dia, pelo menos.

Quais as outras causas de dor na panturrilha?

Apesar de, na maioria dos casos, a dor na panturrilha não indicar nada de grave, é preciso ter atenção, pois há situações em que a dor pode ser sintoma de alguma doença.

Insuficiência venosa

Especialmente comum nas mulheres, nas pessoas que ficam muitas horas em pé e idosos. Usualmente, a dor nas panturrilhas é uma dor em peso (as pernas ficam "pesadas"), mais comum no final do dia e podem estar presentes inchaço, "vasinhos" (teleangiectasias) e varizes.

O tratamento consiste no uso de meias elásticas, prática regular de exercícios físicos e, algumas vezes, indicada cirurgia para remoção das veias que ficaram dilatadas e perderam a sua função. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito pelo médico angiologista ou cirurgião vascular.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Os idosos e tabagistas tem maior risco de desenvolver essa doença. Usualmente, a dor na panturrilha é forte, em pontada, e ocorre após andar alguns quarteirões ou ao subir uma rua ou escada.

É comum a pessoa interromper a caminhada em virtude da dor muito forte. O repouso, durante alguns minutos resolve os sintomas. Contudo, retornando a caminhada, a dor retorna.

A quantidade de metros caminhados para iniciar a dor é variável conforme cada paciente e tende a ser menor, de acordo com a gravidade da obstrução arterial.

O tratamento consiste no uso de medicamentos e muitas vezes é necessária uma cirurgia para desobstrução da artéria acometida e é importante e fundamental parar de fumar. O diagnóstico e seguimento deverão ser feitos por médico cirurgião vascular.

Cisto de Baker

Algumas pessoas podem apresentar um cisto na região do joelho e, se o cisto estourar, pode ocorrer dor nas panturrilhas e inchaço no joelho. Por vezes, a cirurgia se faz necessária. O diagnóstico e seguimento deverão ser feitos por médico ortopedista ou reumatologista.

Como aliviar a dor na panturrilha?

A dor na panturrilha muitas vezes é causada por má circulação. Esse distúrbio na circulação provoca acúmulo de sangue nas pernas, levando ao edema, e à dor. Algumas medidas, que favorecem o retorno do sangue para o coração, auxiliando no alívio dos sintomas são:

Usar meias elásticas

Usar meias elásticas compressivas é indicado em muitos casos, pois as meias favorecem o retorno do sangue para o coração, aliviando o cansaço. Porém, o médico angiologista ou cirurgião vascular, deve definir o grau de compressão, se meias de baixa ou média compressão, já que utilizar meias com a compressão inadequada pode piorar o quadro.

Praticar atividade física

O importante nesses casos é escolher exercícios que trabalham os músculos da panturrilha, como andar, correr, pedalar e nadar. É fundamental que seja orientado por um profissional da área.

Movimentar-se

Para evitar a dor na panturrilha, deve-se evitar ficar parado por muito tempo na mesma posição. Pessoas que trabalham várias horas sentadas, devem se levantar e andar um pouco, pelo menos a cada duas horas.

Caso não seja possível levantar-se, convém exercitar os músculos da panturrilha, abaixando os pés como se estivesse acelerando um carro, a cada 30 minutos ou de hora em hora.

Elevar as pernas

Deitar-se de barriga para cima com as pernas elevadas ajuda o sangue a retornar ao coração. Isso pode ser feito colocando várias almofadas embaixo dos pés, por exemplo.

Emagrecer

O excesso de peso dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo o seu acúmulo nas pernas, e consequente dor na panturrilha. O próprio peso do corpo pode sobrecarregar os músculos da panturrilha, sobretudo se a pessoa praticar atividade física, gerando dor.

Se a dor nas panturrilhas for recorrente, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

5 causas de barriga tremendo e quando devo me preocupar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sensação de barriga tremendo ocorre, principalmente, em pessoas com tendência a formar excesso de gases. Também é comum durante a gravidez, no período menstrual e nos casos de síndrome do intestino irritável.

Todas essas são situações podem ser resolvidas de forma simples e não oferecem riscos de vida. No entanto, outra causa possível desse sintoma é o aneurisma de artéria aorta.

O aneurisma de aorta é uma doença grave, que oferece risco de morte. Por isso, se perceber algo "batendo" ou "pulsando" na barriga, como as batidas do coração, procure imediatamente um serviço de urgência.

1. Gases intestinais

Os gases intestinais são a principal causa de barriga tremendo ou "movimentos" na barriga. Isso ocorre pela produção aumentada de gases pelas bactérias intestinais, quando comemos com muita pressa, quando comemos conversando, engolindo ar, ou quando a alimentação é muito gordurosa ou de difícil digestão.

A sensação pode vir acompanhada de barriga inchada, azia e cólicas. Para evitar o excesso de gases procure se alimentar com calma, mastigar mais vezes, evitar alimentos pesados e beber líquidos durante a refeição.

2. Gravidez

Na gravidez é possível perceber o bebê mexendo a partir do quarto mês. Algumas mulheres percebem antes, em meados do terceiro mês. A barriga aumenta de tamanho, se torna mais endurecida e os movimentos estarão presentes no "pé da barriga".

Se suspeitar de gravidez, pelo atraso menstrual ou devido à relação desprotegida, entre outros sintomas, é importante realizar quanto antes um teste de gravidez e dar início ao pré-natal no posto de saúde mais próximo.

3. Menstruação

A menstruação é a descamação da parede mais interna do útero, quando não ocorreu a fecundação, ou seja, uma gravidez. Essa descamação pode causar cólicas ou sensação de "tremores no pé da barriga".

Nesse caso, a mulher estará no período menstrual. Se a cólica ou os tremores forem muito incômodos, pode tomar um medicamento para aliviar, como o buscopan®. Mas é importante conversar com o médico para ter certeza da causa e de não haver contraindicações.

4. Síndrome do Intestino Irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma alteração na motilidade do intestino. Causa mudanças frequentes no hábito intestinal, que intercala em episódios de constipação e diarreia. Além do hábito intestinal, apresenta sintomas de dor e distensão abdominal, excesso de gases e urgência para evacuar.

A causa ainda não foi bem definida, mas parece ter forte relação com situações de ansiedade e estresse. O tratamento se baseia nas mudanças de hábitos de vida, especialmente com a dieta FODMAPs, certos medicamentos e psicoterapia.

A FODMAPs é atualmente uma das dietas mais recomendadas e com ótimo resultado no tratamento de SII. A dieta não restringe alimentos, mas busca o equilíbrio entre os nutrientes. O consumo de lacticínios (leite, iogurtes, sorvete e queijos), frutose e doces, deve ser evitado, enquanto o consumo de produtos sem lactose, sementes e certos grãos, estimulado.

5. Aneurisma de Aorta

O aneurisma é uma malformação vascular, que pode acometer qualquer vaso do corpo. Como a artéria aorta é a maior artéria que temos e a mais calibrosa, um aneurisma nessa região é muito perigoso. A sua ruptura tem uma alta incidência de morte.

Por isso, se perceber um tremor ou pulsação na barriga, especialmente se sentir essa pulsação quando aperta com as pontas dos dedos, procure imediatamente o seu médico de família, ou um serviço de urgência para avaliação.

O médico especialista nesse caso é o cirurgião vascular ou angiologista.

Quando se preocupar?

O sintoma de barriga tremendo associado a gases ou cólicas intestinais podem não oferecer riscos. Já o aneurisma de aorta ou um problema na gestação sim. Se o tremor vier acompanhado de um dos sinais e sintomas abaixo, procure uma emergência imediatamente:

  • Pulsação na barriga, como se fosse o coração batendo,
  • Excesso de gases que evolui com dor e rigidez na barriga,
  • Gestante com tremor e dor na barriga,
  • Sangramento vaginal,
  • Febre alta (acima de 38º)
  • Desmaios, sonolência.
Tremores no pé da barriga

Quando os tremores estão localizados no pé da barriga, pode sugerir gravidez, especialmente quando associado ao atraso menstrual.

As cólicas menstruais também causam dor e sensação de tremor nessa região, pela contração muscular uterina. E os próprios gases intestinais, que podem se localizar em qualquer região do abdome.

Na suspeita de gravidez, procure realizar o teste antes de recorrer a qualquer medicação. O uso de medicamentos durante a gestação, especialmente nos primeiros meses, pode causar abortamento ou malformação no bebê.

Para maiores esclarecimentos converse com o seu médico de família.

Referências:

Harvard Heatlh Publishing. Try a FODMAPs diet to manage irritable bowel syndrome. Updated: September 17, 2019.

Ministério da Saúde do Brasil. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica; n. 31).

O que pode ser fraqueza nas pernas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A fraqueza nas pernas tem várias causas possíveis, entretanto podemos dizer que as mais comuns, na nossa população, são a má circulação do sangue, a falta de exercícios físicos e a fibromialgia.

Dentre as várias causas possíveis, destacamos as:

  • Doenças vasculares (insuficiência vascular)
  • Doenças neurológicas
  • Doenças musculares
  • Doenças metabólicas
  • Transtornos psicológicos, entre outras.
Doenças vasculares

As doenças vasculares são as causas mais comuns de fraqueza nas pernas na nossa população, podendo acometer veias, artérias ou ambas. Condições como obesidade, sedentarismo, tabagismo, distúrbios hormonais e história familiar, são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças vasculares.

Insuficiência venosa

Trata-se de uma deficiência nas veias, que ocorre mais entre as mulheres, pessoas que passam muitas horas em pé e idosos. Normalmente está associada à dor nas panturrilhas, sensação de peso e cansaço nas pernas, mais prevalente no final do dia. Podem ser verificados sintomas como "vasinhos" (telangiectasias), varizes, dores nas pernas e inchaço.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Deficiência na circulação das artérias. Um quadro que acomete com maior frequência idosos, sobretudo tabagistas. Geralmente ocorre um ou mais episódios de dor intensa na perna, em pontada, durante ou logo após caminhadas mais longas, subir vários degraus de escada ou uma rua mais íngreme, ou seja, exercício intenso. É normal a pessoa precisar parar de caminhar por causa da dor. O repouso durante alguns minutos normalmente melhora os sintomas.

Doenças neurológicas

Inúmeras doenças neurológicas podem causar fraqueza nas pernas, mas podemos citar como as mais frequentes: Fibromialgia, AVC ("derrame cerebral"); neuropatia diabética (uma complicação comum do diabetes mau controlado ou de longa data); hérnia de disco, mielite transversa aguda (inflamação na medula) e a síndrome de Guillain-Barré.

Mais raramente, a esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica e as suas variações.

Doenças musculares

Um grupo de doenças que têm como principal sintoma a fraqueza muscular são as miopatias. A miopatia é uma doença que afeta a fibra do músculo, causando fraqueza muscular progressiva e dificuldade crescente de locomoção.

No início, as miopatias não causam sintomas. Depois, surge a fraqueza muscular, que piora gradativamente, até ocorrer a atrofia da musculatura e dificuldade de realizar tarefas simples como subir ou descer escadas, levantar-se, entre outras.

Por isso, pessoas com miopatia geralmente são intolerantes ao exercício físico.

As causas podem ser genéticas, hereditárias ou ainda inflamações, infecções, tumores e doenças reumáticas.

Doenças metabólicas

A fraqueza nas pernas também pode ser um sintoma de distúrbio hidroeletrolítico, como níveis de sódio ou potássio muito baixos, por exemplo após episódios de vômitos, má alimentação ou desidratação.

Doenças da tireoide, glândula suprarrenal ou outras glândulas do corpo, podem causar a redução de eletrólitos e hormônios responsáveis pelo metabolismo normal, causando assim sensação de fraqueza e cansaço constante. São exemplos, o hipotireoidismo, a doença de Addison e hiperparatireoidismo.

Transtornos psicológicos

Os transtornos psicológicos como depressão, transtorno de ansiedade e síndrome da fadiga crônica, tem como sintomas, a fadiga, mal-estar e fraqueza nas pernas. Portanto, devem sempre ser investigados.

Outras possíveis causas de fraqueza nas pernas

Outras causas de fraqueza nas pernas incluem períodos menstruais ou pré-menstruais, doenças crônicas de reumatismo, sobrepeso e alimentação ruim. Além dessas, algumas situações mais graves e preocupantes como botulismo e envenenamento (inseticidas, ostras), devem ser pesquisadas, pelo risco de vida que oferecem.

O diagnóstico dependerá da avaliação médica criteriosa, e quando necessário, exames complementares.

Na presença de fraqueza nas pernas, especialmente se houver dificuldade para andar, piora progressiva e mais sintomas, recomendamos agendar uma consulta com médico(a) clínico(a) geral, angiologista ou neurologista, para uma melhor avaliação.

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Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés? Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés? Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Veia ou artéria na lateral da testa ficou mais volumosa. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esse aumento de volume da veia pode ser causado por estresse, exercício físico, calor ou pode ser apenas uma característica da pessoa.

Indivíduos mais magros possuem as veias mais "saltadas" e visíveis, mas isso tem a ver com a pouca quantidade de tecido adiposo (gordura) abaixo da pele, o que deixa as veias mais expostas.

Geralmente pessoas musculosas também têm as veias mais visíveis, mas como na testa há muito pouco músculo, não deve ser esse o caso nessa situação.

Porém, se for uma artéria, esse aumento de volume do vaso sanguíneo pode ser algo mais grave. É preciso ter atenção a outros sinais e sintomas, pois uma artéria mais volumosa na lateral da testa pode ser sinal de arterite temporal, uma doença grave que pode causar cegueira se não for tratada com urgência.

O que é arterite temporal?

A arterite temporal é uma doença autoimune grave, que se não for tratada a tempo pode causar cegueira permanente. Ocorre com maior frequência em adultos com mais de 50 anos de idade, sobretudo mulheres.

A doença caracteriza-se pela inflamação das artérias do crânio, pescoço e porção superior do corpo. A artéria mais afetada costuma ser a artéria temporal, localizada na lateral da testa, uma região conhecida como "têmpora".

A arterite temporal não tem uma causa conhecida. A doença é autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca células do próprio corpo como se fossem vírus, bactérias ou outro agente invasor.

Quais os sintomas da arterite temporal?

O diagnóstico da arterite temporal é difícil, uma vez que os sintomas não são específicos e são muito variados, podendo incluir dor de cabeça, alterações visuais, dor na mandíbula, dor na língua, dor ou aumento da sensibilidade nas regiões temporais (laterais da testa), dor ao mastigar, cansaço, emagrecimento, falta de apetite, aumento da transpiração, dores musculares e articulares.

Qual o tratamento para arterite temporal?

O tratamento da arterite temporal inclui o uso de medicamentos esteroides e corticoides. O objetivo é combater a inflamação e o inchaço, além de diminuir o risco de complicações, como a cegueira aguda. 

O tempo de duração do tratamento é prolongado e os medicamentos podem causar efeitos colaterais como osteoporose, diminuição da imunidade, diabetes e catarata.

Uma consulta com um médico angiologista ou cirurgião vascular pode esclarecer se esse aumento de volume da veia trata-se de algo normal do seu organismo ou patológico.

Mãos inchadas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Mãos inchadas podem ser sinal de doenças cardíacas e alterações hormonais, podendo também ser causadas por menstruação, gravidez, calor, exercício ou uso de medicamentos.

Veja as principais causas de inchaço nas mãos:

  • Uso de medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, corticoides, anticoncepcionais, anti-inflamatórios, diuréticos, laxantes);
  • Exercício físico: Atividades físicas intensas provocam retenção de líquido para compensar a desidratação sofrida durante o esforço. O resultado é um inchaço de todo o corpo, que pode facilmente ser observado nas mãos, principalmente ao acordar;
  • Menstruação: O aumento do nível do hormônio estrógeno favorece a retenção de líquidos, deixando as mãos e o corpo inchados;
  • Trombose: Os trombos são causados pela coagulação do sangue dentro de veias profundas do corpo. São mais comuns nas pernas, mas também podem ocorrer nos membros superiores devido à falta de movimentação por tempo prolongado (doentes acamados, uso de gesso), doenças do sangue que interferem na coagulação sanguínea ou alterações nas paredes das veias;
  • Alergias: Alimentos, cremes, perfumes e produtos de higiene podem provocar alergias que causam inchaço durante ou após à exposição ao agente agressor (Saiba mais em: causas e sintomas de alergia nas mãos);
  • Pancadas: Traumas nas mãos ou em qualquer parte do corpo provocam inchaço, que neste caso é um mecanismo inflamatório de autodefesa do corpo para proteger o local;
  • Calor: Nos dias mais quentes, depois da sauna ou de um banho muito quente, é comum que as mãos fiquem mais inchadas e o anel fique mais preso ao dedo. Isso ocorre porque os vasos sanguíneos dilatam para favorecer a perda de calor e esfriar o corpo;
  • Insuficiência cardíaca: Quando o coração não tem força suficiente para bombear o sangue, ele fica acumulado nas veias e as mãos ficam inchadas;
  • Problemas renais: Qualquer falha no mecanismo de filtragem dos rins pode afetar a eliminação de líquidos do corpo, causando inchaço;
  • Ingestão excessiva de sal: O consumo de sal em excesso provoca retenção de líquidos e pode deixar as mãos inchadas;
  • Gravidez: Mãos inchadas na gravidez são causadas pela maior retenção de líquidos do corpo, comum no final da gestação.
O que fazer em caso de mãos inchadas?

Se a causa do inchaço nas mãos for facilmente identificável, como gravidez, menstruação ou exercício físico, não há nada a fazer. Nesses casos, basta esperar que o corpo volte ao estado habitual.

No entanto, procure o médico clínico geral ou médico de família quando as mãos inchadas vierem acompanhadas dos seguintes sinais e sintomas:

  • Dor, calor ou vermelhidão;
  • Cansaço ou falta de ar durante a realização de tarefas cotidianas ou quando estiver em repouso;
  • Inchaço localizado nas articulações ou extremidades dos dedos, sobretudo se estiver associado à dor.
O que é ateromatose aórtica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ateromatose aórtica é uma doença que caracteriza-se pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede da artéria aorta. Com o tempo, esse acúmulo diminui o espaço interior da aorta e começa a obstruir a passagem do sangue, reduzindo assim o aporte sanguíneo aos tecidos irrigados pela artéria. A ateromatose é um processo difuso, acometendo simultaneamente outras artérias além da aorta.

A ateromatose aórtica pode afetar qualquer porção da artéria aorta, que é a maior artéria do corpo humano, responsável por levar o sangue rico em oxigênio para todo o corpo. Esse vaso sai do coração e atravessa o tórax (aorta torácica) e o abdômen (aorta abdominal), até terminar na altura do osso da bacia, onde se bifurca e dá origem as artérias ilíacas.

O desenvolvimento da ateromatose é lento, porém progressivo. Se o processo não for interrompido, a doença pode tornar-se grave, podendo causar a morte dos tecidos devido à obstrução do fluxo sanguíneo.

A ateromatose também deixa a parede da artéria irregular, favorecendo assim a formação de coágulos, que podem se desprender e causar uma trombose. O trombo pode entupir a artéria e causar infarto, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral ("derrame"), entre outras complicações.

Pessoas que apresentam um ou mais desses fatores de risco têm mais propensão para desenvolver ateromatose aórtica: idade entre 50 e 70 anos, sexo masculino, colesterol e triglicerídeos altos, tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo, história familiar de ateromatose.

A ateromatose aórtica é uma doença silenciosa. Os primeiros sintomas só começam a aparecer quando boa parte da artéria já está obstruída. Portanto, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor é o prognóstico.

O tratamento da ateromatose é feito através do controle ou eliminação dos fatores de risco, como deixar de fumar, perder peso, controlar hipertensão, colesterol, triglicerídeos e diabetes, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, entre outros.

Saiba mais em: Qual o tratamento para ateromatose aórtica?

O diagnóstico da ateromatose pode ser feito por qualquer médico e deve ser acompanhado preferencialmente pelo médico angiologista ou cirurgião vascular.

Radiografia dos pulmões identificou ateromatose da aorta. É grave? O que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ateromatose da aorta é uma doença caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede da artéria aorta, que diminui o seu calibre e como consequência reduz também a chegada de sangue aos tecidos irrigados por ela.

Trata-se de um processo difuso, que acomete simultaneamente várias artérias do corpo, inclusive a aorta.

Apesar do desenvolvimento da ateromatose ser lento e progressivo, a doença pode tornar-se grave se o processo não for interrompido, uma vez que a obstrução da artéria pode provocar a morte dos tecidos alimentados por ela.

Além disso, a ateromatose deixa a superfície interna da artéria irregular, o que facilita a coagulação sanguínea nesse local.

Esse coágulo pode se desprender e provocar uma trombose, levando ao entupimento agudo da artéria, com isquemia (sofrimento) ou necrose (morte) dos tecidos.

Infarto do miocárdio (ataque cardíaco), embolia pulmonar, acidente vascular cerebral ("derrame"), são algumas dessas consequências.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da ateromatose são:

  • Idade entre 50 e 70 anos;
  • Sexo masculino;
  • Dislipidemia (níveis elevados de colesterol e triglicerídeos);
  • Tabagismo;
  • Hipertensão arterial;
  • Sedentarismo;
  • História familiar.

É importante lembrar que para que os primeiros sintomas causados pela falta de sangue apareçam, é preciso que cerca de 75% do calibre da artéria seja obstruído. Portanto, quanto antes a ateromatose for diagnosticada, melhor o prognóstico.

O que se deve fazer, uma vez detectado o problema, é deter a doença para impedir as suas manifestações, através do controle dos fatores de risco, ou seja, deixando de fumar, mantendo o peso dentro da normalidade, controlando os níveis de colesterol e triglicerídeos, a hipertensão, o diabetes, entre outros.

O diagnóstico da ateromatose pode ser feito por qualquer médico/a e, normalmente deve ser acompanhado pelo/a médico/a angiologista ou cirurgião/ã vascular.