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Dermatologia

Botox Capilar: mulheres grávidas ou que estão amamentando podem fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O Botox Capilar pode ser utilizado por grávidas e lactantes, desde que não contenha produtos proibidos pela ANVISA e órgãos de saúde.

O botox capilar é um tratamento de hidratação profunda, que ajuda a retirar o frizz e pontas duplas do cabelo. Embora seja chamado de botox capilar, não possui toxina botulínica em sua composição.

Este tipo de tratamento não alisa o cabelo. Por ser constituído de proteínas e vitaminas, promove a hidratação dos fios, mantendo-o mais saudável, com isso a impressão de que está mais liso.

Uso do Botox Capilar durante a gravidez

As mulheres grávidas que querem tratar o cabelo por danos causados anteriormente à gravidez, podem utilizar o botox capilar.

As substâncias nutritivas presentes no botox capilar oferecem vitaminas e proteínas que tratam o fio fazendo com que a sua estrutura possa ser recuperada, tornando-o mais forte e macio.

O botox capilar não contém formol e nem químicos como amônia e chumbo. Por este motivo não traz nenhum risco às mulheres grávidas e seus bebês.

Entretanto, é importante antes de aplicar, pedir para ver o rótulo do produto e conferir as substâncias da sua composição. Caso tenha dúvidas, fale com seu/sua médico/a antes de qualquer tratamento para o cabelo.

Utilização do Botox Capilar durante a amamentação

Por não ter produtos químicos (formol, amônia, chumbo e/ou outros metais pesados) capazes de alterar a composição do leite materno, lactantes podem fazer tratamento com botox capilar.

É importante sempre lembrar que os produtos usados na pele e couro cabeludo da mãe são absorvidos pelo corpo, caem na corrente sanguínea e podem alterar a constituição do leite materno. Portanto, tudo que a mãe usa chega à criança por meio da amamentação o que torna necessário, cuidados redobrados na hora de escolher um cosmético para uso na pele ou nos cabelos.

Quais as substâncias que grávidas e lactantes não podem usar?

Produtos com a amônia, ácidos e formol são proibidos pela Anvisa e órgãos de saúde, para toda a população, principalmente para mulheres grávidas ou que estão amamentando. Antes de qualquer tratamento converse com o seu cabeleireiro, peça para verificar o rótulo do produto e procure as seguintes substâncias:

  • Amônia
  • Methylene glycol (metileno glicol)
  • Glyoxilic acid (ácido glioxílico)
  • Aldeído fórmico
  • Oxymethylene (oximetileno)
  • Oxomethane (oximetano)
  • Chumbo

Estas são algumas das substâncias mais comuns presentes em produtos de cabelo que não podem ser utilizadas pelo risco de intoxicação, câncer e outras doenças com o seu uso crônico.

Nenhuma delas deve estar presente no botox capilar.

Em caso de dúvidas, peça indicação médica dos produtos que podem ser usados. Uma outra dica que pode ser útil é levar o rótulo para que seu/sua médico/a veja antes de efetuar o tratamento.

Durante a gravidez e amamentação busque sempre orientação médica para escolher os melhores e mais seguros tratamentos para o cabelo.

Leia mais: Amamentando posso fazer selagem térmica e luzes no cabelo?

Qual o tratamento para impetigo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para impetigo, seja ele bolhoso ou não bolhoso consiste em:

  • Higiene local e retirada das crostas na maioria das vezes é o suficiente para alcançar a cura;
  • Evitar coçar ou mexer nas lesões, por isso está indicado fechar com curativos;
  • Afastamento da escola, ou atividade laboral, até a cura completa;
  • Pomada de antibiótico
  • Antibiótico oral, apenas em algumas situações.

Se o impetigo for localizado, a limpeza com água e sabão e a retirada das crostas em geral é o suficiente. Entretanto algumas vezes passa a ser necessário a introdução de pomadas com antibiótico e até mesmo antibiótico oral, nos casos de impetigo de repetição ou muito extenso.

A higienização consiste na remoção e limpeza das crostas, 2 a 3 vezes por dia, com água e sabão. A seguir, a pele deve ser seca com pano limpo ou gaze, e por fim, aplica-se a pomada ou o creme de antibiótico, se indicado.

Por ser uma lesão altamente contagiosa, é importante não tocar nem coçar as lesões, que podem ser cobertas e protegidas com uma gaze ou um curativo. O manuseio das lesões pode além de perpetuar a contaminação, levando a bactéria de um local para outro, contaminar outras pessoas, quando compartilham objetos, como talheres e toalhas. 

Qual a pomada usada para tratar impetigo?

A pomada mais indicada para casos de impetigo, quando se faz necessário, é a Pomada ou creme de mupirocina, deve ser aplicada nas lesões, após limpeza e remoção das crostas, pelo menos duas vezes ao dia.

Quais são os antibióticos usados para tratar impetigo?

Em casos de impetigo extenso, refratário ou de repetição, é necessário o uso de antibióticos por via oral. O impetigo é considerado extenso quando a área acometida não permite o uso de pomadas devido à sua extensão ou ao número de lesões.

Os antibióticos normalmente escolhidos nesses casos são: Penicilinas, Cefalosporinas de primeira geração (Cefalexina), Clindamicina ou Doxiciclina (para alérgicos à penicilina).

Lembrando que os antibióticos são medicações de receita controlada, obrigatória, portanto seu uso deve ser prescrito e devidamente orientado pelo/a médico/a assistente.  

O tratamento com antibióticos orais por 7 dias é suficiente, na maioria dos casos de impetigo.

Se ao final do tratamento o paciente não apresentar uma resposta satisfatória, deve-se fazer uma coleta da secreção das feridas, e estudo laboratorial, para identificar o tipo de bactéria e iniciar um novo ciclo de antibiótico desta vez guiado pelos exames.

Existe algum tratamento caseiro para impetigo?

A higiene do local pode ser considerada como um "tratamento caseiro" para impetigo, e é o ponto fundamental do tratamento. Por vezes pode não ser suficiente para acabar com a infecção, necessitando de medicamentos tópicos ou orais, mas deve ser realizado de forma cuidadosa para que alcance seu objetivo.

Como prevenir o impetigo?
  • Ter uma boa higiene pessoal;
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar o contato com pessoas que estejam com impetigo;
  • Não usar talheres, roupas ou toalhas de outras pessoas;
  • Manter as unhas bem aparadas e limpas.
O que é impetigo e quais são as causas?

O impetigo é uma infecção de pele comum, que acomete a camada mais superficial da pele e atinge principalmente crianças. Pode ser causado por 2 tipos de bactérias: Staphylococcus aureus (mais comum em crianças de qualquer idade) e Streptococcus do grupo A, (mais frequente em crianças de 3 aos 5 anos).

Essas bactérias estão normalmente presentes no nariz e na pele. Quando alguma porta de entrada surge, como cortes pequenos ou picada de inseto, essas bactérias penetram na pele e causam a infecção. O impetigo pode ser transmitido de pessoa para pessoa e é altamente contagioso.

Quais são os sintomas do impetigo?

Os sinais e sintomas do impetigo podem incluir presença de espinhas, feridas ou bolhas vermelhas no rosto, nos braços, nas pernas ou em outras partes do corpo. Os sintomas costumam se manifestar cerca de 4 a 10 dias depois da infecção.

As lesões podem estar cobertas com uma crosta suave, seca e cor de mel. Em alguns casos, as bolhas podem se romper, dando origem ao impetigo bolhoso.

Na maioria dos casos, o impetigo é leve. Contudo, sem tratamento, pode ocorrer dor, inflamação, disseminação da infecção, presença de pus ou febre. Em casos raros, quando o impetigo é causado por estreptococos do grupo A, podem surgir complicações como: glomerulonefrite, febre escarlate e doença estreptocócica invasiva, que pode ser fatal.

O tratamento do impetigo deve ser realizado pelo médico pediatra ou dermatologista.

Erupção cutânea pode ser o quê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Erupção cutânea pode ser uma reação alérgica a algum medicamento, a uma picada de inseto, pode ser causada por traumatismos, pode ser sinal de doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários, parasitas, como o Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, popularmente conhecida como "barriga d'água", ou ainda por doenças crônicas como o lúpus, dermatomiosite e psoríase, .

Em bebês e crianças, as erupções na pele podem estar associadas a sarampo, rubéola, dengue, escarlatina, enteroviroses, exantema súbito, eritema infeccioso, mononucleose Kawasaki, entre outras doenças.

Nos adultos, a erupção cutânea está mais associada a processos alérgicos, dengue, mononucleose, AIDS, sífilis, reação a drogas, toxoplasmose, estresse, doenças crônicas.

As erupções cutâneas caracterizam-se pelo aparecimento de múltiplas manchas ou lesões avermelhadas e elevadas na pele, que por vezes se espalham por todo o corpo.

Para determinar a causa da erupção, é necessário avaliar a lesão e colher outras informações, como o tempo de aparecimento dos sintomas, presença de febre, dores musculares ou articulares, sangramentos, mal-estar, presença de nódulos no corpo, dor de garganta, associados, além de exame clínico e histórico do paciente.

Em caso de erupções na pele, consulte um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação. O especialista indicado para diagnosticar e tratar erupções cutâneas é o dermatologista.

Saiba mais em:

Qual o tratamento para o rash cutâneo?

Como tratar erupções na pele causadas por estresse?

O que é eritema infeccioso e quais os sintomas?

Quais são os sintomas de alergia nas mãos e quais são as causas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas de alergia nas mãos são a coceira e a vermelhidão. Dependendo do tipo de alergia, pode haver ainda inchaço, descamação da pele, sensação de queimação e aparecimento de bolhas.

A dermatite de contato e a urticária são os principais tipos de alergia que afetam as mãos. A dermatite de contato é uma reação inflamatória na pele causada por agentes irritantes ou alérgicos. Já a urticária manifesta-se através de lesões vermelhas e inchadas que coçam muito.

A dermatite ou eczema de contato pode ser de dois tipos:

⇒ Dermatite irritativa: Causada por produtos como sabonete, sabão, detergente, solventes, entre outras substâncias químicas. As lesões ocorrem no local que entrou em contato com a substância, logo após o contato.

⇒ Dermatite alérgica: Surge após exposições repetidas a algum produto ou substância, podendo demorar anos para se manifestar. Geralmente é provocada pelo contato com produtos usados diariamente e frequentemente, como perfume, hidratante, esmalte, medicamentos de uso tópico, entre outros. As lesões podem ocorrer em áreas que não estiveram em contato direto com a substância.

Os sinais e sintomas da dermatite de contato incluem erupções que coçam, deixam a pele vermelha e causam bolhas, inchaço, descamação e sensação de queimação.

Já em relação a urticária, essa doença causa lesões avermelhadas na pele que coçam muito, essas lesões podem ser levemente inchadas, como vergões. A urticária pode acometer qualquer área do corpo, geralmente aparece em surtos.

A urticária pode ter diversas causas: medicamentos, picada de insetos, alimentos, frio, sol, calor, pressão sobre a pele, hepatite A ou B, citomegalovírus, fungos, parasitas, além de doenças como tumores e sarcoidose.

Veja também: Como saber se tenho alergia ao sol? Quais são os sintomas?

Para tratar a alergia na mão, é necessário em primeiro lugar identificar o agente irritante e afastar-se dele. O tratamento pode incluir ainda o uso de medicamentos antialérgicos, pomadas de corticoide e em casos mais graves imunossupressores.

Consulte um médico de família ou clínico geral caso apresente sintomas de alergia nas mãos. Em casos de maior gravidade pode ser necessário o acompanhamento por um dermatologista.

Saiba mais em:

Coceira nas mãos: o que pode ser e o que fazer?

O que pode causar alergia na pele?

Qual é o tratamento para condiloma acuminado?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para condiloma acuminado inclui o uso de remédios com ácidos que são aplicados nas verrugas, cauterização elétrica (queimar as lesões), crioterapia (congelar as lesões), aplicação de laser e cirurgia. Em alguns casos, também podem ser usados medicamentos imunomoduladores, que atuam no sistema imunológico e ajudam a combater o vírus HPV, causador da doença. A modalidade de tratamento escolhida depende do tamanho e da localização das verrugas.

Porém, o condiloma nem sempre tem cura definitiva, uma vez que não existe um medicamento capaz de eliminar completamente o HPV do organismo. Por isso, o objetivo do tratamento é eliminar as verrugas. Mesmo assim, as lesões podem voltar a aparecer em cerca de 25% dos casos, já que o HPV continua circulante.

Se o condiloma afetar o colo do útero, o tratamento na fase inicial normalmente é feito com cauterização. Além de eliminar as verrugas, o objetivo do tratamento nesses casos é evitar que a infecção pelo HPV evolua para câncer.

No entanto, na maioria dos casos, principalmente em pessoas mais jovens, o sistema imune consegue combater o HPV eficazmente e a infecção não manifesta sintomas. Vale lembrar que o HPV está presente na maioria da população. Quando o organismo não consegue conter o vírus, surgem as verrugas.

O que é condiloma acuminado?

O condiloma acuminado é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo vírus HPV. A infecção se caracteriza pela presença de verrugas com aspecto de couve-flor na vulva, vagina, colo do útero, ânus, reto, pênis, boca e garganta.

Como prevenir o condiloma acuminado?

A prevenção da infecção por HPV é feita através do uso de camisinha, realização periódica do Papanicolau e vacinas. Porém, é importante ressaltar que a transmissão do HPV ocorre por meio do contato direto com a pele ou com as mucosas infectadas. Por isso não é necessário a penetração, basta o contato íntimo, manual ou corporal para haver a transmissão da doença.

Além disso, o uso de preservativo nem sempre é eficaz para prevenir o condiloma acuminado, já que existem áreas que não são cobertas pela camisinha e podem entrar em contato com as verrugas, como a região anal.

O exame preventivo ou Papanicolau é fundamental para diagnosticar precocemente a infecção pelo HPV e prevenir o câncer de colo de útero.

A vacina previne a infecção pelo HPV 6 e 11, que são responsáveis pela imensa maioria dos casos de verrugas genitais. No caso das mulheres, a vacinação também previne os principais causadores do câncer de colo do útero, que são o HPV 16 e 18.

Leia também: Como tomar a vacina contra HPV?

O tratamento do condiloma acuminado é da responsabilidade do médico dermatologista, urologista, ginecologista ou infectologista.

Mancha branca na unha: quais as causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Mancha branca na unha pode ter diversas causas. Uma das principais causas é a leuconiquia, termo médico para as manchas esbranquiçadas nas unhas, é uma condição benigna, sem importância clínica. Geralmente as manchas causadas pela leuconiquia somem espontaneamente depois de algum tempo.

Outras situações podem causar alterações nas unhas, que podem levar a uma aparência mais esbranquiçada ou formação de pequenas manchas brancas:

  • O uso frequente de produtos químicos agressivos, detergentes, produtos de limpeza e removedores de esmalte podem causar manchas brancas nas unhas.
  • Traumas nas unhas causadas, o próprio atrito ou choque constante das unhas com alguma superfície áspera ou rígida também pode deixar as unhas com manchas esbranquiçadas.

Na maioria dos casos as manchas somem sozinha com o decorrer do tempo, portanto não há com o que se preocupar e nenhum tratamento é necessário. É importante estar atento ao uso de substâncias, esmaltes, acetonas e outros compostos que podem estar prejudicando as unhas e evitá-los.

Existem alguns suplementos vitamínicos e de nutrientes, compostos de  vitamina H, vitamina B12, vitamina B6, cisteína, metionina, silício e zinco, que supostamente fortalecem as unhas e tornam-as menos propensas ao aparecimento de manchas. Contudo não há evidências consistentes que de fato esses suplementos sejam realmente eficazes. 

Em caso de mancha branca na unha, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou vá diretamente a um dermatologista para uma avaliação.

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Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

Tenho manchas brancas na pele. O que pode ser?

Quais os sintomas e tratamento para micose nos pés?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A micose nos pés, ou pé-de-atleta, é uma doença infecciosa causada por fungos e geralmente cursa com os seguintes sintomas:

  • Lesões avermelhadas, especialmente nas bordas, que ocupam a planta dos pés (em mocassim);
  • Presença de pequenas bolhas que, ao "estourarem", deixam uma descamação delicada, conhecida como "em colarete";
  • Prurido local;
  • Algumas vezes podem apresentar pequenas "bolhas de pus" nas bordas;
  • Crescimento centrífugo;
  • Áreas esbranquiçadas entre os dedos dos pés;
  • Pode acometer apenas um ou ambos os pés.

O tratamento da micose nos pés é simples e consiste na aplicação de antifúngicos tópicos. Quando não há melhora com uso de medicação tópica, é indicado o tratamento sistêmico, com antifúngicos orais.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para pé de atleta?

É uma doença que tem cura, porém é comum a ocorrência de recidivas, especialmente se não foram adotadas medidas locais para evitar a proliferação de fungos. Dito isto, cito alguns cuidados que devem ser adotados e as opções de antifúngicos tópicos.

  • Evitar frequentar descalço locais de grande circulação de pessoas, como vestiários, chuveiros e banheiros públicos;
  • Antes de calçar calçados, ou após molhar os pés, certifique-se de que os mesmos estão bem secos, especialmente na região interdigital. Se necessário, pode ser utilizado um secador de cabelos;
  • Tente deixar os pés o maior tempo possível em contato com o ar;
  • Após exercícios ou molhar o calçado, troque as meias e deixe o calçado ao ar livre, por pelo menos 24 horas;
  • Faça higiene local diariamente;
  • Não compartilhe meias e calçados;
  • Use talco para manter os pés secos.

Há diversas opções de antifúngicos tópicos, como cetoconazol, miconazol, clotrimazol, isoconazol, ciclopirox olamina e terbinafina. O tratamento deve ser vendido somente com prescrição médica e mantido por quatro a seis semanas. Duas aplicações diárias são suficientes.

Leia também: Como curar frieiras?

O diagnóstico e a prescrição do tratamento devem ser feitos pelo médico dermatologista.

Pele descascando: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pele descascando tem como principais causas o ressecamento, excesso de exposição ao sol sem proteção e reações alérgicas.

A exposição ao frio e os banhos quentes durante os meses de inverno deixam a pele seca, principalmente no corpo. A desidratação da pele é uma das principais causas de ressecamento, por isso é crucial o uso de hidratantes durante todo o ano, em todas as estações, inclusive no inverno.

Já no verão é muito comum o excesso de exposição solar sem proteção solar adequada, o que pode causar queimaduras solares, que levam a pele a descascar. Nesse sentido, é essencial o uso de protetores solares e proteção física como chapéus, camisas de manga comprida e óculos de sol.

É ainda importante observar se a descamação ou ressecamento são temporários ou persistem durante mais de uma semana, pois caso haja a persistência podem ser sinal de doenças como infecções de pele, câncer de pele ou  mesmo hipotireoidismo. Em situações em que há uma doença causando o ressecamento, geralmente há a presença de outros sintomas associados. 

Entre as doenças que levam à descamação da pele vale ressaltar as reações de hipersensibilidades, conhecidas como alergias, além de descascar a pele também provocam coceira e vermelhidão.

Várias dermatoses podem se manifestar através da descamação da pele, inclusive as que têm origem genética. Cada um desses casos requer tratamentos e abordagens diferentes, que devem ser orientados por um médico. Portanto caso apresente descamação na pele e deseje uma avaliação procure um médico de família, clinico geral ou dermatologista.