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Dermatologia

Tenho feridas na boca, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias doenças e condições que causam ferida na boca.

Algumas são condições agudas, como pequenos traumas, aftas e infecção local, outras são relacionadas a doenças sistêmicas, como doenças autoimunes, reumáticas ou pode ainda representar um problema mais grave, como o câncer de boca.

Causas de ferida na boca
  • Aftas,
  • Herpes labial,
  • Estomatite,
  • Câncer de boca,
  • Doenças sistêmicas,
  • Leucoplasia e
  • Infecções.
Aftas

As aftas são feridas comumente encontradas na gengiva ou mucosa interna da boca. Trata-se de uma lesão de origem inflamatória, superficial, bastante dolorosa, de bordos elevados, coloração avermelhada com a região do centro mais pálida (esbranquiçada) e tamanhos variados.

Pode ser causada por pequenos traumas, mordeduras, consumo de alimentos ácidos, uso de medicamentos, infecções e viroses.

A afta não é contagiosa e costuma desaparecer espontaneamente. Pode surgir devido à falta de nutrientes na alimentação, baixa imunidade, estresse, infecções ou ainda doenças autoimunes.

Veja também: Quais são as principais causas de aftas e o que fazer para evitá-las?

Herpes labial

O herpes labial, outra doença comum na população, se apresenta inicialmente com coceira e sensação de queimação na região da boca, até que surgem as vesículas (pequenas bolhas), que se rompem no decorrer de poucos dias, dando lugar a uma ferida.

O lábio é a região mais acometida.

O herpes é altamente contagioso, principalmente na fase em que a lesão está liberando a secreção (líquido do interior das bolhas).

Leia também: Como controlar Herpes Labial?

Estomatite

A estomatite, é uma inflamação ou infecção na boca secundária a traumas, vírus ou fungos. Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, embora seja mais frequente em crianças, visto que estão mais expostos a essas situações, além disso, possui um sistema imunológico em amadurecimento.

As feridas e irritação na boca, melhoram espontaneamente após a cicatrização ou término do ciclo normal da virose.

Câncer de boca

As feridas na boca causadas pelo câncer de boca, se caracterizam pela dificuldade na cicatrização e normalmente aumentam de tamanho com o tempo. Ao contrário dos outros machucados na boca, o câncer bucal geralmente não provoca dor ou qualquer outro sintoma.

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Doenças sistêmicas

Algumas doenças sistêmicas, como doenças reumáticas, hematológicas ou autoimunes, podem apresentar como um dos seus sinais e sintomas, as feridas ou machucados frequentes dentro da boca. Como o pênfigo, o lúpus, a Doença de Behçet, entre outras.

O pênfigo é uma doença autoimune que provoca lesões dolorosas na boca, podendo se manifestar também na pele. No início, surgem pequenas bolhas que rapidamente se rompem, transformando-se em feridas. A deglutição dos alimentos pode inclusive ser prejudicada, conforme o tamanho das lesões.

Veja também: O que é pênfigo?

Leucoplasia

A leucoplasia é uma ferida encontrada na região interna da boca, acometendo também a língua, de coloração esbranquiçada, associada ao tabagismo, mordeduras na parte interna da boca, ou problemas nas próteses dentárias.

Importante identificar essas feridas, porque uma porcentagem delas pode evoluir para o câncer de boca. Sendo assim, o quanto antes for detectado e tratado, evita uma evolução desfavorável.

As feridas costumam desaparecer quando o hábito de fumar é interrompido, ou a causa resolvida, seja ajuste de próteses ou tratamento das feridas por mordedura.

Infecções

Há ainda o "sapinho", ou candidíase na boca. Uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans. Os sintomas são de lesões esbranquiçadas, amareladas ou mesmo avermelhadas, superficiais, na mucosa interna da boca.

As crianças, pessoas imunodeprimidas ou em uso de certos medicamentos, como corticoides e antibióticos, são mais propensos a essa infecção. Por isso devem ter ainda maior cuidado com a higiene bucal durante esse período.

Para detectar as doenças no início, principalmente o câncer bucal, é importante estar atento ao aparecimento de feridas na boca. Lembrando que o câncer geralmente não provoca dor, o que torna esse "autoexame" ainda mais decisivo no diagnóstico precoce da doença.

A presença de qualquer ferida suspeita na boca deve ser avaliada por um médico/a da família ou dentista especialista em estomatologia.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas de câncer de boca?

O que é estomatite e quais as causas?

Bolhas na boca, quais as causas?

Quais são os sintomas do HPV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do HPV são muito variados, já que existem centenas de tipos de HPV. A infecção pelo vírus pode se manifestar pela presença de verrugas na pele ou nos órgãos genitais, dificuldades respiratórias, dificuldades para engolir, entre outras manifestações.

Quando transmitido pela via sexual, normalmente surgem verrugas na cabeça do pênis (glande), na vagina, no ânus, no colo do útero, na boca ou na garganta, conforme a forma de contato sexual.

HPV na garganta Quais os sintomas do HPV no homem?

No homem, os sinais e sintomas são facilmente identificados pela presença lesões (verrugas) no próprio pênis ou na pele que recobre o órgão. Para identificar as lesões no ânus, é necessário fazer uma anuscopia, exame que permite ver o interior do ânus.

Veja também: Homem com HPV pode ter filhos?

Quais os sintomas do HPV na mulher?

Em mulheres, quando não há manifestação de sintomas, o diagnóstico do HPV pode ser realizado por meio de um exame das células do colo do útero e da vagina.

Porém, à medida que a doença evolui, podem surgir manifestações como dor, corrimento e sangramento vaginal. Nessa fase, é necessário realizar uma colposcopia para determinar o avanço da infecção no canal vaginal e no colo do útero.

Também pode lhe interessar o artigo: Quem tem HPV pode engravidar?

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por contato direto com pessoas contaminadas ou suas secreções, sendo a via sexual o principal meio de contágio. A mãe também pode transmitir o HPV para o bebê no momento do parto se estiver infectada. O risco do vírus ser transmitido também é maior se as verrugas estiverem visíveis.

Contudo, vale lembrar que, mesmo sem apresentar sintomas de infecção pelo HPV, a pessoa pode transmitir o vírus.

O tratamento das infecções pelo HPV vai depender da gravidade e localização das lesões. Pode incluir desde a remoção da lesão por cauterização elétrica ou medicações, ou ainda cirurgias e quimioterapia nos casos de câncer.

Em caso de sintomas de HPV, consulte o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Saiba mais em:

HPV tem cura definitiva?

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Água oxigenada com bicarbonato de sódio clareia manchas na pele?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, água oxigenada com bicarbonato de sódio não clareia manchas na pele. A água oxigenada pode clarear somente os pelos e o bicarbonato atuaria como um esfoliante, mas a mistura não é capaz de clarear manchas na pele e é contraindicada, pois pode piorar o quadro.

A água oxigenada (peróxido de hidrogênio) tem ação desinfetante, sendo própria para matar bactérias e não para ser usada como cosmético. Ela clareia cabelos e pelos porque quebra a melanina, a substância responsável pela cor da pele, cabelos e pelos.

Porém, o peróxido de hidrogênio é muito abrasivo e altamente irritante para a pele. Se for usado para clarear manchas, vai irritar a pele e provavelmente provocar uma lesão e uma queimadura.

Leia também o artigo Existe alguma forma de clarear manchas escuras na pele?

Com isso, a pele, na tentativa de cicatrizar essa irritação, pode tornar a mancha ainda mais escura e maior. Se for no rosto, por exemplo, onde a pele é mais sensível, pode trazer danos mais graves.

Mesmo a água oxigenada diluída em água ou em versões mais suaves, como a de 10 volumes, não é recomendada para tratamentos dermatológicos. Todas oferecem risco de irritação e queimadura na pele.

Para clarear manchas na pele, o ideal é procurar o/a médico/a dermatologista, que irá identificar qual o tipo de mancha e prescrever um tratamento eficaz para o seu clareamento.

O que fazer em caso de queimadura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Nos casos de queimaduras provocadas por água quente, óleo quente, fogo ou qualquer fonte de calor, é necessário seguir os passos descritos abaixo. Esses primeiros socorros ajudam a aliviar a dor e o inchaço, além de limitar a extensão da queimadura:

1. Lavar a área afetada com água corrente à temperatura ambiente, até esfriar o local. Se puder mergulhar a queimadura na água, melhor. A água alivia a dor e ajuda a evitar o inchaço.

2. Se a queimadura for causada por produtos químicos, como ácido e soda cáustica, além de enxaguar o local com água corrente, por no mínimo 20 a 30 minutos, deve-se retirar a roupa contaminada com o produto, para evitar propagação da queimadura em outros locais.

3. Cubra o local com um pano limpo (evite tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como algodão).

4. Procure um serviço de urgência ou posto de saúde o mais rápido possível. Se não houver posto de saúde ou hospital nas proximidades, ligue para os serviços de socorro do SAMU (192) ou do Corpo de Bombeiros (193).

Queimadura de 2º grau O que fazer em caso de queimadura de 1º grau?

As queimaduras de 1º grau atingem a camada mais superficial da pele (epiderme). O local fica vermelho, inchado e arde constantemente. Não provocam bolhas e a pele costuma descamar a seguir. As feridas costumam se resolver espontaneamente dentro de 3 a 6 dias e não deixam cicatrizes. Um exemplo de queimadura de 1º grau é a queimadura causada pelo sol.

Depois dos primeiros socorros, o tratamento de uma queimadura de 1º grau, em geral, deve ser feito da seguinte forma:

Primeira semana
  • Lave toda a área da queimadura com água corrente durante 5 minutos, 3 vezes ao dia, com sabão neutro ou sabonete de glicerina;
  • Evite exposição solar desde o primeiro dia da queimadura até a cicatrização completa da região;
  • Não precisa cobrir o local com curativos, a não ser que seja orientado pelo/a médico/a;
  • Podem ser indicados medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou cremes específicos para aplicar no local da queimadura.
Segunda semana

Aplique óleo mineral ou vaselina líquida a cada 12 horas, para manter a área hidratada e melhorar a coceira e a descamação.

Terceira semana em diante
  • Aplique filtro solar com fator de proteção 30 ou superior durante o dia;
  • Passe hidratante neutro na queimadura todas as noites, até que melhore completamente.
O que fazer em caso de queimadura de 2º grau?

As queimaduras de 2º grau atingem a camada mais profunda da pele (derme). Os sinais e sintomas incluem dor intensa, inchaço, vermelhidão e formação de bolhas. Após a cicatrização da queimadura, é comum que o local fique com manchas ou marcas. Em geral, são causadas por líquidos quentes.

A evolução da queimadura de 2º grau depende da profundidade e da extensão da lesão. As queimaduras mais superficiais podem alcançar a cura em cerca de 15 dias, podendo deixar cicatrizes discretas em alguns casos. As queimaduras de 2º grau mais profundas podem levar várias semanas para cicatrizar e deixar cicatrizes significativas.

Depois dos primeiros socorros, o tratamento de uma queimadura de 2º grau, em geral, deve ser feito da seguinte forma:

Primeira semana
  • Limpe a queimadura com água corrente e clorexidina e aplique creme de Sulfadiazina de Prata 1% (pequena quantidade), 1 vez ao dia, durante 7 dias;
  • Feche com curativo, gaze estéril e atadura ou esparadrapo;
  • Evite expor o curativo à sujeira e umidade;
  • Pode ser necessário reforço da vacina contra o tétano (dependendo da sua vacinação), além da prescrição de medicamentos antibióticos para prevenir infecções.

Procure atendimento médico se a queimadura estiver com mau cheiro ou com sinais de infecção (presença de pus ou mau cheiro).

Segunda semana
  • Aplique óleo mineral ou vaselina líquida a cada 12 horas, para hidratar a pele e amenizar a coceira e a descamação;
  • Evitar exposição solar até a cicatrização completa da região.
Terceira semana em diante
  • Aplique filtro solar com fator de proteção 30 ou maior, durante o dia;
  • Passe hidratante neutro no local todas as noites, até que a queimadura melhore completamente;
  • Vá ao médico para fazer uma reavaliação após 3 semanas.
O que fazer em caso de queimadura de 3º grau?

As queimaduras de 3º grau destroem totalmente a pele, atingindo pelos, glândulas, músculos, tendões e ossos. Os tecidos afetados morrem, formando uma ferida seca, esbranquiçada ou marrom. Uma vez que os nervos da pele afetada são destruídos, a dor não é tão intensa. Geralmente, as queimaduras de 3º grau são causadas por fogo, produtos químicos ou choque elétrico.

O tratamento nesses casos é complexo e deve ser feito em ambiente hospitalar. A primeira coisa a fazer é cobrir a pele com curativos feitos com medicamentos umectantes. Muitas vezes é necessário realizar uma cirurgia para retirar os tecidos mortos ou fazer um enxerto de pele.

O que não fazer em caso de queimadura?

Importante lembrar que além de saber o que fazer, também deve saber o que não fazer nessas situações, evitando piora da ferida e consequências indesejáveis:

  • Não passe manteiga, pasta de dente, borra de café, açúcar ou qualquer produto ou receita caseira na queimadura, pois só irão irritar ainda mais a pele queimada e podem facilmente infeccionar o local;
  • Não passe nenhuma pomada na queimadura. A pele queimada fica extremamente sensível e as pomadas lesionam ainda mais as células cutâneas, além do risco de infecção da região;
  • Não tente estourar ou drenar as bolhas causadas pela queimadura, pois o ferimento ficará exposto a instrumentos possivelmente contaminados e mais um fator de risco comum nos casos de infecção local. As bolhas aparecem nas queimaduras de 2º grau e funcionam como um curativo natural. Devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado e nunca devem ser removidas;
  • A vítima não deve tirar a roupa que está usando, para evitar que as bolhas se estourem e que a pele queimada seja arrancada. O mais indicado é molhar a roupa e ficar assim até chegar ao pronto-socorro.

É importante lembrar que o tratamento das queimaduras pode variar, de acordo com a avaliação médica. Por exemplo, casos de feridas extensas, pacientes com sobrepeso ou com hiperidrose (sudorese excessiva) podem precisar trocar os curativos com mais frequência.

Ainda, no caso de pessoas alérgicas a sulfadiazina de prata, será necessário a troca de pomadas e antissépticos tópicos.

Portanto, o mais adequado é seguir os primeiros passos e manter o tratamento e acompanhamento conforme o/a médico/a clínico geral, médico/a da família ou dermatologista, orientarem.

Veja também:

Dor nas unhas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor nas unhas pode ser sinal de diversos problemas que afetam as unhas dos pés ou das mãos. Sendo que as lesões provocadas por traumas ou compressões estão entre as principais causas de unhas doloridas, essas lesões muitas vezes decorrem do uso de calçados apertados e erros na hora de cortar as unhas.

Conheça alguns problemas comuns que podem causar dor nas unhas, os seus tratamentos e saiba o que fazer em cada situação. 

Uso de calçados apertados

Sapatos, botas e outros calçados muito apertados ou pontiagudos modificam a posição normal dos dedos e, quando usados demasiadamente, provocam lesões nas unhas, o que leva a muita dor.

O que fazer 

Usar calçados largos, maiores e mais abertos para não apertar os dedos.

Corte incorreto das unhas dos pés

Deixar as bordas das unhas dos dedos dos pés muito arredondadas pode provocar o encravamento do canto da unha. Uma unha encravada pode inflamar e resultar numa infecção extremamente dolorosa.

O que fazer

Cortar as unhas dos pés mantendo os cantos retos e visíveis.

Unha encravada

Trata-se da penetração de uma das pontas da unha na pele ao seu redor. As principais causas de unha encravada são o corte incorreto e o uso de calçados apertados ou pontiagudos.

Unha encravada O que fazer

O tratamento dos casos mais leves de unha encravada pode ser feito através de cuidados locais, higiene adequada, colocação de algodão entre a unha e a borda encravada, uso de órteses acrílicas e uso de medicamentos tópicos quando necessários.

Casos mais graves podem necessitar da realização de um procedimento cirúrgico para retirar a parte da unha que está encravada, a sua borda e o tecido inflamado. Tais procedimentos devem ser realizados por médicos ou profissionais habilitados como podólogos.

Unha em telha

Caracteriza-se pelo aumento da curvatura da unha, deixando-a parecida com uma telha.

O que fazer

O tratamento pode ser feito com lâminas flexíveis que pressionam a unha e diminuem a curvatura, ou através de cirurgia.

Unha em pinça

Apresenta uma hipercurvatura que provoca pinçamento dos tecidos moles nas extremidades da unha.

O que fazer

Colocar lâminas flexíveis ou realizar uma cirurgia, como na unha em telha.

Hematoma sub-ungueal

É provocado por algum trauma na região da unha, como uma pancada ou queda de objeto, que provoca dor intensa.

O que fazer

Aplicar gelo no local durante 20 minutos para aliviar a dor e diminuir o inchaço. Casos leves não precisam de outros tratamentos.

Verrugas

Tratam-se de tumores benignos causados pelo vírus HPV. As verrugas podem crescer em qualquer tecido mole ao redor da unha.

O que fazer

O tratamento das verrugas pode incluir aplicação local de ácidos tópicos ou outras técnicas como crioterapia ou imunoterapia.

Leia também: O que são Hifas nas unhas?; Unhas escuras, o que pode ser?

Caso esteja com dores nas unhas procure um médico de família ou dermatologista para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

Manchas roxas aparecendo nas duas pernas... o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A presença de manchas roxas na pele significa que houve extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos em baixo da pele.

Trauma, fragilidade capilar, doenças dos vasos sanguíneos e doenças relacionadas com a coagulação sanguínea são as principais causas de manchas roxas.

Algumas características individuais também aumentam o risco de equimoses (manchas roxas). Idosos tem maior tendência a apresentarem manchas roxas na pele, devido a maior fragilidade da pele e dos vasos sanguíneos.

Mulheres também costumam apresentar mais casos de equimoses e hematomas do que os homens. Algumas pessoas apresentam uma história familiar de hematomas, por isso também são mais suscetíveis a apresentar manchas roxas.

Essas manchas são chamadas de equimoses quando ocorrem devido ao rompimento de pequenos vasos, e deixam a pele roxa.

Quando ocorrem devido à rutura de vasos maiores, levando a formação de grandes coleções sanguínea são chamadas de hematomas, nesse caso além do aparecimento de uma mancha roxa também pode ocorrer abaulamento da região.

Manchas roxas sem razão aparente

Algumas pessoas podem apresentar manchas roxas na perna sem razão aparente, diferentes condições podem levar a esse sintoma, como:

  • Traumas: a principal causa de hematomas é a ocorrência de pancadas na pele;
  • Uso de medicamentos: alguns medicamentos podem apresentar como efeitos colaterais a presença de sangramento, levando ao surgimento de equimoses e hematomas. Os principais medicamentos associados a esses efeitos são a aspirina, clopidogrel, varvarina e outros anticoagulantes. O uso de corticoesteroides também pode aumentar o risco de hematomas;
  • Tabagismo;
  • Uso abusivo de álcool;
  • Desnutrição e deficiências de vitaminas: a deficiência de vitaminas K e C pode levar a quadros hemorrágicos, provocando manchas roxas;
  • Consumo excessivo de suplementos alimentares contendo ginkgo biloba, alho ou óleo de peixe.
Doenças que podem provar manchas roxas

Diferentes doenças também podem provocar sangramento, que levam ao aparecimento de hematomas:

  • Distúrbios hemorrágicos ou da coagulação: como a hemofilia, a doença de Von Willebrand, a trombocitopenia também podem ocasionar esses sintomas.
  • Desnutrição e deficiências de vitaminas: a deficiência de vitaminas K e C pode levar a quadros hemorrágicos, provocando manchas roxas.
  • Doenças hepáticas: como a cirrose.
  • Doenças autoimune: como a trombocitopenia imune primária e o lúpus.
  • Vasculite: uma doença que leva uma inflamação dos vasos sanguíneos que ocorre de origem autoimune.
  • Alguns tipos de câncer: como a leucemia, o mieloma múltiplo ou o linfoma de Hodgkin.
  • Sepse: reação grave do corpo a processos infecciosos.
Quando devo procurar um médico?

Caso apresente frequentemente hematomas sem motivo aparente, ou que não apresentam melhora após 1 a 2 semanas, ou que surgiram após o início de um novo medicamento consulte um médico para uma avaliação.

Se notar o surgimento de hematomas graves, desproporcionais após trauma ou pequenas lesões também consulte um clínico geral, ou médico de família, para uma avaliação inicial.

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Manchas roxas no corpo, podem ser leucemia?

Estou com coceira na vagina há uns 3 dias. O que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A coceira na vagina pode ter várias causas. Dentre elas estão: infecção vaginal, vaginose, queda da imunidade, verruga genital, eczema, psoríase, IST (infecções sexualmente transmissíveis), líquen escleroso, alterações hormonais e alergia.

A candidíase, em geral, é uma infecção vaginal causada por fungos e provoca coceira, além de irritação e corrimento vaginal.

Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa.

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal, tais como a psoríase e o eczema. Nesses casos, além de coceira na vagina, a mulher poderá notar a presença de erupções e rachaduras na pele.

Vaginose

A vaginose está entre as principais causas de coceira na vagina e corrimento vaginal. Ocorre quando há um desequilíbrio no pH ou na flora vaginal, constituída por bactérias que habitam naturalmente a vagina.

A vaginose bacteriana é semelhante a uma infecção vaginal (vaginite) causada por fungos, como a candidíase. Porém, o seu corrimento é mais líquido, cinzento e geralmente apresenta cheiro forte. Outros sinais e sintomas da vaginose incluem ainda dor nas relações sexuais e ardência ao urinar.

Saiba mais em: Qual o tratamento para vaginose?

Infecção vaginal

As infecções vaginais (vaginites) são causadas sobretudo por fungos, como o Candida albicans, causador da candidíase.

As vaginites geralmente são causadas por um desequilíbrio no pH da vagina, o que pode estar associado a uso de antibióticos, relação sexual, estresse, diabetes e alimentação.

Leia também: O uso de anticoncepcionais pode causar vaginite?

Além de coceira na vagina, a infecção vaginal provoca o aparecimento de um corrimento branco e grumoso, semelhante a requeijão, geralmente sem cheiro.

Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) podem causar coceira na vagina, sensação de formigamento, dor, queimação, presença de corrimento com cheiro e feridas. Dentre as IST mais comuns estão a clamídia, o herpes genital, a tricomoníase e a gonorreia.

Saiba mais em: Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

Líquen escleroso

O líquen escleroso é uma doença que caracteriza-se pela coceira na vagina e pela presença de diversos pequenos pontos brancos na pele. A causa do líquen escleroso pode estar relacionada com alterações hormonais e distúrbios no sistema imunológico.

Alterações hormonais

As alterações hormonais da gravidez, pré-menopausa ou decorrentes do uso de anticoncepcional, podem provocar coceira na vagina. Outro sintoma que pode estar presente é a secura vaginal.

A mulher com coceira na vagina deve procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação.

Fungos na pele: Como identificar e tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sinais e sintomas de fungos na pele que causam micoses variam conforme o tipo de infecção. As manifestações podem incluir a presença de manchas brancas, escuras ou vermelhas na pele, descamação ou coceira nas regiões afetadas, formação de crostas ou fissuras, entre outras.

Dentre os principais tipos de micose de pele estão as tineas, a pitiríase versicolor (pano branco) e a candidíase. Os fungos causadores dessas infecções podem estar presentes no solo, em animais ou ainda em outras pessoas.

Sintomas Tineas

Essa micose pode afetar a pele, o cabelo e as unhas. Os seus principais sintomas são o aparecimento de manchas vermelhas que apresentam bolhas ou crostas e a coceira.

Tineas na unha Pitiríase versicolor (pano branco)

Provoca o aparecimento de manchas brancas na pele que podem surgir em grupos ou isoladas. As manchas podem descamar e tendem a se manifestar no tronco, nos braços, no rosto e no pescoço. As manchas também podem ser escuras ou avermelhadas e ficar mais evidentes com a exposição ao sol.

O seu nome popular "pano branco" é devido a um sinal comum desse tipo de fungo, que normalmente deixa a pele ao redor da área afetada mais clara.

Pano branco no couro cabeludo Candidíase

A candidíase pode acometer qualquer parte do corpo, principalmente quando a imunidade se encontra diminuída; causando lesões como fissuras nos cantos da boca e nas regiões de dobras da pele, como axilas, virilha e embaixo das mamas.

Na região genital, esse fungo manifesta sintomas que incluem manchas avermelhadas, coceira e presença de secreção vaginal de coloração esbranquiçada. Na mucosa da boda se manifesta com placas esbranquiçadas.

Candidíase na língua Tratamento

Pitiríase versicolor: Medicamentos antifúngicos aplicados diretamente no local ou administrados via oral;

⇒ Tineas: Antifúngicos tópicos ou orais;

⇒ Candidíase: Medicamentos antifúngicos de aplicação local ou tomados por via oral.

Em caso de sintomas de fungos na pele que causam micoses, consulte um médico dermatologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais em: Fungos na pele podem causar micose?