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Como se pega o herpes labial?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O herpes labial se transmite pelo contato direto com a lesão de uma pessoa infectada. Ele é causado principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 1 e provoca o aparecimento de vermelhidão, dor em ferroadas, coceira e vesículas (bolhas), que são as lesões típicas do herpes.

O líquido que está dentro dessas bolhas contêm grandes quantidades de vírus vivo, e por isso é altamente contagioso.

Depois de penetrar no corpo, o vírus do herpes labial segue o trajeto de um nervo, onde fica inativo durante a maior parte do tempo. Contudo, quando por alguma razão a imunidade fica baixa, o vírus volta a se multiplicar e a doença se manifesta.

Dentre os fatores que favorecem o aparecimento do herpes labial estão: cansaço físico, exposição prolongada ao sol, estresse, febre, gripe e infecções.

Leia também: Quem tem herpes pode tomar sol?

Vale lembrar que a transmissão do herpes labial só ocorre durante as crises, durante o período de manifestação das lesões. Durante o período de latência, isto é, enquanto não há lesões visíveis, a pessoa portadora do vírus não transmite a doença, e o contato direto não eleva ao risco de contaminação.

Como prevenir o herpes labial?

Para não pegar herpes labial, é importante evitar qualquer tipo de contato com as lesões, inclusive o beijo e a atividade sexual. Portanto, a melhor forma de evitar o contágio do vírus é não beijar e não receber beijos de pessoas que estejam manifestando os sintomas.

Para evitar transmissão do herpes labial, deve-se sempre lavar as mãos depois de tocar na lesão e nunca passar a mão nos olhos depois de mexer na ferida.

Como é o tratamento do herpes labial?

O tratamento do herpes labial inclui o uso de pomadas e comprimidos antivirais e é capaz de eliminar os sintomas. Porém, o vírus continua sempre vivo dentro dos nervos do indivíduo, e as lesões podem reaparecer em momentos de estresse e baixa imunidade. Isso pode ocorrer em semanas, meses ou anos após a primeira manifestação.

Para saber qual é o tipo de tratamento mais adequado para cada caso, é fundamental procurar o/a clínico/a geral, médico/a de família ou dermatologista.

Qual o tratamento para o rash cutâneo?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento do rash cutâneo de qual doença está associada ao seu aparecimento, que nem sempre poderá ser confirmada.

De maneira geral, deve-se evitar o uso de medicações, pelo risco de alergia de pele. Grande parte das infecções virais (sarampo, rubéola, mononucleose, exantema súbito, eritema infeccioso, dengue) não requer tratamento específico, devendo ser prescrito apenas anti-histamínicos, se houver queixa de prurido. Tais doenças são auto-limitadas e o exantema deverá melhorar em até duas semanas.

Se o exantema estiver associado à infecção bacteriana, como no caso da escarlatina e da sífilis, deverá ser feito tratamento com antibiótico da classe da penicilina.

No caso do exantema ser secundário à infecção aguda pelo HIV, ainda não é estabelecido se deverá ser feito tratamento com anti-retrovirais, porém é necessário a comunicação dos parceiros e seguimento com infectologista.

Muitas vezes será necessária a coleta de sorologias para confirmação diagnóstica.

O tratamento do exantema deverá ser prescrito pelo médico clínico geral ou dermatologista.

Saiba mais em: Erupção cutânea pode ser o quê?

Queda de cilios é normal?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim, a queda de cílios é normal quando ocorre de vez em quando, porque faz parte do processo de renovação do cílios. A cada 3 a 5 meses o cílio cai e nasce um outro no seu lugar.

Quando a queda dos cílios leva à falhas ou à falta total desses (madarose ou alopécia ciliar) significa que está ocorrendo algum problema. As causas da queda dos cílios podem ser variadas, tais como  inflamações nas pálpebras (blefarites), alergia à maquiagens e poluição. Em alguns casos, a queda os cílios pode ser devida à doenças como hipotiroidismo, lúpus, alopécia areata, herpes zoster, desnutrição, sífilis, hanseníase, abuso de drogas e tumores.

Com o tratamento da causa da queda pode ocorrer a recuperação dos cílios. Nos casos em que o tratamento medicamentoso não consegue corrigir a perda, algumas técnicas de cirurgia podem diminuir o problema.

O clínico geral poderá diagnosticar e tratar da causa da queda dos cílios ou encaminhar ao especialista, quando necessário.

Qual o tratamento para fungo nas unhas das mãos e pés?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento da micose das unhas (onicomicose) deverá levar em conta alguns fatores:

  • número de unhas acometidas;
  • porcentagem da unha que está acometida;
  • doenças que o paciente possui e medicações que faz uso.

Após esta avaliação e, considerando que foi realizado idealmente exame que comprove a infecção fúngica, ou se a apresentação clínica for típica, deverá ser optado por realizar tratamento com medicação antifúngica, que pode ser tópica ou sistêmica. Se forem poucas as unhas afetadas e em porcentagem de acometimento inferior a 50% da unha, deve ser tentado tratamento tópico. O esmalte deverá ser aplicado de uma a duas vezes por semana e há diversas opções disponíveis atualmente. Se forem muitas unhas acometidas, é necessário o tratamento com antifúngicos de uso oral, como terbinafina, itraconazol e fluconazol. O tratamento sistêmico pode estar associado ao uso de esmaltes. usualmente a dose é de um comprimido por dia e é necessário seguimento periódico com realização de exames laboratoriais de controle.

O tempo mínimo de tratamento é de seis a 12 meses para as unhas da mãos e seis a 18 meses para as unhas dos pés.

Uma opção relativamente recente é o uso de laser. Contudo, esta tecnologia não tem uma aceitação irrestrita na literatura e serve como método auxiliar, sendo necessário o uso de antifúngicos também.

O tratamento da onicomicose deve ser feito pelo médico dermatologista.

Coceira na cabeça é sinal de doença no couro cabeludo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, coceira na cabeça pode ser sinal de inflamações e infecções no couro cabeludo, como foliculite (inflamação no local onde nasce o fio de cabelo), micose, dermatite seborreica (caspa) e dermatite de contato (alergia).

A foliculite é uma infecção bacteriana superficial do folículo capilar, local de saída do pelo. Pode seu causada por atritos, como coçar, usar chapéus ou bonés, uso de pomadas e cremes para outros problemas do couro cabeludo ou ainda devido à falta de higiene.

A micose é uma infecção fúngica que pode ocorrer em várias partes do corpo. A Tinea capitis é a micose que afeta o couro cabeludo e caracteriza-se pelo aparecimento de uma área em que há queda de cabelos, normalmente acompanhada de coceira e descamação.

Veja também: Que tipos de micose existem? 

A dermatite seborreica é um processo inflamatório do couro cabeludo causado pelo aumento da produção das glândulas sebáceas. Os seus principais sinais e sintomas são a descamação (caspa) e a coceira no couro cabeludo.

Saiba mais em: Dermatite seborreica tem cura? Qual o tratamento?

A coceira na cabeça também pode ser causada por produtos irritantes ou alérgenos, como tinturas para o cabelo, que provocam um processo inflamatório na pele. É a chamada dermatite de contato.

Há ainda a pediculose, que é a infestação dos cabelos por piolhos. Os seus principais sintomas são a coceira intensa no couro cabeludo, presença de lêndeas (ovos dos piolhos) e pequenas manchas vermelhas no couro cabeludo decorrentes da picada do inseto.

Veja aqui qual é o melhor tratamento para acabar com piolhos.

Portanto, a coceira na cabeça é um sintoma de que algo não está bem. Nesses casos, o ideal é consultar o/a médico/a dermatologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma adequada avaliação do seu couro cabeludo.

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Herpes genital tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, herpes genital não tem cura. Embora os sintomas do herpes possam desaparecer de forma espontânea ou com tratamento medicamentoso, o vírus permanece para sempre alojado em algumas células do indivíduo, e as lesões podem reaparecer em momentos de baixa imunidade ou estresse.

O herpes genital é uma doença infectocontagiosa, causada mais frequentemente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, podendo também ocorrer pelo tipo 1, principalmente na faixa etária mais jovem. A via de transmissão predominante é o contato sexual, ou transmissão materno-fetal durante o parto, pelo contato direto com a lesão infectada.

Quando a pessoa se contamina com o vírus, dias depois podem surgir os sintomas mais comuns, como vermelhidão, dor, coceira e bolhas no local de contato. Depois essas lesões desaparecem sem deixar marcas. Em alguns casos, pode ser necessário usar uma pomada ou comprimidos antivirais.

Leia também: Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

O vírus entra então numa fase de latência, ou seja, como se mantivesse inativo, até que alguma situação de estresse ou que leva a baixa imunidade, ele seja reativado e volte a se multiplicar dentro das células, resultando em um novo episódio de lesões, com sintomas que precisarão ser novamente tratados.

O tratamento específico para cada caso deve ser indicado por um clínico geral, dermatologista ou ginecologista.

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Como se pega molusco contagioso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A transmissão do molusco contagioso ocorre principalmente pelo contato direto, seja com as lesões ou com roupas, brinquedos e outros objetos usados por alguém infectado. O vírus penetra na pele através de pequenas lesões nos folículos pilosos. O contágio também pode ocorrer através de relações sexuais desprotegidas.

As pessoas mais propensas a "pegar" molusco contagioso são as crianças e os indivíduos com a imunidade baixa, como os que têm HIV ou AIDS. Nesses casos, a manifestação do molusco contagioso costuma ser intensa, tanto no tamanho como no número de lesões, sobretudo no rosto.

Nas crianças, a infecção ocorre sobretudo naquelas que têm pele seca ou dermatite atópica, principalmente se frequentarem piscinas.

Molusco contagioso Como prevenir o molusco contagioso?

Para evitar a transmissão do molusco contagioso, recomenda-se evitar o contato com pessoas que apresentam esses sintomas e compartilhar roupas, toalhas e objetos pessoais. O uso de preservativo é fundamental para evitar o contágio pela via sexual.

Os cuidados para prevenir o contágio do molusco contagioso devem ser maiores nos casos das crianças e dos pacientes imunodeprimidos.

O que é molusco contagioso e quais os sintomas?

O molusco contagioso é uma infecção de pele causada pelo vírus do gênero Poxvirus. Os sinais e sintomas se manifestam sob a forma de elevações lisas, rosáceas e brilhantes na pele, semelhantes a verrugas.

As lesões têm, em média, 3 a 5 milímetros de diâmetro, podendo chegar aos 3 centímetros em alguns casos. Podem apresentar uma pequena depressão no centro e inflamar.

As lesões se manifestam com mais frequência nas axilas, nos braços, nas laterais do tronco, nas regiões anal e genital e no rosto.

O período de incubação do molusco contagioso, ou seja, o tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia entre 14 dias e 2 meses.

Geralmente, cada lesão do molusco contagioso dura de 6 a 12 semanas, desaparecendo após esse período.

Em alguns casos, as lesões do molusco contagioso podem causar complicações, como inflamação, coceira, eczema e infecção bacteriana, além de deixar cicatrizes permanentes

Qual é o tratamento para molusco contagioso?

O tratamento para molusco contagioso é semelhante ao tratamento das verrugas. As lesões podem ser congeladas com nitrogênio líquido (crioterapia), destruídas com ácidos ou laser ou removidas através de eletrocirurgia ou curetagem (raspagem).

Em casa, o tratamento do molusco contagioso pode ser feito com aplicação de pomada ou cremes, modificadores da resposta imunológica ou outros medicamentos antivirais.

No caso de haver muitas lesões, podem ser necessárias várias sessões de tratamento, a cada 3 a 6 semanas, até que as lesões sejam todas removidas. É comum o molusco infeccioso voltar a aparecer, mesmo depois do tratamento.

No caso das crianças pequenas, o molusco contagioso pode não necessitar de tratamento, apenas acompanhamento até que as lesões desapareçam espontaneamente.

Em pessoas com o sistema imunológico saudável, as lesões geralmente desaparecem espontaneamente depois de meses ou anos. Por isso, em muitos casos o tratamento é opcional.

Procure um médico se apresentar os sinais e sintomas do molusco contagioso para receber um diagnóstico e tratar a infecção.

O que são Hifas nas unhas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As hifas são estruturas características de alguns fungos. Os fungos causam as micoses, por isso a presença de hifas nas unhas pode significar a presença de micose.

As micoses nas unhas (onicomicoses) podem ser causadas por vários tipos de fungos, como as leveduras, fungos dermatófitos ou fungos não-dermatófitos. No exame laboratorial, a presença de hifas e o seu aspecto serve para ajudar a identificar qual é o tipo de fungo presente na unha. Esse resultado é importante para definir o medicamento que deverá ser utilizado para o tratamento.

O tratamento para as micoses de unha é feito com antifúngicos ou antimicóticos, costumam ser demorados e não devem ser abandonados até a sua melhora. O dermatologista é o especialista indicado para o diagnóstico e tratamento das micoses.

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