Perguntar
Fechar
Qual o tratamento no caso de cisto sebáceo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento no caso de cisto sebáceo é cirúrgico e consiste na remoção do cisto e da sua cápsula, sendo a pele suturada a seguir. Se a cápsula ou um fragmento dela permanecer, o cisto sebáceo poderá voltar, daí o tratamento através da remoção cirúrgica do cisto e da sua cápsula ser o mais indicado.

Dependendo do tamanho, do tipo e da localização do cisto sebáceo, o tratamento pode ser realizado através de uma única incisão, com drenagem do conteúdo do cisto e destruição da sua cápsula com produtos cáusticos.

No entanto, um cisto de sebáceo geralmente não precisa de tratamento, a não ser que esteja infeccionado, inflamado ou causando um problema estético.

Cistos infectados normalmente são tratados através de drenagem e remoção da cápsula. Antibióticos e anti-inflamatórios podem ser indicados, de acordo com cada caso.

A drenagem do cisto sebáceo também pode ser feita através de laser. Nesse procedimento, é realizado um pequeno “furo” no cisto com o laser e o seu conteúdo é drenado. A cápsula que envolve o cisto geralmente é retirada depois de 1 mês.

Depois do cisto ser retirado, é indicada a aplicação de pomada com antibiótico para evitar infecções no local. A pomada deve ser usada até à completa cicatrização. Em alguns casos, podem ser indicadas pomadas específicas para ajudar na cicatrização.

Existe algum tratamento caseiro para cisto sebáceo?

Se o cisto sebáceo tiver menos de 1 cm, o tratamento pode ser feito através da aplicação de compressas quentes durante 15 a 30 minutos, 2 vezes ao dia, durante 10 dias.

Com isso, o cisto tende a diminuir gradualmente até desaparecer, embora possa retornar em alguns casos. Este método transforma o conteúdo do cisto num fluido oleoso que é mais facilmente reabsorvido pelo organismo.

É importante lembrar que nunca se deve espremer um cisto sebáceo, pois pode romper a sua cápsula e provocar uma infecção, além de abrir mais espaço para o cisto crescer.

O que é um cisto sebáceo?

O cisto sebáceo, também conhecido como cisto epidérmico, é um cisto benigno que surge na pele. Os cistos podem ter material líquido ou semilíquido no seu interior, como pus. Em geral, o cisto sebáceo surge no rosto, no pescoço ou no tronco.

Os cistos sebáceos crescem de forma lenta, mas podem causar incômodo se não receberem o tratamento adequado.

Quais as causas do cisto sebáceo?

O cisto sebáceo surge nas glândulas sebáceas, que produzem sebo, uma espécie de óleo que recobre a pele e os cabelos. Quando, por alguma razão (sobretudo traumas), o canal pelo qual sai o sebo fica obstruído, pode haver formação do cisto.

Os cistos sebáceos também podem ser causados por defeitos no desenvolvimento do canal da glândula sebácea, danos celulares durante cirurgias e problemas genéticos.

Quais os sintomas de um cisto sebáceo?

Em geral, o cisto sebáceo surge na pele do rosto, do pescoço e do tronco. O cisto costuma ser pequeno, mole e não causa dor ao toque. Porém, cistos maiores podem causar desconforto e dor.

O tratamento do cisto sebáceo deve ser efetuado pelo/a médico/a dermatologista.

Fazer piercing no tragus dói? Quais os riscos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, fazer piercing no tragus dói. Apesar do tragus ser formado por cartilagem, que não tem receptores nervosos para dor, a pele que o recobre tem muitos receptores, o que causa dor no momento da perfuração.

A exata mensuração da dor depende da sensibilidade individual de cada pessoa, mas em geral costuma ser suportável.

Riscos de colocar um piercing

Os riscos de colocar um piercing no tragus são basicamente os mesmos de colocá-lo em outros locais do corpo, sendo eles:

  • Infecção local, a curto prazo é mais comum;
  • Reações alérgicas, que podem surgir até anos após a colocação do piercing, quando o organismo entende que possui um corpo estranho e tenta expulsá-lo;
  • Contaminação de vírus como da hepatite, HIV ou micoses atípicas.

Para minimizar as chances de complicações e os riscos para a saúde, é importante tomar algumas precauções antes de colocar o piercing:

  • Verifique se o estabelecimento possui licença da Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária;
  • A pele onde o piercing será colocado deve estar sadia, sem doenças, queimaduras ou alergias;
  • Verifique as condições de higiene do estabelecimento e peça para ver como é feita a esterilização e a higienização dos materiais utilizados;
  • Usar sempre agulhas e lâminas descartáveis;
  • Depois de colocar o piercing, lave o local com água e sabão diariamente, duas e três vezes ao dia, até a completa cicatrização, que pode levar até 6 meses.

Apesar dos riscos, a orelha é um dos locais mais seguros para se colocar um piercing, pois é arejada e seca, embora isso não significa que mereça menos cuidados, pois uma infecção no local pode provocar a morte do tecido (necrose) e deformidades definitivas.

Importante também realizar uma avaliação médica previamente à colocação de piercing, pois o uso de algumas medicações, como anticoagulantes, dependendo da dose, contraindicam esse procedimento, assim como certas doenças.

Convém informar ainda que de acordo com a lei estadual 9.828/97 de São Paulo, menores não podem fazer tatuagens nem mesmo com o consentimento dos pais, devido justamente ser uma situação de agressão e pele e um procedimento definitivo.

Caso aconteça alguma reação local não esperada como febre, mal-estar ou vermelhidão no local, procure um médico clínico geral, médico de família ou um dermatologista o quanto antes.

Saiba mais um pouco sobre esse tema nos artigos:

Piercing no tragus inflamado: o que fazer?

7 passos simples para cuidar do piercing inflamado

É possível tirar marcas de catapora?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É muito difícil tirar as marcas da catapora completamente, mas é possível amenizar as cicatrizes com procedimentos cirúrgicos dermatológicos como a dermoabrasão e o laser.

Na dermoabrasão, uma raspagem cirúrgica, as camadas mais superficiais da pele são removidas com um instrumento abrasivo que deixa a sua superfície mais suave, amenizando as irregularidades e dando um contorno mais natural às marcas (cicatrizes) da catapora.

O laser deixa as marcas da catapora menores, menos evidentes e menos profundas. O laser aquece a água da pele a temperaturas elevadas, "quebrando" a cicatriz que será substituída por uma pele mais jovem, além de estimular a produção e reestruturação do colágeno.

Pode também lhe interessar o artigo: Existe alguma forma de clarear manchas escuras na pele?

A forma mais eficiente de prevenir as marcas de catapora é evitar coçar e tirar as crostas. O/a dermatologista é o/a profissional indicado para avaliar as marcas deixadas pela catapora e escolher o tratamento mais indicado para suavizá-las.

Verruga coça? Faz mal coçar verruga?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, verruga pode coçar e faz mal coçar a verruga porque o contato com a lesão transporta o vírus para outros locais do corpo, podendo espalhar a infecção. Apesar de serem benignas, as verrugas são altamente contagiosas.

O vírus HPV que causa as verrugas penetra na pele através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada.

Se depois de coçar a verruga a pessoa passar a mão em qualquer ferida na pele, mesmo que seja um pequeno corte que nem se nota, já pode haver contaminação pelo vírus.

Outro problema em coçar a verruga é o risco de provocar um ferimento com as unhas e causar uma infecção no local.

A transmissão do vírus HPV ocorre através do contato direto com as verrugas ou com objetos infectados.

Veja também: Toda verruga é HPV?

A melhor forma de evitar a proliferação de verrugas para outras partes do corpo ou a transmissão para outras pessoas é removê-las através da aplicação de medicamentos específicos ou métodos cirúrgicos.

Alguns cuidados que ajudam a prevenir o aparecimento de verrugas:

  • Cobrir lesões ou cortes na pele com curativos;
  • Evitar ficar descalço;
  • Evitar o contato direto com as verrugas (próprias ou de terceiros);
  • Usar preservativo;
  • Tomar vacina contra HPV para prevenir verrugas genitais.

O diagnóstico e o tratamento das verrugas é da responsabilidade do médico dermatologista.

Piercing no tragus inflamado: o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se o local do piercing no tragus estiver inflamado, não retire o piercing e procure imediatamente um médico, de preferência dermatologista.

Qualquer tipo de infecção na cartilagem da orelha, neste caso no tragus, deve ser tratada rapidamente pois pode evoluir e tornar-se grave.

Medicamentos para tragus inflamado
  • Pomada cicatrizante
  • Pomada com antibiótico
  • Antibióticos orais

Na maioria das vezes aplicar uma pomada cicatrizante ou mesmo com antibiótico, pode não ser suficiente, mesmo quando indicada pelo próprio profissional que fez o piercing. Se o local estiver infectado por bactérias, pode ser necessário aplicar pomadas com antibióticos orais específicos.

O grande problema das inflamações ou infecções em piercings no tragus, e na orelha em geral, é que a cartilagem possui poucos vasos sanguíneos. Por isso, o tratamento de qualquer infecção no local pode ser tornar difícil, porque havendo pouco sangue, diminui o fluxo de anticorpos e células de defesa que poderiam combater a infecção.

Da mesma forma, o fluxo de antibióticos tomados por via oral também pode ser insuficiente. Daí a importância em iniciar o tratamento o quanto antes.

Uma infecção não tratada no tragus pode provocar a morte do tecido (necrose) ou, celulite de face, em casos mais graves, evoluir para uma septicemia (infecção generalizada).

Em caso de inflamação no local do piercing, procure um médico dermatologista (de preferência) ou um clínico geral ou médico de família.

Pode lhe interessar também:

Como ocorre a transmissão da hanseníase?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A transmissão da hanseníase se dá pelo contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada pelo bacilo e que não esteja em tratamento. A pessoa infectada expele bacilos (bactérias) através do sistema respiratório superior quando ela fala, tosse ou espirra, por meio da saliva e secreções nasais. 

Como a bactéria tem uma baixa infectividade, apenas o contato por vários anos e frequente com a pessoa infectada é capaz de ocasionar a transmissão da hanseníase. Quando a pessoa inicia o tratamento para erradicar a doença, a transmissão é interrompida.

Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria que acomete a pele e os nervos periféricos. Ela é uma doença de baixa infectividade, ou seja, o seu poder de contágio é baixo.

Lesões no nariz causadas por hanseníase

Vale lembrar que tocar uma pessoa com hanseníase não transmite a doença. Isso significa que a hanseníase não é transmitida pelo contato físico, mas sim pela inalação contínua de gotículas de saliva ou secreções do nariz infectadas pelo bacilo.

Outra informação pouco conhecida é que a grande maioria das pessoas é imune à hanseníase e não desenvolve a doença, mesmo se forem infectadas.

Quais são os sintomas da hanseníase?

A hanseníase se manifesta por meio de manchas claras, avermelhadas ou escuras, que não são vistas facilmente. Os limites dessas manchas são irregulares e a sensibilidade no local fica alterada. No local das lesões, também ocorre queda de pelos e não há transpiração.

Hanseníase na mão (mancha vermelha)

Na fase aguda da doença, podem surgir nódulos ou inchaço nas orelhas, nas mãos, nos cotovelos e nos pés.

Se algum nervo periférico for afetado, a pessoa sente dormência, perda de força muscular e os dedos ficam retraídos, tornando o membro afetado incapacitado. 

A evolução da hanseníase é lenta. Os sintomas só aparecem depois de 2 a 6 anos que ocorreu o contágio. 

Por isso, quanto mais cedo a doença é diagnosticada, mais rápido o tratamento poderá ser iniciado, permitindo a quebra da cadeia de transmissão do bacilo. O exame físico, diagnóstico e tratamento são fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cobreiro é contagioso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, cobreiro (Herpes Zoster) é contagioso. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa enquanto apresentar lesões com conteúdo líquido em suas vesículas. Após rotura das bolhas e feridas com crostas já não transmite mais.

O contágio pode ser pelo contato direto da pele com as bolhas e conteúdo líquido no interior ou através das secreções respiratórias. A transmissão do cobreiro também pode ocorrer por meio de objetos contaminados.

O vírus Varicela-Zoster é o responsável tanto pelo herpes-zoster quanto pela catapora, por isso quem já foi contaminado uma vez, já apresentou catapora, herpes-zoster ou recebeu vacina para o vírus, não é mais contaminado, está imunizado.

O período de incubação do vírus varia entre 10 e 20 dias após o contato, podendo ser mais curto em pacientes com imunidade baixa.

O período de transmissão do cobreiro é de 1 a 2 dias antes de surgirem as lesões e de até 5 dias após o aparecimento do primeiro grupo de vesículas. Enquanto houver vesículas, a doença pode ser transmitida.

A prevenção do cobreiro é feita através da vacinação: na infância, através da vacina contra a catapora; em adultos, a vacina contra o cobreiro diminui em cerca de 50% os riscos de infecção e é indicada para pessoas com mais de 50 anos.

Também pode lhe interessar: Como identificar e tratar herpes ocular?

Queda de cabelo feminino, o que pode ser? Como tratar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A queda de cabelo feminino pode ter muitas causas, como doenças no couro cabeludo ou no organismo, falta de vitaminas, uso de produtos químicos ou devido à herança genética. O sucesso do tratamento para a queda de cabelos no homem ou na mulher depende da identificação da sua causa. Quando não há possibilidade de interromper a queda ou estimular o crescimento do cabelo com medicamentos, o transplante de cabelos pode ser uma solução.

Algumas causas e tratamentos para a queda de cabelo:

  • herança genética, o tratamento é feito com o uso de medicamentos para para tentar minimizar a queda e estimular o crescimento dos fios,
  • doenças hormonais, como o hipotiroidismo ou doença de Addison, deve-se tratar a doença assim que for diagnosticada,
  • doenças do couro cabeludo, como caspa, foliculites e tinea capitis, devem ser tratadas com shampoos específicos e medicamentos,
  • produtos químicos, como tinturas, alisantes e descolorantes, quando usados exageradamente ou em concentrações inadequadas podem levar à queda dos cabelos,
  • o esticamento ou tração dos cabelos, tanto em penteados frequentes como mantendo-os presos e repuxados constantemente, podem contribuir para a sua queda,
  • equipamentos térmicos, como as pranchas ou chapinhas e outros aparelhos que usam calor para arrumar os cabelos, podem acelerar sua queda,
  • doenças auto-imunes, como alopécia areata e lúpus eritematoso sistêmico,
  • deficiência de vitaminas como as vitamina A, B, D podem levar à queda de cabelos, sendo evitadas com uma alimentação variada e saudável, ou com o uso suplementar de vitaminas quando houver problemas relacionados à sua má absorção,
  • tricotilomania, distúrbio psiquiátrico no qual a pessoa arranca os cabelos, deve ser tratado pelo psiquiatra e psicólogo,
  • medicamentos, como os usados para tratamento do câncer.

Leia também:

Antibiótico pode causar queda de cabelo?

Ovários policísticos podem causar queda de cabelo?

O dermatologista é o especialista que poderá diagnosticar a causa da queda de cabelos, orientar o seu tratamento ou o encaminhamento à outros profissionais da saúde.