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É possível tirar marcas de catapora?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É muito difícil tirar as marcas da catapora completamente, mas é possível amenizar as cicatrizes com procedimentos cirúrgicos dermatológicos como a dermoabrasão e o laser.

Na dermoabrasão, uma raspagem cirúrgica, as camadas mais superficiais da pele são removidas com um instrumento abrasivo que deixa a sua superfície mais suave, amenizando as irregularidades e dando um contorno mais natural às marcas (cicatrizes) da catapora.

O laser deixa as marcas da catapora menores, menos evidentes e menos profundas. O laser aquece a água da pele a temperaturas elevadas, "quebrando" a cicatriz que será substituída por uma pele mais jovem, além de estimular a produção e reestruturação do colágeno.

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A forma mais eficiente de prevenir as marcas de catapora é evitar coçar e tirar as crostas. O/a dermatologista é o/a profissional indicado para avaliar as marcas deixadas pela catapora e escolher o tratamento mais indicado para suavizá-las.

Piercing no tragus inflamado: o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se o local do piercing no tragus estiver inflamado, não retire o piercing e procure imediatamente um médico, de preferência dermatologista.

Qualquer tipo de infecção na cartilagem da orelha, neste caso no tragus, deve ser tratada rapidamente pois pode evoluir e tornar-se grave.

Na maioria das vezes aplicar uma pomada cicatrizante não é suficiente, mesmo quando indicada pelo próprio profissional que fez o piercing. Se o local estiver infectado por bactérias, pode ser necessário aplicar pomadas com antibióticos específicos.

O grande problema das inflamações ou infecções em piercings no tragus, e na orelha em geral, é que a cartilagem possui poucos vasos sanguíneos. Por isso, o tratamento de qualquer infecção no local pode ser tornar difícil, porque havendo pouco sangue, diminui o fluxo de anticorpos e células de defesa que poderiam combater a infecção.

Da mesma forma, o fluxo de antibióticos tomados por via oral também pode ser insuficiente. Daí a importância em iniciar o tratamento o quanto antes.

Uma infecção não tratada no tragus pode provocar a morte do tecido (necrose) ou, em casos mais graves, evoluir para uma septicemia (infecção generalizada).

Em caso de inflamação no local do piercing, procure um médico dermatologista (de preferência) ou um clínico geral ou médico de família.

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Fazer piercing no tragus dói? Quais os riscos?

Verruga coça? Faz mal coçar verruga?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, verruga pode coçar e faz mal coçar a verruga porque o contato com a lesão transporta o vírus para outros locais do corpo, podendo espalhar a infecção. Apesar de serem benignas, as verrugas são altamente contagiosas.

O vírus HPV que causa as verrugas penetra na pele através de pequenos ferimentos que atuam como porta de entrada.

Se depois de coçar a verruga a pessoa passar a mão em qualquer ferida na pele, mesmo que seja um pequeno corte que nem se nota, já pode haver contaminação pelo vírus.

Outro problema em coçar a verruga é o risco de provocar um ferimento com as unhas e causar uma infecção no local.

A transmissão do vírus HPV ocorre através do contato direto com as verrugas ou com objetos infectados.

Veja também: Toda verruga é HPV?

A melhor forma de evitar a proliferação de verrugas para outras partes do corpo ou a transmissão para outras pessoas é removê-las através da aplicação de medicamentos específicos ou métodos cirúrgicos.

Alguns cuidados que ajudam a prevenir o aparecimento de verrugas:

  • Cobrir lesões ou cortes na pele com curativos;
  • Evitar ficar descalço;
  • Evitar o contato direto com as verrugas (próprias ou de terceiros);
  • Usar preservativo;
  • Tomar vacina contra HPV para prevenir verrugas genitais.

O diagnóstico e o tratamento das verrugas é da responsabilidade do médico dermatologista.

Fazer piercing no tragus dói? Quais os riscos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, fazer piercing no tragus dói. Apesar do tragus ser formado por cartilagem, que não tem receptores nervosos para dor, a pele que o recobre tem muitos receptores, o que causa dor no momento da perfuração.

A exata mensuração da dor depende da sensibilidade individual de cada pessoa, mas em geral costuma ser suportável.

Riscos de colocar um piercing

Os riscos de colocar um piercing no tragus são basicamente os mesmos de colocá-lo em outros locais do corpo, sendo eles:

  • Infecção local, a curto prazo é mais comum;
  • Reações alérgicas, que podem surgir até anos após a colocação do piercing, quando o organismo entende que possui um corpo estranho e tenta expulsá-lo;
  • Contaminação de vírus como da hepatite, HIV ou micoses atípicas.

Para minimizar as chances de complicações e os riscos para a saúde, é importante tomar algumas precauções antes de colocar o piercing:

  • Verifique se o estabelecimento possui licença da Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária;
  • A pele onde o piercing será colocado deve estar sadia, sem doenças, queimaduras ou alergias;
  • Verifique as condições de higiene do estabelecimento e peça para ver como é feita a esterilização e a higienização dos materiais utilizados;
  • Usar sempre agulhas e lâminas descartáveis;
  • Depois de colocar o piercing, lave o local com água e sabão diariamente, duas e três vezes ao dia, até a completa cicatrização, que pode levar até 6 meses.

Veja também: Que cuidados devemos ter depois de colocar um piercing?

Apesar dos riscos, a orelha é um dos locais mais seguros para se colocar um piercing, pois é arejada e seca, embora isso não significa que mereça menos cuidados, pois uma infecção no local pode provocar a morte do tecido (necrose) e deformidades definitivas.

Importante também realizar uma avaliação médica previamente à colocação de piercing, pois o uso de algumas medicações, como anticoagulantes, dependendo da dose, contraindicam esse procedimento, assim como certas doenças. 

Convém informar ainda que de acordo com a lei estadual 9.828/97 de São Paulo, menores não podem fazer tatuagens nem mesmo com o consentimento dos pais, devido justamente ser uma situação de agressão e pele e um procedimento definitivo.

Caso aconteça alguma reação local não esperada como febre, mal-estar ou vermelhidão no local, procure um médico clínico geral, médico de família ou um dermatologista o quanto antes.

Como ocorre a transmissão da hanseníase?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A transmissão da hanseníase se dá pelo contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada pelo bacilo e que não esteja em tratamento. A pessoa infectada expele bacilos (bactérias) através do sistema respiratório superior quando ela fala, tosse ou espirra, por meio da saliva e secreções nasais. 

Como a bactéria tem uma baixa infectividade, apenas o contato por vários anos e frequente com a pessoa infectada é capaz de ocasionar a transmissão da hanseníase. Quando a pessoa inicia o tratamento para erradicar a doença, a transmissão é interrompida.

Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria que acomete a pele e os nervos periféricos. Ela é uma doença de baixa infectividade, ou seja, o seu poder de contágio é baixo.

Lesões no nariz causadas por hanseníase

Vale lembrar que tocar uma pessoa com hanseníase não transmite a doença. Isso significa que a hanseníase não é transmitida pelo contato físico, mas sim pela inalação contínua de gotículas de saliva ou secreções do nariz infectadas pelo bacilo.

Outra informação pouco conhecida é que a grande maioria das pessoas é imune à hanseníase e não desenvolve a doença, mesmo se forem infectadas.

Quais são os sintomas da hanseníase?

A hanseníase se manifesta por meio de manchas claras, avermelhadas ou escuras, que não são vistas facilmente. Os limites dessas manchas são irregulares e a sensibilidade no local fica alterada. No local das lesões, também ocorre queda de pelos e não há transpiração.

Hanseníase na mão (mancha vermelha)

Na fase aguda da doença, podem surgir nódulos ou inchaço nas orelhas, nas mãos, nos cotovelos e nos pés.

Se algum nervo periférico for afetado, a pessoa sente dormência, perda de força muscular e os dedos ficam retraídos, tornando o membro afetado incapacitado. 

A evolução da hanseníase é lenta. Os sintomas só aparecem depois de 2 a 6 anos que ocorreu o contágio. 

Por isso, quanto mais cedo a doença é diagnosticada, mais rápido o tratamento poderá ser iniciado, permitindo a quebra da cadeia de transmissão do bacilo. O exame físico, diagnóstico e tratamento são fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cobreiro é contagioso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, cobreiro (Herpes Zoster) é contagioso. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa enquanto apresentar lesões com conteúdo líquido em suas vesículas. Após rotura das bolhas e feridas com crostas já não transmite mais.

O contágio pode ser pelo contato direto da pele com as bolhas e conteúdo líquido no interior ou através das secreções respiratórias. A transmissão do cobreiro também pode ocorrer por meio de objetos contaminados.

O vírus Varicela-Zoster é o responsável tanto pelo herpes-zoster quanto pela catapora, por isso quem já foi contaminado uma vez, já apresentou catapora, herpes-zoster ou recebeu vacina para o vírus, não é mais contaminado, está imunizado.

O período de incubação do vírus varia entre 10 e 20 dias após o contato, podendo ser mais curto em pacientes com imunidade baixa.

O período de transmissão do cobreiro é de 1 a 2 dias antes de surgirem as lesões e de até 5 dias após o aparecimento do primeiro grupo de vesículas. Enquanto houver vesículas, a doença pode ser transmitida.

A prevenção do cobreiro é feita através da vacinação: na infância, através da vacina contra a catapora; em adultos, a vacina contra o cobreiro diminui em cerca de 50% os riscos de infecção e é indicada para pessoas com mais de 50 anos.

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Queda de cabelo feminino, o que pode ser? Como tratar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A queda de cabelo feminino pode ter muitas causas, como doenças no couro cabeludo ou no organismo, falta de vitaminas, uso de produtos químicos ou devido à herança genética. O sucesso do tratamento para a queda de cabelos no homem ou na mulher depende da identificação da sua causa. Quando não há possibilidade de interromper a queda ou estimular o crescimento do cabelo com medicamentos, o transplante de cabelos pode ser uma solução.

Algumas causas e tratamentos para a queda de cabelo:

  • herança genética, o tratamento é feito com o uso de medicamentos para para tentar minimizar a queda e estimular o crescimento dos fios,
  • doenças hormonais, como o hipotiroidismo ou doença de Addison, deve-se tratar a doença assim que for diagnosticada,
  • doenças do couro cabeludo, como caspa, foliculites e tinea capitis, devem ser tratadas com shampoos específicos e medicamentos,
  • produtos químicos, como tinturas, alisantes e descolorantes, quando usados exageradamente ou em concentrações inadequadas podem levar à queda dos cabelos,
  • o esticamento ou tração dos cabelos, tanto em penteados frequentes como mantendo-os presos e repuxados constantemente, podem contribuir para a sua queda,
  • equipamentos térmicos, como as pranchas ou chapinhas e outros aparelhos que usam calor para arrumar os cabelos, podem acelerar sua queda,
  • doenças auto-imunes, como alopécia areata e lúpus eritematoso sistêmico,
  • deficiência de vitaminas como as vitamina A, B, D podem levar à queda de cabelos, sendo evitadas com uma alimentação variada e saudável, ou com o uso suplementar de vitaminas quando houver problemas relacionados à sua má absorção,
  • tricotilomania, distúrbio psiquiátrico no qual a pessoa arranca os cabelos, deve ser tratado pelo psiquiatra e psicólogo,
  • medicamentos, como os usados para tratamento do câncer.

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O dermatologista é o especialista que poderá diagnosticar a causa da queda de cabelos, orientar o seu tratamento ou o encaminhamento à outros profissionais da saúde.

Excesso de pelos em homens, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A presença de pelos em excesso nos homens pode ocorrer devido à características genéticas, tais como as características familiares e da raça (etnia). Eles podem ser reduzidos por meio de tratamento estéticos.

Existem vários tratamentos cosméticos para diminuir a quantidade de pelos do corpo masculino. Os resultados dependem da quantidade de pelos e de suas características, que devem ser analisados por um profissional para a indicação do tratamento mais adequado à cada caso.

Tratamentos cosméticos para redução de pelos:

  • retirada dos pelos por meio da raspagem (lâminas): o pelo é cortado na altura da pele dando a impressão que ele cresce mais grosso; volta a crescer em torno de 3 dias; o método não é doloroso,
  • depilação com cera quente ou fria: o pelo é arrancado; aparenta crescer mais fino; cresce em torno de 25 dias; método doloroso,
  • eletrólise ou eletrocoagulação: o pelo é destruído por uma corrente elétrica que passa através de uma agulha; os resultados e o número de sessões que devem ser feitas dependem de cada pessoa, da capacidade de tolerar as frequências necessárias para destruir o pelo e das cicatrizes que podem aparecer,
  •  terapia com LASER: os resultados e o número de sessões necessárias dependem da cor do pelo, da área a ser tratada e do tom e características da pele; em alguns casos é preciso a realização de novas sessões de manutenção em intervalos de 8 a 12 meses; pode ser necessário o uso de anestésicos locais para aliviar a dor.

O dermatologista e o endocrinologista são os profissionais indicados para orientar o tratamento para o excesso de pelos.