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Quais os sintomas de um coágulo no cérebro?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de um coágulo no cérebro normalmente começam de forma súbita e podem incluir um ou vários sintomas combinados. Os mais comuns são:

  • Perda de força, dormência ou paralisia da face, de um braço ou de uma perna;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Perda ou turvação da visão, principalmente em um olho; visão dupla; presença de uma sombra no campo de visão;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade para falar ou compreender a fala dos outros;
  • Tontura sem causa aparente;
  • Desequilíbrio;
  • Falta de coordenação ao caminhar;
  • Queda súbita acompanhada por algum dos sintomas descritos.

Os sintomas de um coágulo cerebral variam conforme a região do cérebro que foi afetada. Alguns deles podem passar despercebidos ou serem passageiros, como pequenas alterações na fala ou uma dormência leve num braço.

Veja também: Quais os sintomas de câncer no cérebro e como identificar?

Dentre as principais causas de coágulo cerebral, estão:

  • Traumatismo craniano (mesmo que não seja muito forte);
  • Alterações na circulação sanguínea: Neste caso, o coágulo pode entupir um vaso sanguíneo e provocar um "derrame" (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico);
  • Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico: Ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e o sangue se espalha numa determinada área do cérebro. É o "derrame", propriamente dito. 

Aos primeiros sintomas de um coágulo no cérebro, a vítima deve receber socorro médico especializado com urgência. Quanto mais cedo o coágulo for diagnosticado e tratado, menores são as chances de complicações ou sequelas.

O tratamento do coágulo cerebral é feito pelo/a médico/a neurocirurgião/ã.

O que acontece se alguém tomar vários remédios para dormir?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O uso de vários remédios para dormir indica que a causa da insônia não está sendo devidamente tratada. Como consequência, a pessoa desenvolverá:

  • Sonolência durante o dia,
  • Déficit de memória (esquecimentos frequentes),
  • Dores de estômago,
  • Indisposição, cansaço e
  • Oscilação de humor.

A pessoa que usa muitos calmantes, especialmente, na intenção de dormir bem, deixa de ter o controle total dos seus atos porque parece estar constantemente "sedada". Com isso a alimentação fica prejudicada, a musculatura enfraquece, esquece com facilidade, não encontra as palavras que gostaria de falar, pode causar fraqueza, atrofia muscular e dores crônicas pelo sedentarismo.

Felizmente, a maioria dos casos de insônia tem tratamento, e nem sempre é preciso fazer uso de medicamentos fortes ou por mais de 4 semanas. Na verdade, uma das causas comuns de insônia ou sono "leve", aquele sono que parece não ser suficiente, é a apneia do sono.

A apneia do sono é a parada da respiração por alguns segundos, ou minutos, que estimula o organismo a despertar para respirar profundamente de novo e oxigenar melhor o cérebro e demais órgãos. Com isso o sono fica fragmentado, o corpo não se recupera como deveria.

Para o tratamento da apneia do sono, é importante a higiene do sono, medidas que ajudam em promover um sono adequado, como se alimentar pouco antes de dormir, apagar as luzes e focos luminosos no quarto, evitar atividades extenuantes a noite e evitar hábitos de vida ruins, como a obesidade, o tabagismo, o estresse e o sedentarismo.

Além disso, alguns casos ainda precisam de um suporte nesse tratamento, como uso de CPAP, um tipo de máscara colocada no rosto, que não machuca, e facilita a entrada de ar nos pulmões, durante o sono.

Leia também: Apneia do sono tem cura? Qual o tratamento?

Outra causa comum de dificuldade de dormir, e uso de medicamentos com essa finalidade, são os quadros de ansiedade e depressão. Para isso, quanto mais lúcido e disposto estiver, mais fácil será a busca pelo tratamento correto e possibilidades de cura.

O tratamento da depressão deve ser um conjunto de medidas, que vão desde a prática de atividades físicas prazerosas, medicamentos, até a psicoterapia. Atualmente com diversas terapias inovadoras, esse tratamento multidisciplinar alcança bons resultados mais rapidamente.

O médico psiquiatra é o especialista nesse assunto e dispõe de diferentes tipos de tratamento, opções inovadoras, medicamentosas, com menos efeito colateral, e opções não medicamentosas, que não causam dor, nem sobrecarga do fígado, como a estimulação extra craniana, entre tantas outras. Todas com o mesmo objetivo de eliminar os sintomas de angústia de tristeza e curar a depressão. Procure um tratamento eficaz com o médico especialista.

Leia também: As 4 Formas para Combater a Depressão

Existem muitas outras causas para a insônia, como o próprio uso crônico de medicamentos, o uso excessivo de bebidas com cafeína, hábitos de vida ruins, alterações hormonais, doenças do trato gastrointestinal ou doenças do aparelho respiratório.

Para cada causa da insônia, um tratamento será proposto, e sempre com alta taxa de cura completa desses sintomas. Por isso, recomendamos para qualquer caso de transtornos do sono, seja insônia, roncos, sono inquieto, sonambulismo ou terror noturno, que procure o quanto antes um especialista no sono. Os médicos otorrinolaringologistas, neurologistas e pneumologistas, são os mais indicados.

Contudo, vale ressaltar ainda, que o uso de medicamentos para dormir de forma exagerada ou acidental, pode provocar intoxicação, e que embora não provoque a morte da pessoa, pode causar danos ao cérebro.

Portanto, nesses casos, entre em contato imediatamente com a Central de Disque Intoxicação da ANVISA através do 0800 722 6001 ou para o Centro de Assistência Toxicológica de São Paulo, através do 0800 014 8110.

Se não for possível o contato telefônico, a pessoa deve ser levada para um hospital próximo, o mais rápido possível, para que receba o tratamento adequado.

O que fazer se tomar vários remédios para dormir?

Em caso de superdosagem de medicamentos para dormir, siga os seguintes procedimentos:

  1. Peça ajuda! Você não deve ficar sozinho/a, mesmo que esteja se sentindo bem;
  2. Não provoque vômitos, não resolve o problema pois a medicação já pode ter sido absorvida pelo sangue, e corre o risco de broncoaspiração;
  3. Não beba nenhum líquido, mesmo que seja água ou leite;
  4. Não tente permanecer acordado, caminhando, por exemplo. O esforço físico pode aumentar a ação do medicamento no organismo;
  5. Tenha em mãos os remédios que tomou e ligue para o Disque Intoxicação da ANVISA através do 0800 722 6001 ou para o CEATOX-SP (Centro de Assistência Toxicológica) do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas através do 0800 014 8110;
  6. Siga as instruções dadas pelo centro de atendimento e vá para um hospital imediatamente, levando a embalagem ou a bula do remédio;
  7. Não dirija! Peça um transporte ou a ajuda que chamou no início.

No hospital, o médico saberá indicar o melhor procedimento para cada caso, como por exemplo a lavagem gástrica, que tem excelente resposta quando aplicada em tempo adequado.

Sendo assim, em casos de insônia, procure um médico neurologista ou otorrinolaringologista, para uma avaliação individualizada e para resolver o quanto antes o problema.

Não faça uso de medicamentos controlados ou aumente a dose por conta própria, é bastante prejudicial à saúde!

Em caso de dúvidas entre em contato com seu/sua médico/a de família.

Como saber se tenho meningite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os principais sinais e sintomas da meningite, seja viral, bacteriana ou fúngica, incluem:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas, vômitos;
  • Dor no pescoço, rigidez de nuca (dificuldade de encostar o queixo no peito);
  • Mal-estar;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Manchas roxas na pele (fase mais grave, geralmente na meningite meningocócica).

Os sintomas mais comuns e que costumam aparecer na fase inicial da doença são a dor de cabeça intensa, febre, náuseas e rigidez de nuca, embora nem sempre estão presentes ao mesmo tempo, o que dificulta um diagnóstico rápido.

As manchas arroxeadas surgem nas fases mais avançadas da meningite bacteriana e indicam que as bactérias estão circulando pelo corpo, e a sua disseminação pode levar ao processo grave de infecção generalizada (sepse).

Outros sintomas menos específicos, mas que podem estar presentes em casos de meningite são: dor de estômago, diarreia, fadiga, calafrios (especialmente em recém-nascidos e crianças), alterações do estado mental, agitação, fontanelas abauladas (bebês), dificuldade para se alimentar ou irritabilidade (crianças), respiração ofegante, cabeça e pescoço arqueados para trás.

Meningite é a inflamação ou infecção da meninge (em azul na imagem)

É importante lembrar que os sintomas dos 3 tipos de meningite são semelhantes. O que os diferencia é a intensidade e a rapidez com que o quadro evolui. Os tipos mais comuns são as meningites virais e as bacterianas.

As meningites virais manifestam sintomas mais brandos, parecidos com os de uma gripe. Esse tipo de meningite costuma apresentar melhora dos sintomas de forma espontânea, dentro de 2 semanas, sem sequelas ou complicações.

Já as meningites bacterianas são mais graves, devido à rápida e intensa evolução do quadro, podendo até levar à morte ou deixar sequelas se não forem tratadas a tempo. Daí a importância em procurar um médico logo que suspeite da doença. O diagnóstico e o tratamento precoce da meningite bacteriana são essenciais para evitar danos neurológicos permanentes.

O que é meningite?

A meningite é uma infecção das meninges, que são membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.

Saiba mais em: O que é meningite?

O que causa meningite?

As causas mais comuns de meningite são as infecções virais. Essas infecções geralmente melhoram sem tratamento. Contudo, a meningite bacteriana é muito grave, podendo resultar em morte ou danos cerebrais, mesmo com tratamento.

Existem muitos tipos de vírus que podem causar meningite. Dentre eles estão:

  • Enterovírus: também podem causar doenças intestinais;
  • Vírus do herpes: são os mesmos vírus que podem causar herpes labial e herpes genital. No entanto, pessoas com esses tipos de herpes não têm mais chances de desenvolver meningite;
  • Vírus da caxumba;
  • HIV;
  • Vírus do Nilo Ocidental: vírus transmitido por picadas de mosquito.

A meningite também pode ser causada por irritação química, alergias a medicamentos, fungos, parasitas e tumores.

Como diagnosticar a meningite?

O diagnóstico da meningite é feito inicialmente pela história do paciente e exame clínico, sendo confirmado através da coleta de amostras de sangue e do líquido cefalorraquidiano, que é coletado através de uma punção na coluna lombar.

Esses exames permitem identificar o agente causador da meningite (vírus, bactéria, fungo) e direcionar o tratamento para aquele tipo específico de meningite.

Qual é o tratamento para meningite?

O tratamento da meningite bacteriana é feito com antibióticos, de acordo com o tipo de bactéria e à sensibilidade ao tratamento. Essas informações são obtidas pelos exames, algumas horas depois da realização dos mesmos. Porém, o tratamento nunca deve ser adiado pelos riscos ao paciente e pode ser alterado após os resultados dos exames.

As meningites virais não necessitam de antibióticos, apenas medicamentos analgésicos e antitérmicos para alívio dos sintomas. Na meningite causada por herpes, podem ser usados medicamentos antivirais.

O tratamento da meningite também pode incluir: administração de soro através da veia e medicamentos para controlar sintomas como inchaço cerebral, choque e convulsões.

Sem tratamento imediato, a meningite pode causar dano cerebral irreversível, perda de audição, hidrocefalia, isquemia distal, com necessidade de amputações de extremidades de membros, convulsões e morte.

Existe prevenção para meningite?

Sim. A prevenção de alguns tipos de meningite bacteriana pode ser feita com vacinas. Algumas já fazem parte do calendário vacinal, outras devem ser prescritas pelo médico assistente.

A vacina contra Haemophilus é administrada em crianças. As vacinas pneumocócica e meningocócica são administradas tanto em crianças quanto em adultos.

Entretanto, na suspeita de meningite, apenas o médico, através dos exames clínico e laboratoriais, poderá identificar o tipo de meningite e prescrever o tratamento mais adequado para o caso.

Em caso de suspeita de meningite, não se automedique e procure atendimento médico o mais rápido possível. "Tempo é cérebro".

Saiba mais em: Quais são os tipos de meningite?

Sinto uma tontura constante. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem muitas causas para a tontura. A tontura constante pode ter origem em:

  • Problemas de visão;
  • Pressão alta ou baixa;
  • Diabetes mellitus descompensado;
  • Anemia;
  • Doenças do labirinto;
  • Doenças neurológicas,
  • Traumas na cabeça;
  • Efeito colateral de alguns medicamentos;
  • Ansiedade, estresse;
  • Cansaço extremo, entre outras.

A tontura muitas vezes é um termo usado para descrever sintomas como falta de equilíbrio, fraqueza, sensação de cabeça pesada, vertigem e sensação de desmaio. As causas da tontura podem ser identificadas conforme as sensações que surgem com as tonturas, a sua duração, os fatores que as desencadeiam e o exame médico.

Sensação de vertigem Problemas de visão

Dentre as causas mais comuns de tontura, sem dúvida estão os problemas de visão. Falta do uso regular de óculos, catarata, glaucoma, miopia e a hipermetropia podem causar tonteira e dores de cabeça com frequência.

Pressão arterial alta ou baixa

Já a pressão arterial alta ou baixa pode interferir na irrigação sanguínea do cérebro ou labirinto, o que leva a quadros de tontura e desequilíbrio.

Diabetes mellitus descompensado

O açúcar no sangue, em excesso, ou principalmente abaixo do adequado, leva a quadros graves de tontura, queda e confusão mental, pela falta de nutrição cerebral.

Outra causa de tontura nesses pacientes se dá devido à perda da sensibilidade em pernas e pés, gerando desequilíbrio e tontura.

Trata-se de uma situação de risco, portanto todo paciente diabético com queixa de tonturas deve procurar atendimento médico de urgência.

Anemia

Na anemia, a tontura é causada pela falta de oxigênio no cérebro. A baixa quantidade de hemoglobina (proteína que se liga ao oxigênio para transportá-lo através do sangue) diminui a oxigenação cerebral, causando tontura.

Doenças do labirinto

Já as doenças do labirinto na realidade causam vertigem. Enquanto a tontura se caracteriza pela sensação de perda de equilíbrio e queda, como se a pessoa deixasse de sentir o chão, as vertigens dão a sensação de que tudo ao redor está girando ou inclinando, embora nem sempre seja fácil essa caracterização pelo paciente.

Neurite vestibular, doença de Ménière e vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) são algumas dessas doenças.

Doenças neurológicas

Algumas das doenças neurológicas que podem estar na origem das tonturas constantes são a enxaqueca, doenças cerebrovasculares (AVC), Parkinson, Alzheimer e os tumores cerebrais.

Traumatismos na cabeça

Os traumatismos cranianos podem causar lesões na região cerebral responsável pelo equilíbrio, causando tontura.

Medicamentos

Há ainda medicamentos que podem afetar o equilíbrio e causar tontura, como efeitos adversos, como por exemplo o Diazepam, Fenobarbital, Metoclopramida, entre outros.

Ansiedade

A ansiedade, estresse e sintomas depressivos, são decorrentes de um desequilíbrio de neurotransmissores, que causam entre outros sintomas, a vertigem, tontura, palpitação e mal-estar.

Outras causas

Podemos citar ainda como outras causas de tontura, quadros de infecção de ouvido, sinusites, a desidratação, gestação e o calor em excesso.

Quais são os sintomas da tontura?

A tontura pode vir acompanhada de náuseas e palidez. Quando há perda de equilíbrio, a pessoa refere falta de estabilidade quando anda. Nesses casos, a tontura pode ser causada por alterações no ouvido interno, distúrbios visuais, alterações neurológicas ou ainda uso de medicamentos, como antiepilépticos, sedativos e tranquilizantes.

O que é vertigem?

No caso da vertigem, a pessoa tem a sensação de que ela ou o local em que se encontra está girando ou movendo-se. A vertigem geralmente piora quando a pessoa está sentada ou se movimenta. Quando as vertigens são muito intensas, podem causar náuseas, vômitos e perda de equilíbrio também.

As vertigens são provocadas por uma mudança repentina ou temporária do funcionamento de estruturas localizadas no ouvido interno ou no cérebro. Tais estruturas captam os movimentos e as mudanças de posição da cabeça.

A vertigem pode ter várias causas, entretanto as mais comuns são a vertigem paroxística posicional benigna (VPPB), causada por estresse extremo ou fadiga na maioria das vezes, as inflamações do ouvido interno, doença de Ménière, enxaqueca e tumor no nervo acústico. Menos comum, a vertigem pode ser causada por derrame cerebral e esclerose múltipla.

Qual o tratamento da tontura?

O tratamento da tontura depende da sua causa. Como a tontura não é uma doença em si, mas um sintoma, o tratamento deve incidir sobre a doença de base.

Uma vez que a tontura constante pode ser sintoma de doenças graves, é muito importante procurar um médico de família ou clínico geral para receber um diagnóstico adequado.

Pode lhe interessar também: Tontura na gravidez, é normal?

Sinto as mãos dormentes começou na direita e depois...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Três são as principais causas desse tipo de problema: lesão nos nervos ou problemas de circulação ou problemas emocionais. Existem muitas outras causas mais são bem menos comuns. Lesão nos nervos pode ser qualquer tipo de lesão traumático ou inflamatória (tipo lesão por esforço repetitivo, apesar que acho que nem se usa mais esse termo, problemas de coluna no pescoço...). Problemas de circulação são mais comuns em mulheres e idosos, no inverno pode acometer qualquer pessoa (em regiões frias como no Sul do Brasil). Problemas emocionais refiro-me ao estresse, nervosismo, ansiedade, depressão, síndrome de pânico... tudo isso e um pouco mais pode causar mãos dormentes.

Quais as causas da sudorese noturna?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Sudorese noturna pode ter várias causas e nem sempre representa uma doença grave. Os suores noturnos em noites quentes, em mulheres jovens na época de menstruar e em mulheres mais velhas no período da menopausa são normais.

Além da menopausa, as apneias do sono também estão entre as causas mais comuns de suores noturnos. Pesadelos e o sonambulismo também são transtornos do sono em que o indivíduo apresenta sudorese, devido à intensa ativação do sistema nervoso.

Há ainda outro tipo de transtorno chamado de hiperidrose do sono que pode estar associado à "hiperidrose diurna" (sudorese excessiva que ocorre principalmente nas mãos, pés, axilas e crânio-facial).

O suor noturno que deve ser investigado é aquele que encharca os pijamas repetidamente, especialmente se estiver associado a outros sintomas, como:

  • febre
  • perda de peso
  • caroços no corpo (ínguas)
  • cansaço extremo
  • coceira pelo corpo
  • tosse com catarro com raias de sangue
  • falta de fôlego
  • dores no peito

Nestes casos, os suores noturnos podem ser causados por:

  • infecções agudas ou crônicas, como tuberculose;
  • linfoma e outros cânceres;
  • queda de açúcar no sangue, comum em diabéticos, especialmente naqueles que usam insulina.

Leia também: Suor noturno sem causa aparente. O que pode ser?

Na presença de sudorese noturna, especialmente se houver outros sintomas, você deve procurar um médico clínico geral para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Sonambulismo: como identificar e tratar?

Abaulamento discal tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Abaulamento discal pode ter cura, com o tratamento e cuidados adequados é possível restabelecer a estrutura da coluna, e o disco intervertebral retornar para a área central, controlando os sintomas, e principalmente impedindo que o abaulamento evolua para a hérnia de disco.

Na crise de dor de coluna por abaulamento discal, o tratamento consiste na administração de medicamentos, como analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares potentes e repouso.

O tratamento de manutenção pode ser feito com fisioterapia (eletrotermoterapia, alongamento e fortalecimento muscular, RPG - Reeducação Postural Global, Pilates), acupuntura, hidroterapia e osteopatia.

O principal objetivo do tratamento de manutenção é aliviar a pressão sobre o disco, melhorar a estabilidade da coluna, prevenindo assim as crises, a piora do abaulamento, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Veja também: O que é RPG e para que serve?

Mesmo que o abaulamento discal evolua para hérnia, o tratamento clínico deve ser mantido a princípio. A cirurgia só é indicada quando os sintomas, sobretudo a dor e restrição de movimentos são incapacitantes e não melhoram com os tratamentos propostos, o que impede o paciente de realizar as suas atividades de vida cotidianas.

A cirurgia de hérnia de disco é determinada caso a caso. Por vezes, nos casos mais leves, pode ser utilizada técnica menos invasiva, sem necessidade de cortes, através de laser e radiofrequência. Em outros casos e necessário mesmo a intervenção cirúrgica aberta.

Existem critérios bem definidos utilizados pelas equipes cirúrgicas atualmente para determinar este momento, sabendo que o atraso demasiado desta indicação pode causar prejuízos irrecuperáveis, como por exemplo a perda do movimento de um membro, por isso o médico deve acompanhar regularmente seus pacientes com abaulamento discal. 

Saiba mais em: Quando a cirurgia de hérnia de disco é indicada?

O médico neurocirurgião especialista em coluna é o mais indicado para realizar a cirurgia, quando necessária.

Também podem lhe interessar:

O que é abaulamento discal e que sintomas pode causar?

Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?

Falta de ar, tontura, dor de cabeça e sensação de cansaço?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tanto doenças físicas como algumas doenças da esfera emocional podem causar os sintomas de falta de ar, tonturas, dores de cabeça e cansaço.

Entretanto, esses sintomas na maioria das vezes, sugerem uma diminuição de oxigênio para o cérebro, que pode ser causado por problemas de pressão alta, entupimento das carótidas e problemas pulmonares, como as crises de asma, bronquite ou enfisema pulmonar.

Outras causas que podem reduzir a oxigenação cerebral são: a falta de condicionamento físico, anemia, ansiedade e uso de certos medicamentos. Para definir a causa e iniciar o tratamento, procure um médico de família ou um cardiologista.

1. Pressão alta e entupimento de carótidas

A pressão alta sempre deve ser investigada, porque é uma doença muito frequente na população e pode causar esses sintomas, especialmente pela manhã, quando a pressão aumento pelo tempo prolongado sem medicação.

Além da pressão alta, o coração grande, placas de colesterol (dislipidemia) nas artérias carótidas e angina (princípio de infarto), podem resultar nos mesmos sintomas.

As carótidas são as artérias responsáveis pela maior parte da circulação que chega ao cérebro. Quando o colesterol ruim está elevado e forma placas de gordura nesses vasos, a circulação do sangue diminui e com isso o oxigênio para o órgão. Os sintomas são principalmente de tonturas e dores de cabeça.

No entupimento do coração, a pessoa apresenta dor no peito, suor frio e mal-estar associados a falta de ar. Sempre que houver possibilidade de problemas do coração, procure mediatamente um serviço de emergência para avaliação.

2. Problemas pulmonares

As doenças pulmonares mais frequentes na população são a asma e bronquite. Doenças crônicas que causam falta de ar, cansaço, tontura, dores de cabeça e chiado, devido à redução de oxigênio no sangue, e no cérebro.

Uma causa menos comum, porém mais grave, é o trombo embolismo pulmonar (TEP), também deve ser excluída, principalmente se os sintomas iniciaram de maneira súbita e a falta de ar é muito importante.

3. Falta de condicionamento físico

A falta de atividades físicas enfraquece a musculatura e faz parte das causas mais comuns de falta de ar, cansaço e desânimo. Geralmente tem como consequências o aumento das taxas de glicose e colesterol, o que pode resultar em outros problemas físicos, como a pressão alta e diabetes, levando aos sintomas relacionados à essas doenças.

4. Anemia

A anemia pode causar falta de ar porque são os glóbulos vermelhos do sangue (hemácias) que transportam o oxigênio para todas as células do corpo. Quando o volume de hemácias está menor, seja por algum sangramento ou uma doença hematológica, um dos sintomas será a falta de ar e cansaço diariamente.

5. Ansiedade

A ansiedade e depressão também são capazes de desenvolver esses sintomas. Durante uma crise de ansiedade, além da falta de ar, tonturas e dores de cabeça, são comuns os sintomas de dor no peito, suor frio e palpitação, o que pode sugerir um problema de coração.

Na dúvida, é importante procurar um atendimento médico de urgência. A ansiedade não tem exames ou sintoma específico, por isso é um diagnóstico de exclusão, o recomendado é sempre excluir outras causas para evitar um problema grave. Até porque a crise de ansiedade pode originar um pico hipertensivo, que também deverá ser tratado com urgência.

6. Medicamentos

O uso de certos medicamentos podem causar falta de ar, tonturas e cansaço, especialmente quando se toma muitas medicações ao mesmo tempo. As substâncias podem interagir e como consequência desencadear esses efeitos colaterais. São exemplos, os ansiolíticos, remédios para emagrecer, estimulantes e os anti-hipertensivos, quando estão em doses elevadas e a pressão diminui além do desejado.

Quando procurar um atendimento médico?

Importante conhecer alguns sinais e sintomas que indicam urgência em procurar atendimento médico. Se apresentar um ou mais desses sintomas, procure imediatamente uma emergência:

  • Falta de ar mesmo em repouso, ou que persista por mais de 30 minutos
  • Falta de ar associada a febre
  • Desorientação ou Confusão mental
  • Falta de ar e Dor no peito
  • Coração disparado
  • Cansaço aos pequenos esforços, como, por exemplo, escovar os dentes, ou pentear o cabelo.
O que fazer para melhorar falta de ar?

O tratamento para a falta de ar vai depender da causa do problema.

Problemas cardiológicos

Para os casos cardiológicos, é fundamental procurar um cardiologista para diagnosticar o problema, solicitar exames quando achar necessário e no caso de pressão alta, ajustar as doses dos medicamentos.

Nos casos de placas de gordura nas artérias carótidas, artérias coronárias, ou risco de infarto, o tratamento será baseado no uso de remédios para reduzir o colesterol, e se preciso, cirurgia para desobstruir os vasos comprometidos.

Problemas pulmonares

Os problemas pulmonares crônicos (asma, bronquite e enfisema) devem ser orientados por profissionais capacitados nesta área, como o pneumologista e fisioterapeuta.

Nos casos de emergência, com crise de falta de ar e queda da saturação de oxigênio (abaixo de 93%), é preciso procurar uma emrgência para receber oxigênio e avaliação médica.

Após a resolução da crise, o paciente deve ser mantido em tratamento de reabilitação pulmonar, para receber as orientações e medicamentos necessários, que evitam crises e risco de complicações. Além de receber treinamento para na crise, realizar manobras que reduzem a frequência respiratória, promovendo uma respiração mais profunda, chamado "plano de ação".

Problemas de condicionamento físico

No caso de falta de condicionamento físico, o mais indicado é procurar um profissional de educação física ou fisioterapia, para montar um plano de fortalecimento muscular, dentro das suas limitações e preferências, que será regularmente acompanhado e adaptado.

O treino físico, além de ajudar nas condições físicas, promove bem-estar, melhora da autoestima e estabilização de humor. Procurar ajuda, aumenta as possibilidades de adesão e continuidade do tratamento.

Ansiedade

O tratamento e resolução desses sintomas, no caso de ansiedade, tem melhor resposta quando tratado de forma multidisciplinar. O psiquiatra deverá confirmar esse diagnóstico e definir se tem necessidade de começar uma medicação antidepressiva ou ansiolítica.

A equipe de psicologia organiza um tratamento não medicamentoso e orientações sobre medidas para uma situação de emergência. O preparador físico auxilia na atividade física que promove bem-estar, melhora de sintomas físicos como a dor crônica e com isso, fornece energia para dar sequência no tratamento na totalidade.

Medicamentos

Quando os sintomas forem confirmados como efeito colateral de medicamentos, o médico que os prescreve deverá ser informado, para ajustar, sem prejudicar o tratamento da pessoa, as doses ou quando possível, substituir a medicação. Gradativamente os sintomas desaparecerão.

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico da família ou cardiologista.

Entenda melhor o que é a tontura e as possíveis causas: Tontura: saiba as principais causas e o que pode ser o mal-estar

Leia também quais são os principais sintomas de pressão alta, que o ajudará a reconhecer esse problema, no artigo: Quais os sintomas da pressão alta?

Referências:

  • AHA - American Heart Association
  • SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia.