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Esperma amarelado e gelatinoso: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esperma amarelado e gelatinoso pode ter como causas a congestão da próstata, o tipo de alimentação e as doenças sexualmente transmissíveis (DST).

A cor normal do esperma deve ser branco nacarado, semelhante à cor da parte de dentro das conchas do mar. Contudo, a sua coloração pode ir do transparente ao branco, de acordo com o tempo de intervalo entre as ejaculações.

A cor amarelada do sêmen devido ao pus misturado ao esperma, nos casos de infecção, são mais opacos e podem também apresenta outros sintomas, como dor ou desconforto ao urinar, dor na relação e ejaculação, e dor nos testículos.

O cheiro do esperma pode estar diferente, com odor desagradável, e vir ainda misturado com sangue.

Se o esperma amarelado for decorrente de alguma infecção, como no caso das DST, o tratamento pode ser feito através de medicamentos orais ou aplicados diretamente na próstata.

O ideal é que o tratamento seja feito ao casal, se for o caso, pois a mulher provavelmente também estará infectada. O mais indicado é procurar um urologista para que sejam feitos alguns exames para detectar o micro-organismo invasor e o problema ser devidamente tratado.

Esperma gelatinoso, o que pode ser?

Uma possível causa para a consistência gelatinosa do esperma é a congestão da próstata. Trata-se de uma condição frequente, observada sobretudo em homens mais velhos.

Sabe-se que, logo a seguir à ejaculação, o esperma é fluido e apenas um pouco gelatinoso. Porém, depois de alguns minutos, o líquido seminal pode coagular e ficar mais consistente, chegando a formar grumos, que são “pedacinhos gelatinosos" de sêmen. Após meia hora, o esperma fica completamente líquido.

O esperma adquire a sua consistência por meio de proteínas presentes no sêmen. Essas proteínas são produzidas pela próstata e pelas vesículas seminais, com a função de nutrir e manter a vitalidade dos espermatozoides.

Quando, por alguma razão, a próstata deixa de funcionar adequadamente, a produção de proteínas é afetada e o esperma pode adquirir outra consistência mais espessa ou ficar demasiado gelatinoso.

A congestão prostática ocorre devido ao aumento de volume da próstata. A causa desse aumento pode ser uma inflamação ou uma hiperplasia prostática benigna. Além do aumento da glândula, é comum a presença de desconforto ou dor no local, aumento da frequência urinária durante a noite e a diminuição da força do jato de urina.

Apesar de não ser propriamente algo grave em si, a congestão prostática pode obstruir completamente a saída da urina, causando retenção urinária, o que eleva as chances de infecções, e se não houver melhora espontânea, pode chegar a necessidade de intervenção cirúrgica de urgência.

O importante é agendar consulta com urologista, para diagnosticar a causa do esperma amarelo e gelatinoso o quanto antes, possibilitando assim o tratamento adequado e precoce.

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Parece ser uma balanite (ou balanopostite). A balanite é um processo inflamatório na glande (cabeça do pênis), caracterizado por vermelhidão, dor, coceira e/ou ardência ao urinar.

Quando a inflamação acomete a glande (cabeça do pênis) e o prepúcio, é chamada balanopostite.

Diversas doenças e situações podem dar origem a esse processo inflamatório, má higiene, traumas, doenças infecciosas, crônicas ou mais raramente tumoral. Dependendo da causa, os sintomas melhoram e voltam a acontecer.

Para interromper esse ciclo, é preciso tratar a doença de base, definitivamente. Na grande maioria das vezes, o problema tem cura. O herpes genital é uma das poucas causas de manchas vermelhas que não tem cura, mas o tratamento controla de forma satisfatória, os sintomas.

O Urologista é o médico responsável por definir a causa e planejar esse tratamento.

Causas de inflamação no pênis1. Candidíase

A candidíase representa uma das principais causas de balanite no homem. Embora seja muito mais frequente nas mulheres, a doença originada pelo fungo candida albicans, também pode desenvolver-se nos órgãos genitais masculinos.

Os sintomas são de manchas avermelhadas no pênis, coceira, ardência ao urinar e por vezes, secreção esbranquiçada. Não é comum a queixa de dor nos casos de candidiase.

O tratamento deve ser feito com pomadas e/ou comprimidos antifúngicos. O/A parceiro/a também deve ser tratado/a.

2. Higiene inadequada

A higiene inadequada, seja limpar pouco essa região, ou limpar muitas vezes, pode levar a uma irritação da pele, hipersensibilidade, as manchas avermelhadas dolorosas e recorrentes.

Neste caso, a recomendação é que procure limpar a região com sabonete de PH neutro, apenas uma vez ao dia. As demais higienes devem ser realizadas apenas com água corrente e secar bem com toalha limpa.

Outras medidas de higiene importantes para evitar essa irritabilidade são: fazer uso de roupas com tecidos mais leves e que facilitem a transpiração. Optar por roupas íntimas de algodão. Se suar muito, fazer higiene mais vezes. Evitar uso de roupas apertadas por períodos prolongados.

3. Infecções

A gonorreia é uma causa de infecção sexualmente transmissível (IST), que se apresenta por manchas avermelhadas, ardência ao urinar, dor e secreção amarelada.

O tratamento deve ser feito com uso de antibióticos. Importante que o/a parceiro/a seja tratado/a, mesmo que não apresente sintomas da doença e que durante o tratamento, o casal faça uso de preservativos, como a camisinha.

4. Herpes genital

O herpes genital também é uma IST que se apresenta com manchas avermelhadas, mais comum na forma de pontinhos vermelhos ou pequenas bolhas agrupadas, ardência e coceira. Não costuma causar dor.

O tratamento é feito com antiviral em pomadas e/ou comprimidos.

Apesar de não ter cura, o cuidado com uso de preservativos, higiene, boa alimentação para auxiliar na imunidade e uso de antiviral assim que observar a presença de nova crise, previne a recorrência dos sintomas.

5. Alergias

Não é incomum os homens apresentarem alergias na região peniana. A alergia pode ser devido a sabonetes, cremes, tecidos mais grossos ou quentes e até ao preservativo.

Na alergia, além das manchas vermelhas, o homem queixa de pequenas bolinhas, coceira intensa e não tem dor.

Se perceber que após o uso de um determinado produto, começam a surgir os sintomas, será preciso interromper esse uso, para confirmar se é o motivo das manchas. Por vezes pode ser preciso acrescentar um medicamento antialérgico.

6. Trauma

Um trauma, ou uma pancada, pode ocasionar manchas vermelhas, mas apenas no local. A dor é um sintoma comum e ambos desaparecem espontaneamente, após alguns dias, não é uma alteração de pele que vai e volta como as demais doenças citadas anteriormente.

Não é necessário um tratamento específico, mas pode tomar um analgésico, no caso de dor intensa.

7. Câncer de pênis

O câncer de pênis é uma condição mais rara, onde o homem apresenta manchas vermelhas e feridas que não desaparecem. Ao contrário, as feridas tendem a aumentar de tamanho, gradativamente e não costumam causar dor. O que retarda a procure de atendimento e o início do tratamento preconizado.

Na presença de qualquer ferida no pênis, mesmo sem outros sintomas, é fundamental que procure um urologista para avaliação.

Doenças crônicas aumentam o risco de balanite recorrente

Homens com doenças crônicas, como a diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, obesidade e doença renal crônica, têm maior risco de desenvolver balanite de repetição.

Sabendo que a recorrência de balanite aumenta o risco de câncer de pênis, não deixe de controlar a sua doença de base. Tome a sua medicação regularmente e mantenha um acompanhamento adequado com o seu médico.

Para definir qual é o motivo da sua inflamação e o tratamento definitivo, procure um médico especialista, nesse caso, o urologista.

Saiba também quais são as causas de feridas no pênis: Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?

Referências:

  • SBU - Sociedade Brasileira de Urologia.
  • Glen W Barrisford et al.; Balanitis in adults. UpToDate. Sep 23, 2019.
Creatinina baixa, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A creatinina é um produto da degradação de proteína muscular. Sendo assim, valores baixos de creatinina sérica (abaixo de 0,5mg/dL) podem significar menor quantidade de massa muscular, mais comum entre as mulheres, pessoas idosas e acamadas.

Por isso, os valores baixos de creatinina nem sempre representam um problema de saúde, mas refletem de forma indireta, a quantidade de massa muscular e o grau de nutrição do paciente. É claro que existem pessoas que não são desnutridas, apenas são constitucionalmente mais magras.

Dizemos, portanto, que mais importante do que uma medida isolada da creatinina, é o acompanhamento médico e da evolução dos seus valores, ao longo do tempo.

O que fazer?

A primeira coisa a fazer é procurar um médico de família ou clínico geral, para investigar a causa provável desse valor, e manter o acompanhamento com novo exame de sangue.

Principalmente se junto com a creatinina baixa apresentar outros exames alterados, como ureia, cálcio e magnésio, ou ainda, se apresentar modificações na urina, como, urinar menos, mudanças na cor do xixi ou perda de peso.

Se estiver bem, sem outros sintomas, pode fazer contato com o seu médico, e seguir as orientações por ele informadas, mesmo que por teleconsulta.

O exame de creatinina sozinho não consegue determinar um problema, mas se estiver baixo deve ser acompanhado.

Para uma melhor avaliação, converse com o seu médico da família, ou procure um clínico geral.

Saiba mais sobre a creatinina nos artigos abaixo:

Referência:

SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Muco na urina, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Muco na urina, geralmente, é sinal de células epiteliais, uma descamação natural da camada interna do trato urinário. Pode haver ainda, cristais e leucócitos acumulados. Trata-se apenas de uma observação no resultado do exame de urina, sem relevância clínica, ou seja, nem sempre é sinal de alguma doença.

No entanto, a presença de muco na urina pode indicar também algum problema de saúde como:

  • Infecção do trato urinário - nesse caso é comum a presença de grande quantidade de leucócitos no exame, ardência e urgência para urinar;
  • IST (infecção sexualmente transmissível) - as ISTs levam a uma irritação na mucosa do trato urinário, causando dor, ardência, corrimento vaginal e muco na urina;
  • Pedra nos rins - a passagem de pedras ou "areia" pelo trato urinário, causa descamação na mucosa e com isso, o aumento das células e muco na urina;
  • Câncer de bexiga - embora mais raro, a doença pode ter como um dos primeiros sinais, a presença de grande quantidade de muco na urina e perda de peso sem motivo aparente.

As células epiteliais são as próprias células do trato urinário que descamam, por isso é normal que apareçam na urina. Porém, passam a ser preocupantes quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

A presença de cristais na urina pode não ter importância clínica, ou, em alguns casos, estar relacionado a um maior risco de formar cálculos renais. Depende do tipo e quantidade de cristais encontrados.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células de defesa do organismo. A sua presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, como a infecção urinária, mas também podem estar presentes em outras situações, como traumas, contato com substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

Filamentos de muco na urina, o que significa?

O filamento de muco na urina, significa a presença de células da mucosa do trato urinário, em uma forma mais estreita e alongada, como um "fio" ou fios de muco.

Para caracterizar a quantidade de filamentos de muco encontrados, alguns laboratórios descrevem por cruzes, por exemplo, se houver pouca quantidade, uma cruz (+), se houver muitos filamentos de muco na urina, três cruzes (+++).

O resultado descrito, auxilia o médico e identificar o problema, ou entender como um padrão normal de descamação da mucosa. Durante a gestação, menstruação e uso de anticoncepcionais, a presença de muco na urina é normal e esperada.

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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas mais comuns da infecção urinária incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência durante a micção, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: diminuição do volume de urina, presença de mau cheiro na urina, alterações na cor da urina, dificuldade em começar a urinar, presença de sangue na urina, dor na porção inferior do abdômen, calafrios, dor lombar, náuseas e vômitos.

Nos bebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes. Nesses casos, a infecção pode deixar a urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável, além de provocar falta de apetite, irritabilidade e febre.

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido.

Na maioria dos casos, as infecções urinárias não são graves e não trazem grandes complicações, desde que tratadas adequadamente. Contudo quando a infecção acomete os rins, merece uma atenção especial. A infecção renal pode deixar cicatrizes nos rins, além de causar hipertensão arterial ou ainda insuficiência renal.

Quais os sintomas de infecção urinária na bexiga?

Os sintomas de infecção urinária na bexiga, chamada cistite, incluem dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade, urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Quais são os sintomas de infecção urinária nos rins?

Quando a infecção afeta os rins, ela é chamada de pielonefrite e pode causar dor ou ardor ao urinar, desconforto abdominal, calafrios e febre acima de 38ºC, dor de um lado das costas, enjoo e vômitos.

Quais são os sintomas de infecção urinária na uretra?

Já a infecção urinária na uretra, conhecida como uretrite, pode causar dor ou ardor para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Quais são as causas de infecção urinária?

Geralmente, as infecções urinárias são causadas pela bactéria E. coli. Essa bactéria habita naturalmente o intestino humano e de outros animais e é responsável por até 80% dos casos de infecção urinária.

Por isso, as infecções urinárias são mais frequentes nas mulheres, uma vez que a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus do que nos homens, o que favorece a entrada de bactérias que habitam o intestino.

Nos homens, a distância entre ânus e uretra é maior, o que dificulta a infecção por bactérias provenientes da região anal. A infecção urinária nos homens está mais associada à presença de pedra nos rins (cálculos renais) e ao aumento do volume da próstata.

Porém, a infecção urinária também pode ocorrer devido a outras condições, como segurar a urina por muito tempo, beber poucos líquidos, estar grávida, ter relações sexuais com a bexiga cheia e ainda diarreia.

Outras condições que favorecem o desenvolvimento de infecção urinária: diabetes, obstrução da urina, hábitos de higiene inadequados, introdução de objetos ou presença de corpos estranhos, menstruação, doenças neurológicas e DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Qual é o tratamento para infecção urinária?

O tratamento da infecção urinária geralmente é feito com antibióticos, durante 1, 3, 7, 10 dias ou mais. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

Casos mais graves de infecções urinárias podem necessitar de tratamento hospitalar para que os medicamentos sejam administrados diretamente na veia. O internamento é indicado principalmente quando os vômitos impossibilitam o uso de antibióticos por via oral. Além disso, os vômitos e a febre aumentam a desidratação, o que reforça ainda mais um acompanhamento mais rigoroso.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

Saiba mais em:

Qual o tratamento para infecção urinária?

Infecção urinária pode alterar a pressão arterial?

Quais são os valores de referência do PSA?
Dra. Janyele Sales
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Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência do PSA total variam conforme o laboratório, mas, em média, para homens com até 59 anos de idade, as taxas devem ficar abaixo de 4,0 ng/mL. Indivíduos entre 60 e 69 anos devem estar com um PSA total de no máximo 4,5 ng/mL. Já aqueles com idade igual ou superior a 70 anos, os valores não devem ultrapassar 6,5 ng/mL.

Contudo, é importante frisar que o valor do PSA total pode estar alto devido a outros fatores que não estão relacionados com câncer de próstata, tais como doenças, infecções ou procedimentos aos quais o homem foi submetido recentemente.

O que pode alterar o resultado do exame de PSA?

Dentre os fatores que podem alterar o resultado do exame de PSA total estão o toque retal, massagem prostática, prostatite, infecção urinária, hipertrofia benigna da próstata, instrumentações uretrais, biópsia prostática e ejaculação recente.

Por exemplo, quando os valores do PSA total estão entre 4 e 10 ng/mL, pode ser difícil interpretá-los, já que esse aumento pode ter sido causado por uma hipertrofia benigna da próstata (quando a próstata aumenta de tamanho, mas não por câncer). Nesses casos, aconselha-se fazer a associação com o resultado do PSA livre.

A relação PSA livre / PSA total é menor nos pacientes com câncer. Isso significa que quando os valores de PSA livre são divididos pelos de PSA total, o resultado do cálculo costuma ser menor em quem tem câncer de próstata.

Os valores de referência para a relação PSA livre/PSA total não estão bem estabelecidos. Contudo, quando estão abaixo de 0,20, parecem se correlacionar com câncer de próstata, enquanto que valores acima de 0,20 parecem estar associados a doenças benignas.

O que é o exame de PSA e para que serve?

O PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico, é uma substância produzida somente pela próstata. O exame de PSA serve para auxiliar o diagnóstico do câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou acompanhar pacientes com a doença já diagnosticada.

Para que o tratamento do câncer de próstata seja eficaz e capaz de curar o tumor, é necessário que a doença seja diagnosticada precocemente, quando o tumor ainda está localizado na próstata.

Quando a cápsula que envolve a próstata já está comprometida, assim como a área ao redor, os ossos e os gânglios, o tratamento pode não ser capaz de curar o tumor.

Em geral, o aumento do PSA nos casos de câncer de próstata ocorre progressivamente. Na suspeita de malignidade, é solicitada uma biópsia.

Quando realizar o exame de PSA?

Caso estejam presentes os sintomas de dificuldade de urinar, diminuição da força do jato urina, aumento da frequência urinária, o PSA deve ser solicitado como exame de investigação inicial do câncer de próstata.

Atualmente, alguns órgãos como a US Preventive Service Task Force e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) não recomendam a realização do exame de PSA como forma de rastreio do câncer de próstata rotineiramente. A recomendação atual é de que o paciente converse com o médico sobre os riscos e benefícios de se submeter ou não ao rastreamento.

Isto porque não há evidência científica até o momento de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos.

A realização do PSA como exame de rastreamento sem critérios leva a um aumento de sobrediagnóstico, induz o excesso de procedimentos terapêuticos. que podem levar a danos e efeitos adversos permanentes. Sendo que alguns tipos de câncer não evoluem de forma agressiva e não colocariam a vida do paciente em risco. Entre os possíveis danos do tratamento estão a disfunção erétil, incontinência urinária e sintomas intestinais.

Portanto, antes de realizar o exame indiscriminadamente é importante consultar um médico para maiores orientações.

A análise isolada do exame de PSA não permite o diagnóstico de doença prostática. É necessária correlação com a história e o exame físico do paciente e muita vezes a realização de outros exames complementares.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico de família e comunidade, ou um clínico geral. Em casos de diagnóstico de câncer de próstata o seguimento deve ser realizado por um médico urologista.

Sensação de bexiga cheia mesmo depois de urinar, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sensação de bexiga cheia, mesmo depois de urinar, pode ser um sintoma de cistite. Trata-se de uma inflamação da bexiga muitas vezes causada por bactérias, sendo muito mais frequente na mulher do que no homem.

Além da sensação de bexiga cheia, mesmo depois de fazer xixi, a cistite pode causar dificuldade para urinar, dor ou ardência durante as micções, diminuição do volume de urina e vontade de fazer xixi várias vezes ao dia, muitas vezes com urgência. A presença de sangue na urina também pode ocorrer.

Normalmente a cistite não provoca febre. Quando está presente, é um sinal de que a infecção já tenha chegado aos rins ou à próstata, no caso dos homens. Nos rins, a infecção pode tornar-se bem mais severa e se generalizar caso a pessoa não receba o tratamento adequado a tempo.

Cistite

A cistite é um tipo de infecção urinária. Na uretra, ela recebe o nome de uretrite, enquanto que no rim ela é denominada pielonefrite.

As infecções urinárias atingem muito mais as mulheres do que os homens sobretudo pela diferença de tamanho da uretra e pela distância da uretra ao ânus, que são diferentes em ambos os sexos.

O fato da mulher ter a uretra mais próxima do ânus facilita a penetração de bactérias que habitam o intestino, que são as principais causadoras das infecções urinárias. Além disso, a uretra da mulher tem cerca de 5 cm, enquanto que a do homem tem em torno de 12 cm, o que facilita a chegada das bactérias à bexiga e aos rins.

Leia também: O que é cistite e quais os sintomas?

O tratamento da cistite e todas as demais formas de infecção urinária geralmente é feito com medicamentos antibióticos, visto a principal causadora ser a bactéria Escherichia coli.

Veja também: Qual o tratamento para cistite?

A sensação de bexiga cheia depois de urinar, bem como outras alterações urinárias, é um sintoma que deve ser investigado para que a causa seja devidamente tratada. Consulte um clínico geral ou médico de família na presença desses sintomas.

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Ter um testículo maior que o outro é normal?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Ter um testículo um pouco maior que o outro é normal. Geralmente o testículo esquerdo fica ligeiramente mais abaixo que o direito o que também pode causar a impressão de tamanhos diferentes. 

É comum haver uma pequena diferença de tamanho entre os testículos. Porém, quando essa  diferença for maior, com aumento anormal ou atrofia de um dos testículos, pode ser um sinal de doença ou uso de medicamentos.

Alguns problemas que podem causar aumento ou diminuição no tamanho dos testículos são:

  • Orquiepididimite (infecção do testículo e epidídimo);
  • Hidrocele (acúmulo de líquido no saco escrotal);
  • Hérnia encarcerada;
  • Torção testicular;
  • Tuberculose testicular;
  • Uso de anabolizantes;
  • Tumores.

O autoexame testicular pode ser realizado para auxiliar a identificação de anormalidades testiculares. O exame deve ser feito de preferência após um banho morno para um maior relaxamento do escroto, da seguinte forma:

  1. Em pé e em frente a um espelho, examine os testículos com as duas mãos;
  2. Localize o epidídimo atrás do testículo, que é um canal emaranhado que coleta e armazena os espermatozoides;
  3. A seguir, procure identificar alterações nos testículos.

No autoexame dos testículos, verifique:

  • Anormalidades na pele do escroto (bolsa testicular),
  • Alterações do tamanho dos testículos,
  • Sensação de peso no escroto,
  • Dor ou desconforto no testículo ou escroto,
  • Inchaço e líquido no escroto.

Qualquer alteração identificada deve ser comunicada ao urologista, que é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento dos problemas dos genitais masculinos.