Perguntar
Fechar
Qual a frequência que se deve fazer ultrassom para ovário policístico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A frequência que se deve fazer o exame de ultrassom em caso de ovário policístico depende do tratamento que está sendo feito, do objetivo final do tratamento, entre outros fatores.

Cabe ao/à médico/a ginecologista definir a regularidade das consultas e dos exames de ultrassom que devem ser feitos, de acordo com o seu caso.

De qualquer maneira, você não deve ficar mais de um ano sem ir ao/à ginecologista.

Independentemente de ter ovários policísticos ou não, toda mulher deve ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano, para que sejam feitos exames nas mamas e órgãos pélvicos, além de exames de sangue, ultrassom e urina.

Saiba mais sobre o tratamento do ovário policístico em: Ovários policísticos têm cura? Qual o tratamento?

Fazer a mamografia dói?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A mamografia causa certo desconforto e dor, que é individual e sofre influência da faixa etária e do período menstrual. Esse desconforto acontece porque, para a realização do exame, é necessária a compressão do tecido mamário.

Quanto mais jovem for a mulher, maior será o seu tecido glandular, o que poderá tornar a dor mais intensa; quanto mais perto estiver do ciclo menstrual, devido à retenção de líquido ou questões hormonais, a mulher pode se sentir menos confortável.

A dor pode ser maior se houver cistos na mama, porém, existem algumas alternativas para diminuir essa dor:

  • Fazer o exame após a menstruação;
  • Realizar ultrassonografia mamária antes, para avaliar a presença de cistos mamários. Se houver cistos maiores de 2 cm, é indicado o esvaziamento antes da mamografia. Outra alternativa é fazer uso de um medicamento anti-inflamatório ou analgésico duas horas antes de realizar o exame;
  • Se a mulher for jovem e houver disponibilidade, realizar a mamografia digital, que exige menor compressão das mamas.

É importante frisar que a dor é passageira e a mamografia é indispensável para mulheres com mais de 40 anos, ou antes, se houver antecedente familiar de câncer de mama. O exame deverá ser solicitado pelo médico ginecologista.

Minha filha fez um ultrassom: Hipertrofia Coluna de Bertin!
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia de coluna de Bertin, ou duplicação pielocalicinal, é uma variação anatômica, que não representa uma doença ou problema renal.

Portanto não há nada a se fazer, apenas acompanhamento com médico urologista. A não ser que haja alguma dúvida nesse exame, e por isso seja pedido mais exames de imagem, como uma Tomografia Computadorizada.

O exame deve ser levado para os dois médicos, para o médico que pediu, porque existem outros dados a serem avaliados no exame, mas também para um médico urologista, por ser o especialista em hipertrofia de coluna de Bertin.

Coluna de Bertin

A coluna de Bertin, ou coluna renal, é uma região do córtex renal localizada entre duas pirâmides (renais).

5Hipertrofia da coluna de Bertin

A hipertrofia de coluna de Bertin é apenas uma variação anatômica comum nessa região, que se caracteriza pelo aumento (hipertrofia) de uma coluna, ou junção de mais de uma coluna.

Essa variação não interfere nas funções renais normais e pode ser encontrada em até 20% da população.

Outras causas de hipertrofia de colunas renais

A hipertrofia da coluna de Bertin pode ser semelhante a outras situações encontradas no córtex renal, como cistos e tumores.

Sendo assim, quando houver dúvidas entre a hipertrofia de Bertin e uma tumoração verdadeira, por exemplo, pode ser necessário continuar a investigação com outros exames mais específicos, como a tomografia computadorizada (TC).

Leia também: O que é hipertrofia da coluna de bertin?

Minha irmã fez a endovaginal e CA125 e deram alterados, será uma doença maligna?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Em primeiro lugar ainda não foi verificada a presença de câncer na sua irmã, todos os dois exames podem estar alterados em um grande número de doenças, além do câncer de ovário. E mesmo se ela tiver câncer de ovário as chances de cura são grandes. Então muita calma e nada de desespero, falem com o médico que solicitou os exames.

Ultrassonografia obstétrica com doppler é a mesma coisa que...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

São exames diferentes com indicações diferentes (são solicitados para situações diferentes).

O Ultrassom Obstétrico normal é diferente do Ultrassom Obstétrico com Doppler.

Ultrassom obstétrico é o exame de ultrassonografia realizado de rotina durante a gravidez. A função dele é avaliar a placenta, o líquido amniótico que protege o feto, o crescimento e desenvolvimento fetal. Com ele, é possível detectar alguns problemas e anomalias fetais, bem como determinar a idade gestacional e a data provável do parto.

O ultrassom com Doppler serve para avaliar órgãos, estruturas, tecidos, vasos sanguíneos e o fluxo de sangue da região em análise. O ultrassom com Doppler é uma ultrassonografia realizada da mesma forma que as outras, porém, com um adicional que permite a visualização do fluxo sanguíneo do local, analisando a irrigação e a permeabilidade sanguínea.

O Ultrassom Obstétrico com Doppler serve para avaliar o sentido e a quantidade de fluxo sanguíneo que chega para o feto, permitindo, assim, analisar a circulação sanguínea nos vasos uterinos e fetais, além de detectar possíveis alterações na placenta. Portanto, ele é um exame mais completo que o Ultrassom Obstétrico normal.

Por isso, caso o/a médico/a tenha solicitado um Ultrassom Obstétrico com Doppler, é importante ele ser realizado pois não é a mesma coisa que o Ultrassom Obstétrico normal.

Leia também:

O que é ultrassom obstetrico e para que serve?

Para que serve o ultrassom com doppler?

O que é Radiculopatia Lombar de Nível S1 á esquerda?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Alguma doença ou alteração na raiz nervosa da região lombar, ao nível de S1. S1 significa primeira vértebra sacral, e ainda segundo o laudo, do lado esquerdo.

Ou mais resumidamente:

Radiculopatia - doença da raiz nervosa

Lombar - na região lombar da coluna

Nível de S1 - primeira vértebra sacral (altura do sacro)

Esquerda - o lado acometido.

O que é radiculopatia?

A radiculopatia é uma doença ou comprometimento de uma raíz nervosa, feixe de fibras nervosas que saem da medula através de orifícios da coluna vertebral, por toda a extensão da medula, dando origem aos nervos periféricos que serão distribuídos pelo corpo.

Os nervos periféricos por sua vez, recebem os estímulos externos, levam para o cérebro através de suas fibras, e trazem uma resposta sensitiva, motora ou mesmo reflexa.

Portanto qualquer alteração nessa comunicação do sistema nervoso periférico com o sistema nervoso central, seja por compressão da raíz do nervo, isquemia ou infiltração tumoral, originam os seguinte sintomas neurológicos:

  • Alteração da sensibilidade, dormência, formigamento, "choques";
  • Dor, com ou sem irradiação para outros locais;
  • Diminuição de força, nos casos de compressão grave do nervo.

Vale lembrar que dificilmente, o comprometimento será bilateral. A queixa geralmente é localizada no lado da lesão. E os sintomas podem seguir o trajeto inervado por aquele segmento, por isso é comum queixas de irradiação da dor, por exemplo, um quadro de hérnia de disco, que leva a "dor ou sensação de choque no glúteo que segue até a sola do pé".

Qual a importância da localização da radiculopatia?

As raízes nervosas são divididas de acordo com a sua localização na coluna vertebral. A localização auxilia na abordagem do tratamento.

O médico, ou terapeuta que irá tratar o caso, deverá se basear na localização da lesão. Seja para fortalecimento da musculatura próxima ao problema, seja para o planejamento da abordagem cirúrgica, é preciso identificar primeiro aonde está a alteração.

A coluna vertebral é dividida em cervical, dorsal (ou torácica), lombar, sacra e coccígea. No total a coluna possui 31 pares de raízes de nervos espinhais, sendo 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígea.

Quais são as causas de radiculopatia?

As causas mais comuns são: Hérnia de disco, sobrepeso, sedentarismo e traumas. Mas também podem ser originadas por carência nutricional, doenças crônicas descompensadas, como o diabetes e câncer.

Leia também: Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?

Qual é o melhor tratamento para radiculopatia?

O tratamento vai depender da gravidade e localização da radiculopatia.

No entanto podemos dizer que, para casos mais simples, sem grande comprometimento da raiz e sem alterações ao exame neurológico, o tratamento inicial deve ser conservador, com fisioterapia, técnicas de repostura (RPG), medicamentos, orientações gerais e fortalecimento da musculatura paravertebral.

Nos casos mais graves e com risco de sequelas neurológicas, ou ainda para casos de suspeita de tumor, o tratamento deve ser cirúrgico. O tipo de abordagem deverá ser avaliada entre a equipe médica, o paciente e seus familiares.

Portanto, a localização da lesão, o bom exame médico e um exame de imagem complementar, possibilitam o médico programar o tratamento o mais breve possível, evitando assim sequelas neurológicas.

Procure o médico que solicitou esse exame, para que junto com seu quadro clínico, seja definida a conduta mais adequada.

Pode lhe interessar também: O que é RPG e para que serve?

Fiz um Raio X e apareceu uma "bola de pus" na barriga, do lado direito, pode ser apendicite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Pode ser, embora seja esperado que um quadro de apendicite apresente outros sintomas associados, como mal-estar, falta de apetite e febre, nem sempre isso acontece, principalmente no início da doença.

O Raio X é um exame que emite radiações, as quais são melhor absorvidas por tecidos como os ossos, e menos absorvidas por tecidos moles, como músculos ou líquidos, por isso fica mais difícil o diagnóstico de abscesso, ou "bola de pus" apenas com esse exame.

Entretanto, algumas vezes, imagens como o simples Raio X, sugerem um processo infeccioso ou abscesso, e devido aos riscos conhecidos de um diagnóstico "atrasado" de apendicite, nesses casos é mandatório continuar a investigação, com avaliação médica criteriosa e se necessário, complementar com exames mais específicos.

Portanto, deve procurar uma emergência médica, para ser avaliado por cirurgião/ã geral, de preferência, e seguir suas orientações de tratamento.

Leia também:

Fiz um ultrassom e deu que é menino, pode ter errado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O ultrassom morfológico com 23 semanas em geral é bem preciso e, em geral, é possível visualizar corretamente o sexo do bebê. Porém, sempre existe a possibilidade de errar o sexo do bebê e, nesse sentido, você pode realizar um novo ultrassom caso desejar.

É possível errar o sexo do bebê com a ultrassonografia. Os exames de ecografia nem sempre permitem visualizar as estruturas fetais com nitidez. Quanto mais cedo são realizados, maiores as chances de apresentar um resultado errado, isto porque a genitália do feto é muito semelhante nos dois sexos no início da gestação.

Além disso, a posição do feto durante o exame do ultrassom também pode dificultar a visualização do sexo do bebê e confundir o/a médico/a que está realizando o exame.

É ainda possível que o pênis do menino fique um pouco escondido e o/a profissional interpretar que portanto o bebê seja uma menina, também é possível ocorrer o oposto, quando o profissional confunde o clitóris da menina com um pênis.

Pesquisas mostram que a possibilidade de acerto do sexo do bebê através do ultrassom pode variar de 80 a 90%, a depender da época da gestação em que foi feito o exame.

Recomenda-se que o exame para visualização do sexo do bebê seja feito um pouco mais tarde, por volta da 16ª a 20ª semana, nesse período os genitais estão um pouco mais diferenciados e o pênis de bebês do sexo masculino já está um pouco maior, sendo mais fácil a diferenciação a partir da vigésima semana.

Como você está com 23 semanas, é possível que o/a médico/a tenha detectado o sexo do bebê, porém, você pode realizar um novo ultrassom a qualquer momento para tirar essa dúvida.

Converse com o/a médico/a que está acompanhando a gestação para esclarecer mais dúvidas sobre o exame de ultrassom e o sexo do bebê.

Leia também:

Na ultrassonografia transvaginal dá para saber o sexo do bebe?