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O que significam os resultados da histerossalpingografia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A histerossalpingografia é um exame de raio-x realizado com contraste, a fim de se avaliar o interior do útero e das tubas uterinas em busca das causas de infertilidade.

Por meio dele, podem-se encontrar problemas no útero, como por exemplo as chamadas malformações müllerianas (que são defeitos da formação do órgão), sinéquias e aderências (que podem ser sequelas de cirurgias ou cesáreas anteriores), pólipos e miomas; ou ainda dilatações e obstruções das tubas.

Todos esses achados podem corresponder às causas da dificuldade em engravidar. Eles são importantes porque direcionam o tipo de tratamento que o médico irá propor, já que cada um deles exige uma forma diferente de abordagem.

Para saber exatamente o que significa um laudo de histerossalpingografia, é preciso retornar ao ginecologista que solicitou o exame, pois ele poderá, a partir da história clínica e do exame físico, propor as melhores formas de tratamento.

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O que é histeroscopia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Histeroscopia é um exame que permite visualizar o interior do útero através de um pequeno tubo que possui uma microcâmera na sua extremidade (histeroscópio).

A histeroscopia serve para visualizar a parte interna do útero e observar as suas características. Portanto o exame é indicado para diagnosticar algumas doenças, colher amostras para biópsia e, em alguns casos, fazer pequenas correções cirúrgicas.

Trata-se de um exame semelhante à endoscopia, usado para visualizar o estômago e o esôfago. Porém com material diferente, na histeroscopia utiliza-se um histeroscópio ao invés do endoscópio e com o objetivo de analisar outro órgão, nesse caso o interior da cavidade uterina.

Dentre as doenças que podem ser diagnosticadas e até tratadas através da histeroscopia estão os miomas, os pólipos e as infecções uterinas. O exame também é bastante usado na investigação de causas para abortos de repetição e infertilidade, pois pode identificar fatores que impedem a gravidez.

Como é feita a histeroscopia?

A histeroscopia normalmente é feita entre o 5º e o 14º dia do ciclo menstrual, ou seja, nos 15 dias seguintes à menstruação. O procedimento pode ser realizado no próprio consultório, sem necessidade de anestesia ou internamento. Porém, se o exame estiver causando dor ou muito desconforto, o procedimento pode ser feito com anestesia local e sedação em ambiente hospitalar.

Primeiro, o histeroscópio é introduzido através da vagina até alcançar o útero, com a mulher em posição ginecológica. Depois, são injetados gás carbônico e soro fisiológico no útero para dilatar as suas paredes. A imagens detalhadas da cavidade uterina são transmitidas da microcâmera para um monitor.

O histeroscópio é um tubo com aproximadamente 4 milímetros de diâmetro, que possui uma luz forte e uma pequena câmera na sua extremidade, além de emitir gás que distende o útero de forma lenta e controlada.

O tempo de duração da histeroscopia geralmente não passa dos 15 minutos e a mulher não precisa fazer repouso ou se afastar das suas atividades diárias após o exame.

Contudo, a duração do procedimento vai depender do tipo de doença que se está procurando e dos achados que o médico vai encontrar no momento do exame.

Em alguns casos pode haver um pequeno sangramento e cólicas com duração de até 5 dias.

Como é o preparo para a histeroscopia?

Mulheres que estão na pós-menopausa precisam tomar o medicamento misoprostol, conforme a indicação do médico que solicitou a histeroscopia.

Na véspera do exame, a mulher não deve ter relações sexuais ou aplicar qualquer produto vaginal.

Após a histeroscopia, a mulher não deve ter relações sexuais no mesmo dia. A abstinência pode ser maior se durante o procedimento for necessário biópsia ou outro procedimento qualquer.

Quais as possíveis complicações da histeroscopia?

Depois do exame, pode haver dor causada pela irritação provocada devido ao gás carbônico usado para distender o útero.

Outros efeitos colaterais observados são os sangramentos leves e imediatos, comuns em casos de biópsia. E mais raramente, podem ocorrer infecções tardias.

Quais as indicações e as contraindicações da histeroscopia?

A histeroscopia é indicada em casos de: sangramento uterino anormal, pólipos, miomas, câncer de útero, crescimento anormal do útero, presença de corpo estranho no útero, malformações uterinas, cicatrizes hipertróficas, endometriose, uso de DIU sem fio, abortos de repetição e infertilidade.

A histeroscopia é contraindicada se a mulher estiver grávida, tiver infecções vaginais ou doença inflamatória pélvica ainda sem tratamento.

Para mais informações, fale com um/a médico/a ginecologista, que é o/a especialista e quem habitualmente realiza esse exame.

Leia também: Histeroscopia dói?

Fazer endoscopia dói?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, fazer endoscopia não dói. A pessoa pode sentir incômodo, mas não dor.

Para evitar dores e incômodos, são aplicados produtos anestésicos na área da garganta por onde passa o endoscópio, e na maioria dos serviços atualmente é preferível além dos anestésicos locais, a administração de medicamentos sedativos, para que o paciente se sinta mais confortável durante o procedimento. Portanto, a pessoa dorme durante todo o exame e não sente nada.

Após o exame, há um período de recuperação de até meia hora. A garganta pode estar anestesiada devido aos medicamentos usados no procedimento, mas gradualmente a sensibilidade vai voltando ao normal.

Há casos em que é necessário administrar oxigênio ao paciente durante a endoscopia. Nessas situações, pode haver espirros e congestão nasal após o exame.

Embora a dor não seja um efeito adverso da endoscopia, alguns sinais e sintomas podem indicar complicações, tais como mal-estar, náuseas, vômitos ou sangramentos. Na presença dessas manifestações, o médico responsável pelo exame ou o setor de endoscopia do hospital deve ser contactado com urgência.

Como é feita a endoscopia?

A endoscopia é feita através de um aparelho (endoscópio) formado por um tubo flexível de aproximadamente 1 metro de comprimento e 1 centímetro diâmetro, com uma microcâmera instalada na sua extremidade.

A microcâmera emite imagens do interior do tubo digestivo para um monitor, permitindo ao médico detectar e tratar doenças no esôfago, no estômago e na porção inicial do intestino.

O preparo para a endoscopia começa com um jejum de pelo menos 8 horas. Caso o paciente esteja utilizando algum medicamento de uso contínuo ou for alérgico a alguma substância, o médico deverá ser informado. 

Durante o procedimento, a pessoa fica deitada de lado, sobre o lado esquerdo do corpo, recebe medicação sedativa por via venosa, e spray de anestésicos na garganta. A seguir, coloca-se um bocal de plástico entre os dentes da pessoa e instala-se um cateter de oxigênio no nariz.

O endoscópio é então introduzido através desse bocal de plástico, e as imagens são então transmitidas pela câmera para um monitor aonde o médico consegue avaliar o sistema digestivo alto da pessoa. O exame de endoscopia dura, em média, de 5 a 10 minutos. 

Depois da endoscopia não é permitido dirigir e a pessoa deve seguir as orientações de uma alimentação mais leve.  

O médico responsável pela realização da endoscopia é o gastroenterologista.

Colonoscopia pode detectar câncer de intestino?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a colonoscopia pode detectar câncer de intestino. Com esse exame, é possível avaliar as estruturas do intestino e coletar amostras via biópsia para análise microscópica.

Na colonoscopia, é possível avaliar a presença de pólipos, vegetações e crescimento anormal de células, como o câncer. Ou seja, a colonoscopia é um ótimo exame para rastreamento de câncer de intestino quando sua solicitação é bem indicada.

Algumas pessoas podem ter mais riscos de ter câncer de intestinos e, nesse caso, devem realizar esse exame com frequência indicada pelo/a médico/a.

Em caso de:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Mudança de hábito intestinal;
  • Dores abdominais;
  • Perda de peso;
  • Anemia;
  • Presença de história familiar de câncer no intestino.

A colonoscopia é um exame realizado com sedação por via retal. Após a sedação, o/a médico/a introduz um fio que possui uma câmera acoplada e transmite as imagens para a tela de um monitor.

Procure uma unidade de saúde para uma avaliação detalhada.

Saiba mais em:

Histerossalpingografia: útero forma e contornos irregulares?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Significa que a forma do útero está diferente do que seria esperado normal, as principais causas são miomas, sequelas de infecções ou procedimentos (curetagem ou cirurgia), má formação congênita.

Minha filha fez um ultrassom: Hipertrofia Coluna de Bertin!
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia de coluna de Bertin, ou duplicação pielocalicinal, é uma variação anatômica, que não representa uma doença ou problema renal.

Portanto não há nada a se fazer, apenas acompanhamento com médico urologista. A não ser que haja alguma dúvida nesse exame, e por isso seja pedido mais exames de imagem, como uma Tomografia Computadorizada.

O exame deve ser levado para os dois médicos, para o médico que pediu, porque existem outros dados a serem avaliados no exame, mas também para um médico urologista, por ser o especialista em hipertrofia de coluna de Bertin.

Coluna de Bertin

A coluna de Bertin, ou coluna renal, é uma região do córtex renal localizada entre duas pirâmides (renais).

As colunas de Bertin (ou colunas renais) estão representadas no número 5. Hipertrofia da coluna de Bertin

A hipertrofia de coluna de Bertin é apenas uma variação anatômica comum nessa região, que se caracteriza pelo aumento (hipertrofia) de uma coluna, ou junção de mais de uma coluna.

Essa variação não interfere nas funções renais normais e pode ser encontrada em até 20% da população.

Outras causas de hipertrofia de colunas renais

A hipertrofia da coluna de Bertin pode ser semelhante a outras situações encontradas no córtex renal, como cistos e tumores.

Sendo assim, quando houver dúvidas entre a hipertrofia de Bertin e uma tumoração verdadeira, por exemplo, pode ser necessário continuar a investigação com outros exames mais específicos, como a tomografia computadorizada (TC).

Leia também: O que é hipertrofia da coluna de bertin?

Preparo para colonoscopia: o que devo fazer?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

O preparo para a colonoscopia consiste em fazer uma dieta especial com pouca fibra e pouca cor, além de usar um laxante (também conhecido como purgante). Esse preparo tem o objetivo de deixar o intestino limpo para permitir que seja visualizado corretamente. As orientações de preparo para a colonoscopia normalmente são fornecidas ao agendar o exame e podem variar um pouco, principalmente em relação ao laxante indicado.

A dieta para a colonoscopia deve começar 2 dias antes do exame. Os alimentos permitidos são:

  • Arroz branco bem cozido;
  • Carnes claras ou peixe bem cozidos;
  • Pão branco ou torradas;
  • Macarrão sem molho;
  • Gelatina de coloração clara;
  • Gorduras, manteiga e margarina (moderadamente);
  • Ovo cozido ou pochê;
  • Queijo cottage ou cream cheese (pode colocar no macarrão, torradas ou no pão);
  • Batata cozida, amassada ou assada, sem casca;
  • Cereais matinais de arroz ou milho;
  • Água e chás (nada que seja vermelho);
  • Chá-preto e café.

Você pode preparar sopas com batata, macarrão ou arroz e carne de frango, por exemplo. Além do sal, pode colocar um pouco de azeite, mas evite salsinha ou cebolinha para temperar. Se colocar salsão, retire-o após o cozimento, para que apenas dê gosto ao alimento.

Já os alimentos que deve evitar são:

  • Leite;
  • Água de coco;
  • Carne vermelha;
  • Molhos;
  • Frutas, vegetais e saladas (principalmente os vermelhos, como a beterraba, e as cascas);
  • Pães integrais, macarrão integral, arroz integral e cereais integrais;
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico e tudo que tenha casca);
  • Bolos, tortas, biscoitos e iogurtes;
  • Nozes, castanhas, avelãs e outros frutos secos.

O início do jejum depende de quando irá fazer a colonoscopia: pela manhã ou à tarde. Siga as instruções da ficha que lhe foi entregue quando agendou o exame. Geralmente, pede-se para parar de se alimentar até 2 horas após tomar o laxante pela primeira vez, ficando em jejum até a hora do exame.

Pode tomar água até 6 horas antes do exame. Beba ao menos 2 litros dos líquidos permitidos (água, chás…) por dia. Caso utilize algum medicamento, pode tomá-lo com pouca água até 2 horas antes. No caso de usar varfarina, clopidogrel, codeína, morfina ou enoxaparina, confirme com seu médico se deve ou não deve continuar a usá-los. Se for diabético, pergunte ao médico o que precisa fazer com os medicamentos para diabetes.

Na véspera e no dia do exame (dependendo do horário em que ele será realizado), deverá também tomar o laxante, do modo indicado na ficha que lhe foi entregue (geralmente manitol, bisacodil ou polietilenoglicol). Como o efeito esperado é a diarreia, é importante que você fique perto de um banheiro até duas horas após tomá-lo. O efeito do medicamento já terá terminado quando você sair de casa para fazer o exame.

Você pode querer ler também:

Referências:

Lonsdale MS, Ni L-C, Gu C, Twiddy M. Information design for bowel cancer detection: The impact of using information visualisation to help patients prepare for colonoscopy screening. Information Design J. 2019; 25 (2): 125-56.

Fleury. Exames. Colonoscopia com preparo em casa.

Como é feita a histerossalpingografia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A histerossalpingografia é feita mediante a injeção de um contraste no útero, que permite ao médico obter imagens do útero e das trompas através de um equipamento especial de raio-x, chamado fluoroscopia. O tempo de duração do procedimento é de cerca de 15 minutos.

Durante a histerossalpingografia, a paciente posiciona-se como se estivesse numa consulta ginecológica, de maneira que o médico possa alcançar o colo do útero e introduzir o aparelho que aplica o contraste.

O exame deve ser realizado após o início da menstruação, entre o 8º e o 11º dia do ciclo menstrual. Assim, é mais seguro garantir que a mulher não está grávida.

A histerossalpingografia é contraindicada no caso de suspeita de gravidez, uma vez que durante o exame são manipulados o útero e a cavidade uterina.

Como é o preparo para a histerossalpingografia?

No dia anterior à realização da histerossalpingografia, a mulher não deve ter relações sexuais e precisa tomar 1 comprimido de laxante. A seguir, deve beber bastante líquido, de preferência suco de laranja e ameixa. A dieta no dia anterior é leve, sem carnes, massas e pães.

Histerossalpingografia dói?

A histerossalpingografia provoca alguma dor e é comum a mulher sentir cólicas durante o procedimento. As dores e o desconforto são causados pela introdução dos instrumentos usados durante o exame e pela injeção do contraste. A própria manipulação do útero pode gerar contrações uterinas, causando cólicas.

Histerossalpingografia ajuda a engravidar?

A histerossalpingografia não tem por finalidade ajudar a engravidar. O objetivo do exame é detectar alterações no útero ou nas trompas que possam dificultar a gravidez.

Porém, muitas mulheres fazem a histerossalpingografia com a esperança de que o exame pode desobstruir as trompas e aumentar as chances de gravidez.

De fato, há relatos de mulheres que conseguiram engravidar após a realização do exame devido à desobstrução das trompas. Isso pode ocorrer se a obstrução for simples.

Contudo, não se pode afirmar que a passagem do contraste pelas trompas provoque qualquer efeito capaz de corrigir o problema que esteja impedindo a passagem dos óvulos pelas mesmas. O contraste serve para identificar qualquer alteração que possa estar impedindo a gravidez, mas não ajuda a engravidar.

O que é a histerossalpingografia?

A histerossalpingografia é um exame que serve para avaliar o útero e as trompas, que ligam os ovários ao útero e desempenham uma função fundamental na reprodução. Por isso, o exame é indicado sobretudo para mulheres que têm dificuldade de engravidar.

Durante a histerossalpingografia, são tiradas radiografias seguidas da pelve, que fornecem imagens do trajeto que o contraste percorre na cavidade uterina e nas trompas.

O contraste é um produto usado em vários tipos de exames e fornece uma imagem mais nítida, permitindo ao médico obter uma melhor análise das estruturas observadas.

Na histerossalpingografia, o contraste permite avaliar alterações no formato do útero e das trompas, além da presença de aderências, miomas, malformações uterinas, dilatações ou obstrução nas trompas ou no útero.

O risco de complicações na histerossalpingografia é muito baixo e o exame costuma ser bastante fiável.

O médico responsável pela realização da histerossalpingografia é o radiologista.