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O que é derrame pleural e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquidos na pleura, uma membrana que envolve os pulmões. O derrame pleural é uma manifestação comum de várias doenças diferentes, portanto, uma vez diagnosticado o derrame, investigar a sua causa é o próximo passo.

O que é a pleura?

A pleura é uma fina membrana dupla de tecido fibroso que envolve os pulmões e o interior da cavidade torácica. Em pessoas saudáveis, é normal haver um fluxo constante de líquido entre as duas camadas da pleura. Em situações normais, a quantidade de líquido presente entre as duas camadas da pleura é de 15 ml.

Contudo, em casos de doenças que afetam a pleura, pode haver acúmulo de líquido nesse espaço, dando origem ao derrame pleural. As principais doenças causadoras de derrame pleural são a tuberculose, o câncer e a pneumonia.

Se não for devidamente tratado, o derrame pleural pode causar falta de ar grave, podendo levar à morte.

Quais são os sintomas do derrame pleural?

Falta de ar: quanto mais rapidamente se formar o derrame pleural e quanto maior for o acúmulo de líquido na pleura, mais intensa será a falta de ar. Existem derrames pleurais que podem ter até 4 litros de volume, o suficiente para comprimir completamente o pulmão afetado. A falta de ar pode ser muito intensa e vir acompanhada de cianose (extremidades do corpo azuladas ou arroxeadas), o que indica falta de oxigênio nos tecidos. .Dor torácica: dor em pontada, que piora quando a pessoa respira fundo ou tosse. A dor pode ainda irradiar para o ombro.

Tosse: costuma ser seca, intensa e acompanhada de dor torácica. Pode causar vômitos e falta de ar. A presença de tosse com secreção normalmente indica a presença de lesão no pulmão.

A dor e a falta de ar são os dois sintomas próprios do derrame pleural. Os demais sintomas que normalmente também aparecem costumam surgir devido à doença de base, como febre e tosse na pneumonia; tosse com sangue no câncer de pulmão; ascite na cirrose; pernas inchadas na insuficiência cardíaca, e assim por diante.

Quais são as causas do derrame pleural?

O derrame pleural pode ser constituído de dois tipos de líquido: transudato e exsudato. Sua determinação é importante para que se descubra a doença que levou ao derrame pleural. Esta é possível após a análise do líquido pleural através da retirada pela toracocentese.

As causas de derrame pleural do tipo transudato incluem: insuficiência cardíaca, cirrose hepática, síndrome nefrótica, insuficiência renal e hipotireoidismo descompensado.

As causas de derrame pleural do tipo exsudato são: pneumonia, tuberculose, câncer metastático para a pleura, câncer da pleura (mesotelioma), linfoma, embolia pulmonar, doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide, pancreatite, radioterapia, doenças abdominais, como peritonites e abscessos, síndrome de hiperestimulação ovariana, com uso de citrato de clomifeno.

Há ainda outros tipos de líquidos que podem ficar acumulados na pleura, como sangue (hemotórax), urina (urinotórax) e triglicerídeos e lipídeos (quilotórax).

O derrame pleural tem como principais causas as doenças da pleura ou dos pulmões, mas também pode ter origem em doenças que afetam o coração, os rins, o fígado e o pâncreas, doenças sistêmicas como a artrite reumatoide, reação a drogas e câncer.

O derrame pleural é suspeitado no exame clínico e o diagnóstico confirmado com a radiografia do tórax. É prudente a coleta do líquido pleural se houver suspeita da doença que causou o derrame pleural, para o tratamento adequado.

Qual é o tratamento para derrame pleural?

O tratamento do derrame pleural consiste da desinfecção da cavidade pleural, através de medicamentos, drenagem e lavagem da pleura com produtos desinfectantes, além de reexpansão dos pulmões através de drenagem torácica e fisioterapia respiratória.

A recuperação funcional dos pulmões também é feita com fisioterapia respiratória. Em caso de encarceramento dos pulmões, pode ser necessário realizar uma cirurgia.

A fisioterapia deve ter início o mais rapidamente possível, de maneira a diminuir os riscos de sequelas pulmonares.

Se você apresentar os sintomas supracitados deve procurar um pronto atendimento médico para melhor avaliação.

Como é o preparo para a histerossalpingografia?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A histerossalpingografia deve ser marcada entre o 5º e 10º dia após o primeiro dia de menstruação. É importante que a mulher tenha certeza de que não está grávida.

No dia anterior ao exame, o preparo inclui:

  • Abstinência sexual;
  • No período da tarde, tomar 1 comprimido de laxante (Dulcolax ou outro de sua Preferência), depois beber bastante líquidos, suco de laranja e ameixa. Fazer dieta leve (sem carnes, massas e pão).

No dia do exame, a mulher deve:

  • Estar de jejum de 4h antes do horário marcado para realização do exame;
  • 1 hora antes do exame, tomar 1 comprimido de Buscopan Composto®;
  • Trazer 1 absorvente íntimo.

Após o exame, é importante:

  • Fazer repouso de 8h;
  • Em caso de dor, tomar IBUPROFENO – 400 mg, 1 comprimido, por via oral, de 8 em 8 horas, no máximo por 2 dias.

Dependendo da clínica onde será realizado o exame, poderão ser fornecidas outras orientações, que devem ser seguidas pela paciente.

Leia também: O que é a prova de Cottè e para que serve?

O que significa prova de Cotté positiva?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Prova de Cotté positiva significa que não houve obstrução à passagem do contraste pelas tubas uterinas (trompas de Falópio) durante o exame de histerossalpingografia. Portanto, a prova de Cotté positiva indica que as trompas estão desobstruídas.

A obstrução tubária é uma das causas de infertilidade, pois impede o encontro do espermatozoide com o óvulo, que ocorre dentro da tuba uterina.

A prova de Cotté é um procedimento realizado no exame de histerossalpingografia para observar se houve uma dispersão adequada do contraste no útero.

Se o resultado da prova de Cotté por negativo, significa que as trompas estão obstruídas por alguma razão, o que pode ser a causa da infertilidade da mulher.

Leia também: O que significa prova de cottè negativa?

A histerossalpingografia é um exame de raio-x realizado com contraste, através do qual o médico pode avaliar o interior do útero e das tubas uterinas na investigação de possíveis problemas de fertilidade.

Os resultados da histerossalpingografia devem ser avaliados pelo médico ginecologista.

Saiba mais em:

O que é a prova de Cottè e para que serve?

O que significam os resultados da histerossalpingografia?

Qual é o risco quando a criança tem "golf ball"?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Na maioria dos casos, a presença de "golf ball" não oferece risco algum para o bebê. Isoladamente, o "golf ball" é um achado sem importância, que não tem significado clínico. Contudo, ele pode estar associado a anomalias genéticas, como as síndromes de Down (trissomia do 21), Patau (trissomia do 13), Edwards (trissomia do 18) e síndrome de Turner.

Por essa razão, quando o "golf ball" é identificado na ultrassonografia do coração do feto, o médico complementa com exames fetais mais específicos, a fim de detectar sinais de doença cromossômica. Se o feto não apresentar nenhuma alteração estrutural, o "golf ball" deixa de ter importância clínica e deve ser apenas acompanhado.

O médico irá relatar o achado e acompanhá-lo até o seu desaparecimento, o que na grande maioria dos casos ocorre entre a 22ª e a 25ª semana de gravidez.

Caso haja sinais de anomalias, como aumento da translucência nucal, o médico poderá recomendar uma amniocentese. Trata-se de um exame que permite analisar os cromossomos do bebê e detectar com precisão presença de síndrome de Down e outras alterações cromossômicas. 

Vale lembrar que em mais de 90% dos casos, o "golf ball" desaparece espontaneamente, sem riscos ou consequências para o bebê. 

Para maiores informações, fale com o seu médico obstetra ou responsável pelo acompanhamento pré-natal.

Leia também: 

O que é "golf ball"?

Ultrassom obstétrico com alteração da translucência nucal? O que pode ser?

Exame de colonoscopia: como devo me preparar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O preparo para colonoscopia geralmente inicia-se de 1 a 2 dias antes do exame. A preparação baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, além de dieta líquida e sem fibras para promover o esvaziamento e a limpeza do intestino para permitir a sua visualização interna durante a colonoscopia.

Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções do preparo para a colonoscopia são fornecidas pelo médico ou pelo local onde ele será realizado e podem variar um pouco de um local para outro.

O intestino é considerado limpo quando as evacuações estiverem líquidas e claras ou com coloração amarelada.

Pessoas diabéticas ou que fazem tratamento com anticoagulantes devem consultar o médico sobre a necessidade de suspender os seus tratamentos durante o preparo para a colonoscopia.

O exame de colonoscopia é realizado com sedação por via retal. Após a sedação, é introduzido um fio que possui uma câmera acoplada e o médico pode ver as imagens internas do intestino através de um monitor.

Veja também: Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia deve ser feita por um médico gastroenterologista, coloproctologista ou colonoscopista, devidamente treinado e capacitado para a realização do exame.

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Quais são os riscos de fazer uma colonoscopia?

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Quais são os riscos de fazer uma colonoscopia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os riscos do exame de colonoscopia são baixos. As complicações mais frequentes, embora sejam raras, são as perfurações e os sangramentos. A grande maioria das complicações ocorrem quando se realiza a retirada de pólipos, a polipectomia.

A perfuração é uma complicação que ocorre em menos de 1% dos exames de colonoscopia. O risco é maior em indivíduos idosos com doença diverticular do cólon. No entanto, as chances de perfuração podem aumentar e chegar a 2% quando os pólipos são retirados.

Já em relação aos sangramentos e hemorragias a frequência quando se realiza a polipectomia varia de 1 a 2%. Essa complicação é mais comum em pessoas que têm problemas na coagulação sanguínea, sobretudo quando a colonoscopia é realizada juntamente com outros procedimentos, como biópsia e polipectomia(retirada de pólipos). Nesses casos, a chance do paciente sangrar pode chegar a 2,5%.

Casos de perfuração normalmente são tratados através de cirurgia, enquanto que os sangramentos podem ser estancados com a cauterização da lesão.

Há ainda outras possíveis complicações como:

  • Reações adversas relacionadas ao preparo do exame (náuseas, vômitos, distúrbios hidreletrolíticos, dor ou distensão abdominal);
  • Síndrome pós-polipectomia: pode levar a sintomas de febre, dor abdominal, e alterações laboratoriais (aumento dos leucócitos) até 5 dias após a realização do exame.
  • Complicações cardiorrespiratórias relacionadas a sedação. 

Se após a colonoscopia o paciente apresentar dor abdominal intensa, sangramento persistente, grande quantidade de sangue nas fezes, febre, vômitos ou calafrios, o médico deve ser contactado com urgência.

Caso tenha mais dúvidas sobre o exame de colonoscopia consulte o médico que solicitou o exame.

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Exame de colonoscopia: como devo me preparar?

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O que são clips metálicos?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Clip metálico é uma das formas que os médicos podem usar para fazer uma sutura em uma cirurgia. No seu caso são clips metálicos em região de ovário direito.

O que é histeroscopia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Histeroscopia é um exame que permite visualizar o interior do útero através de um pequeno tubo que possui com uma microcâmera na sua extremidade (histeroscópio). A histeroscopia serve para diagnosticar algumas doenças, colher amostras para biópsia e, em alguns casos, fazer pequenas correções cirúrgicas.

Trata-se de um exame semelhante à endoscopia, usado para visualizar o estômago e o esôfago. Porém, na histeroscopia utiliza-se um histeroscópio ao invés do endoscópio e o objetivo é avaliar o interior da cavidade uterina.

Dentre as doenças que podem ser diagnosticadas e até tratadas através da histeroscopia estão os miomas, os pólipos e as infecções uterinas. O exame também é usado para investigar casos de abortos de repetição e infertilidade, pois pode identificar as causas que estão impedindo a gravidez.

Como o exame é realizado

A histeroscopia normalmente é feita entre o 5º e o 14º dia do ciclo menstrual e pode ser feita no próprio consultório, sem necessidade de anestesia ou internamento. Porém, se o exame estiver causando dor ou muito desconforto, o procedimento pode ser feito com sedação.

O histeroscópio é introduzido através da vagina até alcançar o útero, com a mulher em posição ginecológica. Depois, são injetados gás carbônico e soro fisiológico no útero para dilatar as suas paredes e as imagens detalhadas da cavidade uterina são transmitidas da microcâmera para um monitor.

O tempo de duração da histeroscopia geralmente não passa dos 15 minutos e a mulher não precisa fazer repouso ou se afastar das suas atividades diárias após o exame.

Contudo, a duração do procedimento vai depender do tipo de doença que se está procurando e dos achados que o médico vai encontrar no momento do exame.

Em alguns casos pode haver um pequeno sangramento e cólicas que podem durar até 5 dias.

Indicações e Contraindicações 

A histeroscopia é indicada nos seguintes casos:

  • Sangramento uterino anormal;
  • Pólipos;
  • Miomas;
  • Câncer de útero;
  • Crescimento anormal do útero;
  • Presença de corpo estranho no útero;
  • Malformações uterinas;
  • Cicatrizes hipertróficas;
  • Endometriose;
  • Uso de DIU sem fio;
  • Abortos de repetição;
  • Infertilidade.

A histeroscopia é contraindicada se a mulher estiver grávida ou tiver doença inflamatória pélvica que não recebeu tratamento, bem como infecções vaginais.

Para mais informações, fale com um médico ginecologista, que é o especialista que habitualmente realiza esse procedimento.

Saiba mais em:

Histeroscopia dói?

Qual é o tratamento para pólipo endometrial?