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Qual o tratamento para derrame pleural?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento do derrame pleural será o da doença que o causou, visto que o derrame pleural não é uma doença em si, mas um sinal de uma doença. Portanto, a simples drenagem do líquido é paliativa, visto que, se a causa não for tratada, a maior hipótese é de que o derrame se forme novamente.

O derrame pleural será resolvido assim que a doença que o está causando for controlada, sendo assim:

  • Infecções, como pneumonia, tuberculose, infecções abdominais: são controladas com antibióticos,
  • Insuficiência renal, síndrome nefrótica: são tratados com diuréticos ou com hemodiálise;
  • Doenças auto-imunes: são tratadas com imunossupressores;
  • Câncer e linfoma: tratados com radio e quimioterapia;
  • Cirrose hepática: tratada com medicamentos e algumas vezes transplante hepático.

Se a causa do derrame pleural não for passível de tratamento, como no caso de câncer metastático, é possível a realização de pleurodese, procedimento em que se injeta uma substância irritante dentro da pleura, causando uma grande cicatrização da mesma e aderência dos folhetos parietal e visceral, eliminado assim, o espaço pleural.

O médico pneumologista, oncologista ou o médico que fez o diagnóstico do derrame pleural deverá orientá-lo sobre o tratamento.

O que é "área de encefalomalacia" em uma tomografia?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Isso é uma sequela no cérebro, ocorre desestruturação e perda de tecido cerebral normal e pode ser decorrente de um traumatismo ou acidente vascular cerebral, mais conhecido como "derrame".

Tomografia pode causar câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A tomografia não causa câncer diretamente, mas pode aumentar o risco de câncer por conta da radiação emitida durante o exame.

A tomografia está entre os exames radiológicos que mais emitem radiação e já se sabe que a exposição a doses moderadas e elevadas de radiação aumenta consideravelmente os riscos de câncer.

A radiação ionizante emitida pelo aparelho de tomografia computadorizada é o mesmo tipo de radioatividade emitida numa explosão nuclear. Essa radiação pode danificar o DNA da célula, levando a mutações celulares que podem originar um câncer.

Quais os tipos de câncer que a tomografia pode causar?

Existem tecidos que são mais sensíveis à radiação do que outros e por isso têm mais propensão para desenvolver câncer. Assim, a tomografia poderia aumentar os riscos de:

  • Câncer de tireoide;
  • Câncer de mama;
  • Câncer de pulmão;
  • Câncer de cólon;
  • Câncer de pele;
  • Leucemia (câncer no sangue).
Quais as tomografias que oferecerem mais risco de câncer?

Os exames tomográficos que mais oferecem riscos são aqueles no qual a incidência de radiação é mais elevada, são eles: 

Apesar da maioria das pessoas receber doses de radiação relativamente baixas nos exames de tomografia, algumas recebem doses moderadas, altas ou muito altas. Porém, mesmo doses mais baixas de radiação podem aumentar o risco de câncer.

Para se ter uma ideia da quantidade de radiação que o corpo absorve num exame de tomografia, uma pessoa absorve, por ano, cerca de 3 mSv de radiação do meio ambiente. Durante uma tomografia de tórax ou abdômen, por exemplo, a absorção é de 7,0 e 8,0 mSv, respectivamente.

Afinal, a tomografia computadorizada é um exame seguro?

A tomografia é um exame seguro, desde que seja utilizada nas doses recomendadas e apenas quando o benefício do seu uso superar os riscos.

O problema acontece quando a tomografia começa a ser solicitada indevidamente e o paciente é exposto sem necessidade àquela radiação.

Mesmo que a dose de radioatividade de cada exame seja pequena, ela pode trazer riscos futuros à saúde da pessoa se essa exposição se tornar frequente, como em check-ups anuais, por exemplo, em que muitas vezes são solicitados exames tomográficos sem necessidade.

Por isso, é importante diminuir o número de tomografias desnecessárias, bem como as doses de radiação utilizadas.  A tomografia como qualquer outro exame, só deve ser solicitado com uma indicação precisa.

Caso tenha mais dúvidas converse sobre o assunto como seu médico.

O que significa prova de cottè negativa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Prova de cottè negativa é um resultado do exame de histerossalpingografia, que significa uma interrupção ou dificuldade na passagem do contraste pelas tubas uterinas (trompas), portanto indica a presença de uma obstrução nas trompas por alguma razão.

A obstrução tubária é uma das principais causas de infertilidade na mulher, pois as tubas obstruídas impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide, que acontece nessa região.

Essa obstrução pode ocorrer por processos de aderências pélvicas (partes da trompa que se "grudam"), decorrentes de processos inflamatórios antigos, como infecção, apendicite, sangramento pélvico, endometriose, entre outras causas.

A histerossalpingografia tem como principal indicação a investigação e tratamento de casais com dificuldade para engravidar. Auxilia justamente na pesquisa de defeitos de formação ou obstruções no útero e nas tubas uterinas, causa comum de infertilidade na mulher.

Dessa forma, a prova de cottè negativa poderá direcionar o tipo de tratamento para a infertilidade. Em caso de obstrução tubária, o tratamento pode ser realizado através de cirurgia para desobstruir as trompas ou fertilização in vitro, na qual a fecundação do óvulo ocorre em laboratório e a desobstrução tubária deixa de ser necessária.

A interpretação do resultado da histerossalpingografia deve ser feita pelo/a médico/a ginecologista.

Leia também:

O que significa prova de cottè positiva?

O que é a prova de Cottè e para que serve?

O que significam os resultados da histerossalpingografia?

Fiz um ultrassom e deu que é menino, pode ter errado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O ultrassom morfológico com 23 semanas em geral é bem preciso e, em geral, é possível visualizar corretamente o sexo do bebê. Porém, sempre existe a possibilidade de errar o sexo do bebê e, nesse sentido, você pode realizar um novo ultrassom caso desejar.

É possível errar o sexo do bebê com a ultrassonografia. Os exames de ecografia nem sempre permitem visualizar as estruturas fetais com nitidez. Quanto mais cedo são realizados, maiores as chances de apresentar um resultado errado, isto porque a genitália do feto é muito semelhante nos dois sexos no início da gestação.

Além disso, a posição do feto durante o exame do ultrassom também pode dificultar a visualização do sexo do bebê e confundir o/a médico/a que está realizando o exame.

É ainda possível que o pênis do menino fique um pouco escondido e o/a profissional interpretar que portanto o bebê seja uma menina, também é possível ocorrer o oposto, quando o profissional confunde o clitóris da menina com um pênis.

Pesquisas mostram que a possibilidade de acerto do sexo do bebê através do ultrassom pode variar de 80 a 90%, a depender da época da gestação em que foi feito o exame.

Recomenda-se que o exame para visualização do sexo do bebê seja feito um pouco mais tarde, por volta da 16ª a 20ª semana, nesse período os genitais estão um pouco mais diferenciados e o pênis de bebês do sexo masculino já está um pouco maior, sendo mais fácil a diferenciação a partir da vigésima semana.

Como você está com 23 semanas, é possível que o/a médico/a tenha detectado o sexo do bebê, porém, você pode realizar um novo ultrassom a qualquer momento para tirar essa dúvida.

Converse com o/a médico/a que está acompanhando a gestação para esclarecer mais dúvidas sobre o exame de ultrassom e o sexo do bebê.

Leia também:

Na ultrassonografia transvaginal dá para saber o sexo do bebe?

Que exames devo fazer antes de entrar na academia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem muitas controversas sobre esse assunto, alguns grupos defendem a realização de exames complementares, enquanto outros referem que os benefícios nem sempre justificam os custos elevados, porém ainda não existe um consenso.

Atualmente, no Brasil, seguimos as orientações das Sociedades brasileiras de medicina do esporte e de cardiologia, baseados nos seguintes critérios:

1. Qual nível de atividade e intensidade pretende praticar,

2. História clínica (idade, fatores de risco, uso regular de medicamentos)

3. História familiar da pessoa (casos de cardiopatia, morte súbita e doenças cardiovascular).

No caso de adultos, em atividades recreativas, ou de leve a moderada intensidade, sem história de doenças prévias ou uso de medicamentos, sem queixas ou história familiar de cardiopatia, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico.

Nos casos de atividades mais intensas, história de tonteiras, síncope, dor no peito ou história familiar de cardiopatia e morte súbita, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico e 
  • Ecocardiograma com doppler. 

Nos casos de atletas e atividades profissionais, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico
  • Teste Cardiopulmonar de exercício máximo (TCPE).

O TCPE é o procedimento de escolha para avaliação mais precisa da condição clínica e limites que o atleta poderá alcançar. Auxilia inclusive na prescrição dos exercícios.

No caso de crianças e adolescentes, faixa etária entre 5 e 18 anos de idade, também existem controversas entre os custos e benefícios de realizar tantos exames, entretanto, na maioria dos casos, sem queixas ou história familiar de doença cardiovascular, basta apenas a realização de:

  • Exame médico clínico
  • ECG
  • Exames laboratoriais (Hemograma, eletroforese de hemácias, glicose, sódio, potássio, cloro, ferro, ferritina, perfil lipídico, sorologia para doenças de Chagas e exames de fezes).
  • Apenas no caso de alguma alteração, será recomendado dar seguimento a avaliação junto à equipe de cardiologia.

E nos casos de pacientes cardiopatas, é mandatória a avaliação criteriosa de cardiologista ou médico/a do esporte, para definir os exames que devem ser realizados e de quanto em quanto tempo.

Os exames têm o objetivo minimizar os riscos de complicações cardíacas durante uma atividade física. É fundamental a avaliação e realização dos exames antes de iniciar qualquer atividade.

O médico/a clínico/a geral, médico/a da família ou cardiologista podem realizar tanto a avaliação quanto a definição dos exames a serem solicitados em cada caso.

Como interpretar o exame holter 24 horas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A interpretação do exame holter 24 horas é feita através da análise dos resultados colhidos pelo aparelho juntamente com os sintomas apresentados pelo paciente durante as 24 horas que esteve com o holter.

A atividade elétrica dos batimentos cardíacos é registrada pelo chip localizado no interior do gravador portátil e depois transformada em imagens de eletrocardiograma que são interpretadas pelo médico com o auxílio de um programa de computador.

O holter 24 horas também serve para verificar o quanto a frequência cardíaca da pessoa variou no período em que foi monitorada. Alterações de frequência cardíaca podem indicar doenças cardíacas.

Por exemplo, em um adulto saudável a frequência cardíaca deve variar entre 50 a 100 batimentos por minuto em repouso, valores acima ou abaixo podem indicar alguma disfunção.

Através da análise dos resultados do holter, o médico pode identificar arritmias ocasionais que não são detectadas durante o eletrocardiograma normal, uma vez que o tempo de duração do exame é curto comparado com as 24 horas do holter.

Além da avaliação da frequência cardíaca e de arritmias o exame Holter também é capaz de observar outras alterações no coração como bloqueios cardíacos e sinais sugestivos de isquemia, ou seja de áreas do coração que não estão recebendo suprimento sanguíneo suficiente.

Ao verificar todos esses fatores como frequência, presença de arritmias, bloqueios ou isquemias, é possível avaliar  o risco cardiovascular do paciente, ou seja o risco de desenvolver doenças como Infarto Agudo do Miocárdio, bem como as chances de ter morte súbita.

O médico cardiologista é o especialista indicado para interpretar o resultado do exame holter 24 horas, levando em consideração a história clínica do paciente, os sintomas apresentados e o resultado de outros exames.

Saiba mais em: Como é o exame holter 24 horas?

Histeroscopia dói?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A histeroscopia geralmente não dói. Grande parte das mulheres sente apenas um pouco de desconforto (pressão na região genital ou dentro da barriga) ou uma pequena cólica durante o exame. Contudo, a intensidade da dor e do incômodo varia em cada paciente. Se forem muito intensos, o médico pode realizar a histeroscopia com sedação e a mulher já não sentirá dor.

Lembrando que a histeroscopia pode ser feita no consultório, sem necessidade de anestesias ou internação. 

Após o término do procedimento, pode ser que a mulher sinta um pouco de dor ou cólicas causadas pela manipulação do útero. Mas esse incômodo em geral é leve e dura apenas algumas horas, e pode ser tratado com medicação analgésica.

Contudo, em alguns casos, pode haver um pequeno sangramento acompanhado por cólicas, que podem durar até 5 dias.

O tempo total de duração da histeroscopia normalmente não ultrapassa os 15 minutos. Após o exame, não é necessário ficar de repouso ou se afastar das atividades diárias. No entanto, o procedimento pode durar mais tempo, dependo da doença que está sendo investigada e do que o médico encontrar na cavidade uterina durante o exame.

A histeroscopia é um exame que permite visualizar o interior da cavidade uterina através de um aparelho que possui uma microcâmera instalada na sua extremidade, chamado histeroscópio. O exame serve para diagnosticar e tratar doenças, bem como colher amostras para biópsia e fazer pequenas cirurgias.

O médico ginecologista é o especialista responsável pela realização da histeroscopia e poderá esclarecer mais dúvidas sobre o exame.

Saiba mais em: O que é histeroscopia?