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O que é hipertrofia da coluna de bertin?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia na Coluna de Bertin é uma variação anatômica e geralmente não está associada a nenhum problema.

Coluna de Bertin

A coluna de Bertin, ou coluna renal, é uma área do córtex renal, localizada entre duas pirâmides renais. Em média, 20% da população apresenta hipertrofia, ou seja, aumento da coluna de Bertin, apenas como variante anatômica, sem que represente um problema renal.

Entretanto, nos exames de imagem, essa hipertrofia se assemelha a imagem de uma tumoração verdadeira, por isso a preocupação em sinalizar essa variação anatômica e por vezes, repetir ou acompanhar a imagem, para confirmação diagnóstica.

Tumor de córtex renal

Nos casos de tumores de córtex renal, as imagens apresentam hipertrofia e mais algumas características sugestivas de lesão complexa, aquelas com maior risco de evoluir para câncer. Como imagem cística, paredes mais espessas, bordos irregulares, presença de septos e calcificações ou conteúdo sólido em seu interior. Além da imagem típica, o paciente costuma apresentar queixa de dores, perda de peso ou fadiga crônica, embora mais comum nos casos avançados.

Na suspeita de tumor ou cisto complexo, a opção de tratamento deve ser a retirada cirúrgica e avaliação histológica.

O exame de imagem mais fidedigno é a tomografia computadorizada.

Portanto, a hipertrofia da coluna de Bertin, não significa uma doença ou qualquer problema renal, porém em alguns casos a tomografia deverá complementar a investigação.

O médico que pediu o exame é o responsável por definir os próximos passos. Leve o exame para que seja avaliado esse resultado junto ao seu exame clínico e demais exames que tenha solicitado, afim de dar sequência ao seu acompanhamento e orientações.

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O que é redução volumétrica encefálica?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

Redução volumétrica encefálica significa que o cérebro diminuiu. É um efeito esperado com o avançar da idade quando é difusa (espalhada), não sendo, necessariamente, sinal de algum problema ou doença.

Para ter certeza que a redução é normal, é necessária a avaliação de um neurologista. Entretanto, alguns sinais podem indicar que a redução volumétrica encefálica não é normal. São eles:

  • Problemas de memória;
  • Problemas de fala ou de linguagem;
  • Alterações de comportamento (como agressividade, ansiedade e irritabilidade);
  • Dificuldades para fazer as atividades do dia a dia.

Esses sinais são relevantes quando são constantes e incompatíveis com a idade da pessoa. Quando isso ocorre, algumas situações que podem estar causando a redução volumétrica encefálica são traumas na cabeça, alcoolismo, tabagismo e doenças degenerativas.

Referência:

Vieira NC, Macedo MBC, Mota Júnior JC, Tiraboschi LC, Oliveira TGS. Demência secundária à lesão cerebral traumática em região frontotemporal: um relato de caso. Rev Med (São Paulo). 2020; 99(4): 394-9.

Para que serve o ultrassom com Doppler?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O ultrassom com Doppler serve para avaliar órgãos, estruturas, tecidos, vasos sanguíneos e o fluxo de sangue da região em análise. O ultrassom com Doppler é uma ultrassonografia realizada da mesma forma que as outras, porém, com um adicional que permite a visualização do fluxo sanguíneo do local, analisando a irrigação e a permeabilidade sanguínea.

O ultrassom com Doppler é usado para determinar se a pessoa tem uma condição que reduz ou obstrui a circulação sanguínea. Também pode ser usado para diagnosticar certas doenças cardíacas.

Na área da obstetrícia, por exemplo, o ultrassom com Doppler serve para avaliar o sentido e a quantidade de fluxo sanguíneo que chega para o feto, permitindo, assim, analisar a circulação sanguínea nos vasos uterinos e fetais, além de detectar possíveis alterações na placenta.

Em geral, o ultrassom Doppler serve para:

  • Avaliar o funcionamento do coração. Nesse caso, normalmente é feito em conjunto com um eletrocardiograma, que mede os sinais elétricos no coração;
  • Detectar obstruções na circulação sanguínea;
  • Detectar danos nos vasos sanguíneos e defeitos na estrutura do coração;
  • Identificar estreitamento dos vasos sanguíneos;
  • Monitorar a circulação sanguínea após uma cirurgia;
  • Verificar se a circulação sanguínea entre a gestante e o feto está normal.
Quando o ultrassom com Doppler é indicado?

O ultrassom com Doppler geralmente é indicado quando há presença de sinais e sintomas de fluxo sanguíneo reduzido ou doença cardíaca. Os sintomas variam dependendo da causa. Alguns sintomas comuns de problemas de circulação sanguínea incluem:

  • Dormência ou fraqueza nas pernas;
  • Cãibras dolorosas nos quadris ou músculos das pernas ao caminhar ou subir escadas;
  • Pernas ou pés frios;
  • Mudança na cor da pele ou brilho na pele da perna;
  • Dificuldade para respirar;
  • Inchaço em pernas, pés ou abdômen;
  • Fadiga.

O ultrassom Doppler também pode ser usado em casos de:

  • Derrame cerebral: após um acidente vascular cerebral (AVC), pode ser solicitado um tipo especial de ultrassom com Doppler chamado Doppler transcraniano, que serve para observar o fluxo sanguíneo no cérebro;
  • Lesão nos vasos sanguíneos;
  • Tratamento de distúrbios da circulação sanguínea;
  • Suspeita de problemas circulatórios na gravidez (feto muito pequeno, anemia falciforme, pré-eclâmpsia).
O que é o ultrassom com Doppler?

O ultrassom com Doppler é um exame de imagem que usa ondas sonoras (ultrassônicas) para mostrar a circulação sanguínea através dos vasos sanguíneos. O ultrassom comum também usa ondas sonoras para criar imagens de estruturas internas do corpo, mas elas não podem mostrar o sangue em circulação.

O ultrassom com Doppler funciona medindo as ondas de ultrassom que são refletidas nas estruturas em movimento, como os glóbulos vermelhos. Isso é conhecido como efeito Doppler.

Existem diferentes tipos de ultrassom Doppler:

Doppler colorido: esse tipo de Doppler usa um computador para converter ondas sonoras em cores diferentes, que mostram a velocidade e a direção do sangue em tempo real.

Power Doppler: novo tipo de Doppler colorido. Pode mostrar mais detalhes da circulação sanguínea do que o Doppler colorido comum, mas não mostra a sua direção, o que, em certos casos, pode ser importante.

Doppler espectral: mostra a circulação sanguínea em um gráfico em vez de imagens coloridas. Pode mostrar a forma como um vaso sanguíneo está obstruído.

Doppler Duplex: usa o ultrassom convencional para formar imagens de vasos e órgãos sanguíneos. Em seguida, um computador converte essas imagens em um gráfico, semelhante ao Doppler espectral.

Doppler de ondas contínuas: nesse exame, as ondas ultrassônicas são enviadas e recebidas continuamente. Permite uma medição mais precisa do sangue que flui mais rapidamente.

Como é feito o ultrassom com Doppler?

Geralmente, durante a realização do ultrassom Doppler, a pessoa fica deitada numa maca com a parte do corpo onde o exame será feito descoberta. O profissional espalha um gel especial na pele e sobre o local passa um transdutor, um dispositivo que envia ondas de ultrassom pelo corpo.

O movimento das células sanguíneas altera o tom das ondas sonoras. É possível ouvir sons que parecem assobios ou pulsos durante o procedimento. As ondas são gravadas e convertidas em imagens ou gráficos em um monitor.

Todo o procedimento dura de 30 a 60 minutos. O ultrassom com Doppler pode ser realizado em diversas regiões do corpo, como tireoide, rins, mamas, carótidas, bolsa escrotal, abdômen, coração, entre outras.

Se o ultrassom com Doppler detectar alguma anormalidade, pode ser um sinal de:

  • Obstrução ou coágulo na artéria;
  • Estreitamento dos vasos sanguíneos;
  • Circulação sanguínea anormal;
  • Aneurisma (protuberância em forma de balão nas artérias): faz com que as artérias se estiquem e se tornem mais finas. Se a parede ficar muito fina, a artéria pode se romper e causar uma hemorragia (derrame cerebral);
  • Anormalidade na circulação sanguínea do feto.

O significado dos resultados depende da parte do corpo em que o ultrassom é realizado.

Tenho que me preparar para fazer o ultrassom com Doppler?

Para realizar o ultrassom com Doppler, é necessário tirar roupas e joias da parte do corpo onde o exame será realizado. Também deve-se evitar fumar ou utilizar produtos com nicotina duas horas antes do exame. A nicotina provoca um estreitamento dos vasos sanguíneos e pode interferir nos resultados.

Para alguns tipos de ultrassom Doppler, pode ser necessário fazer jejum de alimentos ou bebidas durante várias horas antes do exame.

O profissional que irá realizar o exame poderá esclarecer eventuais dúvidas em relação ao funcionamento do ultrassom com Doppler e ao procedimento em si.

Realize os exames solicitados pelo/a profissional de saúde e retorne na consulta após o resultado para a devida avaliação.

O que é hipertrofia da coluna cervical?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia significa o desenvolvimento aumentado ou exagerado de um tecido ou órgão, no caso, na coluna cervical. C7 indica a localização dessa hipertrofia, nesse caso, a sétima vértebra da coluna cervical.

No entanto não está claro qual estrutura está aumentada, ou hipertrofiada. Apenas com a informação descrita, podemos imaginar uma hipertrofia em das estruturas moles ao redor da medula, as mais prevalentes são: hipertrofia do ligamento amarelo e articulação interfacetária.

O resultado deve ser avaliado pelo médico neurocirurgião ou ortopedista, especialista em coluna, que junto com suas queixas e exame físico, poderá definir o problema e indicar o melhor tratamento.

Hipertrofia do ligamento amarelo a nível de C7

O ligamento amarelo é um dos ligamentos encontrados na coluna, responsáveis pela sua estabilização. Porém, esse ligamento devido a sobrecarga e episódios de instabilidade da coluna, pode sofrer um espessamento, ou hipertrofia, causando a redução do espaço dentro da coluna e consequentemente, compressão de estruturas, como uma raiz nervosa.

Nesse caso, a pessoa pode evoluir com os mesmos sintomas, de compressão do nervo no nível de C7, formigamento no braço do lado comprometido.

Hipertrofia de articulação interfacetária

A principal causa de hipertrofia de articulação interfacetária da coluna cervical é a artrose. A artrose da coluna acontece com o decorrer dos anos, por repetidos episódios de inflamação e desgaste local, seja pelo trabalho manual repetitivo e com sobrecarga, seja por falta de atividades, sedentarismo e obesidade ou por fatores genéticos

O pescoço é uma região bastante exposta, especialmente devido a tensão muscular pelo estresse e má postura, durante toda a vida, o que sobrecarrega ainda mais a região e favorece o desenvolvimento de doença óssea degenerativa.

O médico neurocirurgião ou ortopedista, especialistas em coluna, são os mais indicados para avaliar o seu caso.

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Fiz uma ultrassonografia transvaginal e apareceu...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ausência de líquido livre em fundo de saco de Douglas significa que não há estruturas ou massas ocupando o saco e, portanto ele está livre.

O saco de Douglas ou fundo de saco de Douglas é o espaço anatômico localizado entre o útero e o reto no caso das mulheres e entre a bexiga e o reto no caso dos homens. Por ser um espaço na região abdominal, o saco de Douglas pode ser invadido por algumas estruturas locais ou massas abdominais em crescimento. Ele também pode acumular líquidos dos órgãos ao redor (útero, ovário, abdômen, peritônio e tubas uterinas) que, ao serem detectados, pode facilitar o diagnósticos de patologias como cisto de ovário, doenças inflamatórias pélvicas, peritonite ou gravidez ectópica.

Sendo assim, como o resultado apresenta ausência de líquido nesse local, a interpretação é que o resultado está dentro da normalidade nesse quesito.

De toda forma, é preciso avaliar as outras informações presentes no resultado do ultrassom e isso será feito pelo/a médico/a em sua consulta de retorno. É importante levar o resultado do exame para o/a médico/a que solicitou para que ele/ela possa prosseguir com a avaliação clínica.

Qual é o risco quando a criança tem "golf ball"?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Na maioria dos casos, a presença de "golf ball" não oferece risco algum para o bebê. Isoladamente, o "golf ball" é um achado sem importância, que não tem significado clínico. Contudo, ele pode estar associado a anomalias genéticas, como as síndromes de Down (trissomia do 21), Patau (trissomia do 13), Edwards (trissomia do 18) e síndrome de Turner.

Por essa razão, quando o "golf ball" é identificado na ultrassonografia do coração do feto, o médico complementa com exames fetais mais específicos, a fim de detectar sinais de doença cromossômica. Se o feto não apresentar nenhuma alteração estrutural, o "golf ball" deixa de ter importância clínica e deve ser apenas acompanhado.

O médico irá relatar o achado e acompanhá-lo até o seu desaparecimento, o que na grande maioria dos casos ocorre entre a 22ª e a 25ª semana de gravidez.

Caso haja sinais de anomalias, como aumento da translucência nucal, o médico poderá recomendar uma amniocentese. Trata-se de um exame que permite analisar os cromossomos do bebê e detectar com precisão presença de síndrome de Down e outras alterações cromossômicas.

Vale lembrar que em mais de 90% dos casos, o "golf ball" desaparece espontaneamente, sem riscos ou consequências para o bebê.

Para mais informações, fale com o seu médico obstetra ou responsável pelo acompanhamento pré-natal.

Leia também: O que é "golf ball"?

Fiz uma ultrassonografia transvaginal e gostaria de saber...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seu útero está com o volume um pouco maior que o esperado.

"...que o útero está com o volume um pouco maior que o esperado eu sei. Queria saber o motivo de ele estar assim. Pode ser uma gravidez? Minha menstruação era para vir até dia 29/08 e até agora nada. Tive um pouco de sangramento marrom e aguado..."

Uma gravidez só começa a aparecer alguma coisa a partir da 5 semana de gravidez, antes disso o exame é negativo (sem nenhuma alteração que indique gravidez). Normalmente esses aumentos de volume uterino estão relacionados com disfunções hormonais.

Fiz uma tomografia de crânio e apareceu uma lesão. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A única forma de ter certeza sobre a natureza dessa lesão, é com a ressecção da lesão ou parte dela, para fazer um exame do próprio tecido. Entretanto nem sempre essa é a melhor opção, ou está indicado imediatamente.  

Com a evolução da medicina e principalmente das imagens que dispomos hoje, muitas vezes não é necessária uma cirurgia aberta de crânio para definir uma lesão, porque os exames são capazes de avaliação detalhada. 

O granuloma eosinófilo é uma lesão óssea, benigna, que raramente atinge o cérebro, quando encontrada no crânio, de origem desconhecida e muitas vezes chega a cura de forma espontânea. Um dos motivos de não se indicar a cirurgia imediatamente.

Contudo, nos casos sintomáticos, quando há queixas de dor, edema ou sinais de crescimento da lesão, o tratamento está indicado. Os tratamentos indicados atualmente são a administração de corticoides, cirurgia, radio ou quimioterapia, dependendo de cada caso. 

Os cistos dermoides no crânio são raros e costumam surgir por volta dos 22 anos de idade. Apesar de ter um crescimento extremamente lento, o seu conteúdo pode alcançar a meninge, provocando meningite química. O tratamento cirúrgico pode ser necessário para remover o cisto dermoide. Se não for completamente retirado, o cisto tende a surgir novamente.

Já os cistos epidermoides cranianos são mais comuns que os dermoides. Na maioria dos casos o cisto é detectado entre os 50 e 60 anos. Se não forem completamente removidos também tendem a voltar e raramente evoluem para câncer (carcinoma).

Portanto o tratamento vai variar de acordo com cada caso. Nas lesões pequenas, sem sintomas, com características típicas de benignidade, está correto e comprovado o tratamento conservador, com novo exame após um ano.

Nos casos de lesão grande, ou que causem dor, edema, ou ainda que os exames não sejam muito esclarecedores, provavelmente será indicado cirurgia para ressecção e melhor avaliação da lesão. 

O diagnóstico só poderá ser feito pelo médico neurologista ou neurocirurgião, responsáveis também por definir junto ao paciente a melhor conduta.

Leia também:

Tomografia de crânio: como é feita e para que serve?

Quais são os sintomas de tumor no cérebro?