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Exame de colonoscopia: como devo me preparar?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O preparo para colonoscopia geralmente inicia-se de 1 a 2 dias antes do exame. A preparação baseia-se na utilização de laxantes, medicamentos para eliminação de gases e náuseas, além de dieta líquida e sem fibras para promover o esvaziamento e a limpeza do intestino para permitir a sua visualização interna durante a colonoscopia.

Geralmente, o jejum é iniciado na noite anterior ao exame. As instruções do preparo para a colonoscopia são fornecidas pelo médico ou pelo local onde ele será realizado e podem variar um pouco de um local para outro.

O intestino é considerado limpo quando as evacuações estiverem líquidas e claras ou com coloração amarelada.

Pessoas diabéticas ou que fazem tratamento com anticoagulantes devem consultar o médico sobre a necessidade de suspender os seus tratamentos durante o preparo para a colonoscopia.

O exame de colonoscopia é realizado com sedação por via retal. Após a sedação, é introduzido um fio que possui uma câmera acoplada e o médico pode ver as imagens internas do intestino através de um monitor.

Veja também: Como é feita a colonoscopia?

A colonoscopia deve ser feita por um médico gastroenterologista, coloproctologista ou colonoscopista, devidamente treinado e capacitado para a realização do exame.

Saiba mais em:

Quais são os riscos de fazer uma colonoscopia?

É normal sentir dor e sangrar depois da colonoscopia?

Colonoscopia pode detectar câncer de intestino?

O que é hipertrofia da coluna cervical?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A hipertrofia significa o desenvolvimento aumentado ou exagerado de um tecido ou órgão, no caso, na coluna cervical. C7 indica a localização dessa hipertrofia, nesse caso, a sétima vértebra da coluna cervical.

No entanto não está claro qual estrutura está aumentada, ou hipertrofiada. Apenas com a informação descrita, podemos imaginar uma hipertrofia em das estruturas moles ao redor da medula, as mais prevalentes são: hipertrofia do ligamento amarelo e articulação interfacetária.

O resultado deve ser avaliado pelo médico neurocirurgião ou ortopedista, especialista em coluna, que junto com suas queixas e exame físico, poderá definir o problema e indicar o melhor tratamento.

Hipertrofia do ligamento amarelo a nível de C7

O ligamento amarelo é um dos ligamentos encontrados na coluna, responsáveis pela sua estabilização. Porém, esse ligamento devido a sobrecarga e episódios de instabilidade da coluna, pode sofrer um espessamento, ou hipertrofia, causando a redução do espaço dentro da coluna e consequentemente, compressão de estruturas, como uma raiz nervosa.

Nesse caso, a pessoa pode evoluir com os mesmos sintomas, de compressão do nervo no nível de C7, formigamento no braço do lado comprometido.

Hipertrofia de articulação interfacetária

A principal causa de hipertrofia de articulação interfacetária da coluna cervical é a artrose. A artrose da coluna acontece com o decorrer dos anos, por repetidos episódios de inflamação e desgaste local, seja pelo trabalho manual repetitivo e com sobrecarga, seja por falta de atividades, sedentarismo e obesidade ou por fatores genéticos

O pescoço é uma região bastante exposta, especialmente devido a tensão muscular pelo estresse e má postura, durante toda a vida, o que sobrecarrega ainda mais a região e favorece o desenvolvimento de doença óssea degenerativa.

O médico neurocirurgião ou ortopedista, especialistas em coluna, são os mais indicados para avaliar o seu caso.

Pode lhe interessar também: Dor no pescoço: o que pode ser e o que fazer?

O que são clips metálicos?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Clip metálico é uma das formas que os médicos podem usar para fazer uma sutura em uma cirurgia. No seu caso são clips metálicos em região de ovário direito.

Qual o tratamento para derrame pleural?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento do derrame pleural será o da doença que o causou, visto que o derrame pleural não é uma doença em si, mas um sinal de uma doença. Portanto, a simples drenagem do líquido é paliativa, visto que, se a causa não for tratada, a maior hipótese é de que o derrame se forme novamente.

O derrame pleural será resolvido assim que a doença que o está causando for controlada, sendo assim:

  • Infecções, como pneumonia, tuberculose, infecções abdominais: são controladas com antibióticos,
  • Insuficiência renal, síndrome nefrótica: são tratados com diuréticos ou com hemodiálise;
  • Doenças auto-imunes: são tratadas com imunossupressores;
  • Câncer e linfoma: tratados com radio e quimioterapia;
  • Cirrose hepática: tratada com medicamentos e algumas vezes transplante hepático.

Se a causa do derrame pleural não for passível de tratamento, como no caso de câncer metastático, é possível a realização de pleurodese, procedimento em que se injeta uma substância irritante dentro da pleura, causando uma grande cicatrização da mesma e aderência dos folhetos parietal e visceral, eliminado assim, o espaço pleural.

O médico pneumologista, oncologista ou o médico que fez o diagnóstico do derrame pleural deverá orientá-lo sobre o tratamento.

Tomografia pode causar câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A tomografia não causa câncer diretamente, mas pode aumentar o risco de câncer por conta da radiação emitida durante o exame.

A tomografia está entre os exames radiológicos que mais emitem radiação e já se sabe que a exposição a doses moderadas e elevadas de radiação aumenta consideravelmente os riscos de câncer.

A radiação ionizante emitida pelo aparelho de tomografia computadorizada é o mesmo tipo de radioatividade emitida numa explosão nuclear. Essa radiação pode danificar o DNA da célula, levando a mutações celulares que podem originar um câncer.

Quais os tipos de câncer que a tomografia pode causar?

Existem tecidos que são mais sensíveis à radiação do que outros e por isso têm mais propensão para desenvolver câncer. Assim, a tomografia poderia aumentar os riscos de:

  • Câncer de tireoide;
  • Câncer de mama;
  • Câncer de pulmão;
  • Câncer de cólon;
  • Câncer de pele;
  • Leucemia (câncer no sangue).
Quais as tomografias que oferecerem mais risco de câncer?

Os exames tomográficos que mais oferecem riscos são aqueles no qual a incidência de radiação é mais elevada, são eles: 

Apesar da maioria das pessoas receber doses de radiação relativamente baixas nos exames de tomografia, algumas recebem doses moderadas, altas ou muito altas. Porém, mesmo doses mais baixas de radiação podem aumentar o risco de câncer.

Para se ter uma ideia da quantidade de radiação que o corpo absorve num exame de tomografia, uma pessoa absorve, por ano, cerca de 3 mSv de radiação do meio ambiente. Durante uma tomografia de tórax ou abdômen, por exemplo, a absorção é de 7,0 e 8,0 mSv, respectivamente.

Afinal, a tomografia computadorizada é um exame seguro?

A tomografia é um exame seguro, desde que seja utilizada nas doses recomendadas e apenas quando o benefício do seu uso superar os riscos.

O problema acontece quando a tomografia começa a ser solicitada indevidamente e o paciente é exposto sem necessidade àquela radiação.

Mesmo que a dose de radioatividade de cada exame seja pequena, ela pode trazer riscos futuros à saúde da pessoa se essa exposição se tornar frequente, como em check-ups anuais, por exemplo, em que muitas vezes são solicitados exames tomográficos sem necessidade.

Por isso, é importante diminuir o número de tomografias desnecessárias, bem como as doses de radiação utilizadas.  A tomografia como qualquer outro exame, só deve ser solicitado com uma indicação precisa.

Caso tenha mais dúvidas converse sobre o assunto como seu médico.

O que é área de encefalomalacia occipto-temporal à direita?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Isso é uma sequela no cérebro, ocorre desestruturação e perda de tecido cerebral normal e pode ser decorrente de um traumatismo ou acidente vascular cerebral, mais conhecido como "derrame".

O que é histeroscopia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Histeroscopia é um exame que permite visualizar o interior do útero através de um pequeno tubo que possui uma microcâmera na sua extremidade (histeroscópio).

A histeroscopia serve para visualizar a parte interna do útero e observar as suas características. Portanto o exame é indicado para diagnosticar algumas doenças, colher amostras para biópsia e, em alguns casos, fazer pequenas correções cirúrgicas.

Trata-se de um exame semelhante à endoscopia, usado para visualizar o estômago e o esôfago. Porém com material diferente, na histeroscopia utiliza-se um histeroscópio ao invés do endoscópio e com o objetivo de analisar outro órgão, nesse caso o interior da cavidade uterina.

Dentre as doenças que podem ser diagnosticadas e até tratadas através da histeroscopia estão os miomas, os pólipos e as infecções uterinas. O exame também é bastante usado na investigação de causas para abortos de repetição e infertilidade, pois pode identificar fatores que impedem a gravidez.

Como é feita a histeroscopia?

A histeroscopia normalmente é feita entre o 5º e o 14º dia do ciclo menstrual, ou seja, nos 15 dias seguintes à menstruação. O procedimento pode ser realizado no próprio consultório, sem necessidade de anestesia ou internamento. Porém, se o exame estiver causando dor ou muito desconforto, o procedimento pode ser feito com anestesia local e sedação em ambiente hospitalar.

Primeiro, o histeroscópio é introduzido através da vagina até alcançar o útero, com a mulher em posição ginecológica. Depois, são injetados gás carbônico e soro fisiológico no útero para dilatar as suas paredes. A imagens detalhadas da cavidade uterina são transmitidas da microcâmera para um monitor.

O histeroscópio é um tubo com aproximadamente 4 milímetros de diâmetro, que possui uma luz forte e uma pequena câmera na sua extremidade, além de emitir gás que distende o útero de forma lenta e controlada.

O tempo de duração da histeroscopia geralmente não passa dos 15 minutos e a mulher não precisa fazer repouso ou se afastar das suas atividades diárias após o exame.

Contudo, a duração do procedimento vai depender do tipo de doença que se está procurando e dos achados que o médico vai encontrar no momento do exame.

Em alguns casos pode haver um pequeno sangramento e cólicas com duração de até 5 dias.

Como é o preparo para a histeroscopia?

Mulheres que estão na pós-menopausa precisam tomar o medicamento misoprostol, conforme a indicação do médico que solicitou a histeroscopia.

Na véspera do exame, a mulher não deve ter relações sexuais ou aplicar qualquer produto vaginal.

Após a histeroscopia, a mulher não deve ter relações sexuais no mesmo dia. A abstinência pode ser maior se durante o procedimento for necessário biópsia ou outro procedimento qualquer.

Quais as possíveis complicações da histeroscopia?

Depois do exame, pode haver dor causada pela irritação provocada devido ao gás carbônico usado para distender o útero.

Outros efeitos colaterais observados são os sangramentos leves e imediatos, comuns em casos de biópsia. E mais raramente, podem ocorrer infecções tardias.

Quais as indicações e as contraindicações da histeroscopia?

A histeroscopia é indicada em casos de: sangramento uterino anormal, pólipos, miomas, câncer de útero, crescimento anormal do útero, presença de corpo estranho no útero, malformações uterinas, cicatrizes hipertróficas, endometriose, uso de DIU sem fio, abortos de repetição e infertilidade.

A histeroscopia é contraindicada se a mulher estiver grávida, tiver infecções vaginais ou doença inflamatória pélvica ainda sem tratamento.

Para mais informações, fale com um/a médico/a ginecologista, que é o/a especialista e quem habitualmente realiza esse exame.

Leia também: Histeroscopia dói?

Que exames devo fazer antes de entrar na academia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem muitas controversas sobre esse assunto, alguns grupos defendem a realização de exames complementares, enquanto outros referem que os benefícios nem sempre justificam os custos elevados, porém ainda não existe um consenso.

Atualmente, no Brasil, seguimos as orientações das Sociedades brasileiras de medicina do esporte e de cardiologia, baseados nos seguintes critérios:

1. Qual nível de atividade e intensidade pretende praticar,

2. História clínica (idade, fatores de risco, uso regular de medicamentos)

3. História familiar da pessoa (casos de cardiopatia, morte súbita e doenças cardiovascular).

No caso de adultos, em atividades recreativas, ou de leve a moderada intensidade, sem história de doenças prévias ou uso de medicamentos, sem queixas ou história familiar de cardiopatia, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico.

Nos casos de atividades mais intensas, história de tonteiras, síncope, dor no peito ou história familiar de cardiopatia e morte súbita, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico e 
  • Ecocardiograma com doppler. 

Nos casos de atletas e atividades profissionais, devem ser solicitados os exames:

  • Exame médico clínico
  • Exames laboratoriais (hemograma, glicose, uréia, creatinina, lipidograma, ácido úrico, hepatograma, exame de urina e de fezes)
  • Eletrocardiograma (ECG) 
  • Teste ergométrico
  • Teste Cardiopulmonar de exercício máximo (TCPE).

O TCPE é o procedimento de escolha para avaliação mais precisa da condição clínica e limites que o atleta poderá alcançar. Auxilia inclusive na prescrição dos exercícios.

No caso de crianças e adolescentes, faixa etária entre 5 e 18 anos de idade, também existem controversas entre os custos e benefícios de realizar tantos exames, entretanto, na maioria dos casos, sem queixas ou história familiar de doença cardiovascular, basta apenas a realização de:

  • Exame médico clínico
  • ECG
  • Exames laboratoriais (Hemograma, eletroforese de hemácias, glicose, sódio, potássio, cloro, ferro, ferritina, perfil lipídico, sorologia para doenças de Chagas e exames de fezes).
  • Apenas no caso de alguma alteração, será recomendado dar seguimento a avaliação junto à equipe de cardiologia.

E nos casos de pacientes cardiopatas, é mandatória a avaliação criteriosa de cardiologista ou médico/a do esporte, para definir os exames que devem ser realizados e de quanto em quanto tempo.

Os exames têm o objetivo minimizar os riscos de complicações cardíacas durante uma atividade física. É fundamental a avaliação e realização dos exames antes de iniciar qualquer atividade.

O médico/a clínico/a geral, médico/a da família ou cardiologista podem realizar tanto a avaliação quanto a definição dos exames a serem solicitados em cada caso.