Sintomas

Bolha na gengiva: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Bolha na gengiva pode ser sinal de uma infecção no dente ou na gengiva.

A bolha é formada pelo pus resultante da infecção, que pode ter como causa inicial, uma cárie na polpa do dente (acometendo o nervo) ou uma inflamação na gengiva (gengivite), por exemplo na presença de restos de alimentos que penetrem na gengiva, como a casca de pipoca.

Cáries muito extensas podem chegar à polpa do dente, que é a parte mais interna, onde estão os nervos e os vasos sanguíneos. O comprometimento da polpa dentária pela infecção leva à formação de pus, que dá origem a essa bolha na gengiva chamada fístula. Nesses casos, a cárie geralmente não causa muita dor, já que o pus é drenado pela bolha, aliviando a pressão no interior do dente.

Quando esse pus se torna "organizado" e com uma cápsula ao seu redor, passa a ser chamado de abscesso.

A bolha na gengiva também pode ser o resultado de um abscesso periodontal, que ocorre devido à entrada de um corpo estranho na gengiva evoluindo com a infecção ao redor deste dente. O abscesso também pode ser decorrente da perda óssea observada na periodontite, principalmente se as falhas ósseas forem muito profundas ou ocorrerem entre as raízes dos dentes. Nesses casos pode ocorrer dor e febre. 

Se a infecção não for devidamente tratada, a bolha pode desaparecer e voltar a surgir várias vezes sem causar outros sintomas, mas pode também provocar dor intensa, febre e inchaço no rosto, e em alguns casos ser necessário fazer uma drenagem deste abscesso para retirar o pus e encerrar o processo infeccioso. 

A bolha na gengiva não deve ser espremida em hipótese alguma e deve ser vista pode um dentista, que irá fazer os exames necessários para descobrir a causa do problema e indicar o melhor tratamento.

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O que fazer se ficar mais de uma semana sem evacuar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se ficar mais de uma semana sem evacuar, pode ser necessário tomar algum laxante, fazer uma lavagem intestinal ou, em situações mais graves e emergenciais, fazer uma cirurgia para retirar o bolo fecal endurecido.

Ficar até 3 dias sem evacuar pode ser considerado normal para algumas pessoas, desde que não haja sintomas de prisão de ventre. Contudo, para a maioria da população, evacuar menos de 3 vezes por semana já pode ser considerado um sinal de intestino preso. 

O tratamento da constipação intestinal ou prisão de ventre, como é popularmente conhecida, inclui mudanças comportamentais e administração de medicamentos.

É essencial corrigir os hábitos inadequados para poder ficar livre dos medicamentos, uma vez que os laxantes podem resultar a curto prazo, mas não de forma definitiva.

Veja também: Qual é o melhor tratamento para acabar com a prisão de ventre?

Se não for devidamente tratada, a constipação intestinal pode trazer diversas complicações, tais como:

⇒ Impactação fecal e fecaloma (grande massa de fezes empedrada e endurecida que fica alojada no intestino grosso e obstrui o trânsito intestinal);

⇒ Síndrome do intestino irritável;

⇒ Úlcera estercoral (perda da integridade intestinal causada pela compressão da parede do intestino pelas fezes endurecidas impactadas);

⇒ Volvo intestinal (torção de uma alça do intestino que provoca obstrução intestinal); 

⇒ Perfuração intestinal;

⇒ Fissura anal;

⇒ Hemorroidas;

⇒ Diverticulose (herniações da parede do intestino grosso);

⇒ Câncer colorretal.

Saiba mais em: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Como prevenir a constipação intestinal?

Para prevenir a prisão de ventre, deve-se aumentar a ingestão de fibras, consumindo mais verduras, legumes e frutas (de preferência crus e com casca), pães, cereais, arroz e massas integrais, aveia, trigo integral e farelo de trigo.

As fibras aumentam o volume das fezes e favorecem a passagem do bolo fecal pelo intestino, contribuindo com o trânsito intestinal e a prevenção da prisão de ventre.

Contudo, se a pessoa não beber água suficiente, as fibras ficam mais secas e tornam-se mais difíceis de serem eliminadas, podendo prender o intestino. A água umedece e amolece o bolo fecal, sendo fundamental para prevenir esse "efeito rebote.

Por isso é muito importante beber pelo menos 2 litros de água por dia, ou seguir a indicação de 30 ml por cada Kg de peso. Por exemplo, uma pessoa com 70 kg deve ingerir 2,1 litros de água por dia (30 ml x 70 Kg = 2.100 ml).

Tomar sucos naturais, sem coar e sem adição de açúcar branco, também ajuda a soltar o intestino, uma vez que as frutas são ricas em água e fibras.

Veja aqui quais são os alimentos indicados em caso de prisão de ventre.

Ainda no que toca à alimentação, recomenda-se mastigar bem os alimentos e fazer entre 6 e 7 refeições por dia, reduzindo as porções nas grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar).

Outra medida importante para prevenir e combater a constipação intestinal é ir ao banheiro sempre que tiver vontade de evacuar. Se demorar, a água das fezes é reabsorvida e elas ficam mais secas e difíceis de serem eliminadas.

Quem tiver o hábito de segurar a vontade pode estabelecer horários para ir ao banheiro. Lembrando que os movimentos intestinais são mais ativos após as refeições.

Praticar exercícios físicos regularmente, como caminhadas, por exemplo, também contribui para um funcionamento adequado do intestino e é sempre uma boa forma de combater a prisão de ventre.

No entanto, se ficar mais de uma semana sem evacuar ou tiver menos de 3 evacuações por semana, procure um médico de família, clínico geral ou gastroenterologista para fazer uma avaliação.

A prisão de ventre não é uma doença, mas as suas causas precisam ser investigadas para serem devidamente tratadas e evitar complicações.

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Manchas escuras na pele: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Manchas escuras na pele podem ter diversas causas. Na maioria dos casos, elas não representam nada de grave, como é o caso do melasma e das manchas causadas pelo sol, pela idade ou por queimadura de limão. No entanto, uma mancha escura na pele também pode ser sinal de melanoma, um tipo de câncer de pele agressivo e potencialmente fatal.

Dentre os principais tipos de manchas escuras na pele estão o melasma, as sardas, as manchas relacionadas com a idade, as queimaduras de limão, as manchas causadas por lesões, as pintas e o melanoma.

Melasma

Manchas de coloração castanha que surgem principalmente no rosto de mulheres com idade entre 30 e 50 anos. O melasma pode ter origem em fatores genéticos e externos, como uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez e exposição solar sem proteção.

O melasma é crônico, mas pode ser controlado com o tratamento adequado. Eliminar definitivamente a mancha é difícil e ela pode voltar a aparecer. A exposição da pele à luz solar deixa as manchas mais escuras, por isso é muito importante aplicar protetor solar várias vezes ao dia.

Para prevenir o aparecimento do melasma, é fundamental utilizar protetor solar com um alto fator de proteção solar.

O tratamento do melasma é feito com a aplicação de cremes despigmentantes e ácidos, como o glicólico, retinoico e a hidroquinona. Os peelings superficiais também aceleram o clareamento da pele e ainda renovam a pele, melhoram a textura e as rugas.

Outras formas de tratamento para as manchas escuras do melasma incluem a luz intensa pulsada e o laser. O resultado com esses tratamentos costuma ser rápido, mas é necessário fazer uma manutenção para evitar o reaparecimento das manchas.

Sardas

Pequenas manchas escuras de coloração castanha escura, com limites bem definidos, que surgem principalmente no rosto, braços, ombros, pernas e tronco, que são áreas mais expostas ao sol. As sardas são comuns em pessoas de pele clara, mais sensíveis à luz solar, e ocorrem sobretudo nos locais que ficam mais expostos ao sol.

Pessoas com muitas sardas podem ter mais chances de desenvolver câncer de pele, por isso é muito importante a utilização de protetor solar desde a infância, já que as sardas costumam surgir na adolescência.

A melhor forma de prevenir e conter o aparecimento das sardas é através da aplicação diária de protetor solar.

O tratamento das sardas pode ser feito de várias maneiras. O uso de cremes despigmentantes é pouco eficaz nesse tipo de mancha.

Os melhores resultados são conseguidos através de peelings químicos, crioterapia com spray de nitrogênio líquido, laser e luz intensa pulsada.

Manchas relacionadas com a idade

As manchas senis são na realidade causadas pelos longos períodos de exposição ao sol ao longo da vida e não propriamente pela idade. Esse tipo de mancha apresenta coloração marrom e pode ter vários tamanhos, sendo mais comuns em pessoas de pele clara.

As manchas senis são mais escuras e maiores que as sardas. São mais comuns em adultos que ficaram muito expostos ao sol e surgem sobretudo no rosto, nos braços, no colo, nos ombros e nas mãos, que são as áreas mais expostas ao sol.

Queimadura de limão

Ocorre após a exposição solar da pele que teve contato prévio com limão. No início, o local apresenta vermelhidão intensa, enquanto que nos casos mais graves podem até surgir bolhas. Depois aparece a mancha escura de coloração castanha e cinzenta.

Manchas após lesões

Após a cicatrização de feridas, queimaduras, acne e outras lesões na pele, pode surgir uma mancha escura no local. Essas manchas são formadas pela melanina (substância que dá cor à pele) que extravasou das células destruídas pela ferida. Em geral, essas manchas diminuem com o tempo.

Pintas

Podem surgir em qualquer parte do corpo e estarem presentes desde o nascimento. As pintas podem apresentar tamanhos variados e uma coloração que pode ir do castanho-claro ao preto. Uma pinta também pode ser um sinal de câncer de pele, por isso é importante estar atento a qualquer tipo de alteração na forma e na cor da mancha.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer de pele agressivo e que pode ser potencialmente fatal se não for diagnosticado precocemente. A mancha pode ter formato e coloração variados e não apresentar relevo. Manchas escuras com bordas irregulares, que aumentam de tamanho e apresentam diferentes tons de castanho ou preto devem ser vistas por um especialista o mais rápido possível.

O/a médico/a dermatologista é o/a especialista capacitado/a para diagnosticar o tipo de mancha e indicar o tratamento mais adequado em cada caso.

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Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os batimentos cardíacos são considerados baixos quando a frequência cardíaca é inferior a 60 batimentos por minuto, uma condição chamada bradicardia e que pode ter diversas causas.

Algumas causas que devem ser investigadas para um quadro de bradicardia são: Virose, doenças cardíacas, como arritmia cardíaca, cardiopatia dilatada; hipotireoidismo; doença de Lyme; febre tifoide; hipotermia (temperatura corporal inferior a 35ºC); hipercalemia (excesso de potássio no sangue); uso de drogas ou uso de certos medicamentos.

A bradicardia pode ter como causas ainda, defeitos com o marcapasso natural do coração ou na transmissão dos sinais elétricos do coração, gerando batimentos cardíacos que não capazes de satisfazer as necessidades de sangue e oxigênio do corpo.

Porém, atletas e pessoas bem condicionadas fisicamente podem ter uma frequência cardíaca de repouso baixa, com apenas 50 batimentos por minuto ou ainda menos. Nesses casos, a bradicardia é considerada normal, pois o coração de quem pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, precisa de menos contrações.

Quais são os sintomas da bradicardia?

A bradicardia pode causar tonturas, fraqueza, mal-estar, cansaço, falta de ar, tontura e até desmaios, já que os batimentos cardíacos lentos podem não ser capazes de levar todo o sangue com oxigênio necessário para o corpo.

A falta de ar pode surgir mesmo nas atividades diárias leves. Em geral, os sintomas dos batimentos cardíacos baixos se manifestam gradualmente, por isso muitas vezes são atribuídos ao cansaço ou envelhecimento ao invés do coração.

O diagnóstico da bradicardia é feito sobretudo através de exame físico e eletrocardiograma. Este último exame mostra os sinais elétricos que percorrem o coração e controlam os batimentos cardíacos. Através da análise desses sinais, é possível determinar o ritmo das batidas do coração.

Como saber se os batimentos cardíacos estão baixos?

Para saber se os batimentos cardíacos estão baixos, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, já que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

Qual é o tratamento para batimentos cardíacos baixos?

O tratamento da bradicardia pode ser feito tratando a causa, geralmente através de medicamentos, e para casos mais graves ou refratários, o uso de marcapasso. O marcapasso corrige o ritmo dos batimentos cardíacos, fornecendo sinais elétricos muito semelhantes aos sinais naturais do coração, mantendo assim uma frequência cardíaca adequada.

A bradicardia tende a desaparecer quando a causa é eliminada ou tratada. Se você é uma pessoa sedentária e a sua frequência cardíaca é baixa (inferior a 60 bpm), procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a origem da bradicardia seja identificada e tratada.

Leia também: Bradicardia Sinusal, o que é?

Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés? Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés? Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Dor no estômago na gravidez é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, na maioria das vezes, a dor no estômago na gravidez é normal. A dor de estômago é um sintoma muito comum durante a gestação e está relacionada ao aumento de determinados hormônios, alterações psicossomáticas e alterações anatômicas próprias da gravidez.

Durante a gravidez, o estômago passa a produzir maior quantidade de enzimas digestivas e ácido. Além disso, com o seu avanço, ocorre o aumento do tamanho do útero, empurrando o estômago para cima, o que favorece a ocorrência de refluxo gastroesofágico, e os sintomas de dor e queimação.

Para reduzir o sintoma, é importante diminuir o tamanho das porções de alimentos ingeridas, ou seja, comer menor quantidade de alimentos em cada refeição e realizar mais refeições por dia. Outra medida que reduz os sintomas, é não ingerir líquidos durante a refeição, evitando a dilatação do estômago.

Alimentos gordurosos e pesados também têm a digestão mais lenta, mais dificultada, o que pode prejudicar ainda mais os sintomas.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação para aliviar as queixas.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser intoxicação alimentar?

Se a dor no estômago vier acompanhada de diarreia, pode ser um sintoma de intoxicação alimentar, infecção no estômago ou no intestino. Nesses casos, recomenda-se manter uma boa hidratação para repor os líquidos que estão sendo perdidos, evitar alimentos gordurosos e apimentados e entrar em contato com médico/a obstetra assistente.

Se houver presença de sangue nas fezes, vômitos e ou febre, recomenda-se procurar um serviço de saúde para avaliação de emergência.

Dor no estômago durante a gravidez pode ser gastrite?

Dor no estômago acompanhada de náusea e queimação pode ter como causa uma gastrite sim. A gastrite é uma inflamação generalizada na parede do estômago, que pode causar edema e feridas superficiais.

O principal sintoma da gastrite é a dor constante no estômago em queimação, sobretudo na “boca do estômago”. A dor geralmente melhora quando a pessoa come e piora com o estresse.

Outros sintomas da gastrite incluem azia, perda de apetite, náuseas e vômitos.

A gastrite tem como uma das principais causas o aumento da produção de ácido gástrico, o que aumenta a acidez do trato digestivo alto, principalmente do estômago. O ácido gástrico em grande quantidade agride a mucosa que reveste a parede interna do órgão, causado uma reação inflamatória.

Porém, a gastrite também pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori, uma bactéria comum no estômago de cerca de 50% da população. A H. pylori também tem a capacidade de aumentar a acidez do suco gástrico, gerando um processo inflamatório da mucosa do estômago.

Outras causas conhecidas para dor no estômago são o estresse, uso de medicamentos, jejum prolongado, entre outras.

Para tratar a dor no estômago durante a gravidez, consulte seu/sua médico/a obstetra ou médico de família para identificar a causa e iniciar um tratamento adequado.

Gosto amargo na boca durante a gravidez. O que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Gosto amargo na boca durante a gravidez geralmente decorre de alterações hormonais que ocorrem neste período e pode ou não ocorrer, depende da mulher. Medicamente denominado como disgeusia (distorção ou diminuição do paladar) é um efeito colateral desagradável e irritante de uma gravidez normal, embora não ocorra em todas as gestações. Suas causas ainda não são determinadas com absoluta certeza, mas há muitas teorias que procuram explicar as razões pelas quais algumas mulheres experimentam um gosto desagradável, azedo, amargo, ácido ou metálico na boca durante a gravidez.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Para minimizar este sintoma, recomenda-se escovar os dentes frequentemente com pasta de dente de hortelã, gargarejar com soluções diluídas de bicarbonato de sódio e água, preparados pela mistura de 1/4 colher de sopa de soda de cozimento com uma xícara de água (neutraliza o nível de pH no interior da boca), mastigar ou chupar balas ou gomas; frutas cítricas, sucos, limonadas (o citrino presente nesses alimentos neutraliza o sabor metálico e também aumenta a produção de saliva que podem tirar o gosto). Finalmente, beber bastante água, que não só irá mantê-la hidratada, mas também irá ajudar na eliminação das toxinas do corpo.  O gosto ruim na boca durante a gravidez não é um problema de saúde grave e não causará a você ou seu bebê qualquer dano. No entanto, pode incomodar, e os meios acima descritos minimizam este sintoma. De qualquer forma, é importante consultar o seu médico ginecologista para que ele esteja sempre informado de seus sintomas, possa diagnosticar a causa subjacente (se houver alguma, não fisiológica) e prescrever-lhe um tratamento.  

Quais são os sintomas de aborto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os possíveis sinais e sintomas de um aborto espontâneo incluem sangramento vaginal (com sangue de coloração viva ou escura), dores abdominais ou cólicas, saída pela vagina de um coágulo de sangue ou um jato de líquido claro ou rosa, dor na coluna lombar (parte de baixo das costas), contrações uterinas doloridas e febre (aborto infectado).

Porém, vale lembrar que os abortos espontâneos nem sempre apresentam esses sinais e sintomas. É comum a mulher apresentar um aborto sem saber, sobretudo no início da gravidez. 

Quais são os sintomas de uma ameaça de aborto?

Uma ameaça de aborto provoca sangramento vaginal fraco ou moderado. Pode haver dores abdominais, tipo cólicas, normalmente pouco intensas.

O colo do útero encontra-se fechado e o volume uterino condiz com o tempo de gravidez. Não há sinais de infecção. Ao exame de ultrassom, tudo está normal e o feto está vivo.

Quais são os sintomas de um aborto completo?

Esse tipo de aborto ocorre geralmente antes da 8ª semana de gestação. Nesses casos, a perda de sangue e as dores diminuem ou acabam depois da expulsão do embrião.

O colo uterino pode estar aberto e o tamanho do útero está menor que o esperado para a idade gestacional. No exame de ultrassom, a cavidade uterina está vazia ou com imagens de coágulos.

Quais são os sintomas de um aborto inevitável e incompleto?

Apresenta sangramento maior que na ameaça de abortamento. A perda de sangue diminui com a saída de coágulos ou restos embrionários.

As dores geralmente são mais fortes que na ameaça de aborto. O colo do útero encontra-se aberto e o ultrassom confirma o diagnóstico.

Quais são os sintomas de um aborto retido?

Normalmente evolui com a regressão dos sinais e sintomas da gravidez, podendo ocorrer sem os sinais de ameaça de abortamento. O colo uterino encontra-se fechado e não há sangramentos.

O exame de ultrassom mostra ausência de vitalidade ou presença de saco gestacional sem embrião.

Quais são os sintomas de um aborto infectado?

Um aborto infectado provoca febre, sangramento vaginal com odor fétido, dores abdominais e eliminação de secreção com pus pelo colo uterino. A infecção geralmente é provocada por bactérias da própria flora vaginal.

Muitas vezes, está associado a manipulações do interior do útero através de técnicas inadequadas e inseguras.

Trata-se de um caso grave que deve ser tratado, independentemente da vitalidade do feto, pois pode evoluir para peritonite (infecção generalizada do interior do abdômen).

O que pode causar um aborto espontâneo?

Cerca de metade dos casos de aborto são causados por anomalias genéticas. Outras causas comuns de aborto incluem:

  • Falta de produção de hormônios;
  • Alterações hormonais;
  • Deficiências do sistema imunológico;
  • Problemas renais;
  • Diabetes descompensado;
  • Doenças infecciosas (rubéola, toxoplasmose, HIV, sífilis…).

Os abortos espontâneos nem sempre têm a causa identificada, principalmente se o aborto acontecer logo nas primeiras semanas de gravidez. 

Quais são os fatores de risco para ocorrer um aborto? Idade

Mulheres grávidas aos 40 anos têm 40% de chances de terem um aborto. Aos 45 anos, o risco é de até 80%.

Abortos anteriores

Gestantes que já tiveram abortamentos anteriores têm mais chances de sofrerem um aborto espontâneo.

Tabagismo

Fumar mais de 10 cigarros por dia pode aumentar em até 3 vezes as chances de abortamento. O abuso de álcool e o uso de drogas também eleva os riscos.

Uso de medicamentos

O uso de medicamentos anti-inflamatórios durante o período da concepção aumenta as chances de aborto.

Baixo peso ou excesso de peso

Sabe-se que mulheres com índice de massa corpórea (IMC) inferior a 18,5 ou superior a 25 apresentam mais riscos de terem um aborto. IMC menor que 20 indica peso abaixo do normal e acima de 25 significa sobrepeso.

Veja também: Você sabe calcular o seu IMC?

Na presença de qualquer um desses sinais e sintomas de abortamento, entre em contato imediatamente com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral ou procure um serviço de urgência.