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Sintomas

Sinto pontadas do lado esquerdo da cabeça, juntamente com enjoo, visão turva e tonturas. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor em pontadas apenas num lado da cabeça, enjoo, visão turva e tonturas podem ser sintomas de enxaqueca.

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que normalmente provoca dor latejante em apenas um lado da cabeça, geralmente acompanhada de náuseas, vômitos e intolerância a sons, luz e cheiros fortes.

Essas intolerâncias que podem ser diversas (à luz, ao barulho, etc) nem sempre estão presentes. Em geral, em torno de 25% das pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam os sintomas conhecidos como aura. A aura é caracterizada como a presença de sintomas neurológicos focais como por exemplo pequenos distúrbios visuais, sensoriais e da fala. 

As crises de enxaqueca podem durar até 3 dias e podem ser divididas em 4 fases, com sintomas diferentes em cada uma delas:

  1. Fase anterior à dor de cabeça:

    • Desejo de comer determinados alimentos, como chocolate;
    • Alterações de humor;
    • Cansaço;
    • Bocejos;
    • Retenção de líquidos.
  2. Fase que precede ou ocorre junto com a crise:
    • Visão turva;
    • Pontos ou manchas escuras na visão;
    • Linhas e pontos luminosos na visão que duram entre 5 minutos e uma hora;
  3. Fase da dor de cabeça:
    • Dor em pontadas em apenas um dos lados da cabeça, que pioram com qualquer esforço físico;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Sensibilidade a barulhos, luz e cheiros.
  4. Fase da resolução (recuperação do organismo após a intensa dor de cabeça);
    • Intolerância a alimentos;
    • Dificuldade de concentração;
    • Dor muscular;
    • Cansaço.

Leia mais sobre o assunto em: Enxaqueca: Sintomas e Tratamento

É importante lembrar que dor de cabeça, náuseas, visão turva e tonturas também podem ser sintomas de diversas doenças e problemas de saúde.

Por isso, o melhor é consultar o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou neurologista para que a origem desses sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

Quais são os sintomas de aborto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os possíveis sinais e sintomas de um aborto espontâneo incluem sangramento vaginal (com sangue de coloração viva ou escura), dores abdominais ou cólicas, saída pela vagina de um coágulo de sangue ou um jato de líquido claro ou rosa, dor na coluna lombar (parte de baixo das costas), contrações uterinas doloridas e febre (aborto infectado).

Porém, vale lembrar que os abortos espontâneos nem sempre apresentam esses sinais e sintomas. É comum a mulher apresentar um aborto sem saber, sobretudo no início da gravidez. 

Quais são os sintomas de uma ameaça de aborto?

Uma ameaça de aborto provoca sangramento vaginal fraco ou moderado. Pode haver dores abdominais, tipo cólicas, normalmente pouco intensas.

O colo do útero encontra-se fechado e o volume uterino condiz com o tempo de gravidez. Não há sinais de infecção. Ao exame de ultrassom, tudo está normal e o feto está vivo.

Quais são os sintomas de um aborto completo?

Esse tipo de aborto ocorre geralmente antes da 8ª semana de gestação. Nesses casos, a perda de sangue e as dores diminuem ou acabam depois da expulsão do embrião.

O colo uterino pode estar aberto e o tamanho do útero está menor que o esperado para a idade gestacional. No exame de ultrassom, a cavidade uterina está vazia ou com imagens de coágulos.

Quais são os sintomas de um aborto inevitável e incompleto?

Apresenta sangramento maior que na ameaça de abortamento. A perda de sangue diminui com a saída de coágulos ou restos embrionários.

As dores geralmente são mais fortes que na ameaça de aborto. O colo do útero encontra-se aberto e o ultrassom confirma o diagnóstico.

Quais são os sintomas de um aborto retido?

Normalmente evolui com a regressão dos sinais e sintomas da gravidez, podendo ocorrer sem os sinais de ameaça de abortamento. O colo uterino encontra-se fechado e não há sangramentos.

O exame de ultrassom mostra ausência de vitalidade ou presença de saco gestacional sem embrião.

Quais são os sintomas de um aborto infectado?

Um aborto infectado provoca febre, sangramento vaginal com odor fétido, dores abdominais e eliminação de secreção com pus pelo colo uterino. A infecção geralmente é provocada por bactérias da própria flora vaginal.

Muitas vezes, está associado a manipulações do interior do útero através de técnicas inadequadas e inseguras.

Trata-se de um caso grave que deve ser tratado, independentemente da vitalidade do feto, pois pode evoluir para peritonite (infecção generalizada do interior do abdômen).

O que pode causar um aborto espontâneo?

Cerca de metade dos casos de aborto são causados por anomalias genéticas. Outras causas comuns de aborto incluem:

  • Falta de produção de hormônios;
  • Alterações hormonais;
  • Deficiências do sistema imunológico;
  • Problemas renais;
  • Diabetes descompensado;
  • Doenças infecciosas (rubéola, toxoplasmose, HIV, sífilis…).

Os abortos espontâneos nem sempre têm a causa identificada, principalmente se o aborto acontecer logo nas primeiras semanas de gravidez. 

Quais são os fatores de risco para ocorrer um aborto?Idade

Mulheres grávidas aos 40 anos têm 40% de chances de terem um aborto. Aos 45 anos, o risco é de até 80%.

Abortos anteriores

Gestantes que já tiveram abortamentos anteriores têm mais chances de sofrerem um aborto espontâneo.

Tabagismo

Fumar mais de 10 cigarros por dia pode aumentar em até 3 vezes as chances de abortamento. O abuso de álcool e o uso de drogas também eleva os riscos.

Uso de medicamentos

O uso de medicamentos anti-inflamatórios durante o período da concepção aumenta as chances de aborto.

Baixo peso ou excesso de peso

Sabe-se que mulheres com índice de massa corpórea (IMC) inferior a 18,5 ou superior a 25 apresentam mais riscos de terem um aborto. IMC menor que 20 indica peso abaixo do normal e acima de 25 significa sobrepeso.

Veja também: Você sabe calcular o seu IMC?

Na presença de qualquer um desses sinais e sintomas de abortamento, entre em contato imediatamente com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral ou procure um serviço de urgência.

Dor no estômago e dor nas costas, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Inúmeras causas são possíveis. Podem por exemplo ser problemas separados, como por exemplo uma gastrite acontecendo junto com uma dor muscular nas costas; ou podem fazer parte da mesma doença, como em casos de pancreatite e dissecções de aorta, que são mais graves porém muito menos comuns.

Para saber a causa exata de um paciente, é fundamental que ele procure um médico, que irá examinar, solicitar exames e propor o tratamento ideal a partir do diagnóstico preciso.

Vontade de urinar na relação é normal?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A vontade de urinar durante a relação sexual é geralmente normal, especialmente em mulheres.

A uretra também é estimulada durante a relação e, ao se aproximar do orgasmo, essa sensação se intensifica; inclusive pode haver pequeno escape de urina (o que é relativamente raro).

Algumas mulheres podem ter ejaculação (1 a 2%), com eliminação de um líquido claro, que pode ser confundido com urina, mas é um líquido incolor e sem cheiro produzido nas glândulas de Skene (parauretrais). Acontece em orgasmos muito intensos ou múltiplos.

Algumas doenças podem cursar com aumento da vontade de urinar, mas não especificamente durante a relação sexual, como é o caso da cistite (polaciúria), mas são exceções; na maioria dos casos essa vontade é totalmente normal.

Entretanto, se for algo recorrente, que não aconteça apenas próximo da hora do orgasmo, é recomendado consultar um urologista para investigação da causa e tratamento associado.

Dormência na boca: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dormência na boca pode ser sintoma de diversas doenças e condições. Uma delas é a compressão ou rompimento de algum nervo da face, que pode ocorrer após uma anestesia ou um implante dentário, por exemplo.

Outras possíveis causas de dormência na boca incluem doenças neurológicas (derrames, esclerose múltipla, paralisia facial), herpes labial, enxaqueca, síndrome da boca ardente e até câncer bucal.

O herpes labial caracteriza-se pelo aparecimento de grupos de bolhas dolorosas nos lábios. A sensação de dormência na boca geralmente antecede o surgimento da lesão e é localizada na mesma região da ferida. 

Em algumas pessoas, crises de enxaqueca também podem causar dormência ao redor da boca.

A síndrome da boca ardente é uma alteração hormonal que acomete principalmente mulheres após a menopausa. Pode causar formigamento ou dormência na boca ou na língua, embora o principal sintoma seja a dor intensa que pode afetar os lábios, a língua, o céu da boca e a gengiva. 

A dormência na boca também pode ser um sintoma de câncer bucal. Este tipo de câncer pode surgir nos lábios, no interior da boca, na garganta, nas amígdalas e ainda nas glândulas salivares. Suas principais causas são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Outros sintomas de câncer bucal incluem: 

  • Feridas nos lábios, na gengiva e dentro da boca, que normalmente sangram com facilidade;
  • Caroços nas bochechas;
  • Manchas vermelhas ou brancas na língua e na gengiva;
  • Dificuldade engolir ou mastigar;
  • Mudanças na voz.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de boca?

O diagnóstico e o tratamento da dormência na boca depende da condição ou da doença que provocou a perda de sensibilidade. Você pode consultar o/a médico/a de família ou clínico/a geral para que seja feita uma avaliação inicial. Caso seja necessário, o/a profissional poderá lhe encaminhar para outro especialista.

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Tenho queimação no peito: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Queimação no peito pode ser sintoma de diversas doenças ou problemas no sistema cardiovascular, digestivo ou respiratório, tais como:

  • Esofagite;
  • Gastrite;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Gases;
  • Úlcera;
  • Embolia pulmonar;
  • Angina;
  • Infarto.

A queimação no peito também pode ter origem muscular ou em transtornos psiquiátricos como ansiedade e síndrome do pânico.

A esofagite causa dor ou queimação no peito porque o esôfago atravessa a caixa torácica. Por isso outros problemas do aparelho digestivo que afetam o estômago também podem provocar sensação de ardência ou dor no peito.

Leia também: Quem tem gastrite e esofagite sente dor no peito?

É importante observar se a queimação ou a dor no peito vem acompanhada de outros sintomas, como falta de ar e respiração ofegante, que podem indicar algo mais grave como um infarto ou uma embolia pulmonar.

Saiba mais em:

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No caso da angina, a queimação no peito normalmente é desencadeada após grandes esforços físicos ou emoções fortes. A dor passa quando a pessoa descansa ou o estímulo é afastado.

A queimação no peito não deve ser ignorada, pois pode indicar um problema de fundo mais grave. Em caso de queimação no peito que não melhora, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Também pode lhe interessar: Sinto pontadas no peito. O que pode ser?

Céu da boca dolorido e parece que tem uns caroços. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Céu da boca dolorido com caroços pode ser sinal de aftas, lesões inflamatórias ou ainda câncer de boca.

As aftas são feridas dolorosas, que normalmente são precedidas por ardência e coceira e também pelo aparecimento de uma área avermelhada, na qual irá se desenvolver a lesão.

Os caroços no céu da boca também podem ser bolhas causadas por:

  • Doença inflamatória do intestino;
  • Reações alérgicas a alimentos, medicamentos e produtos químicos;
  • Dermatite de contato;
  • Impetigo;
  • Estresse;
  • Queda da imunidade;
  • Pênfigo Vulgar.

Já o câncer de boca, além de caroços, também pode manifestar os seguintes sinais e sintomas:

  • Feridas no lábio ou boca que não cicatrizam;
  • Inchaço;
  • Dormência em algumas áreas da boca;
  • Sangramento sem razão aparente;
  • Dor na garganta que não passa;
  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas no lábio ou interior da boca;
  • Mau hálito;
  • Dificuldade para falar e engolir;
  • Caroço no pescoço;
  • Perda de peso.

Se os caroços e a dor no céu da boca não desaparecerem em alguns dias, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação detalhada e um diagnóstico adequado.

Bolha na gengiva: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Bolha na gengiva pode ser sinal de uma infecção no dente ou na gengiva.

A bolha é formada pelo pus resultante da infecção, que pode ter como causa inicial, uma cárie na polpa do dente (acometendo o nervo) ou uma inflamação na gengiva (gengivite), por exemplo na presença de restos de alimentos que penetrem na gengiva, como a casca de pipoca.

Cáries muito extensas podem chegar à polpa do dente, que é a parte mais interna, onde estão os nervos e os vasos sanguíneos. O comprometimento da polpa dentária pela infecção leva à formação de pus, que dá origem a essa bolha na gengiva chamada fístula. Nesses casos, a cárie geralmente não causa muita dor, já que o pus é drenado pela bolha, aliviando a pressão no interior do dente.

Quando esse pus se torna "organizado" e com uma cápsula ao seu redor, passa a ser chamado de abscesso.

A bolha na gengiva também pode ser o resultado de um abscesso periodontal, que ocorre devido à entrada de um corpo estranho na gengiva evoluindo com a infecção ao redor deste dente. O abscesso também pode ser decorrente da perda óssea observada na periodontite, principalmente se as falhas ósseas forem muito profundas ou ocorrerem entre as raízes dos dentes. Nesses casos pode ocorrer dor e febre. 

Se a infecção não for devidamente tratada, a bolha pode desaparecer e voltar a surgir várias vezes sem causar outros sintomas, mas pode também provocar dor intensa, febre e inchaço no rosto, e em alguns casos ser necessário fazer uma drenagem deste abscesso para retirar o pus e encerrar o processo infeccioso. 

A bolha na gengiva não deve ser espremida em hipótese alguma e deve ser vista pode um dentista, que irá fazer os exames necessários para descobrir a causa do problema e indicar o melhor tratamento.

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