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Catarro no ouvido: quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal sintoma de catarro no ouvido é a sensação de ouvido entupido. Isso porque o acúmulo de secreção no ouvido atrapalha o funcionamento normal da audição, além de poder causar otites de repetição. A ocorrência de infecções de ouvido repetidas ou a diminuição da audição podem necessitar de tratamento cirúrgico.

O acúmulo de catarro no ouvido pode ocorrer devido a gripes frequentes, rinite alérgica, aumento das amígdalas e das adenoides, entre outras causas. O catarro fica acumulado no ouvido médio, parte do ouvido mais interna ao tímpano, levando à perda de audição.

Através do exame físico, o/a médico/a verifica a presença do catarro por trás do tímpano. O diagnóstico é confirmado por outros exames que indicam uma perda auditiva e uma menor vibração do tímpano.

O tratamento para catarro no ouvido é feito com medicamentos corticoides por via oral. Se não houver melhora do quadro depois de alguns dias, é então indicado o tratamento cirúrgico.

Nesse caso, o procedimento consiste na colocação de um pequeno tubo de ventilação no ouvido para drenar a secreção e impedir que ela se acumule novamente, restaurando a audição e prevenindo as infecções de repetição.

Caso você sinta catarro no ouvido, procure o/a médico de família ou médico/a clínico/a geral. Durante a consulta esse/a profissional avaliará a necessidade de encaminhamento para o/a médico/a otorrinolaringologista.

Saiba mais em: Ouvido entupido: o que pode ser e o que fazer?

Corrimento marrom pode ser gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O corrimento marrom pode ser um sinal de gravidez, porque no momento da implantação do embrião na parede do útero, essa penetração lesa alguns pequenos vasos sanguíneos e com isso causa o sangramento.

Esse sangramento não ocorre em todas as mulheres, é denominado sangramento de nidação e tem como caraterísticas, uma coloração marrom-avermelhada, acastanhada ou marrom claro. Sempre em pequena quantidade, apenas sujando a roupa íntima, e com uma duração de no máximo 3 dias consecutivos.

Durante a nidação, podem ocorrer outros sintomas, como cólicas, parecidas com as cólicas menstruais, além de uma leve dor em pontada no baixo ventre.

Entretanto, o corrimento marrom pode ser facilmente confundido com uma menstruação mais escura, sangramento de escape, comum em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais hormonais, ou outras situações como infecções e mais raramente, pela presença de um tumor local.

O sangramento de escape é um dos que causa maior dúvida, porque acontece no meio do ciclo, devido às modificações hormonais ocasionados pelo anticoncepcional, com as características bem semelhantes ao sangramento de nidação.

Saiba mais no artigo: Qual a diferença do sangramento da nidação e do escape?

Como confirmar a gravidez?

A única forma de confirmar ou descartar uma gravidez, é através do teste de farmácia e/ou teste de sangue com a dosagem do hormônio Beta HCG.

Esses são os primeiros exames que apontam para a gravidez. Depois é importante avaliar o local aonde o embrião foi implantado e a possibilidade da gravidez evoluir satisfatoriamente, com a ultrassonografia e demais avaliações médicas.

Leia também: Para fazer o teste de gravidez a menstruação precisa estar atrasada?

Para maiores informações e esclarecimentos, procure um ginecologista, que poderá realizar o exame, muitas vezes o suficiente para o diagnóstico e tratamento. Porém, se necessário, fará os pedidos de exames que convém realizar.

Outras possíveis causas de corrimento marrom

Existem diversas outras causas para o aparecimento de um corrimento marrom na mulher. As mais comuns são:

  • Infecção urinária,
  • Candidíase,
  • Vaginose bacteriana,
  • Doença sexualmente transmissível,
  • Traumas,
  • Aborto e o
  • Câncer.

Com a avaliação das queixas e exame clínico, é provável que o médico defina as possibilidades para esse corrimento.

Por exemplo, no caso de gravidez, além da sangramento de nidação, existem outros sintomas, como o atraso menstrual, enjoo pela manhã, maior sensibilidade nas mamas e sonolência. No exame clínico, o ginecologista é capaz de observar outros sinais como amolecimento do colo do útero e coloração da vulva alterada.

No caso de infecções, a mulher apresenta queixas de ardência local, ardência e dor ao urinar, o corrimento tem mau cheiro e pode haver irritação na mucosa da vagina. Na candidíase é comum a presença de secreção esbranquiçada e coceira intensa.

Até 30% das grávidas podem ter algum tipo de sangramento no início da gestação. Dos sangramentos que ocorrem durante a gravidez, cerca de metade são indicativos de aborto, por isso é tão importante informar ao médico sobre qualquer um evento de sangramento.

Nos casos de tumor benigno ou câncer, a tumoração pode ou não ser visualizada ao exame clínico e ginecológico, ainda, pode ter queixa de falta de apetite e perda de peso.

Sendo assim, a primeira medida a ser tomada é realizar o teste de gravidez e agendar uma consulta com o especialista, nesse caso, o ginecologista.

O que pode causar sangramento na gravidez?

Uma das causas de sangramento nas primeiras semanas de gravidez é o aumento da irrigação sanguínea do útero, facilitando esses episódios, embora na maioria das vezes não seja sinal de alarme.

Os sangramentos que ocorrem depois dos primeiros meses de gestação, já preocupam, porque podem sinalizar um problema mais grave.

Causas de sangramento na primeira metade da gestação
  • Sangramento de nidação, pequeno sangramento marrom, devido à penetração do embrião na parede do útero;
  • Gravidez ectópica, quando a gestação acontece fora do útero, o local mais comum é a trompa (ou tuba), por isso recebe o nome de gravidez tubária;
  • Gestação molar, uma espécie de tumor da placenta que simula uma gestação, mas sem embrião;
  • Aborto, ou início de abortamento, quando ainda existe a possibilidade de tratar e impedir o término da gestação.
Causas de sangramento na segunda metade da gestação

Na segunda metade pode ser sinal de descolamento prematuro da placenta, ruptura do útero, placenta prévia, vasa prévia ou ainda início de trabalho de parto prematuro.

Outras causas de sangramento durante a gravidez incluem alterações hormonais, relação sexual, presença de pólipo uterino, candidíase, tricomoníase, herpes genital, entre outras.

Portanto, sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação.

Bolha na gengiva: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Bolha na gengiva pode ser sinal de uma infecção no dente ou na gengiva.

A bolha é formada pelo pus resultante da infecção, que pode ter como causa inicial, uma cárie na polpa do dente (acometendo o nervo) ou uma inflamação na gengiva (gengivite), por exemplo na presença de restos de alimentos que penetrem na gengiva, como a casca de pipoca.

Cáries muito extensas podem chegar à polpa do dente, que é a parte mais interna, onde estão os nervos e os vasos sanguíneos. O comprometimento da polpa dentária pela infecção leva à formação de pus, que dá origem a essa bolha na gengiva chamada fístula. Nesses casos, a cárie geralmente não causa muita dor, já que o pus é drenado pela bolha, aliviando a pressão no interior do dente.

Quando esse pus se torna "organizado" e com uma cápsula ao seu redor, passa a ser chamado de abscesso.

A bolha na gengiva também pode ser o resultado de um abscesso periodontal, que ocorre devido à entrada de um corpo estranho na gengiva evoluindo com a infecção ao redor deste dente. O abscesso também pode ser decorrente da perda óssea observada na periodontite, principalmente se as falhas ósseas forem muito profundas ou ocorrerem entre as raízes dos dentes. Nesses casos pode ocorrer dor e febre. 

Se a infecção não for devidamente tratada, a bolha pode desaparecer e voltar a surgir várias vezes sem causar outros sintomas, mas pode também provocar dor intensa, febre e inchaço no rosto, e em alguns casos ser necessário fazer uma drenagem deste abscesso para retirar o pus e encerrar o processo infeccioso. 

A bolha na gengiva não deve ser espremida em hipótese alguma e deve ser vista pode um dentista, que irá fazer os exames necessários para descobrir a causa do problema e indicar o melhor tratamento.

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Estou com bolinhas brancas na garganta. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As bolinhas brancas que se assemelham a "massinhas brancas" na garganta, mais especificamente nas amígdalas, são chamados cáseos amigdalianos.

São formados por células descamadas mortas dessa região, bactérias e resíduos alimentares, sendo, portanto, uma causa frequente de mau hálito.

Entretanto, os cáseos amigdalianos não têm nenhuma relação com as amigdalites ou outras infecções de garganta.

Como retirar os caseos amigdalianos?

Os caseos devem ser tratados com gargarejos e enxaguantes bucais, ou em último caso, deve ser indicada cirurgia.

Gargarejos com soluções salinas

O gargarejo pode ser feito com um copo de água morna adicionado por uma colher de sal, após a escovação dos dentes, 2x ao dia. O gargarejo ajuda a soltar os caseos dos espaços em que se acomodam nas amígdalas.

Enxaguantes bucais

O uso frequente de enxaguantes bucais após a escovação dos dentes é fundamental para a limpeza adequada da boca. No entanto, deve-se ter cuidado os enxaguantes bucais à base de álcool, esses devem ser evitados.

Uso de soluções antissépticas

Da mesma maneira, o uso de soluções antissépticas para a região oral, podem ser usadas, de acordo com a indicação do profissional dentista.

Cirurgia

A cirurgia é a última opção de tratamento, devendo ser avaliada nos casos de infecções de repetição por cáseos amigdalianos.

Vale ressaltar que o uso de materiais como pinça, cotonete e outros objetos pontiagudos para essa remoção, são totalmente contraindicados, pelo risco de ferimentos no local e infecção, piorando o quadro.

Na presença de cáseos amigdalianos, procure um/a médico/a otorrinolaringologista, que poderá realizar o tratamento dos cáseos, orientar quanto ao melhor tratamento ou encaminhar para um dentista especialista em halitose.

6 Dicas para prevenir os cáseos 1. Beber muita água

Ao ingerir, pelo menos, 2 litros de água ao dia, a saliva se torna mais fluida e evita a formação de cáseos. Ao contrário, a saliva mais viscosa, favorece que as células mortas grudem umas nas outras e formem os cáseos.

2. Ingerir frutas ácidas

A ingestão de frutas ácidas como limão, laranja, kiwi, morango e abacaxi, estimulam as glândulas salivares a produzir maior quantidade de saliva, mais uma vez prevenindo a formação dos cáseos.

3. Limpar a língua

As células mortas também se acumulam na superfície da língua. Por este motivo, recomenda-se limpar a língua, com um limpador específico após a escovação dos dentes. Medida de higiene que evita a migração das células para a garganta e formação dos cáseos.

4. Gargarejar com bicarbonato de sódio

Coloque uma colher de café em meio copo de água e faça o gargarejo após a escovação dos dentes. A vibração causada pelo gargarejo faz com que os cáseos se soltem das criptas ("buracos") das amígdalas e também previne a formação de novos cáseos.

5. Mastigar alho

O alho tem ação antibacteriana. Mastigar um dente de algo ao dia pode tratar os cáseos já existentes e prevenir a deposição de outros cáseos.

6. Inserir cebola na alimentação

A cebola, assim como o alho, tem ação antibacteriana, por isso pode ser adicionada à alimentação, com intuito de evitar os cáseos, além de trazer diversos benefícios à saúde.

Se nenhuma destas medidas tiverem resultado positivo busque um médico de família ou um otorrinolaringologista para uma avaliação inicial. A retirada das amígdalas pode ser indicada mas, em último caso, após avaliação médica.

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Fezes com muco, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Fezes com muco pode ocorrer em situações normais, uma vez que o muco é um componente secretado pelo intestino grosso e que, às vezes, é eliminado junto com as fezes quando há um aumento dos movimentos intestinais, como ao comer algum alimento com efeito laxante.

No entanto, quando o muco torna-se frequente, abundante e aparece acompanhado de outros sinais e sintomas pode significar a presença de algum distúrbio intestinal, tais como:

1. Disenteria

Trata-se de uma perda líquida caracterizada pela presença de sangue e muco nas fezes. Normalmente é causada por alguma bactéria ou vírus que invadiu a mucosa intestinal.

2. Síndrome do intestino irritável

Não é uma doença, mas sim um conjunto de sintomas que incluem dor abdominal, estufamento, "intestino preso" e diarreia. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre, podendo também surgir muco com as fezes.

3. Pólipos intestinais

São tumores benignos que surgem devido a um crescimento anormal das células da mucosa do intestino. Na maioria dos casos, os pólipos são pequenos e não causam nenhum sintoma. Porém, pólipos maiores podem causar obstrução intestinal ou sangramento, além da possibilidade de haver muco nas fezes.

4. Tumores de cólon e reto

O câncer de intestino pode não causar sintomas nos estágios iniciais. Contudo, nas fases avançadas, podem surgir anemia, cólicas, dores abdominais, náuseas, vômitos, prisão de ventre ou diarreia. As fezes podem ter sangue e muco.

5. Doença de Crohn

Trata-se de uma doença inflamatória que afeta com mais frequência o intestino, mas que pode acometer todo o trato gastrointestinal. Os seus sintomas incluem diarreia (com ou sem muco nas fezes), dor abdominal e perda de peso.

6. Retocolite ulcerativa

É uma inflamação da mucosa localizada dentro da parede do intestino. O seu principal sintoma é a diarreia com presença de sangue e muco nas fezes, podendo causar ainda dor abdominal, febre e emagrecimento.

Leia também:Minhas fezes estão verdes, o que pode ser?

Se o muco nas fezes vier acompanhado de outros sintomas, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista para uma avaliação pormenorizada.

Manchas escuras na pele: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Manchas escuras na pele podem ter diversas causas. Na maioria dos casos, elas não representam nada de grave, como é o caso do melasma e das manchas causadas pelo sol, pela idade ou por queimadura de limão. No entanto, uma mancha escura na pele também pode ser sinal de melanoma, um tipo de câncer de pele agressivo e potencialmente fatal.

Dentre os principais tipos de manchas escuras na pele estão o melasma, as sardas, as manchas relacionadas com a idade, as queimaduras de limão, as manchas causadas por lesões, as pintas e o melanoma.

Melasma

Manchas de coloração castanha que surgem principalmente no rosto de mulheres com idade entre 30 e 50 anos. O melasma pode ter origem em fatores genéticos e externos, como uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez e exposição solar sem proteção.

O melasma é crônico, mas pode ser controlado com o tratamento adequado. Eliminar definitivamente a mancha é difícil e ela pode voltar a aparecer. A exposição da pele à luz solar deixa as manchas mais escuras, por isso é muito importante aplicar protetor solar várias vezes ao dia.

Para prevenir o aparecimento do melasma, é fundamental utilizar protetor solar com um alto fator de proteção solar.

O tratamento do melasma é feito com a aplicação de cremes despigmentantes e ácidos, como o glicólico, retinoico e a hidroquinona. Os peelings superficiais também aceleram o clareamento da pele e ainda renovam a pele, melhoram a textura e as rugas.

Outras formas de tratamento para as manchas escuras do melasma incluem a luz intensa pulsada e o laser. O resultado com esses tratamentos costuma ser rápido, mas é necessário fazer uma manutenção para evitar o reaparecimento das manchas.

Sardas

Pequenas manchas escuras de coloração castanha escura, com limites bem definidos, que surgem principalmente no rosto, braços, ombros, pernas e tronco, que são áreas mais expostas ao sol. As sardas são comuns em pessoas de pele clara, mais sensíveis à luz solar, e ocorrem sobretudo nos locais que ficam mais expostos ao sol.

Pessoas com muitas sardas podem ter mais chances de desenvolver câncer de pele, por isso é muito importante a utilização de protetor solar desde a infância, já que as sardas costumam surgir na adolescência.

A melhor forma de prevenir e conter o aparecimento das sardas é através da aplicação diária de protetor solar.

O tratamento das sardas pode ser feito de várias maneiras. O uso de cremes despigmentantes é pouco eficaz nesse tipo de mancha.

Os melhores resultados são conseguidos através de peelings químicos, crioterapia com spray de nitrogênio líquido, laser e luz intensa pulsada.

Manchas relacionadas com a idade

As manchas senis são na realidade causadas pelos longos períodos de exposição ao sol ao longo da vida e não propriamente pela idade. Esse tipo de mancha apresenta coloração marrom e pode ter vários tamanhos, sendo mais comuns em pessoas de pele clara.

As manchas senis são mais escuras e maiores que as sardas. São mais comuns em adultos que ficaram muito expostos ao sol e surgem sobretudo no rosto, nos braços, no colo, nos ombros e nas mãos, que são as áreas mais expostas ao sol.

Queimadura de limão

Ocorre após a exposição solar da pele que teve contato prévio com limão. No início, o local apresenta vermelhidão intensa, enquanto que nos casos mais graves podem até surgir bolhas. Depois aparece a mancha escura de coloração castanha e cinzenta.

Manchas após lesões

Após a cicatrização de feridas, queimaduras, acne e outras lesões na pele, pode surgir uma mancha escura no local. Essas manchas são formadas pela melanina (substância que dá cor à pele) que extravasou das células destruídas pela ferida. Em geral, essas manchas diminuem com o tempo.

Pintas

Podem surgir em qualquer parte do corpo e estarem presentes desde o nascimento. As pintas podem apresentar tamanhos variados e uma coloração que pode ir do castanho-claro ao preto. Uma pinta também pode ser um sinal de câncer de pele, por isso é importante estar atento a qualquer tipo de alteração na forma e na cor da mancha.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer de pele agressivo e que pode ser potencialmente fatal se não for diagnosticado precocemente. A mancha pode ter formato e coloração variados e não apresentar relevo. Manchas escuras com bordas irregulares, que aumentam de tamanho e apresentam diferentes tons de castanho ou preto devem ser vistas por um especialista o mais rápido possível.

O/a médico/a dermatologista é o/a especialista capacitado/a para diagnosticar o tipo de mancha e indicar o tratamento mais adequado em cada caso.

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Corrimento amarelo, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Leia mais Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores

Quais são os sintomas de aborto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os possíveis sinais e sintomas de um aborto espontâneo incluem sangramento vaginal (com sangue de coloração viva ou escura), dores abdominais ou cólicas, saída pela vagina de um coágulo de sangue ou um jato de líquido claro ou rosa, dor na coluna lombar (parte de baixo das costas), contrações uterinas doloridas e febre (aborto infectado).

Porém, vale lembrar que os abortos espontâneos nem sempre apresentam esses sinais e sintomas. É comum a mulher apresentar um aborto sem saber, sobretudo no início da gravidez. 

Quais são os sintomas de uma ameaça de aborto?

Uma ameaça de aborto provoca sangramento vaginal fraco ou moderado. Pode haver dores abdominais, tipo cólicas, normalmente pouco intensas.

O colo do útero encontra-se fechado e o volume uterino condiz com o tempo de gravidez. Não há sinais de infecção. Ao exame de ultrassom, tudo está normal e o feto está vivo.

Quais são os sintomas de um aborto completo?

Esse tipo de aborto ocorre geralmente antes da 8ª semana de gestação. Nesses casos, a perda de sangue e as dores diminuem ou acabam depois da expulsão do embrião.

O colo uterino pode estar aberto e o tamanho do útero está menor que o esperado para a idade gestacional. No exame de ultrassom, a cavidade uterina está vazia ou com imagens de coágulos.

Quais são os sintomas de um aborto inevitável e incompleto?

Apresenta sangramento maior que na ameaça de abortamento. A perda de sangue diminui com a saída de coágulos ou restos embrionários.

As dores geralmente são mais fortes que na ameaça de aborto. O colo do útero encontra-se aberto e o ultrassom confirma o diagnóstico.

Quais são os sintomas de um aborto retido?

Normalmente evolui com a regressão dos sinais e sintomas da gravidez, podendo ocorrer sem os sinais de ameaça de abortamento. O colo uterino encontra-se fechado e não há sangramentos.

O exame de ultrassom mostra ausência de vitalidade ou presença de saco gestacional sem embrião.

Quais são os sintomas de um aborto infectado?

Um aborto infectado provoca febre, sangramento vaginal com odor fétido, dores abdominais e eliminação de secreção com pus pelo colo uterino. A infecção geralmente é provocada por bactérias da própria flora vaginal.

Muitas vezes, está associado a manipulações do interior do útero através de técnicas inadequadas e inseguras.

Trata-se de um caso grave que deve ser tratado, independentemente da vitalidade do feto, pois pode evoluir para peritonite (infecção generalizada do interior do abdômen).

O que pode causar um aborto espontâneo?

Cerca de metade dos casos de aborto são causados por anomalias genéticas. Outras causas comuns de aborto incluem:

  • Falta de produção de hormônios;
  • Alterações hormonais;
  • Deficiências do sistema imunológico;
  • Problemas renais;
  • Diabetes descompensado;
  • Doenças infecciosas (rubéola, toxoplasmose, HIV, sífilis…).

Os abortos espontâneos nem sempre têm a causa identificada, principalmente se o aborto acontecer logo nas primeiras semanas de gravidez. 

Quais são os fatores de risco para ocorrer um aborto? Idade

Mulheres grávidas aos 40 anos têm 40% de chances de terem um aborto. Aos 45 anos, o risco é de até 80%.

Abortos anteriores

Gestantes que já tiveram abortamentos anteriores têm mais chances de sofrerem um aborto espontâneo.

Tabagismo

Fumar mais de 10 cigarros por dia pode aumentar em até 3 vezes as chances de abortamento. O abuso de álcool e o uso de drogas também eleva os riscos.

Uso de medicamentos

O uso de medicamentos anti-inflamatórios durante o período da concepção aumenta as chances de aborto.

Baixo peso ou excesso de peso

Sabe-se que mulheres com índice de massa corpórea (IMC) inferior a 18,5 ou superior a 25 apresentam mais riscos de terem um aborto. IMC menor que 20 indica peso abaixo do normal e acima de 25 significa sobrepeso.

Veja também: Você sabe calcular o seu IMC?

Na presença de qualquer um desses sinais e sintomas de abortamento, entre em contato imediatamente com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral ou procure um serviço de urgência.