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Sintomas

Tenho muito enjoo, dor de cabeça, tontura, sono, cansaço...

Esses sintomas são muito inespecíficos e em conjunto podem indicar uma série de situações.

Se a presença desses sintomas lhe incomoda, é importante consultar o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação global do seu estado de saúde.

A princípio, o conjunto desses sintomas podem indicar:

  • Excesso de trabalho;
  • Necessidade do uso de óculos ou correção das lentes atuais;
  • Estresse;
  • Preocupação;
  • Momentos emocionais difíceis;
  • Pouco tempo de descanso;
  • Poucas horas de sono, etc.

Não é possível estabelecer um diagnóstico sem a avaliação da história completa pessoal além do exame clínico detalhado.

Por isso, é fundamental a busca por uma consulta médica.

Saiba mais em: 

Fadiga constante significa que tenho uma doença?

O que pode causar cansaço excessivo?

Vontade de urinar a toda hora e não conseguir. O que pode ser?

Vontade de urinar toda hora e não conseguir pode ser uma emergência urológica e deve ser avaliada com rapidez caso isso se instale de forma aguda. A maioria desses casos ocorre em homens acima dos 60 anos resultante do aumento da próstata (Hiperplasia Benigna Prostática).

Outras causas podem explicar essa vontade de urinar e não conseguir:

  • Obstipação intestinal;
  • Uso de medicamentos;
  • Câncer de próstata;
  • Cálculo renal;
  • Pós operatório;
  • Infecção urinária;
  • Desordens neurológicas.

Geralmente esse sintoma vêm associado com desconforto abdominal inferior e às vezes dor. Nas situações crônicas, a dor pode não estar presente.

Nas mulheres, a vontade de urinar e não conseguir pode ser associada ao inchaço após o parto, obstrução da bexiga ou uretra, infecção urinária e tumores na vagina, uretra ou pelve. Na infecção urinária, a mulher sente vontade de urinar associada ao aumento da frequência urinária e dor durante a saída da urina.

Se a pessoa está com vontade de urinar e não consegue, é importante procurar um serviço de urgência para realização do alívio da urina e, após, seguir com a investigação clínica.

Veja também:

Vontade de urinar toda hora: o que pode ser?

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Dor no estômago, enjoo e queimação. O que pode ser?

Dor no estômago, enjoo e queimação podem ser sintomas de gastrite, uma inflamação generalizada no estômago que deixa-o mais avermelhado e provoca feridas superficiais.

A gastrite pode causar dor constante em queimação, que melhora quando a pessoa come e piora com o estresse.

Os principais sintomas da gastrite são:

  • Dor na boca do estômago;
  • Azia;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos.

Uma das principais causas de gastrite é o aumento da produção de ácido no estômago, que deixa a acidez do aparelho digestivo alta.

O aumento do ácido estomacal prejudica a mucosa que reveste o órgão, gerando um processo inflamatório.

A gastrite também pode estar relacionada com a bactéria Helicobacter pylori, presente no estômago de cerca de metade da população.

Essa bactéria aumenta a secreção de ácido estomacal, deixando o suco gástrico mais ácido, com consequente inflamação da mucosa que reveste o estômago.

Há pessoas que têm defesas naturais contra a bactéria e não desenvolvem gastrite. Porém, quando a imunidade está mais baixa, essa bactéria pode agir com mais intensidade e desencadear o problema.

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Dor de estômago, enjoo e queimação também podem ser sintomas de outros problemas como por exemplo:

  • Tempo prolongado sem se alimentar;
  • Gravidez;
  • Estresse;
  • Uso de certas medicações;
  • Infecção gastrointestinal.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista para uma avaliação detalhada, diagnóstico e tratamento adequados para a sua situação.

Soluço constante, o que pode ser?

Soluços constantes geralmente são causados por distúrbios que levam à irritação dos nervos frênico e vago, que inervam o diafragma. O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen e participa dos movimentos respiratórios. Distúrbios que irritam os nervos vago e frênico podem provocar movimentos irregulares no diafragma, causando os soluços.

Embora os soluços possam estar relacionados com doenças, algumas delas graves, a maioria deles surgem em situações comuns como após comer muito, ingestão de bebidas alcoólicas e refrigerantes, rir muito, mudanças repentinas de temperatura e ingestão de líquidos quentes ou frios. Nesses casos, ele é benigno e tende a desaparecer após algum tempo.

Algumas possíveis causas para o aparecimento de soluço constante são: esofagite de refluxo, ansiedade e estresse, refluxo gastroesofágico, distúrbios neurológicos e após alguns procedimentos cirúrgicos e anestesia.

Os soluços que duram até 48 horas são considerados agudos. Se durarem mais que 48 horas, são considerados persistentes. Em qualquer dessas situações o clínico geral deve ser procurado para a identificação da sua causa e tratamento.

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Sinto uma ardência anal, principalmente quando sento. O que pode ser?

Ardência anal pode ser sinal de fissura anal, hemorroida, ou ainda outras doenças. Se for uma fissura anal, além da ardência, você poderá apresentar também os seguintes sintomas:

  • Dor anal intensa, durante e logo após evacuar;
  • Sangramento, geralmente observado no papel higiênico;
  • Coceira na região anal e ao redor.

Já as hemorroidas podem causar ardência e sintomas como:

  • Coceira anal;
  • Sangramento, também percebido na roupa íntima ou no papel higiênico;
  • Dor ou ardência durante ou após a evacuação;
  • Saliência palpável no ânus.
O que fazer em caso de ardência anal?

Se a causa for uma fissura anal, o tratamento normalmente consiste em :

  • Banho de assento em água morna durante cerca de 10 minutos, 2 ou 3 vezes ao dia ou se sentar sobre uma bolsa de água morna. O calor aumenta o fluxo sanguíneo e ajuda a cicatrizar a ferida;
  • Evitar esforço ao evacuar, pois pode reabrir uma fissura que já está curada ou causar uma nova fissura;
  • Aplicação externa de trinitrato de glicerina para estimular a circulação sanguínea e relaxar o esfíncter anal;
  • Aplicação de creme com esteroides para diminuir o desconforto;
  • Injeção de Botox para paralisar temporariamente o esfíncter anal e melhorar os espasmos;
  • Cirurgia, quando o tratamento conservador não teve resultado.

Em caso de hemorroida, o tratamento é feito através de:

  • Alterações na alimentação, com eliminação de alimentos que podem piorar o quadro, como álcool e pimenta, e inclusão de fibras;
  • Não segurar a vontade de evacuar;
  • Fazer banhos de assento com água morna ao invés de usar papel higiênico;
  • Evitar fazer força para evacuar;
  • Cirurgia, nos casos de hemorroida externa ou quando ocorrem episódios repetidos de trombose, dor ou sangramento.

Para uma investigação mais aprofundada do seu caso, consulte um/a médico/a proctologista ou um/a gastroenterologista. 

O que fazer se ficar mais de uma semana sem evacuar?

Se ficar mais de uma semana sem evacuar, pode ser necessário tomar algum laxante, fazer uma lavagem intestinal ou, em situações mais graves e emergenciais, fazer uma cirurgia para retirar o bolo fecal endurecido.

Ficar até 3 dias sem evacuar pode ser considerado normal para algumas pessoas, desde que não haja sintomas de prisão de ventre. Contudo, para a maioria da população, evacuar menos de 3 vezes por semana já pode ser considerado um sinal de intestino preso. 

O tratamento da constipação intestinal ou prisão de ventre, como é popularmente conhecida, inclui mudanças comportamentais e administração de medicamentos.

É essencial corrigir os hábitos inadequados para poder ficar livre dos medicamentos, uma vez que os laxantes podem resultar a curto prazo, mas não de forma definitiva.

Veja também: Qual é o melhor tratamento para acabar com a prisão de ventre?

Se não for devidamente tratada, a constipação intestinal pode trazer diversas complicações, tais como:

⇒ Impactação fecal e fecaloma (grande massa de fezes empedrada e endurecida que fica alojada no intestino grosso e obstrui o trânsito intestinal);

⇒ Síndrome do intestino irritável;

⇒ Úlcera estercoral (perda da integridade intestinal causada pela compressão da parede do intestino pelas fezes endurecidas impactadas);

⇒ Volvo intestinal (torção de uma alça do intestino que provoca obstrução intestinal); 

⇒ Perfuração intestinal;

⇒ Fissura anal;

⇒ Hemorroidas;

⇒ Diverticulose (herniações da parede do intestino grosso);

⇒ Câncer colorretal.

Saiba mais em: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Como prevenir a constipação intestinal?

Para prevenir a prisão de ventre, deve-se aumentar a ingestão de fibras, consumindo mais verduras, legumes e frutas (de preferência crus e com casca), pães, cereais, arroz e massas integrais, aveia, trigo integral e farelo de trigo.

As fibras aumentam o volume das fezes e favorecem a passagem do bolo fecal pelo intestino, contribuindo com o trânsito intestinal e a prevenção da prisão de ventre.

Contudo, se a pessoa não beber água suficiente, as fibras ficam mais secas e tornam-se mais difíceis de serem eliminadas, podendo prender o intestino. A água umedece e amolece o bolo fecal, sendo fundamental para prevenir esse "efeito rebote.

Por isso é muito importante beber pelo menos 2 litros de água por dia, ou seguir a indicação de 30 ml por cada Kg de peso. Por exemplo, uma pessoa com 70 kg deve ingerir 2,1 litros de água por dia (30 ml x 70 Kg = 2.100 ml).

Tomar sucos naturais, sem coar e sem adição de açúcar branco, também ajuda a soltar o intestino, uma vez que as frutas são ricas em água e fibras.

Veja aqui quais são os alimentos indicados em caso de prisão de ventre.

Ainda no que toca à alimentação, recomenda-se mastigar bem os alimentos e fazer entre 6 e 7 refeições por dia, reduzindo as porções nas grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar).

Outra medida importante para prevenir e combater a constipação intestinal é ir ao banheiro sempre que tiver vontade de evacuar. Se demorar, a água das fezes é reabsorvida e elas ficam mais secas e difíceis de serem eliminadas.

Quem tiver o hábito de segurar a vontade pode estabelecer horários para ir ao banheiro. Lembrando que os movimentos intestinais são mais ativos após as refeições.

Praticar exercícios físicos regularmente, como caminhadas, por exemplo, também contribui para um funcionamento adequado do intestino e é sempre uma boa forma de combater a prisão de ventre.

No entanto, se ficar mais de uma semana sem evacuar ou tiver menos de 3 evacuações por semana, procure um médico de família, clínico geral ou gastroenterologista para fazer uma avaliação.

A prisão de ventre não é uma doença, mas as suas causas precisam ser investigadas para serem devidamente tratadas e evitar complicações.

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Muitas causas são possíveis. Desde gastrites e inflamações do estômago e intestino até alergias e intolerâncias alimentares, infecções e doenças mais graves como cânceres e outras. Causas psicológicas também são frequentes.

Para saber a causa exata de um paciente, é fundamental que ele procure um médico, que irá examinar, solicitar exames e propor o tratamento ideal a partir do diagnóstico mais preciso.

Manchas escuras nos olhos: o que pode ser?

Manchas escuras nos olhos são lesões pigmentadas causadas pelo aumento de tamanho e quantidade de melanócitos, que são as células produtoras de melanina (substância que dá cor à pele).

Assim como ocorre na pele, essas manchas, chamadas cientificamente de nevos, são "pintas" que aparecem no branco do olho (esclera), mas que podem surgir também na íris (parte colorida do olho), na conjuntiva (membrana que recobre o interior das pálpebras e a esclera) e na coroide (tecido localizado atrás do olho).

A cor dessas lesões pigmentadas varia entre preto, castanho e rosa, podendo ser lisas ou levemente elevadas.

A maioria das manchas escuras que surgem no olho são benignas, tal como na pele. Porém, um nevo também pode indicar uma lesão pré-cancerígena (melanose primária adquirida) ou já ser sinal de câncer (melanoma conjuntival).

Na dúvida, o/a médico/a oftalmologista poderá decidir fazer uma biópsia para determinar o tipo de nevo, principalmente se a mancha começar a crescer.

Vejo manchas escuras e pontos pretos que se mechem quando movimento os olhos. O que pode ser?

Neste caso, as manchas ou pontos escuros, também chamados de "moscas volantes", podem ter duas causas:

  • Flutuações no vítreo (substância gelatinosa e transparente que preenche o globo ocular):

    • Na maioria dos casos, essas manchas ou pontos pretos flutuantes são células que se agrupam e não representam nada de grave, nem necessitam de tratamento;
    • A flutuação também pode ser uma parte do vítreo que se descolou, células sanguíneas flutuando no vítreo ou uma inflamação intraocular;
    • Tornam-se mais frequentes com o envelhecimento, sendo muito comum em pessoas com miopia;
    • Quando ocorre descolamento do vítreo, a pessoa tem a sensação de visão de “teia de aranha”, que pode durar meses e anos. Embora não seja grave, é importante fazer um acompanhamento com o oftalmologista para acompanhar a evolução do quadro.
  • Descolamento de retina (camada mais interna do olho, responsável pela visão):
    • Trata-se de uma situação bem mais grave que as flutuações no vítreo;
    • O descolamento ocorre devido a um rasgo ou buraco na retina, que permite a entrada de líquido e faz o tecido da retina descolar ou levantar;
    • Pode acontecer espontaneamente, mas na maioria das vezes está associada ao descolamento do vítreo, que se desprende da retina e origina a rasgadura no local;
    • Além das moscas volantes, pode causar também perda parcial e súbita da visão e flashes luminosos;
    • O diagnóstico precoce do descolamento de retina é muito importante e o tratamento pode ser feito com aplicação de laser ou cirurgia.

Em caso de manchas escuras que aparecem nos olhos ou surgem no campo de visão, consulte o/a médico/a oftalmologista o quanto antes para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

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