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Dor nos olhos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor nos olhos pode ser uma sintoma decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

Traumas diretos nos olhos

Quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases podem causar dor nos olhos devido à úlcera ou abrasão de córnea no processo.

Corpos estranhos

Fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor nos olhos intensa associada.

Inflamações e infecções

Geralmente vêm acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor nos olhos. Exemplos: uveítes (inflamação intraocular), esclerites (inflamação da esclera) e ceratoconjuntivite (inflamação da córnea).

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras)

Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e ou secura ocular.

A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica ou iniciar apenas na fase adulta.

Hordéolo

Conhecido popularmente como terçol ou terçolho, é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças.

Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana.

Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina.

Aumento da pressão intra ocular

Pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça. No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaleia usual, e não melhora com analgésicos comuns.

O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira.

Defeitos ópticos

Alguns casos de defeitos de refração, como ocorre na hipermetropia, miopia ou no astigmatismo podem levar a dor ocular.

Cefaleia retro-ocular ("dor atrás dos olhos")

Comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaleia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos.

A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária ou secundária, como é a dor de cabeça decorrente de um quadro de sinusite.

A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas). Mais raramente pode ser uma cefaleia secundária a um aneurisma cerebral, tumor cerebral. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

O que fazer em caso de dor nos olhos?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas, como trabalhos de soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, que exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade.

Em casos de blefarite, a limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, devendo atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos.

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico, de preferência oftalmologista, deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

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Quando começam os enjoos na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os enjoos da gravidez se iniciam em torno da 5ª e 6ª semana de gestação, ou seja, no segundo mês da gravidez. Enjoo com ou sem vômito é um dos sintomas mais comuns no início da gestação. O enjoo pode vir como sintoma isolado ou acompanhado de outros como aumento da sensibilidade nos seios, cansaço e aumento da frequência urinária.

Em geral, os enjoos começam no segundo mês da gestação, ficam mais intensos no 2º e 3º mês e, a partir do 4º e 5º mês há melhora significativa dos enjoos. Porém, isso é relativo e cada mulher pode sentir com maior ou menor intensidade.

Os enjoos são alguns dos primeiros sintomas de gravidez, que geralmente começam a se manifestar depois de aproximadamente 40 dias que ocorreu a concepção, ou seja, na quinta ou sexta semana de gravidez. Normalmente, os enjoos e os demais primeiros sintomas surgem quando a menstruação está atrasada por uma a duas semanas.

Contudo, nem toda grávida vai sentir enjoos nas primeiras semanas da gestação. Algumas mulheres podem prolongar os enjoos para os outros meses da gravidez, enquanto outras podem nem chegar a sentir.

Além dos enjoos, quais são os outros sintomas de gravidez?

O atraso menstrual costuma ser o primeiro sinal da gestação. Depois, outros sinais e sintomas começam a aparecer, como enjoos, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária.

Algumas grávidas podem ter enjoos e vômitos logo nos primeiros dias de gravidez, embora não seja tão comum.

À medida que a gravidez avança, a gestante pode apresentar outros sinais e sintomas, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, mudanças de humor, tonturas e falta de ar.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes no início da gravidez, porém, com menos frequência: cólicas ou sangramento (normalmente no meio do ciclo menstrual), escurecimento das aréolas dos mamilos, desejos alimentares, sonolência e alterações no olfato e paladar.

Os enjoos podem ser controlados e reduzidos com uso de algumas medicações, alimentos como gengibre, acupuntura, hipnose ou demais terapias. Converse sobre isso com o/a médico/a durante as consultas de pré-natal.

Sintomas de Gravidez
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Principais Sintomas de Gravidez:

1. Atraso menstrual

Quando a menstruação não vem no período esperado. Em geral, é detectado pela mulher entre 1 a 2 semanas de atraso.

2. Náuseas e vômitos

Podem ocorrer nos primeiros dias da gestação, mas são mais comuns a partir do 1º ou 2º mês da gravidez e não ocorrem em todas as pacientes.

3. Sensibilidade nas mamas

A mulher grávida pode ter uma sensibilidade maior nas mamas, é uma espécie de dolorimento ao toque ou pressão, pode aparecer como um formigamento ou como uma sensação de inchaço, algumas vezes o inchaço é real e não só uma sensação;

4. Aumento da frequência urinária e urgência para urinar

A mulher começa a ir mais vezes ao banheiro e as vezes tem a sensação de urgência urinária, ou seja, parece que vai urinar imediatamente, como se fosse urinar na roupa se não chegar rápido ao banheiro.

Os sintomas de gravidez citados anteriormente são os mais comuns.

Leia também: Diferenças entre Gravidez e Gravidez Psicológica

Sintomas de Gravidez menos frequentes:

Existem outros sintomas também, porém são vistos com uma frequência menor:

  • Cólicas e/ou sangramento no momento da implantação: uma dor abdominal tipo cólica associada a um pequeno sangramento pode ocorrer no momento da implantação no útero do óvulo fecundado, esses sintomas aparecem no meio do ciclo e a maioria das mulheres acham que menstruaram novamente antes da data normal, como passa rapidamente, não dão muita importância;
  • Escurecimento da aréola do bico dos seios e veias mais visíveis: normalmente associados com inchaço e sensibilidade aumentada dos seios;
  • Vontade de comer coisas que normalmente não comeria ou não dava tanta importância ou fome aumentada e vontade de comer a toda hora – a fome aumentada e a vontade de comer a toda hora são mais comuns, já o desejo de comer coisas estranhas é incomum. O que pode acontecer é o apetite aumentado para um grupo específico de alimento;
  • Sonolência e cansaço: a mulher dorme bastante e mesmo assim continua sentindo muito sono;
  • Sensação de um gosto estranho na boca, geralmente metálico, ou alteração na sensação dos odores – a mulher grávida parece ter um olfato mais aguçado e pode inclusive ficar mais sensível para alguns tipos de cheiros;

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Os sintomas da gravidez não são específicos para gravidez, ou seja, podem estar presentes em muitas outras situações que não correspondem à gravidez. Os sintomas confiáveis apenas aparecem em estágios avançados da gestação (aumento do volume uterino e a presença dos movimentos fetais).

Saiba mais em: Existem doenças com sintomas parecidos com gravidez?Dor ao urinar pode ser gravidez?

O mais importante é que para você poder ter mais certeza de que o que está sentindo realmente são indícios de uma gravidez deve haver uma concordância entre todos os seus sintomas e deve existir uma história compatível com gravidez.

Caso você apresente algum sintoma desses citados e uma história compatível com gravidez, consulte o/a médico/a clínico/a geral, ginecologista ou médico/a de família para uma avaliação pormenorizada e possível identificação da gravidez.

Dor no maxilar perto do ouvido, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar perto do ouvido pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como:

  • Neuralgia do trigêmeo: é uma dor de forte intensidade, que pode atingir a mandíbula, região maxilar e toda a região da face inervada pelo nervo trigêmeo;
  • Fibromialgia: é uma condição que pode ocasionar dores por todo o corpo, incluindo a fase e região maxilar próximo ao ouvido;
  • Sinusite: pode causar dor na face, coriza amarelada e obstrução nasal;
  • Mastoidite: pode cursar com dor na região atrás da orelha, com inchaço e vermelhidão;
  • Otite: é a infecção do ouvido, causa dor que pode se estender para toda a região próxima da orelha.
Disfunção da ATM: frequente causa de dor perto do ouvido

A mastigação é uma ação bem complexa, e que engloba vários músculos e grupos musculares, ossos, articulações e ligamentos. Estes são os responsáveis pela capacidade de abrir e fechar a mandíbula de forma coordenada.

Quando essa harmonia se desequilibra de alguma forma, o resultado é uma série de sintomas e sinais, chamado "Distúrbios da Articulação Temporomandibular", mais conhecidos talvez pela sigla DATM. Esse termo engloba dois grandes grupos de pacientes:

  • os que exibem patologias da articulação temporomandibular em si;
  • os que exibem distúrbios tocantes aos músculos da mastigação (disfunção dolorosa miofacial).

Os distúrbios da articulação temporomandibular podem causar dor no maxilar perto do ouvido, embaixo da orelha.

O profissional de saúde com mais competências para tratar estes distúrbios (quando tenham sido diagnosticados de forma correta) é o cirurgião-dentista especializado em oclusão dentária, que trata de forma adequada cada causa específica.

Em caso de dor no maxilar perto do ouvido, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial, ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

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O que fazer para parar de vomitar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para parar de vomitar é importante saber o que está provocando o vômito ou a náusea. Isso pode envolver a mudança na alimentação e o uso de medicamentos indicados.

O que fazer quando está vomitando?

O mais importante a se fazer quando está vomitando é preocupar-se com a hidratação. Quando a pessoa vomita, ela perde muito líquido e pode piorar o quadro caso não haja uma reposição adequada.

Tomar água com frequência e fazer uso do soro de reposição oral ou soro caseiro são medidas essenciais para evitar a desidratação.

O que fazer depois de vomitar?

Depois de vomitar é importante enxaguar a boca com água para limpar os resíduos que ficaram na boca. Com o vômito, ocorre a saída de conteúdo ácido do estômago e isso pode causar aftas e gengivite. Enxaguar a boca ou escovar os dentes pode ajudar a eliminar esse conteúdo e proteger a mucosa bucal.

Além disso, é recomendado manter o repouso para evitar tonturas e dar um tempo para o corpo se recuperar.

Imediatamente após o vômito, é necessário aguardar alguns minutos para ingerir alimentos sólidos.

Quando após o vômito ocorre um alívio do mal estar anterior (por exemplo nos casos de enxaqueca), a pessoa pode voltar a estabelecer suas atividades de rotina.

Medidas dietéticas para parar de vomitar

Algumas atitudes podem ajudar a pessoa no controle das náuseas e vômitos:

  • Fracionar a dieta em pequenas refeições com intervalos menores;
  • Realizar as refeições em ambiente tranquilo e arejado;
  • Manutenção de horários estabelecidos para as refeições;
  • Comer pequenas quantidades de carboidratos;
  • Dar preferência a alimentos que sejam da sua preferência;
  • Evitar deitar-se logo após as refeições, mantendo a cabeça elevada em relação ao estômago por até uma a duas horas após a ingestão de alimentos;
  • Evitar preparações de alimentos em temperaturas extremas, preferindo preparações a temperatura ambiente ou alimentos frios;
  • Evitar ficar próximo à cozinha na hora da preparação da refeição, para impedir que os cheiros dos alimentos durante o cozimento acentuem as náuseas;
  • Evitar frituras, alimentos gordurosos, condimentados, salgados, ácidos, açucarados e com odor forte;
  • Evitar alimentos azedos, como limão, picles ou balas duras, bem como a oferta de líquidos durante às refeições;
  • Procurar fazer refeições com alto teor proteico ao invés daquelas ricas em carboidratos e gordura.
Quando devo usar medicamento para parar de vomitar?

O uso de remédios para cortar o vômito e a náusea deve ser feito caso a pessoa esteja com muito incômodo.

Isso se deve pois os remédios que cortam o vômito podem causar efeitos colaterais indesejáveis como tontura, tremores, sedação e queda.

Quando o vômito está muito forte e contínuo, o mais recomendado é procurar um serviço de saúde para avaliação médica detalhada.

Os remédios que ajudam no controle da náusea e vômitos podem ser:

  • Metoclopramida (Plasil®)
  • Ondansetrona (Vonau®)
  • Dimenidrinato (Dramin®)
  • Bromoprida ((Digesan®)

As doses e a frequência indicadas dependerão do caso clínico da pessoa. É importante buscar uma ajuda médica em casos de vômitos contínuos e incontroláveis.

Por que estou vomitando?

Vômitos e náuseas repentinas podem ser provocados por fatores diversos. As principais causas são:

  • Gastroenterite viral aguda
  • Intoxicação alimentar

Nesses casos mais comuns, a náusea e os vômitos geralmente se resolvem em até 48 horas.

Outras causas podem explicar vômitos e náuseas como por exemplo:

  • Gravidez
  • Ingestão de bebidas alcoólicas
  • Enxaqueca
  • Instabilidade emocional
  • Estresse
  • Pielonefrite
  • Bulimia nervosa
  • Anorexia nervosa
  • Exposição à agrotóxico

O uso de alguns medicamentos também podem provocar náuseas e vômitos, como:

  • Antibióticos
  • Digoxina
  • Anticonvulsivante
  • Quimioterápicos
  • Remédios para o controle do diabetes (como a Metformina)
  • Anticoncepcional
  • Opioides
  • Vitaminas em doses altas
Bebi muito, o que fazer para parar de vomitar?

Após ingestão de bebidas alcoólicas, é comum a pessoa apresentar episódios de vômitos. Nesse caso, é indicado que a pessoa pare de ingerir mais bebidas alcoólicas naquele momento, tome líquidos para reposição e se alimente. Além disso, a pessoa pode tomar um analgésico que ajudará na ressaca no dia seguinte.

Como a indicação exata do que fazer para parar de vomitar dependerá do fator que está causando, você pode procurar um médico de família ou clínico geral para uma consulta detalhada e investigação da causa da náusea e vômito.

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O que é intoxicação alimentar e quais os sintomas?

Vomitar sangue: o que pode ser?

Referências:

Academia Americana de Médicos de Família

Formigamento na língua, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As causas mais comuns do formigamento na língua incluem aftas, ansiedade e estresse, doenças neurológicas, como enxaqueca, AVC ou esclerose múltipla, episódios de hipoglicemia, reações alérgicas, entre outras.

Ansiedade ou estresse

Formigamento na língua que acontece com frequência ou com longa duração em geral é relatado por pessoas que têm algum grau de ansiedade. Pode ser apenas o estresse normal do dia a dia, ou pode ser algum tipo de transtorno de ansiedade, que precise ser tratado com psicoterapia ou medicações.

Acidente vascular cerebral

Um acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame cerebral, pode levar a sensação de dormência, formigamento repentino ou fraqueza no rosto, ou em outras áreas do corpo.

Se a língua formigar ou parecer entorpecida deve-se suspeitar de AVC, principalmente caso ocorram outros sintomas como fraqueza em membros, queda de um lado do rosto, dificuldade em falar. Essa é uma situação de urgência, e deve-se procurar um pronto-socorro imediatamente.

Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central. Pode causar inúmeros sintomas como: fraqueza, fadiga, dificuldade para caminhar, problemas de visão, formigamento e dormência no rosto e na boca, corpo, braços ou pernas.

O tratamento da esclerose múltipla envolve orientações e mudanças no estilo de vida, em aspectos relacionados a nutrição, atividade física e emocionais. Os medicamentos utilizados são os imunomoduladores, que diminuem a ocorrência de surtos da doença.

Enxaqueca

Pessoas que apresentam enxaqueca com aura, podem apresentar sintomas neurológicos como o formigamento na língua, no rosto, nos braços e em outras áreas do corpo. Também podem ocorrer outros sintomas como alterações visuais ou de olfato. Os sintomas de aura geralmente surgem antes da dor de cabeça da enxaqueca.

As crises de enxaqueca podem ser tratadas com analgésicos, anti-inflamatórios ou triptanos. Para se evitar a recorrência das crises também podem usados medicamentos da classe dos beta-bloqueadores, antidepressivos ou anticonvulsivantes.

Aftas

A afta é uma úlcera na boca, de pequenas dimensões, que pode aparecer nos lábios, dentro da boca ou na língua. Pode causar dor ou dormência e, às vezes, uma sensação de formigamento ao redor da área atingida pela afta. Geralmente, as aftas melhoram espontaneamente em torno de uma semana.

As aftas tendem a melhorar desaparecer espontaneamente após alguns dias do seu aparecimento. No entanto, algumas medidas podem ser tomadas para aliviar o desconforto provocado como a pomada de acetato de triancinolona (Omcilon-a).

Reações alérgicas

Reações alérgicas causadas por alimentos também podem causar formigamento na língua e outros sintomas como sensação de coceira na boca e garganta, ou inchaço da língua e lábios. Os alimentos que mais comumente causam reação alérgica incluem ovos, amendoins e nozes, peixe, marisco, leite, trigo e soja.

O tratamento de crises alérgicas leves é feito com medicamentos antialérgicos.

Hipoglicemia

Episódios de hipoglicêmica, que são a queda do açúcar no sangue, pode levar a sintomas de dormência na língua ou nos lábios, a sensação de tontura, fraqueza e sudorese também podem acompanhar esse quadro. Pessoas com diabetes tem maior risco a apresentarem crises de hipoglicemia.

Deficiência vitamínica

Deficiência nos níveis de vitamina B12 ou B9 (folato) pode causar sintomas de inchaço, dor ou formigamento na língua, pode-se ainda ter alterações no paladar. Formigamento em outras áreas do corpo também podem estar presentes em outras áreas do corpo, como mãos e pés.

Caso se comprove a deficiência de vitamina B12 ou de folato está indicada a sua reposição.

Outras causas menos comuns incluem traumas (pancadas) na boca e na face, mordidas na língua, inflamações e infecções locais e até mesmo alguns tumores. O uso de medicamentos, realização de procedimentos dentários também podem ocasionar esse sintoma.

De qualquer modo, um médico clínico geral precisa ser consultado, para que a pessoa seja examinada e tenha o diagnóstico mais correto. Isso vai possibilitar o encaminhamento a um especialista ou ao início imediato do tratamento adequado.

Saiba mais em:

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É normal ter cólica depois da relação sexual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Cólica depois da relação sexual pode sim ser normal.

Durante o ato sexual, ocorre a estimulação de diversas regiões sensíveis, que resultam em contrações musculares, que podem ser percebidas como cólicas.

E no momento do orgasmo acontece a contração do útero e da musculatura da região pélvica, o que pode também dar origem a cólicas, sempre de pequena a moderada intensidade.

Além disso, dependendo da posição sexual e do tamanho do pênis, o colo do útero pode ser facilmente alcançado. Assim, penetrações fortes e excessivas podem causar desconforto e cólica após a relação sexual.

Contudo, outras situações como a doença inflamatória pélvica, a infecção urinária e inflamações vaginais, podem ter como sintoma principal, as cólicas após relações. Nesse caso, as cólicas vêm associadas a outros sintomas como, a dor abdominal, ardência ao urinar e corrimento.

Caso você sinta cólicas fortes ou dor abdominal após as relações sexuais com frequência, especialmente se associadas a outros sintomas, consulte o médico de família, clínico geral ou ginecologista para obter um diagnóstico adequado.

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Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Qual é a temperatura normal do corpo humano?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A temperatura normal do corpo varia entre 36,1ºC e 37,2ºC, com oscilações ao longo do dia que normalmente não ultrapassam os 0,6ºC. A temperatura corporal é mais baixa pela manhã, depois aumenta durante o dia e atinge o valor máximo no início da noite. A média da temperatura corpórea deve ficar em torno dos 36,5ºC. Isso vale para adultos, bebês e crianças.

Quando a temperatura do corpo está entre 37,3ºC e 37,8ºC, considera-se que a pessoa está com uma febrícula, ou seja, um pequeno aumento da temperatura, mas que não causa repercussões importantes no organismo.

Algumas condições podem aumentar a temperatura corporal normal sem necessariamente caracterizar um quadro de febre. Nos primeiros 3 meses de gravidez, por exemplo, é normal haver um aumento da temperatura do corpo da gestante. Depois da ovulação, também é comum haver uma elevação da temperatura do corpo da mulher.

A elevação da temperatura nesses casos pode chegar a 1ºC e é considerada normal e aceitável. O controle da temperatura corporal é feito por um centro regulador que compensa as perdas e os ganhos de calor entre o corpo e o ambiente.

Qual é a temperatura corporal em caso de febre?

Apenas quando a temperatura do corpo está acima de 37,8ºC tem-se o estado de febre, em que podem aparecer alguns sintomas como calafrios, transpiração e mal-estar.

Quando a temperatura corporal atinge cerca de 39ºC, já pode causar confusão mental e delírios. Acima de 40ºC, pode desencadear convulsões.

Se a febre vier acompanhada de manchas na pele, gemidos, mudanças de comportamento, alterações da consciência, convulsões, dificuldade para respirar, vômitos persistentes e dor de cabeça intensa, deve-se procurar um serviço de urgência.

Febre em bebês com menos de 3 meses também é um sinal de alerta para procurar atendimento médico com urgência.

A febre é uma defesa do corpo contra uma infecção. Isso porque o aumento da temperatura corporal ajuda a controlar a multiplicação dos micro-organismos e torná-los menos ativos.

Por isso, os medicamentos para baixar a febre (antipiréticos) devem ser usados apenas se necessário, quando a temperatura corporal está igual ou superior a 38ºC, para aliviar o desconforto. O uso desses remédios em excesso pode ser tóxico para o organismo, além de prolongar a duração da doença e aumentar os riscos de complicações.

A febre é um sintoma de infecção por Coronavírus (COVID-19)?

A febre (temperatura corporal superior a 37,8ºC) é sim um sintoma da infecção por COVID-19. Nas pessoas infectadas por coronavírus a febre se inicia de forma leve e, com o passar do tempo, vai se tornando alta (acima de 38ºC) e persistente.

Além da febre, também são sintomas do contágio por coronavírus:

  • Tosse
  • Dificuldade respiratória

Em caso de febre, você deve utilizar paracetamol.

Se você começar a apresentar dificuldade respiratória deve buscar um serviço hospitalar o quanto antes.

Quais os riscos se a temperatura do corpo estiver muito alta?

Desde que a temperatura não ultrapasse os 40ºC, não há riscos graves para a saúde. No entanto, temperaturas muito altas, acima de 43ºC, podem até levar à morte. Porém, raramente o corpo alcança temperaturas tão altas.

O aumento da temperatura do corpo acompanhado de alterações nas funções vitais e falha na capacidade de autorregulação da temperatura é chamado de hipertermia.

Já a hipotermia ocorre quando a temperatura fica abaixo de 35ºC, o que prejudica as funções vitais do organismo pelo motivo oposto, a queda da temperatura.