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Antibiótico pode causar queda de cabelo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É possível alguns antibióticos como a gentamicina causarem queda de cabelo, contudo a grande maioria dos antibióticos não causam esse problema. Quando ocorre a queda de cabelo é transitória e não acontece em todas as pessoas, assim como outros efeitos colaterais do antibiótico.

Outras classe de medicamentos também estão associadas com a queda de cabelo como:

  • Anti-hipertensivos;
  • Anticoncepcionais;
  • Anti-inflamatórios;
  • Anticoagulantes;
  • Hipocolesterolêmicos;
  • Antidepressivos;
  • Anticonvulsivantes;
  • Antifúngicos;
  • Quimioterápicos. 

Esses fármacos podem alterar o ciclo de vida normal do fio e provocar queda do cabelo.

Se o seu cabelo começou a cair depois de ter começado a tomar antibiótico ou qualquer outro medicamento, verifique na bula do medicamento se a queda de cabelo está entre os possíveis efeitos colaterais.

Leia também: Quais podem ser os efeitos colaterais dos antibióticos?

Em todo caso, se observar perda de cabelo ou qualquer outra reação enquanto estiver usando o antibiótico, fale com o médico que receitou o medicamento. Na maioria dos casos ao término do tratamento o cabelo volta ao normal. 

Também pode lhe interessar: Estou com muita queda de cabelos, o que eu faço?

Posso tomar amoxicilina estando grávida de 5 meses?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A amoxicilina é um antibiótico que tem seu uso liberado para a gestação, não há problema nenhum em usar estando grávida.

Cimelide com Ampicilina pode combater infecção de urina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Podem, provavelmente na maioria dos casos. O Cimelide é um dos nomes comerciais da nimesulida, que é um anti-inflamatório e auxilia no controle dos sintomas de dor, ardência urinária e desconforto provocado pela infecção. Já a Ampicilina é um antibiótico da classe dos beta-lactâmicos, capaz de combater diversos tipos de bactérias entre eles os principais causadores de infecção urinária como a E. coli, 

Contudo, atualmente existem outras opções de antibiótico que são preferíveis ao tratamento da infecção urinária ao invés da ampicilina, isto porque possuem maior eficácia e menor índice de bactérias resistentes. A maioria dos casos de infecção urinária simples podem ser tratadas com sulfametoxazol-trimetoprim (Bactrim) ou a nitrofurantoína.

Em alguns casos, o médico pode solicitar além do exame de urina Tipo 1, a Urocultura que é um exame que vê qual bactéria está causando a infecção e quais são os antibióticos capazes de combatê-la eficazmente e quais ela apresenta resistência.

Em relação ao anti-inflamatório qualquer outro pode ser utilizado, não há diferença de eficácia pois é usado apena para alívio de sintomas.

Para mais informações consulte o seu médico de família ou clínico geral. 

Uso de ciprofloxacino na gravidez pode afetar bebê?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ciprofloxacino apresenta classificação de risco C para gravidez, isso significa que seu uso pode ser feito desde que os benefícios superem os riscos, não há evidências de má formações fetais com seu uso, então a princípio não precisa se preocupar, mas você e seu médico "comeram bola" porque todos os dois foram relapsos, você porque não contou a ele a possibilidade dessa gravidez e ele porque não perguntou.

Inflamação na bexiga e garganta posso tomar 2 antibióticos?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Até pode, apesar que o ideal seria você tomar apenas um que servisse para os dois problemas, mas como deve estar tomando um e agora vai começar o outro o jeito é tomar pá dois mesmo. importante: desde que você tenha receita dos remédios, jamais tome antibióticos ou qualquer outre medicamento sem receita médica.

Posso tomar antibiótico antes de uma cirurgia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é permitido tomar antibiótico antes de uma cirurgia. Suspender o antibiótico pode aumentar o risco de resistência ao tratamento, por isso, ele geralmente é mantido antes da operação.

Isso serve tanto para antibióticos usados para tratar infecções agudas como para aqueles usados em tratamentos mais longos, como no caso da tuberculose.

Durante o período pré-operatório, deve-se evitar mudanças bruscas e profundas no uso de medicamentos para não provocar uma descompensação da doença de base, o que pode ser muito mais prejudicial do que manter a medicação.

Se for realmente necessário parar de tomar o antibiótico antes da cirurgia, o/a seu/sua médico/a irá lhe informar. Por isso, é essencial que você informe na consulta pré-operatória todos os medicamentos que você faz uso.

Contudo, dependendo da cirurgia, durante o período de jejum pode não ser possível continuar tomando o medicamento.

Nesses casos, o antibiótico pode ser administrado por via intramuscular, endovenosa ou ainda enteral, através de sondas.

Para maiores esclarecimentos, fale com o/a médico/a que irá realizar a cirurgia ou tire as suas dúvidas durante a entrevista com o/a médico/a anestesiologista.

Leia também:

Tomar antibiótico com paracetamol faz mal?

Quais podem ser os efeitos colaterais dos antibióticos?

Grávida pode tomar antibiótico para garganta?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sim. Porém precisa tomar algo específico para a garganta que posso ser usado na gravidez e somente com receita médica.

Estou com dente do siso inflamado e estou amamentando...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Todos os dois podem ser usados durante a amamentação.

Os dois últimos grandes estudos para determinação de segurança de medicamentos durante a amamentação, descrevem a Amoxacilina® e a Cefalexina® no mesmo grupo, de medicamentos de baixo risco para o recém-nato.

Ministério da Saúde

Segundo as normas publicadas pelo Ministério da Saúde no ano de 2010, a orientação geral quanto ao uso de antibióticos na amamentação, é que seja feito por curto período de tempo, visando reduzir os risco para o lactente. A principal preocupação é a alteração da flora intestinal do bebê, levando à diarreia e monilíase.

Especificamente sobre a Amoxacilina® e a Cefalexina®, ambos são antibióticos frequentemente utilizados na amamentação, por apresentar baixas concentrações da substância no leite materno, por isso raramente desenvolvem efeitos colaterais.

Com apenas uma ressalva, de no caso de reações alérgicas, como exantema, no uso de amoxacilina, informar e orientar a mãe de que a criança tem alergia a esse antibiótico, portanto não deve fazer uso futuramente.

"Medications and Mother’s Milk" por Hale e Rowe 2017

Estudo recente com o título Medications and Mother’s Milk, publicado pelos autores Hale TW, Rowe HE, descreve uma revisão sobre a segurança dos antibióticos e outros fármacos durante a amamentação, e classifica as substâncias em quatro grandes grupos, conforme descrito abaixo:

Compatíveis - para os medicamentos com estudos comprovados de que a medicação é segura ou oferece baixo risco para uso na amamentação;

Provavelmente compatíveis - medicamentos que não possuem estudos ou evidências de segurança; nesses casos a recomendação é para avaliar riscos e benefícios para seu uso;

Possivelmente perigosos - evidências de risco para o lactente ou para a produção de leite, porém seu uso pode ser aceito se os benefícios ultrapassarem os riscos;

Perigosos - medicamentos que oferecem risco elevado, por isso estão formalmente contraindicados.

Tanto a Amoxacilina®quanto a Cefalexina® , foram classificadas no grupo de medicamentos compatíveis, grupo de baixo risco, assim como nas normas do Ministério da Saúde 2010.

Importante lembrar que a interrupção da amamentação devido ao uso materno de medicamentos só deve ocorrer quando o medicamento em questão for mesmo considerado perigoso para o bebê, devendo ser avaliado com bastante critério, pelos enormes benefícios que a amamentação oferece ao recém-nato.

Para maiores informações procure seu médico ginecologista/obstetra.

Leia também: Mastite na amamentação é perigoso?

Posso tomar norfloxacino para infecção urinária grávida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende. Segundo estudos e o próprio fabricante do antibiótico norfloxacino®, a medicação deve ser evitada na gravidez, porque sua categoria de risco é de classe C, o que significa que a segurança do uso de norfloxacino® em grávidas não foi estabelecida e, consequentemente, os benefícios do tratamento devem ser avaliados com muita cautela, por elevado risco de efeitos colaterais para mãe e bebê.

O norfloxacino® foi detectado no sangue do cordão umbilical e no líquido amniótico, sendo assim, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista, especialmente se o uso for dentro do primeiro trimestre.

Embora seja um antibiótico amplamente utilizado para tratamento de infecção urinária com bons resultados, possui contraindicações e precauções que precisam ser avaliados. Dentre as principais precauções podemos citar a gestação, epilepsia e miastenia gravis.

Na gestante, como citado acima, o uso de norfloxacino® pode resultar em malformação fetal, devido a passagem da substância pela placenta, sendo uma contraindicação relativa. Os riscos e benefícios precisam ser avaliados pelo médico ginecologista assistente.

No caso de pessoas portadoras de epilepsia ou que já apresentaram crises convulsivas, o antibiótico aumenta o risco de nova crise. Por isso o mais recomendado é que dentro do possível, seja avaliado a possibilidade de um antibiótico de outra família que não as quinolonas.

Para pacientes sabidamente portadores de miastenia gravis, o norfloxacino® deve ser evitada, pois reduz a atividade muscular, podendo ser fatal para portadores da doença. Sendo mais uma contraindicação relativa ao antibiótico, e dependendo da fase da doença, uma contraindicação absoluta.

Vale ressaltar que o período de maior risco, na ingesta de medicamentos durante a gravidez, são os três primeiros meses, porém todas as fases da gravidez podem ser afetadas pelo consumo de fármacos.

Converse sempre com seu médico ginecologista/obstetra, antes de fazer uso de qualquer medicação. Ele é o responsável pelas devidas orientações e acompanhamento da gestação.

O que são as categorias de risco na gravidez?

As categorias de risco na gravidez, são classificações definidas para medir o risco potencial para a gestante e o feto, ao utilizar determinada medicação. Através de estudos clínicos, foram elaboradas as classificações de risco, que podem variar entre os países.

No Brasil seguimos basicamente a classificação determinada pela FDA (Food and Drug Administration), aonde utilizam as letras A, B, C, D e X.

Categoria de risco A significa que não há evidência de risco em mulheres, são as medicações liberadas para uso em gestante, com segurança.

Categoria de risco B significa que não existem estudos adequados em mulheres, e foram observados efeitos colaterais em animais, não sendo comprovados nas mulheres.

Categoria de risco C, como a medicação em questão, o norfloxacino, significa que não existem estudos adequados em mulheres, porém em estudos animais houveram alguns efeitos colaterais no feto. Entretanto, são da mesma maneira, medicações que se os benefícios forem superiores ao risco, podem ser feitas com acompanhamento médico. Cabe ao médico definir a relação de risco e benefício.

Categoria de risco D são aquelas que demostraram evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o alto risco, por exemplo em situação de risco de vida ou em caso de doenças graves para as quais não se possa utilizar drogas mais seguras.

Categoria de risco X são medicamentos com malformações fetais comprovadamente, não devem ser utilizadas de maneira alguma.

Pode lhe interessar também: Quais remédios posso tomar na gravidez?

Os antibióticos podem atrasar a menstruação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os antibióticos não costumam atrasar a menstruação, entretanto, as infecções, dependendo da sua gravidade e localização, podem por si só causar um atraso menstrual.

Portanto é importante saber qual o antibiótico está em uso, proceder uma avaliação médica detalhada, para disponibilizar uma resposta mais precisa.

Procure seu médico da família ou ginecologista, com essas informações, para uma avaliação, esclarecimento de suas dúvidas e receber as orientações adequadas.

Quais medicamentos podem atrasar a menstruação?

Medicamentos como corticoides, certos antipsicóticos, antidepressivos e benzodiazepínicos (quando usados por tempo prolongado), pode sim atrasar a menstruação. Mas os antibióticos, salvo raras exceções, não causam esse efeito colateral.

Pode lhe interessar também: Existem medicamentos que atrasam a menstruação?

Outras causas de atraso menstrual

Causas comuns de atraso menstrual são:

  • Gravidez,
  • Estresse e ansiedade,
  • Uso de anticoncepcional,
  • Infecções ou viroses,
  • Mudanças bruscas de peso (perda ou ganho de peso rápidos),
  • Distúrbios alimentares,
  • Excesso de atividade física,
  • Problemas na tireoide,
  • Problemas na hipófise,
  • Endometriose,
  • Amamentação e
  • Síndrome dos ovários policísticos.

Leia também: Atraso menstrual será que eu estou grávida?

Vale ressaltar que para ser considerado atraso menstrual, a menstruação deve estar ao menos 15 dias atrasada.

Para mais esclarecimentos procure seu médico da família ou ginecologista.

Pode lhe interessar também: Quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?

Ibuprofeno ou metronidazol interferem nos anticoncepcionais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, nem o Ibuprofeno® nem o Metronidazol® interferem na eficácia dos anticoncepcionais.

Poucos medicamentos alteram a ação dos anticoncepcionais, entretanto, é importante que sempre informe ao médico todas as medicações que faz uso, para evitar a interação medicamentosa, que pode não só interferir na ação de um deles, como também causar efeitos colaterais indesejados.

Além de medicamentos, outras situações podem interferir com a eficácia dos anticoncepcionais, como episódios de vômitos logo após sua ingesta, diarreia e uso de substâncias ilícitas.

Saiba mais em: 5 Coisas que Podem Cortar o Efeito do Anticoncepcional

O médico ginecologista é o responsável por esclarecer as dúvidas em relação aos anticoncepcionais.

Quais medicamentos interferem na eficácia dos anticoncepcionais?

Os medicamentos que comprovadamente interferem na ação e portanto na eficácia dos anticoncepcionais, são principalmente os anticonvulsivantes e barbitúricos, como:

  • Carbamazepina®;
  • Topiramato®;
  • Fenitoína (Hidantal®);
  • Oxcarbazepina®;
  • Primidona®;
  • Barbitúricos
    • Fenobarbital®,
    • Tiopental®, e outros;

Assim como alguns antibióticos, são eles:

  • Rifampicina®;
  • Rifabutina®;

E anti-retrovirais como o Ritonavir®.

Para mais esclarecimentos fale com seu médico da família ou ginecologista.

Pode lhe interessar também: Metronidazol: o que é e para que serve?

Formigando após tomar várias injeções, pode ser grave?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser uma reação referente a medicação sim, se é grave não dar para afirmar (no meu entendimento não parece ser), deve voltar a um médico caso persistir os seus sintomas.