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Ejacular dentro, tirar no momento da ejaculação, camisinha não estourar,
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade
1) Ejaculei dentro da minha namorada com camisinha. Será que ela pode estar grávida?

A camisinha é impermeável e eficaz para prevenir contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Se ela não estourar e for colocada da forma correta, a probabilidade da mulher engravidar é de apenas 2%.

2) Tirar o pênis no momento da ejaculação é mais seguro para evitar uma gravidez?

Se estiver com camisinha, não faz diferença alguma.

Se você não usar camisinha e tirar o pênis quando for ejacular, há chances de engravidar. O chamado coito interrompido não é uma forma segura de prevenir a gravidez. Para isso, deve-se usar camisinha sempre ou utilizar outro método anticoncepcional realmente segura, como a pílula, o DIU, etc.

Veja também: relação sexual sem proteção. Posso engravidar?

3) Se a camisinha não estourar e estiver inteira no fim da relação, há riscos de engravidar?

Desde que usada corretamente, a camisinha tem uma eficácia de 98% na prevenção da gravidez. Se a camisinha não estourar durante a relação e for utilizada da forma correta, há uma chance de 2% de acontecer uma gravidez.

Saiba mais em: relação com camisinha qual probabilidade ocorrer gravidez?

4) É normal a camisinha não estar do mesmo jeito que foi colocada antes da relação?

Sim, com os movimentos durante o ato sexual, a camisinha não fica exatamente na mesma posição em que foi colocada no início da relação. Convém, durante a relação, verificar se ela ainda está bem colocada e não estourou.

5) Qual anticoncepcional minha namorada pode tomar com 18 anos?

Existem diversos anticoncepcionais de baixa dosagem hormonal que podem ser usados por meninas adolescentes. O mais indicado é procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma consulta e indicação do melhor método contraceptivo e da melhor pílula a se usar nesse caso.

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Posso parar de tomar anticoncepcional a qualquer momento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O uso do anticoncepcional pode ser interrompido a qualquer momento.

Quando utilizado para fins contraceptivos, a mulher deve se planejar para o uso de outro método como, por exemplo, preservativo, DIU (Dispositivo Intra-Uterino), anel vaginal, injeção, etc.

A mulher que deseja parar o uso da pílula anticoncepcional pode parar a qualquer momento. Ela não precisa aguardar o término da cartela para interromper a medicação.

Para quem está iniciando o uso da pílula anticoncepcional, vale ressaltar que ela pode demorar em torno de 3 meses para promover a adaptação hormonal e sua efetividade contraceptiva. Além disso, a taxa dos efeitos colaterais é maior no primeiro ano de uso da pílula.

Tendo em vista isso, é importante um planejamento adequado sobre quais outros métodos contraceptivos a mulher terá como opção no momento da parada do uso da pílula.

Quais são os sintomas do câncer de ovário?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do câncer de ovário podem incluir dor abdominal, inchaço no abdômen, sensação de estômago cheio após as refeições, náusea, má digestão, intestino preso, diarreia e gases. Em alguns casos, pode haver ainda aumento da frequência urinária e sangramento vaginal.

O câncer de ovário não costuma causar sinais e sintomas específicos no início da doença. Muitas vezes, quando as manifestações aparecem ou progridem de forma alarmante, é sinal de que o tumor já está em estágio avançado.

Trata-se de um câncer silencioso, que se instala e progride sem provocar sintomas relevantes. Quando surgem, os sinais tendem a ser vagos e inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce do tumor.

Grande parte dos tumores malignos no ovário só são diagnosticados quando estão numa fase avançada, o que reduz muito as chances de cura.

Além da inespecificidade dos sintomas, a localização dos ovários, o crescimento rápido e a disseminação do tumor, bem como a ausência de métodos não invasivos e eficazes para detectar precocemente a doença, fazem do câncer de ovário o mais letal dos cânceres ginecológicos.

Dentre os fatores de risco para desenvolver a doença estão o histórico familiar da doença (mãe, filha, irmã), nunca ter engravidado, terapia de reposição hormonal, tabagismo e uso de DIU.

O tratamento do câncer de ovário é sobretudo cirúrgico. Se o tumor for detectado no início, a cirurgia é o único tratamento necessário. A sobrevida de 5 anos nesses casos pode chegar aos 90%. Dependendo do estágio do tumor, o tratamento cirúrgico pode ser complementado com quimioterapia.

O médico ginecologista é o especialista responsável pelo diagnóstico do câncer de ovário.

Como funciona o DIU?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O DIU (Dispositivo Intra Uterino) é um mecanismo contraceptivo, inserido no útero da mulher por um médico ginecologista.

Mecanismo de Ação

De acordo com o Relatório Técnico da Organização Mundial da Saúde, o DIU exerce seu efeito anti-fertilidade de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do óvulo atingir a cavidade uterina. O DIU age sobre os óvulos e espermatozoides de diversas formas:

  • Estimula reação inflamatória no útero, por ser um corpo estranho. A concentração de vários tipos de leucócitos, prostaglandinas e enzimas nos fluídos uterino e tubários elevam substancialmente, especialmente nos DIUs com cobre.
  • As alterações bioquímicas interferem com o transporte dos espermatozoides no aparelho genital, além de alterar os espermatozoides e os óvulos, impedindo a fecundação.

Por esses mecanismos, o acúmulo de evidências permitem afirmar que um complexo e variado conjunto de alterações espermáticas, ovulares, cervicais, endometriais e tubárias causam a inibição da fertilização.  Eficácia: Os DIUs de cobre geralmente são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que aqueles sem medicamentos. As taxas de gravidez variam entre 0,5 - 0,7/100 mulheres/ano. São mais baixas do que as taxas obtidas com anticoncepcionais hormonais combinados orais e comparáveis aos injetáveis.

Vantagens: É um método de longa duração (3 a 5 anos), econômico, muito eficaz (99,9%), imediatamente reversível. Não interfere com as relações sexuais e pode ser utilizado durante a amamentação.

O DIU sem hormônios pode ser indicado para mulheres que já tiveram problemas com métodos contraceptivos hormonais previamente ou contraindicação ao uso do estrogênio, como fumantes ou pacientes com histórico de trombose ou diabetes. Também evita os efeitos colaterais do uso de pílulas anticoncepcionais, por ter ação local, apenas.

Desvantagens: Pode provocar sangramento menstrual prolongado ou cólicas durante o sangramento. Não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Momento da Inserção: Habitualmente, o momento da inserção é durante ou logo depois da menstruação (de preferência até o 5º dia do ciclo), pois se o canal cervical estiver mais dilatado, é mais fácil e menos doloroso aplicar o DIU, além de se evitar que seja colocado numa mulher com gestação inicial.

Contudo, o DIU pode ser inserido em qualquer época, desde que haja garantias de que a mulher não está grávida. No pós parto, recomenda-se a inserção a partir da 6ª semana. O DIU também pode ser inserido logo depois a curetagem por um abortamento não infectado. A inserção pode ser feita no mesmo dia que um DIU vencido seja extraído.

O dispositivo intrauterino (DIU) não deve ser usado:

  • Em casos de suspeita de gravidez (por isso ele deve ser colocado no período menstrual, além de ser a época que o colo uterino está mais amolecido);
  • Malformações congênitas do útero;
  • Neoplasias uterinas;
  • Sangramento uterino de causa desconhecida;
  • Coagulopatias;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP);
  • Cervicite;
  • Risco de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Caso deseje realizar esse método contraceptivo, consulte seu ginecologista. Ele poderá sanar todas as suas dúvidas e é o profissional mais indicado para sua colocação.

Tomei a pílula do dia seguinte e a menstruação atrasou...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sempre há possibilidade de erro, mas é raro, o mais provável é que esteja grávida mesmo.

Se tomou a pílula do dia seguinte e a menstruação não desceu, isso pode acontecer mesmo quando a pílula do dia seguinte foi eficaz. Porém, no seu caso, como tem um exame beta HCG positivo, é provável que esteja grávida.

A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Quando a pílula do dia seguinte é usada próximo do período que viria a menstruação habitual, esse atraso pode ser de mais de 1 semana, prolongando o ciclo menstrual.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação volta a descer cerca de uma semana depois da data prevista.

Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez. No seu caso, tendo já feito esse exame e tendo o resultado positivo, é importante procurar uma unidade de saúde para uma consulta médica.

Pílula do dia seguinte atrasa sempre a menstruação?

Não, sem sempre a pílula do dia seguinte atrasa a menstruação. Embora o atraso da menstruação seja um efeito colateral comum da pílula do dia seguinte, ele não ocorre na maioria dos casos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), para aproximadamente 57% das mulheres que tomam o anticoncepcional, a menstruação vem na data prevista. A maioria das mulheres apresenta pouca ou nenhuma alteração relevante no ciclo menstrual.

Ainda segundo a OMS, cerca de 15% das usuárias que tomam a pílula do dia seguinte podem apresentar um atraso de até 7 dias na menstruação. Aproximadamente 13% das mulheres que usam a medicação podem apresentar um atraso menstrual de pouco mais de 7 dias. Em 15% das mulheres, a pílula do dia seguinte pode antecipar a menstruação em até uma semana.

A pílula do dia seguinte não é o único método anticoncepcional que pode atrasar ou ainda antecipar a menstruação. O anticoncepcional injetável trimestral, o DIU de cobre e os implantes também podem causar irregularidade menstrual.

Depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal?

Sim, depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal. A irregularidade ocorre no período menstrual imediatamente seguinte ao uso da pílula. Com a vinda da menstruação, o ciclo volta ao normal.

A irregularidade no ciclo menstrual causada pela pílula do dia seguinte resolve-se espontaneamente. O uso correto do anticoncepcional não provoca alterações duradouras ou permanentes na data da menstruação.

No entanto, o uso repetitivo da pílula do dia seguinte pode tornar as alterações menstruais mais intensas, tornando difícil para a mulher prever a vinda da menstruação e identificar o seu período fértil.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista.

Anticoncepcional pode perder o efeito com o tempo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Anticoncepcional não perde o efeito com o tempo.

O uso prolongado dos anticoncepcionais não diminui sua eficácia. A mulher pode passar meses ou anos usando o mesmo tipo de anticoncepcional (pílula, injetável, anel vaginal, DIU, implante subcutâneo, adesivos), bem como da mesma marca e ele continuará seu efeito de evitar gravidez.

A ressalva é feita no caso do DIU. O DIU de cobre deve ser trocado após 10 anos de uso e o DIU hormonal (Mirena®) deve ser trocado após 5 anos de uso. Quando se passa desse prazo, o DIU pode perder seu efeito contraceptivo.

Em caso de dúvidas, converse com o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família sobre o seu atual método anticoncepcional e o tempo em que está em uso.

O que é DIP e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

DIP é a abreviação de Doença Inflamatória Pélvica. Trata-se de uma infecção dos órgãos reprodutores da mulher. Em geral, a DIP ocorre após a propagação de micro-organismos (sobretudo bactérias) oriundos da vagina, uretra ou colo do útero, que podem se disseminar para as trompas e para os ovários.

A doença inflamatória pélvica pode ser causada por muitos tipos de bactérias. Contudo, as principais causas da DIP são as infecções por gonorreia ou clamídia, que são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Em casos menos comuns, a DIP pode ser causada por bactérias que penetram no aparelho reprodutor através de irritações provocadas no colo do útero, que serve de barreira natural contra esses micro-organismos. A doença inflamatória pélvica nesses casos pode ser consequência de parto ou aborto.

Quais são os sintomas da DIP?

Os sintomas da DIP podem variar de mulher para mulher, mas a dor abdominal no baixo ventre ou na pelve está sempre presente. Outros sinais e sintomas podem incluir febre, dor ao urinar ou defecar, dor na região inferior das costas, corrimento vaginal com odor desagradável, dor durante a relação sexual, sangramento vaginal (principalmente durante ou após relação sexual) náuseas e vômitos.

Quais os fatores de risco da DIP?

Existem diversos fatores que podem aumentar o risco de DIP, tais como:

  • Vida sexual ativa antes dos 25 anos de idade;
  • Ter vários parceiros sexuais;
  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Realização frequente de ducha vaginal;
  • História prévia de DIP ou infecção sexualmente transmissível;
Qual é o tratamento para DIP?

O tratamento da doença inflamatória pélvica inclui repouso, uso de medicamentos analgésicos e antibióticos e retirada do DIU (se for o caso, pois acelera a cura da DIP). Se houver abscesso nas trompas, no ovário ou na pelve, pode ser necessário realizar a drenagem do mesmo.

O tratamento com antibióticos dura no mínimo 14 dias. Mesmo após o final do tratamento, é necessário realizar um acompanhamento para avaliar a presença de sintomas e bactérias durante um período de 4 a 6 semanas.

No início do tratamento da doença inflamatória pélvica, a administração dos medicamentos é feita através de injeções intramusculares ou endovenosas. Assim que a mulher apresentar uma melhora dos sintomas (ausência de febre e diminuição da dor), os medicamentos podem passar a ser administrados por via oral.

A cura clínica da DIP, ou seja, a erradicação completa dos sintomas ocorre em cerca de 90% dos casos. Já as taxas de cura microbiológica, ou seja, a eliminação das bactérias ou dos outros micro-organismos infecciosos que causam DIP, podem chegar a 100%.

Sem tratamento, a doença inflamatória pélvica pode causar cicatrizes nas trompas e em outros órgãos da pelve, abscessos (coleções de pus) nas trompas e nos ovários, gravidez ectópica (gestação fora do útero), infertilidade e dor pélvica crônica.

Na presença de sinais e sintomas de DIP, é importante procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação detalhada.

DIP tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a DIP tem cura.

O tratamento da DIP (Doença Inflamatória Pélvica) é feito com uso de antibióticos que são prescritos pelo/a médico/a assistente. Em alguns casos, a depender dos sintomas do parceiro, também será indicado o tratamento para ele.

Caso a mulher possua DIU (Dispositivo Intra-Uterino), em algumas situações é indicada a retirada do dispositivo.

Quando há demora em iniciar o tratamento para a DIP ou quando não é realizado nenhum tratamento, a doença pode causar consequências na fertilidade da mulher. Por isso, a grande importância em iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Leia mais em:

O que é DIP e quais os sintomas?

O que é histeroscopia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Histeroscopia é um exame que permite visualizar o interior do útero através de um pequeno tubo que possui uma microcâmera na sua extremidade (histeroscópio).

A histeroscopia serve para visualizar a parte interna do útero e observar as suas características. Portanto o exame é indicado para diagnosticar algumas doenças, colher amostras para biópsia e, em alguns casos, fazer pequenas correções cirúrgicas.

Trata-se de um exame semelhante à endoscopia, usado para visualizar o estômago e o esôfago. Porém com material diferente, na histeroscopia utiliza-se um histeroscópio ao invés do endoscópio e com o objetivo de analisar outro órgão, nesse caso o interior da cavidade uterina.

Dentre as doenças que podem ser diagnosticadas e até tratadas através da histeroscopia estão os miomas, os pólipos e as infecções uterinas. O exame também é bastante usado na investigação de causas para abortos de repetição e infertilidade, pois pode identificar fatores que impedem a gravidez.

Como é feita a histeroscopia?

A histeroscopia normalmente é feita entre o 5º e o 14º dia do ciclo menstrual, ou seja, nos 15 dias seguintes à menstruação. O procedimento pode ser realizado no próprio consultório, sem necessidade de anestesia ou internamento. Porém, se o exame estiver causando dor ou muito desconforto, o procedimento pode ser feito com anestesia local e sedação em ambiente hospitalar.

Primeiro, o histeroscópio é introduzido através da vagina até alcançar o útero, com a mulher em posição ginecológica. Depois, são injetados gás carbônico e soro fisiológico no útero para dilatar as suas paredes. A imagens detalhadas da cavidade uterina são transmitidas da microcâmera para um monitor.

O histeroscópio é um tubo com aproximadamente 4 milímetros de diâmetro, que possui uma luz forte e uma pequena câmera na sua extremidade, além de emitir gás que distende o útero de forma lenta e controlada.

O tempo de duração da histeroscopia geralmente não passa dos 15 minutos e a mulher não precisa fazer repouso ou se afastar das suas atividades diárias após o exame.

Contudo, a duração do procedimento vai depender do tipo de doença que se está procurando e dos achados que o médico vai encontrar no momento do exame.

Em alguns casos pode haver um pequeno sangramento e cólicas com duração de até 5 dias.

Como é o preparo para a histeroscopia?

Mulheres que estão na pós-menopausa precisam tomar o medicamento misoprostol, conforme a indicação do médico que solicitou a histeroscopia.

Na véspera do exame, a mulher não deve ter relações sexuais ou aplicar qualquer produto vaginal.

Após a histeroscopia, a mulher não deve ter relações sexuais no mesmo dia. A abstinência pode ser maior se durante o procedimento for necessário biópsia ou outro procedimento qualquer.

Quais as possíveis complicações da histeroscopia?

Depois do exame, pode haver dor causada pela irritação provocada devido ao gás carbônico usado para distender o útero.

Outros efeitos colaterais observados são os sangramentos leves e imediatos, comuns em casos de biópsia. E mais raramente, podem ocorrer infecções tardias.

Quais as indicações e as contraindicações da histeroscopia?

A histeroscopia é indicada em casos de: sangramento uterino anormal, pólipos, miomas, câncer de útero, crescimento anormal do útero, presença de corpo estranho no útero, malformações uterinas, cicatrizes hipertróficas, endometriose, uso de DIU sem fio, abortos de repetição e infertilidade.

A histeroscopia é contraindicada se a mulher estiver grávida, tiver infecções vaginais ou doença inflamatória pélvica ainda sem tratamento.

Para mais informações, fale com um/a médico/a ginecologista, que é o/a especialista e quem habitualmente realiza esse exame.

Leia também: Histeroscopia dói?

O que faço para prevenir corretamente para não engravidar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Você já tem 17 anos já deveria ter pensado nisto, aliás antes mesmo de ter a primeira relação. Comprimidos anticoncepcionais e preservativo (camisinha) são as formas mais comuns de se prevenir gravidez, o ideal é procurar um médico que lhe receitará uma pílula anticoncepcional. Mesmo assim use a camisinha, porque além de te proteger da gravidez, também te protege de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Existem outros métodos anticoncepcionais (injeção, implante, DIU, adesivo... e abstinência sexual...)

Um bebê pode ser gerado no ovário?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode ocorrer fecundação do óvulo e implantação no ovário, porém a gestação termina muito cedo devido este não ser o local adequado.

A implantação do óvulo fecundado fora da cavidade uterina se chama gravidez ectópica e pode ocorrer em diferentes locais como trompas, ovário, colo do útero ou mesmo na cavidade abdominal.

Esse tipo de gravidez não é viável a longo prazo, pois fora do útero o embrião não tem o ambiente ideal para seu desenvolvimento. O local mais comum de ocorrência de gravidez ectópica são as tubas uterinas (trompas de Falópio) e a causa mais comumente associada se deve a obstrução tubária ou disfunção das tubas.

Quais são os fatores de risco para uma gravidez ectópica?

Diferentes fatores que podem interferir no funcionamento adequado da tuba uterina podem aumentar o risco de gravidez ectópica, entre eles temos:

  • Doença inflamatória pélvica (DIP) anterior;
  • Uso de dispositivo intra-uterino (DIU);
  • Gravidez ectópica anterior;
  • Tabagismo;
  • Endometriose;
  • Procedimento cirúrgico nas tubas prévio (como laqueadura tubária);
  • História de infertilidade.
Quando suspeitar de uma gravidez ectópica?

O inicio da gravidez ectópica se assemelha muito a uma gravidez normal, sintomas característicos do começo de uma gestação podem estar ou não presentes como náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade mamária e aumento do número de micções.

O atraso menstrual está presente já que trata-se de uma gravidez, mesmo se localizando no útero. Pode ocorrer também sangramento irregular e dor abdominal.

O exame de betaHcG também é positivo. Na suspeita de uma gravidez ectópica o diagnóstico é confirmado através da realização de uma ultrassonografia, que mostra que o saco gestacional não está na cavidade uterina.

Para mais informações sobre gravidez ectópica consulte o seu ginecologista ou médico de família.

É normal a menstruação depois da gravidez ser diferente?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é normal que a menstruação depois da gravidez seja diferente nos primeiros meses, com um fluxo menstrual mais intenso e com um sangramento que dura mais do que antes da gestação, mas isso volta ao normal com o tempo.

É importante lembrar que o sangramento que começa logo após o parto e pode durar cerca de 40 dias não é menstruação, mas sim restos do material que revestia o útero durante a gestação e que o corpo está eliminando. Este fluxo normalmente é mais intenso e irregular que o da menstruação.

Depois desse período, conhecido como resguardo, a mulher ainda pode ficar meses sem menstruar, no caso de estar amamentando exclusivamente, porque os hormônios produzidos durante o aleitamento impedem a ovulação.

No entanto, quando o bebê deixa de ser alimentado exclusivamente com leite materno e começa a ingerir fórmulas ou comidas sólidas, a mulher já pode voltar a ter menstruação, da mesma maneira que ocorria antes da gravidez.

Há casos de irregularidade do ciclo menstrual entre mulheres que ganharam muito peso durante a gestação, mas que tende a normalizar à medida que a mulher reestabelece seu peso.

O fluxo menstrual também pode ser mais leve do que antes da gravidez se a mulher começar a tomar pílula anticoncepcional, usar DIU ou tomar pílulas que são exclusivamente de  progesterona.

Se houver uma alteração muito significativa entre a menstruação antes e depois da gravidez, a mulher pode consultar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para uma investigação detalhada.