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DIU

Quais os sintomas de inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Os principais sinais e sintomas de inflamação no útero são:

  • Corrimento vaginal (leucorreia), secreção que pode vir com mal cheiro e com coloração amarelada;
  • Dor para urinar (disúria), dor e ardência ao urinar, por vezes de forte intensidade;
  • Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
  • Sangramento, após a relação sexual ou espontânea, porém não esperada, fora do período menstrual;
  • Dor na região pélvica (região inferior da barriga).

Os sintomas de inflamação no útero ocorrem principalmente durante a relação sexual e variam bastante de acordo com a localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

Cervicite

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere por exemplo na gestação, devido a localização, desde que seja tratada adequadamente.

Entretanto a cervicite muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, as trompas e a região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Essa situação é mais grave e, além dos sintomas presentes na cervicite, pode apresentar febre, náuseas e vômitos.

Quais as causas da cervicite?

A principal causa desse tipo inflamação no útero são as infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias, o que inclui doenças sexualmente transmissíveis (DST), como gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase, entre outras.

A cervicite também pode ser causada pelo uso de anticoncepcionais hormonais e por traumatismos no colo do útero.

Quais os sintomas da cervicite?

Os sintomas da cervicite incluem dor abdominal, dor na coluna lombar, dor na região da pelve, dores nas relações sexuais, sangramento vaginal, corrimento e odor desagradável na vagina.

Qual é o tratamento para cervicite?

O tratamento da cervicite depende dos sintomas apresentados pela paciente e dos resultados dos exames solicitados. Em geral é realizado com medicamentos antibióticos orais e tópicos. Nos casos mais graves, a medicação precisa ser administrada pela via endovenosa, em hospital, embora sejam casos raros.

Recomenda-se que a mulher não tenha relações sexuais até o fim do tratamento e desaparecimento completo dos sintomas, o que leva cerca de uma semana.

Endometrite

Endometrite é uma inflamação do endométrio, que é a camada mais interna do útero. Sem tratamento, essa inflamação no útero pode provocar sérios danos no aparelho reprodutor da mulher, podendo causar inclusive infertilidade.

Quais as causas da endometrite?

A principal causa de endometrite são as infecções causadas por bactérias, nomeadamente doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como gonorreia, clamídia e sífilis.

A endometrite ocorre com mais frequência depois do parto, abortos e após exames que podem infectar o útero com bactérias, como histeroscopia, colocação de DIU, curetagem, entre outros.

Quais os sintomas da endometrite?

Os sintomas da endometrite incluem febre, dor acima do púbis, mal-estar, dor durante a menstruação, corrimento e sangramento vaginal.

Qual é o tratamento para endometrite?

O tratamento dessa inflamação no útero é realizado com medicamentos antibióticos. É fundamental seguir o tratamento até o fim para prevenir recaídas e complicações.

O exame Papanicolau é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero e o ginecologista ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento dessas doenças.

Faz mal tomar a pílula do dia seguinte tomando anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. A mulher que já faz uso de anticoncepcional não apresenta riscos adicionais ao tomar a pílula do dia seguinte.

Quando o anticoncepcional é usado corretamente, na hora certa e sem esquecimento, não há necessidade da mulher tomar a pílula do dia seguinte mesmo tendo feito sexo vaginal desprotegido. O anticoncepcional usado rotineiramente apresenta uma boa segurança para evitar gravidez indesejada.

Vale lembrar que a pílula do dia seguinte contém uma quantidade alta de hormônio capaz de desequilibrar o ciclo menstrual da mulher e não deve ser tomada constantemente.

A mulher que já usa algum tipo de anticoncepcional (comprimidos, injeção, anel vaginal, DIU, adesivo ou implante intradérmico) só precisa tomar a pílula do dia seguinte em algumas situações como:

  • atraso maior de 24 horas para pílulas com estrógeno e progestágeno;
  • atraso maior de 3 horas para pílulas só com progestágeno;
  • atraso maior de 2 semanas para injeção com Medroxiprogesterona (ex: Depo-Provera® ).

Fora dessas situações, não há necessidade de usar os dois métodos em conjunto.

Links úteis:

Pílula do dia seguinte corta efeito do anticoncepcional?

Esqueci de tomar a pilula, posso engravidar? O que eu faço?

2 pílulas de anticoncepcional tem o mesmo efeito da pílula do dia seguinte?

Quantas pílulas do dia seguinte posso tomar por ano?

O que fazer para parar a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O uso de anticoncepcionais hormonais é geralmente a forma mais eficaz de reduzir ou parar a menstruação. As opções disponíveis são:

  • Contraceptivos que contenham estrógeno e progestágeno na fórmula, seja comprimidos, anel vaginal ou adesivo transdérmico;
  • Injeção de Medroxiprogesterona (Depo Provera®);
  • DIU (dispositivo intra uterino) hormonal.

O DIU que liberta levonorgestrel pode suspender a menstruação e deve ser mantido por até 5 anos. O implante subcutâneo, que possui progesterona, também é uma opção para fazer parar a menstruação. Já a injeção de medroxiprogesterona (Depo Provera®) é aplicada a cada 3 meses.

Os anticoncepcionais que contém apenas progestágeno também são capazes de suprimir a menstruação. Porém, nos primeiros meses de uso, apresentam chance maior de ocorrência de sangramentos não programados e escapes.

O uso contínuo da pílula anticoncepcional para fazer parar a menstruação pode causar atrofia do endométrio (camada interna do útero) e sangramentos de escape (spottings).

Outras medicações que não são contraceptivos hormonais podem parar a menstruação (Danazol, análogos do hormônio de crescimento, antagonistas e moduladores do receptor de progesterona, entre outros), mas normalmente são indicados quando há alguma patologia associada que está sendo tratada e a ausência de menstruação é um efeito colateral do uso dessa medicação. Esses medicamentos não são usados para finalidade exclusiva de suprimir a menstruação.

A retirada do útero, histerectomia, é outra situação em que a mulher deixa de menstruar. Normalmente, essa cirurgia é indicada na presença de patologia uterina que justifique a remoção do útero.

A opção de suspender a menstruação também é uma forma de tratamento para certas doenças, como mioma e endometriose.

No mioma, interromper a menstruação é benéfico para controlar o sangramento intenso. Na endometriose (presença de tecido do interior do útero fora da cavidade uterina), a suspensão da menstruação traz benefícios para a mulher, uma vez que durante o período menstrual a endometriose pode causar cólicas intensas, entre outros sintomas.

Vale lembrar que algumas mulheres não podem suspender a menstruação. Mulheres com câncer de mama que são sensíveis aos hormônios estrogênio e progesterona não devem tomar a pílula.

Pílulas com estrogênio também são contraindicadas para mulheres com pressão alta não controlada, que fizeram cirurgia grande e permaneceram imobilizadas por muito tempo, bem como para aquelas que já tiveram ou têm derrame cerebral, infarto, enxaquecas severas, tumores no fígado ou hepatite aguda.

O uso de anticoncepcionais hormonais apresenta algumas contraindicações e deve ser prescrito pelo/a ginecologista, clínico geral ou médico/a de família.

PCR alto: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

PCR alto indica a presença de um processo inflamatório na fase aguda, o que pode ser causado por diversas doenças, tais como:

  • Infecções bacterianas;
  • Pancreatite aguda;
  • Apendicite;
  • Queimaduras;
  • Doença inflamatória no intestino;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Linfoma;
  • Infarto do miocárdio;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Artrite reumatoide;
  • Sepse (infecção generalizada);
  • Pós-operatório de alguma cirurgia (3 primeiros dias);
  • Tuberculose.

Existem condições que podem não estar propriamente relacionadas com processos inflamatórios ou infecciosos, mas que podem alterar os níveis de PCR no sangue e influenciar o resultado do exame, tais como:

  • Uso de medicamentos, como anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), aspirina, corticoides, estatinas, beta-bloqueadores, pílula anticoncepcional;
  • Terapia de reposição hormonal;
  • Uso de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Exercício físico intenso;
  • Gravidez;
  • Obesidade.

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O que é PCR?

PCR é uma proteína (proteína C-reativa) produzida no fígado e que está presente em pequenas quantidades no sangue de pessoas saudáveis.

Em casos de inflamações ou infecções agudas, os seus níveis no sangue podem aumentar até 1.000 vezes.

O exame de PCR é usado principalmente para medir o risco de doenças cardiovasculares. Um resultado com PCR alto indica maiores chances de "derrames" e ataque cardíaco.

A elevação da concentração de PCR é maior durante as infecções bacterianas do que nas virais, por isso o exame tem sido muito usado para dar início ao tratamento com antibióticos quando ainda não se sabe se a infecção é causada por vírus ou bactérias.

É importante que você leve o resultado dos exames solicitados pelo/a médico/a na consulta de retorno para que o/a profissional possa relacionar esse resultado com a história clínica, o exame físico e programar a melhor terapêutica indicada para o seu caso.

Leia também:

O que é o exame PCR e para que serve?

Quais os valores normais do PCR?

Proteína c reativa alta pode ser o quê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína c reativa alta indica a presença de algum processo inflamatório ou infeccioso na fase aguda. A proteína C reativa também pode estar alta quando ocorre morte de tecido (necrose), como em casos de infarto.

Assim, o exame de PCR pode apresentar valores mais altos em casos de infecção bacteriana, pancreatite aguda, apendicite, queimadura, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide, sepse (infecção generalizada), pós-operatório e tuberculose.

A proteína c reativa (PCR) é produzida pelo fígado e está naturalmente presente no sangue de pessoas saudáveis, mas em pequenas quantidades.

Quando uma inflamação ou infecção aguda se instala, as taxas de proteína c reativa podem subir vertiginosamente, com valores até 1.000 vezes superiores aos valores normais.

Proteína c reativa alta é sempre sinal de doença?

Nem sempre que a proteína c reativa está alta é sinal de alguma doença ou algo mais grave, já que existem diversas condições que podem alterar o resultado do exame de PCR. Entre elas estão o uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, aspirina, corticoides, anticoncepcionais, beta-bloqueadores, hormônios), uso de DIU, atividade física intensa, gravidez, obesidade, entre outras.

Por isso, apesar do exame de proteína c reativa ser preciso e seguro, ele não é específico o suficiente para diagnosticar doenças, já que os valores de PCR podem estar altos na presença de qualquer processo inflamatório no organismo. Por isso, são necessários outros exames para identificar a origem da inflamação ou infecção.

Para que serve o exame de proteína c reativa?

A análise dos valores de PCR serve sobretudo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"). Uma taxa de proteína c reativa alta significa mais chances de desenvolver essas patologias, enquanto que valores baixos e constantes indicam que o risco é menor.

Para avaliar o risco de infarto e derrame cerebral, é solicitado o exame de proteína C reativa ultrassensível, que mede as taxas de PCR de forma mais específica.

A proteína c reativa é útil para avaliar o risco de doenças cardiovasculares pois essas patologias são causadas principalmente por 2 fatores: depósito de placas de gordura nas paredes das artérias e processo inflamatório constante nesses vasos sanguíneos.

Por isso, quando os valores de proteína C reativa estão constantemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L), indicam que existe um processo inflamatório contínuo no corpo. Isso pode ser um sinal de que a pessoa tem mais chances de ter um infarto ou um derrame.

O exame de PCR também é frequentemente utilizado para determinar se uma infecção é causada por vírus ou bactérias. Normalmente, a proteína c reativa eleva-se mais nas infecções bacterianas do que nas virais, o que permite identificar o tipo de infecção e iniciar de imediato o tratamento com antibióticos.

Por fim, é importante frisar que a análise das taxas de proteína c reativa deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá interpretar o resultado levando em consideração a história clínica e o exame físico do paciente.

Tomando anticoncepcional posso transar sem camisinha?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os anticoncepcionais disponíveis em pílula, injeção, dispositivo intra uterino, anel vaginal, adesivo ou implante subcutâneo não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST). A função primordial do anticoncepcional é evitar gravidez indesejada, mas ele não é capaz de evitar as DSTs como a camisinha é capaz.

O preservativo tanto masculino quanto feminino são eficazes para prevenir as DSTs e também é um método contraceptivo para  evitar gravidez.

Por isso, mesmo quem toma anticoncepcional é aconselhável usar a camisinha para evitar as doenças que são transmitidas pelo sexo.

Com relação à eficácia dos métodos anticoncepcionais, os anticoncepcionais citados acima têm eficácia um pouco superior à da camisinha para prevenir gravidez. Mas todos, quando usados corretamente, são capazes de prevenir 98 a 99% dos casos.

O que posso tomar para que a menstruação não desça?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O uso de anticoncepcionais hormonais de forma contínua e sem interrupção provoca a ausência de menstruação. Enquanto estiver tomando dessa forma, sua menstruação provavelmente não irá descer.

Esses anticoncepcionais hormonais podem ser em forma de comprimidos (pílula), injeção, anel vaginal, DIU ou adesivo.

O atraso da menstruação ocorre devido às constantes doses de hormônios artificiais presentes no anticoncepcional. Estes hormônios estão naturalmente presentes no organismo da mulher, porém de forma flutuante e capaz de oscilar ao longo do ciclo menstrual.

Ao usar o anticoncepcional hormonal ininterruptamente, a parte interna do útero (endométrio) não irá descamar e, consequentemente, não haverá menstruação.

A seleção bem como a indicação dessa forma contínua de uso devem ser feitas considerando os benefícios médicos, a condição clínica da pessoa, a conveniência e os custos financeiros. Essa decisão deve ser feita pela mulher juntamente com a orientação do/a profissional de saúde.  

O que é sangramento de escape?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual. Esse sangramento é diferente do sangramento da menstruação pois tem uma coloração de sangue menos vivo, não é prolongado, costuma durar alguns dias ou mesmo apenas 1 dia, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente.

Geralmente, é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino) ou no início da gravidez (primeiros 3 meses). A frequência do escape é maior nos primeiros meses de uso do anticoncepcional, mas ao fazer o uso correto, o escape não está associado com a redução da eficácia do anticoncepcional.

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

A maioria das mulheres apresenta resolução espontânea do problema, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para orientações.

Leia também: É normal ter sangramento durante o período fértil?

Qual a diferença entre transvaginal e endovaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

São terminologias diferentes para denominar o mesmo tipo de ultrassonografia. Transvaginal ou endovaginal são nomes parecidos que significam:

  • Transvaginal = através da vagina
  • Endovaginal = dentro da vagina

Apesar da terminologia diferente, eles consistem no mesmo exame: a ultrassonografia realizada pela via vaginal para ter acesso às estruturas pélvicas.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométriosangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Leia também:

Como é feito o exame transvaginal?

Para que serve o exame transvaginal?

Para que serve o exame transvaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame transvaginal serve para o médico visualizar, com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, sendo utilizado para avaliar a espessura do endométrio; sangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Na gravidez, o exame (ecografia ou ultrassom) transvaginal é feito nos primeiros 3 meses para saber a idade gestacional, excluir a possibilidade de gravidez ectópica, diagnosticar gestação múltipla, avaliar a vitabilidade ovular e do colo do útero. Entre a 10ª e a 13ª semana, permite diagnosticar malformações fetais e rastrear alterações cromossômicas.

A partir do segundo trimestre o exame feito é o ultrassom abdominal e não mais o transvaginal.

Quem realiza o exame transvaginal é o/a médico/a radiologista ou ultrassonografista.

Bolinhas com pus na parte de dentro da vagina e muita dor. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas com pus na parte de dentro da vagina que provocam muita dor podem ser algum tipo de infecção vaginal. O pus e a dor são sinais e sintomas de infecção, o que reforça as chances de ser uma infecção vaginal.

Em geral, as infecções vaginais produzem também sintomas como:

  • Corrimento;
  • Sensação de desconforto abaixo do estômago;
  • Coceira;
  • Dor ao urinar;
  • Dor ou dificuldade para ter relações sexuais.

As vulvovaginites, como são chamadas as infecções vaginais, quase sempre têm como causa micro-organismos (fungos, bactérias) que podem ou não ser transmitidos pelo contato sexual.

Porém, uma infecção vaginal também pode estar relacionada com fatores físicos, químicos, hormonais e anatômicos, que aumentam a predisposição para desencadear o processo.

Tais fatores modificam a flora vaginal, favorecendo o aparecimento de infecções. Entre eles estão:

  • Diabetes;
  • Uso de esteroides;
  • Traumas;
  • Uso de lubrificantes e absorventes internos e externos;
  • Depilação exagerada e frequente;
  • Roturas perineais;
  • Prática de sexo não convencional;
  • Uso de DIU;
  • Estrogênio baixo ou elevado.

Para saber ao certo a origem dessas bolinhas com pus dentro da vagina, você deve procurar o/a médico/a ginecologista ou o/a médico/a de família. Ele/ela poderá diagnosticar a origem dessa eventual infecção e prescrever o tratamento mais adequado para o seu caso. 

Quais os remédios para cólicas menstruais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Alguns dos remédios que podem ser usados para cólicas menstruais são:

  • Ibuprofeno (Buscofem®);
  • Ácido Mefenâmico (Ponstan®);
  • Escopolamina (Buscopan®);
  • Cloridrato de Papaverina (Atroveran®).

O Ibuprofeno e o Ácido Mefenâmico são medicamentos anti-inflamatórios que também trabalham no alívio da dor da cólica menstrual.

Já a Escopolamina e o Cloridrato de Papaverina são remédios antiespasmódicos. O Atroveran® também tem ação analgésica.

O uso de medicamentos anticoncepcionais hormonais, seja em pílula, injeção, DIU (hormonal), anel vaginal ou adesivo transdérmico, também pode aliviar as cólicas menstruais e diminuir o fluxo menstrual.

Leia também: Como aliviar cólica menstrual?; Existem tratamentos naturais para cólicas menstruais?

É normal sentir cólica menstrual forte?

Cólicas menstruaisfortes e persistentes podem ou não serem normais, isto porque tanto podem ser causadas por doenças ginecológicas, quanto podem ser decorrentes do próprio funcionamento normal do útero durante o período menstrual.

A cólica menstrual quando é causada por doenças é chamada de dismenorreia secundária, e pode piorar com a idade. Geralmente, a dor desse tipo de cólica menstrual é severa e persiste durante todos os dias do período, além de estar associada a outros sintomas, como dor durante a relação sexual e sangramento menstrual prolongado. Pode ser causada por problemas como endometriose, pólipos uterinos, doença inflamatória pélvica, leiomioma uterino, entre outros.

Por outro lado, a cólica menstrual típica do período menstrual, que não está relacionada com doenças, é chamada pelos médicos de dismenorreia primária. Pode começar horas antes ou logo noinício do fluxo menstrual e durar algumas horas ou dias. Com o passar da idade, a dismenorreia primária tende a ser menos frequente.

De qualquer forma, casos de cólica menstrual muito forte e persistente devem ser avaliados pelo médico de família ou ginecologista, para que seja feito o diagnóstico mais adequado e decidido qual o melhor tratamento a seguir, seja através de medicamentos ou mesmo de procedimentos.