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O que é gravidez ectópica e quais os seus sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A gravidez ectópica acontece quando o óvulo é implantado fora da cavidade uterina e o feto se desenvolve fora do útero. Os principais sintomas são: dor abdominal, atraso da menstruação e perdas de sangue irregulares pela vagina.

Uma gravidez ectópica pode ocorrer nas trompas (gravidez tubária), no ovário (gravidez ovariana), no ligamento largo (gravidez intraligamentar), no colo do útero (gravidez cervical) ou peritônio (gravidez abdominal).

Numa gravidez normal, a fecundação (união do óvulo com o espermatozoide) ocorre nas trompas e depois o óvulo fecundado é transportado até o útero, onde ocorre a nidação (fixação do embrião na parede interna do útero).

Quando alguma alteração ocorre durante esse processo, o óvulo fecundado pode ser implantado noutro local que não o útero, principalmente na trompa.

A principal causa de gravidez tubária são a obstrução da trompa causada por infecções pélvicas e cirurgias ou diminuição da motilidade das trompas.

Uma vez que na gravidez ectópica o embrião se implanta num local que não está preparado para recebê-lo, a gravidez pode evoluir ou não.

Quando a gestação não evolui, a camada que reveste o útero internamente descama, causando sangramento vaginal. No caso da gravidez evoluir, há chances de haver ruptura e hemorragia, aumentando os riscos para a gestante, inclusive de morte.

Quais são os sintomas de gravidez ectópica?

Os sintomas normalmente aparecem entre 6 e 8 semanas após a última menstruação, podendo surgir mais tarde se a gravidez não estiver na trompa.

Também estão presentes os sintomas iniciais de uma gravidez comum, como aumento da sensibilidade das mamas, náuseas eaumento do número de micções.

A gravidez ectópica ocorre em até 2% das gestações, sendo a gravidez nas trompas (gravidez tubária) a responsáveis por mais de 90% dos casos de gravidez ectópica.

Vale lembrar que a gravidez tubária não manifesta sintomas enquanto não houver a ruptura da trompa.

Quais são os fatores de risco da gravidez ectópica?

Os fatores que aumentam os riscos de gravidez ectópica incluem idade entre 25 e 34 anos, infertilidade, DST (sobretudo clamídia), história de gravidez ectópica, realização de laqueadura, reconstrução ou cirurgia na tuba uterina, doenças nas trompas, uso de DIU e endometriose.

Qual é o tratamento para gravidez ectópica?

O tratamento da gravidez ectópica pode incluir o acompanhamento clínico (vigilância), tratamento com injeções de metotrexato e cirurgia para retirar o feto ou a trompa afetada, no caso de estar muito danificada. O tipo de tratamento é definido conforme cada caso.

Toda gravidez ectópica apresenta grandes riscos para a mulher e deve ser tratada o mais rápido possível para evitar complicações graves como ruptura da tuba uterina e hemorragia interna

Um contraceptivo de marca diferente tem o mesmo efeito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Os contraceptivos em pílula apresentam o mesmo efeito mesmo sendo de marcas diferentes.

Quando o contraceptivo apresenta o mesmo composto e muda apenas o nome comercial (marca), geralmente ele possui a mesma dosagem de cada componente (progestágeno e/ou estrógeno), sendo assim, a quantidade de medicação na corrente sanguínea não será alterada. Porém, há contraceptivos de marcas diferentes que não possuem dosagens iguais.

O que deve ser levado em consideração ao trocar de marca é não haver um intervalo entre as cartelas, ou seja, o primeiro comprimido da cartela nova deve ser iniciado no dia seguinte ao término da antiga cartela.

Não é recomendado fazer trocas de marcas de contraceptivos com frequência. A dosagem de cada anticoncepcional pode alterar minimamente e impactar o ciclo menstrual e a adaptação à medicação.  Por isso, uma mudança de marca ocasionalmente não há prejuízos, mas a mudança mensal ou constante pode provocar desequilíbrios hormonais.

Quando a troca é entre tipos diferentes de métodos contraceptivos, como por exemplo passar da pílula para a injeção, DIU ou implante o cuidado deve ser maior e as recomendações são diferentes.

O/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família podem orientar a decisão de qual tipo de anticoncepcional é mais adequado em seu caso, bem como avaliar as possíveis contra indicações de cada método.

Posso fazer exame transvaginal no fim da menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a mulher pode fazer o exame transvaginal mesmo estando no fim do período de menstruação.

O ultrassom transvaginal é solicitado para avaliar os órgãos pélvicos da mulher.

Esse exame pode ser feito ao longo de todo o ciclo da mulher. Em alguns casos específicos, o/a médico/a poderá solicitar que o exame seja feito em algum momento específico do ciclo como durante a ovulação ou durante a menstruação. Se houver essa indicação, a mulher deve fazer o exame no período indicado. Caso nenhuma indicação específica seja feita, a mulher é orientada a fazer a ultrassonografia em outro período do ciclo não estando menstruada para evitar possíveis incômodos.

Aconselha-se, geralmente, que o exame seja feito fora do período menstrual para não gerar na mulher o desconforto com o sangramento durante o exame. Por isso, logo quando acabar o sangramento, a mulher já pode realizar o exame. Porém, no final da menstruação, em geral, o fluxo de sangue é menor e causa menos desconforto para a mulher.

A ultrassonografia transvaginal serve para avaliar órgãos e estruturas pélvicas da mulher como útero, endométrio, ovários, trompas uterinas, etc. É um exame de imagem em que, através de um aparelho, o/a médico/a visualiza de imediato normalidades ou possíveis alterações nessa região.

Examinando com maior proximidade e nitidez, estruturas e órgãos pélvicos como o útero, os ovários, o colo do útero e as trompas, o exame pode ser indicado para avaliar a espessura do endométrio; sangramento uterino; presença de massa pélvica (mioma, câncer); anomalias no útero; localização do DIU; avaliação da gravidez e auxiliar as técnicas de reprodução assistida.

Leia também:

Como é feito o exame transvaginal?

Fiz um exame de colpocitologia oncótica e o resultado foi...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame apresenta resultado dentro dos limites da normalidade. No entanto, como todo exame complementar, deve ser analisado pelo médico que o solicitou, para que junto com a análise clínica, seja definido melhor tratamento e acompanhamento.

A descrição dos achados no exame é dividida em:

  1. Identificação da amostra,
  2. Características do material colhido,
  3. Diagnóstico final.
Analisando o exame descrito Avaliação da amostra: satisfatória.

A avaliação "satisfatória", significa que pode ser realizada a análise do material. Ou seja, significa que a coleta do material foi adequada, a quantidade de material está suficiente e os cuidados com a lâmina ou frasco entregues estão nas condições exigidas. Como foi no seu caso.

Quando ocorre alguma falha, seja na coleta ou no material colhido, como quebra de uma lâmina no transporte para o laboratório ou sinais de contaminação, o patologista pode invalidar a amostra e solicitar nova coleta para uma análise mais segura.

Microbiologia: Flora bacilar

A flora bacilar quer dizer que a maior parte é representada por lactobacilos, os quais são considerados bactérias "boas" da flora vaginal. Os lactobacilos são responsáveis pela defesa natural dessa região, impedindo a proliferação de fungos e bactérias causadores de doenças.

Quando ocorre algum desequilíbrio nessa flora, seja por gestação, menstruação, atividade sexual, má higiene ou uso de hormônios, a mulher se torna mais exposta a bactérias nocivas, resultando nos quadros de corrimento, cervicite e vaginite. As doenças mais comuns são a candidíase, tricomoníase e vaginose por gardenerella.

Avaliação hormonal: Esfregaço eutrófico.

O resultado esfregaço "eutrófico" no exame, significa que o material analisado está normal.

No esfregaço, são avaliadas as camadas celulares do colo, sua proliferação, amadurecimento e descamação. Todo esse processo é coordenado pelos hormônios sexuais femininos, por isso, em situações de alteração hormonal esse resultado pode estar alterado sem que sinalize uma doença, como por exemplo no caso de menopausa, aonde o estrogênio está diminuído e o resultado esperado deve ser de tecido "hipotrófico".

Portanto, todo resultado de exames, deve ser avaliado em conjunto com a análise clínica.

Diagnóstico: Negativa para células neoplásicas. Presença de alterações celulares reativas ou reparativas em células escamosas.

Esse é o principal critério apresentado no laudo, aonde indica a presença ou ausência de células malignas/pré-malignas, além de outros achados que forem evidenciados. No seu caso foi negativo para células malignas (neoplásicas), descartando células precursoras de câncer.

A presença de células reativas ou reparativas em células escamosas, nos diz que foram visualizadas alterações no epitélio do colo (escamoso), as quais geralmente estão relacionadas a reações inflamatórias prévias, uso de absorventes internos ou DIU, reações alérgicas, exposição à radiação ou mesmo decorrente da atrofia epitelial esperada na menopausa.

O que é o Exame de colpocitologia oncótica?

O exame de colpocitologia oncótica, é o exame preventivo feminino, ou Teste de Papanicolau. Exame de rastreio, utilizado de rotina na prática médica para prevenção do câncer do colo de útero na mulher, o terceiro tipo de câncer mais comum na população feminina mundial.

O objetivo principal é a detecção precoce de células precursoras do tumor, para um tratamento precoce e eficaz. Quanto mais cedo for detectado o câncer, maior a chance de cura.

Para maiores esclarecimentos converse com seu/sua médico/a ginecologista, e mantenha sempre um acompanhamento regular.

Adenomiose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A adenomiose pode sim ter cura, o tratamento definitivo, quando indicado, é através da remoção cirúrgica do útero - histerectomia, ou com a chegada da menopausa. Entretanto existem tratamento menos agressivos para controle dos sintomas, até a necessidade desta opção.

O tratamento da adenomiose pode ser feito com hormônios (anticoncepcionais, DIU, implantes subcutâneos) ou cirurgia. Pode incluir:

  • Medicamentos hormonais, como os anticoncepcionais com progesterona;
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINE);
  • Analgésicos;
  • Dispositivo Intrauterino (DIU) de levonorgestrel;
  • Anel vaginal;
  • Implantes subcutâneos;
  • Cirurgia para remoção do nódulo, em casos de adenomiose localizada;
  • Cirurgia para retirar o útero (histerectomia total).

O tratamento não cirúrgico da adenomiose tem como objetivo amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da mulher, além de permitir uma gravidez desejada. Esses métodos visam conter ou diminuir o(a):

  • Sangramento;
  • Cólica menstrual;
  • Dor pélvica;
  • Tamanho do útero, que está aumentado na adenomiose.

Leia também: Quem tem adenomiose pode engravidar?

Porém, apesar de ser uma alternativa a tratamentos radicais como a retirada total do útero, o tratamento clínico da adenomiose é limitado devido aos efeitos colaterais, além de que os sintomas reaparecem com a interrupção do tratamento.

Uma boa opção de tratamento não cirúrgico é o uso do anel vaginal, quando tolerável, pelas seguintes vantagens:

  • Método seguro e confiável;
  • Não precisa ser inserido diariamente;
  • Liberta uma quantidade constante de hormônio;
  • Provoca menos efeitos colaterais;
  • Não altera o peso corporal;
  • Discreto e fácil de usar.

Fale com seu/sua médico/a ginecologista para maiores esclarecimentos quanto às indicações, vantagens e desvantagens de todas as formas de tratamento para a adenomiose.

Leia também: O que é adenomiose e quais os sintomas?

O DIU tem efeitos colaterais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O DIU tem, sim, alguns efeitos colaterais. Pode ocorrer:

  • Alterações no ciclo menstrual (diminuição ou amenorreia);
  • Sangramento menstrual prolongado e volumoso;
  • Cólicas de maior intensidade, principalmente nos três primeiros meses de uso, ou dor durante a menstruação;
  • Em raros casos, infecções intrauterinas e até mesmo infertilidade;

Adicionalmente, o DIU pode perfurar a parede uterina (raros casos).

Caso deseje realizar esse método contraceptivo, consulte seu ginecologista. Ele poderá sanar todas as suas dúvidas e é o profissional mais indicado para sua colocação.

Quem tem enxaqueca pode tomar anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem tem enxaqueca pode usar determinados anticoncepcionais.

A escolha do anticoncepcional para quem tem enxaqueca irá depender de alguns fatores como a idade (maiores ou menores de 35 anos) e a presença ou ausência de aura. A combinação desses dois fatores são levados em conta para decidir qual o melhor anticoncepcional a ser usado.

Em geral, mulheres que apresentam enxaqueca com aura ou que tenha mais de 35 anos devem ficar mais atentas pois, nesses casos, os anticoncepcionais hormonais combinados contendo estrogênio não podem ser usados. Para essas mulheres as opções serão:

  • Preservativo feminino ou masculino;
  • DIU;
  • Pílulas contendo apenas progesterona;
  • Implante subcutâneo;
  • Injeção trimestral.

Quem tem enxaqueca e vai iniciar um método anticoncepcional deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação pormenorizada.

O uso de anticoncepcionais pode causar vaginite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o uso de anticoncepcionais pode favorecer a vaginite, assim como a vulvovaginite recorrente, pois o componente estrogênico do anticoncepcional parece aumentar a sensibilidade e aderência de fungos, podendo causar esse processo infeccioso.

O muco vaginal protege o organismo contra inflamações e infecções. Mudanças na composição desse muco aumentam a predisposição para infecções vaginais (vaginites).

A pílula anticoncepcional também pode alterar o meio vaginal, interferindo no seu pH (acidez) e no equilíbrio da flora vaginal (bactérias naturalmente presentes na vagina).

Outros métodos anticoncepcionais como anel vaginal e dispositivo intrauterino (DIU), também podem aumentar a frequência de vaginites, por conter um "corpo estranho" (o próprio anel e o fio do DIU), que facilitam a aderência de fungos.

Quais as causas da vaginite?

Além dos anticoncepcionais, existem muitos outros fatores que podem alterar o equilíbrio da flora bacteriana normal e causar vaginites. Dentre eles incluem: o uso de antibióticos, corticoides, estresse, relações sexuais, uso de cremes vaginais, ter poucos pelos pubianos, aplicação de duchas na vagina, diabetes, gravidez, uso de desodorantes íntimos, entre outros.

Quais são os sintomas de vaginite?

O principal sintoma da vaginite é o corrimento vaginal, que normalmente vem acompanhado de coceira, vermelhidão, queimação ou pequeno sangramento. Podem ocorrer ainda dor, dificuldade para urinar, além de dor durante as relações sexuais.

No caso de vaginite atrófica, a mulher apresenta menos corrimento e mais incômodo durante as relações, decorrente da atrofia e ausência de muco, o que torna o ambiente muito seco.

Qual é o tratamento para vaginite?
  • Higiene adequada, evitando uso excessivo de sabonetes, desodorantes íntimos ou duchas, que alteram o Ph do muco vaginal;
  • Sintomáticos, banhos de assento ou compressas frias, aliviam a coceira e queimação;
  • Medicamentos, quando necessário, por exemplo no caso de dor e coceira intensa, podem ser prescritos medicamentos tópicos (pomadas) ou medicamentos orais, com corticoides e antifúngicos.

Consulte um/a médico/a ginecologista para avaliar o seu caso e diagnosticar a causa da sua vaginite. Pode ser necessário trocar de pílula ou utilizar outro método anticoncepcional, conforme orientação médica.

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O que é candidíase?

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Quais são os sintomas da candidíase?

Dor de cabeça, enjoo pela manhã e corrimento marrom...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, pode ser gravidez. Principalmente se a menstruação estiver atrasada, caso contrário, é menos provável que seja.

O sangramento descrito pode estar relacionado ainda com adaptação hormonal no organismo, comum nos casos de uso de anticoncepcionais de longa duração ou injetáveis. Inclusive mulheres fumantes estão mais susceptíveis a esse tipo de sangramento, conhecido por sangramento de escape ou "spotting".

Saiba mais em: Sangramento de escape pode ser considerado menstruação?

Alguns fatores precisam ser levados em conta para pensar em uma possível gravidez: Primeiro, se houve relação desprotegida, depois se faz uso de anticoncepcional e porventura tenha esquecido algum comprimido, e por fim, se a menstruação está atrasada.

A coloração marrom em pequena quantidade pode ser o início de um ciclo menstrual normal em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais, porém a dor de cabeça pela manhã e enjoos há 3 dias pode estar relacionada aos primeiros sintomas de uma gravidez.

Leia também: Os 7 primeiros sintomas de gravidez: descubra se você está grávida

Relação sem proteção

Sempre que ocorre uma relação sexual sem uso de contraceptivos, seja anticoncepcional ou de barreira, como a camisinha, existe o risco de gravidez. Quanto mais próximo do período fértil, maior a possibilidade.

Leia sobre o assunto no link: Como calcular o Período Fértil?

Faz uso de algum contraceptivo

No caso de fazer uso regular de algum anticoncepcional, de forma correta, há mais de um mês, a possibilidade de gravidez é muito pequena. A eficácia das medicações atualmente chega a 99%, por isso, se fizer uso regular é extremamente raro que aconteça.

Isso tanto para anticoncepcionais orais, como injetáveis, DIU ou contraceptivos de barreira.

Lembrando que os contraceptivos de barreira, como a camisinha, são os únicos que impedem além da gravidez, a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, a sífilis e a gonorreia.

A menstruação está atrasada?

A menstruação atrasada costuma ser o primeiro sinal de gravidez. Para algumas mulheres que tem os ciclos irregulares pode ser mais difícil de avaliar esse dado, e por isso percebem sintomas como enjoo e sonolência inicialmente, mas na maioria das mulheres o primeiro sinal é o atraso menstrual.

E o cigarro..

Vale ressaltar que o uso crônico de cigarro está associado a diversas doenças graves, como aumento do risco de câncer (em diferentes órgãos), endometriose, acidente vascular cerebral, trombose, doença pulmonar crônica, entre tantas outras, as quais podem levar a inicialmente apenas aos sintomas descritos.

No seu caso, recomendamos que procure um médico clínico geral, médico da família ou ginecologista para um exame clínico e avaliação de todos esses fatores. Só assim poderá definir a causa desses sintomas e tratamento adequado.

O anticoncepcional adesivo é seguro?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O adesivo anticoncepcional é seguro, com uma eficácia de contracepção de 99%. Isso significa que, se utilizado corretamente, a chance de gravidez é de apenas 1%.

O anticoncepcional adesivo atua como a pílula tradicional, com a diferença de que os hormônios (estrogênio e progesterona), nesse caso, são absorvidos pela pele. Ele é comercializado com o nome de "Evra ®".

Contudo, apesar de ser seguro e ter quase 100% de eficácia, o anticoncepcional adesivo não é tão eficaz como outros métodos, como o método combinado (camisinha + anticoncepcional oral), DIU ou laqueadura.

Vale ressaltar ainda que o anticoncepcional adesivo pode ser menos eficaz para prevenir a gravidez em mulheres com mais de 90 kg. Nesses casos, recomenda-se utilizar outro método anticoncepcional.

Anticoncepcional adesivo Como usar o anticoncepcional adesivo?

Para utilizar o anticoncepcional adesivo, é só colá-lo na pele no 1º dia da menstruação e deixá-lo no local por 7 dias. Após esse período, é necessário trocar o adesivo. Além disso, é preciso fazer um intervalo de 7 dias após o uso de 3 adesivos consecutivos.

O adesivo fica bem colado na pele e geralmente não se solta com facilidade, mesmo no banho. Os melhores locais para se colar o adesivo são nos braços, nas costas, no ombro, no abdômen ou nas nádegas. A região das mamas deve ser evitada na hora de colar o produto.

É importante deixar o adesivo bem visível para que seja fácil verificar a sua integridade diariamente.

Quais os efeitos colaterais do anticoncepcional adesivo?

Os efeitos colaterais do adesivo anticoncepcional são os mesmos da pílula, mas com menor intensidade e menos comuns. Entre eles estão:

  • Irritação na pele;
  • Sangramento vaginal;
  • Retenção de líquidos;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Aparecimento de manchas escuras na pele (especialmente no rosto);
  • Enjoo e vômito;
  • Dor nas mamas;
  • Cólicas e dor abdominal;
  • Nervosismo;
  • Alterações do apetite.

O adesivo anticoncepcional também pode aumentar o risco de trombose e outras doenças tromboembólicas, elevar os níveis de colesterol e triglicerídeos, além de interferir na sensibilidade da insulina (hormônio responsável pelo transporte de açúcar para dentro das células).

Dentre as vantagens do anticoncepcional adesivo está a sua facilidade de uso e o facto de não perder a eficacia em caso de vômitos, diarreia ou uso de outros medicamentos. Além disso, os efeitos são quase que imediatamente reversíveis, uma vez que a fertilidade retorna em apenas um mês após cessação do uso.

Caso deseje utilizar esse método contraceptivo, consulte um médico ginecologista ou médico de família.

Endometriose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A cura para a endometriose ainda é controversa. Considera-se que a cura só ocorreria através da retirada do útero (histerectomia) e possivelmente dos ovários (ooforectomia), além da retirada cirúrgica dos focos de endometriose presentes em outros locais (intestino, bexiga, pulmões, peritônio), o que, claro, só deve ser indicado em pacientes com doença muito grave e que não desejam mais engravidar.

Há diversas modalidades de tratamento para endometriose:

  • esperar, para ver se ocorre melhora espontânea;
  • uso de anti-inflamatórios;
  • uso de medicações ou dispositivos, com objetivo de que a paciente pare de menstruar de 6 meses a um ano, como: contraceptivos orais ("pílula"), DIU com progesterona, danazol, gestrinona, leuprolide, goserelina, inibidores de uma enzima chamada aromatase.
  • cirúrgico: por videolaparoscopia, com objetivo de destruir implantes de células do endométrio, ou definitiva, na tentativa de "curar" a endometriose.

O seguimento e o tratamento deve ser feito por médico ginecologista.

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Endometriose pode virar câncer?

Sangramento de escape posso contar como menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O sangramento de escape não pode ser contado como menstruação.

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual. Esse sangramento não é prolongado, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente. Geralmente é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino). No seu caso, é bem provável que seja associado ao uso do anticoncepcional.

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

A maioria das mulheres apresenta resolução espontânea do problema, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para orientações.