DIU

O DIU tem efeitos colaterais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O DIU tem, sim, alguns efeitos colaterais. Pode ocorrer:

  • Alterações no ciclo menstrual (diminuição ou amenorreia);
  • Sangramento menstrual prolongado e volumoso;
  • Cólicas de maior intensidade, principalmente nos três primeiros meses de uso, ou dor durante a menstruação;
  • Em raros casos, infecções intrauterinas e até mesmo infertilidade;

Adicionalmente, o DIU pode perfurar a parede uterina (raros casos).

Caso deseje realizar esse método contraceptivo, consulte seu ginecologista. Ele poderá sanar todas as suas dúvidas e é o profissional mais indicado para sua colocação.

Quem tem enxaqueca pode tomar anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem tem enxaqueca pode usar determinados anticoncepcionais.

A escolha do anticoncepcional para quem tem enxaqueca irá depender de alguns fatores como a idade (maiores ou menores de 35 anos) e a presença ou ausência de aura. A combinação desses dois fatores são levados em conta para decidir qual o melhor anticoncepcional a ser usado.

Em geral, mulheres que apresentam enxaqueca com aura ou que tenha mais de 35 anos devem ficar mais atentas pois, nesses casos, os anticoncepcionais hormonais combinados contendo estrogênio não podem ser usados. Para essas mulheres as opções serão:

  • Preservativo feminino ou masculino;
  • DIU;
  • Pílulas contendo apenas progesterona;
  • Implante subcutâneo;
  • Injeção trimestral.

Quem tem enxaqueca e vai iniciar um método anticoncepcional deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação pormenorizada.

O anticoncepcional adesivo é seguro?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O adesivo anticoncepcional é seguro, com uma eficácia de contracepção de 99%. Isso significa que, se utilizado corretamente, a chance de gravidez é de apenas 1%. O anticoncepcional adesivo atua como a pílula tradicional, com a diferença de que os hormônios (estrogênio e progesterona), nesse caso, são absorvidos pela pele. Ele é comercializado com o nome de "Evra ®".

Contudo, apesar de ser seguro e ter quase 100% de eficácia, o anticoncepcional adesivo não é tão eficaz como outros métodos, como o método combinado (camisinha + anticoncepcional oral), DIU ou laqueadura.

Vale ressaltar ainda que o anticoncepcional adesivo pode ser menos eficaz para prevenir a gravidez em mulheres com mais de 90 kg. Nesses casos, recomenda-se utilizar outro método anticoncepcional.

Como usar o anticoncepcional adesivo?

Para utilizar o anticoncepcional adesivo, é só colá-lo na pele no 1º dia da menstruação e deixá-lo no local por 7 dias. Após esse período, é necessário trocar o adesivo. Além disso, é preciso fazer um intervalo de 7 dias após o uso de 3 adesivos consecutivos.

O adesivo fica bem colado na pele e geralmente não se solta com facilidade, mesmo no banho. Os melhores locais para se colar o adesivo são nos braços, nas costas, no ombro, no abdômen ou nas nádegas. A região das mamas deve ser evitada na hora de colar o produto.

É importante deixar o adesivo bem visível para que seja fácil verificar a sua integridade diariamente.

Quais os efeitos colaterais do anticoncepcional adesivo?

Os efeitos colaterais do adesivo anticoncepcional são os mesmos da pílula, mas com menor intensidade e menos comuns. Entre eles estão:

  • Irritação na pele;
  • Sangramento vaginal;
  • Retenção de líquidos;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Aparecimento de manchas escuras na pele (especialmente no rosto);
  • Enjoo e vômito;
  • Dor nas mamas;
  • Cólicas e dor abdominal;
  • Nervosismo;
  • Alterações do apetite.

O adesivo anticoncepcional também pode aumentar o risco de trombose e outras doenças tromboembólicas, elevar os níveis de colesterol e triglicerídeos, além de interferir na sensibilidade da insulina (hormônio responsável pelo transporte de açúcar para dentro das células).

Dentre as vantagens do anticoncepcional adesivo está a sua facilidade de uso e o facto de não perder a eficacia em caso de vômitos, diarreia ou uso de outros medicamentos. Além disso, os efeitos são quase que imediatamente reversíveis, uma vez que a fertilidade retorna em apenas um mês após cessação do uso.

Caso deseje utilizar esse método contraceptivo, consulte um médico ginecologista ou médico de família.

Endometriose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A cura para a endometriose ainda é controversa. Considera-se que a cura só ocorreria através da retirada do útero (histerectomia) e possivelmente dos ovários (ooforectomia), além da retirada cirúrgica dos focos de endometriose presentes em outros locais (intestino, bexiga, pulmões, peritônio), o que, claro, só deve ser indicado em pacientes com doença muito grave e que não desejam mais engravidar.

Há diversas modalidades de tratamento para endometriose:

  • esperar, para ver se ocorre melhora espontânea;
  • uso de anti-inflamatórios;
  • uso de medicações ou dispositivos, com objetivo de que a paciente pare de menstruar de 6 meses a um ano, como: contraceptivos orais ("pílula"), DIU com progesterona, danazol, gestrinona, leuprolide, goserelina, inibidores de uma enzima chamada aromatase.
  • cirúrgico: por videolaparoscopia, com objetivo de destruir implantes de células do endométrio, ou definitiva, na tentativa de "curar" a endometriose.

O seguimento e o tratamento deve ser feito por médico ginecologista.

Leia também:

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Endometriose pode virar câncer?

Dor de cabeça, enjoo pela manhã e corrimento marrom...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, pode ser gravidez. Principalmente se a menstruação estiver atrasada, caso contrário, é menos provável que seja.

O sangramento descrito pode estar relacionado ainda com adaptação hormonal no organismo, comum nos casos de uso de anticoncepcionais de longa duração ou injetáveis. Inclusive mulheres fumantes estão mais susceptíveis a esse tipo de sangramento, conhecido por sangramento de escape ou "spotting".

Saiba mais em: Sangramento de escape pode ser considerado menstruação?

Alguns fatores precisam ser levados em conta para pensar em uma possível gravidez: Primeiro, se houve relação desprotegida, depois se faz uso de anticoncepcional e porventura tenha esquecido algum comprimido, e por fim, se a menstruação está atrasada.

A coloração marrom em pequena quantidade pode ser o início de um ciclo menstrual normal em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais, porém a dor de cabeça pela manhã e enjoos há 3 dias pode estar relacionada aos primeiros sintomas de uma gravidez.

Leia também: Os 7 primeiros sintomas de gravidez: descubra se você está grávida

Relação sem proteção

Sempre que ocorre uma relação sexual sem uso de contraceptivos, seja anticoncepcional ou de barreira, como a camisinha, existe o risco de gravidez. Quanto mais próximo do período fértil, maior a possibilidade.

Leia sobre o assunto no link: Como calcular o Período Fértil?

Faz uso de algum contraceptivo

No caso de fazer uso regular de algum anticoncepcional, de forma correta, há mais de um mês, a possibilidade de gravidez é muito pequena. A eficácia das medicações atualmente chega a 99%, por isso, se fizer uso regular é extremamente raro que aconteça.

Isso tanto para anticoncepcionais orais, como injetáveis, DIU ou contraceptivos de barreira.

Lembrando que os contraceptivos de barreira, como a camisinha, são os únicos que impedem além da gravidez, a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, a sífilis e a gonorreia.

A menstruação está atrasada?

A menstruação atrasada costuma ser o primeiro sinal de gravidez. Para algumas mulheres que tem os ciclos irregulares pode ser mais difícil de avaliar esse dado, e por isso percebem sintomas como enjoo e sonolência inicialmente, mas na maioria das mulheres o primeiro sinal é o atraso menstrual.

E o cigarro..

Vale ressaltar que o uso crônico de cigarro está associado a diversas doenças graves, como aumento do risco de câncer (em diferentes órgãos), endometriose, acidente vascular cerebral, trombose, doença pulmonar crônica, entre tantas outras, as quais podem levar a inicialmente apenas aos sintomas descritos.

No seu caso, recomendamos que procure um médico clínico geral, médico da família ou ginecologista para um exame clínico e avaliação de todos esses fatores. Só assim poderá definir a causa desses sintomas e tratamento adequado.

O uso de anticoncepcionais pode causar vaginite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o uso de anticoncepcionais pode favorecer a vaginite, assim como a vulvovaginite recorrente, pois o componente estrogênico do anticoncepcional parece aumentar a sensibilidade e aderência de fungos, podendo causar esse processo infeccioso.

O muco vaginal protege o organismo contra inflamações e infecções. Mudanças na composição desse muco aumentam a predisposição para infecções vaginais (vaginites).

A pílula anticoncepcional também pode alterar o meio vaginal, interferindo no seu pH (acidez) e no equilíbrio da flora vaginal (bactérias naturalmente presentes na vagina).

Outros métodos anticoncepcionais como anel vaginal e dispositivo intrauterino (DIU), também podem aumentar a frequência de vaginites, por conter um "corpo estranho" (o próprio anel e o fio do DIU), que facilitam a aderência de fungos.

Quais as causas da vaginite?

Além dos anticoncepcionais, existem muitos outros fatores que podem alterar o equilíbrio da flora bacteriana normal e causar vaginites. Dentre eles incluem: o uso de antibióticos, corticoides, estresse, relações sexuais, uso de cremes vaginais, ter poucos pelos pubianos, aplicação de duchas na vagina, diabetes, gravidez, uso de desodorantes íntimos, entre outros.

Quais são os sintomas de vaginite?

O principal sintoma da vaginite é o corrimento vaginal, que normalmente vem acompanhado de coceira, vermelhidão, queimação ou pequeno sangramento. Podem ocorrer ainda dor, dificuldade para urinar, além de dor durante as relações sexuais.

No caso de vaginite atrófica, a mulher apresenta menos corrimento e mais incômodo durante as relações, decorrente da atrofia e ausência de muco, o que torna o ambiente muito seco.

Qual é o tratamento para vaginite?
  • Higiene adequada, evitando uso excessivo de sabonetes, desodorantes íntimos ou duchas, que alteram o Ph do muco vaginal;
  • Sintomáticos, banhos de assento ou compressas frias, aliviam a coceira e queimação;
  • Medicamentos, quando necessário, por exemplo no caso de dor e coceira intensa, podem ser prescritos medicamentos tópicos (pomadas) ou medicamentos orais, com corticoides e antifúngicos.

Consulte um/a médico/a ginecologista para avaliar o seu caso e diagnosticar a causa da sua vaginite. Pode ser necessário trocar de pílula ou utilizar outro método anticoncepcional, conforme orientação médica.

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Sangramento de escape posso contar como menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O sangramento de escape não pode ser contado como menstruação.

Sangramento de escape é a perda mínima de sangue que pode ocorrer ao longo do ciclo menstrual. Esse sangramento não é prolongado, é percebido na calcinha manchada e às vezes a mulher não sente necessidade do uso de absorvente. Geralmente é associado ao uso de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal implante intradérmico e DIU (Dispositivo intra uterino). No seu caso, é bem provável que seja associado ao uso do anticoncepcional.

As mulheres fumantes são mais propensas a esse tipo de sangramento. A interrupção do tabagismo é sugerida como medida de melhora.

A maioria das mulheres apresenta resolução espontânea do problema, não precisando de intervenção com medicações ou mudança de método anticonceptivo. Caso o sangramento de escape incomode demasiadamente, a mulher pode procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para orientações. 

Quero Tirar Algumas Dúvidas sobre Gravidez, Camisinha e Anticoncepcional
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Respondendo às suas perguntas:

1) Ejaculei dentro da minha namorada com camisinha. Será que ela pode estar grávida?

A camisinha é impermeável e eficaz para prevenir contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Se ela não estourar e for colocada da forma correta, a probabilidade da mulher engravidar é de apenas 2%.

2) Tirar o pênis no momento da ejaculação é mais seguro para evitar uma gravidez?   

Se estiver com camisinha, não faz diferença alguma, conforme foi respondido na 1ª questão.

Porém, se você não usar camisinha e tirar o pênis quando for ejacular, há chances de engravidar. O chamado coito interrompido não é uma forma segura de prevenir a gravidez. Para isso, deve-se usar camisinha sempre ou utilizar outro método anticoncepcional realmente segura, como a pílula, o DIU, etc.

Veja também: Relação sexual sem proteção. Posso engravidar?

3) Se a camisinha não estourar e estiver inteira no fim da relação, há riscos de engravidar? 

Desde que usada corretamente, a camisinha tem uma eficácia de 98% na prevenção da gravidez. Se a camisinha não estourar durante a relação e for utilizada da forma correta, há uma chance de 2% de acontecer uma gravidez.

Saiba mais em: Relação com camisinha qual probabilidade ocorrer gravidez?

4) É normal a camisinha não estar do mesmo jeito que foi colocada antes da relação?

Sim, com os movimentos durante o ato sexual, a camisinha não fica exatamente na mesma posição em que foi colocada no início da relação. Convém, durante a relação, verificar se ela ainda está bem colocada e não estourou.

5) Qual anticoncepcional minha namorada pode tomar com 14 anos?

Existem diversos anticoncepcionais de baixa dosagem hormonal que podem ser usados por meninas adolescentes. O mais indicado é procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma consulta e indicação do melhor método contraceptivo e da melhor pílula a se usar nesse caso.

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Posso parar de tomar anticoncepcional a qualquer momento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O uso do anticoncepcional pode ser interrompido a qualquer momento.

Quando utilizado para fins contraceptivos, a mulher deve se planejar para o uso de outro método como, por exemplo, preservativo, DIU (Dispositivo Intra-Uterino), anel vaginal, injeção, etc.

A mulher que deseja parar o uso da pílula anticoncepcional pode parar a qualquer momento. Ela não precisa aguardar o término da cartela para interromper a medicação.

Para quem está iniciando o uso da pílula anticoncepcional, vale ressaltar que ela pode demorar em torno de 3 meses para promover a adaptação hormonal e sua efetividade contraceptiva. Além disso, a taxa dos efeitos colaterais é maior no primeiro ano de uso da pílula.

Tendo em vista isso, é importante um planejamento adequado sobre quais outros métodos contraceptivos a mulher terá como opção no momento da parada do uso da pílula.

Quais são os sintomas do câncer de ovário?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do câncer de ovário podem incluir dor abdominal, inchaço no abdômen, sensação de estômago cheio após as refeições, náusea, má digestão, intestino preso, diarreia e gases. Em alguns casos, pode haver ainda aumento da frequência urinária e sangramento vaginal.

O câncer de ovário não costuma causar sinais e sintomas específicos no início da doença. Muitas vezes, quando as manifestações aparecem ou progridem de forma alarmante, é sinal de que o tumor já está em estágio avançado.

Trata-se de um câncer silencioso, que se instala e progride sem provocar sintomas relevantes. Quando surgem, os sinais tendem a ser vagos e inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce do tumor.

Grande parte dos tumores malignos no ovário só são diagnosticados quando estão numa fase avançada, o que reduz muito as chances de cura.

Além da inespecificidade dos sintomas, a localização dos ovários, o crescimento rápido e a disseminação do tumor, bem como a ausência de métodos não invasivos e eficazes para detectar precocemente a doença, fazem do câncer de ovário o mais letal dos cânceres ginecológicos.

Dentre os fatores de risco para desenvolver a doença estão o histórico familiar da doença (mãe, filha, irmã), nunca ter engravidado, terapia de reposição hormonal, tabagismo e uso de DIU.

O tratamento do câncer de ovário é sobretudo cirúrgico. Se o tumor for detectado no início, a cirurgia é o único tratamento necessário. A sobrevida de 5 anos nesses casos pode chegar aos 90%. Dependendo do estágio do tumor, o tratamento cirúrgico pode ser complementado com quimioterapia.

O médico ginecologista é o especialista responsável pelo diagnóstico do câncer de ovário.

Como funciona o DIU?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O DIU (Dispositivo Intra Uterino) é um mecanismo contraceptivo, inserido no útero da mulher por um médico ginecologista.

Mecanismo de Ação

De acordo com o Relatório Técnico da Organização Mundial da Saúde, o DIU exerce seu efeito anti-fertilidade de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do óvulo atingir a cavidade uterina. O DIU age sobre os óvulos e espermatozoides de diversas formas:

  • Estimula reação inflamatória no útero, por ser um corpo estranho. A concentração de vários tipos de leucócitos, prostaglandinas e enzimas nos fluídos uterino e tubários elevam substancialmente, especialmente nos DIUs com cobre.
  • As alterações bioquímicas interferem com o transporte dos espermatozoides no aparelho genital, além de alterar os espermatozoides e os óvulos, impedindo a fecundação.

Por esses mecanismos, o acúmulo de evidências permitem afirmar que um complexo e variado conjunto de alterações espermáticas, ovulares, cervicais, endometriais e tubárias causam a inibição da fertilização.  Eficácia: Os DIUs de cobre geralmente são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que aqueles sem medicamentos. As taxas de gravidez variam entre 0,5 - 0,7/100 mulheres/ano. São mais baixas do que as taxas obtidas com anticoncepcionais hormonais combinados orais e comparáveis aos injetáveis.

Vantagens: É um método de longa duração (3 a 5 anos), econômico, muito eficaz (99,9%), imediatamente reversível. Não interfere com as relações sexuais e pode ser utilizado durante a amamentação.

O DIU sem hormônios pode ser indicado para mulheres que já tiveram problemas com métodos contraceptivos hormonais previamente ou contraindicação ao uso do estrogênio, como fumantes ou pacientes com histórico de trombose ou diabetes. Também evita os efeitos colaterais do uso de pílulas anticoncepcionais, por ter ação local, apenas.

Desvantagens: Pode provocar sangramento menstrual prolongado ou cólicas durante o sangramento. Não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Momento da Inserção: Habitualmente, o momento da inserção é durante ou logo depois da menstruação (de preferência até o 5º dia do ciclo), pois se o canal cervical estiver mais dilatado, é mais fácil e menos doloroso aplicar o DIU, além de se evitar que seja colocado numa mulher com gestação inicial.

Contudo, o DIU pode ser inserido em qualquer época, desde que haja garantias de que a mulher não está grávida. No pós parto, recomenda-se a inserção a partir da 6ª semana. O DIU também pode ser inserido logo depois a curetagem por um abortamento não infectado. A inserção pode ser feita no mesmo dia que um DIU vencido seja extraído.

O dispositivo intrauterino (DIU) não deve ser usado:

  • Em casos de suspeita de gravidez (por isso ele deve ser colocado no período menstrual, além de ser a época que o colo uterino está mais amolecido);
  • Malformações congênitas do útero;
  • Neoplasias uterinas;
  • Sangramento uterino de causa desconhecida;
  • Coagulopatias;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP);
  • Cervicite;
  • Risco de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Caso deseje realizar esse método contraceptivo, consulte seu ginecologista. Ele poderá sanar todas as suas dúvidas e é o profissional mais indicado para sua colocação.

Tomei a pílula do dia seguinte e a menstruação atrasou...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sempre há possibilidade de erro, mas é raro, o mais provável é que esteja grávida mesmo.

Se tomou a pílula do dia seguinte e a menstruação não desceu, isso pode acontecer mesmo quando a pílula do dia seguinte foi eficaz. Porém, no seu caso, como tem um exame beta HCG positivo, é provável que esteja grávida.

A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Quando a pílula do dia seguinte é usada próximo do período que viria a menstruação habitual, esse atraso pode ser de mais de 1 semana, prolongando o ciclo menstrual.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação volta a descer cerca de uma semana depois da data prevista.

Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez. No seu caso, tendo já feito esse exame e tendo o resultado positivo, é importante procurar uma unidade de saúde para uma consulta médica.

Pílula do dia seguinte atrasa sempre a menstruação?

Não, sem sempre a pílula do dia seguinte atrasa a menstruação. Embora o atraso da menstruação seja um efeito colateral comum da pílula do dia seguinte, ele não ocorre na maioria dos casos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), para aproximadamente 57% das mulheres que tomam o anticoncepcional, a menstruação vem na data prevista. A maioria das mulheres apresenta pouca ou nenhuma alteração relevante no ciclo menstrual.

Ainda segundo a OMS, cerca de 15% das usuárias que tomam a pílula do dia seguinte podem apresentar um atraso de até 7 dias na menstruação. Aproximadamente 13% das mulheres que usam a medicação podem apresentar um atraso menstrual de pouco mais de 7 dias. Em 15% das mulheres, a pílula do dia seguinte pode antecipar a menstruação em até uma semana.

A pílula do dia seguinte não é o único método anticoncepcional que pode atrasar ou ainda antecipar a menstruação. O anticoncepcional injetável trimestral, o DIU de cobre e os implantes também podem causar irregularidade menstrual.

Depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal?

Sim, depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal. A irregularidade ocorre no período menstrual imediatamente seguinte ao uso da pílula. Com a vinda da menstruação, o ciclo volta ao normal.

A irregularidade no ciclo menstrual causada pela pílula do dia seguinte resolve-se espontaneamente. O uso correto do anticoncepcional não provoca alterações duradouras ou permanentes na data da menstruação.

No entanto, o uso repetitivo da pílula do dia seguinte pode tornar as alterações menstruais mais intensas, tornando difícil para a mulher prever a vinda da menstruação e identificar o seu período fértil.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista.