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Edema

Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés?Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés?Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Estou com os lábios inchados. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Lábios inchados podem ser um sinal alergia ou ter várias outras causas não alérgicas, como infecções, dermatites, doenças autoimunes e até mesmo câncer.

Quando a boca inchada é o resultado de uma reação alérgica, o inchaço normalmente desaparece depois de algumas horas ou ainda dias, espontaneamente ou após uso de medicamento anti alérgico. Contudo, as reações mais graves podem evoluir com anafilaxia (choque anafilático) e comprometer as vias aéreas, impedindo a respiração.

Nesses casos, além dos lábios inchados, a pessoa também sente coceira na boca, podendo haver dor e vermelhidão local.

O inchaço nos lábios também pode ser causado por fatores não imunológicos, como dermatites provocadas por agentes irritantes ou traumas, urticárias, radiação, obstrução de veias e linfedema.

Outras causas possíveis são a doença de Crohn, sarcoidose, queilite de Miescher, síndrome de Melkersson-Rosenthal, celulite, impetigo, hanseníase Virchowiana, tuberculose, hepatite B, doenças da glândula parótida, tumores, lúpus eritematoso discoide, esclerodermia, entre outras.

Como existem muitos fatores e causas que podem deixar os lábios inchados, sendo alguns deles bastante graves, é importante verificar quando a boca começou a inchar, o tempo de duração dos sintomas, se o inchaço vai e volta, se existe dor ou ainda outras manifestações.

Para receber um diagnóstico e tratamento adequado, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Também pode lhe interessar: Tenho a língua inchada: o que pode ser?

O que é e quais os sintomas de edema de glote?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O edema de glote é o inchaço desta estrutura, que fica localizada na laringe, e permite a entrada de ar para os pulmões, secundária a uma reação alérgica. Sendo assim, o principal sintoma do edema de glote é a falta de ar, que pode estar associada a edema dos lábios e da face, placas vermelhas e pruriginosas pelo corpo e arroxeamento das extremidades. Na presença destes sintomas, deve ser chamado um serviço de emergência, como o SAMU, telefone 192, ou deve ser procurado um pronto atendimento imediatamente. É uma condição grave, que necessita tratamento imediato, para evitar sequelas potencialmente graves.

No caso de suspeita de edema de glote:

  • chame o atendimento de emergência e monitore os sinais vitais da vítima (frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, se possível);
  • se a vítima entrar em parada cardiorrespiratória, iniciar a reanimação imediatamente.

Leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?

Existem algumas medidas para prevenção das reações alérgicas:

  • se você já teve uma reação alérgica grave (edema de glote, choque anafilático), converse com médico imunologista para carregar consigo um kit com adrenalina para auto-aplicação;
  • investigar as substâncias que podem ter desencadeado a reação alérgica e evitá-las (frutos do mar, picadas de insetos, etc);
  • carregar um cartão com informações sobre as alergias que você possui;
  • se for alérgico a algum alimento, sempre pergunte sobre a presença dele ou traços dele na comida que for ingerir;

O tratamento do edema de glote deve ser feito com administração de adrenalina e necessita monitorização em hospital.

O paciente que já teve reações alérgicas graves, deve fazer seguimento com médico imunologista.

Saiba mais em: Como identificar uma alergia a medicamentos?

Joelho inchado: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Joelho inchado é um sinal de extravasamento ou acúmulo de líquido na articulação. O inchaço pode ser decorrente de lesões no menisco ou ligamentos, tendinite, entorse, derrame articular (água no joelho), pancadas, sobrecarga por excesso de peso ou treino, artrose, entre outras causas.

Quando o joelho está inchado devido a traumas, lesões ou processos inflamatórios, é comum haver também dor, vermelhidão e aumento da temperatura local, que são os sinais clássicos de uma inflamação. 

Se o edema surgir após atividade física, sem um motivo aparente (traumas, entorses), e o joelho não estiver doendo, pode não ter ocorrido nada de grave e o inchaço tende a diminuir com o repouso. O joelho inchado nesses casos pode ser um sinal de uso excessivo da articulação.

Joelho inchado e doendo também pode indicar uma lesão de ligamento. As pancadas são as principais causas de lesões nos ligamentos mais externos; já os mais internos, sobretudo o cruzado anterior, são frequentemente lesionados nas torções de joelho em que o pé fica fixo no chão.

A ruptura parcial ou total de um ligamento dói intensamente e praticamente impede a pessoa de movimentar o joelho devido à dor.

Há também as lesões no menisco, que atua como uma espécie de amortecedor dos impactos entre os ossos do joelho. Esse tipo de lesão normalmente acontece por causas degenerativas relacionadas com a idade ou entorses de joelho durante a prática desportiva.

A tendinite é outra causa comum de inchaço no joelho. Trata-se de uma inflamação no tendão que ocorre principalmente devido ao esforço muscular contínuo e frequente, sobrecarga ou ainda desgaste articular.

No caso do joelho, os tendões mais afetados são o patelar, localizado logo abaixo da patela, na parte anterior do joelho, o quadricipital, que fica logo acima da patela, e o tendão da pata de ganso, localizado na parte medial anterior da tíbia (osso da canela).  

Os principais sintomas de tendinite no joelho incluem dor, inchaço, espessamento do tendão afetado, vermelhidão, aumento da temperatura local, dificuldade em movimentar a articulação e diminuição da força.

Veja também: Quais são os sintomas da tendinite?

O derrame articular, também conhecido como "água no joelho", deixa o joelho inchado devido ao acúmulo de líquido sinovial no interior da articulação. Esse líquido, semelhante a um gel, é produzido pelo organismo e serve para lubrificar, proteger e fornecer nutrientes à cartilagem.

Contudo, quando o líquido sinovial é produzido em excesso ou deixa de ser reabsorvido pela articulação, ele fica acumulado, causando inchaço no joelho. Dentre as principais causas de derrame articular no joelho estão as pancadas, sobrecargas articulares por uso excessivo, infecções e sinovite (inflamação da membrana que produz e absorve o líquido sinovial na articulação).

Leia também: Derrame articular, o que é?

Por fim, a artrose também pode ser colocada entre as principais causas de edema no joelho. Trata-se de uma doença que provoca uma perda progressiva da cartilagem da articulação, o que aumenta o atrito direto e o impacto entre os ossos. Os principais sintomas de artrose no joelho são dor, inchaço, rigidez, dificuldade em movimentar e deformidades articulares.

Em caso de joelho inchado, consulte o/a médico/a ortopedista para investigar a causa do inchaço e indicar o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Joelho estalando: o que pode ser e o que fazer?

Água no joelho: Quais os sintomas e como tratar?

O que pode causar dor no joelho?

Como aliviar dor no joelho?

O que é artrose e quais os sintomas?

O que fazer em caso de edema de glote?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

No caso de suspeita de edema de glote:

  • chame o atendimento de emergência e monitore os sinais vitais da vítima (frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, se possível);
  • se a vítima entrar em parada cardiorrespiratória, iniciar a reanimação imediatamente.

A vítima deve ser levada imediatamente a serviço de emergência, onde será realizado o tratamento do edema de glote, que consiste em:

  • levar a vítima à sala de emergência;
  • monitorizar sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, saturação sanguínea);
  • administrar adrenalina endovenosa;
  • administrar corticoesteróides endovenosos, como hidrocortisona ou metilprednisolona;
  • administrar entihistamínicos endovenosos, como difenidramina;
  • fornecer oxigênio;
  • se houver sibilos associados, administrar inalação com beta-agonistas, como fenoterol;
  • na ausência de melhora com as drogas administradas, considerar intubação orotraqueal.

O tratamento do edema de glote deve ser feito em ambiente hospitalar e deve ser instituído o quanto antes, para evitar sequelas potencialmente graves.

Se o paciente já tiver tido edema de glote, deve procurar um médico imunologista para determinar o que desencadeou a reação alérgica e prevenir novos episódios.

Edema nas pernas: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O edema (inchaço) nas pernas pode ser sinal de muitas coisas diferentes, pois as suas causas são bastante variadas. Algumas delas:

  • Insuficiência cardíaca: Normalmente o edema afeta as duas pernas, tem início nos  tornozelos e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar à região genital;
  • Erisipela (infecção do tecido subcutâneo): O edema costuma afetar apenas uma perna e é acompanhado por calor e vermelhidão no local, além de sinais de infecção como febre e mal estar;
  • Insuficiência venosa crônica: Edema com predomínio em uma perna, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura;
  • Trombose venosa profunda: Costuma atingir uma das pernas. Calor e vermelhidão local são sintomas que acompanham o edema, podendo haver também um endurecimento das panturrilhas. É um quadro grave devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Doenças renais: O edema neste caso também pode acometer a face e vem acompanhado de fraqueza, náuseas e emagrecimento;
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Medicamentos: Geralmente o edema está localizado no tornozelo e nas pernas, Muitas vezes é causado por medicamentos cardiovasculares;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos. 

O diagnóstico da causa exata do edema é feito através de exame clínico associado à história clínica da pessoa como o uso de medicamentos, presença de outros sintomas e doenças. O/a médico/a, se achar necessário, pode solicitar exames complementares como exames de sangue, eletrocardiograma, ultrassom abdominal, entre outros para complementar a avaliação.

Estou há alguns dias com o pé direito inchado...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A pessoa mais indicada para te encaminhar para um especialista seria o médico que já te atendeu antes, mas se você esta receoso em consultar com ele você tem todo direito de optármica por outro médico, afinal de contas o pé é seu mesmo. Eu não consegui chegar a formular uma hipótese diagnóstica para seu caso (você não detalhou seus sintomas) então não sei para qual especialista orientar você a procurar.

O que pode causar edema de língua?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O edema de língua pode ter muitas causas, que vão desde uma simples mordida na língua a doenças ou condições mais graves, como choque anafilático, infecções, entre outras.

Dentre as doenças ou desordens que podem causar edema de língua estão:

  • Alergias:

    • Alergia a picadas de inseto;
    • Alergia a medicamentos;
    • Alergia a alimentos;
    • Reação ou choque anafilático.
  • Fatores irritantes e traumas:
    • Mordedura da língua;
    • Queimaduras causadas por líquidos ou alimentos quentes;
    • Aparelhos dentários;
    • Cigarro ou fumo;
    • Álcool.
  • Doenças:
    • Glossite, uma doença causada por infecções bacterianas, virais e fúngicas, caracterizada por edema de língua e alteração da sua cor;
    • Infecção pelo vírus Herpes simplex;
    • Sífilis;
    • Síndrome de Melkersson-Rosenthal, uma doença neurológica rara cujos principais sintomas são edema orofacial, paralisia facial e língua fissurada;
    • Acromegalia, um tipo de distúrbio hormonal;
    • Síndrome de Beckwith Wiedemann, uma doença genética que provoca crescimento acima do normal, predisposição para tumores e malformações congênitas;
    • Síndrome de Down;
    • Angioedema hereditário, uma grave doença genética que causa inchaço da garganta e outras áreas do corpo;
    • Hipotireoidismo;
    • Linfangioma (malformações dos vasos linfáticos);
    • Neurofibroma oral (tumor benigno);
    • Deficiência de vitamina B3;
    • Anemia perniciosa;
    • Distúrbio da glândula pituitária;
    • Sarcoma (câncer de determinados tecidos do corpo, como ossos e músculos);
    • Câncer de língua.

Leia também: Quais são os sintomas do câncer de língua?

Para ajudar no diagnóstico, é importante verificar quando começa ou começou o edema na língua, o tempo de duração, se vai e volta e se existe também dor ou outros sintomas.

Em caso de edema de língua deve-se consultar o/a médico/a de família, otorrinolaringologista ou clínico/a geral, para que a causa do inchaço seja devidamente diagnosticada e tratada.

Saiba mais em: 

Como identificar uma alergia? Quais são os sintomas?

O que fazer em caso de reação alérgica?

Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

O edema pulmonar é o acúmulo anormal de líquido nos pulmões, sendo o seu principal sintoma a falta de ar. O edema agudo de pulmão ocorre sempre que há extravasamento de líquidos para os alvéolos (pequenos sacos onde ocorrem as trocas gasosas) ou para dentro dos pulmões.

Para entender a formação do edema pulmonar, os seus sintomas e consequências, basta lembrar que muito próximo dos alvéolos pulmonares, que são saquinhos minúsculos onde ocorrem as trocas gasosas, estão vasos sanguíneos muito finos, chamados capilares, que levam e trazem os gases provenientes da respiração.

Quando há um extravasamento de líquido dos capilares para o alvéolo pulmonar ou mesmo para dentro dos tecidos do pulmão, as trocas gasosas ficam prejudicadas, já que o líquido impede a saída do gás carbônico e a entrada de oxigênio nos pulmões.

Por isso os casos de edema pulmonar caracterizam-se sobretudo pela falta de ar e dificuldade respiratória, sendo esses os seus principais sintomas.

Leia também: Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Causas

As principais causas do edema pulmonar são as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto, doenças coronárias ou valvulares e insuficiência cardíaca congestiva. Todas elas podem provocar a saída de líquido dos capilares que resulta no edema.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem ser fatores de risco para o edema agudo de pulmão. Dentre elas estão asma grave e aguda, diabetes, obesidade, praticar atividade física em altitudes elevadas (acima dos 2.500 metros), pneumonia, inalação de produtos tóxicos, traumas no tórax, doenças que afetam o músculo do coração (miocardite, hipertrofia do miocárdio...), alcoolismo, infecções causadas por vírus, efeito secundário a medicamentos, arritmias, aumento súbito do volume sanguíneo, entre outras.

Apesar de poder ocorrer em qualquer idade, o edema pulmonar costuma afetar principalmente idosos, já que essas doenças estão mais presentes em pessoas nessa faixa etária.

Saiba mais em: Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Contusão e edema da medula óssea da tíbia, fíbula e tálus...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Contusão e edema são os sinais de trauma no osso e medula óssea (no caso da tíbia, fíbula e tálus - nome dos ossos). Rotura é o rompimento do ligamento.

Edema pulmonar tem cura? Como tratar?

Edema pulmonar tem cura. O tratamento incide sobre a doença de base e diminuição do edema e suas consequências. Porém, a recuperação completa do paciente depende de alguns fatores, como idade, presença de outras doenças e também do tratamento, que deve ser rápido e adequado.

Para favorecer a eliminação do excesso de líquido acumulado nos pulmões, são utilizados medicamentos diuréticos por via endovenosa. Porém, uso de diuréticos em indivíduos com insuficiência cardíaca crônica pode desencadear uma redução da pressão arterial (hipotensão).

Os medicamentos vasodilatadores são indicados em casos de hipertensão arterial grave. Se a pessoa apresentar fibrilação, aumento acentuado da frequência cardíaca, entre outras complicações cardíacas, pode ser aplicado choque elétrico no tórax. 

A morfina pode ser usada para diminuir a ansiedade intensa e o esforço respiratório. O apoio ventilatório não invasivo muitas vezes é suficiente para controlar o nível de oxigênio no sangue, que pode estar muito baixo. 

A retenção de gás carbônico em excesso na circulação requer intubação endotraqueal e ventilação assistida.

O trabalho do coração também é estimulado com medicações específicas, também administradas diretamente na veia. 

É necessário fornecer também algum tipo de suporte respiratório, seja com uma máscara de oxigênio ou com ventilação mecânica.

Diagnóstico

O raio-x de tórax muitas vezes é suficiente para detectar o edema pulmonar, pois já permite ao médico visualizar o excesso de líquido dentro dos pulmões.

Porém, para diagnosticar o edema de pulmão pode ser necessário realizar outros exames, como medição dos níveis de oxigênio no sangue (que podem estar muito baixos), exames de sangue (ureia, marcadores cardíacos, creatinina), eletrocardiograma e ecocardiograma.

A ecocardiografia permite visualizar o coração e identificar doenças cardíacas e disfunções valvulares, o que ajuda a detectar a origem do edema pulmonar e escolher o melhor tratamento.

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica e necessita de tratamento hospitalar e urgente.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do edema pulmonar?

Edema pulmonar: quais as causas e possíveis complicações?

Qual o tratamento para edema de língua?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para edema de língua depende da sua causa. Se o edema for devido a uma mordida na língua ou a machucados causados por aparelhos de dentes, por exemplo, o inchaço e a dor podem ser aliviados chupando um pedra de gelo ou comendo alimentos gelados, como sorvete.

No entanto, as causas para o edema de língua são muito variadas e podem incluir doenças ou situações graves que necessitam de tratamento médico especializado, como infecções, tumores, hipotireoidismo, choque anafilático, entre outras.

Veja também: O que pode causar edema de língua?

Se não for devidamente tratado, o inchaço na língua pode trazer complicações como:

  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade para respirar, devido ao bloqueio das vias aéreas;
  • Desconforto.

Para determinar a origem do edema de língua deve-se consultar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou otorrinolaringologista, que poderão prescrever um tratamento adequando ou encaminhar para outro/a especialista.