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Preventivo

Enxaqueca com aura tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Enxaqueca com aura não tem cura, assim como a enxaqueca sem aura. A enxaqueca é uma doença genética, associada a fatores externos, que não tem tratamento definitivo ainda conhecido, mas que pode ser controlada com o tratamento adequado. Se a enxaqueca for devidamente tratada, as crises podem chegar a remissão completa por um período e após um tempo, ou estímulo, as crises voltam a acontecer, embora em menor intensidade e frequência.

O principal tratamento para a enxaqueca, com ou sem aura, é a prevenção das crises através de medicamentos e métodos não medicamentosos associados.

O reconhecimento de causas precipitantes de cada indivíduo é fundamental para definir seu plano de tratamento, além da ferramenta mais utilizada na consulta médica atualmente, chamada diário da dor. Hoje existem inclusive aplicativos de diários da dor, que auxiliam tanto ao médico quanto aos pacientes, seguir e identificar fatores precipitantes de suas crises e também a resposta ao tratamento proposto. Sabemos que fatores como estresse, calor excessivo, luminosidade, e deficit de sono são desencadeantes de dor, porém cada paciente portador de enxaqueca apresenta além desses, fatores particulares, os quais devem ser analisados caso a caso. 

O tratamento preventivo da enxaqueca tem como objetivo evitar novas crises, diminuir a intensidade e a frequência das mesmas, além de deixá-las mais responsivas ao tratamento da dor.

Quando a crise está instalada, a dor de cabeça pode ser combatida com remédios analgésicos de efeito rápido. 

Já existem indicações para tratamento com aplicação de toxina botulínica tipo A em casos de enxaqueca crônica tipo tensional e refratária a tratamentos convencionais, pois relaxam os músculos da cabeça e diminuem a ocorrência dos episódios desse tipo de enxaqueca.

Dentre as medidas não medicamentosas utilizadas no tratamento da enxaqueca estão:

  • Técnicas de relaxamento;
  • Combate ao stress;
  • Prática regular de atividade física;
  • Alimentação equilibrada;
  • Evitar agentes causadores da dor;
  • Sono regular.

Leia também: O que é enxaqueca com aura e quais os sintomas?

Quais são os remédios usados para tratar a enxaqueca?

O tratamento da enxaqueca pode ser dividido em duas partes: tratamento da dor e prevenção das crises. Os remédios tanto podem ser usados para tratar a dor como para prevenir novos episódios de enxaqueca.

Dentre os medicamentos usados no tratamento da dor de cabeça estão:

  • Analgésicos comuns: São úteis para aliviar a dor de cabeça durante uma crise de enxaqueca, normalmente não precisam de receita médica e causam poucos efeitos colaterais. Os mais comuns são o Paracetamol e a Dipirona;
  • Anti-inflamatórios: São utilizados para alívio da dor. Os mais usados para tratar enxaqueca e dor de cabeça são: Ibuprofeno, Diclofenaco, Indometacina, Naproxeno. Apesar de serem eficazes no alívio da dar, provocam efeitos colaterais indesejáveis no estomago e nos rins. Outros anti-inflamatórios como o Etoricoxib e o Celecoxib possuem ação mais específica para dor e provocam menos efeitos colaterais;
  • Ergotaminas: São remédios antigos usados para tratar dor de cabeça, principalmente enxaqueca. Apesar de serem eficazes em alguns casos, podem provocar efeito rebote, ou seja, o próprio remédio pode causar dor de cabeça;
  • Triptanos: São remédios específicos para tratar enxaquecas, melhorando as crises de forma mais rápida, com menos efeitos colaterais relatados.

Já os remédios usados para prevenir a enxaqueca são:

  • Antidepressivos: O mais usado e eficaz para tratar enxaquecas é a Amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, porém com adesão baixa pelos pacientes quando desenvolvem como efeitos colaterais a sonolência e aumento de peso;
  • Anticonvulsivantes: Foram fabricados para tratamento de epilepsia, mas produzem ótimos resultados na prevenção da enxaqueca. Os mais usados são o Ácido Valpróico, Topiramato e a Gabapentina;
  • Betabloqueadores: São remédios mais antigos usados no tratamento da enxaqueca, hoje estudos acreditam que sejam menos eficazes. Os mais utilizados são o Propranolol e o Atenolol;
  • Bloqueadores do canal de cálcio: Esses remédios atuam numa parte específica das células nervosas, bloqueando o sistema dos canais de cálcio e prevenindo a enxaqueca. Os mais prescritos são a Flunarizina e o Verapamil;
  • Outros medicamentos: Vitamina B2, magnésio, melatonina e toxina botulínica tipo A.
Como é o tratamento não medicamentoso da enxaqueca?

O tratamento não medicamentoso da enxaqueca inclui medidas para ajudar a aliviar a dor de cabeça e prevenir novas crises, tais como:

  • Aplicação de compressa fria no pescoço ou na testa (alívio da dor);
  • Técnicas de relaxamento;
  • Evitar ficar muito tempo em jejum;
  • Não fumar;
  • Diminuir o stress;
  • Ter uma boa qualidade de sono;
  • Fazer exercício físico regularmente;
  • Psicoterapia;
  • Hipnose;
  • Acupuntura.

Para prevenir a enxaqueca é muito importante identificar os fatores que desencadeiam as crises e evitá-los.

O médico neurologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento medicamentoso da enxaqueca.

Veja também: Enxaqueca: Causas, Sintomas e Tratamento

Vou ao ginecologista pela primeira vez, que falar para ele?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Uma preocupação das mulheres que vão ao ginecologista é o medo ou vergonha de serem examinadas, de uma forma geral o médico ginecologista não irá examinar todas as vaginas de todas as mulheres que ele atende. Na verdade o exame será dirigido para suas queixas. Caso você tenho um nódulo de mama ele terá que examinar sua mamas obrigatoriamente, caso contrário o exame das mamas não precisa ser feito em todas as consultas (apesar que deveria). Caso suas queixas sejam referentes a um corrimento ele terá que fazer o exame ginecológico, mas se você não tem nenhuma queixa, provavelmente ele não fará o exame. Porém o ideal é que você faça o preventivo do câncer de colo uterino uma vez  ao ano (ou seja, pelo menos uma vez por ano você não tem escapatória). E não vale dizer ao médico que não tem nada só para escapar do exame, ai não adianta ir ao médico.

O que significa esfregaço hemorrágico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Esfregaço hemorrágico significa a presença de sangue no esfregaço do exame preventivo, também conhecido como Papanicolau. O esfregaço é uma camada fina de líquido orgânico recolhido no exame, que é colocado sobre uma lâmina de vidro para ser examinado ao microscópio.

A partir dessa amostra de secreção do colo do útero e da vagina, é possível detectar alterações nas células dessa região, além de micro-organismos agressores. O Papanicolau é o exame utilizado para detectar o câncer do colo do útero.

Em alguns casos, no momento da coleta podem ser eliminados materiais que atrapalham os resultados e a qualidade do exame citopatológico, como sangue, que pode impedir um visão nítida das células. Esse esfregaço com sangue é denominado "esfregaço hemorrágico".

O resultado do Papanicolau deve ser avaliado pelo/a médico/a ginecologista ou médico/a de família.

Também podem lhe interessar: 

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Qual a diferença de fazer o preventivo e a transvaginal?

Fiz preventivo e o médico disse que tenho a bexiga baixa...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O resultado do seu preventivo, a constatação de infecção no colo uterino pelo seu médico e esse corrimento que você tem dizem respeito a mesma coisa (mesma doença) uma infecção que precisa de tratamento, seu médico pode providenciar esse tratamento. Com relação a questão da cirurgia esse é um ponto que precisa de maior cuidado, toda vez que o médico diz que necessita de cirurgia, mas essa indicação é relativa (como no seu caso) o ideal é procurar outro ginecologista, que ira fazer o mesmo exame e ver qual a opinião dele, se ele for favorável a cirurgia, tenha certeza que você realmente precisa dela, se ele discordar provavelmente você não precisa da cirurgia.

Preventivo e o diagnóstico é de gardnerella/mobilungus?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O resultado do seu preventivo significa que você tem uma infecção por um germe com esse "nome estranho", não é grave, só precisa ir ao médico para fazer o tratamento que pode ser com uso de creme vaginal ou comprimidos.

Tirei meu útero, ainda preciso fazer Papanicolau?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Depende. Na retirada parcial do útero, a mulher deve continuar realizando o Papanicolau de rotina.

Quando a mulher tira o útero, a retirada pode ser total ou parcial. A histerectomia total é a retirada completa do útero (corpo e colo uterino). Quando ele é retirado completamente, a mulher não precisa realizar o exame Papanicolau de rotina.

Na histerectomia parcial, o útero é retirado, porém o colo do útero (parte do útero que fica para dentro da vagina) permanece, sendo assim, é necessário a realização do Papanicolau de rotina.

No Papanicolau, o/a profissional de saúde realiza coleta de secreção do colo do útero e vagina. Após análise laboratorial, é possível avaliar as características das células dessa região, bem como a presença de algum micro-organismo agressor.

O exame preventivo é hoje o principal exame para detecção precoce do câncer do colo do útero.

O exame preventivo pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USF) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) pelos/as profissionais de saúde de Medicina e Enfermagem.

Saiba mais em: Histerectomia: como funciona a cirurgia de retirada do útero?

9 Coisas que Você Deve Fazer Antes de Engravidar

Antes de engravidar é importante que a mulher tenha alguns cuidados para preparar o corpo para a gravidez e proteger o bebê de diversas doenças. Tomar ácido fólico, fazer exame de sangue, ter uma alimentação saudável e controlar o peso são alguns desses cuidados.

Confira 9 coisas que a mulher deve fazer antes de engravidar:

  1. Consulte o seu médico ginecologista:

    • Faça uma avaliação de rotina, que inclui os exames preventivo, de mama, ginecológico e de imagem;
    • Ao informar o seu médico que pretende engravidar, ele irá pedir um exame de sangue;
    • Informe o ginecologista se você tem diabetes, pressão alta, epilepsia, depressão ou qualquer outra doença crônica para que ele faça uma adaptação nos medicamentos usados; não esconda nenhuma doença do seu médico;
    • Certifique-se junto do seu médico se as suas vacinas estão em dia e só tome vacina sob orientação médica;
  2. Tome ácido fólico (vitamina B9):
    • Comece a tomar o ácido fólico pelo menos 3 meses antes de engravidar;
    • Quando já estiver grávida, tome uma dose diária de ácido fólico de 5 mg durante os primeiros 3 meses de gestação;
    • A vitamina B9 diminui em cerca de 70% o risco do bebê ter problemas no fechamento do tubo neural, além de prevenir problemas no desenvolvimento do cérebro do feto (leia também: Para que serve o ácido fólico?);
  3. Mantenha-se dentro do peso ideal:
    • O sobrepeso aumenta as chances de diabetes gestacional e pressão alta;
    • Grávidas com excesso de peso podem ter um final de gravidez mais complicado e as chances de parto cesárea são maiores;
    • O ideal é que ao final da gestação a mulher tenha engordado no máximo 10 Kg, que equivalem ao peso do bebê, água, placenta e à retenção de líquidos (inchaço). Além desse peso já é gordura corporal acumulada, que é difícil de perder depois do parto (leia também: Qual o peso mínimo para poder engravidar?);
  4. Não use drogas:
    • O uso de drogas ilegais pode fazer o bebê nascer com síndrome de abstinência e dificultar o relacionamento e a aprendizagem da criança;
    • Sabe-se que o uso de maconha, por exemplo, está associado a baixo peso do bebe ao nascer;
  5. Deixe de fumar:
    • Fumar pode causar baixo peso ao nascimento, aumenta o risco de parto prematuro, complicações durante a gestação e síndrome de morte súbita do bebê;
    • Mesmo fumantes passivos também correm esses riscos, por isso, fique longe da fumaça do cigarro;
    • Parar de fumar também pode facilitar a ocorrência da gravidez;
  6. Pratique exercícios físicos:
    • A atividade física regular ajuda a emagrecer, melhora o humor, diminui o estresse, além de melhorar a capacidade física da mulher, fortalecendo o corpo e melhorando o condicionamento cardiorrespiratório;
    • Faça pelo menos 40 minutos de exercícios, 3 vezes por semana;
    • Natação e caminhada são excelentes para serem feitos durante a gravidez;
  7. Tenha uma alimentação saudável:
    • Dê preferência a alimentos como frutas, verduras, legumes e proteínas (carnes, peixes, aves, feijão, grão de bico, lentilha, feijão, ovos, laticínios);
    • Evite comer gorduras, frituras e açúcar;
    • Não existem provas de que o aspartame seja prejudicial para grávidas, mas procure usar adoçantes de Sucralose ou Stevia;
  8. Cuide dos seus dentes:
    • Marque uma consulta no dentista para fazer um check-up da saúde bucal e faça uma limpeza nos dentes antes de engravidar;
    • Doenças periodontais podem provocar aborto ou parto prematuro;
  9. Procure manter-se bem emocionalmente:
    • Tente administrar da melhor forma a frustração e a ansiedade;
    • Tentar engravidar e não conseguir pode gerar um grande estresse, prejudicando o seu bem estar emocional e o relacionamento conjugal.

Fale com o seu médico ginecologista que pretende engravidar. Ele irá orientá-la quanto ao que deve fazer para ter uma gravidez tranquila e sem riscos.

Preventivo com Gardnerella e Candida deve-se tratar só a mulher ou o casal?

O tratamento da gardnerella não precisa incluir o casal. Alguns médicos preferem tratar os dois, enquanto outros somente a mulher. Tratar o parceiro nesses casos não diminui a frequência ou o intervalo das recorrências, por isso a gardnerella não é considerada uma doença sexualmente transmissível, quando ocorre em mulheres. Entretanto, durante o tratamento deve-se interromper as relações sexuais ou usar preservativos.

No homem, a gardnerella pode causar uretrite e balanite (inflamação do prepúcio e da glande). Quando a contaminação acontece no homem, a gardnerella é considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) e precisa de tratamento.

Já a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível e o tratamento do parceiro só é necessário se ele apresentar sintomas ou se a mulher tiver candidíases recorrentes.

Saiba mais sobre o assunto em:

O que é gardnerella e como se contrai?

Qual o tratamento no caso de gardnerella?

Qual é o tratamento para a candidíase?

Fiz um preventivo e fiquei 2 dias sangrando?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não é normal, apesar de que pequenos sangramentos podem ocorrer após o exame, talvez no seu caso o colo uterino pode estar com algum tipo de inflamação e por isso teve esse sangramento.

Perguntas Frequentes

É sempre importante verificar aqui se a sua dúvida se encaixa com uma das perguntas frequentes do site, porque se sua dúvida já foi respondida nas Perguntas Frequentes ela não será mais respondida. Esta é a relação dos assuntos com as perguntas mais frequentes do site.

Nódulos ou Caroços:

Enurese Noturna:

Menstruação:

Mamas:

Anticoncepção:

Relação Sexual:

Período Fértil:

Infertilidade:

Gravidez:

Amamentação:

Candidíase:

Corrimento:

Pênis:

Exames:

É normal sangrar depois de uma cauterização no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É normal sangrar depois da cauterização do útero.

Em geral, após o procedimento o/a ginecologista coloca um tampão para estancar o sangramento. Esse tampão deve ser retirado após o período indicado pelo/a médico/a. Após a retirada desse tampão, a mulher pode continuar a apresentar sangramento que tende a parar.

Caso esse sangramento seja contínuo e em muita quantidade, a mulher deve voltar ao consultório médico para uma reavaliação.

A cauterização no útero é um procedimento realizado para tratar lesões pré-cancerígenas ou infecciosas e destruir células anormais no colo do útero.

A mulher que vai realizar ou já realizou o procedimento deve perguntar ao/à médico/a dúvidas sobre a cauterização, suas consequências e os cuidados que se deve ter após a realização.

O mais importante é realizar o acompanhamento das lesões após o procedimento com a realização do exame preventivo de rotina. Com ele, será possível avaliar se as lesões foram devidamente tratadas e se há necessidade de um novo procedimento.

É possível saber se está grávida fazendo Papanicolau?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O exame Papanicolau não serve para diagnosticar gravidez.

A partir da realização do exame preventivo (Papanicolau) não é possível identificar se uma mulher está ou não grávida. O exame preventivo tem a utilidade de identificar alterações nas células do colo do útero e vagina para detectar precocemente lesões ou doenças como câncer do colo do útero. Dessa forma, o resultado que o preventivo fornece não é capaz de informar gravidez.

Os testes de diagnóstico da gestação são a partir do exame Beta-HCG no sangue ou na urina e com a ultrassonografia transvaginal ou abdominal.

A mulher grávida pode e deve fazer o exame preventivo durante a gravidez para identificar alterações, mas não com o objetivo de descobrir a gestação.

Se você tem suspeita de gravidez, procure um serviço de saúde para a melhor identificação e acompanhamento.