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Próstata

Retirar a próstata causa impotência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Retirar a próstata (prostatectomia total) pode causar impotência. Os riscos variam entre 30 e 100% e dependem da idade, do estágio do câncer de próstata, do tamanho do tumor e também de como estava a função erétil antes da cirurgia.

Na maioria dos casos, a dificuldade de ter uma ereção melhora com o tempo. Homens com mais de 65 anos apresentam cerca de 30% de chance de voltarem a ter o mesmo nível de ereção que possuíam antes de retirar a próstata. Já em indivíduos com menos de 60 anos as chances de recuperação são de 60 a 70%.

Há ainda fatores como diabetes, hipertensão arterial, aterosclerose, taxas de colesterol elevadas, tabagismo e problemas cardíacos que também influenciam a disfunção erétil após a cirurgia. Pacientes que já apresentavam algum tipo de impotência antes de retirar a próstata tendem a ter o quadro agravado.

No entanto, na maioria dos casos, a dificuldade de ereção após a retirada da próstata tende a melhorar com o passar do tempo, embora esse tempo varie bastante, podendo chegar a 18 meses.

Por isso, os urologistas geralmente recomendam o uso de medicamentos via oral, injeções intracavernosas e próteses à vácuo.

Durante esse período, é importante que o paciente procure ter relações frequentemente, pois isso tende a acelerar a melhora da disfunção erétil. Geralmente, se o problema persistir por 1 ano, o médico urologista pode recomendar a cirurgia de implante de prótese peniana.

Quais os sintomas de câncer de próstata?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas do câncer de próstata são a dificuldade para urinar e o aumento da frequência urinária durante o dia ou durante a noite. Na fase avançada, pode haver ainda dor nos ossos, dor lombar, sangue na urina, insuficiência renal, infecção generalizada, entre outras manifestações.

Contudo, o câncer de próstata não costuma causar sinais e sintomas na fase inicial, já que, na maioria dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa. Grande parte dos tumores malignos de próstata cresce muito lentamente, podendo demorar quinze anos para chegar a 1 centímetro.

Por isso, muitas vezes a doença nem chega a manifestar sintomas ou trazer graves riscos à saúde e o paciente frequentemente vai a óbito por razões não relacionadas ao tumor. Porém, em alguns casos, o câncer pode crescer rapidamente e se disseminar para outros órgãos (metástase), podendo levar à morte.

Dificuldade para urinar

A próstata é uma glândula que envolve a porção inicial da uretra, que é o canal da urina. Está localizada em frente ao reto (porção final do intestino grosso) e abaixo da bexiga.

Portanto, com o crescimento do tumor, o jato de urina fica mais fraco, a micção é feita em gotas ou em jatos (dois tempos) e é preciso fazer força para manter o jato de urina. Depois de urinar, o homem fica com a sensação de que a bexiga não esvaziou completamente.

O paciente geralmente apresenta dificuldade para começar e interromper a micção, daí ser frequente o gotejamento após o ato de urinar.

Aumento da frequência urinária

Outro sintoma muito comum do câncer de próstata é o aumento da frequência urinária, sobretudo noturna, levando o paciente a acordar várias vezes para ir ao banheiro durante a noite. Também pode haver urgência urinária, que é a necessidade urgente de urinar.

Quais os outros sinais e sintomas do câncer de próstata?

À medida que o tumor continua crescendo, pode ocorrer dor na coluna lombar, dor pélvica, presença de sangue na urina, insuficiência renal, inchaço no saco escrotal e nas pernas.

A dor nos ossos é sentida principalmente no quadril, na coluna e nas costelas e está associada ao alastramento do câncer ao tecido ósseo. Dor durante a passagem da urina, ao ejacular ou nos testículos é rara.

Quais são os fatores de risco para o câncer de próstata?Raça

Sabe-se que homens de raça negra têm mais chances de desenvolver câncer de próstata e manifestar as formas mais agressivas da doença. A razão para essa diferença ainda não é conhecida.

Idade

Os riscos de câncer de próstata aumentam com a idade, sendo que a maior parte do homens afetados tem mais de 65 anos de idade.

História de câncer de próstata na família

Homens que têm pai ou algum irmão que tem ou já tiveram câncer de próstata possuem mais chances de desenvolver esse tipo de tumor, sobretudo os mais agressivos.

O risco de câncer de próstata para esses homens é ainda maior se o familiar teve a doença antes dos 55 anos ou se vários familiares já tiveram essa forma de câncer.

Obesidade

O excesso de peso é outro fator de risco para desenvolver câncer de próstata, especialmente os que crescem rapidamente.

Sedentarismo e má alimentação

A falta de atividade física e de vegetais na alimentação aumenta os riscos de câncer de próstata, mesmo que o peso corporal esteja dentro do normal.

Qual é o tratamento para câncer de próstata?

Quando o câncer de próstata está localizado, as chances de cura são maiores. Nesses casos, o tratamento pode ser feito por cirurgia e radioterapia.

Quando o câncer de próstata está localizado, porém avançado, ou seja, já ultrapassou o limite da glândula, o tratamento pode ser feito por meio do bloqueio do hormônio masculino testosterona, associado à cirurgia ou radioterapia.

Em caso de metástase, ou seja, quando o câncer de próstata já se disseminou para outros órgãos e tecidos, o tratamento pode ser feito através do bloqueio do hormônio testosterona. Isso porque as células cancerosas são estimuladas por esse hormônio. Ao bloquear a ação do mesmo, o tumor, esteja ele localizado em qualquer parte do corpo, pode regredir e não evoluir.

Quando a terapia hormonal não produz resultados, o tratamento do câncer de próstata é feito com quimioterapia.

Cirurgia

A cirurgia para câncer de próstata consiste na retirada completa da próstata, vesículas seminais e gânglios linfáticos eventualmente afetados. Após a retirada da glândula, a bexiga é ligada à uretra por meio de pontos. Depois, uma sonda que sai pelo canal da uretra drena a urina. A sonda é mantida durante 5 a 14 dias.

Durante o procedimento cirúrgico, os nervos responsáveis pela ereção, que se localizam muito próximos à próstata, podem ou não ser preservados. A preservação dos nervos depende sobretudo do tumor ter ou não invadido os nervos.

A cirurgia para câncer de próstata pode ser feita pela via abdominal convencional (aberta), por laparoscopia ou pela via perineal (região entre ânus e genitais).

Na via abdominal, é feito um corte no abdômen que vai do umbigo ao osso púbico.

A cirurgia por laparoscopia, são feitos 4 ou 5 pequenos cortes de 5 a 10 mm no abdômen. Depois, é injetado gás por esses orifícios para favorecer a visualização da cavidade abdominal. A seguir, o laparoscópio é inserido por um desses furos e fornece imagens através de uma microcâmera.

Já na via perineal, a incisão (corte) é feita entre o saco escrotal e o ânus, fornecendo um acesso direto à próstata. Essa forma de procedimento cirúrgico pode limitar a retirada de gânglios linfáticos que possam estar afetados pelo tumor.

Radioterapia

O tratamento com radioterapia consiste na aplicação de radiação na próstata. A radiação pode ser aplicada externamente ou através do implante de sementes radioativas diretamente na próstata.

No caso de suspeita de câncer de próstata, um médico urologista deve ser consultado o quanto antes. Os exames de rastreamento podem ser realizados a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 anos para homens histórico familiar de câncer de próstata.

Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A biópsia da próstata é feita através da retirada de uma pequena amostra de tecido do órgão, que é então avaliada ao microscópio para detectar doenças. A biópsia da próstata normalmente é indicada quando há suspeita de câncer de próstata após uma avaliação clínica e laboratorial.

O procedimento geralmente é realizado pela via transretal (ânus-reto) e pode ser efetuado no próprio consultório médico, com o paciente acordado e com anestesia local.

Para fazer a biópsia da próstata, o paciente deita-se de lado e é introduzida uma sonda de ultrassom no ânus, semelhante àquelas usadas nas ultrassonografias transretais da próstata, porém, com uma agulha de biópsia acoplada.

Quando o exame é feito com anestesia, praticamente não causa dor, embora possa ser um pouco desconfortável para pessoas mais ansiosas.

Com o ultrassom, o médico consegue identificar a próstata e localizar o nódulo suspeito, inserindo a agulha no ponto exato para a coleta do material. Além dos locais suspeitos, o urologista também costuma tirar pelo menos mais seis amostras difusas de tecido prostático para aumentar a probabilidade de se obter uma amostra positiva.

Quanto maior o volume da próstata, mais amostras podem ser retiradas. Normalmente, o procedimento não dura mais do que 10 minutos e o paciente pode ir para casa logo após. O resultado normalmente leva uma semana para ficar pronto.

Pode acontecer do paciente ter um câncer de próstata e este não ser identificado pela biópsia. Caso o tumor não seja muito grande, a agulha pode não alcançá-lo, sendo obtidas apenas amostras de tecido sadio. Se o quadro clínico for muito sugestivo de câncer e a biópsia apontar apenas tecido saudável, o urologista pode decidir repeti-la.

Quando a biópsia é repetida, o médico pode optar pela chamada biópsia de saturação, em que são obtidas entre 12 e 24 amostras da próstata. Assim, a chance de se pegar uma área afetada por células malignas aumenta consideravelmente.

A biópsia da próstata também pode ser feita pela via transuretral (pela uretra, canal do pênis) ou transperineal (pelo períneo, região entre o ânus e a bolsa escrotal). No entanto, ambas as vias geralmente só são usadas em casos especiais.

As principais informações que levam o urologista a indicar uma biópsia são: presença de sintomas preocupantes, um exame de PSA aumentado, um toque retal que indique tumoração ou irregularidades da próstata ou uma ultrassonografia que detecte um nódulo suspeito.

Veja também: Como é feito o exame de próstata?

Que cuidados devo ter antes da biópsia de próstata?

A biópsia da próstata aumenta o risco de infecção urinária, por isso, é comum o urologista solicitar um exame de urina antes da biópsia. Se o paciente apresentar bactérias na urina (urocultura positiva), a biópsia não é realizada e o paciente deve fazer um tratamento com antibióticos durante 5 a 7 dias para esterilizar a urina.

Mesmo com resultado negativo, é recomendado o uso de pelo menos uma dose do antibiótico uma hora antes do procedimento. É comum também a prescrição de antibióticos durante alguns dias após a biópsia.

Alguns urologistas recomendam a lavagem intestinal com um enema, em casa, no dia do procedimento, embora esta conduta não seja essencial e nem todos os médicos a indicam. Também é indicado jejum de pelo menos 4 horas.

A biópsia é um procedimento que sangra, portanto os pacientes não devem estar tomando medicamentos que inibem a coagulação. O paciente deve informar o médico se estiver usando medicações como Clopidogrel, Ticlopidina, Aspirina, anti-inflamatórios ou Varfarina, pois a maioria dos urologistas prefere suspender esses medicamentos dias antes da biópsia.

Que cuidados devo ter depois da biópsia de próstata?

Após a biópsia o paciente pode ir para casa. Deve-se evitar atividades físicas e atividade sexual até o dia seguinte. Como alguns médicos optam por uma sedação leve antes da biópsia, não é indicado dirigir após os procedimentos.

É normal o paciente sentir um pouco de dor na região pélvica e haver um pequeno sangramento pelo ânus. Também é comum haver uma pequena quantidade de sangue na urina e no esperma durante alguns dias. Outro achado não preocupante é uma mudança de cor do esperma por algumas semanas, ficando este geralmente mais claro ou sanguinolento.

Se houver muito sangramento urinário ou retal ou se o mesmo persistir por mais de 3 dias, o médico deve ser consultado. A retenção urinária é outro sinal de complicação. Se depois da biópsia o paciente tiver vontade de urinar, porém não conseguir, deve-se contactar o urologista. Se a dor se agravar com o passar dos dias ou ocorrer febre, podem ser sinais de possíveis complicações.

Saiba mais em: Biópsia de próstata: Quais são os riscos e as complicações?

Consulte regularmente seu médico urologista. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Como é feito o exame de próstata?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame da próstata é realizado através de toque retal e exame de PSA. Para se investigar suspeita de câncer de próstata a combinação do toque retal com o exame de PSA é a forma mais eficaz de avaliar a próstata.

No entanto, esses exames não apresentam uma precisão muito alta, por isso em alguns casos pode ser necessário também a realização do ultrassom ou outros exames complementares.

O exame de toque é feito em consultório pelo médico. Demora poucos segundos e serve para detectar alterações na próstata, como endurecimento e forma irregular, que podem indicar a presença de algum tumor.

O PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida exclusivamente pela próstata. O seu nível fica consideravelmente alto em casos de câncer, com valores superiores a 2,5 ng/ml.

Contudo, os níveis de PSA também podem estar elevados em indivíduos com prostatite (inflamação da próstata), infecção ou crescimento benigno da próstata. Portanto, PSA alto não significa necessariamente presença de câncer na próstata.

Saiba mais em: PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia. O exame de ultrassom é feito através do ânus e permite visualizar lesões cancerosas na próstata.

O diagnóstico do câncer de próstata é confirmado através de biópsia, que consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido do órgão que é avaliada ao microscópio.

Veja também: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

Vale ressaltar que nem todos os homens precisam realizar o exame de próstata rotineiramente se não estiver apresentando sintomas ou pertença a algum grupo de risco para o câncer de próstata.

Por isso, para esclarecer mais dúvidas e avaliar se é ou não necessário realizar o exame de próstata converse com o seu médico de família ou clínico geral. Em situações de diagnóstico de câncer o segmento é realizado pelo médico urologista.

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Como prevenir o câncer de próstata?

Qual a diferença entre HPB e câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
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A diferença entre HPB (Hiperplasia Prostática Benigna) e câncer é que a HPB é um aumento de tamanho benigno (não-canceroso) da próstata, enquanto que o câncer de próstata é um tumor maligno que pode se espalhar para outros órgãos.

A HBP é o tumor benigno mais frequente entre os homens, sendo observado em mais de 40% dos indivíduos com idade superior a 50 anos e em cerca de 75% dos homens com mais de 70 anos de idade.

É, portanto, uma condição bastante comum. Não é um tipo de câncer, não apresenta relação com o câncer de próstata, nem aumenta as chances de desenvolvimento do mesmo.

A próstata é uma glândula que envolve a uretra e está presente apenas nos homens. À medida que o homem envelhece, a próstata cresce lentamente (hiperplasia benigna) comprimindo a uretra. Isso provoca dificuldade de urinar além de complicações como infecções e falência da bexiga, se não for tratada.

Por outro lado, o câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens e é uma doença bem diferente da HPB. O tumor desenvolve-se quando as células da próstata multiplicam-se e crescem descontroladamente, podendo invadir órgãos e tecidos vizinhos ou distantes da próstata.

Quais são os sintomas da HPB?

A hiperplasia benigna de próstata provoca dificuldade para urinar, deixa o jato de urina mais fraco e aumenta a frequência urinária, com intervalos mais curtos entre as micções e pouco volume de urina. Também é comum acordar várias vezes para urinar à noite.

A HPB geralmente surge em homens com mais de 40 anos. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes incluem: interrupção do jato de urina, hesitação para urinar, gotejamento, incontinência urinária, esvaziamento da bexiga, urgência para urinar, dor acima do púbis, entre outros.

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

O câncer de próstata provoca dificuldade para urinar e aumenta a frequência urinária diurna e noturna, ou seja, o paciente sente vontade de urinar com frequência de dia e de noite.

Na fase avançada do câncer de próstata, outros sintomas podem estar presentes, como dor nos ossos, dor na coluna lombar, presença de sangue na urina, insuficiência renal, infecção generalizada, entre outros sinais e sintomas.

Contudo, a grande maioria dos tumores malignos de próstata cresce de forma tão lenta que não manifestam sinais e sintomas durante a vida. Nas fases iniciais, a doença não manifesta sinais e sintomas.

Alguns tumores malignos de próstata podem levar 15 anos para chegar a ter 1 cm de diâmetro. Por isso, é comum o câncer de próstata não manifestar sintomas no início. Porém, há casos em que o tumor cresce rapidamente e pode se disseminar para outros órgãos (metástase) causando agravamento do quadro.

Uma vez que o homem pode desenvolver HPB e câncer de próstata ao mesmo tempo, é sempre importante consultar o/a médico/a urologista, clínico/a geral ou médico/a de família para um diagnóstico e tratamento adequado na presença de sintomas.

Biópsia de próstata: Quais são os riscos e as complicações?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais complicações resultantes da biópsia de próstata são as infecções e os sangramentos. Os riscos da biópsia prostática incluem ainda dor, febre, desmaio, abscesso, queda de pressão, ardência e retenção urinária.

As complicações imediatas mais comuns da biópsia da próstata são o sangramento retal e a presença de sangue na urina. Dentre as possíveis complicações tardias estão febre, presença de sangue no esperma, dor ou ardência ao urinar, infecção urinária e, raramente, infecção generalizada.

É normal o paciente sentir um pouco de dor na região pélvica e haver um pequeno sangramento pelo ânus. Também é comum haver uma pequena quantidade de sangue na urina e no esperma durante alguns dias.

Outro achado não preocupante é uma mudança de cor do esperma por algumas semanas, ficando este geralmente mais claro ou sanguinolento.

A presença de um ou mais dos seguintes sinais pode indicar uma possível complicação:

Sangramento urinário ou retal abundante ou que persiste por mais de 3 dias;

Retenção urinária: vontade de urinar e não conseguir (Veja também: O que pode causar retenção urinária?);

Agravamento da dor ou febre.

Se algum desses sinais e sintomas for observado, o médico urologista deve ser contactado.

Saiba mais em:

Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

Como prevenir o câncer de próstata?

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata é fazer anualmente os exames de toque retal e o exame de sangue para verificar o PSA (antígeno prostático específico). Juntos, esses exames podem detectar precocemente mais de 90% dos tumores malignos de próstata, o que aumenta muito as chances de cura da doença.

O exame de toque é feito em consultório pelo médico urologista. Demora poucos segundos e serve para detectar alterações na próstata, como endurecimento e forma irregular, que podem indicar a presença de algum tumor.

Já o exame de PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) indica os níveis sanguíneos dessa proteína que é produzida exclusivamente pela próstata. Valores superiores a 2,5 ng/ml são indicativos de câncer de próstata.

Contudo, o PSA também pode estar alto em casos de prostatite (inflamação da próstata), crescimento benigno da próstata e outras doenças que afetam a glândula. Portanto, níveis elevados de PSA nem sempre significam que o indivíduo está com câncer de próstata.

Saiba mais em: PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia. O diagnóstico é confirmado através de biópsia.

Veja também: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

Ainda não se sabe exatamente o que causa o câncer de próstata, mas alguns fatores de risco aumentam as chances de desenvolver a doença, como idade, história na família e alimentação.

A idade é o principal fator a ser levado em consideração, já que cerca de 75% dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 60 anos. O risco aumenta se o homem tiver algum parente de 1º grau que já teve a doença.

O câncer de próstata também está associado a uma dieta rica em carne e gordura de origem animal. Por isso, ter uma alimentação saudável e balanceada, com pouca gordura animal e rica em tomate (licopeno), frutas e vegetais, sobretudo alimentos ricos em vitaminas A e D e selênio, pode contribuir para reduzir os riscos de desenvolver esse tipo de tumor.

A maioria dos homens com câncer de próstata não apresenta sintomas no início. Em grande parte dos casos, o tumor tem evolução lenta e silenciosa.

Veja aqui quais são os sintomas do câncer de próstata.

Por essa razão, os exames anuais de toque retal e PSA são fundamentais para diagnosticar a doença ainda na fase inicial e aumentar as chances de cura. Os exames de rastreamento devem ser realizados a partir dos 45 anos ou a partir dos 40 anos para homens com histórico familiar de câncer de próstata.

Saiba mais em:

Câncer de próstata tem cura?

Como é o tratamento para câncer de próstata?

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Próstata aumentada: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Próstata aumentada, na maioria dos casos, é um sinal de hiperplasia benigna da próstata. Essa hiperplasia é um crescimento benigno da glândula, observado em praticamente todos os homens com mais de 40 anos de idade. A hiperplasia benigna não é câncer e não aumenta os riscos de câncer de próstata.

Aos 50 anos, cerca de metade dos homens apresentam próstata aumentada, um índice que atinge os 90% em indivíduos na faixa dos 80 anos. Boa parte desses homens convive com isso sem maiores problemas.

No entanto, em alguns, esse processo gradativo de aumento do tamanho da próstata pode causar obstrução do fluxo urinário, que pode levar à falência da bexiga e retenção da urina, o que aumenta o risco de infecções.

Uma vez que a saída da urina torna-se mais difícil, já que a próstata aumentada pode comprimir a uretra, os músculos da bexiga ficam mais volumosos e fortes para conseguir eliminar a urina.

Quais são as causas da hiperplasia benigna da próstata?

As causas da hiperplasia benigna da próstata não estão bem definidas. O aumento de volume da próstata parece estar relacionado com alterações hormonais que ocorrem com o envelhecimento.

Os hormônios envolvidos com esse aumento da próstata são a testosterona, produzida pelos testículos, e a di-hidrotestosterona, produzida pela próstata

Os estrógenos, que são hormônios sexuais femininos, também podem estar envolvidos na hiperplasia benigna de próstata, pois os homens produzem pequenas quantidades desses hormônios.

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento da hiperplasia benigna de próstata incluem história familiar de hiperplasia de próstata, obesidade, sedentarismo, pressão alta, diabetes, taxas baixas de colesterol “bom” (HDL), doença arterial periférica, tabagismo e dieta inadequada.

Contudo, o principal fator de risco para o aumento de tamanho da próstata é a idade, uma vez que mais de 50% dos homens com 60 anos apresenta algum grau de hiperplasia benigna de próstata.

Quais são os sintomas da próstata aumentada?

Os sintomas da hiperplasia benigna da próstata são decorrentes da obstrução do fluxo urinário devido ao aumento de volume da glândula e incluem jato de urina mais fraco, vontade de urinar constantemente em intervalos mais curtos (com volumes de urina menores), acordar à noite para urinar várias vezes.

No início, há uma dificuldade de iniciar a micção ou uma sensação de que a bexiga não se esvaziou completamente depois de urinar.

Uma vez que a bexiga continua com urina após a micção, o homem sente vontade de urinar com mais frequência, principalmente durante a noite e com urgência.

Como esse processo vai acontecendo gradualmente ao longo dos anos, o indivíduo acha que é normal e demora a identificar os sintomas.

À medida que a obstrução vai aumentando, o paciente pode começar a apresentar incontinência urinária e urgência miccional (perda involuntária de urina se não urinar rapidamente).

O volume de urina fica mais reduzido, assim como a força do jato de urina, podendo ficar uma gota ao final das micções. Se a próstata estiver muito aumentada, a bexiga pode ficar cheia para além das suas capacidades, causando incontinência urinária.

Em alguns casos de hiperplasia benigna de próstata, o esforço para urinar é tanto que pode aparecer sangue na urina. Se a obstrução da uretra pelo aumento da próstata for completa, torna-se impossível urinar, o que provoca uma dor aguda muito forte na porção inferior do abdômen.

Se houver sensação de ardência ao urinar ou febre, pode haver uma infecção urinária instalada na bexiga (cistite).

Ao permanecer na bexiga, a urina pode levar à formação de cálculos urinários, que provocam dor ao ser eliminados.

Em casos raros, em que o tratamento não é realizado, o resíduo de urina que permanece na bexiga começa a aumentar a pressão sobre os rins, podendo gerar lesões renais.

Qual é o tratamento para a próstata aumentada?

A próstata aumentada requer tratamento apenas quando o paciente apresenta dificuldade para urinar. Existem medicamentos que podem diminuir o tamanho da glândula, mas não são capazes de garantir a ausência de futuras complicações. A cirurgia é necessária em cerca de 20% dos casos.

O tratamento da hiperplasia benigna da próstata é feito com medicamentos específicos que atuam sobre o tamanho da próstata. Em alguns casos, pode haver necessidade de cirurgia.

Também podem ser indicados medicamentos que relaxam a musculatura da bexiga, aliviando a obstrução ao fluxo de urina.

Na presença de infecção urinária, são prescritos medicamentos antibióticos.

Quando os sintomas da hiperplasia benigna de próstata interferem na qualidade de vida do paciente e a medicação não é capaz de controlar o quadro, a cirurgia pode ser a melhor opção de tratamento.

O procedimento cirúrgico consiste na retirada de uma boa parte da próstata, sendo feito na maioria das vezes com o uso de um endoscópio pela via retal. Porém, em alguns casos, a cirurgia precisa ser realizada pela via abdominal.

O diagnóstico e o tratamento da próstata aumentada pode ser feito com o/a médico/a urologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

Como é o tratamento para câncer de próstata?

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

A cirurgia para tratar o câncer de próstata consiste na retirada completa da próstata (prostatectomia radical) e das vesículas seminais. Após a remoção da glândula, a bexiga é ligada ao canal da urina (uretra) com pontos e é colocada uma sonda para drenar a urina. A sonda é retirada depois de um período que varia entre uma e duas semanas.

É possível que o homem perca a ereção após a operação, já que os nervos responsáveis pela ereção estão muito próximos da próstata e nem sempre eles são preservados durante o procedimento, sobretudo se houver suspeita de que o tumor tenha invadido esses nervos.

Com a retirada da próstata, o paciente também deixa de ejacular e já não poderá ter filhos naturalmente, pois ficará infértil.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado através de incisão abdominal (via aberta), pequenas incisões abdominais (laparoscopia) ou incisão na região entre o ânus e o saco escrotal (via perineal).

A radioterapia consiste na aplicação de radiação na próstata. O tratamento pode ser feito por meio de radiação externa ou implantação de sementes radioativas na próstata (braquiterapia).

Quando o câncer de próstata está avançado mas continua localizado, ou seja, quando o tumor já cresceu além dos limites da próstata mas ainda não se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento pode incluir a terapia hormonal.

O tratamento hormonal consiste em bloquear o hormônio testosterona antes, durante ou depois da cirurgia ou radioterapia. Isso porque o crescimento das células tumorais da próstata é estimulado pela testosterona. Portanto, bloquear o hormônio pode fazer o tumor regredir ou parar de crescer.

Se a doença já estiver disseminada para outros órgãos do corpo (metástase), o tratamento de eleição costuma ser a hormonioterapia. Se o câncer de próstata não responder à terapia hormonal, a quimioterapia é indicada.

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame do toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

Saiba mais em: Biópsia da próstata: como é feito o procedimento?

O câncer de próstata tem mais chances de cura quando é detactado na fase inicial, ou seja, quando o tumor ainda está localizado. Portanto, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as probabilidades de cura.

Veja também: Câncer de próstata tem cura?

O médico urologista é o especialista responsável pelo tratamento do câncer de próstata. O tratamento é definido de acordo com o caso, levando em consideração os riscos e os benefícios para o paciente.

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Câncer de próstata tem cura?

Sim, câncer de próstata tem cura, principalmente quando o tumor é detectado na fase inicial. Quanto mais cedo o câncer de próstata for diagnosticado, maiores serão as chances de cura, já que no início o tumor está localizado na próstata e ainda não se disseminou para outros órgãos do corpo. 

A cirurgia para remoção total da próstata (prostatectomia radical) é o tratamento mais utilizado em casos de tumores localizados e tem taxas de cura que rondam os 95%. A radioterapia por braquiterapia (implantação de sementes radioativas na próstata) pode curar até 75% dos tumores, enquanto que a aplicação de radiação externa é eficaz em até 80% dos casos.

Quando o tumor já está disseminado para outros órgãos, as chances de cura são reduzidas. Muitas vezes, quando o paciente apresenta sintomas, o câncer de próstata já está num estágio em que é incurável.

Veja aqui quais são os sintomas do câncer de próstata.

O rastreamento do câncer de próstata é realizado através do exame de toque retal e do exame de sangue para medir o PSA (antígeno prostático específico). Se houver alteração no exame clínico e o PSA estiver aumentado, é realizada uma ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Porém, como a maioria dos tumores de próstata não aparece em exames de imagem, o diagnóstico só é confirmado através de biópsia.

O tratamento do câncer de próstata localizado é feito com cirurgia e radioterapia. Se o tumor já estiver avançado mas ainda localizado, é incluído também o tratamento hormonal. No caso de metástase, ou seja, quando o câncer já se disseminou para outras partes do corpo, o tratamento é feito sobretudo com terapia hormonal ou quimioterapia.

Saiba mais em: Como é o tratamento para câncer de próstata?

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata é fazer anualmente os exames. Além disso, recomenda-se ter uma alimentação com pouca gordura animal e rica em tomate, frutas e vegetais.

O médico urologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O valor é considerado normal e ele isoladamente não tem muito significado, o mais importante é a evolução dos valores se está estabilizado não deve haver preocupação, mas se os valores estão cada vez maior pode ser preocupante.

Quando o PSA dá elevado significa um tumor?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não necessariamente, apenas com o resultado do exame não é possível dizer ou não se a pessoa tem tumor. O PSA pode estar aumentado por diferentes razões, como na Hiperplasia Prostática Benigna, presença de infecções ou inflamações prostáticas, traumas prostáticos ou uretrais, ou por conta da própria idade. Todos esses são motivos que podem levar a valores maiores de PSA.

Para saber qual a causa do aumento do valor do PSA é importante avaliar a presença de outros sintomas sugestivos de acometimento prostático como:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

Na presença de sintomas o médico ainda pode realizar um toque retal para avaliar características da próstata ou solicitar exames complementares como a biópsia guiada por ultrassom para um diagnóstico mais preciso.

É valido ressaltar que atualmente o exame de PSA em pessoas assintomática e que não apresentam fator de risco aumentado para o câncer de próstata não está recomendado de forma rotineira, como rastreamento do câncer, isso porque as evidências científicas não demonstraram que os benefícios do rastreamento nessas condições superem os riscos. 

Saiba o que é Hiperplasia Prostática Benigna em: O que é hiperplasia prostática?

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