Perguntar
Fechar

Alimentação e Saúde

Minha barriga tem feito barulho, pode ser gases...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Barulho na barriga está relacionado com o movimento dos intestinos (peristaltismo intestinal).

Esse movimento é típico do processo completo da digestão e está presente ao longo de todo tubo digestório, desde o esôfago, estômago e intestinos.

Normalmente, o movimento se dá pela presença das secreções que se misturam com a comida ingerida pela pessoa. A mistura de fezes líquidas e gases quando o intestino faz seu movimento produz esses sons que são percebidos pela pessoa e às vezes ouvidos por quem estiver por perto.

Apesar de desconfortáveis e fazer com que a pessoa fique com vergonha, esse barulho é algo natural do nosso organismo.

Para facilitar a saída dos gases, é recomendado atividade física frequente, como por exemplo a caminhada, que ajuda a eliminação dos gases. Além disso, evitar alimentos que aumentam a produção de gases como doces, refrigerante, massas, etc.

Chá de arruda faz descer a menstruação? Pode provocar aborto?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o chá de arruda pode fazer descer a menstruação e provocar aborto.

A arruda possui em suas folhas, um elemento chamado Rutina, que tem como principal ação provocar ou acelerar a menstruação, propriedade conhecida como emanagoga, por isso o chá de arruda é contraindicado durante a gravidez.

A arruda estimula as fibras musculares do útero, provocando contrações uterinas que podem causar sangramentos e, se a mulher estiver grávida, pode levar ao aborto e morte do feto. Caso não ocorra um aborto, pode haver anomalias ou malformações fetais.

Além de ser emenagogo e abortivo, o chá de arruda pode provocar intoxicações no organismo se for consumido em grandes quantidades.

Outros chás que são considerados abortivos ou teratogênicos (que podem causar malformação no feto) e por isso, são contraindicados durante a gestação, segue abaixo por ordem alfabética:

  • Alecrim
  • Arnica
  • Artemísia
  • Barbatimão 
  • Boldo
  • Buchinha do norte
  • Cambará
  • Cânfora
  • Carqueja
  • Cipó-mil-homens
  • Confrei
  • Erva-de-bicho
  • Espirradeira
  • Erva-de-santa-maria
  • Eucalipto
  • Gengibre
  • Melão-de-são-caetano
  • Pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio
  • Poejo.  

Para maiores esclarecimentos sobre os chás que podem fazer descer a menstruação ou causar aborto, fale com o seu médico ginecologista.

Chá de canela gelado faz parar a menstruação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não há evidências que o chá de canela gelado faça parar a menstruação. O que se sabe sobre o chá de canela em relação à menstruação é que na verdade ele faz o contrário, ou seja, ele pode fazer a menstruação descer e não deve ser usado durante a gravidez.

Para a menstruação não ocorrer a mulher precisa estar grávida ou não ovular. Mulheres em idade fértil que não pretendem menstruar devem procurar orientações com um médico ginecologista, pois é possível ficar sem menstruar usando métodos anticoncepcionais hormonais.

Alguns estudos indicam que o chá de canela pode estar relacionado com aborto, embora não haja um consenso sobre os seus efeitos na gravidez.

Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não recomenda o uso do chá de canela durante a gestação, bem como a maioria dos nutricionistas e médicos obstetras.

Em excesso, o chá de canela pode causar reações alérgicas na pele e nas mucosas em algumas pessoas. 

Uma vez que a parede interna do útero é recoberta por uma mucosa, acredita-se que o chá possa interferir com a menstruação e a gestação, mas não faz a menstruação "parar".

Para maiores esclarecimentos sobre menstruação e formas de não menstruar, consulte um médico clínico geral, médico de família ou ginecologista.

Podem também lhe interessar: 

Chá de arruda faz descer a menstruação? Pode provocar aborto?

Chá de hibisco diminui o efeito do anticoncepcional?

Existe algum chá que corta o efeito do anticoncepcional?

Ovo faz mal ao fígado?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Não, o ovo não faz mal ao fígado pois é um alimento de fácil digestão. O que pode prejudicar o fígado é o modo de preparar o ovo. Se for feito com muito óleo e gorduras, o alimento pode tornar-se indigesto. O ideal é consumir os ovos cozidos.

Porém, se a pessoa tiver algum problema na vesícula biliar, como pedras ou vesícula preguiçosa, a ingestão de ovo pode provocar mal-estar, náuseas e dores no lado direito do abdômen, próximo às costelas.

Isso acontece porque a gema do ovo tem gorduras e estimula a contração da vesícula biliar, que liberta substâncias importantes para a digestão de alguns tipos de alimentos. Essa contração, na presença de pedras dentro da vesícula, pode provocar dor.

Comer ovo pode aumentar o colesterol?

O aumento do colesterol no sangue devido à ingestão do ovo depende da capacidade do organismo de absorver esse colesterol, o que varia de pessoa para pessoa. O ovo contém na sua gema cerca de 50 a 250 mg de colesterol, dependendo do seu tamanho, sendo que o consumo diário de colesterol não deve ultrapassar os 300 mg.

Porém, a grande maioria da população é pouco sensível ao colesterol presente nos alimentos, como os ovos. Por isso, o consumo de ovos tem muito pouca influência no aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Quais são os benefícios do ovo?

O ovo é um alimento rico em nutrientes como riboflavina, selênio, colina, proteínas de alta qualidade (presentes na clara do ovo), vitaminas A, D,E, K e B12, sais minerais e gorduras poli-insaturadas, que são boas para o organismo, além de ser rico em colesterol.

O gastroenterologista é o especialista em diagnosticar e tratar problemas dos órgãos do sistema digestivo como é o caso do fígado. Um nutricionista pode orientar a melhor forma de utilizar o ovo na dieta de acordo com as necessidades de cada pessoa.

O que uma pessoa com pangastrite pode ou não comer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Uma pessoa com pangastrite deve seguir uma dieta com alimentos mais leves, com menos chances de lesar a mucosa gástrica. A dieta tem a finalidade de proteger a mucosa gástrica, o que facilita a cicatrização de lesões e evita seu progresso, reduzindo a hipersecreção.

O que comer em caso de pangastrite?

A pessoa com pangastrite deve evitar condimentos, como pimentas de um modo geral, molho inglês, picles, noz moscada, páprica, cravo da índia e mostarda, além de molho de tomate.

Os alimentos devem ter consistência mais macia e em temperaturas não elevadas, para evitar a congestão da mucosa gástrica.

Dar preferência a chás de alecrim, camomila e erva cidreira. Também é aconselhável consumir leite e derivados com critério (o ideal é tomar leite desnatado, queijo branco e ricota), pois o excesso de cálcio nestes alimentos pode aumentar a acidez gástrica.

Gelatinas, cremes de mingau e maisena, frutas frescas (não ácidas) sem casca, verduras e legumes refogados, suco de aloe vera, leite de soja, cereais, pães integrais ou pão francês sem miolo, torradas, bolachas água e sal, lactobacilos, são permitidos e recomendados.

O que não comer em caso de pangastrite?

⇒ Excluir da dieta óleos e gorduras expostas a temperaturas elevadas ou alimentos ricos em gordura de um modo geral, como óleos usados em frituras, feijoada, rabada e outros alimentos gordurosos.

⇒ Excluir da dieta carne de porco, embutidos, enlatados, comidas ácidas (abacaxi, limão), chicletes, bolachas recheadas.

⇒ Evitar café com ou sem cafeína, pois ambos estimulam a secreção de ácido gástrico, bem como bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas ácidas como limonadas, chá mate e chá preto.

⇒ Evitar carnes duras ou mal-passadas. As carnes devem ser magras, sem gordura, assadas, grelhadas ou cozidas.

⇒ Evitar doces como marmelada, goiabada e doce de leite.

Recomendações para quem tem pangastrite
  • Coma devagar, mastigando os alimentos e pare logo que sentir saciedade;
  • Faça refeições pouco volumosas e frequentes para evitar a distensão gástrica. O ideal seria 6 refeições por dia, com intervalos regulares entre elas, de preferência de 3 em 3 horas;
  • Não beba uma hora antes ou uma depois das refeições;
  • Evite exageros, especialmente antes de dormir (o ideal, é comer até no máximo duas horas antes de dormir);
  • Pare de fumar, pois além de ser prejudicial à saúde, pode dificultar a cicatrização das lesões gástricas;
  • Evite uso de anti-inflamatórios não esteroides, como diclofenaco, por exemplo, a menos que haja recomendação médica correta.
O que é pangastrite e quais são os sintomas?

A pangastrite é uma gastrite, ou seja, uma inflamação, que afeta toda ou quase toda a mucosa do estômago (pan = todo). O diagnóstico pode ser feito com uma endoscopia digestiva alta.

Os sintomas da pangastrite podem incluir náuseas, vômitos, desconforto na região abdominal, dor na região abdominal superior, falta de apetite, gases, eructação (arrotos), entre outros sinais e sintomas.

Qual é o tratamento para pangastrite?

O tratamento da pangastrite é simples, feito geralmente com medicamentos como o omeprazol, que reduzem a acidez gástrica.

No entanto, seu uso deve ser feito sempre sob orientação médica, pois o uso prolongado deste medicamento está relacionado ao aumento de tumores no estômago.

Quando a bactéria Helicobacter pylori está presente, é importante erradicá-la com antibióticos específicos, durante um período de 7, 10 ou 14 dias, dependendo do caso.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Durante este tempo de tratamento, os sintomas da doença parecem aumentar, mas é muito importante fazer o tratamento até o fim para vencer a bactéria. Caso contrário, a situação pode se agravar consideravelmente, pois serão selecionadas bactérias resistentes aos antibióticos utilizados.

O tratamento da pangastrite pode ser realizado pelo clínico geral ou médico de família, em casos recorrentes pode ser necessário consultar o gastroenterologista. 

Que alimentos devo evitar antes e depois de uma cirurgia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Alguns alimentos que devem ser evitados antes e depois de uma cirurgia são aqueles que podem intensificar o processo inflamatório, prejudicar a cicatrização ou dificultar a absorção de nutrientes. Alguns deles que podemos citar abaixo:

  • Gordura saturada, açúcar, alimentos industrializados com corantes e conservantes químicos: Prejudicam a cicatrização;
  • Camarão: Diversos estudos comprovaram ser um alimento que  favorece a inflamação da pele, prejudicando a cicatrização das feridas cirúrgicas;
  • Carne de porco: Contribui para a inflamação da pele, além de aumentar os riscos de formação de queloide (cicatrização com uma quantidade elevada de colágeno);
  • Soja: Possui fito-hormônios chamados isoflavonas, que estimulam a liberação de substâncias que podem aumentar a inflamação;
  • Pimenta: Contém capsaicina, que pode ser agressiva para a pele;
  • Chá preto, café e bebidas com cafeína: Dificultam a absorção de nutrientes, essenciais para a recuperação da cirurgia.

Os alimentos que devem ser evitados antes e depois de uma cirurgia variam de acordo com o tipo de operação. Cabe ao médico cirurgião responsável orientar o paciente quanto à alimentação que este deve seguir, para uma melhor recuperação.

Pode lhe interessar também:

Comer ovo aumenta o colesterol?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Comer ovo pode ou não aumentar o colesterol. Tudo depende da capacidade do organismo em absorver o colesterol. Sabe-se que cerca de 80% da população é pouco sensível às concentrações de colesterol na alimentação, ou seja, o impacto do consumo de ovos e outros alimentos ricos em colesterol é muito pequeno.

Durante décadas acreditou-se que comer ovo aumentava o LDL (colesterol ruim) e a recomendação era para que o consumo não ultrapassasse os 2 ovos por semana, uma vez que a gema é rica em colesterol, com cerca de 200 mg.

Porém, atualmente, os médicos e os nutricionistas já admitem o consumo de 4 ovos por semana. Se for cozido, a maioria das pessoas pode até comer 1 ovo por dia, sem prejuízos para o colesterol. 

Os estudos científicos verificaram que as doenças cardiovasculares estão mais associadas a fatores hereditários e ao consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas (laticínios, carne vermelha, embutidos, alimentos industrializados...) do que com os níveis de colesterol dos ovos.

No entanto, é importante lembrar que a gema do ovo é rica em colesterol e o seu consumo em excesso pode sim, aumentar o colesterol. Assim, indivíduos que têm colesterol elevado devem limitar o seu consumo a 2 ovos por semana.

Pacientes com colesterol elevado devem consumir ovos de acordo com a orientação de um médico clínico geral, endocrinologista ou nutrólogo.

Leia também:

Ômega 3 aumenta o colesterol?

Colesterol VLDL alto é perigoso? Quais são os riscos?

Colesterol VLDL baixo: O que fazer?

Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Quem não pode tomar ômega 3?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem não deve tomar ômega 3 são as grávidas, pessoas que façam usam de anticoagulantes ou que tenham algum distúrbio de coagulação e pessoas alérgicas a frutos do mar.

As gestantes devem avaliar junto ao se obstetra a indicação e benefícios do uso de ômega-3, principalmente a partir do 8º mês de gravidez até ao parto, pois o ômega 3 dilata os vasos sanguíneos e deixa o sangue menos viscosos ("afina o sangue"), o que pode aumentar o sangramento no momento do parto.

Pessoas que tomam medicamentos anticoagulantes devem usar as cápsulas de ômega 3 em doses reduzidas, pois uma das propriedades do ômega 3 é diminuir a agregação plaquetária, ou seja, o próprio suplemento também ação anticoagulante e antitrombótica, além de diminuir a viscosidade do sangue. 

E pessoas que sabidamente apresentam alergia a peixes, camarão e crustáceos em geral, também não devem fazer uso de ômega-3, devido ao risco de reações alérgicas. 

O ômega 3 está presente principalmente em peixes como salmão, atum, sardinha, truta, cavala e arenque. O consumo diário deve ser superior a 1,8 g, o equivalente a 300 gramas de peixe por semana.

A utilização de cápsulas de ômega 3 deve ser indicada por um médico ou nutricionista, que dispondo do histórico do paciente e as suas necessidades, poderá indicar dose, quanto tempo e como deve fazer uso do suplemento.

Leia também:

Para que serve o ômega 3?

Posso tomar Ômega 3 na gravidez?

Ômega 3 aumenta o colesterol?