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Dor no estômago e diarreia: o que eu faço?

Diarreia associada com dor de estômago está associado, na maioria das vezes, a um quadro de intoxicação alimentar ou infecção gástrica e intestinal.

Quando esses sintomas são transitórios, a pessoa deve se hidratar e repor os líquidos que estão sendo perdidos e evitar alimentação gordurosa e apimentada.

Na presença de fezes com sangue, vômitos e febre, é indicado procurar um serviço de saúde para avaliação.

Se essa situação for constante e durar mais de uma semana, é importante consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para investigação.

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Pangastrite endoscópica enantematosa moderada o que é isso?

É a forma como a gastrite aparece na endoscopia. Gastrite é a inflamação da parede (mucosa interna) do estômago, geralmente causada pelo aumento da acidez do suco gástrico. Se adequadamente tratado não é grave.

Azia Constante - Tratamento

A azia não é uma doença propriamente dita e sim um sintoma que pode aparecer como uma queixa isolada e eventual que ocorre com muita frequência quando abusamos de alguns tipos de bebidas ou alimentos. Quando a azia é constante ela pode ser sintoma de algumas doenças do aparelho digestivo.

A azia é um sintoma proveniente do esôfago e em alguns casos do estômago. A azia é sentida como uma queimação ou ardência que ocorre desde a região denominada epigástrio “boca do estômago” passando pelo região retroesternal “osso no meio do peito”, região anterior do pescoço até a garganta.

Para entendermos porque a azia ocorre precisamos entender que o nosso estômago é recoberto por um tipo especial de epitélio capaz de suportar o pH baixo (muito ácido) que é normal para o estômago.

Só o estômago possui este tipo de epitélio, o esôfago e as outras partes do aparelho digestivo não têm esse tipo de epitélio e, portanto não estão protegidos da acidez estomacal.

A causa básica da azia é o refluxo de material ácido proveniente do estômago (quando o conteúdo gástrico sai do estômago) para o esôfago e garganta. Ou em algumas situações quando a acidez é muito grande ou a proteção estomacal é destruída a azia é sentida no estômago.

A azia constante é um sintoma bastante incômodo e que leva um grande número de pessoas a procurar ajuda médica. A endoscopia digestiva alta é o exame de escolha na avaliação inicial da azia, porém sua indicação deve ser feita por um médico. Nem todos os pacientes com azia tem indicação de realizar o exame. Pacientes jovens, pacientes com quadro leve ou de pouca data e sem nenhum fator de risco associado podem postergar o exame, só o médico durante a consulta pode avaliar a necessidade de se fazer a endoscopia digestiva alta. A azia geralmente está associada aos quadros de refluxo gastro-esofágico, gastrite e esofagite. A azia pode em casos menos frequentes estar associada a casos de úlcera péptica e câncer de estômago ou esôfago. Atualmente existe tratamento específico para cada uma das causas de azia, vou limitar-me aqui a passar apenas algumas orientações gerais que podem se adotadas por todos os pacientes e que ajudam muito no tratamento e prevenção da azia.

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Há algum tempo os pacientes saiam do consultório do gastroenterologista com a receita dos medicamentos em uma mão e na outra uma lista enorme com todos os alimentos que não deveria comer. Essas listas eram bastante restritivas. A regra atual é bem simples: não ingira aquilo que lhe faz mal. A maioria dos pacientes em pouco tempo consegue identificar os alimentos e bebidas que lhe causam azia, esses alimentos variam muito de pessoa para pessoa.

“doutor se algo me causa azia é claro que eu não vou comer ou beber” a afirmação parece bastante óbvia, mas por incrível que parece a maioria das pessoas continua ingerindo comidas e bebidas que causam azia mesmo sabendo que vão ter azia. Outras recomendações importantes: evite ficar muitas horas sem comer e quando comer evite quantidades muito grandes de alimentos na mesma refeição, portanto o ideal é comer várias vezes por dia e um pouco de cada vez e evite deitar logo após as refeições.

Agora apresento minha lista de proibições para o tratamento da azia constante (esta serve para todos os pacientes e acreditem ajuda muito, pacientes com quadro leve muitas vezes, nem precisam tomar remédios): cigarro, bebidas alcoólicas, café, açúcar e todos os alimentos ricos em açúcar, chimarrão, alimentos gordurosos (qualquer coisa frita nem pensar), alimentos condimentados, frutas cítricas, tomate e derivados.

Dor no estômago na gravidez é normal?

Na maioria das vezes, é sim. Dor de estômago é um dos sintomas mais comuns na gestação, e está relacionada a uma mudança no comportamento desse órgão.

Durante a gestação, o estômago passa a produzir maior quantidade de enzimas digestivas e ácido. Além disso, com o avanço da gravidez e o aumento do tamanho do útero, o estômago é empurrado para cima, o que favorece a ocorrência de refluxo gastroesofágico, levando à sensação de dor e queimação.

Para reduzir o sintoma, é importante procurar reduzir o tamanho das porções ingeridas. Ou seja, comer menor quantidade de alimentos em cada refeição, e realizar mais refeições por dia. Outro fator importante é não ingerir líquidos durante a refeição. Isso tudo ajuda a evitar que o estômago fique muito cheio.

Alimentos gordurosos e pesados também têm a digestão mais lenta, o que pode prejudicar ainda mais os sintomas.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de alguma medicação antiácida.

Portanto, é fundamental consultar-se com o obstetra, para saber quais as medidas e tratamentos mais adequados estão indicados.

Dor no estômago e dor nas costas, o que pode ser?

Inúmeras causas são possíveis. Podem por exemplo ser problemas separados, como por exemplo uma gastrite acontecendo junto com uma dor muscular nas costas; ou podem fazer parte da mesma doença, como em casos de pancreatite e dissecções de aorta, que são mais graves porém muito menos comuns.

Para saber a causa exata de um paciente, é fundamental que ele procure um médico, que irá examinar, solicitar exames e propor o tratamento ideal a partir do diagnóstico preciso.

Omeprazol para esofagite e dor no estômago. Quanto tempo demora para fazer efeito?

Normalmente, o omeprazol produz uma melhora rápida dos sintomas da esofagite, úlcera ou gastrite, podendo curar uma úlcera em até 8 semanas. Contudo, o alívio da dor no estômago pode demorar vários dias.

Pode ser necessário usar também algum antiácido, juntamente como omeprazol, para ajudar a aliviar as dores estomacais, mas sempre conforme a orientação médica.

Se você está tomando omeprazol duas semanas e não melhorou muito, deve primeiro falar com o seu médico gastroenterologista, que irá avaliar a necessidade de fazer ou não outra endoscopia.

Contudo, verifique se você está tomando o omeprazol da forma correta. Se o medicamento não for usado corretamente, ele pode não produzir os efeitos esperados.

Saiba mais sobre o tratamento da esofagite em: Esofagite erosiva tem cura? Qual o tratamento?

Como tomar omeprazol corretamente?

O correto é tomar o omeprazol imediatamente antes das refeições, de preferência 15 minutos antes do café da manhã.

Se tiver dificuldade em engolir as cápsulas, abra-as e misture o conteúdo com um pouco de suco de fruta ou água fria e beba imediatamente. 

Não mastigue os microgrânulos do interior das cápsulas e não os misture com leite.

Mesmo que você já esteja se sentindo melhor, não interrompa o tratamento antes do tempo determinado pelo médico.

Leia também: Omeprazol: para que serve e quais os efeitos colaterais?

Dor no estômago pode ser sintoma de gravidez?

Não se pode dizer que dor no estômago é um sintoma que sugira o diagnóstico de gravidez.

Apesar de dor no estômago ser um sintoma comum em mulheres grávidas, diversas outras situações muito mais frequentes e prováveis também podem causar esse sintoma.

Entre elas, alimentação inadequada, gastrite por estresse entre outras.

Leia também: Pele oleosa pode ser sintoma de gravidez?

Por isso, uma pessoa com essa queixa deve procurar um clínico geral ou gastroenterologista para que a investigação adequada seja realizada.

Dor no estômago e barriga inchada, o que pode ser?

Muitas causas são possíveis. Desde gastrites e inflamações do estômago e intestino até alergias e intolerâncias alimentares, infecções e doenças mais graves como cânceres e outras. Causas psicológicas também são frequentes.

Para saber a causa exata de um paciente, é fundamental que ele procure um médico, que irá examinar, solicitar exames e propor o tratamento ideal a partir do diagnóstico mais preciso.

Dores no estômago, desânimo e diarreia o que pode ser?

Pode ser alguma doença física como as inflamações ou infecções envolvendo estômago e intestinos (as mais comuns são as gastroenterites virais e tóxicas),ou alguma doença emocional como depressão ou ansiedade.

Existe relação entre tontura e gastrite?

Pode sim a tontura ter ligação com a gastrite. Nem sempre a relação é direta, pode ser de forma indireta; como é o caso da pessoa que sofre de estresse e ansiedade que acaba desenvolvendo gastrite e tontura causadas pela doença de base (ansiedade).

Dor no estômago e diarreia, o que pode ser?

Muitas são as causas possíveis, entre elas as mais prováveis costumam ser infecções virais ou intoxicações alimentares. Alergias e intolerâncias alimentares também são possíveis, bem como doenças inflamatórias intestinais crônicas, que são as menos comuns e geralmente têm história familiar.

Se esse sintoma for frequente ou durar muito tempo, é importante que a pessoa procure um médico clínico geral ou gastroenterologista, para que a investigação adequada seja realizada, a fim de se alcançar o diagnóstico correto e o melhor tratamento possível.

Dores no estômago na gravidez: o que fazer?

Dor de estômago é um sintoma muito comum na gestação. Em geral, melhora bastante com mudança no hábito alimentar, mas medicações podem ser necessárias.

A forma mais eficaz de evitar esse problema é fracionar a dieta, ou seja, realizar um número maior de refeições por dia, reduzindo a quantidade de alimentos ingerida em cada refeição. Dessa forma, evita-se que o estômago fique muito cheio e favoreça ao refluxo gastroesofágico.

Além disso, a ingestão de líquidos durante a refeição também prejudica esse aspecto, e é altamente contraindicado.

Evitar a ingestão de alimentos pesados e gordurosos também é fundamental.

Por fim, é muito útil também evitar deitar-se logo após as refeições. Manter a posição sentada durante ao menos uma hora pode ajudar muito.

Em alguns casos, entretanto, pode ser que alguma medicação antiácida esteja indicada.

Por isso, é muito importante que a gestante procure o seu obstetra, para uma avaliação e orientação mais apropriada.