Perguntar
Fechar

Infectologia

Quais são os tipos de meningite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem vários tipos de meningite, classificados de acordo com a causa:

  • Meningite viral, causada por vírus;
  • Meningite bacteriana, causada por bactéria;
  • Meningite fúngica, causada por fungos;
  • Meningite medicamentosa, causada por medicamentos;
  • Meningite carcinomatosa, causada por câncer;
  • Meningite inflamatória, causada por doenças inflamatórias;

Todos os tipos de meningite apresentam sintomas semelhantes. A principal diferença entre elas está na rapidez e na intensidade com que o quadro evolui.

Dentre todos os tipos de meningite, as meningites virais e as bacterianas são as mais comuns e também são aquelas que podem causar surtos e epidemias.

O que é meningite viral?

Meningite viral é um tipo de meningite causada por vírus. Os seus sintomas mais comuns são:

  • Dor de cabeça;
  • Fotofobia (sensibilidade aumentada à luz);
  • Rigidez de nuca (dificuldade em encostar o queixo no peito);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre.

Quando a doença é causada por enterovírus, o paciente também pode apresentar:

  • Manifestações gastrointestinais e respiratórias;
  • Dor muscular;
  • Erupção cutânea.

Geralmente as meningites virais têm evolução rápida e benigna, sem complicações, exceto nos casos de pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Quais os vírus que podem causar meningite viral?

Os principais vírus causadores de meningites virais são:

  • Enterovírus;
  • Arbovírus, principalmente o vírus da febre do Nilo Ocidental;
  • Vírus do sarampo;
  • Vírus da caxumba;
  • Vírus da coriomeningite linfocítica;
  • HIV-1;
  • Adenovírus;
  • Vírus do grupo do herpes:
    • Herpes simples tipo 1 e tipo 2;
    • Varicela zoster;
    • Epstein-Barr;
    • Citomegalovírus.

A transmissão das meningites virais pode ocorrer pela saliva (tosse, espirro, fala, beijo) ou pelas fezes, no caso dos enterovírus, que habitam o intestino.

A meningite viral normalmente não precisa de um tratamento específico, sendo apenas controlados os sintomas com medicamentos para dor e febre, além de acompanhamento rigoroso para observar de forma precoce sinais de complicação da doença.

O que é meningite bacteriana?

As meningites bacterianas são aquelas causadas por bactérias. É o tipo de meningite mais grave, podendo levar à morte se não for tratada a tempo.

Os seus sinais e sintomas incluem:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa e contínua;
  • Dor no pescoço;
  • Vômitos, algumas vezes em jato;
  • Náuseas;
  • Rigidez de nuca (dificuldade em encostar o queixo no peito);
  • Manchas vermelhas na pele, no caso da meningite meningocócica.
Quais as bactérias que podem causar meningite bacteriana?

As principais bactérias que podem causar meningite são:

  • Meningococo (meningite meningocócica);
  • Pneumococo (meningite pneumocócica);
  • Haemophilus influenzae tipo B.

Veja também: Qual a diferença entre meningite viral e bacteriana?

meningite meningocócica é a mais grave de todas, não só por apresentar maior risco de morte e de deixar sequelas após o tratamento, mas também pelo potencial que tem de provocar surtos e epidemias, uma vez que é a mais facilmente transmissível pelas vias respiratórias.

Saiba mais em: O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?

Já as meningites causadas por pneumococo e Haemophylus são menos frequentes porque temos disponíveis vacinas, as quais são bastante eficazes para prevenir esses dois tipos.

O tratamento das meningites bacterianas é feito com medicamentos antibióticos específicos para o tipo de bactéria.

O que é meningite fúngica?

A meningite fúngica é causada por um fungo. Normalmente ocorre quando o sistema imunológico está debilitado, como no caso de pessoas com AIDS, câncer ou que estão fazendo terapia com imunossupressores.

É um tipo de meningite que pode ser crônica e de difícil diagnóstico e tratamento, podendo apresentar os seguintes sinais e sintomas:

  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Confusão mental;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre;
  • Rigidez de nuca;
  • Coma, em alguns casos.
Quais os fungos que podem causar meningite fúngica?

O principal fungo causador de meningite fúngica é o criptococo, que está presente no solo, frutas estragadas e fezes ressecadas de pombos.

A meningite causada por criptococos é uma das doenças oportunistas da AIDS, pois se aproveita da baixa imunidade do doente.

As meningites fúngicas não são transmitidas de pessoa para pessoa e o tratamento é feito com antifúngico endovenoso.

Toda vez em que houver quadro semelhante aos descritos acima, que levem a suspeita de meningite, você deve procurar imediatamente uma emergência médica para avaliação e orientação.

Leia também:

Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

Como saber se tenho meningite?

Quais são as doenças causadas por vermes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais doenças causadas por vermes são: ascaridíase (lombriga), esquistossomose, ancilostomose, filariose, amebíase, teníase (solitária), larva migrans (bicho geográfico), oxiurose e giardíase. Os sintomas das verminoses variam conforme o tipo de verme. O tratamento normalmente é feito com medicamentos vermífugos.

A ascaridíaseé causada pelo verme Ascaris lumbricoides, conhecido popularmente como "lombriga". A transmissão ocorre pela ingestão de ovos do parasita presentes na água, solo ou alimentos contaminados com fezes. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, diarreia ou prisão de ventre, aumento ou perda de apetite, emagrecimento, indisposição.

A esquistossomose é causada pelo Schistosoma mansoni. A transmissão ocorre pelo contato com água de rios e lagos infectada pelas cercárias que saem dos caramujos. Na fase aguda, a esquistossomose pode causar coceira, dermatite, febre, tosse, diarreia, náuseas, vômitos e perda de peso. Na fase crônica, pode haver alternância entre diarreia e obstipação intestinal, com aumento do fígado e baço, cirrose, hemorragias e barriga d'água.

Veja também: Esquistossomose tem cura? Qual é o tratamento?

A ancilostomose, causada pelos vermes Ancylostoma duodenale e Necator americanus, é mais conhecida como "amarelão". A infecção geralmente ocorre pelos pés, ao se pisar descalço em solo contaminado pelas larvas do parasita. Os sinais e sintomas do amarelão incluem pele amarelada, cansaço, fraqueza, anemia, podendo ainda ocorrer complicações cardíacas e pulmonares, além de comprometimento do desenvolvimento da criança.

O Wuchereria bancrofti (filária) é o verme causador da filariose, mais conhecida como "elefantíase". No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito Culex. A filariose causa inflamação nos vasos linfáticos, febre, dor de cabeça, mal-estar geral, dores musculares, intolerância à luz, inchaço no saco escrotal, virilha, vulva, mamas, pernas e braços, manchas na pele, gordura ou sangue na urina e ainda deixa a pele grossa e áspera.

Saiba mais em: Filariose tem cura? Qual o tratamento?

A amebíase é a verminose causada pela ameba (Entamoeba histolytica). A principal forma de transmissão é através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o parasita. Os sintomas incluem diarreia com sangue ou muco, calafrios, febre e dores abdominais. Se não for tratada a tempo, a amebíase pode causar a morte.

A teníase é causada pela Taenia solium e Taenia saginata, mais conhecidas como "solitária". A primeira está presente na carne de porco e a segunda na carne de vaca. A infecção ocorre pelo consumo de carne suína ou bovina mal passada.

Dentre os sinais e sintomas da teníase estão dores abdominais, náuseas, debilidade, fadiga, perda de peso, gases, diarreia ou prisão de ventre, aumento ou perda de apetite, irritação, insônia, atraso no crescimento das crianças e diminuição da produtividade no adulto.

A ingestão dos ovos da tênia solium, presente na carne de porco, leva à cisticercose. As formas graves da doença ocorrem quando os cisticercos ficam alojados no sistema nervoso central ("solitária na cabeça"), podendo causar convulsões, alterações de comportamento, aumento da pressão no interior do crânio e distúrbios visuais.

O bicho geográficoé o nome popular da larva migrans, causada pelos vermes Ancylostoma brasiliensis e caninum. A transmissão ocorre pelo contato com areia ou terra contaminada com fezes de cães e gatos infectados pelo parasita. O bicho geográfico causa muita coceira e deixa linhas avermelhadas na pele, parecidas com mapas, que são os locais por onde o verme passou.

Também pode lhe interessar: Gostaria de saber se tem vermes que andam no nosso corpo?

O verme causador da oxiurose é o Enterobius vermicularis, também chamado de oxiúros. Essa verminose é comum na infância e os vermes podem ser vistos nas fezes. A infecção pode ser por autofecundação ou retroinfestação. A primeira forma dá-se pela ingestão de ovos ao levar a mão à boca após coçar a região retal. A segunda ocorre quando as larvas eclodem da região retal e migram para o intestino grosso. A oxiurose causa coceira na região anal e vaginal, corrimento, enjoo, vômitos, tonturas, cólicas e sono agitado.

Veja aqui o que fazer no caso de verme nas fezes.

A giardíase é a verminose causada pela Giardia lamblia. A transmissão ocorre pela via fecal-oral, ao levar à boca a mão contaminada com dejetos de alguém infectado ou pela ingestão de água ou alimento contaminado. Em geral, pessoas com giardíase não apresentam sintomas. Quando surgem, caracterizam-se por diarreia muito líquida e às vezes gordurosa, dores abdominais, gases intestinais, náuseas, vômitos, perda de peso e cansaço.

O tratamento das doenças causadas por vermes é feito com vermífugos, como Albendazol, Mebendazol e Tiabendazol.

Para prevenir as verminoses, é muito importante lavar bem as mãos antes de comer e depois de ir ao banheiro, lavar bem frutas e legumes, cozinhar bem os alimentos, evitar andar descalço, não beber água que não seja tratada ou de origem duvidosa, evitar tomar banhos em água parada, além de lavar os brinquedos e objetos que a criança tenha o hábito de colocar na boca.

Saiba mais em: 

Qual o tratamento para quem tem vermes?

Quais os sintomas de vermes no corpo?

Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

Dor e dificuldade ao engolir. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor e dificuldade ao engolir podem ser sintomas de garganta inflamada. As infecções de garganta podem ser causadas por vírus ou bactérias e podem atingir as amígdalas (amigdalite), laringe (laringite) ou a faringe (faringite).

Os sintomas de garganta inflamada podem incluir:

  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir alimentos sólidos;
  • Febre;
  • Inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula;
  • Irritação na garganta, que pode estar avermelhada;
  • Presença de placas de pus na garganta (amigdalite);
  • Rouquidão.

Para tratar a garganta inflamada é necessário primeiro saber se a infecção é bacteriana ou viral. Se for causada por vírus, o tratamento é feito com anti-inflamatórios e sintomáticos; se for causada por bactérias é preciso tomar antibióticos.

Leia também:

Quais os sintomas da faringite?

Quais os sintomas de amigdalite?

O que fazer para aliviar a dor ao engolir?

Fazer gargarejos com água morna e sal ajuda a aliviar a dor de garganta, sobretudo se for causada por amigdalite, pois limpa a garganta e ajuda a soltar o muco que se forma pelo pus.

Basta misturar uma colher (chá) rasa de sal em um copo de água morna e fazer o gargarejo durante alguns minutos.

Os gargarejos devem ser feitos pelo menos 3 vezes ao dia e podem ser repetidos sempre que for necessário.

Não coloque vinagre nem limão na solução, pois são ácidos e podem irritar ainda mais a garganta.

É importante lembrar que os gargarejos apenas aliviam a dor e não tratam a inflamação ou a infecção.

Veja também: Tomar sorvete faz mal para quem está gripado ou com a garganta inflamada?

Por isso, procure um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um otorrinolaringologista para que sejam prescritos os medicamentos adequados e a causa da dor seja devidamente tratada.

Também podem lhe interessar:

Diferenças entre Amigdalite, Faringite e Laringite

O que é a faringite e qual o tratamento?

O que causa inflamação nas amígdalas e qual o tratamento?

Será que estou com sintomas de HIV agudo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas do HIV agudo caracterizam-se por:

  • Febre persistente;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Dores musculares;
  • Manchas na pele;
  • Gânglios ou ínguas nas axilas, pescoço ou virilha, que podem demorar muito tempo para desaparecer.

Esses sintomas geralmente aparecem depois de 2 a 4 semanas em que houve contato com vírus.

Nem todas as pessoas manifestam os sintomas de uma infecção aguda do HIV. Entre 10 a 60% das pessoas podem ficar até 6 meses sem apresentar qualquer sintoma da infecção.

Embora o risco seja pequeno, é possível contrair o vírus HIV quando o preservativo rompe em uma relação sexual com uma pessoa soropositiva.

A melhor forma de saber se esses sintomas foram da infecção aguda do HIV é fazendo uma consulta detalhada com o/a clínico/a geral, médico/a de família ou infectologista. Na consulta, o/a profissional irá recolher os dados da sua história clínica sobre os sintomas que apareceram, examinar seu corpo e solicitar exames, caso seja necessário.

Leia também:

Quais os sintomas do HIV?

Qual o tratamento do HIV?

HIV tem cura?

Como é feito o exame do HIV?

Qual exame detecta a dengue?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Existem 3 exames que detectam a dengue: NS1, PCR e o teste de sorologia IgM. A aplicação desses exames para diagnosticar a dengue depende de quando os sintomas tiveram início e quanto tempo depois a pessoa procurou atendimento médico.

Além disso, fatores epidemiológicos e individuais, como risco de gravidade, são levados em consideração pelo médico no momento de saber qual exame solicitar, ou se é necessário solicitar.

Se o paciente procurar atendimento nos primeiros 5 dias após o aparecimento dos sintomas, o diagnóstico preciso da dengue pode ser feito através dos exames:

  • NS1: Serve para identificar a proteína NS1 do vírus da dengue presente no sangue, podendo detectar até 80% dos casos da doença;
  • PCR: Este exame é capaz de detectar o material genético do vírus da dengue e tem uma eficácia ainda maior, de 90%.

Caso os sintomas tenham surgido há mais de 5 dias, é necessário fazer um teste de sorologia. O objetivo desse exame é detectar o anticorpo IgM produzido pelo sistema imunológico para combater o vírus da dengue.

O diagnóstico da dengue é sempre feito com esses exames?

Não, em uma situação de epidemia, os exames específicos para diagnosticar a dengue podem ser deixados de lado.

O exame geralmente só é feito em locais que não estão em situação de epidemia ou estão no início de uma infestação do mosquito, para orientar o combate ao inseto. Também podem ser realizados em pessoas com alto risco de desenvolver formas mais graves da doença e precisam assim de um diagnóstico mais preciso e rápido.

Nos lugares em que já existe uma epidemia, o diagnóstico muitas vezes é clínico-epidemiológico, sendo feito através de:

  • Observação dos sintomas:
    • Febre, geralmente em torno de 40ºC, que dura entre 4 e 7 dias;
    • Dor de cabeça intensa, que também se sente atrás dos olhos;
    • Manchas vermelhas pelo corpo;
    • Indisposição;
    • Dores musculares;
    • Náusea e vômito
  • Exame de sangue para verificar os níveis de plaquetas (pessoas com dengue geralmente apresentam taxas de plaquetas mais baixas que o normal - leia também: A quantidade de plaquetas altera no caso de dengue?). 
  • Informação se o local de residência do paciente é uma região endêmica de dengue ou se o mesmo esteve em alguma dessas regiões.

A grande dificuldade em diagnosticar a dengue está na semelhança dos seus sintomas com os de outras doenças comuns como gripe, viroses ou até mesmo algumas infecções bacterianas. 

Em caso de suspeita de dengue, procure um serviço de saúde com urgência e não tome nenhum medicamento sem indicação de um médico.

Calafrios, dor muscular e na barriga e náuseas o que tenho?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seus sintomas são compatíveis com algum tipo de gastroenterite (infecção gástrica e intestinal), provavelmente de origem viral, popularmente conhecida como "virose".

O que é septicemia e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A septicemia, também chamada de sepse ou sepsis, é uma síndrome que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo, potencialmente fatal.

A sepse é desencadeada pela invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos (principalmente bactérias, mas também vírus ou outros microrganismos), por isso, é habitualmente chamada pelo público leigo de "infecção do sangue", mas pode continuar mesmo depois que os agentes infecciosos que a causaram não mais estão presentes.

Sempre que nosso corpo é invadido por microrganismos, nosso sistema imunológico é ativado para que possamos combater o agente invasor. Uma das formas usadas pelas nossas células de defesa para atacar agentes invasores é através da liberação de mediadores químicos que provocam uma resposta inflamatória.

A inflamação que surge em locais infectados não é provocada pela bactéria em si, mas sim pela resposta imunológica do corpo. A inflamação é uma forma de defesa do organismo. A vermelhidão, a dor, o calor, o inchaço e o pus, característicos de feridas infectadas, são, a grosso modo, o resultado da "batalha" entre o sistema imunológico e os germes invasores.

Em geral, as infecções têm início em locais específicos do organismo, como pele, pulmões, vias urinárias, ouvidos. Alguns exemplos de infecções bacterianas localizadas em um ponto específico do corpo são:

  • Pneumonia = infecção do pulmão;
  • Cistite = infecção da bexiga;
  • Otite = infecção do ouvido;
  • Erisipela= infecção da pele;
  • Meningite = infecção das meninges e do sistema nervoso.

Em um primeiro momento, as bactérias estão alojadas em um órgão, como o pulmão, por exemplo, e são combatidas pelos nossos mecanismos de defesa. Sem controle da infecção, essas bactérias multiplicam-se e começam a migrar em grande número para outros locais, podendo chegar a um vaso e chegar à circulação sanguínea.

Bactérias podem cair no sangue em situações triviais, como durante uma escovação dos dentes que provoca sangramento gengival ou quando ralamos o joelho no chão. Um pequena quantidade de bactérias no sangue são rapidamente inativadas e controladas pelo sistema imunológico.

O problema aparece quando uma quantidade muito grande de bactérias chega à corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo. Uma vez que as células de defesa precisam atuar em vários locais ao mesmo tempo para combater a infecção, elas acabam por desencadear um processo inflamatório difuso.

Todos nós já tivemos uma inflamação, seja no dente, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Esse processo acontecendo internamente e simultaneamente em vários vasos sanguíneos e órgãos é como uma guerra que está sendo travada dentro do corpo. Há mortes de ambos os lados e muita destruição das estruturas ao redor. Isso é a sepse.

Há graus de gravidade da sepse. Certas bactérias são mais virulentas que outras e cada organismo possui uma capacidade maior ou menor de atuar face a agentes invasores, provocando uma inflamação mais ou menos acentuada. Pacientes saudáveis com infecções provocadas por bactérias menos agressivas costumam controlar bem suas infecções, não evoluindo para quadros de sepse mais severas.

Sintomas da sepse

Qualquer infecção pode levar à sepse. Muitas pessoas provavelmente já tiveram uma sepse em estágio inicial. Para se caracterizar uma sepse basta apresentar uma infecção, além de dois ou mais dos sinais ou sintomas descritos a seguir (os quatro mais clássicos de uma longa lista, descrita em https://pulmccm.org/2012/review-articles/surviving-sepsis-guidelines-criteria-diagnosis-sepsis/):

  • Febre (temperatura corporal maior que 38,3º) ou hipotermia (menor que 36º);
  • Taquicardia (frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto);
  • Frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos ou PaCO2 < 32mmHg;
  • No hemograma: leucocitose (leucócitos acima de 12.000/mm3) ou leucopenia (menos de 4000 leucócitos/mm3).

Saiba mais em: Infecção no sangue é grave? Quais os sintomas e como tratar?

Na verdade, até uma gripe mais forte pode fazer com que o paciente apresente critérios para sepse. Ter critérios para sepse não significa que o paciente esteja muito grave e que vá morrer. Esses critérios indicam que o paciente deve ser tratado adequadamente para que o quadro não evolua, sendo sinais de alerta para os médicos.

Você pode ter uma amidalite e ter critérios para sepse. Porém, se a infecção for tratada adequadamente, a maioria das pessoas irá se recuperar. Porém, se o paciente for negligente e não procurar atendimento médico, a infecção, que inicialmente estava restrita à garganta, pode se espalhar pelo sangue e ficar muito mais difícil de ser controlada. Uma sepse branda pode virar uma sepse grave.

Um quadro clínico bem característico de sepse é a presença de infecção com febre alta, calafrios, cansaço, prostração, perda de apetite, não conseguir sair da cama. 

Idosos com sepse podem não ter febre, mas costumam apresentar grande prostração, desorientação e confusão mental. A avaliação médica e o tratamento com antibiótico são importantes para evitar que o quadro evolua de forma catastrófica.

Como é feito o exame PPD para tuberculose?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame PPD para tuberculose é feito através da aplicação de proteínas da bactéria causadora da tuberculose na pele. É aplicada uma pequena injeção intradérmica na face anterior do antebraço e não é necessário nenhum tipo de curativo depois do teste. Após 48 a 72 horas a pessoa deve retornar ao lugar do exame para que o local da injeção seja analisado e o teste PPD seja finalizado.

Se o local da aplicação no antebraço estiver vermelho, inchado e com um nódulo endurecido, o resultado é considerado positivo, e é favorável ao diagnóstico de tuberculose, que pode estar ativa, desencadeando doença, ou latente, ou seja, presente no organismo, mas sem causar sintomas.

Esses sinais de vermelhidão e aparecimento do nódulo mostram que organismo já produziu anticorpos contra o bacilo da tuberculose. Em caso de resultado positivo, outros exames como raio-x de tórax, baciloscopia ou exames imunológicos são realizados para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento.

Vale lembrar que quem já tomou a vacina BCG pode apresentar resultado positivo no teste PPD, pois já tem defesas contra a tuberculose.

O exame PPD, ou teste tuberculínico, é realizado com uma pequena amostra de derivado proteico purificado, por isso a sigla PPD, da bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. O composto é purificado para impedir que a pessoa que faz o teste desenvolva tuberculose, mas é capaz de provocar uma reação em quem tem a doença.

O exame PPD pode ser feito durante a gravidez e amamentação. As reações adversas mais comuns ao teste são: dor, coceira e desconforto no local da injeção.

Também podem ser do seu interesse:

Tuberculose tem cura? Qual o tratamento?

Sintomas da Tuberculose

Tuberculose é contagiosa? Como se transmite?