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Infectologia

O que fazer em caso de mordida de gato?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Em caso de mordida de gato, lave bem a ferida com água e sabão, deixando a água escorrer durante alguns minutos sobre o ferimento. É importante retirar totalmente o sabão após a lavagem para não interferir na ação dos medicamentos que podem ser aplicados no local da mordida pelos profissionais especializados.

Depois, irrigue abundantemente o ferimento com soro fisiológico a 0,9%, imobilize e eleve o membro afetado. Após os primeiros socorros, a vítima deve ser levada a um serviço de saúde para receber tratamento e orientações adequadas.

É provável que a pessoa que foi mordida pelo gato receba também vacina ou soro antirrábico, uma vez que o gato também pode transmitir a raiva, como o cão e outros animais.

Além da raiva, a mordida de gato pode transmitir uma bactéria chamada Pastereulla Multocida, que está presente na saliva dos felinos, essa bactéria pode levar a uma grave doença infecciosa, que atinge principalmente pessoas mais suscetíveis como imunodeprimidos. O risco de infecções é baixo, principalmente, se tomados os devidos cuidados nas primeiras 8 horas após a mordida, por isso a ida ao serviço de saúde rapidamente é importante, Dor, inchaço e vermelhidão no local do ferimento são sinais de que pode haver uma infecção e é preciso procurar tratamento imediatamente.

De qualquer forma, qualquer mordida de animal deve ser tratada num pronto-socorro. Mordidas de gato, cão, rato ou qualquer outro animal doméstico ou silvestre, podem causar infecções fatais se não forem devidamente tratadas. Por isso o acompanhamento médico é sempre necessário, mesmo que não haja sinais de infecção.

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A cerveja atrapalha no efeito do antibiótico?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, dependendo da quantidade, a cerveja pode interferir no efeito do antibiótico, assim como qualquer bebida alcoólica. Para não atrapalhar o efeito do medicamento, não é indicado beber quando em uso de antibióticos.

Isso ocorre porque a bebida alcoólica age estimulando a diurese, e quando uma pessoa urina mais, acelera também a eliminação do antibiótico circulante no corpo, podendo diminuir o efeito desta medicação.

A combinação de álcool com antibiótico também pode sobrecarregar o fígado, uma vez que ambos são metabolizados por este órgão.

Assim como o antibiótico, outras medicações de uso regular e controlado não devem ser utilizadas em conjunto com bebidas alcoólicas, evitando o risco de efeitos colaterais por interação das medicações.

Por todas essas razões, não é recomendado misturar álcool com antibióticos.

Para maiores informações quanto ao consumo de cerveja ou outras bebidas alcoólicas durante o uso do antibiótico, fale com o médico que receitou o medicamento.

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Meu namorado tem HIV, tive relação sexual com ele e a camisinha estourou. Posso ter contraído o vírus?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, é possível contrair o vírus HIV se a camisinha estourar.

Porém, há vários fatores que podem influenciar a contaminação nesse caso. Uma delas é a carga viral do seu namorado, ou seja, a quantidade de vírus HIV que ele tem circulando no organismo.

Também já se sabe que o HIV pode não ser transmitido numa única relação, mas existe, sim, o risco de você ter contraído o vírus.

Por isso, o melhor a fazer é procurar um médico com a máxima urgência para que ele prescreva o PEP (profilaxia pós-exposição).

Esse tratamento utiliza os mesmos medicamentos usados para tratar a AIDS, com o objetivo de tentar impedir que a infecção se estabeleça. Porém, para ser eficaz, o PEP tem que ser feito em até 72 horas após o contato com o vírus.

Leia mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Se já passou esse tempo, procure um/a médico/a infectologista para avaliação do seu caso, realização do exames e demais orientações médicas.

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Como ocorre a transmissão da sífilis?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A transmissão da sífilis ocorre através de relação sexual sem proteção com uma pessoa infectada, podendo também ser transmitida para o bebê durante a gestação ou no momento do parto. A sífilis não é transmitida pelo uso de talheres, roupas compartilhadas ou vaso sanitário.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão sexual ocorre devido ao contato com as lesões genitais da pessoa infectada durante o sexo vaginal, anal ou oral.

Mulheres com sífilis que engravidam ou adquirem a infecção durante a gravidez e não fazem o tratamento adequado, podem transmitir a sífilis para o feto durante a gestação ou no ato do parto, causando assim a sífilis congênita.

A sífilis congênita pode provocar malformações, morte fetal e aborto espontâneo. A maioria dos sintomas se manifesta logo nos primeiros meses de vida do bebê, podendo incluir pneumonia, feridas no corpo, perda de audição e visão, problemas ósseos e comprometimento neurológico.

O uso correto do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais é uma medida importante para prevenir a transmissão da sífilis. A infecção também é facilmente tratada, principalmente no início das lesões.

É importante lembrar que a sífilis pode se manifestar de formas diferentes (sífilis primária, secundária, latente e terciária), sendo que nas fases primária e secundária, o risco de transmitir a infecção é maior. As feridas nem sempre estão facilmente visíveis, podendo estar localizadas na vagina, pênis, ânus ou boca.

Caso você apresente alguma lesão genital ou tenha tido relações sexuais desprotegidas, procure um/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação.

PCR baixo: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

PCR baixo significa que não existe um processo inflamatório ou infeccioso agudo no corpo. Além disso, valores constantemente baixos de PCR indicam menos risco de doenças cardiovasculares, como derrame e ataque cardíaco, de acordo com a seguinte classificação:

  • PCR abaixo de 0,1 mg/dL = poucas chances de desenvolver doenças cardiovasculares;
  • PCR entre 0,1 mg/dL e 0,3 mg/dL = risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares;
  • PCR constantemente acima de 0,3 mg/dL = risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares.

Contudo, trata-se de um exame pouco específico, qualquer processo inflamatório pode elevar essa proteína, ao mesmo tempo outras doenças podem estar ativas sem alterá-la, como é o caso da esclerodermia e do Lúpus. Portanto é um exame de rastreio, de início de investigação, não confirma ou exclui qualquer suspeita.

Em geral, pessoas saudáveis apresentam valores de PCR abaixo de 0,3 mg/dL ou 3 mg/L, embora em idosos esses valores geralmente encontram-se um pouco mais elevados.

Em processos infecciosos ou inflamatórios leves, como gripe, resfriado, gengivite, os valores de PCR geralmente situam-se entre 0,3 mg/dL e 1,0 mg/dL.

Já em inflamações ou infecções, os valores de PCR ficam mais altos, entre 1,0 mg/dL e 4,0 mg/dL.

PCR com valores acima de 4,0 mg/dL indica a presença de uma infecção bacteriana grave ou outras condições ainda mais severas.

A interpretação do resultado do exame de PCR deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que levará em consideração a história e o exame clínico do paciente.

Saiba mais em:

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Tomar muitos antibióticos baixa a imunidade?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, tomar antibióticos em excesso pode baixar a imunidade. Isso porque os antibióticos não matam somente as bactérias que estão causando uma infecção, mas também aquelas que habitam naturalmente o organismo e ajudam a proteger o corpo contra micro-organismos invasores.

Existem muitas bactérias que vivem no nosso tubo digestivo, trato respiratório e pele sem causar doenças. Esses germes têm um papel importante no equilíbrio de diversas funções do corpo, como a digestão, por exemplo.

Quando essas bactérias "boas" morrem, o caminho fica livre para as bactérias "más" se proliferarem, pois deixa de haver competição entre elas.

Esse desequilíbrio na flora bacteriana deixa as defesas do organismo mais vulneráveis. É por isso que tomar muitos antibióticos pode baixar a imunidade.

Além disso, o uso abusivo ou desnecessário de antibióticos pode fazer com que algumas bactérias fiquem resistentes ao medicamento, o que pode dificultar o tratamento até mesmo de infecções comuns no futuro.

Tomar muito antibiótico enfraquece o sistema imunológico?

O uso de antibióticos não enfraquece o sistema imunológico em si, mas destrói a barreira de bactérias com a qual o sistema imune conta para defender o organismo contra micro-organismos invasores.

Por exemplo, as bactérias da flora vaginal exercem um papel importante na proteção contra outros micro-organismos infecciosos. Ao tomar antibióticos, a medicação pode matar essas bactérias protetoras e, consequentemente, desbalancear o equilíbrio entre os micro-organismos presentes. Isso pode favorecer a exacerbação de outros micro-organismos como no caso da candidíase.

Isso também ocorre no intestino, que possui a sua própria flora bacteriana. Essas bactérias, que habitam naturalmente o intestino, também podem ser destruídas com o uso do antibiótico, aumentando a ocorrência de infecções intestinais e diarreias.

Além disso, o uso indiscriminado de antibióticos em crianças pode prejudicar o sistema imunológico e contribuir no aparecimento de doenças no futuro.

Isso acontece porque boa parte das bactérias que vivem no aparelho digestivo exerce um papel importante no desenvolvimento de um sistema imune saudável na infância. Como os antibióticos matam as bactérias “boas” e “más”, as defesas naturais da criança podem ser prejudicadas.

Por isso é tão importante não tomar antibióticos desnecessariamente ou sem receita médica.

O que é janela imunológica do HIV?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A janela imunológica do HIVé o período compreendido entre a data da infecção pelo vírus HIV, causador da AIDS, e a data em que os anticorpos específicos contra o HIV produzidos pelo organismo são detectáveis em exames de sangue (soroconversão).

Os testes para verificar se alguém tem HIV são geralmente feitos através da detecção de anticorpos contra o vírus HIV no sangue da pessoa. Portanto, no período da janela imunológica, uma pessoa pode fazer o teste e o resultado dar falso negativo, ou seja, ela tem a doença, está com o vírus HIV na corrente sanguínea, mas ainda não produziu anticorpos específicos contra o HIV.

No caso do HIV, a janela imunológica varia muito, de 2 semanas a 120 dias. Daí o teste ser mais confiável se for realizado 3 meses após a suposta infecção (comportamento de risco, como por exemplo relação sexual desprotegida). O ideal é que o exame seja repetido depois de 6 meses. 

O teste anti-HIV conhecido como ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay​) é considerado altamente sensível e específico (próximo de 100%) para a detecção dos anticorpos contra o vírus HIV.

Saiba mais em: Para que serve o exame ELISA?

Entretanto, a janela imunológica de 3 a 6 meses deve ser respeitada, já que nesse período pode haver falsos negativos frequentes. Também podem ocorrer falsos negativos em AIDS no estágio final e agamaglobulinemia.

Já os falsos positivos (teste para HIV positivo, mas a pessoa não está infectada com o vírus) pode ocorrer em multíparas (mulheres que tiveram muitas gestações), vacinação recente contra hepatite B ou Influenzae, múltiplas transfusões sanguíneas e doenças autoimunes, entre outras condições.

Em caso se suspeita de HIV, por qualquer motivo, um médico clínico geral, médico de família ou um infectologista deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

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O que fazer em caso de picada de escorpião?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em caso de picada de escorpião amarelo, vermelho, marrom, preto ou de qualquer outra espécie, lave o local com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente. Procure manter a calma e movimentar-se o mínimo possível. Se puder, capture o animal e leve-o ao serviço de saúde para facilitar a identificação do escorpião.

O que não fazer após uma picada de escorpião:

⇒ Não amarrar ou fazer torniquete na região afetada;

⇒ Não colocar nenhuma substância no local da picada nem fazer curativos para não aumentar o risco de infecções;

⇒ Não queimar, cortar ou perfurar o local;

⇒ Não ingerir bebidas alcoólicas, gasolina, álcool, querosene ou qualquer outro líquido com o intuito de cortar o efeito do veneno. Além de não produzirem nenhum efeito, podem causar intoxicações e piorar o quadro. 

O tratamento da picada de escorpião geralmente é feito com medicamentos anestésicos e analgésicos. O tempo de duração é de cerca de 6 horas. Nos casos mais delicados, a vítima recebe soro antiescorpiônico e antiaracnídico,  e fica em observação durante pelo menos 12 horas. 

Normalmente a picada de escorpião provoca dor moderada ou intensa ou formigamento no local. Nos casos mais graves, pode haver náuseas, vômitos, transpiração intensa, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, agitação, salivação e tremores.

Os escorpiões são animais carnívoros de hábito noturno. Durante o dia, podem permanecer escondidos em lugares escuros, como armários, calçados, gavetas e toalhas.

Para evitar picadas de escorpiões e outros animais peçonhentos, é importante ter alguns cuidados, como:

⇒ Manter o jardim e o quintal limpos, evitando o acúmulo de folhas secas e outros entulhos;

⇒ Não secar roupas no chão, em cercas ou em muros;

⇒ Manter a grama bem aparada;

⇒ Limpar regularmente as áreas de terrenos baldios que ficam próximas às casas;

⇒ Sacudir os calçados e as roupas antes de usá-los;

⇒ Verificar os lençóis das camas antes de se deitar;

⇒ Deixar camas e berços afastados pelo menos 10 cm das paredes e não deixá-los em contato com as cortinas;

⇒ Colocar telas nos ralos e rodos nas portas, fechar frestas e buracos em paredes, vedar os vãos entre a parede e o forro para impedir a entrada de escorpiões na residência.

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