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Infectologia

Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A principal forma de transmissão da gonorreia é através de relações sexuais sem uso de preservativo com uma pessoa infectada, seja através de sexo oral, vaginal ou anal.

Além disso, a gonorreia também pode ser transmitida para o bebê na gravidez ou durante o parto normal, caso a mulher esteja contaminada. A transmissão da gonorreia durante o parto pode afetar gravemente os olhos do bebê, causando conjuntivite e podendo levar à cegueira. Por isso, na maioria das maternidades, há a prática de pingar colírio de nitrato de prata nos olhos dos recém nascidos para combater essa transmissão.

Mesmo sem apresentar sintomas, as gestantes infectadas podem transmitir a bactéria que causa a infecção. Além de cegueira, a gonorreia pode causar infecção no sangue e nas articulações do bebê. O período de incubação da gonorreia varia entre 2 e 8 dias. O risco de uma pessoa infectada transmitir a doença para o/a parceiro/a é de 50% por cada relação sexual. O tratamento adequado interrompe rapidamente a transmissão.

Como saber se peguei gonorreia?

Os sinais e sintomas da gonorreia começam a se manifestar de 2 a 8 dias após o contágio. Depois desse período de incubação, a pessoa sente ardência e dificuldade para urinar. Pode ainda surgir um corrimento amarelado ou esverdeado (até mesmo com sangue) saindo pelo canal da urina, tanto em homens como em mulheres.

Conheça os sintomas da gonorreia em: Quais os sintomas da gonorreia?

O tratamento da gonorreia é feito com antibióticos que atuam de forma eficaz. É importante que as duas pessoas do casal façam o tratamento e durante este período não tenha relações sexuais.

Veja também: Qual o tratamento para gonorreia?

Mulheres grávidas devem se submeter ao tratamento o quanto antes para evitar complicações para o bebê.

Se não for devidamente tratada, a gonorreia pode provocar esterilidade, meningite, afetar os ossos e também o coração.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a de família ou clínico/a geral para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais em: 

Como saber se tenho uma DST?

Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

Toxoplasmose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Sim, a toxoplasmose tem cura, e o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para evitar sequelas.

A toxoplasmose é uma doença infecciosa provocada pelo protozoário conhecido como Toxoplasma gondii e é transmitida através do consumo de alimentos contaminados com o cisto do parasita.

O tratamento nem sempre é necessário, pois, em pacientes imunocompetentes, o sistema imunológico é capaz de eliminar o parasita. Em algumas condições, o tratamento é indispensável:

  • grávidas;
  • imunodeprimidos, por exemplo pacientes com AIDS;
  • recém-nascidos;
  • acometimento cardíaco (miocardite) ou ocular (coriorretinite).

O tratamento é feito com duas drogas, a pirimetamina e sulfadiazina, associadas ao ácido folínico e deve ser feito por 4 a 6 semanas. Nas gestantes, a droga a ser utilizada é a espiramicina, até a 18a semana de gestação e, após a 18asemana, deve ser feito tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.

Algumas medidas simples devem ser adotadas de modo a evitar a transmissão da toxoplasmose:

  • Evitar contato com fezes de animais, especialmente de gatos ou outros felinos;
  • Manter higiene adequada ao lidar com alimentos;

  • Evitar comer carne mal passada e/ou vegetais mal lavados;

  • Fazer pré-natal adequadamente e colher os exames pedidos pelo seu obstetra;
  • Se você for gestante e a sorologia mostrar que você nunca teve contato com o Toxoplasma gondii, deve evitar contato com felinos e adotar medidas de higiene e cuidado no consumo de carnes e vegetais.

Se você apresentar sintomas de toxoplasmose, deve procurar um pronto atendimento ou um infectologista para diagnóstico e tratamento adequados. Se você for gestante e apresentar sintomas, deve consultar seu obstetra.

Qual a diferença entre meningite viral e bacteriana?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A diferença entre meningite viral e bacteriana é que as virais são provocadas por vírus e normalmente apresentam sintomas mais brandos que as bacterianas, que são mais graves e provocadas por bactérias.

Os sintomas da meningite viral são parecidos com os da gripe, com febre e dor de cabeça, e a nuca fica pouco rígida e dolorida.

A maioria dos casos de meningite viral evoluem sem complicações e o tratamento visa apenas controlar os sintomas através de medicamentos para dor e febre.

Já a meningite bacteriana é bem mais perigosa que a meningite viral, podendo levar à morte se não for diagnosticada precocemente. O tratamento é feito com medicamentos antibióticos específicos para o tipo de bactéria.

Os tipos de meningites bacterianas mais comuns são causados pelas bactérias meningococo, pneumococos e haemophylus. Dentre os 3 tipos, a meningite meningocócica é a que se transmite mais facilmente pela via respiratória e também a mais temível das meningites bacterianas, pois apresenta um quadro clínico mais grave e de evolução mais rápida.

Já a pneumocócica e a haemophylus são menos frequentes, uma vez que as vacinas disponíveis são bastante eficazes na prevenção desses dois tipos de meningite.

Quais os sintomas da meningite viral e bacteriana?Sintomas de meningite viral

A meningite viral caracteriza-se pelo aparecimento súbito de dor de cabeça, fotofobia (sensibilidade à luz), rigidez de nuca, náuseas, vômitos e febre.

Na meningite causada por enterovírus, a pessoa também pode apresentar sinais e sintomas gastrointestinais e respiratórios, dores musculares e erupções cutâneas.

Em geral, as meningites virais apresentam evolução rápida, benigna e sem complicações, com exceção das pessoas com a imunidade baixa.

Dentre os principais vírus causadores de meningites estão o enterovírus, arbovírus, vírus do sarampo, vírus da caxumba, vírus da coriomeningite linfocítica, HIV-1, adenovírus, vírus do grupo do herpes simples tipo 1 e 2, varicela zoster, Epstein-Barr e citomegalovírus.

A meningite viral pode ser transmitida pela saliva de uma pessoa infectada ao tossir, espirrar, beijar ou falar. No caso do enterovírus, que habita o intestino, a transmissão pode ocorrer através das fezes.

Sintomas de meningite bacteriana

A meningite bacteriana, em crianças com mais de 1 ano de idade e adultos, apresenta como principais sinais e sintomas: febre alta com início súbito, dor de cabeça intensa e contínua, vômitos em jato, náuseas, rigidez de nuca, dor no pescoço, pequenas manchas vermelhas na pele (meningite meningocócica).

Em bebês com menos de 1 ano de idade, os sintomas da meningite bacteriana incluem moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação, choro agudo e persistente, rigidez corporal com ou sem convulsões.

As principais bactérias causadoras de meningite são o meningococo (meningite meningocócica), pneumococo (meningite pneumocócica) e haemophilus influenzae. A transmissão ocorre através da eliminação de gotículas de secreção eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar.

Qual é o tratamento para meningite viral e bacteriana?

Geralmente, as meningites virais não necessitam de um tratamento específico. Nesses casos, o tratamento é feito com medicamentos para aliviar a dor e a febre, além de um acompanhamento rígido para identificar precocemente qualquer eventual complicação.

O tratamento da meningite bacteriana é feito com medicamentos antibióticos específicos para a bactéria causadora da infecção.

Para prevenir complicações e possíveis sequelas, é fundamental consultar o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou infectologista logo no início dos sintomas.

Saiba mais em: O que é meningite?

Nasceu uma verruga próxima à entrada da vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Verruga na região genital pode ser indicativo de alguma doença sexualmente transmissível (DST). A lesão mais frequente associada às verrugas na vagina é causada pelo vírus papiloma humano (HPV). A verruga genital, também conhecida como condiloma acuminado, pode ser plana ou elevada, com aspecto semelhante a couve-flor.

Na mulher, o condiloma por surgir na vagina, vulva, ânus, reto, uretra e colo do útero. Essas verrugas podem aparecer de 3 semanas a 8 meses depois que ocorreu a relação sexual desprotegida. Porém, o HPV pode ser transmitido mesmo com o uso de preservativo, se houver contato íntimo da pele ou da mucosa com a verruga.

Se a mulher tiver verruga genital e engravidar, pode haver um aumento no número e no tamanho das lesões. Porém, geralmente diminuem depois do parto.

Qual é o tratamento para verruga genital?

A maioria das verrugas na vagina decorrentes do HPV são transitórias e podem desaparecer espontaneamente em 2 anos, não precisando de nenhum tratamento específico.

Se houver crescimento da verruga, dor e incômodo, procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento. Em alguns casos, essas verrugas precisam ser "queimadas" com ácido para serem eliminadas. Até porque, se não forem eliminadas, podem transmitir o HPV.

Em alguns casos, quando a verruga é muito grande ou volta a aparecer depois do tratamento, pode ser necessário realizar uma pequena cirurgia para retirá-la. Mesmo após a remoção cirúrgica, a verruga genital pode reaparecer, sendo necessário repetir o tratamento.

Estima-se que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas está infectada pelo HPV. Porém, na maioria dos casos, não manifestam sintomas.

Se a verruga genital é causada por HPV, posso ter câncer?

A presença de verruga genital não tem propriamente relação com câncer. É importante frisar que existem mais de 200 tipos de HPV, subdivididos em diferentes grupos. Cada grupo de HPV causa um tipo diferente de manifestação e aqueles que causam verrugas não são os mesmos que provocam câncer.

Dentre todos os tipos de HPV, 40 deles podem infectar a região anal ou genital e 12 podem causar câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus ou orofaringe. Embora muitas mulheres estejam infectadas pelo HPV, são poucos os casos que evoluem para câncer.

Os vírus considerados de alto risco para câncer são o HPV 16 e o HPV 18, que não causam verrugas. Além disso, existem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de colo do útero, tais como:

  • Infecção por HIV;
  • Início precoce da vida sexual;
  • Ter muitos parceiros sexuais;
  • Partos múltiplos;
  • Genética;
  • Tabagismo;
  • Presença de outras micro-organismos transmitidos sexualmente, sobretudo o Herpes Simplex tipo 2 e a Chlamydia trachomatis.

No entanto, a infecção por HPV nas mulheres está altamente associada ao câncer de colo do útero. O vírus é responsável por quase todos os casos da doença. Como o tumor apresenta evolução muito lenta e geralmente não manifesta sintomas, pode haver atraso no diagnóstico e o câncer pode evoluir para formas invasivas.

Por isso, é fundamental a realização do exame preventivo com frequência anual ou a cada 3 anos, dependendo do resultado do exame, para avaliação do útero, colo do útero e da região interna da vagina.

Esse exame é capaz de avaliar a presença de lesões e corrimentos que, ao serem detectados podem ser devidamente tratados. O exame preventivo é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde gratuitamente.

Como se pega herpes genital?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

O herpes genital é transmitido pela via sexual. Trata-se de uma doença infecciosa causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, que é transmitido pelo contato com uma pessoa que esteja com lesões ativas, isto é, com feridas eliminando secreção.

Portanto, a pessoa pega herpes genital através de relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada. O contato íntimo pode ser vaginal, oral ou anal. Sem uso de preservativo masculino ou feminino, o Herpes simplex pode ser transmitido.

Por ser uma doença sexualmente transmissível (DST) muito contagiosa, é importante evitar o contato direto com as bolhas e as feridas, sobretudo se estiverem eliminando secreção, que está repleta de vírus.

A transmissão do herpes genital tem muito mais chances de acontecer durante o aparecimento das bolhas. Contudo, o contágio também pode ocorrer na ausência de sinais e sintomas, ou seja, sem a presença de lesões.

Posso pegar herpes genital no vaso sanitário? 

O vírus é altamente transmissível e a infecção também pode ocorrer através do contato com objetos contaminados. Contudo, essa forma de contágio é mais rara, já que fora das células, os vírus não sobrevivem. 

Por isso, a transmissão do herpes genital através do uso de vasos sanitários, banheiros, toalhas e outros objetos contaminados raramente acontece. Mesmo assim, recomenda-se evitar compartilhar objetos pessoais ou íntimos que possam estar infectados.

Se a mãe tiver herpes genital, o bebê pode pegar herpes na gravidez?

Uma outra forma de contágio do vírus do herpes genital é quando a mulher apresenta lesões de herpes durante a gravidez, principalmente no momento do parto. Nesse caso, o bebê pode se infectar e desenvolver sequelas graves ou até mesmo morrer, já que a sua imunidade ainda não está totalmente desenvolvida.

Se a gestante estiver com um surto de herpes genital próximo ao período do parto, podem ser indicados medicamentos antivirais específicos para combater o vírus ou, dependendo do caso, realizar o parto por cesariana para evitar que o bebê seja infectado.

Mulheres portadoras de herpes genital que pretendem engravidar devem sempre informar o médico que possuem o vírus, mesmo na ausência de lesões.

Leia também: 

Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Quem tem herpes pode engravidar?

Se pegar herpes genital, quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar. 

Em geral, a infecção se limita aos sintomas de pele, mas pode haver complicações graves. Uma delas é a encefalite herpética, que é a infecção cerebral pelo vírus do herpes. Ela ocorre especialmente nas pessoas com imunodeficiências, como por exemplo em portadores de AIDS.

Quanto tempo os sintomas do herpes genital levam para aparecer?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.    Em geral, a infecção se limita aos sintomas de pele, mas pode haver complicações graves. Uma delas é a encefalite herpética, que é a infecção cerebral pelo vírus do herpes. Ela ocorre especialmente nas pessoas com imunodeficiências, como por exemplo em portadores de AIDS.

Como prevenir o herpes genital?

A forma mais eficaz de prevenir o herpes genital é não ter relações sexuais com pessoas infectadas. O uso de preservativo diminui o risco de infecção, mas ainda assim não é totalmente eficaz para proteger a transmissão da doença, já que as lesões podem surgir em locais próximos aos órgãos genitais e pode haver o contágio.

A infecção não tem cura, e o tratamento com pomada ou comprimidos antivirais serve somente para acabar com as lesões visíveis e os sintomas. Porém, o vírus continua para sempre alojado nas células nervosas do indivíduo, e os sintomas podem reaparecer em momentos de estresse ou baixa imunidade. A cada nova recorrência, é preciso repetir o tratamento.

Para saber qual é o melhor método de tratamento em cada caso, é necessário consultar um clínico geral, dermatologista ou ginecologista.

Pisei num prego e estava enferrujado, o que eu faço?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se pisou num prego enferrujado, deve lavar a ferida com água e sabão (não é preciso espremer), cobrir o ferimento e procurar um serviço de saúde imediatamente. Lá será feita uma limpeza profunda da ferida para evitar infecções e poderá ser administrado um reforço da vacina contra o tétano.

Pisar em pregos enferrujados é uma das formas de transmissão mais comuns do tétano. A doença é transmitida por um bacilo chamado Clostridium tetani, que se encontra mais frequentemente em terra, em objetos enferrujados ou contaminados com fezes de animais ou humanos. Não é uma doença contagiosa.de oxigênio. 

Ao se ferir com um objeto contaminado, a bactéria penetra no corpo através da pele e afeta o funcionamento das células do corpo em geral, causando fortes contrações e rigidez musculares. O tétano pode levar à morte por asfixia devido à rigidez e consequente paralisia do músculo diafragma, responsável pela respiração.

Saiba mais em: O que é tétano e quais os sintomas?

A principal forma de prevenir o tétano é através da vacina antitetânica, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde do SUS. A utilização de equipamentos de proteção individual também contribui para a prevenção do tétano pois evita ferimentos, além do cuidado adequado e correto das feridas.

A primeira parte da vacinação contra o tétano consiste de 3 doses, geralmente tomadas na infância. Depois dessas doses iniciais, deve-se fazer um reforço a cada 10 anos.

Leia também: Tétano: como se contrai e como evitar?

Para maiores informações, dirija-se a uma UBS mais próxima e leve consigo a sua carteira de vacinação.

Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a vacina contra meningite B, também conhecida como Bexsero®, pode provocar reações e efeitos colaterais. Em bebês e crianças com menos de 2 anos de idade, as reações mais comuns são: dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre e irritabilidade.

Em adolescentes e adultos, os efeitos colaterais mais observados são: dor no local da aplicação, mal-estar e dor de cabeça.

Nos bebês e nas crianças de até 2 anos, a vacina para meningite B pode ser administrada isoladamente ou em conjunto com outras vacinas.

Quando administrada isoladamente, a frequência de febre é semelhante às outras vacinas de rotina para crianças nessa faixa etária. 

Quando administrada com outras vacinas, aumentam as chances de reações adversas como febre, irritação, mudança nos hábitos alimentares, sonolência e sensibilidade no local da injeção.

A febre normalmente desaparece no dia seguinte à vacinação. Para amenizar ou até prevenir a febre, pode-se utilizar paracetamol. Este medicamento não interfere na eficácia da vacina contra meningite B.

Além da vacina que previne contra a meningite meningocócica tipo B, há também a vacina meningocócica conjugada ACWY, que protege contra meningite meningocócica dos tipos A, C, W e Y.

Ambas as vacinas só estão disponíveis em clínicas privadas e não fazem parte do calendário básico de vacinação do SUS. Na rede pública de saúde está disponível a vacina contra a meningite C, que é gratuita e está disponível para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes entre 11 e 14 anos.

Caso tenha mais dúvidas sobre vacinas, consulte o seu médico de família ou pediatra.

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O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

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Quais são os tipos de meningite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem vários tipos de meningite, classificados de acordo com a causa:

  • Meningite viral, causada por vírus;
  • Meningite bacteriana, causada por bactéria;
  • Meningite fúngica, causada por fungos;
  • Meningite medicamentosa, causada por medicamentos;
  • Meningite carcinomatosa, causada por câncer;
  • Meningite inflamatória, causada por doenças inflamatórias;

Todos os tipos de meningite apresentam sintomas semelhantes. A principal diferença entre elas está na rapidez e na intensidade com que o quadro evolui.

Dentre todos os tipos de meningite, as meningites virais e as bacterianas são as mais comuns e também são aquelas que podem causar surtos e epidemias.

O que é meningite viral?

Meningite viral é um tipo de meningite causada por vírus. Os seus sintomas mais comuns são:

  • Dor de cabeça;
  • Fotofobia (sensibilidade aumentada à luz);
  • Rigidez de nuca (dificuldade em encostar o queixo no peito);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre.

Quando a doença é causada por enterovírus, o paciente também pode apresentar:

  • Manifestações gastrointestinais e respiratórias;
  • Dor muscular;
  • Erupção cutânea.

Geralmente as meningites virais têm evolução rápida e benigna, sem complicações, exceto nos casos de pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Quais os vírus que podem causar meningite viral?

Os principais vírus causadores de meningites virais são:

  • Enterovírus;
  • Arbovírus, principalmente o vírus da febre do Nilo Ocidental;
  • Vírus do sarampo;
  • Vírus da caxumba;
  • Vírus da coriomeningite linfocítica;
  • HIV-1;
  • Adenovírus;
  • Vírus do grupo do herpes:
    • Herpes simples tipo 1 e tipo 2;
    • Varicela zoster;
    • Epstein-Barr;
    • Citomegalovírus.

A transmissão das meningites virais pode ocorrer pela saliva (tosse, espirro, fala, beijo) ou pelas fezes, no caso dos enterovírus, que habitam o intestino.

A meningite viral normalmente não precisa de um tratamento específico, sendo apenas controlados os sintomas com medicamentos para dor e febre, além de acompanhamento rigoroso para observar de forma precoce sinais de complicação da doença.

O que é meningite bacteriana?

As meningites bacterianas são aquelas causadas por bactérias. É o tipo de meningite mais grave, podendo levar à morte se não for tratada a tempo.

Os seus sinais e sintomas incluem:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa e contínua;
  • Dor no pescoço;
  • Vômitos, algumas vezes em jato;
  • Náuseas;
  • Rigidez de nuca (dificuldade em encostar o queixo no peito);
  • Manchas vermelhas na pele, no caso da meningite meningocócica.
Quais as bactérias que podem causar meningite bacteriana?

As principais bactérias que podem causar meningite são:

  • Meningococo (meningite meningocócica);
  • Pneumococo (meningite pneumocócica);
  • Haemophilus influenzae tipo B.

Veja também: Qual a diferença entre meningite viral e bacteriana?

meningite meningocócica é a mais grave de todas, não só por apresentar maior risco de morte e de deixar sequelas após o tratamento, mas também pelo potencial que tem de provocar surtos e epidemias, uma vez que é a mais facilmente transmissível pelas vias respiratórias.

Saiba mais em: O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?

Já as meningites causadas por pneumococo e Haemophylus são menos frequentes porque temos disponíveis vacinas, as quais são bastante eficazes para prevenir esses dois tipos.

O tratamento das meningites bacterianas é feito com medicamentos antibióticos específicos para o tipo de bactéria.

O que é meningite fúngica?

A meningite fúngica é causada por um fungo. Normalmente ocorre quando o sistema imunológico está debilitado, como no caso de pessoas com AIDS, câncer ou que estão fazendo terapia com imunossupressores.

É um tipo de meningite que pode ser crônica e de difícil diagnóstico e tratamento, podendo apresentar os seguintes sinais e sintomas:

  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Confusão mental;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre;
  • Rigidez de nuca;
  • Coma, em alguns casos.
Quais os fungos que podem causar meningite fúngica?

O principal fungo causador de meningite fúngica é o criptococo, que está presente no solo, frutas estragadas e fezes ressecadas de pombos.

A meningite causada por criptococos é uma das doenças oportunistas da AIDS, pois se aproveita da baixa imunidade do doente.

As meningites fúngicas não são transmitidas de pessoa para pessoa e o tratamento é feito com antifúngico endovenoso.

Toda vez em que houver quadro semelhante aos descritos acima, que levem a suspeita de meningite, você deve procurar imediatamente uma emergência médica para avaliação e orientação.

Leia também:

Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

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