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Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Nível de leucócitos alto no sangue ou leucocitose pode ser indicativo de infecção, mas não necessariamente. O aumento do nível de leucócitos no sangue pode indicar a presença de um organismo ou substância estranha que precisa ser combatido e eliminado do corpo para não causar complicações.

Esse aumento também pode estar presente em algumas situações temporárias de estresse, como após exercícios físicos intensos, infarto, gangrena, queimaduras, pós-operatório, uso de medicações (lítio, corticoides, epinefrina), tabagismo, gestação, recém-nascido nos primeiros dias após o parto, além de situações crônicas, como alergias, artrite reumatoide, rinite, leucemia, parasitoses intestinais, Doença de Crohn, entre outras.

Os leucócitos atuam na resposta do organismo a agentes causadores de doenças, bem como a situações de estresse ou esforço físico intenso. Quando os níveis de leucócitos estão altos, com valores acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue, é um quadro denominado leucocitose. As causas desse aumento variam conforme as características da leucocitose e o tipo de leucócito que está alto.

Quando o aumento do número de leucócitos ocorre devido a uma situação de estresse para o organismo, como atividade física intensa, gravidez ou uso de anestesia, a leucocitose é fisiológica.

As infecções bacterianas, os processos inflamatórios e a gravidez causam as chamadas leucocitoses reativas. Doenças como leucemia e linfoma provocam um tipo de leucocitose denominada patológica.

O que são leucócitos?

Os leucócitos são células de proteção do nosso organismo contra agentes externos, tanto mico-organismo que podem provocar infecções, quanto substâncias que provocam alergias.

Essas células de proteção são os glóbulos brancos do sangue e são divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos. Cada um desempenha um papel diferente no sistema imune. O aumento dos leucócitos pode ser acompanhado da predominância de algum desses subtipos.

A avaliação do número de leucócitos é útil para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, avaliar a necessidade de se fazer uma biópsia de medula óssea ou a resposta ao tratamento com quimioterapia, radioterapia ou outras formas de terapia.

O resultado de um exame sempre deve ser interpretado de acordo com os sintomas e sinais clínicos que a pessoa apresenta. Além de avaliar as características do aumento dos leucócitos, também faz parte do diagnóstico o exame clínico do/a paciente. Por isso, é importante levar o resultado do exame para que o/a médico/a que solicitou faça a correlação adequada e tome as medidas apropriadas em cada caso.

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Para que serve o fluconazol e como deve ser usado?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O fluconazol serve para o tratamento de infecções fúngicas, e está indicado para as seguintes condições:

  • Candidíase vaginal aguda e recorrente
  • Balanite por Candida
  • Profilaxia para candidíase vaginal recorrente (3 ou mais episódios por ano)
  • Dermatomicoses (incluindo Tínea pedis, Tínea corporis, Tínea cruris, Tínea unguium e onicomicose).

Cada comprimido apresenta 150 mg de fluconazol e o modo de usar depende do local da infecção, gravidade e extensão da lesão, além das características de saúde de cada paciente.

Fluconazol para micose

Para dermatomicose, incluindo tinha do corpo, do pé, crural e infecções por cândida, pode ser feito uma dose única semanal, com duração de 2 a 4 semanas; ou nos casos de tinea pedis, o tratamento pode durar até 6 semanas.

Fluconazol para tinha ungueal

Para tinha ungueal (onicomicose) a dose usualmente prescrita é de 01 comprimido em dose única semanal, até resolução completa da micose. O que deverá ser acompanhado e definido pelo médico dermatologista.

A substituição das unhas das mãos pode levar de 3 a 6 meses enquanto que a dos pés de 6 a 12 meses. Entretanto, a velocidade de crescimento das unhas está sujeita a uma grande variação individual e de acordo com a idade.

Fluconazol para candidíase e balanite

Para o tratamento de candidíase vaginal e balanite por cândida, geralmente é administrada uma dose única de Fluconazol, ou pode ser necessário repetir em dois dias a depender da intensidade dos sintomas.

Para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente, é prescrito uma dose única mensal, com a duração do tratamento individualizada, variando de 4 até 12 meses.

Alguns pacientes podem necessitar de um regime de dose mais frequente. A dose deverá ser ajustada em pacientes com insuficiência renal.

Quais são os efeitos colaterais do fluconazol?

O fluconazol normalmente é bem tolerado, entretanto pessoas com doenças graves, como câncer e HIV, que fazem uso do medicamento, podem apresentar disfunção renal e alterações no sangue e nas funções do fígado.

A ocorrência dos efeitos colaterais do fluconazol pode ser classificada como muito comum (um caso em cada 10), comum (um caso em cada 10 a 100 pessoas que tomam a medicação), pouco comum (um caso em cada 1.000 a 10.000 pessoas que tomam a medicação), rara (um caso em cada 10.000) e muito rara (menos de 1 caso em cada 10.000 pessoas que tomam fluconazol).

Efeitos colaterais comuns do fluconazol
  • Distúrbios gastrintestinais (dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos);
  • Distúrbios hepatobiliares (aumento da alanina aminotransferase, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da fosfatase alcalina sanguínea);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (rash cutâneo).
Efeitos colaterais pouco comuns do fluconazol
  • Distúrbios psiquiátricos (insônia, sonolência);
  • Distúrbios do sistema nervoso (dor de cabeça, convulsões, tontura, parestesia, alteração do sabor, tremores);
  • Distúrbios auditivos e do labirinto (vertigem);
  • Distúrbios gastrintestinais (dispepsia, flatulência, boca seca);
  • Distúrbios hepatobiliares (colestase, icterícia, aumento da bilirrubina);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (coceira, urticária, aumento da transpiração, erupção medicamentosa);
  • Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo (dores musculares);
  • Distúrbios gerais (fadiga, mal-estar, febre).
Efeitos colaterais raros do fluconazol
  • Distúrbios do sangue e sistema linfático (agranulocitose, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia);
  • Distúrbios do sistema imunológico (anafilaxia, angioedema);
  • Distúrbios metabólicos e nutricionais (hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, hipocalemia);
  • Distúrbios cardíacos (Torsade de pointes);
  • Distúrbios hepatobiliares (toxicidade hepática, insuficiência hepática, morte celular, hepatite, danos hepatocelulares e morte);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite esfoliativa, edema facial).

O fluconazol deverá ser vendido somente com prescrição médica e o paciente deverá seguir as orientações da receita.

Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ferida no pênis pode ser sinal de infecção sexualmente transmissível (IST), câncer de pênis, má higiene, alergia ou micose.

Feridas na cabeça do pênis (glande) também podem ser causadas pelo atrito durante a relação sexual, principalmente em homens que não fizeram a cirurgia da fimose e tendem a ter a glande mais sensível.

Uma IST que pode causar ferida no pênis é a sífilis. O primeiro sinal é uma ferida que surge no pênis mas que não provoca dor e desaparece mesmo sem tratamento. Depois de alguns meses aparecem manchas pelo corpo, que também resolvem-se espontaneamente. Com o passar dos anos, a sífilis pode causar lesões na pele, cegueira, doenças neurológicas, ósseas e cardiovasculares, podendo levar à morte se não tratada devidamente.

O câncer de pênis caracteriza-se pela presença de uma ferida na glande com aspecto irregular e odor muito desagradável, podendo ser dura e elevada. O câncer de pênis ocorre mais frequentemente em locais com baixo nível socioeconômico e está relacionado com má higiene e infecção pelo HPV.

A ferida no pênis também pode ser decorrente de uma balanite, que é uma inflamação na cabeça do pênis. A balanite pode ou não estar associada a uma infecção. Normalmente, está relacionada com micro-organismos infecciosos transmitidos através de relação sexual desprotegida. A inflamação também pode ser causada por doenças de pele, alergias, traumas, má higiene ou ainda câncer de pênis.

Leia também: Dor no pênis. O que pode ser?

Os principais sintomas da balanite são dor na cabeça do pênis, vermelhidão e aumento da temperatura local. Também pode haver inchaço e feridas na glande. Quando há infecção, podem estar presentes bolhas com pus, além de coceira e secreção com mau cheiro.

A presença de feridas no pênis pode ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, urologista ou infectologista que poderá realizar o diagnóstico específico e indicar o tratamento apropriado para o seu caso.

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O que pode causar íngua na virilha?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A presença de uma íngua (linfonodo aumentado) na virilha pode ter várias causas e estar associada a doenças infecciosas, reumatológicas e cânceres.

Na região inguinal, a íngua pode associar-se a:

  • infecções cutâneas dos membros inferiores (coxas e pernas);
  • doenças sexualmente transmissíveis, que podem cursar com feridas nos genitais, ou saída de corrimento pela uretra ou pela vagina;
  • cânceres primários dos linfonodos, como os linfomas, ou metástases para os linfonodos, sendo os mais comuns melanoma e cânceres ginecológicos.

Se a íngua permanecer por mais de duas semanas, for endurecida, cursar com saída de secreção ou apresentar crescimento rápido, deve ser procurado um médico clínico geral ou infectologista. Nestas condições, pode ser necessária a realização de uma biópsia, para ter certeza da causa que levou ao aumento do linfonodo.

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O que é exame VDRL?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame VDRL, sigla em inglês de Venereal Disease Research Laboratory, é um teste para detecção de pacientes que já tiveram sífilis, uma infecção sexualmente transmissível. O exame VDRL também serve para acompanhar a resposta ao tratamento da sífilis.

O exame VDRL é realizado através da coleta de uma amostra de sangue. Para fazer o exame, recomenda-se um jejum de 4 horas, embora não seja obrigatório.

VDRL negativo (não reagente)

Quando o teste dá negativo (não reagente), usualmente indica que o paciente nunca teve contato com a bactéria causadora da sífilis, o Treponema pallidum, ou que, tendo já o paciente entrado em contato com a bactéria, o organismo ou o tratamento foram suficientes para eliminá-la.

Entretanto, pode acontecer da pessoa estar com sífilis e o teste dar negativo. É o chamado efeito prozona, que acontece quando há um elevado número de anticorpos produzidos pelo organismo durante o estado latente ou secundário da doença.

Resultados com títulos mais baixos, de 1/1 a 1/8, são um sinal de que a pessoa pode não ter sífilis, pois indicam que mesmo após diluir o sangue até 8 vezes, não foram encontrados anticorpos. Contudo, esses resultados também podem ser indicativos de falso positivo ou sífilis primária, em que a quantidade de anticorpos no sangue é baixa.

Leia mais sobre a sífilis em: O que é Sífilis?

VDRL positivo (reagente)

Quando o VDRL é positivo (reagente), usualmente o resultado é mostrado em títulos (1/2;1/8;1/64; 1/128...), que reflete a quantidade de antígenos treponêmicos presentes no sangue do paciente. Quanto maior o denominador, maior a quantidade de antígenos circulantes.

Quando o título do resultado é igual ou superior a 1/16, o resultado é positivo (reagente). O resultado significa que os anticorpos estão presentes no sangue, mesmo quando este é diluído 16 vezes.

Algumas vezes o VDRL é positivo, contudo o paciente não teve contato com o treponema. É o chamado resultado falso positivo, que pode ocorrer em algumas condições, como: mononucleose infecciosa, brucelose, lúpus eritematoso sistêmico, doenças autoimunes, câncer, hepatite A, hanseníase, tuberculose, malária e, ocasionalmente, até gravidez.

Como o VDRL não é uma exame muito específico para diagnóstico da sífilis, é recomendável a sua análise junto à história e exame clínicos e à coleta de teste treponêmico específico, como o FTA-ABS ou o TPHA, que podem dar resultado positivo ou negativo. Uma vez que o paciente tenha tido contato com o treponema, o teste se manterá positivo pelo resto da vida, independentemente do tratamento.

Faz parte dos exames de pré-natal a coleta do VDRL, associado a teste treponêmico específico, pois a sífilis congênita pode trazer vários prejuízos ao bebê.

O exame também deve ser repetido no 2º trimestre de gravidez, mesmo quando o resultado é negativo no primeiro trimestre. Quando o resultado do exame VDRL é positivo, é necessário iniciar de imediato o tratamento adequado da sífilis. Sem tratamento, a doença pode ser transmitida para o bebê através da placenta ou durante o parto.

Se a gestante for diagnosticada com sífilis, o exame VDRL deve ser repetido mês a mês como acompanhamento do tratamento para garantir que a bactéria foi completamente erradicada do organismo.

Leve o resultado do exame de VDRL para o médico que solicitou ou procure uma unidade de saúde para atendimento.

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Mordida de carrapato é perigoso? O que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A mordida de carrapato pode ser perigosa porque através dela podem ser transmitidas várias doenças. Em caso de mordida de carrapato, é isto que você deve fazer:

  1. Ao ser mordido deve-se tentar retirar o carrapato, cuidadosamente, com uma torção fazendo com que ele solte suas garras (aparelho bucal) da pele o mais breve possível;
  2. Procurar um serviço de atendimento médico.

O carrapato é considerado um transmissor (vetor) de bactérias e vírus, mas também pode transmitir a ixodidose pela sua saliva. Dependendo da espécie do carrapato, sua saliva pode causar vermelhidão e descamação na pele, febre e até paralisias em algumas regiões do corpo. Os sinais e sintomas de infecções causados pela mordida do carrapato podem demorar alguns dias para surgirem.

Sintomas de doenças causadas por carrapatos no Brasil
  • Febre maculosa - surgem manchas avermelhadas pelo corpo, febre alta, diarreia, dores de cabeça e no corpo (saiba mais em: O que é febre maculosa e quais os sintomas?).
  • Bebesiose Humana - ocorrem febres intermitentes, anemia, calafrios, problemas intestinais, cansaço, dores no corpo e dores de cabeça.
  • Doença de Lyme ou Borreliose Humana Brasileira - ocorre o surgimento de uma mancha vermelha (eritema) ao redor da área picada podendo se espalhar por todo o corpo, mal-estar, febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações.
  • Erliquiose Humana - ocorre vermelhidão da pele, febre, calafrios, dores musculares e de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, faringite, tosse, dor abdominal, confusão mental e redução da imunidade.

Ao ser picado por carrapato deve-se procurar um atendimento médico para que seja avaliada a necessidade de algum tratamento medicamentoso.

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Quais os sintomas do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O HIV é o vírus que causa a doença da AIDS (SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Porém, é possível ter o vírus HIV durante um longo período de tempo sem desenvolver a AIDS. Até 60% das pessoas que se infectaram com o vírus do HIV nos últimos 6 meses não apresentam sintomas. 

A infecção inicial ou aguda do HIV pode começar após duas a quatro semanas em que houve o contato com o vírus. Os sintomas são comuns a outras síndromes virais, como febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse, dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5Kg), cansaço e vermelhidão na pele.

Vírus HIV (em vermelho) instalando-se no linfócito

Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe e são pouco perceptíveis. Em uma parte das pessoas, as manifestações ocorrem de 10 a 15 dias depois da infecção pelo HIV. 

Após a infecção, a doença evolui silenciosamente durante longo período de tempo, sem manifestar qualquer sinal ou sintoma. Durante esse período, o vírus HIV instala-se, inicia a invasão e a destruição dos glóbulos brancos e multiplica-se. 

No início, o organismo tenta compensar a diminuição do número de linfócitos, aumentando a produção dessas células e combatendo o vírus. Essa fase pode durar em média 9 anos, dependendo da gravidade da infecção, do sistema imunológico da pessoa e da presença de outras doenças que afetem as defesas do organismo.

Nessa fase da infecção pelo HIV, mesmo sem manifestar sintomas, o exame já pode identificar o vírus. O resultado nesses casos costuma ser positivo e a pessoa já transmite o vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Com o decorrer da doença, o sistema imunológico fica deficiente em combater as infecções e proteger o organismo, por isso algumas infecções oportunistas podem aparecem conjuntamente, tais como pneumonia, candidíase, tuberculose, meningite, entre outras.

Lembrando que a duração, a gravidade e o tipo de sintoma do HIV varia de pessoa para pessoa e a maioria das manifestações iniciais passam despercebidas.

HIV tem cura? Como é o tratamento?

A infecção por HIV não tem cura. O vírus tem uma capacidade muito grande de multiplicação e sofre muitas mutações, o que dificulta o tratamento e torna o HIV resistente aos medicamentos. 

Porém, existem diversos medicamentos antivirais específicos usados no tratamento do HIV, com o objetivo de controlar a infecção. Em muitos casos, o tratamento garante uma boa qualidade de vida durante um tempo bastante considerável.

Vale lembrar que a eficácia do tratamento depende principalmente do seu início logo no início da infecção, bem como de um controle médico frequente para avaliar a resposta às medicações.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do HIV?

O vírus do HIV pode ser detectado pelo exame de sangue oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Menstruação não veio, no lugar dela uma borra marrom...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A menstruação marrom e escura como borra de café é bastante comum no início e, principalmente, no final do ciclo menstrual e nem sempre está associada a doenças.

Este tipo de sangramento não é considerado um sinal de gravidez. No início da gravidez algumas mulheres podem apresentar um pequeno sangramento de cor rosada que dura de 2 a 3 dias.

Se você está apresentando um sangramento marrom com duração superior a 7 dias, se for volumoso e se ocorrer dor pélvica, é importante consultar um ginecologista.

A menstruação marrom escura em borra pode indicar:

  • Fluxo menstrual reduzido;
  • Escapes;
  • Alterações hormonais;
  • Menopausa;
  • Infecções sexualmente transmissíveis;
  • Endometriose;
  • Lesão no colo do útero.
1. Fluxo menstrual reduzido

A redução do fluxo menstrual normalmente ocorre no início e no fim da menstruação. Quando vem em menor quantidade, o sangue demora mais tempo a passar pelo canal vaginal, o que aumenta a sua exposição ao oxigênio e o torna mais escuro. Deste modo, apresenta uma tonalidade marrom semelhante à borra de café.

2. Escapes

Os escapes são pequenos sangramentos que ocorrem entre uma menstruação e outra. Geralmente estes sangramentos são de cor marrom e acontecem em mulheres que estão em uso de Dispositivo Intrauterino (DIU), anticoncepcionais injetáveis e implantes subcutâneos ou pílulas de progestágeno.

3. Alterações hormonais

Algumas alterações hormonais causadas por distúrbios de tireoide e, especialmente a queda dos níveis de progesterona, podem fazer com que a menstruação venha com uma cor marrom ou em borra. Junto com o estrógeno, a progesterona tem como uma de suas funções regular o ciclo menstrual.

É bastante comum que a progesterona fique diminuída quando a mulher troca de pílula anticoncepcional ou quando usa a pílula do dia seguinte. Nestes casos, a mulher pode vir a ter um sangramento amarronzado, escuro e em pouca quantidade.

4. Menopausa

O principal sintoma da menopausa é a irregularidade do ciclo menstrual. A menstruação pode ficar um ou dois meses sem vir ou mesmo descer duas vezes em um mesmo mês. Além disso, alterações no fluxo menstrual como redução da quantidade e cor marrom escura do sangramento também podem ser observadas. Isto se deve às quedas hormonais que as mulheres apresentam neste período da vida.

5. Infecções sexualmente transmissíveis

Infecções sexualmente transmissíveis, especialmente aquelas causadas por bactérias, como a gonorreia provocam alterações no sangue na menstruação se torne marrom escuro.

Porém, esta alteração da cor da menstruação vem acompanhada de um odor fétido, dor na região inferior do abdome e febre. Neste caso, é preciso buscar um ginecologista para realizar o tratamento adequado.

6. Endometriose

A endometriose pode provocar sangramento de cor marrom escuro, semelhante à borra de café e de grande volume. O sangramento com estas características pode acontecer durante ou entre as menstruações e vem acompanhado de cólica abdominal, dor pélvica, dor durante o ato sexual, dificuldade de engravidar e dura mais de 7 dias.

Uma avaliação ginecológica é importante para efetuar o acompanhamento e tratamento da endometriose.

7. Lesão no colo do útero

As lesões no colo do útero podem provocar sangramento marrom. Estas lesões podem ser causadas por bactérias, vírus como o HPV ou por alguns tipos de câncer. Nestes casos, verifique se há presença de odor fétido e se o sangramento ocorre durante ou depois do ato sexual.

O exame ginecológico é importante para identificar a presença da lesão e investigar a sua causa.

Quando devo me preocupar?

Você deve ficar atenta e procurar um ginecologista quando:

  • O sangramento marrom durar mais de 7 dias;
  • Apresentar dor pélvica ou cólica intensa;
  • Tiver febre superior a 38º C;
  • O sangramento acontecer em grandes volumes.

Nestes casos, busque atendimento ginecológico para investigação e tratamento adequado. Não utilize medicamentos sem prescrição.

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia