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Alimentos que aumentam a imunidade: você conhece?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Diversos alimentos ajudam a aumentar a imunidade, principalmente os alimentos ricos em vitaminas e minerais, como:

  • Vegetais verde-escuros (brócolis, espinafre);
  • Frutas cítricas (Laranja, limão, morango, abacaxi);
  • Frutos-do-mar (salmão, sardinha),
  • Oleaginosas (azeite, castanha, nozes),
  • Carne,
  • Castanha-do-pará e outras sementes,
  • Alimentos cor de laranja,
  • Gengibre e
  • Tomate.

Uma boa alimentação é a base da imunidade do nosso corpo. Incluir esses alimentos diariamente nas refeições, ajuda o organismo a manter constante a sua produção de anticorpos e reduz os radicais livres.

Lembrando que os alimentos devem ser consumidos sempre que possível, na sua forma natural, ou com pouco cozimento, para manter os seus benefícios.

Vegetais verde-escuros: Alimentos ricos em ácido fólico

Os vegetais verde-escuros como brócolis, espinafre, rúcula e couve, são alimentos ricos em ácido fólico. Esta substância participa da produção dos glóbulos brancos ou anticorpos, as células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo.

Além dos vegetais verde-escuros, feijão, fígado e cogumelos (shimeji e o shitake) também são alimentos que contém ácido fólico.

Frutas cítricas e vegetais verde-escuro: Alimentos ricos em vitamina C

A vitamina C é um potente antioxidante que combate os radicais livres e fortalece o sistema imunológico Está presente nas frutas cítricas como: laranja, limão, kiwi, morango e abacaxi.

Brócolis, espinafre, couve e outros vegetais verde-escuros possuem vitamina C. Além destes alimentos, a vitamina está presente nos pimentões verde e vermelho.

Frutos-do-mar: Alimentos ricos em vitamina D

Salmão, atum, sardinhas e ovos, são as principais fontes de vitamina D na alimentação. A vitamina contribui na formação de células de defesa no organismo. Importante lembrar que a exposição ao sol promove a maior absorção dessa vitamina pelo corpo.

Oleaginosas: Alimentos ricos em vitamina E

A vitamina E estimula o bom funcionamento do sistema imunológico. Ela está presente nas oleaginosas como castanhas, amêndoas, nozes e óleos vegetais, a exemplo do óleo de girassol, milho, canola e gérmen de trigo.

Frutos-do-mar, carne e castanha-do-pará: Alimentos ricos em zinco e selênio

O zinco e o selênio são minerais importantes para que o sistema imunológico cumpra bem a função de proteção do organismo. O zinco está envolvido na capacidade de o sistema imunológico responder a estímulo, especialmente as inflamações, a carne e frutos-do-mar são as principais fontes.

A castanha-do-pará, nozes, ovos de galinha, alho e cebola contém o selênio, substância com ação antioxidante e combate aos radicais livres.

Alimentos de cor laranja: Alimentos ricos em vitamina A

A vitamina A, também conhecida como retinol, tem ação antioxidante e, deste modo, fortalece o sistema imunológico. Vitamina muito importante para a saúde dos olhos. Os alimentos ricos na vitamina A costumam ter cores alaranjadas, como a abóbora, cenoura, laranja e mamão. Mas o espinafre e melão também apresentam grande concentração dessa substância.

Gengibre: Alimento rico em vitamina B6

O gengibre é fonte de vitamina C (antioxidante) e vitamina B6 que tem ação bactericida e fortalece a imunidade.

Tomate: Alimento rico em licopeno

O licopeno atribui a cor vermelha ao tomate, alimento rico nesta substância. É um poderoso antioxidante que neutraliza a ação dos radicais livres e estimula o sistema imune. Porém, deve ser usado com cautela em pessoas com história de cálculo renal.

Sucos que aumentam a imunidade

Sucos que contenham os alimentos na sua forma natural, e com água em temperatura ambiente, comprovadamente ajudam na imunidade do organismo.

Os sabores, portanto, podem ser escolhidos de acordo com as suas preferências. Misturas que agradam bastante, são sucos de laranja com acerola, limão com menta, morango com maracujá e laranja com morango. Acrescentar uma folha de couve, raspas de gengibre, e para quem gosta, gotas de própolis ao suco, aumenta essa oferta.

Lembrar que, quando bater no liquidificador, deve bater rapidamente, para não perder as propriedades dos alimentos. Usar a água sempre em temperatura ambiente e beber a mistura assim que estiver pronta.

O que é imunidade? Como manter a imunidade boa?

A imunidade, ou sistema imunológico, é o nosso sistema de defesa. Protege contra doenças causadas por vírus, fungos ou bactérias oportunistas.

Para manter a imunidade boa é preciso:

  • Se alimentar adequadamente, comer comida saudável;
  • Manter-se bem hidratado, beber de 1 litro e meio a dois litros de água por dia;
  • Praticar atividades físicas, pelo menos 4x por semana;
  • Cuidar do sono, dormir bem é fundamental para a manutenção da nossa defesa;
  • Evitar hábitos ruins, como cigarro e bebidas alcoólicas;
  • Evitar situações de estresse e ansiedade, o máximo possível, mesmo que seja preciso pedir ajuda a um profissional de saúde (médico, psicólogo).

Em caso de dúvidas procure um/a nutrólogo ou nutricionista.

Pode lhe interessar também: Como saber se a nossa imunidade está baixa?

Referências:

  • ABRAN - Sociedade Brasileira de Nutrologia
  • SBAN - Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição
8 atitudes que ajudam uma pessoa com depressão
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para a depressão envolve o cuidado com o corpo e com a mente. Por isso, para ajudar alguém com essa doença, é importante entender a doença e ter atitudes que beneficiem a pessoa e o tratamento.

Oferecer ajuda, manter a proximidade, estimular o contato com amigos e familiares, incentivar a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável, são os principais métodos de apoio eficaz.

A depressão é um sentimento de tristeza com intensidade suficiente para afetar o desempenho e o prazer em realizar atividades simples do dia-a-dia. Ainda, é capaz de interferir na imunidade da pessoa, aumentando o risco de contrair infecções.

1. Conhecer a doença

Quanto mais conhecimento você tiver sobre depressão, mais você conseguirá ajudar a pessoa que está depressiva. Busque informações sobre o que é a doença, quais são os sintomas, tempo de duração e como é feito o tratamento.

Você pode conversar com um psicólogo ou psiquiatra para melhor entender a doença e assim oferecer ajuda de forma eficaz.

2. Oferecer apoio e ajuda ativa

A pessoa com depressão muitas vezes não consegue pedir ajuda. Por este motivo, se ofereça ativamente para realizar as tarefas que for preciso, mesmo que sejam tarefas aparentemente simples, como arrumar o quarto, lavar a louça ou buscar as crianças na escola.

Este tipo de ajuda é importante, especialmente, se a pessoa ainda não começou o tratamento para depressão ou se o tratamento ainda não fez efeito.

3. Ouvir sem criticar

É preciso estar disposto a ouvir o que a pessoa com depressão tem a falar sem julgamentos, sem críticas. Quem tem depressão já possui autocrítica aguçada. Por este motivo, o julgamento de outras pessoas pode piorar ainda mais o quadro depressivo.

Usar expressões como “você precisa reagir” não ajuda. A prostração ou incapacidade de realizar tarefas comuns do dia-a-dia são sintomas do quadro depressivo e não falta de vontade da pessoa.

Ao mesmo tempo, é importante não tentar resolver todos os seus problemas, como se ela fosse incapaz de fazê-lo, evitando que se sinta uma pessoa inútil. Esse equilíbrio deve ser buscado através de muita conversa, respeito e confiança entre as pessoas.

4. Acompanhar o tratamento

Acompanhar as consultas sempre que possível, é imprescindível para entender todo o processo e auxiliar a pessoa nas tarefas e objetivos traçados pelo médico e/ou psicólogo.

Na maior parte dos casos, o tratamento de depressão é efetuado de forma combinada: uso de medicação e psicoterapia. É importante estimular a pessoa com depressão a cumprir todo o tratamento prescrito.

Na psicoterapia, a pessoa compreenderá melhor a doença e aprenderá formas de como lidar com os seus conflitos internos. O tratamento medicamentoso busca o equilíbrio químico dos neurotransmissores, aumentando a concentração daqueles que beneficiam o humor e o bem-estar.

5. Encorajar a prática de atividade física

Quando você perceber que o tratamento está fazendo efeito e a pessoa já se mostra mais disposta a desenvolver algum tipo de atividade, estimule-a a praticar exercícios físicos, seja ao ar livre, na academia ou mesmo em casa. O local deve ser aquele no qual ela se sente mais a vontade e segura.

Os cuidados com o corpo e a prática de atividades repercutem de forma muito positiva na saúde mental. Ao praticar exercícios físicos, o nosso corpo libera hormônios e outras substâncias importantes para o equilíbrio e manutenção do humor.

6. Estimular a adoção de hobbies

Ajudar a pessoa a criar um hobbie como ler, ouvir música, dançar, entre outras atividades de que ela goste, mantém a mente ativa e pensamentos positivos.

As atividades em grupo e com música costumam apresentar melhores resultados porque exigem atenção e com isso promove momentos de prazer e diversão.

7. Sugerir a prática de Yoga e meditação

O Yoga foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na classificação da Medicina Tradicional/Medicina Complementar Alternativa e foi incluída no Sistema Único de Saúde em 2011.

Através de exercício respiratório, a prática do Yoga promove efeitos benéficos para o corpo e para a mente, sendo capaz de abstrair pensamentos ruins e promover bons sentimentos, criando um estado de harmonia e equilíbrio interior.

8. Propor uma alimentação saudável

Frutas, verduras, azeite de oliva, peixes e oleaginosas como castanha e nozes são alimentos ricos em nutrientes que protegem e ativam a comunicação entre os neurônios.

É importante que estes alimentos façam parte da rotina alimentar de pessoas com depressão, por isso procure inseri-los sempre que for possível.

O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser desestimulado, pelos efeitos no sistema nervoso central, que se associam a crises de ansiedade e depressão.

Como saber se tenho depressão?

Apenas com uma avaliação médica ou psicológica poderá ter a confirmação desse diagnóstico. Entretanto, você deve estar atento a alguns sinais como:

  • Sensação de tristeza profunda sem um motivo aparente
  • Perda de interesse ou prazer
  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Sentimento de culpa
  • Autoestima baixa
  • Perturbação do sono (insônia ou sono excessivo)
  • Alterações de apetite (falta de fome ou compulsão alimentar)
  • Ganho ou perda de peso
  • Sensação de cansaço constante
  • Redução da capacidade de concentração ou esquecimentos

A depressão pode se manifestar de diversas formas, com presença de um ou mais destes sintomas, que duram muitas horas do dia e por mais de duas semanas.

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

A depressão é muitas vezes confundida com tristeza, entretanto a tristeza é um sentimento que faz parte das nossas vidas e que é passageiro, com duração de alguns poucos dias.

Já a depressão se caracteriza pelo humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, associado a perda de interesse por qualquer atividade, durante pelo menos duas semanas. Doença incapacitante que afeta não só o estado de humor, mas a capacidade no trabalho, na escola e em atividades comuns da vida diária. As características principais são o humor deprimido e a falta de interesse

É comum que a depressão surja depois de uma perda recente ou de outro acontecimento triste, mas é desproporcional em relação ao acontecimento e se prolonga por mais tempo do que seria o considerado normal.

Os critérios para diagnóstico e opções de tratamento para a depressão, devem ser avaliados e acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta pelo médico psiquiatra, um psicólogo e quando preciso terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e educador físico.

Não utilize antidepressivos sem indicação médica.

Leia mais

Referências:

DE MANICOR, M.; et al.Individualized Yoga for reducing depression and anxiety, and improving well-being: a randomized controlled trial. Depress Anxiety, 33(9):816-28, 2016.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Mental heatlh action plan 2013 - 2020. Geneva: World Heath Organization, 2013.

Alimentos ricos em vitamina D
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A vitamina D desempenha funções importantes para o organismo. Ela atua fixando o cálcio nos ossos, auxilia no equilíbrio hormonal e ajuda a regular o sistema imunológico.

Os alimentos de origem animal são os que possuem maior quantidade de vitamina D, como os peixes gordurosos. Alguns vegetais também dispõem deste nutriente, a exemplo dos cogumelos.

Que alimentos têm vitamina D?
  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Salmão cozido
  • Cavala
  • Caviar
  • Atum
  • Sardinhas enlatadas
  • Arenque fresco
  • Ostras cruas
  • Bife de vaca
  • Fígado de galinha
  • Fígado bovino assado
  • Leite Ninho fortificado
  • Iogurte
  • Manteiga
  • Queijo cheddar
  • Cereal enriquecido com vitamina D
  • Ovo cozido (a vitamina D se concentra na gema)
  • Cogumelos (Alguns tipos de funghi, quando mais expostos à luz solar)
Vitamina D x Exposição solar

A exposição é uma das principais maneiras de se obter vitamina D. Os raios ultravioleta, presentes na luz solar, possibilitam que seja produzida pela pele.

Ainda não há consenso sobre o tempo de exposição solar adequado à produção da vitamina D pelo organismo, entretanto alguns estudos mostram que um tempo entre 5 e 15 minutos de exposição de regiões do corpo como rosto, pescoço, braços, e pernas seja suficiente para a produção da vitamina.

Alguns fatores como período do dia no qual ocorre a exposição ao sol, a estação do ano, a poluição e a cidade em que a pessoa vive influenciam na produção da vitamina D.

Apesar de os raios solares serem necessários à sintetização da vitamina D, é preciso estar atento à exposição solar. Deve-se evitar a exposição solar por grandes períodos de tempo e em horários nos quais o sol está mais forte.

É importante usar protetor solar para prevenir câncer de pele. Pessoas com pele mais escuras precisam de mais tempo de exposição, porém também precisam de proteção ao sol quando exposta por tempo prolongado.

Vitamina D e vegetarianismo

Os vegetais, leguminosas e cereais não possuem vitamina D. Os cogumelos que são cultivados expostos ao sol, são a fonte mais rica deste nutriente no reino vegetal. Junto com a exposição solar, o consumo de cogumelos são as formas pelas quais vegetarianos e veganos que não consomem ovos, leite e derivados têm de produzir vitamina D.

Posso usar suplemento de vitamina D?

A suplementação de vitamina D só está indicada em raras situações de deficiência importante de vitamina D no sangue. A grande maioria das pessoas consegue sintetizar toda a vitamina D necessária através da exposição solar e ingesta de alimentos. Apenas utilize o suplemento de vitamina D mediante orientação médica ou de nutricionista.

É importante lembrar que tanto a deficiência quanto o excesso de vitamina D no sangue, trazem riscos à saúde. Portanto, nunca inicie reposição dessa ou qualquer outra vitamina antes de uma avaliação e dosagem no sangue.

Leia mais

Noz-da-Índia: quais riscos oferece à saúde?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Noz-da-Índia possui efeito laxativo e tóxico à saúde. É comumente utilizada para fins de emagrecimento, embora ainda não exista evidência científica que confirme esta ação.

A comercialização de Noz-da-Índia foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2017. Também foi proibida pela instituição a comercialização de semente semelhantes à noz-da-Índia como “jorro-jorro” ou “chapéu de Napoleão”.

Noz-da-Índia Noz-da-Índia é tóxica?

Sim! De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a noz-da-Índia é tóxica quando consumida por via oral e pode levar à morte.

A toxicidade da semente se deve a alguns de seus princípios ativos: a toxialbumina e a saponina. Além disso, o potente efeito laxativo pode provocar:

  • Mudança de comportamento
  • Problemas gástricos e digestivos
  • Agitação
  • Enjoo
  • Vômitos
  • Desidratação
  • Alucinações
  • Dilatação das pupilas
  • Falência hepática

A semente tem sido consumida crua e em grande quantidade para fins de emagrecimento. Além de não ser comprovado cientificamente que a Noz-da-Índia provoca a perda de peso, o seu consumo cru e em grande quantidade pode ser fatal. Por este motivo, não é recomendado o consumo de noz-da-Índia por via oral.

Efeitos colaterais da noz-da-Índia

Pouco se sabe sobre os efeitos colaterais do uso da noz com a finalidade de emagrecimento. O que está comprovado são os sintomas evidenciados em pessoas que a consumiram, como:

  • Cefaleia intensa (dor de cabeça)
  • Enjoo
  • Epigastralgia (dor no estômago)
  • Flatulência
  • Diarreia intensa
  • Distúrbios respiratórios
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca)
  • Hipotensão (pressão baixa)
  • Edema nas pernas (inchaço)
  • Dores musculares
  • Sensação de fadiga
  • Desidratação intensa
  • Desnutrição
Consumo de noz-da-Índia e emagrecimento

Apesar de ser associada ao emagrecimento o consumo de noz-da-Índia, especialmente na forma de chá, tem efeito laxante potente, além de propriedades tóxicas. O seu consumo provoca diarreia intensa, o que levar a perda de líquido e desidratação. Esta perda de líquido intensa resulta na "sensação" de emagrecimento.

Não existem estudos científicos que comprovem a ação da noz-da- Índia para a perda de peso. O consumo por via oral da semente foi associado a três mortes no Brasil.

A ação laxativa da noz-da- Índia, quando consumida por via oral, interfere ainda na absorção de vitaminas e minerais, o que contribui para o desenvolvimento de casos de desnutrição severa.

Nos casos mais graves, existe a possibilidade de instalação de quadro de hepatite fulminante que pode evoluir para a necessidade de transplante de fígado.

Não consuma Noz-da-Índia na forma de alimentos, suplementos, cápsulas ou medicamentos. Seu uso pode oferecer riscos à saúde e provocar a morte. Se você busca emagrecer, adote hábitos alimentares saudáveis associados à prática de atividade física. Procure orientação de um/uma nutricionista ou nutrólogo/a.

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Você conhece o sistema reprodutor feminino?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O sistema reprodutor ou aparelho genital feminino é constituído por órgãos externos e internos. A vagina, ovários, tubas uterinas ou trompas de Falópio são os órgãos internos; enquanto a vulva formada pelos grandes e pequenos lábios e pelo clitóris são estruturas do aparelho genital externo.

O aparelho genital é responsável pela produção dos hormônios sexuais e dos óvulos. É também o local no qual ocorre a fecundação e o desenvolvimento do feto durantes os nove meses de gestação.

Órgãos Genitais Internos Ovários

São os ovários as estruturas responsáveis pela produção do gameta feminino. Localizam-se na região inferior do abdome, um do lado direito e outro do lado esquerdo e têm o formato de amêndoa. São fixados ao útero por ligamentos como o ligamento útero-ovárico e mesovário.

Os ovários produzem os hormônios femininos: estrogênio e progesterona. Em seu interior ocorre o desenvolvimento dos óvulos.

Tubas uterinas

As tubas uterinas, antes chamadas trompas de Falópio, são duas tubas de aproximadamente 12 cm em forma de funil que se comunicam com útero do lado direito (tuba uterina direita) e do lado esquerdo (tuba uterina esquerda). A outra extremidade da tuba se assemelha a um funil cuja boca tem um formato irregular e o aspecto de franjas. São as franjas da tuba uterina que captam o óvulo durante a ovulação.

A função das tubas uterinas é transportar o óvulo do ovário para o útero. Além disso, é o local no qual ocorre a fertilização do óvulo pelo espermatozoide.

Quando o óvulo fecundado se fixa na parede da tuba uterina ocorre o que chamamos de gravidez tubária. A gravidez tubária é um tipo de gravidez ectópica na qual pode ocorrer rompimento da tuba uterina com grandes hemorragia interna e que pode levar a perda de uma das tubas. A gravidez tubária não consegue ser levada adiante porque a tuba é muito estreita e não permite o desenvolvimento do bebê.

Útero

O útero é um órgão oco que tem o formato de um pera e paredes musculares espessas. É composto por três partes: fundo, corpo e cérvix ou colo do útero. O colo do útero é a região que possui comunicação com a vagina. O fundo do útero é a porção mais interna e o corpo do útero é o espaço no qual a gravidez se desenvolve. De forma geral, o útero possui 7,5 cm de comprimento e 5 cm de largura. Se localiza logo atrás da bexiga e na frente do reto.

A parede que reveste o útero internamente é chamada endométrio. A menstruação é a justamente a camada do endométrio que descama, pela ausência de gravidez. E no caso de gravidez, é na parede do útero que ocorre a nidação (fixação do óvulo fecundado).

Vagina

A vagina é um canal tubular, muscular e bastante elástico que tem cerca de 10 cm de comprimento. É a vagina que faz a comunicação do útero com o meio externo e é um órgão que tem a capacidade de se dilatar e se contrair.

Tem a função dar passagem ao fluxo menstrual, receber o pênis durante a relação sexual e formar o canal de parto.

Órgãos Genitais Externos

Os grandes lábios, pequenos lábios e clitóris são os órgãos genitais externos e constituem a vulva.

Grandes lábios e pequenos lábios

Os grandes lábios são dobras formadas por tecido adiposo e pele. A região é recoberta por pelos. Já os pequenos lábios, se localizam a seguir aos grandes lábios e não possuem gordura.

Clitóris

O clitóris se localiza na junção dos pequenos lábios, na região superior. O tecido que forma o clitóris é erétil e mede aproximadamente 2 cm de comprimento. Sua função única é proporcionar prazer sexual à mulher e, por este motivo, é rico em terminações nervosas.

A abertura da vagina fica situada entre os pequenos lábios. Esta abertura é recoberta por uma membrana bastante fina e vascularizada chamada hímen. A membrana não fecha o canal vaginal. Na verdade, o hímen está posicionando em torno do canal. Algumas mulheres nascem com o canal vaginal obstruído pelo hímen. Nestes casos, é necessária uma cirurgia corretora para que o fluxo menstrual possa passar pelo canal vaginal para o exterior do útero.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o hímen não necessariamente ainda estará íntegro na primeira relação sexual. Ele pode desaparecer antes da puberdade por meio da prática de alguns tipos de atividade física, como por exemplo andar de bicicleta, e pela masturbação.

Além disso, nem sempre o hímen é rompido na primeira relação sexual, o que leva ao sangramento. Em muitas mulheres a penetração vaginal não leva ao rompimento do hímen, especialmente se for feita com delicadeza.

É importante que as mulheres conheçam o seu corpo para reconhecer quando houver alguma irregularidade e para obter prazer durante as relações.

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Oléo de Cártamo: para que serve e como funciona no emagrecimento
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O óleo de cártamo é extraído da semente de uma planta chamada cártamo (Carthamus tinctorius). Do ponto de vista nutricional, é composto de gordura poli-insaturada, sendo aproximadamente 80% de ômega-6 (ácido linoleico) e 12% de gordura monoinsaturada ômega-9 (ácido oleico). Ainda vitamina E, fitoesteróis e em menor quantidade, as vitaminas A e K.

Seu uso é indicado para:

  • Efeito antioxidante,
  • Promover a sensação de saciedade,
  • Auxiliar no controle de colesterol e triglicerídeos.

Trabalhos mostram também benefícios relacionados à redução de tecido adiposo, aumento da massa magra, aumento do colesterol bom (HDL) e redução da glicemia de jejum, embora os mecanismos de ação não tenham sido encontrados.

E quanto ao emagrecimento, ainda não há evidência clínica sobre o efeito do óleo de cártamo nesse processo.

1. Efeito antioxidante

A vitamina E, abundante no óleo de cártamo, tem potente ação antioxidante. A vitamina A, que se encontra em menor quantidade também produz o mesmo efeito. Deste modo, o uso do óleo de cártamo possibilita a proteção das nossas células contra a ação dos radicais livres. Este efeito previne o envelhecimento precoce e reduz o risco de doenças crônico-degenerativas e câncer.

2. Promove a sensação de saciedade

A sensação de saciedade provocada pelo consumo de óleo de cártamo se deve à um retardo no esvaziamento gástrico. O esvaziamento lentificado do estômago diminui a vontade de comer doces e carboidratos, além de evitar que você coma de forma excessiva.

3. Possibilita o controle do colesterol e triglicérides

Os fitoesteróis e o ômega 9 presentes no óleo de cártamo podem ajudar no controle dos índices de colesterol. Um estudo demonstrou que pessoas que realizaram suplementação com óleo de cártamo durante oito semanas conseguiram reduzir de 12 a 20% o índice de LDL (colesterol ruim). O mesmo estudo revelou que a Apolipoproteína B-100, proteína que carrega o colesterol livre na corrente sanguínea para dentro das células, foi reduzida de 21 a 24%.

Outro estudo comprovou a redução de triglicérides em um grupo de 35 mulheres que fizeram uso do óleo.

Usar óleo de cártamo emagrece?

Ao promover saciedade, o óleo de cártamo pode auxiliar nos processos de emagrecimento, porém ainda não há evidência científica de que o consumo de óleo de cártamo seja capaz de provocar o emagrecimento por meio da queima de gordura abdominal. Alguns estudiosos defendem que a presença de ômega 6 no óleo de cártamo favorece a perda de gordura sobretudo abdominal. Porém estes estudos não foram conclusivos e este mecanismo de queima de gordura precisa ser melhor esclarecido.

Cuidados quanto ao uso óleo de cártamo

O consumo excessivo de ômega 6, presente no óleo de cártamo, mas também em alimentos como carne, leite e ovos, pode provocar inflamação, doenças cardiovasculares, câncer, artrite e depressão.

Ainda não foram definidos os efeitos colaterais do consumo regular de óleo de cártamo.

Portanto, é preciso orientação de um/a nutrólogo/a ou nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado para cada caso.

Veja também: Plantas medicinais são seguras para a saúde?

Coletor Menstrual: como escolher e como usar corretamente?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O coletor menstrual é um copinho em formato de taça feito com silicone medicinal. Quando inserido no canal vaginal serve para coletar o sangue do fluxo menstrual.

Como usar o Coletor Menstrual 1. Escolha o seu coletor

A escolha do coletor pode variar de acordo com o fabricante, mas é importante perceber alguns critérios:

  • Idade: mulheres com menos de 30 anos têm indicação de usar coletores menores e aquelas acima de 30 anos, maiores.
  • Filhos: se a mulher não teve filhos a indicação é de coletores menores, se já os teve, usará um coletor de tamanho maior.
  • Altura do colo do útero: esta característica influencia no comprimento do coletor. Se seu colo de útero é alto, opte por coletores mais compridos. Se seu colo for médio ou baixo, escolha coletores menstruais curtos. Para saber a altura do colo seu uterino, busque consulta com um ginecologista.
  • Fluxo menstrual: se você tem um fluxo menstrual intenso, prefira coletores com diâmetro mais largo.
  • Sensibilidade: algumas mulheres apresentam maior sensibilidade no canal vaginal ou no trato urinário, com tendência a infecções. Se você se enquadrar nestes casos, prefira coletores mais flexíveis.
  • Musculatura Pélvica: mulheres que possuem a musculatura pélvica muito forte, devem escolher coletores mais rígidos.

Algumas marcas consideram apenas a idade e a presença de filhos para ajudar na escolha do coletor adequado. No entanto, fabricantes que apresentam maior variedade de tamanhos de coletores menstruais ponderam mais critérios para uma seleção mais acertada.

2. Escolha a dobra mais adequada ao seu corpo A dobra do coletor menstrual em formato de C é a que mais se adapta a maioria das mulheres.

Existem muitas formas diferentes de dobrar o coletor. A melhor, é aquela mais fácil e que menos incomoda na hora de colocar o copinho. A dobra deve ser feita no mesmo local no qual se encontra os furinhos do coletor, responsáveis por fazer o vácuo e sustentar o coletor menstrual no local correto, evitando vazamentos.

A dobra mais comum e que se adapta a grande parte da mulheres é a dobra em C, também chamada de dobra em U.

3. Higienize seu coletor
  • Antes e depois do uso em cada fluxo menstrual, é recomendado lavar o coletor com água morna e ferver por 3 a 10 minutos (verifique tempo indicado pelo fabricante).
  • Após ferver o coletor, lave a panela com água e sabão.
  • Reserve uma panela de inox ou ágata somente para higienizar o seu coletor.
  • Antes de inserir no canal vaginal, deixe-o esfriar.
  • Não esqueça seu coletor no fogo para que ele não derreta.
4.Insira o coletor menstrual
  • Lave bem as mãos;
  • Encontre uma posição confortável: sentada, deitada, em pé com a perna levantada são algumas das posições que podem ser adotadas;
  • Se necessário, um lubrificante à base de água pode ser utilizado para facilitar a inserção do coletor. Use duas ou três gotinhas de lubrificante para que não fique escorregadio;
  • Efetue a dobra do coletor;
  • Insira o coletor inclinado em direção à base da sua coluna vertebral, tentando mantê-lo dobrado até que esteja todo dentro do canal vaginal;
  • Aos poucos, vá soltando a dobra até que o coletor se abra;
  • Levemente passe o dedo em volta na base do coletor para se certificar de que ele está corretamente posicionado;
  • Se ainda sentir alguma dobra, segure a base do copinho menstrual e gire levemente para que ele se abra completamente.

As mulheres que usam ou já usaram absorventes internos, provavelmente, terão facilidade em inserir o coletor menstrual. Entretanto, ao contrário do absorvente interno que fica próximo ao colo do útero, o coletor menstrual fica encaixado no início do canal vaginal.

5. Use por até 12 horas
  • Você pode permanecer com o coletor menstrual por até 12 horas consecutivas;
  • Após este período, ele deve ser retirado, esvaziado, lavado em água corrente (de preferência morna) e reinserido.
6. Retire o coletor menstrual
  • Lave bem as mãos e se posicione de forma confortável e o mais relaxada possível. Relaxar faz com a musculatura pélvica e vaginal também relaxe. Isto torna a retirada do coletor mais fácil;
  • Insira os dedos indicador e anelar no canal vaginal e segure a haste ou a base do coletor;
  • Para facilitar contraia a musculatura pélvica no sentido de expulsão para fazer com que o coletor se desloque para baixo;
  • Ao alcançar a base do coletor, pressione-a para retirar entre os dedos (em formato de pinça) para retirar o vácuo;
  • Com a base do copinho menstrual ainda pressionada, deslize delicadamente o coletor de um lado para o outro até que saia completamente.
Higiene durante o ciclo menstrual
  • Não há necessidade de esterilizar o seu coletor menstrual entre um uso e outro durante um mesmo ciclo. Somente a higienização com água corrente é suficiente para reutilizá-lo.
  • Em caso de utilização de banheiros públicos em que não é possível lavar com água corrente, lave o coletor com uma garrafa de água ou limpe com papel higiênico.
  • É necessário lavar seu coletor com água, pelo menos, duas vezes ao dia.
Cuidados ao fim do ciclo menstrual
  • Antes de guardar seu coletor menstrual ao fim do ciclo, ele precisa ser esterilizado. Como no início do período menstrual, ferva o seu copinho por 3 a 10 minutos, de acordo com as orientações do fabricante.
  • Guarde-o em local seco até o próximo ciclo no saquinho destinado ao seu armazenamento fornecido pelo próprio fabricante.
Cuidados Adicionais
  • Panelas de alumínio ou teflon não são indicadas para esterilização dos coletores menstruais, pois soltam substâncias metálicas que podem danificar o silicone medicinal do seu copinho.
  • Panelas de ágata ou inox são as indicadas para ferver o coletor menstrual, uma vez que preservam o silicone. Algumas marcas vendem estes utensílios.
  • Ao esterilizar assegure-se que a quantidade de água na panela é suficiente para cobrir todo o coletor menstrual. Certifique-se de que o coletor menstrual não toque o fundo da panela para não queimar.
  • Não ferva o seu coletor por um tempo superior ao orientado pelo fabricante. Em fervura por mais de 15 minutos, a elasticidade do seu coletor pode ser perdida, o que pode reduzir a sua durabilidade.

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Coletor menstrual: o que é, vantagens e desvantagens e como usar

Referências bibliográficas

Eijik et al. Menstrual cup use, leakage, acceptability, safety, and availability: a systematic review and meta-analysis. Lancet. 2019

Abacate na redução do colesterol ruim
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Evidências científicas demonstraram que comer abacate reduz o colesterol ruim.

Associado a uma alimentação saudável e balanceada, o consumo regular de abacate traz benefícios à saúde, especialmente pela redução do colesterol ruim (LDL) no sangue. A redução do LDL está diretamente relacionada com a prevenção de doenças cardiovasculares.

A fruta possui alto valor nutricional. É rica em proteínas, vitaminas A, B1, B2, D e E, ácido fólico, ácidos graxos ômega, fitoesteróis, tocoferóis e esqualeno. Também tem boa quantidade de cálcio, potássio, magnésio, sódio, fósforo, enxofre e silício.

Abacate e a redução de colesterol

Compostos bioativos presentes na polpa do abacate como os fitoesteróis (β-sitosterol) são os principais responsáveis pela redução dos índices de colesterol. A ação desta substância se relaciona com a inibição da absorção de colesterol nos intestinos e com a redução da síntese de colesterol pelo fígado.

Alguns estudos mostraram ainda que os fitoesteróis atuam sobre os níveis de colesterol total no sangue e sobre o colesterol ruim (LDL), sem afetar o colesterol bom (HDL) e os triglicerídeos sanguíneos.

Planos alimentares ricos em fitoesteróis, presentes em abundância no abacate, podem diminuir os níveis de colesterol total e do LDL (colesterol ruim). Uma pesquisa realizada no México mostrou uma redução média de 17% nos níveis de colesterol no sangue de 45 voluntários que ingeriram abacate uma vez por dia durante uma semana.

Regulação da atividade muscular e proteção de doenças cardiovasculares

O abacate se destaca pelos elevados índices de potássio, o que ajuda a regular a atividade muscular e protege o corpo contra as doenças cardiovasculares.

Prevenção de câncer

A fruta parece também atuar positivamente na prevenção do câncer, por ser uma fonte de antioxidantes, como a glutationa. Esta substância tem ação sobre os compostos potencialmente cancerígenos. Já os fitoesteróis (β-sitosterol) atuam inibindo a carcinogênese (processo de formação do câncer).

Fortalecimento do sistema imunológico

O β-sitosterol, fitoesterol presente no abacate, parece ser benéfico para o fortalecimento do nosso sistema imunológico. Este composto aumenta a produção das células de defesa do organismo e, deste modo, desempenha importante contribuição no tratamento de infecções e de doenças como câncer e HIV.

Auxílio nos processos de emagrecimento

É também o β-sitosterol, abundante no abacate, que ajuda as pessoas que desejam emagrecer. A substância reduz a compulsão alimentar e o acúmulo de gordura na região abdominal. Além disso, por ser rico em fibras, o consumo de abacate promove a sensação de saciedade e melhora o trânsito intestinal.

Sabendo que se trata de um alimento com alto valor calórico e ser rico em lipídios (gorduras), embora nesse caso sejam gorduras boas, o alimento deve ser integrado a uma rotina alimentar saudável e abundante em frutas, verduras, legumes e carnes magras.

Para uma orientação nutricional direcionado ao seu caso, consulte um/a nutricionista ou nutrólogo/a.