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Moringa (moringa oleífera) faz mal à saúde?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A moringa (Moringa oleífera), também chamada de acácia-branca e árvore da vida, tem sido bastante utilizada como alimento para tratar algumas doenças, entretanto, não há evidências científicas consistentes sobre sua ação no organismo humano e isto pode sim oferecer riscos à saúde.

Proibição do uso de Moringa pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu temporariamente a fabricação, importação, propaganda, distribuição e venda de suplementos alimentares e alimentos que contenham Moringa (Moringa oleífera).

A proibição se deu pelo fato de que não existe avaliação e comprovação de segurança do uso da planta em alimentos. Além disso, a Anvisa constatou que há diversos produtos chamados e/ou constituídos de Moringa oleífera que trazem indicações terapêuticas não permitidas para alimentos como a cura do câncer, tratamento de doenças cardiovasculares, diabetes, aumento de colesterolentre outras.

O posicionamento da Anvisa de proibir o consumo da moringa se deve a violação da legislação sanitária. Este mesmo posicionamento também pode ser aplicado à saúde pública pelos riscos do uso da planta sem comprovação científica para fins de cura e tratamento de doenças, o que pode oferecer riscos à saúde.

Embora a moringa seja comercializada em cápsulas por lojas de produtos naturais, farmácias e pela internet, estudos que comprovem os seus benefícios para a saúde humana ainda são preliminares e foram realizados apenas em animais. As pesquisas com moringa efetuadas em seres humanos são poucas e pequenas, o que não permite resultados conclusivos.

Por estes motivos a comercialização e o consumo de moringa na forma de farinha, chá, cápsula, pó e sementes foi proibido pela Anvisa por meio da Resolução – RE no 1478, de 6 de junho de 2019.

Propriedades em estudo da Moringa

A moringa possui grandes concentrações de vitaminas, minerais, carotenoides, quercetina e vitamina C. Por causa de suas propriedades nutricionais, estudos estão sendo efetuados para comprovar, em seres humanos, os seguintes efeitos:

  • Antioxidante
  • Analgésico
  • Anti-inflamatório
  • Antidiabético
  • Vasodilatador
  • Anticolinérgico
  • Antirreumático
  • Cicatrizantes

As plantas medicinais e os fitoterápicos são muito utilizados como coadjuvantes no tratamento de diversas doenças e possuem efeitos semelhantes aos medicamentos. Deste modo, podem produzir efeitos positivos como redução da glicose no sangue, diminuição do colesterol e melhorar o humor. Porém, também possuem efeitos colaterais e podem trazer riscos à saúde.

Não utilize fitoterápicos sem indicação de um/a fitoterapeuta ou outro/a profissional de saúde, e use plantas medicinais com atenção e cautela.

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Batata Yacon é bom para quem tem diabetes? Quais os riscos do seu consumo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A batata yacon (Smallanthus sonchifolius) possui propriedades que auxiliam no controle dos níveis de glicose no sangue e na redução de peso, por isso sim, é bom para pessoas diabéticas. Entretanto é importante deixar claro que o alimento sozinho não é capaz de tantos benefícios como alguns descrevem.

A batata é um alimento proveniente dos Andes, e hoje já amplamente produzido no Brasil, rica em um carboidrato chamado inulina, água e potássio. Tem como benefícios a regulação do trânsito intestinal, a menor absorção de glicose pelo intestino e o maior estímulo da flora intestinal, que juntos promovem a saciedade e melhor controle da glicemia.

Seu sabor é levemente adocicado e a consistência semelhante a uma pera. Para que suas propriedades sejam mais bem aproveitadas pelo organismo, ela deve ser consumida em saladas, sucos ou mesmo na forma crua, bem lavada e em condições adequadas de conservação.

Contudo, como dito no início do artigo, em pessoas diabéticas, o tratamento deve ser sempre multidisciplinar. Não basta apenas um dieta equilibrada. A associação de dieta, com atividades físicas regulares e uso correto das medicações prescritas, são essenciais para uma glicemia satisfatória e redução dos riscos de complicações, inerentes à doença.

Batata yacon e controle do diabetes

O carboidrato denominado inulina, presente na batata yacon, possui um valor calórico muito baixo e absorção lenta. Isto faz com que os níveis de glicose no sangue não se elevem rapidamente, o que ajuda equilibrar a glicemia (concentração de glicose no sangue).

Embora seja benéfica para pessoas com diabetes, o consumo da batata yacon não deve substituir nenhum medicamento e o paciente deve seguir as orientações médicas para controlar a doença.

Chá das folhas de batata yacon e controle do diabetes

O efeito de controle de glicemia por meio da ingestão do chá das folhas de batata yacon ainda não foi comprovado em seres humanos. O chá foi testado em camundongos nos quais teve ação hipoglicemiante (redução do açúcar no sangue) como efeito secundário a um aumento da secreção de insulina pelo pâncreas. Uma outra pesquisa realizada com ratos na China demonstrou que parte dos efeitos de diminuição da glicose sanguínea se deve à redução da absorção de glicose no intestino.

O número de estudos que testaram a ação hipoglicemiante do chá das folhas de batata yacon ainda é bastante reduzido e, além disso não há testes feitos em seres humanos, o que impossibilita afirmação sobre as propriedades da planta.

Riscos do uso das folhas de chá de batata yacon

Pesquisas desenvolvidas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto mostraram que a ingestão diária de altas doses de chá das folhas de yacon podem provocar efeitos colaterais graves, como lesões renais, com tempo prolongado de uso. Os experimentos que revelaram estes resultados foram efetuados com ratos que ingeriram doses de chá de batata yacon durante 90 dias.

A dose que desencadeou a lesão nos rins dos animais foi equivalente a três xícaras de chá consumidas diariamente por uma pessoa de 70 quilos, aproximadamente.

O que demostra, que embora não terem sido efetuados testes em seres humanos, é preciso ter cautela no uso de chá das folhas de batata yacon uma vez que também ainda não há evidência científicas de seus benefícios.

Se você é diabético, não substitua o medicamento para controle de sua glicemia por alimentos. Para usufruir dos benefícios da batata yacon como hipoglicemiante, este alimento precisa ser inserido em um plano alimentar balanceado.

Procure um/a nutricionista para o planejamento de uma rotina alimentar saudável e segura ao seu caso.

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Xixi na Cama: Qual médico procurar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

Casos de xixi na cama (enurese noturna) normalmente ocorrem em crianças, e, portanto, podem ser tratados pelo/a médico/a pediatra. Porém, se o problema persistir até à adolescência ou idade adulta, o mais indicado será agendar uma consulta com médico/a urologista, que é o especialista responsável pelo sistema urinário.

O urologista poderá buscar o diagnóstico e definir o tratamento, caso a enurese noturna seja causada por doenças e ou distúrbios relacionados com os órgãos do trato urinário, masculino e feminino.

A enurese noturna é o ato involuntário de urinar durante o sono, de maneira que a bexiga fica completamente ou quase vazia. Ocorre em crianças com um aparelho urinário íntegro, numa idade em que já deveriam ter o controle da micção.

Quais as causas de enurese noturna na adolescência?

Um adolescente pode urinar na cama pelas seguintes razões:

  • Predisposição genética: Se apenas um dos pais teve enurese, a possibilidade dos filhos também fazerem xixi na cama aumenta 45%; caso o pai e a mãe sejam enuréticos, as chances aumentam 75%;
  • Produção de urina elevada durante o sono: A maioria das pessoas produz pouca urina enquanto dorme devido à ação do hormônio vasopressina. Porém, indivíduos que sofrem de enurese noturna podem produzir menos vasopressina, o que aumenta a quantidade de urina para além da capacidade da bexiga, levando à micção involuntária;
  • Distúrbio neurológico, doenças neurológicas como bexiga neurogênica, fraqueza muscular por inervação anormal; imaturidade no mecanismo de despertar do sono ou na inervação da bexiga;
  • Uso de medicamentos, como ansiolíticos e diuréticos;
  • Uso abusivo de bebidas alcoólicas e ou drogas ilícitas;
  • Infecção urinária;
  • Doenças crônicas, como por exemplo a diabetes mellitus;
  • Fatores emocionais, quadro de depressão e ansiedade generalizada; entre outros.
Cúrcuma ajuda a emagrecer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A cúrcuma (Cúrcuma longa) tem uma potente ação anti-inflamatória e por este motivo pode ajudar nos processos de emagrecimento. A curcumina, que atribui à cúrcuma a cor amarelo-alaranjado, é um dos flavonoides componentes da planta e o principal responsável pelo seu efeito anti-inflamatório.

Pertencente à família do gengibre, é também conhecida como açafrão-da-terra, açafrão-da-índia e gengibre amarelo. É bastante utilizada na Medicina Ayurvedica (Medicina Indiana) e na Medicina Tradicional Chinesa.

Cúrcuma e emagrecimento

Alguns estudos indicam a propriedade anti-inflamatória da curcumina como um dos mecanismos envolvidos na perda de peso, uma vez que esta substância age sobre os sintomas inflamatórios da obesidade. Estas pesquisas sugerem que a curcumina interfere no metabolismo com capacidade para reverter o colesterol elevado (hiperlipidemia), os altos índices de açúcar no sangue (hiperlipidemia) e a resistência à insulina.

Além destes efeitos, uma pesquisa publicada pelo Journal of Nutrition demonstrou que a cúrcuma inibe a produção de gordura pelo corpo (lipogênese). Neste estudo, o grupo de pessoas que utilizou 5 gr (uma colher de chá rasa) reduziu o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mecanismo que produziu esta ação do condimento precisa ser melhor esclarecido.

Cúrcuma e atividade anti-inflamatória

Estudos feitos em humanos comprovaram a atividade anti-inflamatória da curcumina. Este fitoterápico exerce sua capacidade anti-inflamatória por meio da inibição de diferentes moléculas envolvidas nos processos inflamatórios. É indicada para tratar distúrbios digestivos.

A ação anti-inflamatória pode ser comparada a medicamentos anti-inflamatórios como o diclofenaco, a hidrocortisona e a fenilbutazona. Além de a ação ser semelhante, a cúrcuma não produz efeitos colaterais.

Contraindicações e efeitos colaterais da cúrcuma

A cúrcuma não oferece nenhum efeito colateral, mas é contraindicada em casos de:

  • Gravidez e lactação;
  • Obstrução de dutos biliares;
  • Portadores de úlcera duodenal.

Crianças não devem utilizar cúrcuma e pessoas portadoras de cálculos biliares não devem utilizá-la sem indicação médica.

Pessoas que utilizam medicamentos de uso contínuo (remédios para pressão e diabetes, por exemplo) não devem suspender o uso e nem utilizar a curcumina sem orientação médica.

Além da curcumina, a cúrcuma possui outros fitoterápicos benéficos à saúde e é fonte de vitamina A, C, E e B6 e é rica em aminoácidos, fibras, e minerais como cálcio, ferro, sódio e potássio. Frequentemente utilizada na culinária indiana, pode ser usada como tempero, na forma de chá e pode ser encontra em pó, rizomas (raiz semelhante ao gengibre) e em cápsulas.

Para fins de emagrecimento, a cúrcuma deve ser associada a adoção de um estilo de vida saudável que inclua uma alimentação saudável e a prática de atividade física.

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Queimação no estômago: medidas caseiras e remédios para aliviar a azia
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a queimação de estômago, você pode utilizar medidas caseiras, como chás naturais e hábitos de vida mais saudáveis. Para os casos de dor intensa ou não responder as medidas naturais, é preciso iniciar medicamentos, como o omeprazol e pantoprazol.

As plantas medicinais que descreveremos, foram testadas cientificamente e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Isto significa que o seu consumo é seguro e que pode prepará-las em casa, seguindo a dosagem máxima recomendada.

Os medicamentos devem ser orientados pelo médico que o acompanha, definindo a melhor dose e tempo de uso, caso a caso. Tanto o tratamento natural quanto os medicamentos, têm o objetivo de reduzir a produção de ácido gástrico no estômago, acelerar o seu esvaziamento e proteger a parede deste órgão.

1. Chás para queimação de estômago Alcachofra (Cynara scolymus L.)

O uso das folhas de alcachofra ameniza a sensação de queimação no estômago, dor, desconforto abdominal, gases e náuseas. Além das folhas secas e moídas, adequadas para fazer o chá, a alcachofra pode ser encontrada em cápsulas e comprimidos.

Como fazer: A alcachofra deve ser administrada por via oral. Se você preferir o chá, pode tomar de 1 a 2 g da folha seca por dia em 150 ml de água. Para tomar duas vezes ao dia: ferva 150ml de água em fervura e adicione 1 g de folhas de alcachofra. Para ingerir quatro vezes ao dia faça o mesmo procedimento colocando na água até 0,5g da planta.

Já os comprimidos ou cápsulas, podem ser ingeridos de duas a quatro vezes ao dia. Ao optar pelos comprimidos ou cápsulas, siga as instruções do fabricante.

Contraindicações: Mulheres grávidas ou amamentando e pessoas com obstrução do ducto biliar, não podem usar alcachofra em nenhuma das suas formas (chá, cápsulas ou comprimidos).

Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia e Maytenus aquifolia)

As folhas da espinheira santa funcionam no tratamento da queimação do estômago, como protetoras da mucosa gástrica e antiácido. Entretanto, é indicado apenas em casos em que não há presença de úlcera gástrica.

Como fazer: O chá de espinheira-santa deve ser feito com 3g de folhas secas em 150 ml de água quente. Deve ser tomado logo depois do preparo, de três a quatro vezes ao dia. Nos casos das cápsulas ou comprimidos se deve tomar 860mg de duas a três vezes ao dia, entretanto, não deixe de ler as orientações do fabricante.

Contraindicações: Não deve ser usado na gravidez e durante a amamentação, pois há indícios que o uso de espinheira-santa causa redução do leite materno. Crianças com menos de seis anos também não devem usar a planta.

Gengibre (Zingiber officinale)

O gengibre é indicado para queimação no estômago, azia e vômitos. A parte da planta utilizada é o caule subterrâneo chamado rizoma. Pode ser encontrado em forma de cápsulas ou comprimidos, em pó e em rizomas, que é a forma mais facilmente encontrada.

Rizoma: caule subterrâneo do gengibre utilizado para fazer chás.

Como fazer: Corte o rizoma do gengibre em pedaços de 0,5 a 1 g, junte 150 ml de água em uma panela com tampa e leve ao fogo. Ferva por cinco minutos. A seguir, desligue o fogo e aguarde de 3 a 5 minutos. Após esse tempo o chá estará pronto para beber.

O gengibre em pó deve ser usado na dose de uma colher de chá rasa para uma xícara de 150ml de água. Você dever ferver a mistura da água com o pó de gengibre durante 1 minuto em uma panela tampada. A seguir, apague o fogo e deixe em infusão por 5 minutos. Recomenda-se beber de 3 a 4 xícaras de chá por dia.

Ao usar cápsulas ou comprimidos de gengibre, siga as recomendações dos fabricantes. A dose máxima deve ser de 4g do rizoma por dia para fazer o chá.

Contraindicações: O gengibre é contraindicado para pessoas com pressão alta e cálculos biliares e menores de 12 anos. Pessoas que tomam anticoagulantes ou que apresentam distúrbios da coagulação sanguínea devem consultar o seu médico antes de usar gengibre.

2. Remédios para queimação de estômago Omeprazol, pantoprazol

Alguns dos medicamentos inibidores da produção de ácido clorídrico no estômago são indicados em doenças que provocam o aumento da secreção gástrica como, por exemplo, o refluxo. Nestes casos, os remédios mais usados são o omeprazol, pantoprazol, esoprazol e rabeprazol.

Efeitos colaterais: Náuseas, diarreia, dor de cabeça, dor abdominal, prisão de ventre, flatulência, erupções cutâneas.

Ranitidina, cimetidina

Existem também os medicamentos que inibem a secreção de ácidos no estômago induzidas pela histamina e gastrina, substâncias que provocam o aumento dos ácidos estomacais. A cimetidina, nizatidina e famotidina são os mais usados.

Efeitos colaterais: Cansaço, sonolência, dor de cabeça, dor muscular, diarreia e prisão de ventre.

Metoclopramida, domperidona

A queimação e dor no estômago, especialmente quando acompanhadas de sensação de estufamento e de dificuldade de digestão, pode ocorrer quando o estômago se encontra muito cheio.

Nestas situações, os medicamentos usados têm o objetivo de estimular a motilidade intestinal e promover o esvaziamento do estômago de forma mais rápida. Estes medicamentos são a metoclopramida, domperidona e cisaprida.

Efeitos colaterais: Fraqueza, sonolência ou agitação, queda da pressão arterial, sonolência e diarreia. Já o uso de domperidona e cisaprida, embora seja raro, pode causar diarreia ou prisão de ventre.

Sucralfato e os sais de bismuto

Os protetores gástricos são um grupo de medicamentos que formam uma barreira de proteção contra a ação dos ácidos no estômago e no esôfago. Esta proteção evita que a sensação de queimação no estômago ocorra. Os mais utilizados são o sucralfato e os sais de bismuto.

Efeitos colaterais: Prisão de ventre, boca seca, náuseas, vômitos, dor de cabeça e irritação de pele. Os sais de bismuto apresentam como efeitos colaterais: dor de cabeça, tontura, náuseas, vômitos, diarreia e fezes escuras.

Hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e bicarbonato de sódio

Embora sejam bastante populares, os antiácidos são pouco indicados para aliviar a queimação devido à sua ineficácia e ao risco de efeito rebote, ou seja, a pessoa melhora rapidamente quando ingere o medicamento e a seguir a queimação retorna de forma mais intensa.

Os antiácidos mais utilizados para inibir a ação ácido clorídrico do estômago são o hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e bicarbonato de sódio.

Efeitos colaterais: Prisão de ventre e diarreia.

Quando devo procurar atendimento de emergência?

Alguns sintomas servem de alerta de que algo mais grave pode estar acontecendo no seu organismo. Estes sintomas incluem:

  • Permanência da queimação e dor de estômago por mais de 2 semanas,
  • Febre,
  • Vômitos com sangue,
  • Perda de peso.

Na presença de qualquer um destes sinais de alerta, procure um atendimento médico em uma emergência hospitalar.

Para saber mais sobre queimação no estômago, você pode ler:

Como tratar queimação no estômago?

Um copo de água ou leite alivia a azia?

Senti uma dor muito forte com queimação no estômago...

Referências:

  • Angência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira. Brasília: ANVISA, 2016.
  • Ganguly, S.; Roy, S. Medicinal Plants and Herbs: A Review. International Journal of Pharmacy & Life Sciences, 6(3):4288-4290, 2019.
  • Federação Brasileira de Gastroenterologia
Maca Peruana funciona? Quais seus benefícios?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Maca Peruana é usada por homens e mulheres devido ao efeito de melhora na disposição física, e acreditar causar um aumento da libido. Embora esse último, não seja um benefício reconhecido por toda comunidade médica.

O alimento é uma planta originária do Peru, muito semelhante ao rabanete, que pode ser consumido como farinha ou em cápsulas. Considerado um fitoesteroide (esteroide natural presente nas plantas), rico em ferro, cálcio, ômega 3, zinco, magnésio e algumas outras substâncias necessárias para o bom funcionamento do organismo.

E devido a sua composição, auxilia os casos de anemia por carência de ferro, reduz os riscos de doenças cardiovasculares, regula os níveis de colesterol e diminui o risco de diabetes.

Maca Peruana em pó 10 Prováveis benefícios da maca peruana 1. Reduz o risco de doenças cardiovasculares

Nutrólogos e pesquisadores dessa suplementação, garantem o efeito do seu uso, na redução do colesterol ruim, e estabilização das frações de colesterol, o que reduz o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio.

2. Promove a libido

Alguns estudos apontam para uma relação entre o uso da maca peruana e o aumento da libido. Isto ocorre porque o consumo da planta estimula o hormônio luteinizante que ajuda na produção de testosterona. Estes mesmos estudos observaram que seu uso regular, durante 8 semanas, já possibilita observar sinais de melhora na libido.

3. Auxilia no tratamento da disfunção erétil

Pesquisas indicaram também, uma resposta no tratamento conjunto para disfunção erétil, uma vez que provoca a dilatação dos vasos sanguíneos da região genital. Este efeito depende das causas da disfunção, equilíbrio emocional e/ou relacionadas aos estilos de vida.

4. Aumenta a fertilidade masculina

Da mesma forma, devido ao estímulo aumentado de testosterona, alguns estudos sugerem que o consumo diário de maca peruana provoca o aumento da contagem de espermatozoides no sêmen e melhora a sua motilidade, o que confere aumento da fertilidade.

5. Ajuda no equilíbrio hormonal

Adrenal, tireoide, pâncreas, ovários e testículos são glândulas que secretam hormônios distintos e importantes ao funcionamento do organismo. A maca peruana ajuda, indiretamente, a equilibrar o sistema hormonal uma vez que atua na estimulação desses hormônios.

6. Ameniza os efeitos da menopausa

Para as mulheres em período de menopausa, a maca peruana ajuda a melhorar sintomas como as ondas de calor, episódios de ansiedade e depressão, tensão e mal estar. Esta planta atua na estabilização hormonal e faz com que os sintomas da menopausa se tornem mais amenos.

7. Auxilia no tratamento da osteoporose

Alguns estudos mencionam que a maca peruana tem efeito semelhante ao estradiol para a melhora da osteoporose. Este hormônio (estradiol) ajuda a fixar o cálcio nos ossos, o que promove o seu crescimento e melhora a densidade óssea. Portanto, a maca desempenha estas funções, sem os efeitos negativos do consumo do estradiol produzido sinteticamente.

8. Estabiliza o humor

A maca peruana pode ajudar a reduzir o estresse, ansiedade, depressão ao provocar a estabilização do humor. A planta foi testada em alguns homens saudáveis sem diagnóstico de depressão e se observou que a suplementação com esta planta reduz os escores de depressão e ansiedade.

9. Reduz o risco de diabetes

Médicos da área da nutrologia, acreditam no efeito de redução do risco de diabetes, porque a maca peruana possui um alto teor de fibras, o que promove uma redução na absorção de glicose para o sangue. Sabendo que para adquirir esse benefício, é fundamental a associação a um estilo de vida saudável.

10. Provoca o ganho de massa muscular

Por estimular a produção de testosterona, alguns estudos apresentam indícios de que a maca peruana pode potencializar o ganho de massa e força muscular. Para se obter este ganho, é necessário que o seu consumo seja aliado à atividade física e alimentação saudável. Esta ação ainda está sendo estudada com mais profundidade para fins de comprovação científica.

Outros benefícios são sugeridos na literatura, como melhora da atenção, do humor entre outros, porém assim todos os relatados, é preciso que sejam replicados e avaliados pelos órgãos reguladores, para que seja reconhecido seus benefícios, perante a comunidade médica científica.

Tipos de maca peruana

Há vários tipos diferentes de maca peruana com funções distintas. Dentre eles são mais comuns:

Maca peruana amarela

É a mais comum e difundida no Brasil. Mais indicada para mulheres na menopausa e para a tensão pré-menstrual. Especialmente nas mulheres, parece ajudar a equilibrar o sistema hormonal. Além disso, melhora o humor em homens e mulheres.

Maca peruana negra

Tem efeitos potenciais no aumento da libido. Para os homens aumenta a contagem e motilidade dos espermatozoides e é conhecida como viagra natural. Tem importante função no combate ao estresse e fortalecimento do sistema imunológico.

Maca peruana vermelha

É a mais rica em polifenóis (substância antioxidantes). Desempenha maior função estimulante e termogênica, o que promove força e resistência. É excelente para auxiliar no tratamento da depressão. Há estudos promissores com maca peruana vermelha em relação ao combate de câncer de próstata e perda de densidade óssea.

Formas de Consumir

Os efeitos da maca peruana são observados algumas semanas após a início do seu consumo. A dose varia de acordo com a necessidade e pode ser consumida na forma de farinha ou manipulada para uso em cápsulas.

Quando consumida em pó, ou farinha, recomenda-se adicionar aos alimentos sem aquecer a maca peruana. Algumas sugestões de consumo:

  • Adicionar em sucos
  • Utilizar como molho para saladas de frutas, verduras e legumes
  • Polvilhar sobre os alimentos
  • Comer com pitaya
Efeitos colaterais e Contraindicações

Se a dose for adequadamente ajustada, não há efeitos colaterais e a única contraindicação é para pessoas alérgicas à maca peruana.

Entretanto, alguns casos merecem atenção:

  • Pessoas que têm alguma disfunção hormonal como problemas de tireoide, câncer de mama, útero, ovários e fibrose uterina não é indicado o consumo da maca peruana sem orientação médica.
  • Em mulheres grávidas e mulheres que estão amamentando, a segurança do consumo da maca ainda não é comprovada, deste modo o melhor é não consumir.
  • Não é interessante o uso em crianças, pois podem promover alterações hormonais.

Não utilize maca peruana sem a orientação de um médico ou nutricionista.

Valeriana serve para tratar ansiedade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, a valeriana é uma planta com propriedades calmante e sedativa, sendo indicada para casos leves de ansiedade, estresse, irritabilidade, agitação nervosa e insônia. A Valeriana officinalis, nome científico da planta, possui em sua composição diversas substâncias que atuam juntas para produzir todos esses efeitos, com benefícios comprovados na melhora da qualidade do sono e bem estar.

A Valeriana officinalis pode ser consumida sob a forma de extrato, cápsulas ou chá. O seu principal efeito é diminuir o tempo de indução do sono, ou seja, a pessoa adormece mais rápido. Trata-se de um “sonífero” natural. Por isso, a planta serve para auxiliar o tratamento de insônia associada à ansiedade leve.

Valeriana officinalis

Para usufruir dos benefícios sedativos e melhorar a qualidade do sono, recomenda-se tomar o extrato, a cápsula ou o chá da planta 30 minutos a 2 horas antes de se deitar.

A valeriana também tem ação antiespasmódica, significa que a planta previne e alivia os espasmos musculares de músculos lisos presentes em órgãos como intestino, estômago, útero e bexiga, sendo também indicada para alívio de cólicas. E ainda, é muito utilizada na substituição de ansiolíticos alopáticos, como os benzodiazepínicos (diazepam e lorazepam), por não causar dependência química.

Como a valeriana funciona?

As propriedades medicinais da valeriana vêm da ação conjunta de 3 princípios ativos que atuam no funcionamento das células cerebrais:

  • Valepotriatos: estabilizam as respostas emocionais e induzem à sedação;
  • Sesquiterpenos: aumentam os níveis de GABA, um neurotransmissor que desacelera a atividade cerebral;
  • Lignanas: têm ação sedativa.

Os mecanismos de ação da valeriana, responsáveis pela sua propriedade sedativa, não estão totalmente esclarecidos. Contudo, acredita-se que a sua capacidade de induzir o sono esteja relacionada com o aumento da produção ou com a diminuição da degradação do neurotransmissor GABA.

O GABA é uma substância que atua na modulação da transmissão dos sinais entre as células nervosas. Trata-se de um inibidor do sistema nervoso central, ou seja, diminui a atividade cerebral, causando sonolência e relaxamento.

Quais os efeitos colaterais da valeriana?

Desde que usada nas doses indicadas, a valeriana não produz efeitos colaterais. Porém, em excesso, pode causar cansaço, diminuição dos batimentos cardíacos (bradicardia), arritmia, prisão de ventre, sonolência, cólicas abdominais, tontura, tremores e dilatação das pupilas. Porém, esses efeitos colaterais desaparecem em até 24 horas depois de suspender o seu uso.

O uso de Valeriana officinalis por tempo prolongado pode causar dor de cabeça, cansaço, insônia, dilatação das pupilas e distúrbios cardíacos.

Deve-se ter cuidado quando optar por suspender a valeriana após uso de altas doses e por períodos prolongadas, devido ao risco de síndrome de abstinência.

Quando utilizada junto a outros medicamentos sedativos ou tranquilizantes, a valeriana pode potencializar o efeito dos mesmos. Da mesma forma, o álcool aumenta o efeito sedativo da valeriana. Por essa razão, não se deve misturar bebidas alcoólicas com Valeriana officinalis.

Mulheres grávidas ou que estão amamentando só devem utilizar valeriana com orientação médica.

Como tomar valeriana?

As doses de Valeriana officinalis variam conforme a forma de consumo da planta, os efeitos pretendidos e a sensibilidade de cada pessoa. Em geral, recomenda-se tomar valeriana da seguinte forma:

  • Chá: 1,5 g de valeriana para cada 150 ml de água - tomar até 3 xícaras por dia;
  • Extrato líquido: 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
  • Extrato seco (cápsulas): 100 mg a 400 mg ao dia.

No caso do chá, recomenda-se esmagar a planta e utilizar água fria, deixando depois em repouso durante várias horas (todo o dia ou toda a noite) antes de beber.

Para maiores informações sobre as indicações da valeriana, consulte um médico clínico geral, médico de família ou homeopata.

Auriculoterapia: o que é, para que serve e quais os benefícios?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Auriculoterapia ou acupuntura auricular é uma técnica terapêutica que considera a orelha como um microssistema em que cada um de seus pontos representa um órgão ou região corporal. É empregada no tratamento de várias enfermidades.

É uma prática integrativa e complementar que pode ser desenvolvida por profissionais de saúde especializados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A auriculoterapia não deve substituir medicamentos ou outros tratamentos convencionais indicados para o tratamento da disfunção de saúde que você apresenta.

Auriculoterapia com agulhas filiformes. Indicações e benefícios do tratamento com auriculoterapia

A auriculoterapia é indicada no tratamento de enfermidades dolorosas, inflamatórias, endocrinometabólicas, geniturinárias e doenças crônicas. Além destas, estudos realizados demonstram que a auriculoterapia também tem se mostrado eficaz na melhora de diversos quadros psicoemocionais. Dentre os benefícios podemos citar:

  • Redução do estresse;
  • Melhoria dos transtornos generalizados de ansiedade;
  • Tratamento de enxaquecas;
  • Melhora de quadros depressivos;
  • Diminuição da dor em casos de fibromialgia;
  • Redução de lombalgias (dores em região lombar);
  • Tratamento da obesidade;
  • Tratamento de contraturas musculares.
Como funciona a auriculoterapia

Para a auriculoterapia, o pavilhão auricular se relaciona com todas as partes do corpo humano onde se localizam pontos específicos para estimulação neural e tratamento de diversas doenças.

Antes de realizar tratamento com auriculoterapia você passará por uma consulta na qual o terapeuta especializado buscará compreender os sinais e sintomas que você apresenta e identificará os órgãos corporais afetados.

A partir da consulta, o profissional especializado definirá os pontos mais indicados para estimulação neural e fará pressão sobre estes pontos. Para isto, pode utilizar:

  • Agulhas filiformes: estas agulhas são aplicadas sobre os pontos correspondentes das regiões corporais afetadas por um intervalo de 10 a 30 minutos.
  • Agulhas intradérmicas: esses dispositivos são inseridos debaixo da pele e deve, permanecer na orelha por cerca de 7 dias.
  • Esferas magnéticas: as esperas são colocadas nos pontos auriculares por 5 dias, em média.
  • Sementes de mostarda: as sementes de mostarda, aquecidas ou não, são posicionadas sobre a pele por 5 dias.

A auriculoterapia é um tratamento adicional que pode auxiliar na melhora do quadro clínico apresentado e na prevenção de doenças.

Pontos auriculares

Os pontos auriculares correspondem a áreas específicas na superfície da orelha que refletem todas as partes do corpo humano, o que propicia a realização do diagnóstico e tratamento de doenças a partir da intervenção clínica nestes pontos específicos.

O conhecimento da localização e da função destes pontos é de fundamental importância para o profissional que atua na área de auriculoterapia. É preciso, portanto, que este profissional seja especializado na área.

O mapa da Medicina Tradicional Chinesa, base da auriculoterapia, preconiza a distribuição dos pontos auriculares de acordo com a anatomia da orelha. Um estudo estabeleceu ainda a correlação entre a orelha e o feto na posição invertida. Por analogia, o lóbulo da orelha representa a cabeça do feto em posição intrauterina.

Vantagens da auriculoterapia

Algumas vantagens podem ser apontadas quanto ao uso da auriculoterapia:

  • Técnica pouco invasiva
  • Segura
  • Aplicação simples
  • Baixo custo econômico

A prática da auriculoterapia ou acupuntura auricular foi aprovada, a partir de 2006, pela Portaria nº 971. Esta portaria aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde.

A auriculoterapia pode ser empregada como terapia coadjuvante de diversas doenças. Medicamentos e demais tratamentos convencionais não devem ser suspensos ou substituídos pela auriculoterapia.

Busque sempre um profissional especializado em auriculoterapia para realizar, acompanhar e avaliar o seu tratamento.