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Ejaculo pouco esperma, pode dificultar ter filhos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ejacular pouco esperma ou sêmen, somente, não significa dificuldade para ter filhos. Além disso, é necessário saber se o volume de esperma ejaculado está realmente abaixo do normal, o que pode variar entre 1,5 ml e 5 ml por ejaculação.

Para saber se há algo errado com o esperma é necessário a realização de um espermograma, exame que analisa o número de espermatozoides por mililitro (ml), a proporção de espermatozoides defeituosos e imaturos, e a motilidade deles.

Alterações dos espermatozoides que podem ser encontradas no esperma:

  • oligospermia (baixa quantidade de espermatozoides);
  • astenospermia (baixa motilidade de espermatozoides);
  • teratospermia (pequeno número de espermatozoides com forma normal);
  • azoospermia (ausência de espermatozoides no esperma).

As causas de ejacular pouco sêmen ou de ter baixa qualidade do esperma podem estar ligadas a situações como:

  • Sedentarismo,
  • Desidratação,
  • Uso abusivo de álcool ou outras drogas;
  • Tabagismo,
  • Infecções sexualmente transmissíveis,
  • Uso de medicamentos,
  • Alterações genéticas,
  • Excesso de aquecimento na região dos testículos e
  • Alterações anatômicas.
O que posso fazer para aumentar a quantidade de esperma?

Você pode adotar alguns cuidados na sua rotina diária para aumentar a quantidade de esperma. Estes cuidados são simples e incluem alimentação rica em vitamina A, C, E, zinco e ômega 3 (brócolis, espinafre, cenoura, limão, sardinha, salmão, atum), praticar atividade física regularmente, evitar bebidas alcoólicas em excesso, evitar o tabagismo, procurar diminuir ou evitar as situações de estresse e dormir bem.

A dificuldade para ter filhos pode estar relacionada a outros fatores, além do esperma, que devem ser esclarecidos com a consulta a um urologista ou a um especialista em reprodução humana. É importante que o casal seja avaliado e acompanhado.

Para saber mais sobre esperma ou sêmen, você pode ler:

Como aumentar a contagem de esperma?

Tem como saber se meu marido é estéril no esperma a olho nu?

O homem pode ter o esperma fraco?

Quais remédios e o que posso fazer para aumentar a quantidade de sêmen?

7 causas de esperma grosso e como resolver

Referências

Bradley D Anawalt, et cols. Approach to the male with infertility. UpToDate: May 13, 2019.

Sociedade Brasileira de Urologia – SBU.

FSH alto ou baixo, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há algumas condições que podem levar à alteração nos níveis de FSH. As doenças que cursam com diminuição nos níveis de FSH podem ser:

  • Congênitas: causadas por deficiência na produção do FSH pela hipófise, como Hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático Isolado, hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático associado a retardamento mental, síndrome de Kallman, craniofaringioma, deficiência hipofisária combinada e síndrome do Eunuco Fértil;
  • Adquiridas: quando algum tumor ou condição impede a produção adequada de FSH pela hipófise, como adenomas, cistos e neoplasias metastáticas hipofisários, cirurgias e/ou radioterapia hipotalâmicas / hipofisárias, lesões infiltrativas (hemocromatose, sarcoidose, histiocitose, linfoma), hipofisite linfocítica, meningite, apoplexia pituitária, trauma crânio-encefálico, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia, hipotireoidismo primário, pacientes severamente doentes, exercícios extenuantes, tumores secretores de esteróides sexuais, hipogonadismo secundário intencional (iatrogênico),iInfarto hipofisário (p.ex.: Síndrome de Sheehan), doenças sistêmicas crônicas, anorexia nervosa, hiperplasia adrenal congênita e etilismo agudo.

As causas de aumento dos níveis de FSH podem ser:

  • Congênitas: quando as gônadas são disfuncionais e não conseguem produzir os hormônios sexuais ou quando o organismo não consegue absorvê-los, como síndrome de Klinefelter, síndrome de Sertoli, síndrome de Turner, mutação do gene receptor de FSH, criptorquismo, distúrbios da síntese de andrógenos, resistência androgênica e distrofia miotônica;
  • Adquiridas: condições que interferem na produção de hormônios sexuais pela gônadas, como infecções, radioterapia, antineoplásicos, glicocorticóides, cetoconazol, traumas, torção testicular, doenças sistêmicas crônicas, insuficiência ovariana, adenomas gonadotróficos, menopausa.

Nas mulheres, a secreção alterada do FSH levará a alterações no ciclo menstrual e, se presente desde o nascimento, levará a atraso puberal. Nos homens, haverá dificuldade para produzir gametas (alteração na fertilidade) e, se presente desde o nascimento, levará a alterações na aquisição dos caracteres secundários masculinos.

Na presença de alterações do FSH, deverá ser procurado um médico ginecologista, endocrinologista ou urologista.

Meu filho tem 10 anos e seu pênis é muito pequeno...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O especialista para maiores esclarecimentos nessa área é o Pediatra ou urologista pediátrico.

Entretanto, segundo seu relato, seu filho apresenta um desenvolvimento do pênis considerado normal para idade.

Como é o desenvolvimento normal do pênis da criança?

O desenvolvimento normal do pênis de criança é se manter nas mesmas proporções durante toda a infância, e iniciar seu crescimento apenas quando a puberdade se inicia, devido a ação da testosterona, o que acontece em média aos 12 anos de idade.

Esse crescimento se dá por etapas, e pode durar até os 18 anos de idade ou mais. As primeiras estruturas a crescer e se desenvolver são os testículos e a bolsa escrotal, por vezes parece bastante desproporcional, dando a impressão de um pênis ainda menor.

Em seguida, por volta dos 14 ou 15 anos, o pênis começa a ganhar comprimento. Só ao final da puberdade que acontece o aumento na largura (espessura), ganhando a forma final do órgão, que permanece durante toda fase de vida adulta.

O que é pênis recolhido?

O pênis pode se encontrar recolhido por exemplo em caso de exposição maior ao frio, em situações de medo e ansiedade.

Pode ser considerado pênis recolhido ou pênis "embutido", aqueles que parecem um tipo de pênis muito pequeno, ou menor do que o esperado, mas na verdade é resultado da presença de grande quantidade de gordura abdominal. Comum em meninos com sobrepeso ou obesidade.

Outras situações, que devem ser investigadas pelo especialista, essas sim são alterações que precisam de acompanhamento e tratamento, são o micro pênis, pênis pequeno, pênis sepultado e fusão peno escrotal. Porém são situações raras que o pediatra é capaz de diagnosticar precocemente.

Para mais esclarecimentos, consulte um/a médico/a pediatra ou urologista pediátrico.

Bolinha em bolsa escrotal o que fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se você percebeu uma bolinha ou caroço no testículo, é importante buscar um médico de família ou urologista. Somente este profissionais podem definir a causa do nódulo para que sejam efetuados o diagnóstico e o tratamento adequados.

O nódulo no saco escrotal é comum em homens de qualquer idade, desde as crianças até os idosos, e pode significar cistos, hidrocele (acúmulo de líquido), inflamações ou tumor no testículo.

Encontrei uma bolinha na bolsa escrotal, o que devo fazer?

É importante que você saiba que o nódulo no testículo não deveria existir. Por este motivo, você deve procurar um urologista ou médico de família para uma avaliação detalhada. Fique atento se você sentir:

  • Dor intensa e repentina
  • Febre e calafrios
  • Náuseas e vômitos
  • Inchaço do testículo
  • Sensação de peso na bolsa escrotal
Causas mais comuns de nódulo na bolsa escrotal 1. Varicocele

A varicocele costuma ser a causa mais comum de bolinhas ou caroços na bolsa escrotal. É uma má formação da bolsa escrotal provocada pelo aumento das veias dos testículos, o que leva ao acúmulo de sangue e à sensação de nódulo.

Estas dilatações causam alterações estéticas, dor e sensação de peso no testículo e bolsa escrotal.

Geralmente a varicocele é tratada somente com uso de analgésicos. Entretanto, é necessário a consulta a um urologista para ele avalie o risco de infertilidade. Se esta possibilidade existir é necessário cirurgia para correção do problema.

2. Cisto

O cisto é um pequeno saco cheio de líquido que é sentido, inicialmente, como um caroço endurecido do tamanho de uma ervilha que não provoca dor.

Quando não tratado, este cisto pode crescer com o passar do tempo. Nestes casos, ele pode grudar-se na parede do testículo e causar dor e desconforto.

Geralmente estes cistos não apresentam riscos à saúde do homem, mas necessitam de tratamento feito com analgésicos ou antibióticos quando surgem os sintomas. O tratamento dura em torno de duas semanas e se o cisto não desaparecer pode ser preciso retirá-lo com cirurgia.

3. Hidrocele

A hidrocele se caracteriza pela presença de uma pequena bolsa de líquido próximo ao testículo que pode provocar a formação de uma bolinha no saco escrotal. Normalmente a hidrocele é indolor e pode afetar um dos lados (unilateral) ou o lado direito e o esquerdo (bilateral).

O tamanho pode variar e quanto maior for a hidrocele, maior a chance de causar dor e desconforto na bolsa escrotal.

Geralmente a hidrocele regride sozinha, sem tratamento. No entanto, se você sentir dor poderá ser necessária uma pequena cirurgia para retirar a hidrocele.

4. Epididimite

A epididimite consiste na inflamação do epidídimo, um pequeno ducto localizado na região posterior do testículo no qual ocorre a maturação e o armazenamento dos espermatozoides.

O sintoma mais comum é a presença de um nódulo dolorido no testículo acompanhado de inchaço, sensação de calor na região da bolsa escrotal, calafrios e febre.

A inflamação do epidídimo ocorre principalmente por infecção bacteriana devido a prática de sexo sem proteção. O tratamento consiste no uso de antibióticos prescritos após avaliação do urologista.

5. Torção do testículo

A torção testicular é a torção de um dos testículos sobre o seu cordão espermático. Esta torção interrompe a circulação sanguínea para o testículo e pode provocar a sua perda caso não seja corrigida entre 6 e 12 horas após a interrupção.

É caracterizada por uma dor intensa que se inicia de forma repentina. Além da dor, ocorre a presença de um caroço e inchaço do testículo e bolsa escrotal. O paciente pode ainda sentir necessidade frequente de urinar, náusea, vômitos e febre.

Por ser uma emergência médica, o paciente deve procurar um hospital imediatamente. O tratamento consiste em um procedimento cirúrgico que deve ser feito nas primeiras 12 horas para não ocorrer a perda do testículo.

6. Hérnia Inguinal

Embora não seja um problema relacionado diretamente à bolsa escrotal, a hérnia inguinal pode sair para dentro do saco escrotal, o que causa a sensação de caroço na bolsa. Geralmente, este caroço não provoca dor. Entretanto, se a hérnia aumentar de tamanho pode provocar desconforto.

O tratamento da hérnia inguinal é cirúrgico e consiste em recolocar a porção do intestino que provocou a hérnia de volta na cavidade abdominal.

7. Câncer de testículo

O câncer de testículo é uma condição rara. Entretanto, a bolinha ou o caroço no testículo é o seu sintoma mais comum. Geralmente, este nódulo não provoca dor nenhuma e tem crescimento lento e sem um motivo aparente.

É importante buscar um urologista o mais rapidamente possível, pois o tratamento precoce aumenta a chance de cura.

A perceber um nódulo na bolsa escrotal, busque o mais rapidamente possível um urologista ou médico de família. Não inicie qualquer tratamento ou use qualquer medicamento sem orientação médica.

Referência:

Sociedade Brasileira de Urologia

Como se pega herpes genital?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O herpes genital é transmitido pela via sexual. Trata-se de uma infecção causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, que é transmitido pelo contato com uma pessoa que esteja com lesões ativas, isto é, com feridas eliminando secreção.

Portanto, a pessoa pega herpes genital através de relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada. O contato íntimo pode ser vaginal, oral ou anal. Sem uso de preservativo masculino ou feminino, o Herpes simplex pode ser transmitido.

Por ser uma infecção sexualmente transmissível (IST) muito contagiosa, é importante evitar o contato direto com as bolhas e as feridas, sobretudo se estiverem eliminando secreção, que está repleta de vírus.

A transmissão do herpes genital tem muito mais chances de acontecer durante o aparecimento das bolhas. Contudo, o contágio também pode ocorrer na ausência de sinais e sintomas, ou seja, sem a presença de lesões.

Posso pegar herpes genital no vaso sanitário?

O vírus é altamente transmissível e a infecção também pode ocorrer através do contato com objetos contaminados. Contudo, essa forma de contágio é mais rara, já que fora das células, os vírus não sobrevivem.

Por isso, a transmissão do herpes genital através do uso de vasos sanitários, banheiros, toalhas e outros objetos contaminados raramente acontece. Mesmo assim, recomenda-se evitar compartilhar objetos pessoais ou íntimos que possam estar infectados.

Se a mãe tiver herpes genital, o bebê pode pegar herpes na gravidez?

Uma outra forma de contágio do vírus do herpes genital é quando a mulher apresenta lesões ativas de herpes durante a gravidez, principalmente no momento do parto. Nesse caso, por contato direto com as lesões, o bebê pode se infectar e desenvolver sequelas graves futuramente uma vez que a sua imunidade ainda não está totalmente desenvolvida.

Se a gestante estiver com lesões ativas de herpes genital próximo ao período do parto, podem ser indicados medicamentos antivirais específicos para combater o vírus ou, dependendo do caso, ser indicado o parto por cesariana para evitar que o bebê seja infectado.

Mulheres portadoras de herpes genital que pretendem engravidar devem sempre informar à/ao médica/o que possuem o vírus, mesmo na ausência de lesões.

Se pegar herpes genital, quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Em geral, a infecção se limita aos sintomas de pele, mas pode haver complicações graves. Uma delas é a encefalite herpética, que é a infecção cerebral pelo vírus do herpes. Ela pode ocorrer nas pessoas com imunodeficiências, como por exemplo em portadores do vírus HIV/AIDS com doença ativa.

Quanto tempo os sintomas do herpes genital levam para aparecer?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Como prevenir o herpes genital?

A forma mais eficaz de prevenir o herpes genital é não ter relações sexuais com pessoas infectadas. O uso de preservativo diminui o risco de infecção, mas ainda assim não é totalmente eficaz para proteger a transmissão da doença, já que as lesões podem surgir em locais próximos aos órgãos genitais e pode haver o contágio.

A infecção não tem cura, e o tratamento com pomada ou comprimidos antivirais serve somente para acabar com as lesões visíveis e os sintomas. Porém, o vírus continua para sempre alojado nas células nervosas do indivíduo, e os sintomas podem reaparecer em momentos de estresse ou baixa imunidade. A cada nova recorrência, é preciso repetir o tratamento.

Para saber qual é o melhor método de tratamento em cada caso, é necessário consultar o/a clínico/a geral, médico/a de família, urologista ou ginecologista.

Para saber mais sobre herpes, você pode ler:

Herpes Labial: 4 formas eficazes de tratar

Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Quem tem herpes pode engravidar?

Referências

Cole, S. Herpes Simplex Virus: Epidemiology, Diagnosis, and Treatment. Nursing Clinics of North America, 55(3):337-345, 2020.

Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral.

Sociedade Brasileira de Infectologia.

Entendendo os Resultados do Espermograma
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os resultados do espermograma servem para avaliar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, através da análise do volume do esperma, pH (acidez), viscosidade, cor e liquefação do sêmen, número de espermatozoides e motilidade dos mesmos.

O espermograma avalia ainda a morfologia dos espermatozoides e determina o número de leucócitos presentes no sêmen.

A tabela abaixo mostra os valores dos resultados esperados para um espermograma normal, de acordo com os parâmetros da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS):

Parâmetros seminais Unidade SBU OMS
Volume Mililitro (ml) 1,5 - 5,0

≥ 2,0

pH Unid/ de pH 7,2 - 8,0 ≥ 7,2
Concentração espermática

10.000.000/ml

≥ 20 ≥ 20
Número total de espermatozoides X 10.000.000 - ≥ 40
Motilidade

% grau A

% grau A + B

-

≥ 50

≥ 25

≥ 50

Morfologia oval:

convencional / estrita

% formas normais ≥ 30 / ≥ 14 ≥ 30 / -
Leucócitos 10.000.000 / ml < 1,0 < 1,0
Analisando os Parâmetros Alterados do Espermograma Ph (acidez)

O pH do esperma deve ser maior que 7,2, ou seja, praticamente neutro e apenas ligeiramente básico. Lembrando que o pH menor que 7 é ácido e maior que 7 é básico.

Ph alterado, o que pode ser?
  • Prostatite e vesiculite (podem aumentar o pH);
  • Disfunções das vesículas seminais causadas pela ausência das mesmas ou obstrução dos ductos ejaculadores (deixam o sêmen ácido, ou seja, menor que 7).
Volume ejaculado alterado, o que pode ser?
  • Diminuição do volume ejaculado, ou hipospermia, pode significar:
    • Perda de material durante a coleta;
    • Ejaculação retrógrada;
    • Obstrução dos ductos ejaculadores ou ausência das vesículas seminais.
  • Aumento do volume ejaculado, ou hiperespermia: Pode decorrer por infecção ou inflamação das glândulas acessórias.
Concentração espermática alterada, o que pode ser?

As alterações na concentração de espermatozoides são chamadas de:

  • Azoospermia: Ausência completa de espermatozoide no líquido seminal, mesmo após centrifugação; nesses casos, a amostra deve ser centrifugada e se forem encontrados espermatozoides, trata-se de uma criptozoospermia, que auxilia na diferenciação entre uma azoospermia obstrutiva ou não obstrutiva e indica que os testículos estão produzindo gametas masculinos;
  • Oligospermia: Número de espermatozoides inferior a 20 milhões/ml;
  • Astenozoospermia: Quando são encontrados menos de 50% dos espermatozoides móveis.

Concentrações abaixo de 5 milhões/ml podem indicar uma alteração endócrina (hormonal) ou genética.

Motilidade alterada, o que pode ser?

Qualquer tipo de alteração na concentração espermática ou na motilidade pode acompanhar todas as causas de infertilidade masculina.

Classificação morfológica dos espermatozoides

São utilizados 2 padrões com critérios diferentes: a proposta pela OMS e a morfologia estrita de Kruger. Esta última é uma análise morfométrica dos espermatozoides, que é útil para prognósticos em casos de fertilização in vitro.

Porém, uma vez que os padrões morfológicos variam entre os laboratórios, esse método tem sido desacreditado, pois já foram encontradas concentrações de células ovais inferiores a 14% em populações de homens férteis.

A contagem das células redondas deve ser acompanhada de coloração específica e contagem de leucócitos, sempre que a concentração de células redondas for superior a 1 milhão.

Leucócitos alterados, o que pode ser?

Um aumento no número de leucócitos pode indicar uma infecção.

É importante lembrar que o espermograma não é um teste de fertilidade, uma vez que é comum não haver diferenças significativas entre os resultados de homens com infertilidade daqueles que são férteis. Porém, o exame fornece informações importantes sobre a função reprodutiva do homem.

É fundamental que a avaliação dos resultados do espermograma seja feito por um médico, geralmente urologista ou especialistas em fertilidade.

Para saber mais sobre quantidade de esperma, você pode ler:

Tem como saber se meu marido é estéril no esperma a olho nu?

Como aumentar a contagem de esperma?

Como saber se sou estéril?

Referências

Bradley D Anawalt, et cols. Approach to the male with infertility. UpToDate: May 13, 2019.

Sociedade Brasileira de Urologia – SBU.

Fimose impossibilita relações sexuais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Não, a fimose geralmente não impossibilita as relações sexuais, mas pode ser um grande empecilho quando há sintomas de dor ou irritação da glande (cabeça do pênis). Nesses casos, a masturbação e/ou o ato sexual podem causar dor, desconforto, lacerações, inchaço e sangramento do prepúcio ou do frênulo do pênis. Como consequência, além das alterações locais penianas, pode desenvolver-se um temor de que o desconforto se repita nas próximas relações, o que pode levar a distúrbios da excitação, ereção e orgasmo.

De um modo geral, entretanto, fimose ou alterações anatômicas do freio do pênis não têm qualquer influência direta no desempenho sexual. Excitação, ereção do pênis e orgasmo não dependem da pele ou do freio do pênis, mas de mecanismos e estruturas anatômicas específicas. As dificuldades sexuais experimentadas pelos portadores de fimose, excesso de prepúcio e alterações do freio do pênis dão-se, via de regra, por antecipação da penetração ou condução do ato sexual. Na primeira relação sexual, por exemplo, seja por inexperiência, pressa de penetrar, sem a parceira estar devidamente lubrificada e relaxada, ou intempestividade, pode haver desconforto ou dor prepucial. Além disso, roturas do freio do pênis ou prepúcio, podem ocorrer tanto nos portadores de fimose quanto nos que tem prepúcio normal ou excessivo.

Leia também: Cirurgia de fimose causa aumento ou perda de sensibilidade na glande?

Caso ocorra dor, desconforto ou lacerações penianas, com ou sem consequências no desempenho sexual, o correto é abster-se de qualquer manipulação peniana ou prática sexual e procurar um urologista que avaliará a situação. Ele irá recomendar técnicas adequadas para serem usadas no ato sexual, prescrever medicamentos quando for necessário ou indicar cirurgias para remover o prepúcio ou o freio do pênis.

Saiba mais em: Dor no pênis. O que pode ser?

Meu pênis está ressecado na base e apresentando....
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A pele da base do pênis é bastante sensível, por isso pode ser prejudicada por diversos fatores, resultando no seu ressecamento e formação de fissuras, ou pequenas feridas na região. Uma das causas comuns é a infecção fúngica, que pode sim ser facilitada pela baixa imunidade.

Podemos citar outras possíveis causas, como uso de sabonetes inadequados para região íntima; a frequência de relações sexuais ou masturbação exagerada e intensas ou até pelo contato com o látex dos preservativos, por vezes causando reação alérgica local - o que é facilmente resolvido com a lavagem do órgão com sabonete para região íntima após sua retirada, lembrando que o uso da camisinha é a melhor forma de prevenção quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

A presença de feridas no pênis deve ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, urologista ou infectologista que poderá realizar o diagnóstico específico e indicar o tratamento apropriado para o seu caso.

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