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Fimose ou hipotireoidismo interfere no tamanho do pênis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O tamanho do pênis está ligado a vários fatores, sendo que o principal é o genético. Cirurgia de fimose não interfere com o crescimento do pênis. Hipotireoidismo não interfere com o crescimento do pênis (porque seu filho toma remédio e deve estar controlado). Talvez a única medida que pode ser adotada e que pode resultar em alguma mudança é a perda de peso. A pessoa que está acima do peso tende a produzir na gordura periférico o hormônio feminino estrogênio que pode interferir com o desenvolvimento das características sexuais secundárias (o que inclui parte do desenvolvimento do pênis)

Tomar Viagra faz mal? Quais os efeitos colaterais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tomar Viagra® pode fazer mal em algumas situações, pois há pessoas alérgicas aos componentes da fórmula ou com patologias que podem se agravar com o uso associado do Viagra®.

O Viagra® (citrato de sildenafila), inicialmente indicado para tratar hipertensão pulmonar, apresentou maior popularidade com o tratamento da disfunção erétil. Ele apresenta interação medicamentosa com outros remédios e não pode ser usado junto com medicamentos à base de nitrato, indicados para tratar doenças cardíacas.

O uso de Viagra® é contraindicado para pessoas que fazem tratamento com medicamentos que tenham óxido nítrico, nitratos orgânicos ou nitritos orgânicos. O medicamento também não deve ser usado se a pessoa for alérgica ao citrato de sildenafila ou a qualquer ou componente da fórmula do Viagra®.

Como funciona o Viagra®?

O Viagra® favorece o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis e a dilatação das artérias. Isso facilita a entrada de sangue no pênis e assim favorece a ereção.

Dessa forma, o Viagra® aumenta o fluxo sanguíneo do pênis e, junto com a atividade sexual, pode aumentar a sobrecarga do coração. Por isso, as pessoas que possuem problemas cardíacos devem ser avaliadas antes de começar a tomar a medicação.

Contudo, vale ressaltar que para que o medicamento atue de forma eficaz, é necessário que haja estímulo sexual.

Quais são os efeitos colaterais do Viagra®?

Os efeitos colaterais do Viagra® dependem da dosagem usada e de cada pessoa, podendo incluir: dor de cabeça, tontura, hipotensão, rubor ou coceira na pele, visão embaraçada, palpitação, dor no peito, dor no estômago, vômito, sangramento no nariz e zumbido.

Efeitos colaterais muito comuns do Viagra®

Os efeitos colaterais do Viagra® considerados muito comuns ocorrem em mais de 10% dos homens. O principal deles é a dor de cabeça.

Efeitos colaterais comuns do Viagra®

Os efeitos colaterais comuns do Viagra® ocorrem em 1 a 10% dos casos e podem incluir tontura, distúrbios visuais, cianopsia (ver tudo na cor azul), ondas de calor, vermelhidão no corpo, congestão nasal, má digestão e náuseas.

Efeitos colaterais raros do Viagra®

Os efeitos colaterais raros do Viagra® incluem convulsões, desmaios, inchaço no olho, secura nos olhos, vista cansada, visão de aro brilhante ao redor de luzes, xantopsia (ver a cor amarela em tudo), eritropsia (ver a cor vermelha em tudo), vermelhidão e irritação dos olhos, inchaço da pálpebra, fechamento da garganta, nariz seco, ereção persistente e dolorosa do pênis, irritabilidade, entre outras reações.

Por fim, vale ressaltar que não deve ser usado mais de 1 comprimido de Viagra® em 24 horas.

Em todo caso, o remédio deve ser usado apenas com indicação médica ou após uma consulta com o/a médico/a que possa lhe indicar as possíveis interações medicamentosas e com outras condições de saúde.

Ejaculo pouco esperma, pode dificultar ter filhos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ejacular pouco esperma ou sêmen, somente, não significa dificuldade para ter filhos. Além disso, é necessário saber se o volume de esperma ejaculado está realmente abaixo do normal, o que pode variar entre 1,5 ml e 5 ml por ejaculação.

Para saber se há algo errado com o esperma é necessário a realização de um espermograma, exame que analisa o número de espermatozoides por mililitro (ml), a proporção de espermatozoides defeituosos e imaturos, e a motilidade deles.

Alterações dos espermatozoides que podem ser encontradas no esperma:

  • oligospermia (baixa quantidade de espermatozoides);
  • astenospermia (baixa motilidade de espermatozoides);
  • teratospermia (pequeno número de espermatozoides com forma normal);
  • azoospermia (ausência de espermatozoides no esperma).

As causas de ejacular pouco sêmen ou de ter baixa qualidade do esperma podem estar ligadas a situações como:

  • Sedentarismo,
  • Desidratação,
  • Uso abusivo de álcool ou outras drogas;
  • Tabagismo,
  • Infecções sexualmente transmissíveis,
  • Uso de medicamentos,
  • Alterações genéticas,
  • Excesso de aquecimento na região dos testículos e
  • Alterações anatômicas.
O que posso fazer para aumentar a quantidade de esperma?

Você pode adotar alguns cuidados na sua rotina diária para aumentar a quantidade de esperma. Estes cuidados são simples e incluem alimentação rica em vitamina A, C, E, zinco e ômega 3 (brócolis, espinafre, cenoura, limão, sardinha, salmão, atum), praticar atividade física regularmente, evitar bebidas alcoólicas em excesso, evitar o tabagismo, procurar diminuir ou evitar as situações de estresse e dormir bem.

A dificuldade para ter filhos pode estar relacionada a outros fatores, além do esperma, que devem ser esclarecidos com a consulta a um urologista ou a um especialista em reprodução humana. É importante que o casal seja avaliado e acompanhado.

Para saber mais sobre esperma ou sêmen, você pode ler:

Como aumentar a contagem de esperma?

Tem como saber se meu marido é estéril no esperma a olho nu?

O homem pode ter o esperma fraco?

Quais remédios e o que posso fazer para aumentar a quantidade de sêmen?

7 causas de esperma grosso e como resolver

Referências

Bradley D Anawalt, et cols. Approach to the male with infertility. UpToDate: May 13, 2019.

Sociedade Brasileira de Urologia – SBU.

Ardência ao urinar no homem: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de ardência ao urinar no homem são as infecções urinárias que afetam o canal da urina (uretrite), irritações da uretra, ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), infecções da próstata e ainda a epididimite, uma inflamação junto aos testículos.

Além da queimação ou da ardência, é importante estar atento a outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como corrimento ou secreção, febre, calafrios, alterações urinárias, entre outras manifestações que podem indicar a presença de infecções e doenças mais graves, como prostatites e doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo.

Gonorreia

Se a ardência vier acompanhada de dor ao urinar e secreção, pode ser um sinal de gonorreia, uma doença sexualmente transmissível causada por bactérias. Sem tratamento e prevenção (uso de preservativo), a gonorreia pode ser transmitida para outras pessoas.

A doença tem cura e é tratada com antibióticos específicos. Lembrando que o tratamento também deve se estender à parceira ou parceiro, caso esses também estejam infectados.

Veja também: Quais os sintomas da gonorreia?

Infecção urinária (uretrite)

A uretrite é um tipo de infecção urinária que afeta homens e mulheres. Trata-se de uma inflamação da uretra (canal da urina) causada na maioria das vezes por bactérias. Os principais sinais e sintomas são a ardência ao urinar e a presença de corrimento amarelado. O tratamento é feito com antibióticos.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Prostatite

A prostatite é uma inflamação ou infecção da próstata, um órgão que produz líquidos que compõem o sêmen. A doença pode ser aguda ou crônica e os sinais e sintomas podem incluir dor ou ardência ao urinar, febre, calafrios, urina escura, dor nos músculos e no órgão genital, além de alterações urinárias.

Saiba mais em: O que é prostatite e quais os sintomas?

Epididimite

A epididimite é uma inflamação no epidídimo, um órgão que liga os testículos ao canal que transporta o esperma. Pode afetar homens de qualquer idade e é causada na maioria das vezes por bactérias, muitas vezes transmitidas pela via sexual.

A epididimite pode provocar ardência ou dor ao urinar, dor e inchaço na região escrotal, dor durante a ejaculação, aparecimento de caroço no testículo, ínguas na virilha e presença de sangue no esperma.

Leia também: Epididimite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Irritações na uretra

O contato da uretra com alguns produtos químicos, como amaciantes de roupa, perfumes, sabonetes ou ainda medicamentos, podem causar irritação no local e, consequentemente, ardência ao urinar.

Em caso de ardência ou dor ao urinar, consulte o médico de família, clínico geral ou urologista para uma avaliação.

Leia também:

FSH alto ou baixo, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há algumas condições que podem levar à alteração nos níveis de FSH. As doenças que cursam com diminuição nos níveis de FSH podem ser:

  • Congênitas: causadas por deficiência na produção do FSH pela hipófise, como Hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático Isolado, hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático associado a retardamento mental, síndrome de Kallman, craniofaringioma, deficiência hipofisária combinada e síndrome do Eunuco Fértil;
  • Adquiridas: quando algum tumor ou condição impede a produção adequada de FSH pela hipófise, como adenomas, cistos e neoplasias metastáticas hipofisários, cirurgias e/ou radioterapia hipotalâmicas / hipofisárias, lesões infiltrativas (hemocromatose, sarcoidose, histiocitose, linfoma), hipofisite linfocítica, meningite, apoplexia pituitária, trauma crânio-encefálico, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia, hipotireoidismo primário, pacientes severamente doentes, exercícios extenuantes, tumores secretores de esteróides sexuais, hipogonadismo secundário intencional (iatrogênico),iInfarto hipofisário (p.ex.: Síndrome de Sheehan), doenças sistêmicas crônicas, anorexia nervosa, hiperplasia adrenal congênita e etilismo agudo.

As causas de aumento dos níveis de FSH podem ser:

  • Congênitas: quando as gônadas são disfuncionais e não conseguem produzir os hormônios sexuais ou quando o organismo não consegue absorvê-los, como síndrome de Klinefelter, síndrome de Sertoli, síndrome de Turner, mutação do gene receptor de FSH, criptorquismo, distúrbios da síntese de andrógenos, resistência androgênica e distrofia miotônica;
  • Adquiridas: condições que interferem na produção de hormônios sexuais pela gônadas, como infecções, radioterapia, antineoplásicos, glicocorticóides, cetoconazol, traumas, torção testicular, doenças sistêmicas crônicas, insuficiência ovariana, adenomas gonadotróficos, menopausa.

Nas mulheres, a secreção alterada do FSH levará a alterações no ciclo menstrual e, se presente desde o nascimento, levará a atraso puberal. Nos homens, haverá dificuldade para produzir gametas (alteração na fertilidade) e, se presente desde o nascimento, levará a alterações na aquisição dos caracteres secundários masculinos.

Na presença de alterações do FSH, deverá ser procurado um médico ginecologista, endocrinologista ou urologista.

Meu pênis está ressecado na base e apresentando....
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A pele da base do pênis é bastante sensível, por isso pode ser prejudicada por diversos fatores, resultando no seu ressecamento e formação de fissuras, ou pequenas feridas na região. Uma das causas comuns é a infecção fúngica, que pode sim ser facilitada pela baixa imunidade.

Podemos citar outras possíveis causas, como uso de sabonetes inadequados para região íntima; a frequência de relações sexuais ou masturbação exagerada e intensas ou até pelo contato com o látex dos preservativos, por vezes causando reação alérgica local - o que é facilmente resolvido com a lavagem do órgão com sabonete para região íntima após sua retirada, lembrando que o uso da camisinha é a melhor forma de prevenção quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

A presença de feridas no pênis deve ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, urologista ou infectologista que poderá realizar o diagnóstico específico e indicar o tratamento apropriado para o seu caso.

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Dor no pé da barriga em homens: as 10 causas mais comuns e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no pé da barriga em homens é comum quando envolve a próstata e os testículos. Também pode ser provocada por problemas do sistema urinário, intestinal ou outros órgãos do sistema reprodutivo.

O tratamento da dor no baixo ventre nos homens é feito de acordo com a sua causa. O médico urologista é o responsável por avaliar as causas e definir o tratamento mais indicado.

A seguir detalhamos um pouco mais as causas frequentes, para ajudar na identificação de sinais e sintomas que possam auxiliar o médico nesse diagnóstico.

1. Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata, uma glândula que fica logo abaixo da bexiga que é responsável pela produção do sêmen.

Sintomas: É comum que os homens sintam dor no pé da barriga, na parte inferior das costas, no pênis, nos testículos e no períneo (região entre o escroto e o ânus). Além disso, pode ocorrer:

  • Vontade de urinar frequentemente e com urgência
  • Dor ao urinar
  • Dificuldade ou dor com a ereção ou ejaculação
  • Dor ao defecar

Quando causada por bactéria, o homem pode ainda apresentar febre, calafrios e sangue na urina.

Como tratar?

O tratamento feito para aliviar os sintomas e tratar a inflamação incluem:

  • Massagem periódica da próstata: é feita pelo médico proctologista que coloca o dedo no reto para massagear a próstata,
  • Banhos de assento quente: conforme orientação médica,
  • Técnicas de relaxamento dos músculos pélvicos para aliviar as dores, de preferência, com acompanhamento de um fisioterapeuta,
  • Uso de laxantes, para aliviar a dor ao defecar,
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e inflamação e
  • Antibióticos, em casos de prostatite bacteriana.

Quando a prostatite não é causada por bactérias, a sua cura é mais difícil e nem sempre acontece.

Em último caso, se mesmo com os tratamentos os sintomas piorarem, pode ser necessária a retirada parcial da próstata. Para escolher o tratamento mais adequado e seguro consulte um proctologista.

2. Orquite

A orquite é uma inflamação nos testículos que geralmente é provocada pelo vírus da caxumba e pode afetar ambos os testículos ou apenas um deles.

Sintomas: dor intensa no testículo afetado que irradia para o baixo ventre do mesmo lado, por exemplo, se o testículo inflamado for o esquerdo a dor é sentida no pé na barriga deste mesmo lado. Além da dor o homem pode sentir inchaço, vermelhidão, calor e sensação de peso nos testículos.

Como tratar?

A orquite é tratada com:

  • Repouso no leito,
  • Aplicação de bolsas de gelo sobre os testículos,
  • Analgésicos para aliviar a dor e antibióticos, quando causada por bactérias.

Devido à dor intensa, a orquite pode ser considerada uma urgência urológica. Nestes casos, procure uma unidade de emergência para alívio da dor e avaliação médica, de preferência, de um urologista.

3. Epididimite

A epididimite é uma inflamação do epidídimo, um órgão que tem forma de “C” que se localiza atrás do testículo. Ele funciona como um ducto que coleta, armazena e transporta os espermatozoides produzidos no testículo até a próstata.

Sintomas: dor forte na região dos testículos que irradia para o pé da barriga acompanhada de:

  • Inchaço
  • Febre baixa e constante
  • Calafrios
  • Dor ao urinar e durante o ato sexual
  • Ínguas na virilha
  • Presença de sangue no sêmen.

Como tratar?

O tratamento da epididimite envolve uso de medicamentos e alguns cuidados simples como:

  • Manter o repouso,
  • Evitar pegar peso,
  • Aplicar compressas de gelo na área dos testículos,
  • Anti-inflamatórios e analgésicos para tratar a inflamação e amenizar a dor,
  • Antibióticos em caso de infecção bacteriana.

Como pode ser causada por infecções sexualmente transmissíveis, para prevenir a doença, use sempre camisinha nas relações sexuais. A avaliação de um urologista é indispensável ao tratamento da epididimite.

4. Vesiculite

A vesiculite (vesiculite aguda seminal) é a inflamação das vesículas seminais, glândulas que produzem o líquido seminal. Geralmente ocorre por infecção bacteriana, ou quando o homem desenvolve uma prostatite e não efetua o tratamento adequado.

Sintomas:

  • Dor no baixo ventre, que piora após a ejaculação e irradia para virilha e região do períneo
  • Vontade de urinar urgentemente
  • Ardor ao urinar
  • Dificuldade de esvaziar a bexiga
  • Ejaculação prematura
  • Presença de sangue no sêmen e na urina
  • Febre e calafrios
  • Redução do desejo sexual.

Como tratar?

O tratamento da vesiculite envolve:

  • Repouso: para manter os movimentos intestinais e evitar a piora do quadro,
  • Manter uma dieta equilibrada e saudável sem alimentos condimentados e álcool,
  • Evitar relações sexuais durante o tratamento,
  • Uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos conforme recomendação médica, a fim de tratar a infecção, inflamação e amenizar a dor.

Nos casos em que os sintomas persistem ou pioram, é necessário tratamento cirúrgico.

5. Estenose uretral

A estenose uretral é o estreitamento de uma parte da uretra que pode resultar em redução ou interrupção do fluxo urinário. As causas mais comuns são o trauma ou lesões na uretra e as infecções sexualmente transmissíveis.

Sintomas:

  • Diminuição do fluxo de urina
  • Dificuldade e ardor ao urinar
  • Jato espalhado ou duplo, gotejamento de urina após a micção
  • Necessidade de urinar mais vezes ao dia, acordar à noite para urinar e, em alguns casos, incontinência urinária.

Como tratar?

A estenose uretral deve ser tratada em ambiente hospitalar. O procedimento mais simples para o seu tratamento consiste na introdução de uma sonda de plástico na uretra para causar a sua dilatação. Se este procedimento não tiver resultados positivos, pode ser necessária a realização de cirurgia.

Somente a avaliação de um urologista poderá definir a melhor forma de tratamento.

6. Torção testicular

A torção testicular ocorre quando o testículo torce sobre o cordão espermático e bloqueia a circulação sanguínea para o testículo. É uma emergência urológica que deve ser tratada em até 12 horas, pois este quadro pode causar lesão grave ou perda do testículo.

Sintomas: dor súbita e intensa em um dos testículos, inchaço do testículo afetado e dor na região do pé da barriga são os principais sintomas. O paciente também pode apresentar náuseas, vômitos, febre e vontade frequente de urinar.

Como tratar?

Por ser uma emergência em que, além da dor intensa, o homem corre o risco de perder o testículo é importante buscar atendimento em uma emergência hospitalar o mais rápido possível. O tratamento é cirúrgico e consiste em destorcer o cordão espermático para recuperar a circulação sanguínea para o testículo.

7. Hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia prostática é um aumento do tamanho da próstata que não tem relação com câncer e, por este motivo, se diz que é benigna. O homem começa a sentir os sintomas quando a próstata bloqueia a fluxo de urina.

Sintomas:

  • Dor no pé da barriga
  • Dificuldade de iniciar a micção ou sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga
  • Dor no pé da barriga ou na região da pelve
  • Necessidade de urinar mais vezes - geralmente, durante a noite (noctúria)

Na medida em que a próstata vai crescendo, os sintomas se tornam mais intensos e o paciente pode apresentar aumento da dor, presença de sangue urina e infecções frequentes.

Como tratar?

Geralmente, quando o homem apresenta poucos sintomas e acordam uma ou duas vezes à noite para urinar, não é necessário tratamento. Entretanto, é preciso acompanhamento com urologista para verificar o crescimento da próstata e realizar exame de PSA periodicamente.

Se houver sangue na urina, dor intensa no pé da barriga e infecção as opções de tratamento são:

  • Medicamentos para melhorar o fluxo de urina e para inibir os hormônios masculinos responsáveis pelo aumento do tamanho da próstata e
  • Cirurgia: é feita em último caso nos casos em que os medicamentos não tiveram eficácia e consiste na retirada de parte da próstata.
8. Síndrome da dor pós-vasectomia

A síndrome da dor pós-vasectomia é uma complicação da cirurgia de vasectomia, um método anticoncepcional definitivo efetuado nos homens que consiste em bloquear ou cortar os ductos que transportam os espermatozoides.

Sintomas: os homens com esta síndrome sentem dor constante ou intermitente (dor que vai e volta) em um ou em ambos os testículos. Esta dor irradia para o baixo ventre e pelve e se torna mais forte durante relação sexual, ereção e ejaculação e esforços físicos intensos. Pode causar disfunção erétil.

Como tratar?

A dor pós-vasectomia tende a diminuir e desaparecer com o tempo e resultado de uma adaptação do corpo à cirurgia. Neste caso, recomenda-se:

  • Repouso,
  • Evitar esforço físico e
  • Evitar relações sexual.
  • Se a dor persistir é importante consultar o urologista para avaliar a região da cirurgia.
9. Hérnia inguinal

A hérnia inguinal se caracteriza pela saída de parte do intestino ou outro órgão abdominal através de uma abertura na parede abdominal na virilha. É mais comum em homens e pode se estender pela virilha e entrar no escroto.

Sintomas: as hérnias provocam uma protuberância na virilha ou no escroto que, inicialmente, não causam dor. Entretanto, a dor pode ocorrer de forma moderada no pé da barriga ou escroto na medida em que a pessoa se movimenta ou faz esforço físico.

Como tratar?

O tratamento da hérnia inguinal é feito com cirurgia. É importante que a hérnia seja avaliada o mais rapidamente possível por um cirurgião para evitar complicações com estrangulamento da hérnia e morte de parte do intestino.

10. Síndrome da dor pélvica

A síndrome da dor pélvica só ocorre em homens e é a dor, pressão ou desconforto localizada no baixo ventre, períneo, genitais que apresenta duração de mais de 3 meses. É também chamada de prostatite crônica não bacteriana, devido à longa duração da dor e pelo fato de não ser causada por bactérias.

Sintomas: dor no pé da barriga, pênis, testículos e região do períneo, dor ao urinar e ejacular, disfunção erétil, fluxo urinário lento e aumento da frequência urinária. Alguns pacientes também podem apresentar dores musculares e nas articulações e fadiga sem causa aparente.

Como tratar?

O tratamento da síndrome da dor pélvica é feito com base na avaliação, principalmente, da dor e da disfunção sexual. Além disso é indicado:

  • Aplicar compressas mornas na região genital,
  • Praticar exercícios de baixo impacto como natação e caminhadas,
  • Alimentar-se de forma saudável e equilibrada e
  • Usar medicamentos para dor neuropática (antidepressivos, opioides), antibióticos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares, de acordo com a indicação médica.
Quando devo me preocupar?

Alguns sintomas são sinais de alerta para que você busque rapidamente um serviço de saúde. Estes sintomas indicam situações que necessitam de intervenção rápida e incluem:

  • Dor intensa e de início súbito, principalmente, se afetar um ou ambos os testículos,
  • Inchaço (edema) nos testículos e/ou pênis,
  • Presença de sangue no sêmen ou urina,
  • Dor ao ejacular e
  • Dor durante ou depois do ato sexual.

Ao perceber estes sintomas procure uma emergência hospitalar o mais rápido possível. Os profissionais mais indicados para tratar estas doenças são o proctologista, urologista ou cirurgião geral.

Lembre-se que alguns destes problemas são causados por infecções sexualmente transmissíveis e podem ser evitados com o uso de camisinha.

Se você quer saber mais sobre dor no pé da barriga, leia

Dor incômoda no pé na barriga e vontade de urinar: o que pode ser?

Dor no pé da barriga: o que pode ser?

Referências

  • Bigan, T.; Wilson, N.; Bindler, R.; Daratha, K. Examining Risk for Persistent Pain among Adults with Overweight Status. Pain Management Nursing, 19(5): 549-556, 2018.
  • Federação Brasileira de Urologia
  • Kamboj, A.K.; Hoversten, P.; Oxentenko, A.S. Chronic Abdominal Wall Pain: A Common Yet Overlooked Etiology of Chronic Abdominal Pain. Mayo Clinic Proceedings, 94(1): 139-144, 2019.
  • Sociedade Brasileira de Proctologia
Como se pega herpes genital?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O herpes genital é transmitido pela via sexual. Trata-se de uma infecção causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, que é transmitido pelo contato com uma pessoa que esteja com lesões ativas, isto é, com feridas eliminando secreção.

Portanto, a pessoa pega herpes genital através de relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada. O contato íntimo pode ser vaginal, oral ou anal. Sem uso de preservativo masculino ou feminino, o Herpes simplex pode ser transmitido.

Por ser uma infecção sexualmente transmissível (IST) muito contagiosa, é importante evitar o contato direto com as bolhas e as feridas, sobretudo se estiverem eliminando secreção, que está repleta de vírus.

A transmissão do herpes genital tem muito mais chances de acontecer durante o aparecimento das bolhas. Contudo, o contágio também pode ocorrer na ausência de sinais e sintomas, ou seja, sem a presença de lesões.

Posso pegar herpes genital no vaso sanitário?

O vírus é altamente transmissível e a infecção também pode ocorrer através do contato com objetos contaminados. Contudo, essa forma de contágio é mais rara, já que fora das células, os vírus não sobrevivem.

Por isso, a transmissão do herpes genital através do uso de vasos sanitários, banheiros, toalhas e outros objetos contaminados raramente acontece. Mesmo assim, recomenda-se evitar compartilhar objetos pessoais ou íntimos que possam estar infectados.

Se a mãe tiver herpes genital, o bebê pode pegar herpes na gravidez?

Uma outra forma de contágio do vírus do herpes genital é quando a mulher apresenta lesões ativas de herpes durante a gravidez, principalmente no momento do parto. Nesse caso, por contato direto com as lesões, o bebê pode se infectar e desenvolver sequelas graves futuramente uma vez que a sua imunidade ainda não está totalmente desenvolvida.

Se a gestante estiver com lesões ativas de herpes genital próximo ao período do parto, podem ser indicados medicamentos antivirais específicos para combater o vírus ou, dependendo do caso, ser indicado o parto por cesariana para evitar que o bebê seja infectado.

Mulheres portadoras de herpes genital que pretendem engravidar devem sempre informar à/ao médica/o que possuem o vírus, mesmo na ausência de lesões.

Se pegar herpes genital, quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Em geral, a infecção se limita aos sintomas de pele, mas pode haver complicações graves. Uma delas é a encefalite herpética, que é a infecção cerebral pelo vírus do herpes. Ela pode ocorrer nas pessoas com imunodeficiências, como por exemplo em portadores do vírus HIV/AIDS com doença ativa.

Quanto tempo os sintomas do herpes genital levam para aparecer?

O vírus do herpes genital tem um período de incubação de até duas semanas. Depois dessa fase, começam a surgir os primeiros sintomas da doença, como vermelhidão e dor no local de contato, além da famosa lesão em vesículas (bolhas), que são típicas do herpes. Elas podem aparecer na vulva e na vagina, no ânus ou na boca.

A primeira manifestação do herpes genital normalmente é mais agressiva, dolorosa e permanece por mais tempo quando comparada com os surtos seguintes. Nesses casos, os sintomas podem incluir febre e mal estar.

Como prevenir o herpes genital?

A forma mais eficaz de prevenir o herpes genital é não ter relações sexuais com pessoas infectadas. O uso de preservativo diminui o risco de infecção, mas ainda assim não é totalmente eficaz para proteger a transmissão da doença, já que as lesões podem surgir em locais próximos aos órgãos genitais e pode haver o contágio.

A infecção não tem cura, e o tratamento com pomada ou comprimidos antivirais serve somente para acabar com as lesões visíveis e os sintomas. Porém, o vírus continua para sempre alojado nas células nervosas do indivíduo, e os sintomas podem reaparecer em momentos de estresse ou baixa imunidade. A cada nova recorrência, é preciso repetir o tratamento.

Para saber qual é o melhor método de tratamento em cada caso, é necessário consultar o/a clínico/a geral, médico/a de família, urologista ou ginecologista.

Para saber mais sobre herpes, você pode ler:

Herpes Labial: 4 formas eficazes de tratar

Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Quem tem herpes pode engravidar?

Referências

Cole, S. Herpes Simplex Virus: Epidemiology, Diagnosis, and Treatment. Nursing Clinics of North America, 55(3):337-345, 2020.

Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral.

Sociedade Brasileira de Infectologia.