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Dor na hora da ejaculação é normal? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir dor na hora da ejaculação não é normal. A ejaculação dolorosa pode ser um sintoma de inflamação ou infecção na próstata (prostatite), na vesícula seminal ou na uretra, câncer de próstata ou ainda ser devido ao uso de medicamentos antidepressivos.

A dor, que surge no momento ou logo depois da ejaculação, parece ser causada por espasmos musculares no períneo (região entre o ânus e o pênis) e nos canais por onde passa o esperma.

Nos casos de prostatite aguda, o paciente pode sentir dor no canal, nos testículos, no períneo, na virilha ou na região da bexiga. É comum a dor surgir logo após a ejaculação e durar dias. A prostatite pode ser consequência de uma doença sexualmente transmissível.

O mais indicado é procurar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista para que a causa da ejaculação dolorosa seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Quais os sinais de excesso de testosterona?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Alguns dos sinais de excesso de testosterona em homens são:

  • Alterações de humor e agressividade: A testosterona também atua no sistema nervoso e, quando está alta, altera o humor e deixa o homem mais agressivo;
  • Crescimento de pelos: O excesso de testosterona em homens pode provocar um aumento do crescimento de pelos. Porém, não se observa a mesma alteração nos pelos dos braços e pernas;
  • Aumento de massa muscular: A testosterona influencia diretamente os músculos do corpo e promove aumento de massa muscular. Contudo, é importante lembrar que o aumento dos músculos nem sempre é sinal de excesso de testosterona, uma vez que exercícios físicos bem orientados também resultam em aumento de massa muscular;
  • Atrofia dos testículos: Se a testosterona baixa provoca uma diminuição do desejo sexual, o excesso pode atrofiar os testículos e causar infertilidade e impotência;

Outros sinais de testosterona alta no homem:

  • Pressão alta;
  • Aumento dos níveis de colesterol;
  • Aumento das mamas;
  • Apneia do sono e outros distúrbios do sono. 

Também pode lhe interessar: Quais os sinais que podem indicar baixa testosterona?

Testosterona em excesso provoca queda de cabelo?

Não, testosterona alta não faz o cabelo cair. O que provoca queda de cabelo não é a testosterona, mas sim o hormônio di-hidrotestosterona, que é um hormonio obtido pela transformação da testosterona no homem e da androstenediona na mulher.

A produção deste hormônio ocorre nos testículos, próstata, glândulas adrenais e nos folículos capilares. Indivíduos calvos produzem enzimas no couro cabeludo que potencializam a transformação deste hormônio. 

Quais os sinais de testosterona em excesso em mulheres?
  • Voz mais grossa;
  • Perda das formas arredondadas do corpo;
  • Crescimento de pelos além do normal, principalmente em locais que não são habituais, como rosto e barriga por exemplo;
  • Maxilar mais largo;
  • Aumento do clitóris;
  • Diminuição dos seios;
  • Aumento do apetite.

A testosterona é um hormônio produzido nos testículos e nas glândulas suprarrenais, que gera efeitos em todo o corpo do homem. A testosterona tem a mesma importância para os homens como o estrógeno tem para as mulheres.

Níveis elevados de testosterona são observados sobretudo em homens ou mulheres que utilizam anabolizantes com o intuito de melhorar o desempenho em exercícios e aumentar a massa muscular.

Leia mais sobre o assunto em:

Anabolizantes podem suspender a ovulação e causar infertilidade?;

Anabolizantes cortam o efeito do anticoncepcional?

Anabolizantes causam impotência?

Qualquer tipo de reposição hormonal ou uso de testosterona deve ser feito apenas com orientação e indicação de um médico endocrinologista.

Bolinha em bolsa escrotal o que fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se você percebeu uma bolinha ou caroço no testículo, é importante buscar um médico de família ou urologista. Somente este profissionais podem definir a causa do nódulo para que sejam efetuados o diagnóstico e o tratamento adequados.

O nódulo no saco escrotal é comum em homens de qualquer idade, desde as crianças até os idosos, e pode significar cistos, hidrocele (acúmulo de líquido), inflamações ou tumor no testículo.

Encontrei uma bolinha na bolsa escrotal, o que devo fazer?

É importante que você saiba que o nódulo no testículo não deveria existir. Por este motivo, você deve procurar um urologista ou médico de família para uma avaliação detalhada. Fique atento se você sentir:

  • Dor intensa e repentina
  • Febre e calafrios
  • Náuseas e vômitos
  • Inchaço do testículo
  • Sensação de peso na bolsa escrotal
Causas mais comuns de nódulo na bolsa escrotal1. Varicocele

A varicocele costuma ser a causa mais comum de bolinhas ou caroços na bolsa escrotal. É uma má formação da bolsa escrotal provocada pelo aumento das veias dos testículos, o que leva ao acúmulo de sangue e à sensação de nódulo.

Estas dilatações causam alterações estéticas, dor e sensação de peso no testículo e bolsa escrotal.

Geralmente a varicocele é tratada somente com uso de analgésicos. Entretanto, é necessário a consulta a um urologista para ele avalie o risco de infertilidade. Se esta possibilidade existir é necessário cirurgia para correção do problema.

2. Cisto

O cisto é um pequeno saco cheio de líquido que é sentido, inicialmente, como um caroço endurecido do tamanho de uma ervilha que não provoca dor.

Quando não tratado, este cisto pode crescer com o passar do tempo. Nestes casos, ele pode grudar-se na parede do testículo e causar dor e desconforto.

Geralmente estes cistos não apresentam riscos à saúde do homem, mas necessitam de tratamento feito com analgésicos ou antibióticos quando surgem os sintomas. O tratamento dura em torno de duas semanas e se o cisto não desaparecer pode ser preciso retirá-lo com cirurgia.

3. Hidrocele

A hidrocele se caracteriza pela presença de uma pequena bolsa de líquido próximo ao testículo que pode provocar a formação de uma bolinha no saco escrotal. Normalmente a hidrocele é indolor e pode afetar um dos lados (unilateral) ou o lado direito e o esquerdo (bilateral).

O tamanho pode variar e quanto maior for a hidrocele, maior a chance de causar dor e desconforto na bolsa escrotal.

Geralmente a hidrocele regride sozinha, sem tratamento. No entanto, se você sentir dor poderá ser necessária uma pequena cirurgia para retirar a hidrocele.

4. Epididimite

A epididimite consiste na inflamação do epidídimo, um pequeno ducto localizado na região posterior do testículo no qual ocorre a maturação e o armazenamento dos espermatozoides.

O sintoma mais comum é a presença de um nódulo dolorido no testículo acompanhado de inchaço, sensação de calor na região da bolsa escrotal, calafrios e febre.

A inflamação do epidídimo ocorre principalmente por infecção bacteriana devido a prática de sexo sem proteção. O tratamento consiste no uso de antibióticos prescritos após avaliação do urologista.

5. Torção do testículo

A torção testicular é a torção de um dos testículos sobre o seu cordão espermático. Esta torção interrompe a circulação sanguínea para o testículo e pode provocar a sua perda caso não seja corrigida entre 6 e 12 horas após a interrupção.

É caracterizada por uma dor intensa que se inicia de forma repentina. Além da dor, ocorre a presença de um caroço e inchaço do testículo e bolsa escrotal. O paciente pode ainda sentir necessidade frequente de urinar, náusea, vômitos e febre.

Por ser uma emergência médica, o paciente deve procurar um hospital imediatamente. O tratamento consiste em um procedimento cirúrgico que deve ser feito nas primeiras 12 horas para não ocorrer a perda do testículo.

6. Hérnia Inguinal

Embora não seja um problema relacionado diretamente à bolsa escrotal, a hérnia inguinal pode sair para dentro do saco escrotal, o que causa a sensação de caroço na bolsa. Geralmente, este caroço não provoca dor. Entretanto, se a hérnia aumentar de tamanho pode provocar desconforto.

O tratamento da hérnia inguinal é cirúrgico e consiste em recolocar a porção do intestino que provocou a hérnia de volta na cavidade abdominal.

7. Câncer de testículo

O câncer de testículo é uma condição rara. Entretanto, a bolinha ou o caroço no testículo é o seu sintoma mais comum. Geralmente, este nódulo não provoca dor nenhuma e tem crescimento lento e sem um motivo aparente.

É importante buscar um urologista o mais rapidamente possível, pois o tratamento precoce aumenta a chance de cura.

A perceber um nódulo na bolsa escrotal, busque o mais rapidamente possível um urologista ou médico de família. Não inicie qualquer tratamento ou use qualquer medicamento sem orientação médica.

Referência:

Sociedade Brasileira de Urologia

Dor no testículo após relação, é normal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, dor no testículo após uma relação sexual não é normal e deve ser investigada. Uma possível causa é a torção do testículo, que, se não for diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar à falência do órgão reprodutor masculino.

Uma dor no testículo que pode ser considerada "normal" é aquela que ocorre depois de um longo período de excitação, em que não há ejaculação.

Essa dor é causada por uma espécie de "câimbra" na musculatura que sustenta os testículos, mas que resolve-se espontaneamente. Se a dor persistir depois da relação, a situação deve ser avaliada.

Dor nos testículos aguda e crônica

A dor nos testículos pode ser aguda ou crônica. A dor aguda tem início súbito e vai piorando, podendo surgir sem uma causa aparente ou ser provocada por pequenos traumas leve ou relação sexual sem proteção.

Em alguns casos, a dor pode vir acompanhada de náuseas e febre. Se a dor for muito intensa, deve-se consultar um médico urologista para evitar complicações mais graves.

A dor aguda nos testículos pode ser causada por infecções, como infecção urinária, orquite (inflamação no testículo), torção do testículo ou ainda câncer de testículo.

A dor nos testículos crônica tem duração de vários dias. Porém, a dor nesses casos é menos intensa que na dor aguda. Essa dor pode ser desencadeada por atividade física, esforço físico ou posição adotada.

A dor nos testículos também pode ter origem em outros órgãos. Cálculo renal (pedra nos rins) e hérnia inguinal estão entre essas possíveis causas.

Quais as principais causas de dor no testículo? Torção ou hérnia encarcerada

Em geral, dor de início súbito acompanhada de aumento de volume do testículo pode ser uma torção do testículo ou uma hérnia encarcerada. A torção é mais comum em adolescentes e adultos jovens.

Inflamação ou infecção

Se a dor estiver associada a sintomas urinários, pode ser um processo inflamatório ou infeccioso. Sentir ardência para urinar, por exemplo, pode estar relacionado com o início de uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), que se não for tratada pode evoluir e atingir o testículo.

Uretrite (inflamação da uretra)

A inflamação pode atingir o epidídimo (tecido acima do testículo) e causar dor, febre e vermelhidão local.

Torção do Testículo

Afastadas as hipóteses de IST ou uretrite, a hipótese da torção deve ser considerada. É preciso lembrar que o testículo está praticamente "pendurado" dentro do saco escrotal, suspenso pelo canal deferente e pelas suas artérias e veias.

Além disso, a presença de líquidos internos que atuam como lubrificantes dão ao testículo uma certa mobilidade para girar em torno dos seus eixos.

Quando o testículo excede o movimento em torno do seu eixo ocorre a torção e as suas estruturas de sustentação ficam comprometidas, com consequente diminuição do fluxo sanguíneo.

Há pacientes que relatam a atividade física ou o ato sexual antes do início da dor, enquanto outros dizem que foi durante o sono.

Normalmente, a torção está relacionada com uma falha de fixação do testículo no interior da bolsa escrotal. Um possível defeito embrionário.

Quais os sintomas e qual é o tratamento para torção do testículo?

A torção provoca uma dor intensa que não melhora com nada e pode evoluir para a necrose (morte) do testículo devido à ausência de fluxo sanguíneo.

O tratamento é feito através de cirurgia, cujo objetivo é tentar desfazer a torção e fixar o testículo nas paredes internas do saco escrotal para não acontecer novamente.

Qualquer caso de dor no testículo que não passa deve ser avaliado pelo/a médico/a urologista.

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Sêmen ralo é sinal de infertilidade?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sêmen ralo não é sinal de infertilidade. A única forma de saber se um homem é estéril ou está com a fertilidade reduzida é pelo exame específico chamado espermograma, que irá demonstrar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides presentes no sêmen.

A consistência do sêmen (ralo ou mais espesso) varia de homem para homem e depende também do tempo que o individuo ficou sem ter uma ejaculação. Por isso, não se pode afirmar que sêmen ralo seja sinal de infertilidade.

O número de espermatozoides considerado normal numa ejaculação é em torno de 15 a 20 milhões por cada ml de esperma e no mínimo 40% deles devem ser capazes de chegar à trompa para encontrar o óvulo, para que a mulher possa engravidar. Já o volume de sêmen normal em cada ejaculação varia entre 1,5 ml e 5 ml.

A principal causa de infertilidade masculina é a produção baixa ou inadequada de espermatozoides, além de disfunção hormonal, varicocele e processos inflamatórios.

Casos de disfunção hormonal, varicocele e processos inflamatórios podem ser revertidos com tratamento.

Para saber se há algum problema com o seu sêmen, procure o/a médico/a urologista, clínico geral ou médico/a de família.

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Dor ao urinar, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor ao urinar é um sintoma muito comum, que pode estar presente em diversas doenças e condições, citadas abaixo:

1. Infecção do trato urinário

É a causa mais comum. Pode acometer a bexiga, quando é conhecida como cistite, ou os rins, quando é chamada pielonefrite. Normalmente, associa-se com dor no baixo ventre, sensação de bexiga cheia o tempo todo e saída de sangue na urina. É causada por bactérias, na maioria das vezes a Escherichia coli, e o tratamento deverá ser feito com antibióticos.

2. Uretrite

É uma inflamação da uretra, canal que leva a urina da bexiga para o meio externo, usualmente causada por bactérias como clamídia e gonococo. Pode ocorrer de sair uma secreção purulenta que mancha a roupa íntima. O tratamento deverá ser efetuado com medicamentos antibióticos.

Veja também: Sensação de bexiga cheia mesmo depois de urinar, o que pode ser?

3. Vulvovaginite

É a infecção da vagina, que pode ser causada por bactéria (Gardnerella vaginalis), protozoário (Trichomonas vaginalis) ou fungo (cândida). Está associada a corrimento vaginal e pode ocorrer prurido intenso. O tratamento é feito com pomadas tópicas, no caso da candidíase, ou antibióticos, no caso da tricomoníase e vaginose bacteriana.

4. Doenças da próstata

Prostatite (infecção da próstata), hiperplasia benigna da próstata, que usualmente leva a dificuldades para urinar, e câncer de próstata, que pode não se associar a outros sintomas.

5. Cálculo renal

Quando a pedra passa pela uretra, pode feri-la, causando a dor para urinar. Pode ser necessário tratamento com litotripsia e até mesmo cirurgia, a depender da quantidade, tamanho, tipo e número de cálculos.

6. Epididimite

Inflamação do epidídimo, órgão que se localiza "colado" ao testículo, que pode estar inchado e doloroso. O tratamento é feito com antibióticos.

Veja também: Epididimite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

7. Irritação da uretra

O canal da urina pode ficar irritado por produtos químicos, como amaciantes de roupa, sabão/sabonetes, perfumes ou medicamentos, causando dor para urinar.

8. Urina muito concentrada

A pouca ingestão de líquidos, sobretudo nos dias mais quentes, pode deixar a urina muito concentrada, causando dor ou queimação durante a sua passagem pela uretra.

Veja também: Dor na bexiga, o que pode ser?

9. Gravidez

As causas de dor para urinar durante a gravidez são as mesmas das outras situações, ou seja, infecção do trato urinário, uretrite, vulvovaginite, cálculo renal, irritação local e urina muito concentrada.

Leia também: Dor ao urinar pode ser gravidez?

Na presença de ardência para urinar, deve-se aumentar a ingesta de líquidos para, no mínimo, dois litros por dia e observar por 24 horas.

Na ausência de melhora, deverá ser procurado uma unidade de saúde para avaliação clínica e coleta de exame de urina se o médico julgar necessário, assim como outros exames.

Se você apresentar outros sintomas associados, como dor no baixo ventre, febre, corrimento uretral ou vaginal, deverá procurar o pronto atendimento imediatamente.

Não é recomendado o uso de remédios analgésicos sem prescrição médica, como Pyridium® (fenazopiridina), pois este mascara os sintomas e pode atrasar o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Tenho o pênis inchado, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pênis inchado pode ser sinal de inflamações, infecções, fraturas, traumas ou ter ainda outras causas. Se o inchaço vier acompanhado de dor, vermelhidão e calor local, é provável que seja uma inflamação na glande (cabeça do pênis), no prepúcio (pele que recobre a glande) ou em ambos.

A inflamação na glande é conhecida como balanite. Se a pele estiver inflamada, ela é denominada postite, se acometer ambas ao mesmo tempo, balanopostite. A balanite e a balanopostite deixam a glande e o prepúcio inchados, além de causarem dor, vermelhidão e aumento da temperatura nesses locais. Alguns pacientes podem apresentar inclusive feridas na cabeça do pênis.

Se a balanite ou a balanopostite estiverem associadas a processos infecciosos, os sinais e sintomas podem incluir ainda a presença de pus, coceira e secreção com odor desagradável.

As principais causas dessas inflamações são as infecções provocadas por bactérias, vírus, fungos ou outros micro-organismos, podendo ainda ser originadas por doenças de pele, reações alérgicas, traumas, higiene inadequada e até câncer de pênis.

O inchaço no pênis também pode ser decorrente de uma uretrite. Trata-se de uma inflamação da uretra, o canal excretor da urina.

A uretrite é um tipo de infecção urinária e tem como principais sintomas a dor ou a ardência no momento de urinar e a presença de corrimento amarelado no pênis, normalmente acompanhado de mau cheiro. Alguns homens também podem ficar com o pênis inchado e sentir coceira e aumento da sensibilidade.

Veja também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Já as fraturas ocorrem quase sempre durante o ato sexual, sobretudo quando a mulher está posicionada por cima do homem. Como o pênis não possui ossos, o termo "fratura" refere-se ao rompimento da membrana que recobre os corpos cavernosos (câmaras que se enchem de sangue para manter o pênis ereto).

Além do pênis ficar inchado, pode haver dor, hematomas e sangramento. É comum o paciente ouvir um estalo no momento da ruptura e inchaço.

O médico especialista indicado para avaliar e diagnosticar a origem do edema peniano é o urologista. Procure um na presença dos sintomas.

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HPV tem cura definitiva?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, HPV não tem cura definitiva, já que não existe tratamento ou medicamento capaz de eliminar completamente o vírus do organismo.

O objetivo do tratamento é destruir as lesões (verrugas) através da aplicação de medicamentos locais, uso de medicação para estimular a imunidade, cauterização, laser, crioterapia (congelamento) ou remoção cirúrgica. Mesmo depois de tratado, o HPV volta a se manifestar em cerca de 25% dos casos.

O HPV é um vírus que se transmite pelo contato com uma pessoa contaminada. Assim que entra no corpo, o vírus se aloja nas várias camadas de células da pele ou mucosa, na região exposta.

Apesar do HPV permanecer no organismo e estar presente na maioria da população, muitas vezes não causa sintomas. Isso porque o sistema imunológico de grande parte das pessoas consegue combater eficazmente o vírus.

Leia também: Quais são os sintomas do HPV?

É importante lembrar que apesar de não ter cura, apenas uma pequena parte dos tipos de HPV (menos de 10%) pode causar câncer. Há centenas de tipos de HPV e somente cerca de 12 deles podem desencadear algum tipo de câncer no colo uterino, na boca, na garganta, no ânus, no pênis ou na vagina.

Existe tratamento para HPV?

O tratamento do HPV depende da localização e da extensão das lesões, podendo envolver uso de cremes e medicamentos à base de ácidos para aplicar no local, crioterapia (congelamento), cauterização (queimar), aplicação de laser ou ainda remoção através de cirurgia.

O tratamento mais comumente utilizado, que envolve a remoção das lesões da pele, não é capaz de eliminar completamente a presença do vírus, uma vez que não é possível detectar a sua presença dentro das células sem lesões.

Sendo assim, é comum que as lesões retornem após algum tempo, com a reativação do vírus causada por fatores emocionais, estresse e quedas de imunidade.

Algumas medicações mais modernas, chamadas de imunomoduladores, têm o objetivo de melhorar a imunidade e tentar eliminar os vírus, porém seu uso é restrito para casos muito específicos e tem uma série de efeitos colaterais.

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

O HPV pode permanecer silencioso, sem manifestar sintomas ou desenvolver câncer durante muitos anos, até décadas. Durante esse período, a infecção passa por diversas fases.

Se o HPV não tem cura, como prevenir?

O uso de preservativo em todo tipo de relação sexual é a melhor forma de prevenir não só a transmissão do HPV como de todas as outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). No entanto, a camisinha não é totalmente eficaz para evitar o contágio por HPV, já que a pele não recoberta pelo preservativo fica exposta.

Além, disso, não é necessário haver penetração para que a pessoa fique infectada pelo vírus. Basta passar a mão sobre o local da lesão já é suficiente para espalhar a doença para outras partes do corpo.

No caso das mulheres, além do uso de preservativos, é importante a realização do exame de rastreamento de câncer de colo de útero, quando indicado pelo/a médico/a. Existe ainda a vacina, que é essencial para proteger contra determinados tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero e verrugas genitais.

Saiba mais sobre a vacina contra o HPV em: Como tomar a vacina contra HPV?

Mesmo os HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a infecção seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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