Perguntar
Fechar

Saúde do Homem

Ejaculo pouco esperma, pode dificultar ter filhos?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Ejacular pouco esperma, somente, não significa dificuldade para ter filhos. Além disso, é necessário saber se o volume de esperma ejaculado está realmente abaixo do normal, o que pode variar entre 1,5ml e 5ml por ejaculação. Para saber se há algo errado com o esperma é necessário a realização de um espermograma, que é um exame no qual são analisados o número de espermatozoides por ml, a proporção de espermatozoides defeituosos e imaturos, e a motilidade deles.

Alterações dos espermatozoides que podem ser encontradas no esperma:

  • oligospermia (baixa quantidade de espermatozoides);
  • astenospermia (baixa motilidade de espermatozoides);
  • teratospermia (pequeno número de espermatozoides com forma normal);
  • azoospermia (ausência de espermatozoides no esperma).

A dificuldade para ter filhos pode estar relacionada à outros fatores além do esperma, que devem ser esclarecidos com a consulta a um urologista ou a um especialista em reprodução humana.

Fimose ou hipotireoidismo interfere no tamanho do pênis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O tamanho do pênis está ligado a vários fatores, sendo que o principal é o genético. Cirurgia de fimose não interfere com o crescimento do pênis. Hipotireoidismo não interfere com o crescimento do pênis (porque seu filho toma remédio e deve estar controlado). Talvez a única medida que pode ser adotada e que pode resultar em alguma mudança é a perda de peso. A pessoa que está acima do peso tende a produzir na gordura periférico o hormônio feminino estrogênio que pode interferir com o desenvolvimento das características sexuais secundárias (o que inclui parte do desenvolvimento do pênis)

Ardência ao urinar no homem, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de ardência ao urinar no homem são as infecções urinárias que afetam o canal da urina (uretrite), irritações da uretra, ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), infecções da próstata e ainda a epididimite, uma inflamação junto aos testículos.

Além da queimação ou da ardência, é importante estar atento a outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como corrimento ou secreção, febre, calafrios, alterações urinárias, entre outras manifestações que podem indicar a presença de infecções e doenças mais graves, como prostatites e doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo. 

Gonorreia

Se a ardência vier acompanhada de dor ao urinar e secreção, pode ser um sinal de gonorreia, uma doença sexualmente transmissível causada por bactérias. Sem tratamento e prevenção (uso de preservativo), a gonorreia pode ser transmitida para outras pessoas.

A doença tem cura e é tratada com antibióticos específicos. Lembrando que o tratamento também deve se estender à parceira ou parceiro, caso esses também estejam infectados.

Veja também: Quais os sintomas da gonorreia?

Infecção urinária (uretrite)

A uretrite é um tipo de infecção urinária que afeta homens e mulheres. Trata-se de uma inflamação da uretra (canal da urina) causada na maioria das vezes por bactérias. Os principais sinais e sintomas são a ardência ao urinar e a presença de corrimento amarelado. O tratamento é feito com antibióticos.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Prostatite

A prostatite é uma inflamação ou infecção da próstata, um órgão que produz líquidos que compõem o sêmen. A doença pode ser aguda ou crônica e os sinais e sintomas podem incluir dor ou ardência ao urinar, febre, calafrios, urina escura, dor nos músculos e no órgão genital, além de alterações urinárias.

Saiba mais em: O que é prostatite e quais os sintomas?

Epididimite

A epididimite é uma inflamação no epidídimo, um órgão que liga os testículos ao canal que transporta o esperma. Pode afetar homens de qualquer idade e é causada na maioria das vezes por bactérias, muitas vezes transmitidas pela via sexual.

A epididimite pode provocar ardência ou dor ao urinar, dor e inchaço na região escrotal, dor durante a ejaculação, aparecimento de caroço no testículo, ínguas na virilha e presença de sangue no esperma.

Leia também: Epididimite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Irritações na uretra

O contato da uretra com alguns produtos químicos, como amaciantes de roupa, perfumes, sabonetes ou ainda medicamentos, podem causar irritação no local e, consequentemente, ardência ao urinar.

Em caso de ardência ou dor ao urinar, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista para uma avaliação.

Leia também: 

Ardência no órgão genital depois da relação é normal? O que pode ser?

Dor ao urinar, o que pode ser?

Vontade de urinar toda hora, o que pode ser?

Dificuldade para urinar: o que pode ser e o que fazer?

É normal sentir constantemente vontade de urinar?

Tomar Viagra faz mal? Quais os efeitos colaterais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tomar Viagra® pode fazer mal em algumas situações, pois há pessoas alérgicas aos componentes da fórmula ou com patologias que podem se agravar com o uso associado do Viagra®.

O Viagra® (citrato de sildenafila), inicialmente indicado para tratar hipertensão pulmonar, apresentou maior popularidade com o tratamento da disfunção erétil. Ele apresenta interação medicamentosa com outros remédios e não pode ser usado junto com medicamentos à base de nitrato, indicados para tratar doenças cardíacas.

O uso de Viagra® é contraindicado para pessoas que fazem tratamento com medicamentos que tenham óxido nítrico, nitratos orgânicos ou nitritos orgânicos. O medicamento também não deve ser usado se a pessoa for alérgica ao citrato de sildenafila ou a qualquer ou componente da fórmula do Viagra®.

Como funciona o Viagra®?

O Viagra® favorece o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis e a dilatação das artérias. Isso facilita a entrada de sangue no pênis e assim favorece a ereção.

Dessa forma, o Viagra® aumenta o fluxo sanguíneo do pênis e, junto com a atividade sexual, pode aumentar a sobrecarga do coração. Por isso, as pessoas que possuem problemas cardíacos devem ser avaliadas antes de começar a tomar a medicação.

Contudo, vale ressaltar que para que o medicamento atue de forma eficaz, é necessário que haja estímulo sexual.

Quais são os efeitos colaterais do Viagra®?

Os efeitos colaterais do Viagra® dependem da dosagem usada e de cada pessoa, podendo incluir: dor de cabeça, tontura, hipotensão, rubor ou coceira na pele, visão embaraçada, palpitação, dor no peito, dor no estômago, vômito, sangramento no nariz e zumbido.

Efeitos colaterais muito comuns do Viagra®

Os efeitos colaterais do Viagra® considerados muito comuns ocorrem em mais de 10% dos homens. O principal deles é a dor de cabeça.

Efeitos colaterais comuns do Viagra®

Os efeitos colaterais comuns do Viagra® ocorrem em 1 a 10% dos casos e podem incluir tontura, distúrbios visuais, cianopsia (ver tudo na cor azul), ondas de calor, vermelhidão no corpo, congestão nasal, má digestão e náuseas.

Efeitos colaterais raros do Viagra®

Os efeitos colaterais raros do Viagra® incluem convulsões, desmaios, inchaço no olho, secura nos olhos, vista cansada, visão de aro brilhante ao redor de luzes, xantopsia (ver a cor amarela em tudo), eritropsia (ver a cor vermelha em tudo), vermelhidão e irritação dos olhos, inchaço da pálpebra, fechamento da garganta, nariz seco, ereção persistente e dolorosa do pênis, irritabilidade, entre outras reações.

Por fim, vale ressaltar que não deve ser usado mais de 1 comprimido de Viagra® em 24 horas.

Em todo caso, o remédio deve ser usado apenas com indicação médica ou após uma consulta com o/a médico/a que possa lhe indicar as possíveis interações medicamentosas e com outras condições de saúde.

Entendendo os Resultados do Espermograma
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os resultados do espermograma servem para avaliar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, através da análise do volume do esperma, pH (acidez), viscosidade, cor e liquefação do sêmen, número de espermatozoides e motilidade dos mesmos.

O espermograma avalia ainda a morfologia dos espermatozoides e determina o número de leucócitos presentes no sêmen.

A tabela abaixo mostra os valores dos resultados esperados para um espermograma normal, de acordo com os parâmetros da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS):

Parâmetros seminaisUnidadeSBUOMS
VolumeMililitro (ml)1,5 - 5,0

≥ 2,0

pH Unid/ de pH7,2 - 8,0≥ 7,2
Concentração espermática

10.000.000/ml

≥ 20≥ 20
Número total de espermatozoidesX 10.000.000-≥ 40
Motilidade

% grau A

% grau A + B

-

≥ 50

≥ 25

≥ 50

Morfologia oval:

convencional / estrita

% formas normais≥ 30 / ≥ 14≥ 30 / -
Leucócitos10.000.000 / ml< 1,0< 1,0
Analisando os Parâmetros Alterados do EspermogramaPh (acidez)

O pH do esperma deve ser maior que 7,2, ou seja, praticamente neutro e apenas ligeiramente básico. Lembrando que o pH menor que 7 é ácido e maior que 7 é básico.

Ph alterado, o que pode ser?
  • Prostatite e vesiculite (podem aumentar o pH);
  • Disfunções das vesículas seminais causadas pela ausência das mesmas ou obstrução dos ductos ejaculadores (deixam o sêmen ácido, ou seja, menor que 7).
Volume ejaculado alterado, o que pode ser?
  • Diminuição do volume ejaculado, ou hipospermia, pode significar:
    • Perda de material durante a coleta;
    • Ejaculação retrógrada;
    • Obstrução dos ductos ejaculadores ou ausência das vesículas seminais.
  • Aumento do volume ejaculado, ou hiperespermia: Pode decorrer por infecção ou inflamação das glândulas acessórias.

Veja também: Como aumentar a contagem de esperma?

Concentração espermática alterada, o que pode ser?

As alterações na concentração de espermatozoides são chamadas de:

  • Azoospermia: Ausência completa de espermatozoide no líquido seminal, mesmo após centrifugação; nesses casos, a amostra deve ser centrifugada e se forem encontrados espermatozoides, trata-se de uma criptozoospermia, que auxilia na diferenciação entre uma azoospermia obstrutiva ou não obstrutiva e indica que os testículos estão produzindo gametas masculinos;
  • Oligospermia: Número de espermatozoides inferior a 20 milhões/ml;
  • Astenozoospermia: Quando são encontrados menos de 50% dos espermatozoides móveis.

Concentrações abaixo de 5 milhões/ml podem indicar uma alteração endócrina (hormonal) ou genética.

Motilidade alterada, o que pode ser?

Qualquer tipo de alteração na concentração espermática ou na motilidade pode acompanhar todas as causas de infertilidade masculina.

Classificação morfológica dos espermatozoides

São utilizados 2 padrões com critérios diferentes: a proposta pela OMS e a  morfologia estrita de Kruger. Esta última é uma análise morfométrica dos espermatozoides, que é útil para prognósticos em casos de fertilização in vitro.

Porém, uma vez que os padrões morfológicos variam entre os laboratórios, esse método tem sido desacreditado, pois já foram encontradas concentrações de células ovais inferiores a 14% em populações de homens férteis.

A contagem das células redondas deve ser acompanhada de coloração específica e contagem de leucócitos, sempre que a concentração de células redondas for superior a 1 milhão.

Leucócitos alterados, o que pode ser?

Um aumento no número de leucócitos pode indicar uma infecção.

É importante lembrar que o espermograma não é um teste de fertilidade, uma vez que é comum não haver diferenças significativas entre os resultados de homens com infertilidade daqueles que são férteis. Porém, o exame fornece informações importantes sobre a função reprodutiva do homem.

Leia também: Como saber se sou estéril?

É fundamental que a avaliação dos resultados do espermograma seja feito por um médico, geralmente urologista ou especialistas em fertilidade.

Rompimento no freio do pênis: o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se o freio do pênis se romper totalmente durante uma relação, a dor e o sangramento por si só causam a interrupção da relação, após a interrupção o que deve ser feito de imediato é comprimir o local, para auxiliar na coagulação e cessar o sangramento. Por vezes, quando o sangramento é muito volumoso e não cessa apenas com a compressão, pode ser necessário cirurgia para o tratamento definitivo da ferida.

 A ruptura parcial do frênulo prepucial, como também é conhecido, pode ser suficiente para amenizar a tensão no freio e evitar novas rupturas e dores durante as relações.

Por outro lado, quando o freio do pênis não se rompe completamente, ele pode romper-se novamente ou provocar incômodo e dor durante a penetração. Nesse caso, pode ser indicado fazer uma frenuloplastia, que consiste na remoção cirúrgica da pele que liga a glande ao corpo do pênis.

A frenuloplastia é feita com anestesia local, sem necessidade de internação. A evolução no pós-cirúrgico normalmente é muito boa e o paciente pode voltar a ter relações após 30 dias do procedimento.

O rompimento do freio do pênis ocorre principalmente nos casos dos chamados freios curtos, durante a primeira relação, ou durante relações sexuais com pouca lubrificação. Trata-se de uma lesão frequente em homens que não operaram a fimose. 

Em caso de ruptura do freio do pênis, consulte um médico urologista para avaliar o caso e indicar o tratamento mais adequado.

Também pode lhe interessar: Dor no pênis. O que pode ser?

Quais os sinais de excesso de testosterona?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Alguns dos sinais de excesso de testosterona em homens são:

  • Alterações de humor e agressividade: A testosterona também atua no sistema nervoso e, quando está alta, altera o humor e deixa o homem mais agressivo;
  • Crescimento de pelos: O excesso de testosterona em homens pode provocar um aumento do crescimento de pelos. Porém, não se observa a mesma alteração nos pelos dos braços e pernas;
  • Aumento de massa muscular: A testosterona influencia diretamente os músculos do corpo e promove aumento de massa muscular. Contudo, é importante lembrar que o aumento dos músculos nem sempre é sinal de excesso de testosterona, uma vez que exercícios físicos bem orientados também resultam em aumento de massa muscular;
  • Atrofia dos testículos: Se a testosterona baixa provoca uma diminuição do desejo sexual, o excesso pode atrofiar os testículos e causar infertilidade e impotência;

Outros sinais de testosterona alta no homem:

  • Pressão alta;
  • Aumento dos níveis de colesterol;
  • Aumento das mamas;
  • Apneia do sono e outros distúrbios do sono. 

Também pode lhe interessar: Quais os sinais que podem indicar baixa testosterona?

Testosterona em excesso provoca queda de cabelo?

Não, testosterona alta não faz o cabelo cair. O que provoca queda de cabelo não é a testosterona, mas sim o hormônio di-hidrotestosterona, que é um hormonio obtido pela transformação da testosterona no homem e da androstenediona na mulher.

A produção deste hormônio ocorre nos testículos, próstata, glândulas adrenais e nos folículos capilares. Indivíduos calvos produzem enzimas no couro cabeludo que potencializam a transformação deste hormônio. 

Quais os sinais de testosterona em excesso em mulheres?
  • Voz mais grossa;
  • Perda das formas arredondadas do corpo;
  • Crescimento de pelos além do normal, principalmente em locais que não são habituais, como rosto e barriga por exemplo;
  • Maxilar mais largo;
  • Aumento do clitóris;
  • Diminuição dos seios;
  • Aumento do apetite.

A testosterona é um hormônio produzido nos testículos e nas glândulas suprarrenais, que gera efeitos em todo o corpo do homem. A testosterona tem a mesma importância para os homens como o estrógeno tem para as mulheres.

Níveis elevados de testosterona são observados sobretudo em homens ou mulheres que utilizam anabolizantes com o intuito de melhorar o desempenho em exercícios e aumentar a massa muscular.

Leia mais sobre o assunto em:

Anabolizantes podem suspender a ovulação e causar infertilidade?;

Anabolizantes cortam o efeito do anticoncepcional?

Anabolizantes causam impotência?

Qualquer tipo de reposição hormonal ou uso de testosterona deve ser feito apenas com orientação e indicação de um médico endocrinologista.

Sêmen ralo é sinal de infertilidade?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sêmen ralo não é sinal de infertilidade. A única forma de saber se um homem é estéril ou está com a fertilidade reduzida é pelo exame específico chamado espermograma, que irá demonstrar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides presentes no sêmen. 

consistência do sêmen (ralo ou mais espesso) varia de homem para homem e depende também do tempo que o individuo ficou sem ter uma ejaculação. Por isso, não se pode afirmar que sêmen ralo seja sinal de infertilidade.

número de espermatozoides considerado normal numa ejaculação é em torno de 15 a 20 milhões por cada ml de esperma e no mínimo 40% deles devem ser capazes de chegar à trompa para encontrar o óvulo, para que a mulher possa engravidar. Já o volume de sêmen normal em cada ejaculação varia entre 1,5 ml e 5 ml. 

principal causa de infertilidade masculina é a produção baixa ou inadequada de espermatozoides, além de disfunção hormonal, varicocele e processos inflamatórios.

Leia também:

Pancada nos testículos pode causar infertilidade?

Como aumentar a contagem de esperma?

Casos de disfunção hormonal, varicocele e processos inflamatórios podem ser revertidos com tratamento.

Para saber se há algum problema com o seu sêmen, procure o/a médico/a urologista, clínico geral ou médico/a de família.