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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas mais comuns da infecção urinária incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência durante a micção, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: diminuição do volume de urina, presença de mau cheiro na urina, alterações na cor da urina, dificuldade em começar a urinar, presença de sangue na urina, dor na porção inferior do abdômen, calafrios, dor nos rins, náuseas e vômitos.

Nosbebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes. Nesses casos, a infecção pode deixar a urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável, além de provocar falta de apetite, irritabilidade e febre.

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido.

Na maioria dos casos, as infecções urinárias não são graves e não trazem grandes complicações, desde que tratadas adequadamente. Contudo quando a infecção acomete os rins, merece uma atenção especial. A infecção renal pode deixar cicatrizes nos rins, além de causar hipertensão arterial ou ainda insuficiência renal.

Quais os sintomas de infecção urinária na bexiga?

Os sintomas de infecção urinária na bexiga, chamada cistite, incluem dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade, urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Quais são os sintomas de infecção urinária nos rins?

Quando a infecção afeta os rins, ela é chamada de pielonefrite e pode causar dor ou ardor ao urinar, desconforto abdominal, calafrios e febre acima de 38ºC, dor de um lado das costas, enjoo e vômitos.

Quais são os sintomas de infecção urinária na uretra?

Já a infecção urinária na uretra, conhecida como uretrite, pode causar dor ou ardor para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Quais são as causas de infecção urinária?

Geralmente, as infecções urinárias são causadas pela bactéria E. coli. Essa bactéria habita naturalmente o intestino humano e de outros animais e é responsável por até 80% dos casos de infecção urinária.

Daí as infecções urinárias serem mais frequentes nas mulheres, uma vez que nelas a uretra fica bem mais perto do ânus do que nos homens, o que favorece a entrada de bactérias que habitam o intestino.

Nos homens, a distância entre ânus e uretra é maior, o que dificulta a infecção por bactérias provenientes da região anal. A infecção urinária nos homens está mais associada à presença de pedra nos rins (cálculos renais) e ao aumento do volume da próstata.

Porém, a infecção urinária também pode ocorrer devido a outras condições, como segurar o xixi por muito tempo, beber poucos líquidos, estar grávida, ter relações sexuais com a bexiga cheia e ainda diarreia.

Outras condições que favorecem o desenvolvimento de infecção urinária: diabetes, obstrução da urina, hábitos de higiene inadequados, introdução de objetos ou presença de corpos estranhos, menstruação, doenças neurológicas e DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Qual é o tratamento para infecção urinária?

O tratamento da infecção urinária geralmente é feito com antibióticos, durante 3, 7, 10 dias ou mais. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

Casos mais graves de infecções urinárias podem necessitar de tratamento hospitalar para que os medicamentos sejam administrados diretamente na veia. O internamento é indicado principalmente quando os vômitos impossibilitam o uso de antibióticos por via oral. Além disso, os vômitos e a febre aumentam a desidratação, o que reforça ainda mais um acompanhamento mais rigoroso.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

Saiba mais em:

Qual o tratamento para infecção urinária?

Infecção urinária pode alterar a pressão arterial?

Dor no pé da barriga pode ser gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, dor no pé da barriga pode ser gravidez. No início da gestação, é possível haver dores (cólicas) no baixo ventre ou pé da barriga devido ao crescimento do útero. A dor costuma ser leve, mas a intensidade varia em cada mulher.

Além de dor no pé da barriga, pode surgir também desconforto pélvico ou sensação de peso na região inferior do abdômen, como se algo estivesse torcido dentro da barriga.

Outros sintomas iniciais de gravidez incluem atraso da menstruação, náuseas com ou sem vômitos, mamas doloridas e inchadas e aumento da frequência urinária.

É importante observar com que frequência a dor no pé da barriga ocorre, bem como a ocorrência de outros sintomas.

Em quanto tempo aparecem os primeiros sintomas de gravidez?

Os primeiros sinais e sintomas de gravidez normalmente aparecem depois de 3 semanas que ocorreu a fecundação, ou seja, o encontro do espermatozoide com o óvulo.

Contudo, algumas gestantes podem apresentar os primeiros sintomas de gravidez logo no 6º dia após a fecundação. O atraso menstrual geralmente é o primeiro sintoma de gravidez. Contudo, alguns sinais podem surgir antes mesmo do atraso menstrual.

Vale lembrar que os sinais e sintomas de gravidez variam muito de mulher para mulher, bem como a intensidade, frequência e duração dos mesmos. Uma mesma mulher pode apresentar sintomas diferentes de uma gestação para outra.

Muitos dos primeiros sintomas de gravidez podem ser parecidos com as manifestações da tensão pré-menstrual.

Quais são os sintomas de gravidez?

No início da gestação, além do atraso menstrual, podem estar presentes os seguintes sinais e sintomas:

  • Dor no pé da barriga (dores abdominais), náuseas, vômitos;
  • Aumento das mamas, alterações no paladar, gases;
  • Tonturas, desejos alimentares, inchaço abdominal;
  • Sangramento vaginal, dor de cabeça, dor nas mamas;
  • Escurecimento dos mamilos, cansaço, sonolência;
  • Constipação intestinal, tonturas, dor de cabeça;
  • Aumento da frequência urinária, tontura, variações de humor;
  • Dor na coluna lombar, acne e corrimento vaginal.

Depois, ao longo da gravidez, a mulher pode apresentar manchas na pele, aparecimento de uma linha escura no centro do abdômen, estrias, dor nas costas, azia, dor nas pernas, varizes (se houver predisposição) e hemorroidas.

A maioria das gestantes deixa de sentir náuseas depois do 3º mês de gravidez. Também é depois dos 3 primeiros meses que a sonolência diminui.

Identificar os sintomas de gravidez é muito importante para iniciar o acompanhamento pré-natal o mais precocemente possível.

Dentre as medidas que podem ser tomadas logo no início da gravidez incluem: controle dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, controle da alimentação, suplementação com ácido fólico e ferro, controle da pressão arterial, tratamento precoce de infecções, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar.

Se a menstruação não estiver atrasada, é muito provável que a dor não seja sinal de gravidez e por isso deve ser investigada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés? Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés? Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Como distinguir sangramento de menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para verificar a diferença entre sangramento e menstruação você deve observar o dia que o corre o sangramento e o aspecto do fluxo. Se o seu ciclo for regular, a sua menstruação tem dias certos para vir, enquanto que o sangramento pode ocorrer em qualquer dia do ciclo menstrual. Observe também a aparência e consistência do sangue, pois cada mulher tem o fluxo menstrual com um determinado aspecto e o sangramento tende a ser diferente do fluxo menstrual.

Os sangramentos de escape que podem ocorrer ao longo do ciclo menstrual costumam ter uma cor menos viva, duram pouco tempo e a perda de sangue é mínima. Normalmente, duram apenas alguns dias ou até mesmo um dia. A mulher normalmente nota o sangramento pela mancha que surge na calcinha.

Esses sangramentos normalmente estão relacionados com o uso de algum tipo de anticoncepcional hormonal como pílula, adesivo, anel vaginal, DIU e implantes. Também pode haver sangramento no início da gravidez, enquanto que algumas mulheres também podem perder um pouco de sangue durante a ovulação.

Saiba mais em:

Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?

É normal ter sangramento durante o período fértil?

Grande parte das mulheres apresenta uma resolução espontânea para esses sangramentos fora do período menstrual. Contudo, se o sangramento persistir ou for muito incômodo, consulte o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

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Sangramento de escape pode ser considerado menstruação?

Menstruação aguada: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Menstruação aguada, de coloração vermelha ou rosada, não é sinal de gravidez, anemia ou qualquer outro problema de saúde.

Trata-se de uma condição normal, que está relacionada com a concentração da menstruação e com a secreção vaginal da mulher durante o período menstrual.

Uma menstruação mais clara significa apenas que o fluxo menstrual é menos intenso ou está descendo mais lentamente.

Isso faz com que o sangue da menstruação se misture com a secreção vaginal, dando um aspecto mais aguado ao conteúdo menstrual.

No caso da gravidez, há mulheres que podem apresentar um pequeno sangramento no momento da nidação, que é a implantação do óvulo fecundado no útero. Porém, quando isso acontece, o sangramento apresenta uma coloração mais escura, tipo borra de café.

Consulte sempre o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral se verificar qualquer tipo de alteração na sua menstruação.

Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É possível confundir sangramento de nidação com menstruação escura, mas as duas situações ocorrem em momentos diferentes do ciclo menstrual da mulher. A nidação ocorre no meio do ciclo e a menstruação inicia um novo ciclo.

Além disso, o sangramento da menstruação é intenso e dura de 3 a 7 dias. A cor do fluxo varia entre vermelho vivo, vermelho escuro e marrom. Quando o fluxo menstrual é intenso, pode vir acompanhado de coágulos. Já o sangramento de nidação dura de 1 a 2 dias e a quantidade de sangue é muito menor. A cor pode ser mais clara que a da menstruação, podendo ser rosada em alguns casos.

Portanto, apesar de haver semelhanças na aparência dos sangramentos, é fácil identificar um e outro pelo período em que ocorreram.

Vale lembrar que o sangramento de nidação é raro, não ocorre em todas as gestações e o sangue pode ter qualquer aspecto. Quando acontece, ocorre no meio do ciclo (longe da menstruação) e tem poucas horas de duração ou dura no máximo 1 ou 2 dias.

O importante é observar se depois desse sangramento a menstruação atrasa. Se ela atrasar por pelo menos duas semanas, é provável que seja gravidez.

Porém, a cor da menstruação varia em cada mulher, sobretudo as que utilizam algum tipo de anticoncepcional hormonal. Nesses casos, é normal a menstruação apresentar uma coloração diferente e não indica nada de grave.

Saiba mais em: Como distinguir sangramento de menstruação?

O que é nidação?

A nidação é a implantação do óvulo fecundado no endométrio. Ocorre quando o embrião, normalmente formado nas trompas, já se deslocou para o interior do útero e começou a se fixar na parede interna uterina.

O sangramento de nidação ocorre quando o embrião se fixa na camada interna do útero (endométrio).

Quais são os sintomas de nidação?

A nidação se caracteriza pela ocorrência de pequenos sangramentos de coloração marrom, rosa ou vermelha, que duram no máximo 3 dias. Outros sintomas comuns da nidação são as cólicas semelhantes às cólicas menstruais e a dor leve, em pontada, na região inferior do abdômen.

O que é menstruação?

A menstruação é um sinal de que ocorreu ovulação durante algum dia do ciclo menstrual e o óvulo não foi fecundado. O endométrio, que estava preparado para receber o embrião, descama e sangra por alguns dias, dando origem à menstruação, que é composta por sangue e tecido do interior do útero.

Para uma mulher com um ciclo menstrual de 28 dias, o dia da ovulação é o 14º dia, que fica no meio do ciclo. O período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do dia da ovulação, ou seja, entre o 11º e o 17º dia do ciclo menstrual. Isso significa que, se houver fecundação e nidação, o sangramento irá ocorrer nesse período.

O que pode deixar a menstruação escura?

A mulher também deve estar atenta se a menstruação ficar mais escura, de coloração meio marrom ou quase preta. Se isso ocorrer, pode ser sinal de endometriose, lesões na vagina, no útero ou no colo uterino, cisto de ovário, DST (doença sexualmente transmissível), alterações hormonais causada por medicamentos, estresse ou mudança de pílula anticoncepcional.

Uma menstruação escura e com pouco fluxo também pode ser sinal de gravidez, miomas uterinos, inflamação no útero, uso da pílula do dia seguinte ou ainda efeito colateral de algum medicamento.

Qualquer tipo de sangramento fora do período normal ou que tenha um aspecto diferente do habitual deve ser comunicado ao/à médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Menstruação pouca e escura pode ser gravidez?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Menstruação em pequena quantidade e escura pode ser gravidez. Além de gravidez, pode ter outras causas:

  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • miomas uterinos;
  • endometriose;
  • inflamação uterina;
  • alterações hormonais;
  • alteração do anticoncepcional;
  • uso da pílula do dia seguinte;
  • efeito colateral de algum medicamento.

Se você apresentar sangramento fora do período menstrual ou anormal, deve procurar um médico ginecologista para uma melhor avaliação.

Minha menstruação é uma secreção escura, é normal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cor do sangue da menstruação tende a ser mais escura (vermelho escuro ou marrom) nos primeiros e últimos dias, sendo vermelho vivo no meio da menstruação. Cada mulher pode apresentar uma coloração diferente do sangramento, especialmente as que usam algum tipo de anticoncepcional hormonal. Isso é normal e não há motivos para preocupações.

A duração da menstruação pode variar entre 3 a 7 dias a depender da mulher, do seu ciclo menstrual e da utilização de métodos anticoncepcionais hormonais. Durante a menstruação, a cor do sangue pode variar entre marrom, vermelho escuro a vermelho vivo e, quando o fluxo é intenso, pode haver presença de coágulos.

É importante a mulher observar seu corpo para compreender como seu ciclo menstrual funciona e quais as características dele. Em caso de dúvidas, pode procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral. 

Mama densa é câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, mama densa não é câncer, é uma característica normal da mama. Mamas densas são comuns em mulheres mais jovens e podem muitas vezes dificultar a realização do diagnóstico mamográfico.

As mamas densas são mamas que possuem uma grande quantidade de tecido glandular, que é o tecido responsável pela produção do leite materno. Na mamografia, a gordura aparece escura, enquanto que o tecido denso é branco. Os tumores, quando estão presentes, também aparecem em branco e podem assim passar despercebidos pelo médico.

Assim, a mama densa pode favorecer um resultado falso-negativo, ou seja, pode haver alguma lesão na mama e o exame dar normal. Quanto mais gordura tem o seio, mais escura é a imagem e mais fácil é visualizar o tumor. 

Por isso na situação de mama densa é comum o médico solicitar outros exames complementares para uma avaliação diagnóstica mais precisa.  Além da mamografia, o médico  poderá solicitar ultrassonografia mamária, ressonância magnética das mamas ou ainda mamografia com contraste a depender do caso a ser investigado.

Há algumas estudam que apontam que as mamas densas são um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Esse risco está associado a uma maior predisposição biológica e também à dificuldade de visualizar o tumor durante o exame de mamografia.

Além das mamas densas, outros fatores de risco para desenvolver câncer de mama incluem:

  • Envelhecimento;
  • Casos de câncer de mama na família;
  • História anterior de câncer de mama ou ovário;
  • Menopausa depois dos 55 anos;
  • Não ter filhos ou ter o primeiro filho com mais de 35 anos;
  • Ganhar peso depois da menopausa ou engordar na idade adulta;
  • Consumir mais de uma dose de bebida alcoólica por dia;
  • Terapia de reposição hormonal após a menopausa;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • Tomar pílula anticoncepcional (com estrogênio e progesterona).

Vale ressaltar que a presença de um ou mais fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente câncer de mama.

As mamas densas são uma característica genética da mama, comum em mulheres jovens e detectada pela mamografia. Não é possível avaliar a densidade da mama pelo toque.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico mastologista.

Leia também:

O que é mama densa?

Mama densa tem cura? Qual o tratamento?

Edema nas pernas: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O edema (inchaço) nas pernas pode ser sinal de muitas coisas diferentes, pois as suas causas são bastante variadas. Algumas delas:

  • Insuficiência cardíaca: Normalmente o edema afeta as duas pernas, tem início nos  tornozelos e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar à região genital;
  • Erisipela (infecção do tecido subcutâneo): O edema costuma afetar apenas uma perna e é acompanhado por calor e vermelhidão no local, além de sinais de infecção como febre e mal estar;
  • Insuficiência venosa crônica: Edema com predomínio em uma perna, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura;
  • Trombose venosa profunda: Costuma atingir uma das pernas. Calor e vermelhidão local são sintomas que acompanham o edema, podendo haver também um endurecimento das panturrilhas. É um quadro grave devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Doenças renais: O edema neste caso também pode acometer a face e vem acompanhado de fraqueza, náuseas e emagrecimento;
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Medicamentos: Geralmente o edema está localizado no tornozelo e nas pernas, Muitas vezes é causado por medicamentos cardiovasculares;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos. 

O diagnóstico da causa exata do edema é feito através de exame clínico associado à história clínica da pessoa como o uso de medicamentos, presença de outros sintomas e doenças. O/a médico/a, se achar necessário, pode solicitar exames complementares como exames de sangue, eletrocardiograma, ultrassom abdominal, entre outros para complementar a avaliação.

Anticoncepcional pode mudar a coloração da menstruação?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode sim. Quando a mulher começa a tomar anticoncepcional, geralmente sua menstruação muda de características (tanto em número de dias, quantidade e aspecto do fluxo menstrual.

Testes de gravidez caseiros funcionam mesmo?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

O teste de farmácia é o único teste caseiro confiável. Há outros métodos utilizados como teste com água sanitária, pasta de dente, sal, vinagre e fervura da urina, entre outros. Entretanto, não se pode afirmar que são testes eficazes e que seus resultados são confiáveis.

Quando há gravidez, é possível detectar no sangue e  na urina, o hormônio beta HCG. Este hormônio é um componente da gonadotrofina coriônica, hormônio específico da gestação. Nos testes caseiros de gravidez a urina é o material analisado.

1. Teste da água sanitária

Consiste em colocar em um recipiente urina e água sanitária. Se borbulhar ou mudar de cor, o resultado pode ser considerado positivo. Se não borbulhar, negativo.

Problema específico do teste: a urina é composta por ureia e quantidades variáveis de amônia. A reação destas substâncias ao contato com o hiplocloridrito de sódio (água sanitária), poderá provocar a produção de gás clorídrico. É a presença deste gás que forma as bolhas que se observa no teste. Esta reação não tem nenhuma relação com a presença do HCG na urina. Inclusive, as borbulhas já foram detectadas em mulheres grávidas, não grávidas e até mesmo em homens. Portanto, é um teste que não detecta gravidez.

2. Teste do vinagre

Para o teste do vinagre deve-se misturar, em um recipiente, urina e vinagre. Se esta mistura mudar de cor, considera-se positiva a gravidez.

Problema específico do teste: Urina e vinagre são soluções ácidas, portanto não ocorrerá na mistura nenhuma reação. Isto não é conclusivo como teste de gravidez.

3. Teste de fervura da Urina

Para fazer este teste coloca-se a urina para ferver em uma panela de alumínio. Se ao ferver, a urina apresentar aspecto semelhante à nata de leite, o resultado é positivo. Se, durante a fervura, ficar parecida com água diz-se que o resultado é negativo.

Problema específico do teste: A concentração da urina interfere no resultado deste teste. Se a urina estiver concentrada as substâncias presentes atingirão, durante a fervura, diferentes temperaturas. É isto que faz com que se pareça com nata. Se por outro lado, a urina estiver diluída, ou seja, tiver maior concentração de água, ferverá parecido com água.

4. Teste da agulha

Coloque uma agulha nova em um copo plástico e depois adicione urina. Aguarde 8 horas. Após este período, observe a coloração da agulha. Se ela estiver ficado completamente escura, preta, o resultado é positivo para gravidez.

Problema específico do teste: A concentração da urina influencia no resultado do teste. Se estiver mais concentrada, a agulha muda de cor mais rapidamente. Basta algumas horas apenas para que isto aconteça.

5. Teste do cotonete

Este teste consiste na introdução de um cotonete limpo no canal vaginal até que ele encoste no colo do útero. O objetivo e verificar se há na secreção colhida vestígios de sangue. Se houver, o teste é interpretado como positivo. Se o cotonete sair do canal vaginal com sangue, considera-se resquícios de menstruação e não há gravidez.

Problema específico do teste: Ao tocar o colo do útero, o cotonete pode causar ferimentos. Além disso, pode ter no cotonete não somente a secreção do colo uterino, como também secreção do canal vaginal.

6. Teste com pasta de dente

Reserve um pouco de urina em um copo plástico e adicione à urina um pouco de creme dental branco. Se a mistura apresentar bolha ou ficar azulada, é sinal de gravidez.

Problema específico do teste: Por não saber as substâncias presentes da pasta de dente e por sofrer alterações em função da concentração da urina, não é um teste confiável.

7. Teste com sal

Colete um pouco de urina e adicione três pitadas de sal. Se apresentar um aspecto de nata sobre esta mistura, significa que você está grávida.

Problema específico do teste: Por não saber as substâncias presentes da pasta de dente e por sofrer alterações em função da concentração da urina, não é um teste confiável.

8. Teste da coca-cola

Coloque uma amostra de urina em um copo americano de coca-cola. Se ocorrer a formação de borbulhas e espuma, considera-se o teste positivo.

Problema específico do teste: Urina e coca-cola são dois líquidos ácidos e, junto com a gás da coca-cola, o efeito de borbulhas é potencializado.

9. Teste da urina amanhecida

Antes de dormir, colete a urina em copo esterilizado. Deixe descansar em uma superfície plana durante um período de 24 horas. Passadas as 24 horas recomendadas, observe se houve formação de uma camada fina e esbranquiçada na superfície da urina, o que confirma a gravidez.

Problema específico do teste: Urina e coca-cola são dois líquidos ácidos e, junto com o gás da coca-cola, o efeito de borbulhas é potencializado. Portanto, não é seguro para detectar a gravidez.

10. Teste de farmácia Resultado Negativo: verifica-se a presença de apenas um tracinho. Resultados Positivos: observa-se a presença de dois tracinhos; mesmo se um deles for em cor mais clara. 

Entre os testes de gravidez que podem ser feitos em casa, o teste de farmácia é o único capaz de detectar a presença do beta HCG, hormônio específico da gravidez. Como ele é feito com a urina, é um teste fácil de realizar.

Apesar de ser bastante fidedigno recomenda-se utilizar um teste de farmácia para a detecção da gravidez após um atraso de 7 dias da menstruação. Isto possibilita que uma maior concentração de hormônio na urina e torna mais eficaz o resultado do exame.

Quando feito antes do atraso menstrual, o deste poderá apresentar um resultado falso-negativo, pois a baixa concentração de beta HCG na urina ainda não é suficiente para reagir com as substâncias presentes no exame.

Os testes de farmácia não são todos iguais. Alguns deles são mais sensíveis e, por isto, capazes de identificar a gestação no primeiro dia de atraso menstrual.  Cada fabricante orienta os procedimentos para a o uso do teste. Portanto, antes de fazer leia as instruções e dê preferência à primeira urina da manhã, uma vez que esta concentra uma quantidade mais elevada de beta HCG.

Veja mais:

Teste de farmácia de gravidez é confiável?

Por que os testes caseiros de gravidez não são eficazes?

Com a exceção do teste de farmácia, nenhum dos testes caseiros de gravidez funcionam e nem tampouco são eficazes por alguns motivos:

  • Nenhum dos testes é capaz de detectar a presença do beta HCG na urina;
  • Nestes testes caseiros os recipientes usados são inadequados, pois não passam por nenhum tipo de esterilização. As mulheres comumente utilizam copos de vidro, de plástico, cerâmica ou acrílico, materiais que alteram a composição do conteúdo.
  • Qualquer pequena alteração na concentração da urina ou de um reagente, podem alterar completamente o resultado de um teste.
  • Nos testes caseiros não há concordância entre as quantidades de urina e, por exemplo, a quantidade de água sanitária. Para afirmar que estes testes, de fato, funcionam, as pessoas precisam saber a dosagem correta para a água sanitária ou para outras substância e para a urina no frasco. Além disso os regentes deveriam ser capazes de identificar a presença de beta HCG.
  • No início da gravidez, as características da urina das mulheres grávidas são praticamente as mesmas da urina de uma mulher não grávida. A diferença está na presença e concentração do hormônio HCG, que é bastante baixa nos primeiros dias. Mesmo se estes testes tivessem alguma base científica, dificilmente eles seriam capazes de detectar concentrações tão baixas  de hormônio.
  • Para detecção da gravidez, as únicas alternativas seguras e confiáveis são o exame de urina efetuado por testes de farmácia e o exame de sangue. Ambos são capazes de detectar a presença do hormônio beta HCG. Entres estes dois testes, o exame de sangue é ainda mais eficaz. 

Após a detecção da gravidez pelo uso do teste de gravidez pelo exame de urina, em testes de farmácia, procure um(a) ginecologista para efetuar o beta HCG e iniciar o pré-natal.

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