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Quem teve meningite pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, quem teve meningite pode doar sangue. Porém, é preciso esperar 6 meses após a cura total da meningite e não ter nenhuma sequela para fazer a doação de sangue.

Pessoas que receberam vacina contra meningite devem esperar 48 horas para poder doar sangue.

Em relação a doenças, não pode doar sangue quem:

  • Tem ou já teve teste positivo para HIV;
  • Teve hepatite depois dos 10 anos de idade;
  • Já teve malária;
  • Tem doença de chagas;
  • Teve algum tipo de câncer;
  • Tem doenças graves no pulmão, coração, rins ou fígado;
  • Tem problemas de coagulação sanguínea;
  • Tem diabetes com complicações vasculares ou que utiliza insulina;
  • Teve tuberculose extrapulmonar;
  • Já teve elefantíase;
  • Já teve hanseníase;
  • Já teve leishmaniose visceral;
  • Já teve brucelose;
  • Já teve esquistossomose hepatoesplênica;
  • Fez transplante de órgãos ou de medula.

Existem ainda outros critérios que determinam quem pode ou não ser doador de sangue, estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Em caso de dúvidas, consulte um Hemocentro mais próximo de você.

Quem toma anticoncepcional pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Quem toma anticoncepcional pode doar sangue.

O uso de anticoncepcional não é impedimento para doação de sangue.

O hormônio contido no anticoncepcional não afeta a doação de sangue. Por isso, a mulher que toma anticoncepcional pode doar sangue regularmente.

A doação de sangue é uma prática muito importante que pode salvar vidas. Se você tem entre 18 e 69 anos de idade, acima de 50 Kg, procure um Hemocentro próximo de você para maiores informações.

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Tratei sífilis, quando devo fazer novo exame de sangue?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Deve fazer o exame de sangue, a cada 3 meses.

Segundo o novo protocolo de tratamento e monitoramento de cura da Sífilis, pelo Ministério da Saúde 2019, os exames devem ser repetidos a cada 3 meses. Dependendo do estágio em que iniciou a medicação, esse monitoramento pode levar até 72 meses, para definir a cura completa da doença.

Vale ressaltar, que mesmo com a cura da sífilis, não quer dizer que estará imune a uma nova contaminação. Portanto, deve seguir as seguintes recomendações:

  • O/A parceiro/a também deve ser tratado e acompanhado,
  • Manter acompanhamento no posto de saúde ou com médico de família,
  • Fazer uso de camisinha durante as relações.

A camisinha é a única maneira comprovadamente eficaz contra a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

O que é a sífilis?

Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), ou doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão só ocorre via sexual ou da mãe para o bebê, na gestação ou no parto.

Quais os sintomas da sífilis?

A doença se apresenta de formas variadas, de acordo com seu estágio.

Sífilis primária = ferida e ínguas.

A sífilis primária, ocorre por volta de 10 a 90 dias após o contágio, com o aparecimento de uma ferida típica da doença (cancro duro), localizadas na região onde aconteceu a penetração da bactéria (pênis, vulva, colo do útero, boca, ânus) e ínguas (aumento de linfonodos),

A ferida não causa sintomas e desaparece mesmo sem qualquer tratamento. O que faz com que a pessoa acredite estar curada, mas a bactéria permanece "adormecida" no organismo.

Sífilis secundária = lesões de pele, febre baixa, mal-estar, falta de apetite.

Em torno de 6 semanas a 6 meses após a cicatrização da ferida, surgem novos sintomas, que caracterizam a sífilis secundária. São sintomas inespecíficos, semelhantes a um resfriado, como febre baixa, mal-estar e inapetência; mas também sintomas mais específicos, como as lesões cutâneo-mucosas (roséola, placas mucosas, papulosas, lesões em palma das mãos e planta dos pés), ainda, calvície (alopécia em clareira), madarose (perda de cílios ou sobrancelhas) e rouquidão.

A sífilis primária e secundária, são as fases de maior risco para transmissão da doença, pela presença de grande quantidade de bactérias, tanto na ferida quanto nas lesões de pele.

Sífilis latente = sem sintomas!

A fase de latência, é a fase em que a bactéria fica inativa, "adormecida", por isso não apresenta qualquer sintoma. É classificada ainda em fase latente recente, com menos de 2 anos do aparecimento da ferida (primária), e latente tardia (mais de 2 anos da fase primária).

A fase termina quando surgem os sintomas da sífilis secundária ou terciária.

Sífilis terciária = lesões nodulares de pele, artrites, cegueira, neurossífilis...

A fase terciária acontece com mais de 10 anos após o contágio, e representa a fase mais grave e perigosa da doença. Por isso é tão importante buscar o diagnóstico precoce e instituir o tratamento antes de chegar a fase terciária.

Nesse momento, os sintomas aparecem na pele, ossos, sistema cardiovascular e neurológico, levando a quadros de nódulos dolorosos, artrite, aortite (inflamação na parede da aorta), cegueira, meningite, quadro de neurossífilis, entre outras doenças.

Sífilis tem cura? Qual é o tratamento?

Sim. Sífilis tem cura.

O tratamento, assim como o monitoramento, é baseado no estágio em que se fez o diagnóstico. Deve ser administrado o antibiótico PENICILINA BENZATINA® 2,4 milhões UI intramuscular, sendo metade em cada glúteo, para evitar dor ou outros efeitos colaterais.

Na fase inicial, primária, secundária e latente recente, basta uma dose e o devido acompanhamento. Nas fases mais avançadas, terciária e latente tardia, são 3 doses, uma a cada semana, com o monitoramento mais prolongado.

Para neurossífilis, deve ser administrado o tratamento em ambiente hospitalar, e intravenoso, pela gravidade e riscos inerentes da doença. Nesse caso o antibiótico será a PENICILINA CRISTALINA® OU CEFTRIAXONE®.

Para alérgicos à penicilina, a opção é a doxiciclina®, porém essa medicação é contraindicada na gravidez.

Sendo assim, conforme citado acima, mantenha seu monitoramento de maneira adequada, e para maiores esclarecimentos, converse com seu médico assistente.

Leia também: Quem já teve sífilis pode ter filhos?

Estou 5 meses de gestação e está saindo uns raios de sangue?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não isso não é normal, porém nem sempre significa algo que seja importante ou grave, converse com o médico que está fazendo seu pré-natal sobre isso.

Ao fazer necessidades sai sangue, posso estar com câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não necessariamente, o sangramento nas fezes pode ter diversas causas, tumores não são a única causa de sangramento. Existem causas benignas como fissuras anais ou hemorroidas e causas de maior gravidade como câncer de cólon. Além dessas também podem ser citadas a Doença diverticular, a angiodisplasia ou mesmo a Doença de Crohn.

Para definir o motivo do sangramento retal é importante avaliar a quantidade e o aspecto do sangramento. Geralmente o sangramento em pequena quantidade, de uma coloração mais viva, que é notado no papel higiênico se deve a causas como hemorroidas ou fissuras anais. Tumores retais também podem causar esse tipo de sangramento.

Já quando o sangramento é mais intenso e abundante pode tratar-se de câncer, de angiodisplasias, doença diverticular ou doença inflamatória intestinal.

Quando as fezes apresentam sangue digerido, ou seja, de coloração bem escura e odor fétido geralmente a causa se deve a afecções do tubo digestivo em porções mais altas como esôfago, estômago ou duodeno.

O diagnóstico das doenças que podem causar esse tipo de sangramento depende da história clínica, do exame físico e muitas vezes de exames complementares como a colonoscopia, exame que visualiza o interior do cólon.

Caso esteja apresentando sangramento retal consulte o seu médico de família ou clínico geral para uma avaliação e diagnóstico preciso.

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Grávida pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, grávida não pode doar sangue.

Gravidez é uma situação temporária de impedimento para a doação de sangue. Durante a gestação, ocorrem algumas alterações no sangue da mulher. A grávida possui um maior volume plasmático, uma alteração na massa das células vermelhas e, por consequência, uma anemia fisiológica. Essa adaptação é feita para garantir o fornecimento de nutrientes para o feto, seu crescimento e desenvolvimento adequado.

Com a doação de sangue, o organismo precisa repor os nutrientes e as células sanguíneas. E, durante a gravidez, esse período pode não ser suficiente, prejudicando o aporte sanguíneo para a mulher e o feto.

A mulher grávida não deve doar sangue e precisa realizar suas consultas de rotina do pré-natal.

Leia também: 7 Coisas que uma grávida não deve fazer

Quais os riscos de uma transfusão de sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As transfusões de sangue que ocorrem atualmente são muito seguras e o receptor apresenta riscos mínimos de adquirir alguma infecção.

Mas como todo procedimento médico, a transfusão de sangue pode apresentar algumas complicações de imediato e no futuro, entre elas:

  • Reação febril;
  • Reação alérgica;
  • Contaminação bacteriana;
  • Incompatibilidade de tipo sanguíneo;
  • Hipotermia;
  • Alteração eletrolítica (hiper ou hipocalemia, hipocalcemia);
  • Doenças infecciosas.

Em geral, essas complicações são manejadas de imediato ou no acompanhamento realizado pelo/a paciente.

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Em 31/05/2015, o Ministério da Saúde lançou uma plataforma digital para monitorar com mais precisão os procedimentos de transfusão de sangue e garantir a melhoria do processo de vigilância nos centros de hemoderivados.

Os vírus e bactérias conhecidos atualmente são barrados durante o processamento do sangue e antes da transfusão. Sabemos que novos vírus e micro-organismos podem surgir, por isso, a transfusão de sangue é indicada nos casos de real necessidade para salvar a vida da pessoa.

Quem tem infecção urinária pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Quem está com infecção urinária pode doar sangue.

Caso a infecção urinária seja decorrente de uma pielonefrite (infecção nos rins), a pessoa deve aguardar 1 mês para doar sangue.

Caso a infecção urinária seja restrita à bexiga (cistite), a pessoa pode doar sangue normalmente.

A doação de sangue é uma prática muito importante que pode salvar vidas. Se você tem entre 18 e 69 anos de idade, acima de 50 Kg, procure um Hemocentro próximo de você para maiores informações.

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Minha namorada está com anemia muito profunda e os médicos não acham o que ela tem, o que faço?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Ela deve procurar um médico hematologista (Hematologia) que vai conduzir a investigação e o tratamento. Não tenho muito o que dizer a esse respeito já que o principal é descobrir a causa, qual doença está causando essa anemia e isso geralmente o hematologista consegue descobrir, com o diagnóstico em mãos é só fazer tratamento adequado.

Quem fez um transplante pode doar sangue?

Sim, em geral, quem fez transplante pode doar sangue, mas precisa esperar 1 ano para fazer a doação. Isso nos casos de transplantes em que os órgãos ou tecidos são provenientes de outra pessoa ou algum animal.

Já as pessoas que fizeram ​transplante de córnea ou transplante de dura-máter (meninge) estão definitivamente impedidos de doar sangue.

A razão de algumas cirurgias impedirem a doação de sangue está relacionada com a doença que originou a necessidade da cirurgia.

As doenças e condições que impedem a doação de sangue de forma temporária ou permanente estão indicadas na portaria nº 1.353 de 2011 do Ministério da Saúde.

Meu filho esta evacuando praticamente só sangue, o que pode ser isso?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É algum tipo de infecção intestinal, precisa levar ele ao médico imediatamente.

Quem tem Parkinson pode doar sangue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Quem tem Parkinson pode doar sangue.

Parkinson é uma desordem crônica neurodegenerativa caracterizada por tremores ao repouso, rigidez, distúrbios na marcha e lentidão nos movimentos.

O Parkinson não é impedimento para a doação de sangue. Quem tem Parkinson pode doar sangue normalmente.

A doação de sangue é um procedimento simples e que pode salvar vidas.

Para doar sangue você precisa:

  • Ter entre 18 e 69 anos de idade
  • Pesar acima de 50Kg
  • Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas
  • Estar descansado.

No banco de sangue você pode buscar outras informações sobre impedimentos temporários e permanentes para a doação de sangue.

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