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Exame de Sangue

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

No hemograma, VCM, HCM e RDW são os índices hematimétricos, que servem para avaliar as características das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos.

Esses índices adicionais do hemograma permitem verificar o tamanho e o formato das hemácias, sendo usados em conjunto com a contagem dessas células para diagnosticar diversos tipos de anemia.

O que significa VCM no hemograma? 

O índice VCM significa Volume Corpuscular Médio e serve para avaliar o tamanho médio dos glóbulos vermelhos e diagnosticar anemias.

Se o valor for inferior a 80 fl, significa que as hemácias estão pequenas e a anemia é do tipo microcítica. Um exemplo comum desse tipo de anemia é a anemia ferropriva, causada por deficiência de ferro. 

Se o VCM for maior que 96 fl, a anemia é do tipo macrocítica, pois as hemácias estão maiores que o normal. Dentre esse tipo de anemia, as mais comuns são a anemia megaloblástica e a perniciosa.

Valores de VCM entre 80 e 100 fl indicam que as hemácias estão dentro do tamanho normal. No entanto, se o número de glóbulos vermelhos estiver reduzido, a anemia é chamada normocítica. 

O que significa HCM no hemograma? 

O índice HCM significa Hemoglobina Corpuscular Média e indica o peso da hemoglobina na hemácia. Portanto, serve para avaliar a quantidade média de hemoglobina na célula. 

A hemoglobina é a proteína que dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos e, consequentemente, ao sangue. Sua principal função é se ligar ao oxigênio para que este seja transportado para as células do corpo.

Valores altos de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos mais escuros. Nesses casos, a anemia é denominada hipercrômica.

Se o HCM estiver baixo, as hemácias terão coloração mais clara e a anemia é chamada hipocrômica.

Valores normais de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos de cor normal, chamados normocrômicos. Caso haja anemia, ela é denominada normocrômica.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

O resultado do HCM é dado em picogramas. O valor de referência é de 30 a 33 pg.

O que significa RDW no hemograma? 

RDW é a sigla em inglês para Red Cell Distribution Width (Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos). É um índice que indica a variação de tamanho entre as hemácias, representando a percentagem da variação entre os tamanhos obtidos.

Serve para avaliar a distribuição dos glóbulos vermelhos de uma amostra em relação ao seu diâmetro, mostrando assim o grau de heterogeneidade dessas células. Para classificar a anemia, deve ser usado em conjunto com o VCM. Os valores de referência do RDW ficam entre 11% e 14%.

O hemograma é um exame de sangue usado para obter informações sobre as células do sangue (leucócitos, hemácias e plaquetas), para auxiliar o diagnóstico ou verificar a evolução de diversas doenças. O/a médico/a que solicitou esse exame deverá avaliar o seu resultado na consulta de retorno, ocasião em que irá lhe informar a presença de alguma alteração no hemograma.

Quais são os valores de referência de um hemograma?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Os valores de referência do hemograma podem variar de acordo com o método de análise utilizado pelo laboratório, de acordo com a idade da pessoa, o sexo e se a mulher esta grávida. Dessa forma, os resultados de hemograma vêm sempre acompanhados dos valores de referência do laboratório onde ele foi realizado (descritos no lado direito da folha de resultados). 

De maneira geral, os valores de referência do hemograma são:

Hematócrito (%)
  • Mulheres (35 - 47)
  • Homens (40 - 54)
  • Gestantes (34 - 47)
  • Crianças de 10 a 12 anos (37 - 44)
  • Crianças de 1 ano (36 - 44)
  • Crianças de 3 meses (32 - 44)
  • Recém-nascidos a termo (44 - 62)
Eritrócitos (milhões/mm³)
  • Mulheres (4,0 - 5,6)
  • Homens (4,5 - 6,5)
  • Gestantes (3,9 - 5,6)
  • Crianças de 10 a 12 anos (4,5 - 4,7)
  • Crianças de 1 ano (4,0 - 4,7)
  • Crianças de 3 meses (4,5 - 4,7)
  • Recém-nascidos a termo (4,0 - 5,6)

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Hemoglobina (g/100ml)
  • Mulheres (12  - 16,5)
  • Homens (13,5 - 18)
  • Gestantes (11,5 - 16,0)
  • Crianças de 10 a 12 anos (11,5 - 14,8)
  • Crianças de 1 ano (11,0 - 13,0)
  • Crianças de 3 meses (9,5 - 12,5)
  • Recém-nascidos a termo (13,5 - 19,6)
Volume corpuscular médio - VGM ​(µ³)
  • Mulheres (81 - 101)
  • Homens (82 - 101)
  • Crianças de 10 a 12 anos (77 - 95)
  • Crianças de 1 ano (77 - 101)
  • Crianças de 3 meses (83 - 110)
Hemoglobina corpuscular média - HbCM (pg)
  • Mulheres (27 - 34)
  • Homens (27 - 34)
  • Crianças de 10 a 12 anos (24 -30)
  • Crianças de 1 ano (23 -31)
  • Crianças de 3 meses (24- 34)
​​Concentração da hemoglobina corpuscular - CHbCM (%)
  • Mulheres (31,5 -36)
  • Homens (31,5 -36)
  • Crianças de 10 a 12 anos (30 -33)
  • Crianças de 1 ano (28 - 33)
  • Crianças de 3 meses (27- 34)

Veja também: O que significa CHCM no hemograma?

Plaquetas
  • 150.000 a 400.000 (µl)​
​Série branca ou leucócitos
  • Leucócitos total:      4.000 - 10.000 mm³        
  • Eosinófilos:              1 - 5%
  • Basófilos:                 0 - 2%
  • Linfócitos:                20 - 40%       
  • Monócitos:               2 - 10%      
  • Neutrófilos:              45 -75%   

O hemograma é o exame que analisa a quantidade e a qualidade das células do sangue. Os resultados, isoladamente, podem não ser suficientes para fornecer um diagnóstico, por isso devem ser analisados e interpretados pelo médico, em conjunto com o exame clínico do paciente.

Saiba mais em:

O que significa eritrócitos altos no hemograma?

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Que doenças o hemograma pode detectar?

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?

Proteína c reativa alta pode ser o quê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína c reativa alta indica a presença de algum processo inflamatório ou infeccioso na fase aguda. A proteína C reativa também pode estar alta quando ocorre morte de tecido (necrose), como em casos de infarto.

Assim, o exame de PCR pode apresentar valores mais altos em casos de infecção bacteriana, pancreatite aguda, apendicite, queimadura, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide, sepse (infecção generalizada), pós-operatório e tuberculose.

A proteína c reativa (PCR) é produzida pelo fígado e está naturalmente presente no sangue de pessoas saudáveis, mas em pequenas quantidades.

Quando uma inflamação ou infecção aguda se instala, as taxas de proteína c reativa podem subir vertiginosamente, com valores até 1.000 vezes superiores aos valores normais.

Proteína c reativa alta é sempre sinal de doença?

Nem sempre que a proteína c reativa está alta é sinal de alguma doença ou algo mais grave, já que existem diversas condições que podem alterar o resultado do exame de PCR. Entre elas estão o uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, aspirina, corticoides, anticoncepcionais, beta-bloqueadores, hormônios), uso de DIU, atividade física intensa, gravidez, obesidade, entre outras.

Por isso, apesar do exame de proteína c reativa ser preciso e seguro, ele não é específico o suficiente para diagnosticar doenças, já que os valores de PCR podem estar altos na presença de qualquer processo inflamatório no organismo. Por isso, são necessários outros exames para identificar a origem da inflamação ou infecção.

Para que serve o exame de proteína c reativa?

A análise dos valores de PCR serve sobretudo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"). Uma taxa de proteína c reativa alta significa mais chances de desenvolver essas patologias, enquanto que valores baixos e constantes indicam que o risco é menor.

Para avaliar o risco de infarto e derrame cerebral, é solicitado o exame de proteína C reativa ultrassensível, que mede as taxas de PCR de forma mais específica.

A proteína c reativa é útil para avaliar o risco de doenças cardiovasculares pois essas patologias são causadas principalmente por 2 fatores: depósito de placas de gordura nas paredes das artérias e processo inflamatório constante nesses vasos sanguíneos.

Por isso, quando os valores de proteína C reativa estão constantemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L), indicam que existe um processo inflamatório contínuo no corpo. Isso pode ser um sinal de que a pessoa tem mais chances de ter um infarto ou um derrame.

O exame de PCR também é frequentemente utilizado para determinar se uma infecção é causada por vírus ou bactérias. Normalmente, a proteína c reativa eleva-se mais nas infecções bacterianas do que nas virais, o que permite identificar o tipo de infecção e iniciar de imediato o tratamento com antibióticos.

Por fim, é importante frisar que a análise das taxas de proteína c reativa deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá interpretar o resultado levando em consideração a história clínica e o exame físico do paciente.

Quais as causas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As plaquetas baixas podem ter várias causas. A plaquetopenia ocorre quando o nível de plaquetas está inferior a 150.000/mm3 e pode ser causada por:

  • Doenças e condições que diminuem a produção de plaquetas na medula óssea: aplasia medular, fibrose ou infiltração por células malignas (câncer visceral ou hematológico, como linfomas e leucemias) e quimioterapia. O diagnóstico é feito através da biópsia da medula óssea;
  • Doenças que causam aumento do baço (esplenomegalia), com sequestro e destruição das plaquetas: hipertensão portal (pode ocorrer na cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia porta), infiltração de células tumorais no baço, leucemias, linfomas e doença de Gaucher;
  • Aumento da destruição plaquetária pela presença de vasos anormais, próteses vasculares e trombos: púrpura trombocitopênica trombótica, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, coagulação intravascular disseminada e próteses cardíacas;
  • Efeito colateral de medicamentos: diuréticos tiazídicos, estrogênios e fármacos mielossupressores induzem diminuição da produção das plaquetas na medula óssea. Sedativos, hipnóticos, anticonvulsivantes, alfa-metildopa, sais de ouro e heparina podem induzir destruição imunológica das plaquetas;
  • Doenças infecciosas: dengue, AIDS, hepatite C, febre maculosa, leptospirose, febre amarela e septicemia grave;
  • Doenças imunológicas, em que ocorre a destruição das plaquetas no sangue (intravascular): púrpura trombocitopênica imunológica e algumas doenças reumatológicas, como no lúpus eritematosos sistêmico.

É importante frisar que há doenças em que as plaquetas estão em níveis normais, porém sua função está deficiente, como na insuficiência renal crônica com uremia.

O que significa plaquetas baixas no exame de sangue?

A plaquetopenia se caracteriza por qualquer distúrbio em que há uma quantidade anormalmente baixa de plaquetas no sangue, que são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Por isso, as plaquetas baixas podem estar associadas a sangramentos anormais.

As plaquetas baixas têm como principais causas a produção insuficiente de plaquetas na medula óssea e o aumento da destruição de plaquetas na corrente sanguínea, no baço ou no fígado.

Baixa produção de plaquetas na medula óssea

A medula óssea pode não produzir plaquetas suficientes nas seguintes doenças e condições:

  • Anemia aplástica (distúrbio no qual a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes);
  • Câncer de medula óssea, como leucemia;
  • Cirrose hepática (cicatrização do fígado);
  • Deficiência de folato (vitamina B9);
  • Infecções da medula óssea;
  • Síndrome mielodisplásica (a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes ou as produz com defeito);
  • Deficiência de vitamina B12;
  • Tratamento com quimioterapia.
Destruição das plaquetas

Os seguintes distúrbios podem aumentar a destruição de plaquetas:

  • Hiperatividade das proteínas que controlam a coagulação do sangue, geralmente durante uma doença grave;
  • Baixa contagem de plaquetas causada por medicamentos;
  • Aumento de tamanho do baço;
  • Destruição de plaquetas pelo sistema imunológico;
  • Formação de coágulos sanguíneos em vasos de pequeno calibre.
Quais os sintomas e o tratamento para plaquetas baixas?

A plaquetopenia pode não causar sintomas. Contudo, em alguns casos, as plaquetas baixas podem provocar sangramentos na boca e nas gengivas, hematomas, sangramento nasal e manchas vermelhas na pele. Os sintomas das plaquetas baixas também dependem da causa.

A principal complicação da plaquetopenia é a hemorragia que pode ocorrer no cérebro ou no trato digestivo.

O diagnóstico das plaquetas baixas é feito através de hemograma completo, que pode ser complementado por testes de coagulação sanguínea, aspiração da medula óssea ou biópsia, com intuito de investigar a causa.

O tratamento depende da causa. Em alguns casos, a transfusão de plaquetas pode ser necessária para interromper ou prevenir sangramentos.

Em caso de plaquetopenia sem sintomas hemorrágicos, consulte um médico hematologista para adequados diagnóstico e tratamento. Se houver manifestações hemorrágicas, deve procurar um atendimento médico de urgência.

Pode lhe interessar também: O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas? e Qual a quantidade normal de plaquetas?

O que é a leucocitose e quais são as causas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A leucocitose é o aumento do número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue. Pode ser causada pela presença de infecção no organismo, por situações como exercícios físicos, gravidez ou ainda leucemias. A leucocitose é confirmada quando o número de leucócitos está acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue.

Os leucócitos são responsáveis pela resposta do organismo a agentes causadores de doenças ou a situações estressantes e de esforço físico. São divididos em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.

Quais as causas da leucocitose?
  • Uso de certos medicamentos (agonistas adrenérgicos, como salbutamol (ou albuterol), corticoides, epinefrina, fator estimulador de colônias de granulócitos, heparina e lítio);
  • Tabagismo;
  • Cirurgia para retirar o baço;
  • Infecções, quase sempre causadas por bactérias;
  • Doença inflamatória, como artrite reumatoide ou alergia;
  • Leucemia ou doença de Hodgkin;
  • Queimaduras.

A quantidade normal de glóbulos brancos é de 4.500 a 11.000 por microlitro de sangue. Os valores de referência podem variar de acordo com o laboratório.

O aumento da quantidade dessa células no sangue é considerado uma leucocitose. Porém, a causa depende das suas características e do tipo de leucócito aumentado.

Quais são os tipos de leucocitose e suas causas? Leucocitose fisiológica

A leucocitose fisiológica ocorre em resposta a um estresse agudo do organismo, como no caso de exercícios físicos vigorosos, anestesia e gravidez.

Leucocitose reativa

A leucocitose reativa ocorre devido às infecções por bactérias, inflamações e em doenças que afetam o metabolismo do corpo.

Leucocitose patológica

Já as leucocitoses patológicas ocorrem em doenças como leucemia mieloide, leucemia linfoide e linfoma.

Leucócitos baixos: o que pode ser?

Níveis de leucócitos baixos no sangue é uma condição chamada leucopenia. Ocorre quando há menos de 4.500 leucócitos por microlitro de sangue. A leucopenia pode ser causada por:

  • Deficiência ou insuficiência da medula óssea, devido a infecção, tumor ou distúrbios de cicatrização;
  • Medicamentos para o tratamento de câncer ou outras doenças;
  • Doenças autoimunes, como lúpus;
  • Doença do fígado ou baço;
  • Tratamento com radioterapia;
  • Certas doenças virais, como mononucleose;
  • Infecções bacterianas muito graves (sepse);
  • Estresse emocional ou físico intenso, como lesões ou cirurgias.

Os medicamentos que podem baixar a contagem de leucócitos incluem: antibióticos, anticonvulsivantes, medicamentos antitireoidianos, arsênio, captopril, medicamentos quimioterápicos, clorpromazina, clozapina, diuréticos, bloqueadores de histamina-2, sulfamidas, quinidina, terbinafina e ticlopidina.

O médico que solicitou o exame de sangue é o responsável pela sua interpretação, que deve levar em conta a história do paciente, o exame clínico, o resultado de outros exames e a presença de outras doenças e condições.

Saiba mais em: Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?

Qual o valor de referência da ureia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência da ureia no adulto variam entre 16 e 40 mg/dL, enquanto que nas crianças o valor de referência fica entre 5 e 36 mg/dL.

A ureia alta pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando adequadamente, embora os níveis de ureia não sejam muito confiáveis para verificar a função renal, uma vez que a sua elevação muitas vezes está relacionada com a dieta e o estado de hidratação da pessoa.

Na insuficiência renal, os níveis de ureia no sangue estão sempre elevados. Contudo, ureia alta nem sempre significa problemas renais, pois os seus valores podem ser alterados em casos de dieta rica em proteínas, desidratação, infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras situações.

Já a ureia baixa pode estar relacionada com desnutrição, falta de proteínas na alimentação, insuficiência hepática, gravidez, doença celíaca, entre outras condições.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina. Quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue de forma adequada, a ureia começa a se acumular na corrente sanguínea e os seus valores ficam elevados.

Devido a todos esses fatores que podem alterar os valores da ureia, normalmente esse exame é solicitado junto com o exame de dosagem de creatinina, que é um marcador mais confiável para avaliação da função renal.

Para que serve o exame de ureia?

O exame de ureia é usado para avaliar a função dos rins, sendo indicado em caso de suspeita de lesão renal ou de modo preventivo em pessoas que têm mais chances de desenvolver insuficiência renal crônica, junto com o exame de creatinina.

Fazem parte desses grupos de risco pessoas com hipertensão arterial, rins policísticos, diabetes, cálculos renais frequentes, história de insuficiência renal na família, infecções renais recorrentes, entre outras doenças e condições que aumentam a predisposição para desenvolver insuficiência renal.

Embora não seja suficiente para diagnosticar uma insuficiência renal crônica, a avaliação dos valores de ureia oferece uma boa ideia desta função. Quanto mais alta estiver a ureia, maior é o comprometimento da função dos rins.

O resultado do exame deve ser interpretado pelo/a médico/a que o solicitou, que irá levar em consideração a história e o exame clínico do/a paciente.

Leia também: Ureia alta: o que fazer para baixar?

Que doenças o hemograma pode detectar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hemograma pode ajudar a detectar doenças como anemia, alguns tipos de câncer como leucemia, infecções e inflamações, problemas no sistema imunológico, entre outras. 

Através da análise dos leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas, o hemograma fornece ao médico informações importantes sobre as células do sangue, sendo muito útil para auxiliar o diagnóstico ou acompanhar a evolução de diversas doenças. Contudo, o hemograma não detecta gravidez, drogas ou doenças como diabetes, DST e HIV.

O hemograma avalia os três grupos de células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas.

As hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, são as células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio. Níveis elevados de hemácias indica policitemia, o que pode prejudicar as demais células e deixar o sangue espesso. Se o hemograma detectar uma diminuição das hemácias, pode ser sinal de anemia ou hemorragia.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Os leucócitos ou glóbulos brancos são as células de defesa do corpo. A contagem dos glóbulos brancos serve para detectar infecções ou inflamações, avaliar a necessidade de se fazer uma biopsia da medula óssea ou analisar a resposta do organismo a tratamentos com antibióticos, quimioterapia ou radioterapia.

Quando os leucócitos estão elevados (leucocitose), pode ser sinal de infecção, leucemia, infarto do miocárdio, gangrena ou morte (necrose) de algum tecido. Se o número de glóbulos brancos estiver reduzido (leucopenia), pode indicar uma depressão da medula óssea causada por infecções virais ou tratamento do câncer, além de ingestão de mercúrio ou exposição ao benzeno. Dentre as doenças que podem causar leucopenia estão febre tifoide, influenza, sarampo, hepatite infecciosa e rubéola.

Leia também:

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

As plaquetas são as células sanguíneas responsáveis pela coagulação. A contagem do número de plaquetas serve para avaliar a capacidade de coagulação do sangue, bem como diagnosticar ou verificar as causas de um aumento ou diminuição dessas células.

Assim, o hemograma pode auxiliar o diagnóstico de uma grande variedade de doenças e problemas de saúde, como:

  • Hemorragias;
  • Doença cardíaca;
  • Alterações do sistema imunológico;
  • Distúrbios na medula óssea;
  • Câncer;
  • Processos infecciosos e inflamatórios;
  • Reações a medicamentos e tratamentos.

O resultado do hemograma deve ser avaliado pelo médico que solicitou o exame.

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Hemograma pode detectar gravidez?

O que significa bastonetes baixos no hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Níveis de bastonetes baixos no hemograma podem indicar problemas na produção de neutrófilos pela medula óssea ou um aumento da destruição dessas células. As causas são muito variadas, podendo incluir problemas genéticos, uso de medicamentos, infecções, doenças, entre outras.

Os bastonetes são neutrófilos imaturos. Quando se tornam maduros são chamados de segmentados. Os neutrófilos são um tipo de glóbulo branco, células de defesa do sangue que participam no combate às infecções.

O número de bastonetes pode ficar baixo devido a uma rápida utilização ou destruição dessas células, ou ainda por produção insuficiente das mesmas.

Algumas situações mobilizam os neutrófilos que já estão na circulação sanguínea, diminuindo a concentração dessas células no sangue. Alguns exemplos: estresse, uso de medicamentos corticoides, antibióticos, antitérmicos e de tratamento para HIV/AIDS, infecções virais, quimioterapia, estresse, entre outras.

Saiba mais em: O que pode causar neutropenia?

Vale lembrar que os bebês com menos de 3 meses de idade possuem uma reserva muito baixa de neutrófilos, o que pode causar uma diminuição do número de bastonetes durante infecções graves ao invés de um aumento.

Veja também: Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Níveis de bastonetes baixos aumenta o risco de infecções bacterianas e fúngicas, uma vez que a função dessas células é justamente defender o corpo contra esses agentes infecciosos.

Contudo, o resultado do hemograma deve ser interpretado de acordo com os seus sintomas e sinais clínicos. Por isso, é importante levar o resultado do exame para o/a médico/a que o solicitou fazer a correlação adequada e tomar as medidas apropriadas em cada caso.

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O que significa eritrócitos altos no hemograma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Significa o aumento dos glóbulos vermelhos no sangue, aumento das taxas de Hemácias ou Hematócrito. E essa condição é conhecida por Eritrocitose ou Policitemia.

Níveis de eritrócitos altos geralmente não representam muita relevância clínica, ou seja, em poucos casos é sinal de alguma doença. Por outro lado, uma diminuição do número de glóbulos vermelhos é sinal de anemia.

As principais causas de aumento dos eritrócitos são o tabagismo, a hipoxemia arterial crônica e os tumores.

Há ainda outras condições que podem sugerir eritrócitos altos no exame, que são os casos de queimadura, diarreia ou uso de medicamentos diuréticos de forma regular; mas trata-se de um "falso" aumento, nesses casos o que ocorre é uma concentração maior desses glóbulos pelo baixo volume de líquido total no sangue.

As condições descritas causam a chamada eritrocitose secundária, que é caracterizada pelo aumento apenas dos eritrócitos. Já na policitemia vera, uma causa mais rara, genética, os outros componentes do sangue, como os glóbulos brancos e as plaquetas também podem estar aumentados. 

Veja também: O que é a leucocitose e quais são as causas?

Os eritrócitos (também conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos) são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo. A sua coloração vermelha é devida a uma proteína presente no interior dessas células chamada hemoglobina, que se liga ao oxigênio e permite que as hemácias cumpram a sua função.

Os valores de referência de eritrócitos para homens ficam entre 4.500.000 e 6.000.000 mm3, enquanto para mulheres os valores devem ficar entre 4.000.000 e 5.500.000 mm3.

Lembrando que a interpretação dos resultados do eritrograma e de todo o hemograma é da responsabilidade do médico que solicitou o exame, que levará em consideração os sintomas, a história e os sinais clínicos do paciente.

Saiba mais em:

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Exame de sangue Gama GT alterado, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

exame de sangue Gama GT (Gama Glutamil Transferase) mede o nível sanguíneo dessa enzima presente no fígado, pâncreas, rins, baço, coração e cérebro.

Um valor do exame alterado pode indicar algumas doenças do fígado, pâncreas e vias biliares como, por exemplo, alterações hepáticas, hepatite, cirrose,  câncer no fígado e pancreatite.

Outras situações que levam à alteração da gama GT são: consumo de bebidas alcoólicas e uso de alguns medicamentos.

Veja também: Quais são os valores de referência do Gama GT?; Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Todo exame de sangue deve ser interpretado pelo/a médico/a responsável pelo cuidado do/a paciente e será correlacionado com a história clínica, pessoal e o exame clínico.

Fiz exame de sangue Beta-HCG e deu negativo, estou grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se o beta-hcg é negativo então (a princípio) não está grávida, os outros exames são exames de hormônios (todos dentro do limite da normalidade) e não se usa eles para ver se está ou não grávida, para isso existem exames de gravidez. Se a dúvida continua consulte um ginecologista e faça um ultrassom transvaginal.

O que significa monocitose confirmada em hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Monocitose num hemograma significa que houve um aumento do número de monócitos no sangue, um tipo de glóbulos branco, as células de defesa que desempenham uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participarem nos processos inflamatórios.

São várias as doenças e condições que podem causar monocitose. Entre elas estão:

  • Vários tipos de câncer:

    • Leucemia;
    • Mielodisplasia;
    • Mieloma;
    • Doença de Hodgkin;
  • Doenças infecciosas:
    • Tuberculose, Endocardite, Salmonelose;
    • Sífilis; Infecções fúngicas; Recuperação de infecções agudas;
    • Varicela; Malária; Leishmaniose;
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa.
  • Outras causas de monocitose:
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa;
    • Cirrose hepática; Pós-esplenectomia; Sarcoidose;
    • Quimioterapia; Doenças do tecido conjuntivo; Gestação;
    • Depressão; Uso de corticoides.

Leia também:

Que doenças o hemograma pode detectar?

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

A monocitose isolada sem associação com algum sintoma não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

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