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Tipo de Sangue

Dúvidas sobre menstruação, sangramentos e escapes
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Uma dica importante que talvez resolva a dúvida de muitas mulheres: menstruação não é o período fértil da mulher. Aliás, é o contrário. Quanto mais longe da menstruação, mais fértil são os dias, tanto antes como depois da menstruação. Outra recomendação importante: se sua menstruação atrasou ou veio, mas de forma diferente, e está desconfiando de gravidez, precisa fazer o exame de gravidez.

1. O que é a menstruação?

A menstruação é uma perda de sangue decorrente da descamação da camada mais interna do útero, o endométrio. O período menstrual ocorre por ciclos e tem uma duração que varia entre 2 e 7 dias.

Depois da primeira menstruação (menarca), os ciclos menstruais geralmente são irregulares e a menina pode ficar longos períodos sem menstruar.

A duração do ciclo menstrual e a quantidade de sangue perdido em cada menstruação podem ser influenciadas por diversos fatores. Por isso, os ciclos e o fluxo menstrual podem variar de um mês para outro.

2. Quanto tempo dura o ciclo menstrual?

Em média, os ciclos menstruais têm duração de 28 a 32 dias, podendo variar em algumas mulheres para mais ou menos. O ciclo menstrual começa no 1º dia da menstruação e termina no dia anterior à vinda da próxima menstruação.

3. Comecei a menstruar há pouco tempo e minha menstruação está desregulada. Isso é normal?

Isso é "normal" nos primeiros meses depois que a mulher começa a menstruar. No início, a menstruação costuma ser desregulada, às vezes vem certo, às vezes não vem ou até mesmo vem duas vezes no mesmo mês.

4. Qual é o tempo normal de uma menstruação?

Uma menstruação normal pode durar entre 2 e 7 dias.

5. O que é sangramento de escape?

O sangramento de escape ou spotting, como também é conhecido, é uma pequena perda de sangue que ocorre fora do período menstrual. Suas causas são variadas e, na maioria dos casos, não representam nada de grave.

Porém, é necessário fazer uma avaliação com um médico de família ou ginecologista, pois o spotting pode ser sinal de mioma uterino, pólipo endometrial, lesões no colo do útero, entre outras doenças e condições.

Os sangramentos de escape são muito comuns em mulheres que tomam pílula anticoncepcional. Ocorrem no meio do ciclo menstrual e fora do período de pausa entre uma cartela e outra.

Nesses casos, os sangramentos de escape ocorrem com mais frequência nos primeiros 3 meses de uso do anticoncepcional. Porém, com o tempo, o spotting torna-se esporádico e raramente ocorre em mulheres que tomam a pílula há mais tempo.

Vale lembrar que o sangramento de escape não é um sinal de que o anticoncepcional falhou. Por isso, a mulher deve continuar a tomar a pílula normalmente.

Sangramentos são muito comuns quando se toma anticoncepcional e não significam necessariamente que existe risco de gravidez. Podem ocorrer em qualquer época do ciclo e não significam que o anticoncepcional está fraco. Porém, quando se repete muito ou é contínuo, geralmente é preciso avaliar se é necessário trocar de anticoncepcional ou de método contraceptivo.

6. Por que o anticoncepcional causa sangramento de escape?

O sangramento de escape que ocorre no meio do ciclo é causado por uma atrofia do endométrio (camada mais interna do útero). Os hormônios presentes no anticoncepcional deixam o endométrio mais fino, o que deixa os vasos sanguíneos mais expostos e aumenta, assim, o risco de sangramentos.

Porém, o spotting também pode ser provocado pelo uso incorreto ou esquecimento da pílula, ou ainda pelo início do uso fora da época correta do ciclo menstrual.

Em alguns casos, pílulas anticoncepcionais com doses muito baixas de hormônios também podem causar esse efeito colateral. Nesses casos, pode ser um sinal de que o medicamento não está atuando de forma adequada e pode falhar. Quando isso acontece, recomenda-se utilizar outro método anticoncepcional e consultar o médico ginecologista.

7. Pequeno sangramento “tipo borra” é sinal de gravidez?

Talvez. Pode ser apenas uma irregularidade ou o chamado “escape”, mas em alguns casos pode indicar gravidez. Esse sangramento é causado pela implantação do óvulo fecundado no útero e costuma acontecer entre de 7 a 15 dias após a relação sem proteção. Nesse caso, o ideal é esperar a próxima menstruação e se ocorrer atraso menstrual superior a 15 dias, deve fazer o exame de gravidez.

8. O sangramento pode ser nidação?

O sangramento de nidação é raro, nem sempre acontece, e somente ocorre se uma gravidez for possível, no caso de relação sem proteção durante o período fértil.

O sangramento de nidação somente ocorre no meio do ciclo (longe da menstruação) e dura poucas horas ou no máximo 1 ou 2 dias. O sangue pode vir com qualquer aspecto. Uma coisa é importante: se teve esse tipo de sangramento e sua menstruação atrasar (15 ou mais dias de atraso) é um bom indício de gravidez.

9. Minha menstruação atrasou. Estou grávida?

Talvez. Atrasos eventuais e de poucos dias são muito comuns e não necessariamente indicam gravidez. Os médicos consideram apenas indicativo de gravidez atrasos realmente consistentes, ou seja, 15 dias ou mais.

Isso é um bom indício de que algo está acontecendo e é prudente fazer o exame de gravidez (caso haja essa suspeita) e independente do resultado (positivo ou negativo) deve procurar um médico de família ou ginecologista para avaliar a causa do atraso.

10. Minha menstruação está atrasada. Fiz o exame de gravidez ou teste de gravidez e deu negativo. O que pode ser?

A causa do atraso menstrual precisa ser melhor avaliada por um médico de família ou ginecologista. Se está com menos de 15 dias de atraso, espere completar 15 dias e refaça o teste de gravidez. Se já está com mais de 15 dias de atraso e fez o exame depois desse período e ele veio negativo vale a pena consultar um médico para avaliar a razão do atraso menstrual.

11. Minha menstruação atrasou, tive infecção e tomei antibióticos. Pode ser por causa disso?

É uma possibilidade, tanto a infecção como os antibióticos podem interferir com o ciclo menstrual.

12. Minha menstruação está atrasada, mas não é gravidez, porque não tive relações. O que será?

Atrasos desse tipo são geralmente decorrentes de algum tipo de alteração hormonal ou alguma doença física ou emocional. Precisa procurar um médico para saber a causa.

13. Infecção urinária atrasa a menstruação?

Eventualmente sim.

14. Minha menstruação adiantou. É normal?

Eventualmente isso acontece e pode ser considerado "normal". Somente deve se preocupar caso isso aconteça com muita frequência.

15. Minha menstruação veio duas vezes esse mês. Isso é normal?

Normal não é. Porém, eventualmente, isso acontece e pode ser considerado "normal". Somente deve se preocupar caso isso aconteça com muita frequência.

16. Minha menstruação é desregulada e está atrasada, será que estou grávida?

Se sua menstruação é desregulada é difícil saber se ela está realmente atrasada. Espere mais alguns dias e, se continuar atrasada, faça o exame de gravidez.

17. Minha menstruação está desregulada. Quando ela vem novamente?

A previsão de uma nova menstruação somente é possível quando a mulher é bem regulada, tem um ciclo com uma duração fixa e a menstruação costuma vir sempre na mesma data. Nesses casos, a própria mulher já sabe quando ela vem. Porém, se está desregulada, não tem como saber quando vai descer novamente.

18. Depois que comecei a tomar anticoncepcional minha menstruação (fluxo) diminuiu e mudou seu aspecto. Isso é normal?

Pílula anticoncepcional de uma forma geral tende a reduzir a quantidade de dias e a quantidade do fluxo menstrual, além de alterarem o aspecto da secreção vaginal ou sangramento menstrual.

19. Tomo anticoncepcional bem certo e este mês a menstruação não veio. O que pode ser?

Isso é uma ocorrência relativamente comum para quem faz uso de anticoncepcional. Eventualmente, a menstruação não vem um mês e no mês seguinte ela vem normalmente. Pode até indicar gravidez, mas não é comum. Se tomou o anticoncepcional certo, não há porque se preocupar.

Volte a tomar a pílula no dia que é para voltar a tomar a próxima cartela normalmente e se ficar ansiosa ou preocupada faça um teste de gravidez para sair da dúvida.

O mesmo ocorre quando a menstruação vem menos ou diferente do habitual. Isso é comum usando anticoncepcional, sem que signifique algo a se preocupar. Na dúvida, consulte um ginecologista ou médico de família.

20. Tive relação durante a menstruação. Posso engravidar?

Não. Raramente ocorre gravidez se a relação ocorre durante a menstruação.

21. É normal ter dor forte na menstruação?

“Normal” não é a palavra mais adequada para se usar nesse caso. Existem mulheres que sempre têm cólica menstrual (antes e durante). Isso pode ser normal porque a menstruação delas sempre foi assim desde a primeira vez, mas existe tratamento.

Outras mulheres começaram a ter dor forte na menstruação depois de um tempo ou depois de terem filhos. Pode então ser alguma doença e não ser normal. Um exemplo é a endometriose (dores durante e logo depois da menstruação). Precisa procurar um médico.

22. Tenho 15 anos (ou mais ), já tenho corpo, mas minha menstruação nunca veio. O que pode ser?

alvez sua menstruação ainda venha. Porém, o esperado é vir até os 16 anos. A partir dos 16 anos de idade já é indicado fazer uma investigação para avaliar seu organismo e saber se não há algo de errado.

23. Como faço para atrasar minha menstruação ou fazê-la não descer?

Caso use anticoncepcional de 21 comprimidos, basta emendar uma cartela na outra, sem dar pausa. Caso tome anticoncepcional de 28 comprimidos, com cores diferentes, não deve tomar os últimos comprimidos de cor diferente e deve começar uma nova cartela, dispensando os comprimidos restantes.

Se não tomar anticoncepcional, basta iniciar um anticoncepcional pelo menos uns 10 dias antes da menstruação chegar. Importante: Nem sempre dá certo, mesmo que faça tudo corretamente, às vezes a menstruação vem mesmo assim.

Para maiores esclarecimentos sobre menstruação e sangramentos de escape, consulte um médico ginecologista ou médico de família.

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Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Testes de gravidez caseiros ou de farmácia podem dar um resultado correto, embora não sejam considerados 100% confiáveis para indicar que a mulher está grávida. Apenas exames de gravidez feitos em laboratório, como o Beta-HCG, são levados em consideração para tomadas de decisões médicas.

Para entender melhor os resultados do exame de gravidez Beta HCG e os seus valores de referência, recomenda-se dar mais atenção apenas aos resultados "positivo" ou "negativo".

Entendo os valores de Beta-HCG

Os valores de referência do Beta-HCG podem variar de acordo com o laboratório e fatores individuais da pessoa. Contudo, de um modo geral, os resultados seguem os seguintes valores:

Valores entre 0 e 25

Indica resultado negativo. Porém, gestantes na primeira ou segunda semana de gravidez podem apresentar valores ainda inferiores a 25. Por isso, recomenda-se esperar por mais 10 a 15 dias e, se o atraso menstrual persistir, repetir o exame.

Valores entre 25 e 100

Resultados do exame beta-HCG com valores entre 25 e 100 são considerados positivos ou indeterminados, dependendo do laboratório. Mas na maioria das vezes são considerados positivos.

Se ainda assim houver dúvidas quanto à gravidez, deve-se esperar por mais 10 a 15 dias. Se a menstruação continuar atrasada, a mulher deve repetir o exame. 

Valores acima de 100

Se os valores estiverem acima de 100, o resultado do exame é positivo e a gravidez é determinada. 

Quando devo fazer o exame Beta-HCG?

O exame de gravidez beta-HCG deve ser feito sempre que a menstruação atrasar por mais de 15 dias. Vale lembrar que os métodos contraceptivos podem não ser eficazes para evitar a gravidez se não forem utilizados corretamente.

O exame Beta-HCG pode dar resultado errado?

Sim, o exame de gravidez Beta-HCG pode dar resultados errados, embora seja raro. Em geral, o resultado deve sempre ser considerado certo: se der negativo, significa que você não está grávida; se der positivo, significa que está grávida.

Porém, cabe ao médico interpretar o resultado do exame baseado nos seus sintomas. Se for necessário conduzir uma investigação mais apurada, consulte um ginecologista.

Posso fazer exame de Beta-HCG antes mesmo da menstruação atrasar?

Sim. O exame de sangue Beta-HCG já dá positivo logo na 1ª semana após ter ocorrido a gravidez, mesmo que a menstruação ainda não esteja atrasada.

O resultado do Beta-HCG deu positivo. Estou grávida?

Provavelmente sim. Apesar que existem outras situações que podem dar Beta-HCG positivo, além da gravidez. Como por exemplo tumores ovarianos e gravidez ectópica.

O Beta-HCG deu negativo. Significa que não estou grávida?

Provavelmente não. O exame de gravidez Beta-HCG feito depois de 1 semana após a relação que resultou em uma possível gravidez, já costuma dar positivo, mesmo antes da menstruação atrasar. 

Contudo, é importante ressaltar que é preciso esperar pelo menos 7 dias após a relação para fazer qualquer tipo de teste de gravidez, mesmo o exame de sangue Beta-HCG. Exames feitos poucos dias após a relação não apresentam resultados confiáveis.

Saiba mais em: Teste de gravidez de farmácia positivo e beta hcg negativo: estou grávida ou não?

O exame deu negativo e a menstruação ainda não veio. Quando devo repetir o Beta-HCG?

Se fez logo no início pode repetir após 10 ou 15 dias. Se fez após esse período não precisa mais repetir. Se a menstruação não desceu e seu exame é negativo, deve ir ao médico.

É possível saber as semanas de gravidez pelo valor do Beta-HCG?

Não. O exame de gravidez Beta-HCG não serve para determinar a idade gestacional. O médico faz esse cálculo através da menstruação ou pelo exame de ultrassom.

Fiz o exame, deu negativo, mas a menstruação não veio ainda. O que pode ser?

O atraso da menstruação é considerado o primeiro e mais evidente sinal de gravidez, desde que o atraso seja de pelo menos duas semanas. Atrasos menstruais de até 7 dias são muito frequentes e nem sempre indicam que a mulher está grávida. 

A menstruação também pode atrasar devido a estresse, ansiedade, interrupção do uso de pílula anticoncepcional, doenças, infecções, uso de certos medicamentos, ganhos ou perdas de peso muito grandes em pouco tempo, obesidade, magreza extrema, anorexia, excesso de exercícios físicos, alterações na tireoide, ovários policísticos, aproximação da menopausa, entre outras causas.

Veja também: Quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?

Uma vez que existem muitas causas para o atraso menstrual, além de gravidez, é necessário consultar um médico ginecologista para, talvez, realizar mais exames.

Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não. O uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, como analgésicos e antibióticos, não alteram o resultado do exame Beta-HCG.

Pílula do dia seguinte altera o resultado do exame de gravidez?

Não. Pílula do dia seguinte não interfere no resultado do exame de gravidez. Apesar de conter muitos hormônios, eles não alteram o resultado do exame de Beta-HCG.

Mioma altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não, mioma não altera o resultado do exame Beta-HCG. Portanto, se a mulher tem mioma e apresenta resultado positivo, provavelmente está mesmo grávida; se for negativo (desde que tenha esperado pelo menos 7 dias para fazer o exame), é bem provável que não exista uma gravidez.

Saiba mais em:

Teste de farmácia de gravidez é confiável?

Corrimento marrom, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O corrimento marrom pode ser causado por diversos motivos, entre eles a infecção vaginal bacteriana (corrimento geralmente amarelado, mas pode ser marrom claro na vaginose bacteriana) pode ser causa de corrimento marrom.

Quando o corrimento vaginal é marrom escuro, geralmente adquire esta cor por ter sangue em sua composição, o que pode indicar feridas sangrantes no colo do útero, nas paredes vaginais, nas tubas uterinas ou ser proveniente da própria parede uterina (alteração menstrual).

Normalmente, o corrimento vaginal adquire a cor marrom devido à presença de sangue coagulado na sua composição. Esses restos de sangue podem ter como causas resquícios do período menstrual, traumatismos, infecções, presença de corpo estranho, câncer, atrofia vaginal, gravidez ectópica (gravidez fora do útero), entre outras.

A menstruação tipo borra de café, verificada no final do período, também pode ter coloração marrom. Trata-se da mudança de cor do sangue, que oxida devido ao tempo que fica retido no útero até ser expelido, o que altera a sua cor.

O corrimento marrom deixa de ser considerado “normal”, ou seja, fisiológico, se persistir por vários dias ou vier acompanhado de mau cheiro.

Leia mais sobre corrimento normal em: Corrimento vaginal é normal?

Corrimento marrom nas infecções, alergias e outras doenças

Nos casos de infecção bacteriana vaginal, normalmente outros sinais e sintomas acompanham o corrimento marrom, como: ardência, cheiro forte e desagradável, inchaço, prurido (coceira) e vermelhidão.

O corrimento vaginal marrom também pode ser decorrente de doença inflamatória pélvica (DIP), muito mais grave e pode necessitar de internação hospitalar para tratamento, câncer do colo do útero, câncer de endométrio, pólipos ou miomas uterinos, endometrite, outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia.

Alergias e irritação

Grande parte dos corrimentos crônicos são causados por preservativos. O látex das camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres, o que vai desregular o pH vaginal e criar um ambiente propício à proliferação de bactérias que causam a vaginose bacteriana.

Produtos de higiene íntima (duchas vaginais) também são outro agente que provoca irritação. Duchas podem levar à destruição das bactérias benéficas (flora vaginal normal - bacilos de Doderlein) que impedem a proliferação de bactérias causadoras de doenças como as da vaginose. O uso de sabonetes, lubrificantes e cremes vaginais sem indicação do médico é outro fator que pode explicar corrimentos recorrentes.

Corrimento marrom após relações sexuais

O corrimento marrom escuro geralmente indica sangramento em algum local do aparelho reprodutor. O sangramento pode ser oriundo da própria parede vaginal ou do colo do útero, como consequência de relações sexuais intensas ou repetidas.

Corrimento marrom na gravidez

Nas primeiras 12 semanas de gestação, algumas mulheres podem apresentar secreção vaginal marrom. Esse pequeno sangramento pode se originar da implantação do embrião na parede uterina (nidação). Neste caso o sangramento é semelhante à menstruação, mas em pequena quantidade, de coloração mais clara e dura poucos dias.

A vagina também fica mais sensível durante a gravidez, podendo sangrar mais facilmente durante relações sexuais ou exames ginecológicos. Além disso, aumenta a chance de infecções nesse período.

Sempre que ocorrerem corrimentos ou sangramentos durante a gestação, ainda que geralmente comuns, um médico ginecologista deve ser consultado imediatamente. O corrimento também pode significar algo mais grave, como perda sanguínea decorrente de gravidez ectópica com rotura de tuba uterina (acompanhada de fortes dores abdominais em cólica), aborto (ou ameaça de aborto), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, entre outras causas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico ginecologista ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

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Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Nível de leucócitos alto no sangue ou leucocitose pode ser indicativo de infecção, mas não necessariamente. O aumento do nível de leucócitos no sangue pode indicar a presença de um organismo ou substância estranha que precisa ser combatido e eliminado do corpo para não causar complicações.

Esse aumento também pode estar presente em algumas situações temporárias de estresse, como após exercícios físicos intensos, infarto, gangrena, queimaduras, pós-operatório, uso de medicações (lítio, corticoides, epinefrina), tabagismo, gestação, recém-nascido nos primeiros dias após o parto, além de situações crônicas, como alergias, artrite reumatoide, rinite, leucemia, parasitoses intestinais, Doença de Crohn, entre outras.

Os leucócitos atuam na resposta do organismo a agentes causadores de doenças, bem como a situações de estresse ou esforço físico intenso. Quando os níveis de leucócitos estão altos, com valores acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue, é um quadro denominado leucocitose. As causas desse aumento variam conforme as características da leucocitose e o tipo de leucócito que está alto.

Quando o aumento do número de leucócitos ocorre devido a uma situação de estresse para o organismo, como atividade física intensa, gravidez ou uso de anestesia, a leucocitose é fisiológica.

As infecções bacterianas, os processos inflamatórios e a gravidez causam as chamadas leucocitoses reativas. Doenças como leucemia e linfoma provocam um tipo de leucocitose denominada patológica.

O que são leucócitos?

Os leucócitos são células de proteção do nosso organismo contra agentes externos, tanto mico-organismo que podem provocar infecções, quanto substâncias que provocam alergias.

Essas células de proteção são os glóbulos brancos do sangue e são divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos. Cada um desempenha um papel diferente no sistema imune. O aumento dos leucócitos pode ser acompanhado da predominância de algum desses subtipos.

A avaliação do número de leucócitos é útil para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, avaliar a necessidade de se fazer uma biópsia de medula óssea ou a resposta ao tratamento com quimioterapia, radioterapia ou outras formas de terapia.

O resultado de um exame sempre deve ser interpretado de acordo com os sintomas e sinais clínicos que a pessoa apresenta. Além de avaliar as características do aumento dos leucócitos, também faz parte do diagnóstico o exame clínico do paciente. Por isso, é importante levar o resultado do exame para que o/a médico/a que solicitou faça a correlação adequada e tome as medidas apropriadas em cada caso.

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Leucócitos baixos, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
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Médico

Leucócitos baixos (leucopenia) podem significar uma série de condições, fisiológicas ou não. Trata-se da redução no número de células de defesa do corpo, chamadas leucócitos ou glóbulos brancos. Não é uma doença, embora possa ser a manifestação de uma, mas sim um resultado de exame laboratorial (exame de sangue). Seu valor de referência normal é de 4000 a 10000 leucócitos por milímetro cúbico (mm3) de sangue.

Quais são as principais causas de leucócitos baixos?Fisiológicas

Algumas pessoas podem ter um número normal abaixo ou acima do valor de referência, sem nenhuma implicação clínica, como na leucopenia crônica idiopática benigna. O valor de referência abrange a maioria da população, mas não toda. Algumas etnias como negros e judeus do Yemen e Sudão têm comumente leucopenia. Gestantes também podem apresentar este achado ou pessoas em jejum.

Infecções

Em doenças como dengue e infecções virais geralmente ocorre leucopenia, com neutropenia (diminuição de neutrófilos), presença de linfócitos atípicos e trombocitopenia (diminuição de plaquetas), com valores abaixo de 100.000 plaquetas/µL.

Também pode ocorrer leucocitose (aumento dos leucócitos), mas precoce, e neutrofilia (aumento dos neutrófilos).

Também pode ocorrer queda de leucócitos na AIDS, febre amarela, rubéola, sarampo, febre tifoide, tuberculose, brucelose, malária, entre outras doenças.

Doenças da medula óssea

Anemia aplástica, leucemias, linfomas, mielofibrose, carcinomatose metastática e síndrome mielodisplásica.

Doenças da tireoide ou baço

Hiperesplenismo e doença de Gaucher.

Doenças hepáticas

Cirrose hepática e hepatites.

Doenças autoimunes

Lupus Eritematoso Sistêmico; artrite reumatoide e linfoproliferativas.

Doenças genéticas

Agranulocitose congênita de Kostmann, anemia de Fanconi e disgenesia reticular.

Outras causas comuns de leucócitos baixos

Deficiência de folato ou vitamina B12, complicações do uso de alguns medicamentos (anti-tireoidianos, antibióticos, anticonvulsivantes, antirretrovirais), quimioterapia e radioterapia, alcoolismo, desnutrição e hemodiálise.

Quais são os sintomas de leucócitos baixos?

Os leucócitos baixos não causam um sintoma específico. Contudo, é preciso ter atenção, pois se o número de leucócitos estiver muito baixo, há um aumento do risco de infecções.

Nesses casos, alguns sinais e sintomas podem estar presentes, como presença de gânglios ou nódulos no corpo, aumento de tamanho do baço, lesões na pele, além de manifestações que indicam doenças do fígado ou outras doenças.

Pessoas com febre e neutrófilos baixos (menos de 1.500 neutrófilos/µL), um tipo de leucócito, devem ser encaminhadas para um serviço de urgência para uma investigação.

Uma vez que existem diversas condições que podem deixar os leucócitos baixos, é preciso fazer um exame clínico em que se avalia a presença de sinais e sintomas e doenças, uso de medicamentos e complicações, nesse caso, infecções.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento, quando necessário, vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se houver necessidade.

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Posso estar grávida?
Dr. Charles Schwambach
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Médico

É possível eu estar grávida? A resposta pode ser:

Provavelmente SIM: se teve relação sexual sem proteção e a menstruação atrasou;

Provavelmente NÃO: se usa anticoncepcional corretamente, se usou camisinha, se toma injeção anticoncepcional e se a menstruação veio;

TALVEZ: Se teve relação e não usou camisinha no primeiro mês de uso de anticoncepcional oral ou injetável, se não tomou a injeção no dia certo, se esqueceu de tomar a pílula no dia certo, se usou a pílula do dia seguinte, se faz sexo com coito interrompido, se a camisinha estourou.

Importante: se menstruou, não deve estar grávida. Se quer saber se está grávida só existem duas maneiras de descobrir: fazer um exame de gravidez ou ultrassom.

Testes caseiros ou de testes de farmácia para gravidez não têm nenhum valor para a definição de estar ou não grávida, apenas testes feitos em laboratórios são confiáveis e levados em consideração para tomadas de decisões médicas.

1. Quais são os sintomas de gravidez?

O principal sintoma da gravidez é o atraso da menstruação, que deve estar pelo menos 8 dias atrasada para que a gravidez seja detectada nos exames de gravidez. O atraso menstrual normalmente é notado quando o período está de uma a duas semanas atrasado.

Além do atraso menstrual, outros sintomas podem estar presentes no início da gravidez (5ª ou 6ª semana de gestação), como náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço, aumento do número de micções, urgência urinária, sonolência, alterações do paladar e do olfato.

À medida que a gravidez avança, outros sinais e sintomas começam a surgir, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, variações de humor, falta de ar e tontura.

2. Posso fazer exame de gravidez ante mesmo da menstruação atrasar?

Sim. O exame de sangue Beta-HCG já dá positivo 1 semana após a gravidez ter ocorrido mesmo antes da menstruação atrasar.

3. Com quantos dias de atraso posso suspeitar que estou grávida e devo fazer o exame de gravidez?

Pode-se fazer exames de gravidez de sangue ou teste de farmácia de urina a partir do primeiro dia de atraso da menstruação. Porém, como pequenos atrasos menstruais de poucos dias são muito comuns, os médicos costumamos esperar 15 dias de atraso menstrual para considerar um bom indício de gravidez. O ideal é a partir desse período procurar o médico e fazer o exame de gravidez.

4. Atraso menstrual seguido por pequeno sangramento ou corrimento tipo "borra" pode ser gravidez?

Sim. Se há possibilidade de gravidez (relações sem proteção), pode sim ser gravidez.

5. Pequeno sangramento ou corrimento tipo borra antes ou nos dias que era para vir a menstruação, seguido de atraso menstrual, pode ser gravidez?

Sim. Se há possibilidade de gravidez (relações sem proteção), pode sim ser gravidez.

6. A menstruação veio diferente neste mês, posso estar grávida?

Talvez. Nem toda alteração na menstruação significa gravidez. Menstruação que veio pouco ou veio tipo borra de café, ou veio mais que o normal, até podem significar gravidez, mas existem muitos outros motivos. Se teve relação sem proteção, faça o exame de gravidez.

7. Posso estar grávida e menstruar normalmente?

É algo que até pode acontecer, mas é raro, normalmente presença de menstruação indica ausência de gravidez.

8. Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não. O uso de anticoncepcional não interfere no resultado do exame de gravidez Beta-HCG.

9. Relação sem proteção com coito interrompido (ejacular fora) pode engravidar?

Pode engravidar, o coito interrompido, embora possa ser utilizado é um método de baixa eficácia, portanto pode ocorrer gravidez.

10. Penetração com o pênis sujo de esperma ou líquido seminal engravida?

Sim. Mesmo se lavar por fora e urinar, toda vez que se inicia uma nova relação e não se usa preservativo ou outro método anticoncepcional existe sim a chance de gravidez.

11. Encostar o pênis sujo de esperma ou líquido seminal na vagina engravida?

A chance é mínima, se não há penetração dificilmente há gravidez.

12. Lavar o pênis e começar de novo, engravida?

Sim. Mesmo se lavar por fora e urinar, toda vez que se inicia uma nova relação e não se usa preservativo ou outro método anticoncepcional existe sim a chance de gravidez.

13. Introduzir os dedos sujos de esperma ou líquido seminal na vagina pode engravidar?

Talvez sim. Sempre que espermatozoides viáveis chegam à vagina, existe a chance de gravidez.

Saiba mais em:
O que é IgG e IgM e qual a diferença entre os dois?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) são anticorpos que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de micro-organismo invasor. A diferença entre eles é que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, enquanto que o IgG, que também surge na fase aguda, é mais específico e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.

O exame sorológico de IgG e IgM serve para detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus:

  • IgG negativo (não reagente)  e IgM negativo (não reagente): nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou vacina) e está susceptível a ter a doença;
  • IgG negativo e IgM positivo: infecção aguda (dias, semanas);
  • IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses);
  • IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga (meses ou anos) ou sucesso da vacina; a pessoa está protegida para essa doença.

 A presença dessas imunoglobulinas no sangue marca que a pessoa já teve contato com o patógeno causar da doença em algum momento da vida (contraindo a doença ou por meio de vacinação). Depois desse contato o sistema imunológico cria uma memória que fica presente para o resto da vida.

Cada exame tem uma forma específica de ser interpretado a depender da doença em questão. Por isso, procure o/a médico/a que solicitou o exame para que possa explicar corretamente cada caso.

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Quais os sintomas de vermes no corpo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de vermes no corpo do ser humano variam de acordo com a verminose, sendo que o sinal mais evidente é a presença do verme nas fezes. Outros sintomas comuns são:

  • Diarreia;
  • Febre;
  • Presença de sangue, gordura ou muco nas fezes;
  • Anemia;
  • Dor abdominal;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fraqueza;
  • Perda de peso;
  • Perda ou aumento do apetite.

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Além desses sintomas, existem determinados tipos de vermes que manifestam sintomas mais específicos, como:

  • Esquistossomo (barriga d'agua): Diarreia e/ou constipação intestinal, pode haver aumento do fígado e baço, cirrose, hemorragias;
  • Ancilóstomo (amarelão): Pele amarelada, pode causar complicações cardíacas e pulmonares, além de afetar o desenvolvimento da criança;
  • Filária (elefantíase): Inflamação nos vasos linfáticos, dor muscular, intolerância à luz, inchaço do saco escrotal, virilha, vulva, mamas, pernas e braços, manchas na pele, presença de gordura ou sangue na urina, pele grossa e áspera;
  • Larva migrans (bicho geográfico): Prurido (coceira), linhas avermelhadas na pele que assemelham-se com mapas;
  • Oxiúrus: Prurido anal, corrimento e sono agitado. Os vermes, que têm em média entre 1 e 2 cm, também são visíveis nas fezes.

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O tratamento das verminoses é feito com medicamentos vermífugos.

Corrimento rosado, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento rosado pode ser o sinal inicial de uma gravidez ou um corrimento habitual do ciclo menstrual. Já um corrimento rosado com mau cheiro pode indicar uma infecção vaginal.

No caso de gravidez, quando ocorre a fecundação do óvulo, a mulher pode observar a presença de um leve corrimento rosa, que é um corrimento vaginal normal apresentado pela mulher.

A cor rosada do corrimento é devida aos vestígios de sangue, que são o resultado da entrada do espermatozoide no óvulo e do deslocamento do mesmo até o útero.

Esse corrimento pode aparecer poucos minutos depois da relação ou até 3 dias depois, uma vez que esse é o tempo que o espermatozoide permanece vivo dentro do organismo feminino.

A ocorrência de corrimento vaginal rosado também pode ser observada após as relações sexuais. Isso pode acontecer se houver ruptura de vasos sanguíneos na vagina. Se não houver outros sinais e sintomas associados, é provável que não seja nada de grave.

Corrimento rosado antes da menstruação

Quando o corrimento rosado aparece antes ou no dia previsto da menstruação, pode ser sinal de gravidez. Noutros casos, pode ser apenas um resultado das alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual (sangramento de escape).

Uma vez que o corrimento vaginal rosado pode ser um possível sinal de que a mulher está grávida, o mais indicado é esperar pela menstruação. Se o período atrasar 7 dias, faça um teste de gravidez.

Corrimento rosado depois da menstruação

Após a menstruação, algumas mulheres podem apresentar corrimento rosado. Nesses casos, a cor rosa do corrimento é devida à presença de restos de sangue que ficaram no útero e estão sendo expelidos. Porém, também pode ser um sinal de gravidez.

Corrimento rosado na gravidez

Durante a gravidez, a presença de secreção vaginal rosa pode ocorrer durante ou após esforços físicos ou relações sexuais. Em outros casos, o corrimento rosado na gestação pode indicar aborto.

No início da gravidez, a causa do corrimento rosado normalmente é o sangramento decorrente da fecundação do óvulo pelo espermatozoide e da implantação do óvulo no útero. Esse corrimento é normal e não é sinal de complicações.

No 1º trimestre de gravidez, o útero fica muito sensível e está com um aumento considerável de fluxo sanguíneo. Por isso, alguns estímulos podem causar pequenas rupturas no útero, com rompimento de vasos sanguíneos, como esforço físico ou relação sexual, por exemplo. Nessas situações, também pode surgir um corrimento rosado durante ou depois da atividade.

No caso das relações sexuais, por exemplo, o corrimento rosado também pode ser provocado pela ruptura de vasos sanguíneos da vagina, que fica mais irrigada de sangue na gravidez e com um número maior de vasos sanguíneos.

Esses corrimentos rosados que surgem na gravidez são considerados normais e normalmente não indicam nada mais grave.

Mesmo assim, é importante estar atenta à cor do corrimento. Se a secreção apresentar uma coloração vermelho vivo, pode ser sinal de placenta prévia, descolamento de placenta, gravidez ectópica (gravidez fora do útero) ou aborto. Nessas situações, a gestante também costuma ter cólicas.

Corrimento rosado tomando anticoncepcional

Um corrimento rosado ou levemente amarronzado pode surgir durante o ciclo menstrual naquelas mulheres que apresentam escapes decorrentes do uso de algum tipo de anticoncepcional.

Os sangramentos de escape podem surgir em qualquer período do ciclo menstrual e podem ter duração de até uma semana. Nesses casos, trata-se de um efeito colateral normal do anticoncepcional.

A ocorrência de sangramentos de escape é mais comum no início do uso do anticoncepcional, quando o organismo da mulher ainda está se adaptando aos hormônios do medicamento. Porém, se os sangramentos persistirem por mais de 3 meses, é recomendado consultar o ginecologista.

Apesar do corrimento vaginal ser uma resposta fisiológica natural do corpo da mulher, ele também pode sinalizar alguma alteração.

O mais indicado é consultar o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral sobre a ocorrência de um corrimento rosado ou qualquer outro tipo de corrimento vaginal para que as causas sejam apuradas e, se necessário, devidamente tratadas.

Dor e caroço no local da injeção: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A ocorrência de dor e caroço no local de injeção intramuscular é relativamente comum e é considerada uma complicação deste procedimento. A reação adversa mais relatada é a dor no local da injeção. Esta ocorre porque a pele e tecido subcutâneo são ricamente inervados e os receptores da dor são estimulados pela agulha, quando penetra e disseca o tecido conectivo. O músculo é menos inervado, mas a infusão de solução pode ser muito dolorosa, pela irritação devida à própria solução e ao pH. A pigmentação da pele e hemorragia ocorrem por extravasamento de sangue após lesão de capilares e vasos. O surgimento de nódulo no local pode corresponder à contratura muscular ou formação de abscesso. O abscesso se associa a aumento da temperatura e vermelhidão local.

Usualmente medidas locais, como o uso de pomadas de anti-inflamatórios, calor local ou aumento dos movimentos é suficiente para resolver as complicações.

Outras complicações das injeções intramusculares são citadas abaixo:

  • diminuição da sensibilidade do membro;
  • formação de abscesso;
  • infarto e necrose local;
  • atrofia da pele e tecido adiposo;
  • contratura muscular;
  • fibrose tecidual;
  • hematoma;
  • lesão do nervo ciático.

A ocorrência de complicações depende de alguns fatores, como:

  • Tipo de medicação introduzida: pode ser irritante, estar diluída em solvente oleoso ou de absorção lenta, alta concentração;
  • Volume injetado incompatível com a estrutura do músculo: pode aumentar a tensão local, compressão vascular; o edema local, juntamente com o efeito tóxico, pode causar infarto muscular, fibrose e necrose;
  • Local de aplicação errado em relação a qualidade da medicação injetada: há medicações que exigem grande massa muscular, uma vez que uma superfície possibilita acentuada velocidade de absorção;
  • Uso inadequado da técnica;
  • Escolha inadequada da agulha e da seringa: a medicação retida no tecido adiposo é muito lentamente absorvida e podem ocorrer nodulações; no paciente emagrecido, pode atingir inervações ou estruturas ósseas. A seringa ou a agulha contaminadas podem conduzir a septicemias;
  • Escolha inadequada da área a ser introduzida a medicação: o músculo deltoide (no braço) constitui o último a ser utilizado devido ao nervo circunflexo e ramificações de vasos na sua porção inferior esquerda;
  • Desconhecimento pelos profissionais da anatomia e farmacologia, bem como falta de prática e habilidade;
  • Múltiplas injeções em um só local: após repetidas injeções no mesmo local, manchas, depressões, fibrose e outras complicações podem ocorrer devido a concentração, pH, natureza química da droga e cinética de absorção.

Se você apresentar complicações após injeção intramuscular, deverá procurar o serviço de saúde em que foi aplicada para maiores orientações.

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

No hemograma, VCM, HCM e RDW são os índices hematimétricos, que servem para avaliar as características das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos.

Esses índices adicionais do hemograma permitem verificar o tamanho e o formato das hemácias, sendo usados em conjunto com a contagem dessas células para diagnosticar diversos tipos de anemia.

O que significa VCM no hemograma? 

O índice VCM significa Volume Corpuscular Médio e serve para avaliar o tamanho médio dos glóbulos vermelhos e diagnosticar anemias.

Se o valor for inferior a 80 fl, significa que as hemácias estão pequenas e a anemia é do tipo microcítica. Um exemplo comum desse tipo de anemia é a anemia ferropriva, causada por deficiência de ferro. 

Se o VCM for maior que 96 fl, a anemia é do tipo macrocítica, pois as hemácias estão maiores que o normal. Dentre esse tipo de anemia, as mais comuns são a anemia megaloblástica e a perniciosa.

Valores de VCM entre 80 e 100 fl indicam que as hemácias estão dentro do tamanho normal. No entanto, se o número de glóbulos vermelhos estiver reduzido, a anemia é chamada normocítica. 

O que significa HCM no hemograma? 

O índice HCM significa Hemoglobina Corpuscular Média e indica o peso da hemoglobina na hemácia. Portanto, serve para avaliar a quantidade média de hemoglobina na célula. 

A hemoglobina é a proteína que dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos e, consequentemente, ao sangue. Sua principal função é se ligar ao oxigênio para que este seja transportado para as células do corpo.

Valores altos de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos mais escuros. Nesses casos, a anemia é denominada hipercrômica.

Se o HCM estiver baixo, as hemácias terão coloração mais clara e a anemia é chamada hipocrômica.

Valores normais de HCM são encontrados em glóbulos vermelhos de cor normal, chamados normocrômicos. Caso haja anemia, ela é denominada normocrômica.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

O resultado do HCM é dado em picogramas. O valor de referência é de 30 a 33 pg.

O que significa RDW no hemograma? 

RDW é a sigla em inglês para Red Cell Distribution Width (Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos). É um índice que indica a variação de tamanho entre as hemácias, representando a percentagem da variação entre os tamanhos obtidos.

Serve para avaliar a distribuição dos glóbulos vermelhos de uma amostra em relação ao seu diâmetro, mostrando assim o grau de heterogeneidade dessas células. Para classificar a anemia, deve ser usado em conjunto com o VCM. Os valores de referência do RDW ficam entre 11% e 14%.

O hemograma é um exame de sangue usado para obter informações sobre as células do sangue (leucócitos, hemácias e plaquetas), para auxiliar o diagnóstico ou verificar a evolução de diversas doenças. O/a médico/a que solicitou esse exame deverá avaliar o seu resultado na consulta de retorno, ocasião em que irá lhe informar a presença de alguma alteração no hemograma.

Pontadas na barriga, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Pontadas na barriga podem ser decorrentes de muitas causas diferentes, sejam doenças ou não. A região abdominal é a que possui mais órgãos em nosso corpo. A dor abdominal, que é chamada popularmente de dor na barriga, é muitas vezes um desafio para qualquer médico, dada a enorme quantidade de diagnósticos diferenciais possíveis.

Na maioria dos casos, a dor abdominal é benigna, ou seja, fisiológica ou que não é decorrente de doença grave (pode ser uma gastroenterite comum) e passa após algumas horas ou dias, não há motivo para preocupação.

Principais causas de dor na barriga
  • Gastrite e úlcera péptica;
  • Intoxicação alimentar ou gases;
  • Colecistite e pedras na vesícula;
  • Pancreatite aguda;
  • Hepatite aguda;
  • Litíase renal (pedra(s) nos rins);
  • Apendicite;
  • Diverticulite;
  • Infecção intestinal e diarreia;
  • Parasitoses intestinais;
  • Cólicas menstruais (dismenorreia).
Causas menos comuns da dor de barriga
  • Menstruação;
  • Tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos;
  • Obstrução ou constipação intestinal;
  • Infarto e isquemia intestinal.
  • Aneurisma de aorta abdominal;
  • Infecção urinária;
  • Hérnias;
  • Cetoacidose diabética;
  • Doença de Crohn e retocolite ulcerativa;
  • Doenças do ovário;
  • Endometriose;
  • Gravidez ectópica;
  • Mioma uterino;
  • Abscesso hepático;
  • Anemia falciforme;
  • Rins policísticos;
  • Peritonite (membrana que envolve os órgãos abdominais).
Causas de dor abdominal originadas fora do abdômen
  • Infarto do miocárdio;
  • Pneumonia;
  • Hérnia de hiato;
  • Derrame pleural.

A maior parte dos casos são cólicas intestinais associados à alimentação rica em gorduras ou a intoxicações alimentares. As dores de barriga leves, de curta duração ou que desaparecem após algumas horas são normalmente causadas por dilatações do intestino por gases. Ansiedade pode causar dor abdominal de curta duração, também por aumentar a quantidade de gases nos intestinos. Porém, quando há sinais de alerta associados (dor muito intensa, que dura muitos dias, que pode ser acompanhada de febre, vômitos, diarreia com sangue ou muco, entre outros sintomas), um médico deve ser consultado.

Todos os órgãos que se encontram dentro da cavidade abdominal e da cavidade pélvica podem causar dor abdominal, e algumas vezes, órgãos na cavidade torácica também podem causar dor abdominal. Os órgãos dentro do abdômen (abdome) são:

  • Fígado;
  • Vesícula biliar;
  • Vias biliares;
  • Pâncreas;
  • Baço;
  • Estômago;
  • Rins;
  • Supra renais;
  • Intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo);
  • Apêndice;
  • Intestino grosso;

Os órgãos dentro da pelve são:

  • Ovários;
  • Trompas;
  • Útero;
  • Bexiga;
  • Próstata;
  • Reto e sigmoide (porção final do intestino grosso).

Devido à inervação característica destes órgãos, o cérebro tem certa dificuldade em localizar o ponto exato da dor, que geralmente é difusa (toda a barriga) ou próximo do centro do abdome. As exceções costumam ser os rins, vesícula biliar, ovário ou apêndice (dor mais lateralizada). Portanto, a localização e o tipo da dor ("pontada") ajudam, mas não costuma ser suficientes para determinação do diagnóstico. Também é importante avaliar outras características da dor, como tempo de duração (há horas? dias?), periodicidade (ela é intermitente ou contínua? se intermitente, vem de quanto em quanto tempo?), intensidade (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior), outros sintomas associados (como vômitos, diarreia, febre ou icterícia), fatores agravantes ou desencadeadores, região para onde a dor irradia (é restrita a um ponto/local ou espalha para outras regiões?), se é uma dor comum que já teve antes diversas vezes ou não, se tem algum horário ou dia do mês que ocorre com mais frequência, se está piorando ao longo do tempo ou apresentando novos sintomas, se tem casos semelhantes na família, se piora ou melhora com a alimentação, etc. É fundamental também saber qual a sua idade e antecedentes pessoais.

Diante do grande número de possíveis causas para dor abdominal, um médico deve ser consultado para avaliação com história completa, exame físico e eventualmente exames complementares, determinação do diagnóstico correto, avaliação e tratamento, caso a caso.