Perguntar
Fechar

Infarto Miocárdio

As manchas de catapora podem ser permanentes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, as manchas de catapora expostas ao sol podem tornar-se permanentes em pessoas mais susceptíveis. Para prevenir e tratar qualquer tipo de mancha na pele, inclusive as da catapora, é fundamental aplicar protetor solar diariamente para proteger a pele dos raios solares.

O filtro solar ideal deve ter um fator de proteção solar de no mínimo 30 (FPS), e proteger  contra os raios UVA e UVB.

Em alguns casos pode ser muito difícil tratar as manchas e as cicatrizes deixadas pela catapora. Mas há várias opções de tratamento dermatológico que podem amenizá-las como: laser, peelings, dermoabrasão, clareadores, entre outros tratamentos.

O laser pode estimular a produção de colágeno e deixar o relevo e a coloração da pele mais uniforme, tornando as marcas da catapora menores, menos evidentes e profundas.

Na dermoabrasão, é feita uma raspagem das camadas mais superficiais da pele que deixa a superfície da pele mais suave e ameniza as irregularidades das marcas da catapora.

Outra opção para suavizar as manchas da catapora são os cremes despigmentantes, que contêm substâncias clareadoras como a hidroquinona, o ácido glicólico e o ácido azeláico.

Já os peelings, como o de diamante ou cristal, melhoram a textura da pele e corrigem as irregularidades das cicatrizes, diminuindo as manchas da catapora. O tratamento pode ser feito com uma uma única aplicação.

Saiba mais em: Existe alguma forma de clarear manchas escuras na pele?

Para maiores informações sobre os possíveis tratamentos para as manchas da catapora, consulte um médico dermatologista.

Faz uns 2 dias que venho sentindo palpitações no coração...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não sei qual sua idade e nenhuma informação sobre as coisas que são importantes na análise da possibilidade de risco para o coração (idade, cigarro, obesidade, sedentarismo, drogas, história familiar de eventos cardíacos...), então fica difícil dizer qualquer coisa. O importante é você saber que uma pessoa jovem (menos de 40 anos) sem fatores de risco, normalmente esses sintomas são decorrentes de problemas emocionais sendo o principal a ansiedade.

Dor no coração: o que pode ser?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

A dor no coração pode ter diversas causas, sendo as mais comuns: o infarto agudo do miocárdio ("infarto cardíaco"), pericardite e outras doenças cardíacas, doenças pulmonares, como a pneumonia e derrame pleural, ansiedade, síndrome do pânico ou mesmo excesso de gases. 

A dor no coração em pontada, aperto e peso, normalmente está associada ao Infarto Agudo do Miocárdio. A dor pode irradiar para os ombros, braços, costas, mandíbula causando sensação de formigamento. Entretanto, nem todas as dores que se manifestam no coração são indicativas de infarto. Pode ser proveniente de arritmias cardíacas, angina do peito, ansiedade, síndrome do pânico, entre outras patologias.

Costocondrite

A costocondrite consiste em uma inflamação das cartilagens que ligam as costelas ao osso que fica localizado no meio do peito, chamado esterno. As causas mais comuns são o excesso de atividade física e má postura. Por vezes pode causar dor intensa semelhante a dor do infarto.

Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

O infarto ocorre quando parte da musculatura cardíaca deixa de receber irrigação sanguínea e, por consequência, oxigênio. Esta falta de oxigênio faz com que as células que não recebem sangue e oxigênio morram, o que chamamos necrose.

A dor que se manifesta nos casos de infarto é descrita como em aperto, pontada ou queimação. Esta dor, normalmente, irradia-se para o ombro esquerdo, costas, mandíbula e braço esquerdos provocando sensação de formigamento.

É mais comum em pessoas portadoras de pressão alta descontrolada, colesterol muito elevado, fumantes, história familiar de doenças cardiovasculares e pessoas com mais de 45 anos.

Veja mais em : Dores no braço podem ser sintomas de ataque cardíaco?

Angina do peito ou Angina pectoris

A angina do peito ou angina pectoris é caracterizada por uma dor em aperto no coração e é comumente provocada por doença coronariana. A dor é sinal de que a musculatura cardíaca está em sofrimento por falta de oxigênio. Se o quadro de angina permanece instalado por tempo prolongado, desenvolve-se o quadro de infarto.

A angina se caracteriza por dor em aperto na região anterior do tórax que geralmente é precipitada por esforço físico e pode, ou não, ser aliviada com o repouso - critério inclusive que diferencia a chamada angina estável, da angina instável. Pode ainda, irradiar-se para as costas e braços. Algumas pessoas sentem dor no estômago ou na mandíbula.

Pessoas com colesterol elevado, alimentação com excesso de carboidratos, hipertensão descompensada, diabetes e tabagistas são mais propensas a desenvolver não só a angina de peito, mas também infarto e acidente vascular cerebral.

Leia mais em: O que é angina e quais os sintomas?

Qual a diferença entre angina estável e angina instável?

Pericardite

O coração fica alojado dentro de um saco membranoso chamado pericárdio. A pericardite é, portanto, uma inflamação do pericárdio. A dor provocada por esta inflamação é muito forte e pode ser confundida com a dor do infarto. Doenças reumatológicas e infecções dentárias não tratadas são algumas das causas comuns de pericardite.

Arritmias cardíacas

As alterações na frequência do ritmo cardíaco, sejam batimentos cardíacos lentos, acelerados ou fora do ritmo, são chamadas de arritmias cardíacas. Estas alterações de ritmo podem desencadear sintomas como tonturas, mal-estar, palidez, dor no coração, suor frio e úmido.

As causas mais comuns de arritmia são a hipertensão, distúrbios de tireoide, insuficiência cardíaca descontrolada, anemia, doença coronariana, envelhecimento e atividade física de alta intensidade.

Pessoas saudáveis, principalmente se houver história familiar de doenças cardíacas, também podem apresentar alterações cardiovasculares de forma aguda durante a vida.

Pneumonia

A pneumonia é uma doença infecciosa que acomete parênquima pulmonar, apresentando como sintoma comum a dor no peito. Entretanto, na maioria das vezes a dor se diferencia por piorar com os movimentos, inclusive tosse. A febre pode não estar presente em pacientes com imunidade baixa como idosos, diabéticos e imunodeprimidos. Outras doenças pulmonares como pleurite ou derrame pleural também podem causar dores no peito. 

Ansiedade

Durante as crises de ansiedade as pessoas experimentam o aumento da tensão da musculatura das costelas e aumento da frequência cardíaca, que podem vir acompanhados de dor no coração e sensação de dor em aperto no peito. Além disso, a dor pode associar-se à respiração superficial e rápida, aumento da transpiração, náuseas e alteração do funcionamento intestinal.

A ansiedade é bastante incapacitante e pode comprometer a vida cotidiana das pessoas.

Veja também: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?

Síndrome do pânico

As pessoas com síndrome do pânico apresentam crises repentinas de medo intenso, acredita-se que por um desequilíbrio dos neurotransmissores responsáveis por enviar sinal de "perigo", sem que realmente existam, provocando taquicardia, perda do controle de si mesmas, suor frio, falta de ar, dormência e dor no peito. A dor no peito que ocorre durante os ataques de pânico é aguda e localizada no tórax e pescoço, com duração de no máximo 10 minutos.

Excesso de gases

O acúmulo de gases é a causa mais comum de dor no peito, no entanto não está associada a distúrbios cardíacos. O excesso de gases intestinais empurra os órgãos da cavidade abdominal e provocam a sensação de dor em pontadas no peito. Pessoas que têm prisão de ventre são muito propensas à "dor no coração" por acúmulo de gases.

O que posso fazer ao sentir dor no coração?

Procure um cardiologista se a dor cardíaca durar um tempo superior a 10 minutos e se manifestar acompanhada de:

  • Tontura
  • Náusea
  • Dor de cabeça intensa
  • Suor frio
  • Formigamento
  • Respiração difícil
  • Taquicardia
  • Dor em aperto ou queimação no perto
  • Dificuldade de deglutição

Diante destes sintomas procure um médico ou unidade hospitalar rapidamente. Pessoas portadoras de hipertensão, cardiopatias, diabetes ou história familiar de infarto agudo do coração devem procurar atendimento médico imediatamente.

Pode lhe interessar também:

O que fazer no caso de dor no peito?

O que é síndrome do pânico?

Quais são os sintomas da pneumonia bacteriana e qual é o tratamento?

Angioplastia: o que é, como é feita e quais os riscos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A angioplastia é uma cirurgia minimamente invasiva que serve para desobstruir uma artéria do coração que está parcialmente ou totalmente entupida. O objetivo do procedimento cirúrgico é restabelecer o fluxo sanguíneo normal para a área do coração em que a circulação estava comprometida.

A angioplastia das artérias coronárias é indicada em casos de infarto, quando a artéria está totalmente obstruída e precisa ser aberta com urgência. Com o retorno da circulação, o músculo cardíaco volta a ser devidamente oxigenado, prevenindo a piora do quadro, novo episódio de isquemia, ou evolução para o óbito.

Como é feita a angioplastia?

Na angioplastia, é introduzido um cateter (tubo bem fino) na artéria que está obstruída. Na extremidade do cateter existe um balão, que dilata o vaso sanguíneo, quando chega na área obstruída, permitindo o restabelecimento da circulação.

Balão na extremidade do cateter

Em alguns casos, além do balão, é feito ainda um implante de uma rede ou malha metálica (stent), o qual mantém o interior desse vaso aberto, para certificar que a artéria permaneça com o seu trajeto livre para o fluxo sanguíneo.

O tempo de duração da cirurgia de angioplastia varia entre 30 e 45 minutos. Em algumas situações, a pessoa necessita ficar internada.

Quais são os riscos da angioplastia?

O principal risco da angioplastia é a formação de trombos na artéria que recebeu o procedimento. Contudo, para prevenir essa complicação, são usados medicamentos antiagregantes plaquetários, que reduzem o risco de coagulação ou formação de placas. O risco de morte como complicação da angioplastia é considerado baixíssimo.

Outro risco da angioplastia é a recorrência do estreitamento da artéria coronária, o que pode requerer a realização de outra cirurgia. Porém, com o uso das malhas metálicas (stents) revestidas com medicamentos, essa complicação atualmente ocorre em menos de 10% dos casos.

Como é o preparo para a angioplastia?

Além da realização de exames, deve-se evitar tomar medicamentos que interferem com a coagulação sanguínea.

Como é a recuperação da angioplastia?

Após a angioplastia, a pessoa deve ficar em repouso por algumas horas. Nos dias a seguir, os esforços físicos devem ser restringir ao mínimo possível.

Para evitar novos quadros de obstrução da artéria coronária, recomenda-se algumas mudanças no estilo de vida, como não fumar, ter uma alimentação equilibrada e saudável e praticar atividade física regularmente.

Saiba mais sobre o assunto em: Sofri um infarto. Que cuidados devo ter depois?

O especialista responsável pela realização da angioplastia é o/a médico/a cardiologista intervencionista.

Tudo o que você precisa saber sobre o Sistema Cardiovascular
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

O nosso sistema cardiovascular ou circulatório tem como função distribuir oxigênio e nutrientes por todo o corpo. É formado pelo coração e vasos sanguíneos.

Vasos Sanguíneos

A rede de tubos que forma o sistema cardiovascular é chamada de vasos sanguíneos. Eles são classificados em três diferentes tipos: artérias, veias e capilares.

Artérias

De um modo geral, são as artérias os vasos responsáveis por conduzir o sangue do coração para as células do corpo. São formadas por três camadas de tecidos denominados túnicas. Suas paredes fortes e elásticas permitem que as artérias se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco e garantam que o sangue seja transportado a todos os tecidos sob pressão. É por meio da avaliação das artérias que verificamos a pressão arterial.

Estes vasos diminuem seu calibre na medida em que se afastam do coração. As arteríolas são ramos mais finos que se ramificam em capilares e constituem a porção final das artérias. São os capilares que se unem às vênulas, porção final das veias, e formam vasos mais calibrosos denominados veias.

Veias

As veias são responsáveis pelo transporte de sangue das diferentes partes do corpo para o coração. A parede das veias é mais fina e a pressão no interior destes vasos é menor do que a nas artérias. Deste modo, o retorno do sangue do corpo para o coração ocorre de forma mais lenta.

Estes vasos possuem válvulas que direcionam o sangue sempre para o coração. A maior parte das veias são responsáveis pela condução de sangue venoso que é rico em gás carbônico. Entretanto, as veias pulmonares transportam sangue arterial, rico em oxigênio dos pulmões para o coração.

Vasos Capilares

Os capilares são ramificações muito finas, microscópicas, das artérias que fazem a comunicação com as vênulas (porção final das veias). As paredes destes pequenos vasos são formadas por uma camada muito fina de células que possibilitam a troca de oxigênio, gás carbônico e nutrientes do sangue para a células e vice-versa.

Coração

O coração ou miocárdio se localiza na caixa torácica, alojado entre os pulmões. Funciona como uma bomba que impulsiona o sangue para o corpo inteiro através dos vasos sanguíneos.

Caracteriza-se por ser um órgão muscular oco constituído por 4 cavidades: duas cavidades superiores chamadas átrios e duas inferiores, os ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito por meio da válvula tricúspide. O átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo direito através da válvula mitral. Estas válvulas existem para impedir que o sangue retorne aos átrios após passar para os ventrículos. Não existe comunicação entre os átrios e nem entre os ventrículos.

O coração é envolvido externamente pelo saco pericárdico. Internamente, os átrios e os ventrículos são revestidos por uma membrana que se chama endocárdio.

Doenças do sistema cardiovascular

As patologias que afetam o coração ou os vasos sanguíneos. Decorrem de distúrbios quase sempre associados a obstrução arterial que desencadeiam problemas para nutrição e oxigenação das células e comprometem o bom funcionamento dos órgãos.

As mais comuns são:

  • Infarto Agudo do Miocárdio;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Aterosclerose;
  • Angina do Peito;
  • Hipertensão Arterial.

Leia também:

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Fatores de risco para as doenças do sistema cardiovascular

Vários são os fatores de risco que podem favorecer o surgimento de doenças cardiovasculares. Os principais fatores estão associados com:

  • Predisposição genética;
  • Idade;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo:
  • Estresse;
  • Alimentação rica em gorduras;
  • Diabetes;
  • Elevados níveis de colesterol;
  • Níveis altos de triglicérides sanguíneo.
Como manter a saúde do sistema cardiovascular? Praticar atividade física

A prática de atividade física para prevenir as doenças cardiovasculares deve ser efetuada por pelo menos 30 minutos, de 4 a 5 vezes por semana.

Controlar níveis de colesterol e triglicérides

O controle dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides evitam o acúmulo de gordura nas paredes das artérias (placas de ateromas) que propiciam a oclusão destes vasos. A adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos ajudam a efetuar este controle.

Controlar a pressão arterial

A hipertensão arterial é um importante fator de risco para o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. Controlar a pressão arterial por meio de atividade física e alimentação saudável e com pouco sal, pode ajudar a evitar as doenças cardiovasculares.

Manutenção do peso corporal

Emagrecer a manter o peso corporal na faixa normal reduzem o risco de doenças cardiovasculares. A gordura que se acumula não região abdominal, aumenta o risco de pressão alta, colesterol elevado e diabetes, o que pode afetar o funcionamento dos vasos sanguíneos e do músculo cardíaco.

Não fumar

O fato de não ser tabagista é um hábito importante para a prevenção das doenças cardiovasculares. O fumo enrijece as paredes dos vasos sanguíneos e favorece a formação de coágulos. Além disso, pode baixar o nível do bom colesterol (HDL) no sangue.

Evitar o estresse

O estresse provoca a redução do fluxo sanguíneo para o coração, irregularidades nos batimentos cardíacos e aumentam o risco para a formação de coágulos na circulação sanguínea. Gerenciar o estresse é uma forma importante de evitar doenças cardiovasculares.

Além de adotar as medidas de prevenção, é relevante estar atento a presença de dores no peito, falta de ar, fraqueza, inchaço nas pernas, tonturas, visão turva e palpitações. Estes sintomas podem variar de acordo com o órgão do sistema cardiovascular afetado.

Na presença de qualquer um destes sintomas, procure um/a médico/a de família, clínico geral ou cardiologista.

Veja também:

Doenças cardiovasculares: quais os fatores de risco e como prevenir?

Dor no peito é sintoma de ataque cardíaco?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no peito é o sintoma mais comum de um ataque cardíaco. A dor do infarto geralmente é intensa, não melhora com o repouso e dura mais de 20 minutos, podendo irradiar do meio do peito para o braço (principalmente braço esquerdo), ombro, pescoço, mandíbula, abdômen ou costas. O ataque cardíaco também pode causar sensação de aperto, peso ou pressão no tórax.

Além da dor no peito, os sintomas do infarto do miocárdio podem incluir: ansiedade, tosse, sudorese fria, tontura, vertigem, náusea, vômito, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, dificuldade para respirar, falta de ar e desmaio.

Contudo, algumas pessoas, principalmente idosos, diabéticos e mulheres, podem ter pouca ou nenhuma dor no peito. Nesses casos, o ataque cardíaco pode se manifestar apenas com quadro de sudorese fria, cansaço, mal-estar e fraqueza, dificultando o rápido diagnóstico. Devemos estar sempre atentos a essa possibilidade.

O que fazer em caso de sintomas de infarto?

A primeira coisa a fazer na presença de sinais e sintomas de um ataque cardíaco é levar a pessoa para um hospital com urgência. Se não for possível, ligue para o número 192 para chamar uma ambulância. Enquanto aguarda pelo socorro:

  • Peça para a pessoa se sentar ou deitar;
  • Desaperte qualquer roupa apertada;
  • Pergunte à pessoa se ela toma algum medicamento para dor no peito, como a nitroglicerina, e ajude-a a tomá-lo;
  • Não deixe a pessoa sozinha, exceto para pedir ajuda, se necessário;
  • Não espere para ver se os sintomas desaparecem;
  • Não dê nada à pessoa por via oral, a menos que tenha sido prescrito um medicamento, como a nitroglicerina, para casos como esse de dor no peito.

No caso da pessoa estar inconsciente e não reagir, inicie a massagem cardíaca:

Coloque uma mão sobre a outra e faça 30 compressões fortes e ritmadas no meio do peito da vítima, usando o peso do próprio corpo para fazer a compressão (procure manter um ritmo de cerca de 100 a 120 compressões por minuto). Continue a massagem cardíaca até à chegada do socorro.

Veja também: Saiba como identificar um infarto cardíaco e conheça os sintomas

O que causa um infarto?

A maioria dos ataques cardíacos é causada por um coágulo de sangue que “entope” uma das artérias coronárias, que são responsáveis pela irrigação sanguínea do músculo do coração (miocárdio). Com a interrupção do fluxo sanguíneo, o coração sofre com a falta de oxigênio e as células cardíacas morrem.

A obstrução da artéria coronária também pode ser causada pela formação de uma placa de gordura, composta principalmente por colesterol, que se acumula nas paredes do vaso sanguíneo, obstruindo parcial ou totalmente a irrigação sanguínea do miocárdio. Essa falta de sangue leva a morte do músculo cardíaco, denominado "isquemia" do coração.

A falta de sangue e oxigenação adequadas no miocárdio, é a causa do sintoma de dor no peito. Por isso, se já tem a dor, já está havendo sofrimento do músculo, por isso a urgência em procurar atendimento médico.

Um ataque cardíaco é uma emergência médica. Quanto mais rápido a pessoa receber atendimento, menor será a extensão da lesão, com menos danos ao coração e maior a chance de sobreviver ao infarto.

Leia também: Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?