Gastroenterologia

A ausência de vesícula pode danificar o fígado?

A ausência de vesícula não danifica o fígado, apenas a digestão de certos alimentos pode ser mais difícil, principalmente aqueles ricos em gordura, porém o fígado pode sim ser acometido por qualquer doença independente da presença ou não da vesícula biliar. O ideal é manter uma alimentação saudável e equilibrada, pobre em gorduras, sem excessos de proteínas e ricas em vegetais.

Dr. Charles Schwambach
Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Os sintomas de problemas no pâncreas são decorrentes das doenças causadas pelo mal funcionamento desta glândula, tais como pancreatite aguda ou crônica, câncer, diabetes, cálculos e cistos.

O pâncreas não dói, por isso o paciente não irá referir dor na glândula. Os sintomas que podem indicar um problema no pâncreas são dores abdominais acompanhadas de vômito e diarreia.

Cada doença no pâncreas poderá manifestar diferentes sintomas:

  • Pancreatite aguda (ocorre subitamente durante pouco tempo) ou crônica (destrói lentamente o pâncreas):

    • Sintomas:

      • Dores abdominais muito fortes, que podem ser acompanhadas de vômitos e febre;
      • Em cerca de 20% dos casos de pancreatite, a doença se apresenta de uma forma muito grave, com altas taxas de mortalidade, sobretudo quando vem acompanhada de alguma infecção.
    • Causas:
      • Cálculos na vesícula;
      • Excesso de gordura corporal, ou seja, pessoas obesas estão mais propensas a terem pancreatite;
      • Cálculos na vesícula (pancreatite aguda);
      • Alcoolismo (pancreatite crônica);
  • Diabetes tipo 1: O sistema imunológico do paciente ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina;
  • Diabetes tipo 2: É mais frequente em pessoas com mais de 40 anos. As glândulas suprarrenais excretam grandes doses de adrenalina que, além de acelerar o coração, tem a capacidade de liberar glicose armazenada no organismo. Para equilibrar essa ação, o pâncreas começa a produzir altas doses de insulina, o que pode levar ao esgotamento da glândula. O resultado é o aparecimento ou a piora da doença.
    • Sintomas (diabetes tipo 1 e 2):
      • Incapacidade de produzir insulina;
      • Hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue);
    • Causas (diabetes tipo 1 e 2):
      • Maus hábitos alimentares;
      • Sedentarismo;
      • Estresse diário;
      • Hereditariedade.
  • Câncer de pâncreas:
    • Sintomas: No inicio, o câncer pancreático praticamente não manifesta sintomas, o que dificulta um diagnóstico precoce. Quando estão presentes, os sintomas podem incluir:
      • Dores abdominais;
      • Perda de peso;
      • Icterícia;
      • Fraqueza;
      • Diarreia;
      • Tontura;
      • Anemia;
      • Diabetes tipo II.
    • Causas:
      • Tabagismo contínuo: pode aumentar em 3 vezes as chances do desenvolvimento de câncer de pâncreas;
      • Consumo excessivo de gordura;
      • Bebidas alcoólicas;
      • Exposição prolongada a produtos químicos como pesticidas e solventes;
      • Pancreatite crônica;
      • Diabetes mellitus.

Se estiver com alguns dos sintomas apresentados, consulte um médico clínico geral ou médico de família. Dependendo do diagnóstico, ele poderá lhe encaminhar para um gastroenterologista ou endocrinologista.

Como saber se tenho uma hérnia?

Se você tiver uma hérnia irá notar uma protuberância bem localizada e amolecida na pele, que pode surgir na região abdominal, na virilha (inguinal), no umbigo ou na raiz da coxa. Também poderá sentir uma dor aguda em queimação ou contínua, que tende a piorar no fim dia.

Esse sinais e sintomas da hérnia poderão se manifestar principalmente nas seguintes situações:

  • Ao levantar objetos pesados;
  • Tossir;
  • Fazer esforço para urinar ou evacuar;
  • Ficar em pé por muito tempo.

Procure imediatamente um serviço de urgência se apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor forte e contínua no local da hérnia;
  • Aumento do tamanho da hérnia, que não diminui;
  • Vermelhidão local.

Esses sinais podem indicar que a hérnia está estrangulada e pode "estourar". Trata-se de uma situação muito grave que pode levar à morte e só pode ser resolvida com cirurgia.

Saiba mais em: Uma hérnia pode estourar?

Quais são os tipos de hérnia mais comuns?
  • Hérnia incisional (pode surgir em qualquer local do abdômen que já sofreu uma incisão cirúrgica);
  • Hérnia epigástrica (entre o umbigo e o tórax);
  • Hérnia umbilical (cicatriz do umbigo);
  • Hérnia inguinal (virilha);
  • Hérnia femoral (raiz da coxa).

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Como é feito o diagnóstico da hérnia?

O diagnóstico das hérnias abdominais é feito basicamente através do exame físico, em que o médico pede ao paciente para tossir ou soprar a mão sem deixar o ar sair. Essa manobra aumenta a pressão dentro do abdômen e faz a hérnia "sair" pela parede abdominal.

Quando as hérnias são muito pequenas ou o paciente é obeso pode ser necessário utilizar ultrassom ou tomografia para diagnosticar a hérnia.

O gastrocirurgião é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento das hérnias.

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Sinto muita fome: o que pode ser?

Sentir muita fome pode ser sinal de que você não está se alimentando de forma adequada ou pode estar com alguma alteração hormonal, algum transtorno alimentar ou psicológico. Além disso, gravidez e o uso de alguns medicamentos também provocam fome.

As principais causas de uma fome exagerada, difícil de saciar, são:

  • Ficar muito tempo sem comer;
  • Ter uma alimentação pobre em nutrientes ou calorias;
  • Gravidez;
  • Estresse, ansiedade, depressão, nervosismo, frustrações;
  • TPM (tensão pré-menstrual);
  • Uso de medicamentos como corticoides, ciproeptadina e antidepressivos;
  • Bulimia (transtorno alimentar que leva a pessoa a comer de forma exagerada e depois induzir vômito ou tomar laxantes para não engordar);
  • Hipertireoidismo;
  • Hipoglicemia (pouco açúcar no sangue) - pode ser o resultado de um jejum prolongado ou exercício físico intenso, por exemplo;
  • Diabetes - pessoas com diabetes possuem ausência ou pouca produção de insulina, um hormônio que transporta o açúcar para dentro das células para ser transformado em energia; sem medicamentos ou aplicações de insulina, o açúcar permanece na circulação sanguínea do diabético e as células do corpo "ficam famintas", o que faz o cérebro continuar a enviar o sinal de fome;
  • Vermes - tanto podem aumentar como diminuir o apetite.
Sinto muita fome ou será que é vontade de comer?

A fome física, o apetite propriamente dito, tem as seguintes características:

  • Aumenta aos poucos;
  • Surge mais de 3 horas depois da última refeição;
  • Qualquer coisa serve para saciá-la;
  • Desaparece quando a pessoa come o suficiente e causa satisfação.

Já a vontade de comer, a chamada "fome psicológica", caracteriza-se por:

  • Surge de repente;
  • É específica, a pessoa sente vontade de comer determinados alimentos;
  • Ocorre a qualquer hora;
  • Pode persistir, mesmo após a ingestão de bastante comida;
  • A comida traz satisfação, mas logo a seguir vem um sentimento de culpa.

Caso você não consiga perceber exatamente a razão de sentir tanta fome, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou um endocrinologista.

Esteatose hepática tem cura? Qual o tratamento?

A esteatose hepática pode ser revertida com o tratamento e mudanças no estilo de vida. Não existe tratamento específico. O alvo deve ser o tratamento dos fatores de risco: obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (problema de colesterol), psoríase e uso de medicações, como corticoides, estrogênio, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno.

Perder peso é uma das medidas mais aconselhadas. Apesar disso, não é recomendado perder mais de 1,5 kg por semana. Praticar atividade física de forma regular é essencial, porque contribui para a diminuição do colesterol e aumenta o efeito da insulina.

É muito importante controlar o colesterol e o diabetes, e quando for possível, substituir remédios que possam contribuir para a esteatose.

Alguns medicamentos apresentam resultados questionáveis, como a metformina (no caso de pacientes não-diabéticos), vitamina E e C, losartan e Orlistat (Xenical®). Assim, estes exemplos não são formalmente indicados.

A esteatose hepática deverá ser seguida pelo médico gastroenterologista e o controle da obesidade, do diabetes mellitus e da dislipidemia deverá ser feito pelo médico endocrinologista.

Dra. Ângela Cassol
Toda hérnia tem que ser operada?

Sim, toda hérnia umbilical e inguinal deve ser operada, a não ser que a pessoa tenha alguma contraindicação para a cirurgia, como doenças graves ou ter menos de 5 anos de idade. Fora esses casos excepcionais, todas as hérnias têm que ser operadas.

Isso porque, apesar de ser possível conviver com uma hérnia durante anos, sem que haja qualquer complicação, a qualquer momento pode ocorrer um estrangulamento hernial e a hérnia pode "estourar".

O estrangulamento é a complicação mais grave de uma hérnia umbilical ou inguinal, pois pode causar a morte do paciente devido a uma infecção generalizada.

O estrangulamento hernial ocorre quando o intestino fica preso na abertura que permitiu o seu extravasamento e não pode mais voltar para dentro do abdômen.

Se isso não for tratado com urgência, essa parte do intestino fica "estrangulada" e deixa de receber oxigênio através do sangue. O resultado é uma gangrena (necrose), que provoca a morte dessa alça intestinal.

Com o rompimento dessa porção do intestino, líquidos e fezes que estava no interior do órgão extravasam para o abdômen, podendo causar uma infecção generalizada da cavidade abdominal que pode ser fatal.

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O estrangulamento da hérnia causa sintomas?

O estrangulamento hernial provoca os seguintes sintomas:

  • Dor contínua e intensa durante várias horas no local da hérnia;
  • Distensão (estufamento) abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Na presença desses sintomas, é preciso procurar atendimento médico com urgência para que seja feita uma cirurgia.

É importante lembrar que o estrangulamento pode ocorrer em hérnias pequenas e grandes, mesmo que a hérnia tenha dias ou anos.

Tal complicação pode ocorrer a qualquer momento e é imprevisível. Por essa razão, é altamente recomendável que todas as hérnias inguinais e umbilicais sejam operadas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico especialista em gastrocirurgia.

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Febre e dores no pé da barriga e no estômago...

Febre e dores no pé da barriga e no estômago podem ser sintomas de:

  • Apendicite: A dor começa de forma difusa ao redor do umbigo e aumenta, indo depois para o pé da barriga, mais ao lado direito. Causa dores abdominais, febre e vômitos e precisa ser tratada com urgência;
  • Gastroenterite: Neste caso, a febre e as dores no pé da barriga vêm acompanhadas também de vômitos e diarreia;
  • Diverticulite: Na maior parte dos casos, provoca febre e uma dor no pé da barriga, mais localizada no lado esquerdo, em pessoas com mais de 60 anos;
  • Pedras na vesícula biliar: A dor abdominal ocorre devido à obstrução da vesícula por uma ou mais pedra. Se a obstrução for prolongada, a vesícula pode inflamar, causando, além da dor, febre e vômitos.

No seu caso específico, as fezes amareladas podem indicar um problema no fígado, uma vez que a falta de bile nas fezes pode deixá-las amarelas.

As pedras na vesícula são uma hipótese, mas o mais indicado é procurar um médico clínico geral ou médico de família o quanto antes para que seja diagnosticada e tratada a origem dos seus sintomas.

O que é xantelasma gástrico?

Xantelasma gástrico é uma doença rara, que ocorre no estômago, pode-se apresentar em uma ou mais lesões, são pequenas lesões de forma circular ou oval, com coloraçäo amarela ou amarelo-esbranquiçada. não sabemos bem a causa deste tipo de lesão, pode estra relacionado ao colesterol elevado, podemos dizer que de forma geral e leiga que xantelasma gástrico é um pequeno tumor do estômago geralmente benigno.

Dr. Charles Schwambach