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Gastroenterologia

Qual o tratamento para infecção intestinal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para infecção intestinal consiste em repouso, hidratação e dieta adequada. Quando a perda de líquidos é muito acentuada, são indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, além da administração de soro por via endovenosa para repor os sais e os líquidos. O tratamento da infecção intestinal causada por bactérias inclui também o uso de antibióticos.

Quanto à alimentação, o paciente deve ingerir pelo menos 2 litros de água por dia para prevenir a desidratação e evitar determinados alimentos, dando prioridade a outros. Recomenda-se evitar o leite, por exemplo, pois pode agravar a diarreia.

A dieta deve ser leve, à base de alimentos cozidos e preparados na hora, sem conservantes e gorduras. Também é importante comer em pequenas quantidades (5 a 6 vezes ao dia) e evitar forçar comer quando há dificuldade em engolir.

Alguns alimentos indicados durante o tratamento da infecção intestinal: arroz, legumes (cozidos e sem casca), bolacha de água e sal, gelatina, carne grelhada e sopas.

Se houver presença de sangue na diarreia, o paciente deve procurar um serviço de saúde para melhor avaliação.

O que é infecção intestinal?

A infecção intestinal é uma inflamação ou irritação de órgãos do tubo digestivo, nomeadamente o estômago e o intestino. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, embora seja muito comum na infância.

Quais são os sintomas de infecção intestinal?

Os principais sintomas da infecção intestinal incluem diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vômitos. A pessoa pode apresentar ainda febre e dor de cabeça.

Se os vômitos ou a diarreia forem intensos e persistentes, pode haver desidratação. Os sintomas nesses casos podem incluir boca seca, sensação de engrossamento da língua e diminuição do volume de urina, que fica mais escura.

Os sinais e sintomas da infecção intestinal normalmente desaparecem dentro de alguns dias, mas em alguns casos o quadro pode durar até uma semana.

Quais são as causas de infecção intestinal?

As infecções intestinais, ou gastroenterites, são causadas principalmente por vírus, bactérias, parasitas e intoxicações alimentares. A maioria dos casos de infecção intestinal ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

As infecções intestinais também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa. Por exemplo, se uma pessoa infectada não lavar bem as mãos depois de evacuar, pode transmitir a infecção.

Para evitar a transmissão da infecção intestinal, o ideal é que a pessoa doente permaneça em casa até o desaparecimento dos sintomas, sobretudo a diarreia e os vômitos. O tempo de repouso normalmente é de 48 horas.

Como prevenir infecção intestinal?

Algumas infecções intestinais podem ser prevenidas com práticas de higiene como lavar as mãos com água e sabão principalmente antes da preparação das refeições e após utilização do banheiro.

Bolinhas vermelhas na ponta da língua que está ardendo. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas vermelhas que ardem na ponta da língua podem indicar algum tipo de inflamação provocada por uma irritação nas papilas gustativas. Dentre as possíveis causas estão:

  • Substância irritante ou picante;
  • Alergia a alimentos, tabaco, temperos, álcool, pasta de dente;
  • Líquen plano oral;
  • Infecção por fungos ou bactérias;
  • Eritema multiforme;
  • Aftas;
  • Herpes oral;
  • Síndrome da Ardência Bucal.

Quando existe uma reação alérgica ou uma inflamação na língua, as papilas gustativas tendem a ficar inchadas e lisas, podendo haver também dor e ardência.

No entanto, o mais indicado é consultar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou dentista especialista em estomatologia para diagnosticar e tratar a causa dessas bolinhas na ponta da língua.

Esofagite erosiva tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Esofagite é uma doença que pode ser curada. O tratamento inclui algumas medidas dietéticas e mudanças no estilo de vida e pode ser necessário o uso de medicações, como antiácidos e bloqueadores da secreção ácida estomacal (bloqueadores H2, como ranitidina e cimetidina, e bloqueadores de bomba protônica, como omeprazol, pantoprazol, etc). Nos casos mais graves, é necessária intervenção cirúrgica.

É recomendável que o paciente que tem esofagite erosiva siga algumas medidas, de modo a aliviar os sintomas:

  • Não se deitar logo após as refeições, aguardar pelo menos uma hora;
  • Alimentar-se com porções pequenas, com menor intervalo entre as refeições;
  • Evitar o consumo de álcool, bebidas gasosas (refrigerantes especialmente), café, chá mete, chá preto;
  • Evitar consumir alimentos gordurosos e condimentados, frituras, molho de tomate e frutas ácidas (laranja, limão, abacaxi, etc);
  • Manter o peso dentro da faixa adequada para idade e altura. Pode-se saber a faixa de peso ideal calculando o IMC, através da fórmula: peso/(altura x altura). O ideal é que o valor fique na faixa entre 19 e 25kg/m2;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Não fumar;
  • Não tomar medicamentos sem prescrição e orientação médica

O diagnóstico, seguimento e tratamento deve ser feito por médico gastroenterologista.

Qual é a melhor forma de parar o soluço?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem diversas técnicas que ajudam a parar o soluço. Contudo, aquela que parece ter melhores resultados é beber água, principalmente água gelada, porque a mudança abrupta da temperatura estimula a inervação torácica, regulando o funcionamento do diafragma.

Há ainda uma outra forma que era indicada para interromper o soluço, que vem caindo em desuso pelos riscos de engasgos e broncoaspiração, além de não se saber ao certo o seu mecanismo de ação; que seria beber água “ao contrário”, ou seja, inclinando o tronco para a frente ao invés de inclinar normalmente o copo.

Outras formas que comprovadamente auxiliam no término do soluço mais rapidamente, porém sem oferecer riscos para a saúde, são:

1. Prender a respiração

Prender a respiração por alguns segundos, e soltar o ar aos poucos. Esta manobra pode acabar com soluços leves, pois ajuda a relaxar o diafragma e diminui os impulsos nervosos que desencadeiam os espasmos do músculo;

2. Levar um susto

Também pode interromper o soluço, por provocar liberação de adrenalina, que tem efeito sobre o diafragma e sobre sua inervação;

3. Soprar contra resistência

Por exemplo, soprar contra a mão, pois aumenta a pressão intra-abdominal, aumentando a resistência sobre o diafragma, organizando seu funcionamento;

4. Soprar dentro de um saco ou uma bola de aniversário

Pelo mesmo mecanismo, aumentando a pressão intra-abdominal e consequente ajuste no funcionamento do diafragma.

O que é o soluço?

O soluço é o resultado de espasmos ou contrações involuntárias do diafragma, um músculo localizado abaixo dos pulmões, responsável por separar a cavidade torácica da cavidade abdominal, e fortemente relacionado a respiração.

Soluço persistente: o que fazer?

Em geral, os soluços desaparecem espontaneamente em pouco tempo e não precisam de nenhum tipo de avaliação ou tratamento. Porém, soluços persistentes podem ser tratados com medicamentos, hipnose e acupuntura.

Se mesmo assim permanecerem os soluções, embora seja raro, existem ainda opções cirúrgicas, como bloqueio do nervo e implante de marca-passo respiratório.

Portanto, se mesmo depois de realizar as técnicas sugeridas acima, o soluço permanecer por mais de 48 horas, procure um/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para uma investigação e orientação de tratamento.

O que é H. pylori?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O H. pylori (Helicobacter pylori) é uma bactéria encontrada na mucosa do estômago, que pode causar gastrites, úlceras e até câncer gástrico.

Calcula-se que o H. pylori esteja presente em pelo menos metade da população mundial. Contudo, apenas uma pequena parte dos portadores irão desenvolver alguma doença relacionada a essa bactéria.

A infecção pelo H. pylori normalmente acontece na infância e está relacionada com más condições de habitação e higiene. Acredita-se que a transmissão ocorra de pessoa para pessoa pelas vias oral-oral ou fecal-oral.

A transmissão pela via oral-oral ocorreria através do contato com a saliva ou gotículas de uma pessoa previamente infectada. Já a via fecal-oral seria mais predominante em populações com baixo nível socioeconômico. Neste caso, o H. pylori seria transmitido pela ingestão acidental de fezes, água ou alimentos contaminados pela bactéria.

Uma vez no estômago, o H. pylori se multiplica e provoca uma inflamação crônica na parede do órgão (gastrite). A bactéria enfraquece a camada protetora de muco do estômago e do duodeno, permitindo que o ácido entre em contato com a parede sensível desses órgãos.

Na maioria das vezes, a infecção não provoca sintomas ou desenvolve doenças durante toda uma vida. Porém, uma parcela bem pequena da população costuma desenvolver úlceras no estômago ou na porção inicial do intestino (duodeno), ou ainda câncer de estômago.

Leia também: Quais os sintomas do H. pylori?

Sabe-se que mais de 90% das úlceras são causadas pelo Helicobacter pylori. Quanto ao câncer gástrico, o H. pylori é bastante estudado, e considerado um importante fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Saiba mais em: H. pylori positivo é sinal de câncer de estômago?

Outros fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de úlceras, como predisposição genética e o tipo de bactéria, já que existem espécies mais agressivas do que outras.

O diagnóstico e tratamento da infecção por H. pylori é da responsabilidade do médico gastroenterologista.

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H. pylori positivo é sinal de câncer de estômago?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, H. Pylori positivo não é sinal de câncer de estômago, mas sim um fator de risco para desenvolver a doença. Ainda não se sabe ao certo por que a presença dessa bactéria contribui para o aparecimento do câncer de estômago, mas acredita-se que o H. Pylori provoque uma inflamação crônica no estômago que aumenta a predisposição para o desenvolvimento da doença.

Contudo, o Helicobacter Pylori não é por si só a causa do câncer de estômago. Existem outros fatores de risco que também devem ser considerados, como histórico de câncer na família, hábitos alimentares, fatores ambientais, entre outros. O conjunto dos fatores predisponentes é que poderão favorecer o surgimento do tumor.

Além de câncer de estômago, o H.pylori está associado a outras doenças gástricas como úlceras e gastrites. No entanto, é importante lembrar que a bactéria vive no estômago de mais de metade da população sem causar nenhum tipo de sintoma. Dentre os portadores do H. Pylori, apenas 1% deles, em média, irá desenvolver câncer.

Saiba mais em: Quais os sintomas do H. pylori?

O tratamento para erradicar o H. Pylori normalmente inclui 3 medicamentos: 1 inibidor da produção de ácido gástrico e 2 antibióticos, que devem ser administrados entre 10 a 14 dias.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Para maiores esclarecimentos, fale com o seu médico de família ou clínico geral.

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Quem tem gastrite deve evitar comer o quê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem tem gastrite deve evitar comer alimentos e consumir bebidas que possam provocar irritação na mucosa do estômago ou aumentar a produção de ácido estomacal. Em geral, deve-se evitar tudo o que tenha cafeína, como café, chá preto e chocolate, bebidas alcoólicas, leite e derivados, alimentos gordurosos, temperos fortes, alimentos e bebidas ácidas, como frutas e refrigerantes, além de doces de um modo geral.

Alguns alimentos e bebidas que devem ser evitados por quem tem gastrite:

- Carnes gordurosas: cupim, costela, picanha, leitoa, torresmo, bacon;

- Embutidos: linguiça, salsicha, mortadela, salame;

- Alimentos industrializados e congelados: hambúrguer, nuggets, salgadinhos, pizzas;

- Laticínios: Leite, iogurte, requeijão e queijos amarelos como muçarela, provolone, parmesão;

- Frutas cítricas: limão, laranja, maracujá, kiwi, abacaxi, morango;

- Alimentos gordurosos: Comida à milanesa, frituras, empanados, feijoada e dobradinha;

- Condimentos, molhos e temperos fortes: pimentas, temperos prontos, alho, cebola, vinagre, caldo de carne, molho de tomate, molho inglês, molho de pimenta, molho de soja (shoyu), noz moscada, canela, mostarda, catchup;

- Bebidas: Bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, refrigerantes;

- Cafeína: Café (descafeinado pode), chá preto, verde e mate, chocolate;

- Doces em geral: Chocolate, frutas em calda, goiabada, leite condensado, creme de leite, coberturas, bolachas e bolos recheados.

Também é importante evitar alimentos muito quentes para não piorar a inflamação (gastrite é uma inflamação no estômago) e evitar mascar chicletes, pois aumentam a secreção de suco gástrico.

Pessoas com gastrite não devem ficar sem comer durante muito tempo, nem deixar de realizar refeições. Não convém ficar mais do que 4 horas sem comer nada. O ideal é fazer entre 5 a 6 refeições por dia, com café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Lembrando que é preciso mastigar lentamente os alimentos e não fazer grandes refeições ou refeições gordurosas perto da hora de dormir.

O médico gastroenterologista poderá fornecer maiores informações e esclarecer eventuais dúvidas sobre a alimentação em caso de gastrite.

Leia também:

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Ovo faz mal ao fígado?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Não, o ovo não faz mal ao fígado pois é um alimento de fácil digestão. O que pode prejudicar o fígado é o modo de preparar o ovo. Se for feito com muito óleo e gorduras, o alimento pode tornar-se indigesto. O ideal é consumir os ovos cozidos.

Porém, se a pessoa tiver algum problema na vesícula biliar, como pedras ou vesícula preguiçosa, a ingestão de ovo pode provocar mal-estar, náuseas e dores no lado direito do abdômen, próximo às costelas.

Isso acontece porque a gema do ovo tem gorduras e estimula a contração da vesícula biliar, que liberta substâncias importantes para a digestão de alguns tipos de alimentos. Essa contração, na presença de pedras dentro da vesícula, pode provocar dor.

Comer ovo pode aumentar o colesterol?

O aumento do colesterol no sangue devido à ingestão do ovo depende da capacidade do organismo de absorver esse colesterol, o que varia de pessoa para pessoa. O ovo contém na sua gema cerca de 50 a 250 mg de colesterol, dependendo do seu tamanho, sendo que o consumo diário de colesterol não deve ultrapassar os 300 mg.

Porém, a grande maioria da população é pouco sensível ao colesterol presente nos alimentos, como os ovos. Por isso, o consumo de ovos tem muito pouca influência no aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Quais são os benefícios do ovo?

O ovo é um alimento rico em nutrientes como riboflavina, selênio, colina, proteínas de alta qualidade (presentes na clara do ovo), vitaminas A, D,E, K e B12, sais minerais e gorduras poli-insaturadas, que são boas para o organismo, além de ser rico em colesterol.

O gastroenterologista é o especialista em diagnosticar e tratar problemas dos órgãos do sistema digestivo como é o caso do fígado. Um nutricionista pode orientar a melhor forma de utilizar o ovo na dieta de acordo com as necessidades de cada pessoa.