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Reumatologia

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

Veja também: No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

Leia também: Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

Idade Homens Mulheres
menos de 50 anos até 15 mm/h até 20 mm/h
mais de 50 anos até 20 mm/h até 30 mm/h
mais de 85 anos até 30 mm/h até 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

Saiba mais em: VHS alto, o que pode ser?

VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.

Dor no quadril, o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma das principais causas de dor no quadril direito ou esquerdo é a artrose, uma doença que caracteriza-se pela perda progressiva da cartilagem da articulação entre o fêmur e a bacia. Com o tempo, a dor no quadril pode causar rigidez e tornar os movimentos muito dolorosos.

A dor no quadril também é comum em pessoas que praticam esportes ou atividades físicas que geram um maior esforço ou sobrecarga na articulação da coxa.

Nos esportes, as principais causas de dor no quadril estão relacionadas com traumatismos, como quedas e impactos intensos. As lesões também podem ocorrer devido a movimentos extensos e repetidos.

As dores no quadril podem ainda estar relacionadas com problemas na coluna lombar ou com a região dos glúteos. É comum a dor irradiar para a virilha. Há casos em que a dor no quadril tem origem nos joelhos.

Outras causas de dor no quadril incluem artrite reumatoide, osteoartrite e outras formas de artrite, tendinite, hérnia de disco, osteoporose, sacroileíte, sinovite, osteomalácia, dor ciática, câncer (metástases ósseas de outros tumores, leucemias), osteomielite e doença de Paget do osso.

Em geral, os problemas na articulação do quadril desencadeiam dor no interior da articulação ou na virilha. Normalmente, quando a dor está localizada na região externa do quadril, na porção superior da coxa ou nos glúteos, a causa está nos músculos, ligamentos, tendões ou nos tecidos moles adjacentes à articulação.

Estiramento ou ruptura de ligamentos e tendões

A dor no quadril também pode ter origem num estiramento ou numa ruptura de algum músculo ou tendão. Essas lesões podem ocorrer principalmente durante a prática de exercícios físicos.

Bursite

A bursite no trocanter do fêmur também pode provocar dor no quadril. Trata-se da inflamação de uma bolsa localizada na lateral do fêmur que ocorre pelo atrito do tecido com o osso. A dor localiza-se na região lateral da coxa e geralmente é notada ao deitar-se sobre o lado afetado. A dor no quadril também pode surgir quando a pessoa permanece muito tempo em pé ou sobe escadas e geralmente piora à noite.

Diminuição da irrigação sanguínea

Problemas circulatórios na cabeça do fêmur podem provocar a morte de células ósseas devido à falta de fluxo sanguíneo, causando dor e limitações de movimento.

Fraturas

Pessoas com mais de 65 anos, principalmente mulheres, podem ter dor no quadril devido a uma fratura, geralmente após uma queda.

Qual o tratamento para dor no quadril?

O tratamento para a dor no quadril depende da causa, podendo incluir anti-inflamatórios, analgésicos, fisioterapia e até cirurgia.

Recomenda-se procurar /a médico/a ortopedista em caso de dor intensa no quadril, principalmente se houver rigidez da articulação ou limitação dos movimentos.

Também pode lhe interessar: Dor nas articulações durante a gravidez é normal?

O que é bico de papagaio e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bico de papagaio é o crescimento anormal de uma pequena saliência óssea (osteófito) entre duas vértebras da coluna cervical, torácica ou lombar. O nome "bico de papagaio" é devido à forma desse osteófito, que também é chamado de "esporão de galo".

O bico de papagaio é uma artrose que acomete a coluna vertebral. O osteófito surge em decorrência do desgaste do disco intervertebral, cuja função é estabilizar e absorver impactos na coluna. Com o desgaste, o disco perde essa capacidade e o organismo, como defesa, produz mais osso entre as vértebras para proteger e estabilizar a coluna.

Os sintomas de bico de papagaio podem incluir dor intensa no pescoço ou nas costas, limitação dos movimentos, alteração da sensibilidade, formigamento nos braços ou pernas e diminuição da força muscular.

Os osteófitos ocorrem sobretudo em pessoas com mais de 50 anos de idade, devido ao desgaste natural que o disco intervertebral vai sofrendo ao longo da vida. Contudo, o bico de papagaio também pode surgir em indivíduos mais jovens.

Sedentarismo, má postura, obesidade, traumatismos na coluna, predisposição genética e envelhecimento estão entre as principais causas de bico de papagaio.

O tratamento do bico de papagaio pode incluir medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia e exercícios específicos para a musculatura da coluna, como Pilates. Casos mais graves podem precisar de cirurgia.

Saiba mais em: Qual o tratamento para bico de papagaio na coluna?

O médico ortopedista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar bicos de papagaio.

Joelho inchado: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Joelho inchado é um sinal de extravasamento ou acúmulo de líquido na articulação. O inchaço pode ser decorrente de lesões no menisco ou ligamentos, tendinite, entorse, derrame articular (água no joelho), pancadas, sobrecarga por excesso de peso ou treino, artrose, entre outras causas.

Quando o joelho está inchado devido a traumas, lesões ou processos inflamatórios, é comum haver também dor, vermelhidão e aumento da temperatura local, que são os sinais clássicos de uma inflamação. 

Se o edema surgir após atividade física, sem um motivo aparente (traumas, entorses), e o joelho não estiver doendo, pode não ter ocorrido nada de grave e o inchaço tende a diminuir com o repouso. O joelho inchado nesses casos pode ser um sinal de uso excessivo da articulação.

Joelho inchado e doendo também pode indicar uma lesão de ligamento. As pancadas são as principais causas de lesões nos ligamentos mais externos; já os mais internos, sobretudo o cruzado anterior, são frequentemente lesionados nas torções de joelho em que o pé fica fixo no chão.

A ruptura parcial ou total de um ligamento dói intensamente e praticamente impede a pessoa de movimentar o joelho devido à dor.

Há também as lesões no menisco, que atua como uma espécie de amortecedor dos impactos entre os ossos do joelho. Esse tipo de lesão normalmente acontece por causas degenerativas relacionadas com a idade ou entorses de joelho durante a prática desportiva.

A tendinite é outra causa comum de inchaço no joelho. Trata-se de uma inflamação no tendão que ocorre principalmente devido ao esforço muscular contínuo e frequente, sobrecarga ou ainda desgaste articular.

No caso do joelho, os tendões mais afetados são o patelar, localizado logo abaixo da patela, na parte anterior do joelho, o quadricipital, que fica logo acima da patela, e o tendão da pata de ganso, localizado na parte medial anterior da tíbia (osso da canela).  

Os principais sintomas de tendinite no joelho incluem dor, inchaço, espessamento do tendão afetado, vermelhidão, aumento da temperatura local, dificuldade em movimentar a articulação e diminuição da força.

Veja também: Quais são os sintomas da tendinite?

O derrame articular, também conhecido como "água no joelho", deixa o joelho inchado devido ao acúmulo de líquido sinovial no interior da articulação. Esse líquido, semelhante a um gel, é produzido pelo organismo e serve para lubrificar, proteger e fornecer nutrientes à cartilagem.

Contudo, quando o líquido sinovial é produzido em excesso ou deixa de ser reabsorvido pela articulação, ele fica acumulado, causando inchaço no joelho. Dentre as principais causas de derrame articular no joelho estão as pancadas, sobrecargas articulares por uso excessivo, infecções e sinovite (inflamação da membrana que produz e absorve o líquido sinovial na articulação).

Leia também: Derrame articular, o que é?

Por fim, a artrose também pode ser colocada entre as principais causas de edema no joelho. Trata-se de uma doença que provoca uma perda progressiva da cartilagem da articulação, o que aumenta o atrito direto e o impacto entre os ossos. Os principais sintomas de artrose no joelho são dor, inchaço, rigidez, dificuldade em movimentar e deformidades articulares.

Em caso de joelho inchado, consulte o/a médico/a ortopedista para investigar a causa do inchaço e indicar o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Joelho estalando: o que pode ser e o que fazer?

Água no joelho: Quais os sintomas e como tratar?

O que pode causar dor no joelho?

Como aliviar dor no joelho?

O que é artrose e quais os sintomas?

Quais são os sintomas do lúpus?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os principais sintomas do lúpus são febre, mal estar, fraqueza, dores e inchaço nas articulações, problemas respiratórios, aparecimento de gânglios pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e feridas na boca. Em casos mais graves, pode haver comprometimento renal com alterações urinárias, complicações cardíacas, confusão mental, convulsões e até mesmo morte.

Os sintomas do lúpus eritematoso sistêmico podem ser decorrentes de inflamações na pele, articulações, nervos, cérebro, rins, pleura (pulmão) e pericárdio (coração). Há ainda sintomas que surgem devido à redução do número de glóbulos brancos (células de defesa) e vermelhos do sangue.

Contudo, as manifestações do lúpus eritematoso variam muito em cada caso, de acordo com a fase da doença (ativa ou inativa). No início, diversos desses sintomas apresentados podem não estar presentes, podendo ainda haver outras manifestações. Os sinais e sintomas podem surgir isolados, em conjunto ou sequencialmente.

O lúpus é uma doença inflamatória autoimune, de causa desconhecida, provocada por anticorpos produzidos pelo corpo e que atacam os vários órgãos do próprio indivíduo.

Veja também: Lúpus, o que é?

Manchas vermelhas na pele

As lesões na pele surgem em grande parte dos casos, à medida que o lúpus evolui. As lesões aparecem sob a forma de manchas vermelhas na pele que não deixam cicatrizes, principalmente no rosto e nariz, que são áreas mais expostas à luz.

As manchas causadas pelo lúpus não provocam dor, ficam diferentes com o passar do tempo, não causam muita coceira e podem surgir em qualquer parte do corpo, apesar de serem mais frequentes na face. O lúpus pode afetar somente a pele, se for do tipo cutâneo, ou atingir órgãos internos, se for o eritematoso sistêmico.

Leia também: O que pode causar manchas vermelhas na pele?

Vasculite

A vasculite é uma inflamação dos vasos sanguíneos que dificulta o fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo, levando ao aparecimento de manchas dolorosas vermelhas ou arroxeadas nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés. 

Trata-se de uma complicação do lúpus que pode causar diversos sinais e sintomas, como febre, dores musculares, articulares e abdominais, cansaço, escurecimento da urina, perde do apetite, emagrecimento, fraqueza, entre outros.

Veja também: O que é vasculite?

Sensibilidade ao Sol

O lúpus provoca uma sensibilidade exagerada ao sol. Poucos minutos de exposição à claridade ou luz solar já podem ser suficientes para desencadear o aparecimento de sintomas como febre, fadiga ou manchas na pele. 

Queda de cabelo

É muito comum pessoas com lúpus terem queda de cabelo, sobretudo quando a doença está ativa. Contudo, em grande parte dos casos tratados, os fios voltam a crescer normalmente.

Saiba mais em: Estou com muita queda de cabelos, o que eu faço?

Dor nas articulações

Quase todos os pacientes com lúpus irão apresentar em algum período da doença dores nas articulações das mãos, joelhos e pés. A dor costuma ser intensa e pode vir acompanhada de inchaço e tendinite (inflamação no tendão), alternando períodos de melhoria e piora.

Leia também: Dor nas articulações: o que pode ser?

Dor no peito e falta de ar

Outra complicação comum do lúpus é a pericardite e a pleurite. A primeira é uma inflamação do pericárdio, uma membrana que recobre o coração, enquanto que a segunda é uma inflamação da pleura, um mesmo tipo de membrana que recobre os pulmões.

Essas inflamações podem ser leves e não causar sintomas ou, em outros casos, pode provocar dor no peito. Na pericardite, a dor pode ser acompanhada por aumento dos batimentos cardíacos e falta de ar. Na pleurite, a pessoa sente dor no peito ao respirar e pode apresentar ainda falta de ar e tosse seca.

Veja também: 

Pericardite: Quais os sintomas e como tratar?

Pleurite: quais os sintomas e como tratar?

Nefrite

A nefrite é uma inflamação nos rins. Afeta aproximadamente metade das pessoas com lúpus eritematoso sistêmico, sendo uma das complicações mais graves da doença. Nos casos severos, pode causar sinais e sintomas que incluem aumento da pressão arterial, inchaço nos membros inferiores e redução do volume de urina, que fica espumosa.

Sem um tratamento rápido, a nefrite pode afetar seriamente o funcionamento dos rins, levando à insuficiência renal. Nesses casos, pode haver necessidade de se fazer um transplante de rim ou tratamento com diálise.

Saiba mais em: O que é pielonefrite e quais os sintomas?

Alterações no sistema nervoso

Embora seja menos comum, o lúpus também pode afetar o sistema nervoso e causar convulsões, depressão, mudanças de humor ou comportamento, além de prejudicar a medula espinhal e os nervos.

Anemia, hemorragias e baixa imunidade

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico desenvolve anticorpos contra as células do sangue do próprio corpo, causando a destruição das mesmas.

Assim, pode haver anemia devido à redução do número de hemácias (glóbulos vermelhos), diminuição da imunidade pela destruição de glóbulos brancos (células de defesa) e hemorragias devido à destruição de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea.

Veja também: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

O tratamento envolve uso de medicações que controlam a produção e a ação desses anticorpos, e deve ser acompanhado por um reumatologista.

Saiba mais em:

Lúpus é câncer?

Lúpus tem cura?

Pessoa com lúpus pode fazer selante no cabelo?

Quem tem lúpus pode engravidar?

O que é lúpus discoide e quais são os sintomas?

Água no joelho: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de água no joelho são o inchaço e a dor, podendo haver ainda vermelhidão local e dificuldade de movimentos. O início dos sintomas pode ser lento e evoluir aos poucos com o tempo, ou ser agudo e de evolução rápida.

O acúmulo de água no joelho é chamado de derrame articular. Ocorre devido a um aumento da produção de líquido sinovial, um fluido que está presente no interior da articulação e que serve para nutrir, proteger e lubrificar a cartilagem.

Dentre as causas mais comuns de água no joelho estão as lesões de estruturas internas, artrite, artrose, gota e sinovite. Algumas doenças infecciosas como salmonelose, parasitoses intestinais e gonorreia também podem levar a um quadro de artrite com derrame articular. Lembrando que o aumento da produção de líquido sinovial é decorrente de processos inflamatórios dentro da articulação.

O tratamento para água no joelho depende da sua causa e pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos, drenagem do líquido acumulado através de uma agulha, cirurgia, repouso e perda de peso. Quando o problema é causado por alguma doença, esta também precisa ser tratada.

Veja também: Derrame articular, o que é?

Em caso de joelho inchado e doendo, procure um médico de família ou clínico geral para uma avaliação inicial. Em muitos casos pode ser necessário o seguimento por reumatologista ou ortopedista, a depender da causa.

Saiba mais em:

Joelho estalando: o que pode ser e o que fazer?

O que pode causar dor no joelho?

Joelho inchado: o que pode ser?

O que é osteopenia e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Osteopenia é uma diminuição de massa óssea. Situação natural de envelhecimento do organismo, que se inicia em média, na terceira década de vida.

A osteopenia não tem "cura", porém existem formas de retardar o seu início e sua evolução. Se não for tratada, a osteopenia evolui mais rapidamente para a osteoporose, que caracteriza-se pela perda de massa óssea acentuada, aumentando os risco de fraturas.

Esta condição não causa sintomas, por isso, a única forma de detectar o problema é através do exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso. 

Pode acometer tanto homens quanto mulheres, embora as mulheres sejam acometidas com mais frequência, especialmente após os 50 anos de idade, devido a queda de estrogênio no período de menopausa, já que este hormônio é responsável também pela absorção de cálcio no tecido ósseo. A baixa produção do estrógeno favorece a perda de massa óssea e dificulta a formação de células novas, ocasionando a osteopenia e osteoporose.

Nos homens, a osteopenia se apresenta com maior frequência após os 60 ou 70 anos de idade, quando se inicia a redução da testosterona.

A densitometria óssea é indicada de acordo com base em alguns critérios, como, menopausa, história de fraturas prévias, história familiar, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, entre outros. 

Uma vez detectada, a osteopenia pode ser tratada e estabilizada através de hábitos de vida saudáveis, como atividade física regular, principalmente musculação, alimentação saudável e exposição solar, para manter as concentrações de vitaminas e minerais adequados no sangue.

O diagnóstico da osteopenia é da responsabilidade do/a médico/a ortopedista.

Saiba mais em: 

Osteopenia tem cura? Qual o tratamento?

Quais são os riscos de ter osteoporose?

Tenho osteoporose, que cuidados devo ter?

Qual o tratamento para o ácido úrico alto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para ácido úrico alto é feito através do controle da dieta e de outras doenças associadas, além do uso de medicação específica para eliminar ácido úrico, quando necessário. O objetivo é prevenir episódios de gota (um tipo de artrite provocado pelo acúmulo de cristais de ácido úrico na articulação) e evitar cálculos renais (pedras nos rins).

Algumas doenças são associadas a níveis elevados de ácido úrico, portanto, havendo o controle delas, o ácido úrico é normalizado por consequência. Esse é o caso da hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal, obesidade e aumento dos triglicerídeos.

Dieta para ácido úrico alto

A dieta visa restringir os alimentos ricos em purina, uma proteína que depois de ser metabolizada pelo organismo dá origem ao ácido úrico.

Alguns alimentos que devem ser evitados no caso de ácido úrico elevado:

  • Sardinha, anchova, frutos do mar;
  • Aves, carne vermelha, bacon;
  • Embutidos em geral;
  • Miúdos como rim, coração e fígado;
  • Bebidas alcoólicas, principalmente cerveja.

Alimentos que podem ser consumidos moderadamente devido ao teor moderado de purina:

  • Carne Bovina (100 g por dia);
  • Frango sem pele (120 g por dia);
  • Peixes como pescada e merluza (100 g por dia);
  • Feijão, lentilha, grão-de-bico (1/2 xícara por dia);
  • Couve-flor, aspargos, espinafre, cogumelos;
  • Margarina, manteiga e chocolate.

Alimentos que podem ser consumidos em maior quantidade devido ao baixo teor de purina:

  • Frutas, suco de frutas, café;
  • Leite desnatado, queijo minas, iogurte desnatado;
  • Arroz, massa, pão, cereais;
  • Verduras e legumes;
  • Nozes, azeite e óleos.
Beber água

É importante que o paciente beba pelo menos 10 a 12 copos (250 ml) de água por dia (2,5 litros), para ajudar a eliminação do ácido úrico do organismo.

Perder peso

A redução do peso para atingir o peso ideal é outra medida que auxilia a baixar a taxa de ácido úrico, uma vez que a obesidade contribui para o desenvolvimento da doença.

Medicamentos para ácido úrico alto

Os medicamentos específicos para baixar o ácido úrico são indicados apenas em alguns casos. Um deles é o Alopurinol, que diminui a velocidade de produção do ácido úrico, reduzindo sua quantidade no sangue e na urina. Lembrando que toda medicação deve ser utilizada apenas após indicação médica.

O/a médico/a de família ou clínico/a geral poderá realizar uma avaliação detalhada e indicação de uso de medicamentos a depender do quadro clínico de cada paciente.