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Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Existem vários tipos de exame de sangue e cada um deles serve para avaliar diferentes parâmetros. Os exames de sangue são usados para avaliar o funcionamento de órgãos e glândulas como pâncreas, fígado e rins, detectar doenças como câncer, anemia e diabetes, avaliar os níveis de colesterol, glicose, ácido úrico, entre muitas outras indicações.

Dentre os tipos de exame de sangue mais usados estão o hemograma, colesterol, triglicerídeos, glicemia, ácido úrico, ureia, creatinina, HIV e PSA.

Hemograma

O hemograma serve para analisar as células do sangue, ou seja, os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas. O exame é usado para auxiliar o diagnóstico e acompanhar doenças como anemia, leucemia, infecções e inflamações, problemas de imunidade, entre outras.

Hemácias

As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, transportam o oxigênio através da circulação sanguínea.

Quando o nível de hemácias está alto, o sangue pode ficar mais "grosso" e prejudicar o funcionamento das outras células sanguíneas. Por outro lado, se houver uma redução do número de glóbulos vermelhos, pode ser um sinal de hemorragia ou anemia.  

Leucócitos

Os leucócitos ou glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico do corpo. São células de defesa que protegem o corpo contra doenças, inflamações e infecções.

Se o hemograma detectar níveis elevados de leucócitos (leucocitose), pode ser um indício de algum processo infeccioso, câncer (leucemia), ataque cardíaco ou ainda morte de algum tecido do corpo.

Já a leucopenia caracteriza-se por um número baixo de leucócitos (leucopenia) e pode ter diversas causas, como infecções virais, tratamento para câncer, ingestão de mercúrio, febre tifoide, sarampo, hepatite, rubéola, entre outras.

Plaquetas

As plaquetas atuam na coagulação sanguínea. A análise dessas células no hemograma serve para verificar a capacidade que o sangue tem de coagular quando há sangramentos, além de detectar as causas de um aumento ou diminuição do número dessas células.

Veja também: Que doenças o hemograma pode detectar?

HIV

O exame de sangue para detectar o vírus HIV, causador da AIDS, detecta anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Quando o resultado do exame é "não reativo", significa que não foram encontrados anticorpos contra o vírus no sangue do indivíduo. Portanto o resultado nesse caso é "negativo" para HIV.

Contudo, o fato do resultado dar negativo não significa que a pessoa não tenha a doença. Os resultados falso-negativos ocorrem sobretudo na fase inicial da doença ou no período da janela imunológica do HIV.

Saiba mais em: O que é janela imunológica do HIV?

Quando o resultado do exame é positivo, costuma-se realizar um outro exame de sangue anti-HIV para confirmar o diagnóstico. Esse exame é mais preciso, pois não detecta anticorpos, mas sim o material genético do vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Colesterol

O exame de sangue de colesterol analisa 3 tipos de colesterol VLDL, LDL e HDL. Os dois primeiros são considerados "mau colesterol", enquanto que o HDL é conhecido como "colesterol bom". 

Quado os níveis de LDL e VLDL (mau colesterol) estão altos, pode haver formação de placas de gordura dentro das artérias que podem obstruir o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de derrames e infarto. 

Já o HDL é considerado "bom colesterol" porque não forma placas de gordura e pode remover da circulação o LDL.

Saiba mais em: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Triglicerídeos

Os triglicerídeos são gorduras provenientes da alimentação e que também são produzidas pelo organismo. O exame de triglicerídeos é importante para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, já que quando os seus níveis estão altos também pode haver formação de placas de gordura na parede interna das artérias, assim como ocorre com o colesterol.

Se os triglicérides, como também são conhecidos, estiverem muito elevados, pode haver inclusive inflamação do pâncreas.

Também pode lhe interessar: O que são triglicerídeos?

Glicemia

O exame de sangue de glicemia serve para avaliar os níveis de glicose (açúcar) na circulação sanguínea, sendo usado para diagnosticar diabetes e outras alterações metabólicas.

Quando a glicemia está acima dos valores de referência (hiperglicemia), pode ser um sinal de diabetes. Já a hipoglicemia caracteriza-se pela pouca quantidade de glicose na circulação e na maioria dos casos trata-se de um efeito colateral de tratamentos com insulina ou hipoglicemiantes orais.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Ácido úrico

O ácido úrico é um produto metabólico das purinas, uma substância presente nas células e que fazem parte do material genético das mesmas.

Uma ingestão excessiva de carne e bebidas alcoólicas pode aumentar os níveis de ácido úrico, podendo causar episódios de gota. Se o ácido úrico estiver alto, também pode levar à formação de pedra nos rins.

Leia também: Quais os valores de referência do ácido úrico?

Ureia

A ureia é um produto do metabolismo das proteínas. É produzida no fígado e eliminada na urina. O exame de sangue de ureia ajuda a avaliar o funcionamento dos rins, já que níveis altos de ureia podem indicar que os rins perderam a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, levando a um acúmulo de ureia na circulação.

Contudo, o exame de ureia não é muito exato para avaliar a função renal, já que a ureia pode se elevar conforme a alimentação e o nível de hidratação do indivíduo, bem como em caso de infecções, doenças hepáticas, gravidez, entre outras doenças e condições.

Quando os resultados do exame de ureia estão abaixo dos valores de referência, pode ser um sinal de desnutrição, baixa ingestão de proteínas, insuficiência hepática, gestação, outras doenças e condições.

Uma vez que os níveis de ureia no sangue podem estar altos ou baixos em diversas situações, é comum pedir esse exame juntamente com o exame de creatinina, que é mais preciso para avaliar a função renal.

Leia também: Qual o valor de referência da ureia?

Creatinina

A creatinina é resultante da degradação de uma substância presente nos músculos. Quanto mais massa muscular tiver a pessoa, maior é a quantidade de creatinina na circulação.

Boa parte da creatinina é filtrada nos rins, por isso esse exame de sangue serve para avaliar a capacidade de filtração dos rins. Se a função renal estiver reduzida, os resultados irão apresentar níveis de creatinina elevados.

Também pode ser do seu interesse: Quais são os valores de referência de creatinina?

PSA

O exame de sangue de PSA serve para detectar doenças ou alterações na próstata, tais como câncer, infecções, aumento de tamanho da glândula e traumas.

PSA é a sigla para Antígeno Prostático Específico. É produzido na próstata e está normalmente presente na circulação sanguínea. Quando há alguma alteração na glândula, os níveis de PSA ficam altos.

O exame de PSA associado ao toque retal é a forma mais eficaz de detectar o câncer de próstata nas fases iniciais.

Saiba mais em: Quais são os valores de referência do PSA?

Todos os exames de sangue devem se interpretados pelo médico que os solicitou, juntamente com os sinais e sintomas apresentados, a história clínica e outros exames, quando necessários.

Exame fan, o que é e para que serve?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O FAN, sigla para fator antinúcleo, é um exame realizado para detectar a presença de auto-anticorpos contra estruturas nucleares das células. É bastante utilizado como "triagem" em pacientes que apresentam suspeita clínica de uma doença auto-imune, especialmente aquelas com manifestações reumatológicas, como dor articular.

A análise do resultado deve levar em conta dois fatores: a diluição em que se mantive positiva a presença dos auto-anticorpos e o padrão de positividade destes.

Quanto à diluição, podem acontecer os seguintes resultados: (1/40), (1/80), (1/160), (1/320), (1/640), (1/1280). Valores como 1/40, 1/80 e 1/160 são pouco sugestivos de doença auto-imune. Valores acima de 1/320 são mais considerados para se diagnosticar uma doença auto-imune.

Quanto ao padrão de positividade podemos ter:

  • Nuclear pontilhado Centromérico = sugestivo de esclerodermia ou cirrose biliar primária.
  • Nuclear homogêneo = sugestivo de lúpus, artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, síndrome de Felty ou cirrose biliar primária.
  • Nuclear tipo membrana nuclear contínua = sugestivo de lúpus ou hepatite autoimune.
  • Nuclear pontilhado fino = sugestivo de síndrome de Sjögren, lúpus eritematoso sistêmico.
  • Nuclear pontilhado fino denso = inespecífico.
  • Nuclear pontilhado grosso = sugestivo de doença mista do tecido conjuntivo, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica ou artrite reumatoide.
  • Nucleolar pontilhado = sugestivo de esclerose sistêmica.
  • Citoplasmático pontilhado reticulado = sugestivo de cirrose biliar primária ou esclerose sistêmica.
  • Citoplasmático pontilhado fino = sugestivo de polimiosite ou dermatomiosite.

É importante frisar que 10% a 15% da população sadia pode ter FAN reagente em valores baixos, sem que isso indique qualquer problema de saúde. O FAN isolado não fecha nenhum diagnóstico. Quando o paciente tem sintomas sugestivos de doença autoimune, ele auxilia par fechar o diagnóstico. Quando o paciente nada sente, não tem significado.

O resultado do FAN deve ser interpretado junto aos sintomas clínicos pelo médico que o solicitou.

Ultrassom vaginal pode detectar qualquer doença no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, o ultrassom vaginal não consegue detectar qualquer doença no útero. As principais doenças no útero que podem ser diagnosticadas pela ultrassonografia transvaginal são:

  • Miomas uterinos (tumores benignos);
  • Câncer de colo de útero:
  • Pólipos uterinos: Pequenos tumores que se desenvolvem na parede do útero e podem causar sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento anormal do útero;
  • Endometriose: Doença inflamatória causada por células do endométrio (camada interna do útero) que migram para outros locais como ovários ou para a cavidade abdominal, onde se multiplicam e provocam sintomas como sangramento excessivo.

Outras doenças e condições que podem ser detectadas pelo ultrassom transvaginal:

  • Cistos no ovário;
  • Tumores pélvicos;
  • Gravidez ectópica: Gestação que ocorre fora do útero;
  • Problemas menstruais;
  • Alguns tipos de infertilidade.

A ultrassonografia transvaginal é um exame utilizado para avaliar os órgãos genitais internos da mulher (útero e ovários), sendo importante para detectar doenças, acompanhar a gravidez, controlar a ovulação em mulheres que querem engravidar ou que estão fazendo tratamento de infertilidade.

Para maiores informações sobre eventuais doenças do útero que podem ser diagnosticadas através do ultrassom vaginal, fale com o/a médico/a ginecologista.

O que significa monocitose confirmada em hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Monocitose num hemograma significa que houve um aumento do número de monócitos no sangue, um tipo de glóbulos branco, as células de defesa que desempenham uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participarem nos processos inflamatórios.

São várias as doenças e condições que podem causar monocitose. Entre elas estão:

  • Vários tipos de câncer:

    • Leucemia;
    • Mielodisplasia;
    • Mieloma;
    • Doença de Hodgkin;
  • Doenças infecciosas:
    • Tuberculose, Endocardite, Salmonelose;
    • Sífilis; Infecções fúngicas; Recuperação de infecções agudas;
    • Varicela; Malária; Leishmaniose;
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa.
  • Outras causas de monocitose:
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa;
    • Cirrose hepática; Pós-esplenectomia; Sarcoidose;
    • Quimioterapia; Doenças do tecido conjuntivo; Gestação;
    • Depressão; Uso de corticoides.

Leia também:

Que doenças o hemograma pode detectar?

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

A monocitose isolada sem associação com algum sintoma não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

Também pode lhe interessar: Eosinófilos alto no exame, o que significa?

Eosinófilos alto no exame, o que significa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O nível alto de eosinófilos no exame de sangue pode ser um sinal de alergia, asma ou verminose. Entretanto, a eosinofilia, que é a contagem alta de eosinófilos, também pode ocorrer em casos de doenças autoimunes, dermatites, leucemia, doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus, entre outras patologias.

Contudo, é importante ressaltar que encontrar uma pequena discordância nos valores de referência de eosinófilos isoladamente não significa necessariamente que haja uma doença em curso. Pequenas variações podem ser normais.

Os eosinófilos são um dos tipos de glóbulos brancos. Essas células atuam na defesa do sistema imunológico e protegem o organismo contra micro-organismos e agentes externos, que podem causar infecções e alergias. São divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos, e cada um desempenha um papel diferente no sistema imune.

Além de combater micro-organismos infecciosos e parasitas, principalmente helmintos e outras verminoses, os eosinófilos também têm a função de produzir respostas inflamatórias e imunes no organismo. 

Por isso, a avaliação do hemograma deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá levar em consideração os valores das outras células do sangue em conjunto com a história clínica e os sintomas do paciente.

Saiba mais em:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

O que é a leucocitose e quais são as causas?

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, hemácias normocíticas e normocrômicas não são um sinal de anemia. O termo "normocítica" indica que o glóbulo vermelho (hemácia) tem um tamanho normal, enquanto que "normocrômica" significa que a coloração da célula está dentro do normal.

Anemia é a redução da quantidade de hemácias no sangue. O diagnóstico é confirmado através do hemograma e o tratamento pode incluir suplementação de ferro, além de mudanças na alimentação e estilo de vida.

O que determina se a pessoa tem anemia é a quantidade de hemácias no sangue. Se o número de glóbulos vermelhos estiver abaixo do normal, é sinal de anemia. Isso pode ocorrer em determinadas doenças crônicas, na falta de ferro ou depois de hemorragias.

Hemácias (glóbulos vermelhos) Anemias normocrômica e normocítica

Se o número de glóbulos vermelhos estiver baixo, mas a cor e o tamanho deles estiverem normais, a anemia é denominada normocrômica e normocítica.

Anemias microcítica e macrocítica

Se as hemácias forem pequenas, serão denominadas microcíticas, enquanto que se estiverem grandes, serão macrocíticas. O mesmo se aplica à coloração. Células mais escuras são chamadas hipercrômicas e, as mais claras, hipocrômicas.

Por exemplo, as anemias megaloblástica e perniciosa, decorrentes de deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, são consideradas macrocíticas, ou seja, as hemácias apresentam um tamanho acima do normal. Já a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é considerada microcítica, pois apresenta hemácias menores.

No hemograma, além da quantidade de glóbulos vermelhos, também é possível avaliar algumas características dessas células, como tamanho, forma e coloração. Em caso de anemia, esses parâmetros serão usados para determinar o tipo de anemia.

Quais são os sintomas de anemia?

A anemia pode causar fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar, dificuldade para realizar exercícios físicos e palidez.

Outros sintomas da anemia incluem: aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Normalmente, quanto mais severa for a anemia, mais intensos são os sinais e sintomas apresentados.

Quais são as causas da anemia?

A anemia pode ter como causas: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea, doenças genéticas, carência de vitaminas e minerais, além de falta de ferro.

Qual é o tratamento para anemia?

A anemia muitas vezes pode ser revertida com alterações na alimentação. Contudo, o tratamento depende da gravidade da anemia, o que pode incluir suplementação de ferro, uso de medicamentos e até transfusão de sangue.

Saiba mais em:

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Gama-GT de 255: como está o meu fígado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Com um valor isolado de Gama-GT não é possível estabelecer diagnóstico algum. Esse valor mencionado está acima do valor de referência e, portanto, a sua enzima Gama-GT apresenta-se elevada.

O aumento de valores de Gama-GT pode acontecer em pessoas que ingeriram quantidade elevada de bebida alcoólica ou em quem usa medicamentos como Fenobarbital e Fenitoína.

Esse aumento deve ser correlacionado com o valor das outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico do/a paciente para poder estabelecer uma explicação correta.

O que é o Gama-GT?

A Gama-GT é uma enzima que está presente no fígado, coração e pâncreas. O exame de Gama-GT é útil para avaliar obstrução biliar e doenças no fígado, especialmente aquelas causadas pelo álcool e por medicações tóxicas ao fígado.

Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Níveis elevados de Gama-GT não causam sintomas específicos. Os sintomas que podem surgir estão relacionados com a causa do aumento do Gama-GT.

Uma pessoa que tenha uma doença no fígado, por exemplo, pode apresentar Gama-GT alto, mas não irá manifestar sintomas provocados pelo aumento do Gama-GT. Quando presentes, os sintomas são devidos à doença hepática.

Os sinais e sintomas nesses casos podem incluir: fraqueza, fadiga, perda de apetite, náuseas, vômitos, dor ou distensão abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), alteração da cor da urina e das fezes e coceiras.

Gama-GT alto, o que pode ser?

As principais causas do Gama-GT alto incluem doenças hepáticas e biliares, infarto, doenças pancreáticas, diabetes, insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crônica, uso de medicamentos (Fenitoína, barbitúricos) e alcoolismo.

Todos os exames de sangue e outros solicitados pelo/a médico/a devem ser apresentados na consulta de retorno para que ele/ela explique o real motivo do aumento dos níveis de Gama-GT.

Adenoma tubular com displasia de baixo grau pode virar câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Apesar do adenoma tubular com displasia de baixo grau não ser um câncer, ele pode se transformar em um tumor maligno e, consequentemente, "virar" câncer. Por isso, é recomendado a retirada mesmo nesse estágio de benignidade.

O adenoma tubular em geral é assintomático e pode ser descoberto na colonoscopia de rotina, exame realizado para avaliar presença de alterações no intestino.

O adenoma tubular é responsável pela maioria dos adenomas intestinais e pode ser evitado com:

  • Dieta: redução da ingesta de gorduras, aumento da ingesta de frutas, vegetais e fibras;
  • Atividade física regular;
  • Manter o peso ideal adequado para a sua altura;
  • Evitar uso de álcool em excesso;
  • Evitar tabagismo.

O adenoma tubular pode ser retirado durante a colonoscopia e o/a paciente poderá precisar de acompanhamento a ser realizado com futuras colonoscopias.