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O que são piócitos na urina?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A presença de piócitos na urina geralmente é sinal de inflamação do trato urinário. Os piócitos são leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos. São as células de defesa do organismo. 

Os níveis de piócitos na urina podem estar altos em diversas situações, sendo a principal delas a infecção urinária. Outras possíveis causas incluem: tuberculose do trato urinário, infecção por fungos e vírus, nefrite e glomerulonefrite (inflamação dos rins), pedra nos rins, uso de substâncias irritantes, traumas, câncer, entre outras.

O nível normal de piócitos na urina é de até 5 por campo ou até 10.000/ml.Acima disso é considerado piúria. Para determinar a causa da inflamação ou infecção, é necessário avaliar outros dados do exame de urina.

Se a leucócito-esterase (também chamada esterase leucocitária) e o nitrito estiverem positivos, é provável que seja infecção urinária. A presença de hemácias (glóbulos vermelhos) e proteína na urina pode indicar inflamação nos rins ou cálculos renais.

Veja também: Nitrito na urina: O que isso significa?

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretar os resultados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, além de outros exames que podem ter sido solicitados.

Saiba mais em:

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Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, hemácias normocíticas e normocrômicas não são um sinal de anemia. O termo "normocítica" indica que o glóbulo vermelho (hemácia) tem um tamanho normal, enquanto que "normocrômica" significa que a coloração da célula está dentro do normal.

Anemia é a redução da quantidade de hemácias no sangue. O diagnóstico é confirmado através do hemograma e o tratamento pode incluir suplementação de ferro, além de mudanças na alimentação e estilo de vida.

O que determina se a pessoa tem anemia é a quantidade de hemácias no sangue. Se o número de glóbulos vermelhos estiver abaixo do normal, é sinal de anemia. Isso pode ocorrer em determinadas doenças crônicas, na falta de ferro ou depois de hemorragias.

Anemias normocrômica e normocítica

Se o número de glóbulos vermelhos estiver baixo, mas a cor e o tamanho deles estiverem normais, a anemia é denominada normocrômica e normocítica.

Anemias microcítica e macrocítica

Se as hemácias forem pequenas, serão denominadas microcíticas, enquanto que se estiverem grandes, serão macrocíticas. O mesmo se aplica à coloração. Células mais escuras são chamadas hipercrômicas e, as mais claras, hipocrômicas.

Por exemplo, as anemias megaloblástica e perniciosa, decorrentes de deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, são consideradas macrocíticas, ou seja, as hemácias apresentam um tamanho acima do normal. Já a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é considerada microcítica, pois apresenta hemácias menores.

No hemograma, além da quantidade de glóbulos vermelhos, também é possível avaliar algumas características dessas células, como tamanho, forma e coloração. Em caso de anemia, esses parâmetros serão usados para determinar o tipo de anemia.

Quais são os sintomas de anemia?

A anemia pode causar fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar, dificuldade para realizar exercícios físicos e palidez.

Outros sintomas da anemia incluem: aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Normalmente, quanto mais severa for a anemia, mais intensos são os sinais e sintomas apresentados.

Quais são as causas da anemia?

A anemia pode ter como causas: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea, doenças genéticas, carência de vitaminas e minerais, além de falta de ferro.

Qual é o tratamento para anemia?

A anemia muitas vezes pode ser revertida com alterações na alimentação. Contudo, o tratamento depende da gravidade da anemia, o que pode incluir suplementação de ferro, uso de medicamentos e até transfusão de sangue.

Saiba mais em:

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

O que é proteína C reativa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína C reativa, também conhecida como PCR, é uma proteína produzida no fígado que está presente em pequenas quantidades no sangue de pessoas saudáveis. Em casos de inflamações ou infecções agudas, os seus níveis no sangue podem aumentar até 1.000 vezes.

O exame de proteína C reativa é usado principalmente para medir o risco de doenças cardiovasculares. Um resultado com proteína C reativa alta indica maiores chances de "derrames" e ataque cardíaco.

Apesar de ser um método preciso, rápido, seguro e econômico, o exame de PCR não é suficientemente específico para diagnosticar qualquer doença.

Isso porque a proteína C reativa pode estar elevada no sangue devido a qualquer situação de inflamação no corpo. Portanto, a condição que levou a essa inflamação deve ser investigada mais a fundo pelo/a médico/a com outros exames.

Veja também: Proteína c reativa alta pode ser o quê?

Já para avaliar o risco de doença cardiovascular é feito o exame de proteína C reativa ultrassensível, que faz uma dosagem mais precisa de PCR.

Sabe-se que muitas doenças cardiovasculares resultam sobretudo de dois fatores: inflamação constante nas paredes dos vasos sanguíneos e acúmulo de colesterol nesses vasos.

Portanto, pessoas com níveis de proteína C reativa persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L) apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, uma vez que esse valor elevado de PCR indica que há um processo inflamatório discreto no corpo, porém contínuo.

Saiba mais em: Quais os valores normais do PCR?

O exame de proteína C reativa também tem sido muito usado para dar início ao tratamento com antibióticos quando ainda não se sabe se a infecção é causada por vírus ou bactérias, já que o aumento da concentração de PCR é maior durante as infecções bacterianas do que nas virais.

É importante que o resultado dos exames sejam analisados pelo/a médico/a que os solicitou, juntamente com a história clínica e o exame físico do/a paciente.

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Valor do exame de T3 alto ou baixo: o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os valores de referência do exame T3 podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais.

  • Até 3 dias de idade: 100 a 740 ng/dL
  • 1 a 11 meses de idade: 105 a 245 ng/dL
  • 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL
  • 6 a 10 anos: 94 a 241 ng/dL
  • 11 a 15 anos: 82 a 213 ng/dL
  • 16 a 20 anos: 80 a 210 ng/dL
  • 20 a 50 anos: 70 a 204 ng/dL
  • 50 a 90 anos: 40 a 181 ng/dL

​O exame T3 é a dosagem de um hormônio produzido pela glândula tireóide, conhecido como tri-iodotironina. A avaliação dos níveis séricos de T3 está recomendade para pessoas com TSH diminuído e T4 total ou livre dentro dos valores de referência. Assim, este teste é importante na avaliação do hipertireoidismo, mais concretamente da tireotoxicose.

Um nível mais alto de T3 pode indicar hipertireoidismo, doença de Graves ou possivelmente câncer na tireoide. T3 baixo pode ser sinal de doenças crônicas não tireoidianas e seus níveis séricos são influenciados pelo estado nutricional. Também podem ocorrer no hipotireoidismo ou de doença de Hashimoto.

Além disso, a gravidez e alguns problemas no fígado podem fazer subir os níveis de T3 de forma artificial. Variações na concentração da globulina ligadora de tiroxina (TBG) e outras proteínas podem afetar os níveis de T3.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

Eosinófilos alto no exame, o que significa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O nível alto de eosinófilos no exame de sangue pode ser um sinal de alergia, asma ou verminose. Entretanto, a eosinofilia, que é a contagem alta de eosinófilos, também pode ocorrer em casos de doenças autoimunes, dermatites, leucemia, doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus, entre outras patologias.

Contudo, é importante ressaltar que encontrar uma pequena discordância nos valores de referência de eosinófilos isoladamente não significa necessariamente que haja uma doença em curso. Pequenas variações podem ser normais.

Os eosinófilos são um dos tipos de glóbulos brancos. Essas células atuam na defesa do sistema imunológico e protegem o organismo contra micro-organismos e agentes externos, que podem causar infecções e alergias. São divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos, e cada um desempenha um papel diferente no sistema imune.

Além de combater micro-organismos infecciosos e parasitas, principalmente helmintos e outras verminoses, os eosinófilos também têm a função de produzir respostas inflamatórias e imunes no organismo.

Por isso, a avaliação do hemograma deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá levar em consideração os valores das outras células do sangue em conjunto com a história clínica e os sintomas do paciente.

Saiba mais em:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

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Com quantas semanas é possível ver o embrião no saco gestacional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O embrião é visto dentro do saco gestacional a partir da quinta ou sexta semana de gestação.

Pelo ultrassom transvaginal, o saco gestacional pode ser visualizado na quinta semana de gestação. Por estar no processo de implantação na camada interna do útero, o embrião não é identificado e o saco gestacional pode estar vazio ou "anembrionário". Apenas após a quinta semana de gestação o embrião pode ser visualizado dentro do saco gestacional.

O primeiro ultrassom feito na gestação é importante para precisar a idade gestacional e prever a data do parto, principalmente entre mulheres que não têm certeza da data da última menstruação ou para aquelas que engravidaram usando algum método contraceptivo.

Caso a mulher apresentar algum atraso menstrual, ela pode procurar um serviço de saúde para avaliação médica e possível solicitação desse ultrassom inicial.

O que é miométrio homogêneo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Miométrio homogêneo é um miométrio que apresenta uma textura igual em toda sua extensão. É, portanto, o miométrio considerado "normal" no exame de ultrassom. Por outro lado, um miométrio heterogêneo ao exame de ultrassom pode indicar a presença de miomas.

O miométrio é a camada mais grossa da parede uterina, bem diferente do endométrio (camada mais interna) e do perimétrio (camada mais externa) que são finas. O miométrio constitui a maior parte da estrutura do útero (colo, corpo e cornos uterinos), sendo formado por feixes de fibras de músculo liso separadas por tecido conjuntivo. Nessa região do miométrio é comum aparecer miomas que, quando presentes, são detectados com uma textura diferente (heterogênea) da habitual do útero. Quando os miomas não são detectados nesta região do miométrio, o exame constará como miométrio homogêneo.

Na gravidez, para conseguir suportar o aumento do tamanho do útero, o miométrio sofre um aumento de volume da sua musculatura (hipertrofia), aumento do número de células (hiperplasia) das fibras musculares lisas, além de aumento de calibre das artérias e veias.

Todo exame deve ser levado em consulta médica de retorno para o/a médico/a que solicitou. Com isso, o/a profissional de saúde poderá avaliar o resultado do exame e correlacioná-lo com sua história clínica e exame físico para que assim possa dar uma melhor seguimento no seu caso.

Leia também: O que é miométrio heterogêneo?

Quais são as causas e os sintomas de triglicerídeos altos?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de triglicerídeos altos são a ingestão excessiva de carboidratos e gorduras, o excesso de peso e a falta de atividade física. Se não forem utilizados pelo corpo como fonte de energia, os triglicerídeos se acumulam e os seus níveis ficam elevados, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e outros problemas, como pancreatite.

Os triglicerídeos altos também podem ter causa genética, uma condição chamada hipertrigliceridemia familiar. Vale lembrar que os triglicerídeos são gorduras ingeridas através da alimentação, mas que também são produzidas pelo organismo. Se houver uma produção excessiva, os níveis se elevam.

Além disso, o aumento dos triglicerídeos também pode estar associado a distúrbios metabólicos, uso de medicamentos e outras condições, tais como:

  • Diabetes mellitus;
  • Hipotireoidismo;
  • Abuso de bebidas alcoólicas;
  • Doença renal;
  • Dieta hipercalórica;
  • HIV e drogas antirretrovirais;
  • Patologias hepáticas;
  • Gravidez;
  • Uso de medicamentos, como corticoides, anticoncepcionais hormonais, diuréticos, betabloqueadores (tratamento de doenças cardiovasculares), antirretrovirais, entre outros.

O valor ideal dos triglicerídeos deve ficar abaixo de 150 mg/dL. Valores entre 200-499 mg/dL são considerados altos e acima de 500 mg/dL são considerados muito altos.

Quais os sintomas de triglicerídeos altos?

Em geral, os triglicerídeos altos não provocam sintomas. No entanto, quando os valores estão muito elevados (acima de 500 mg/dl), pode causar xantomas (aglomerações de gordura na pele e nos tendões), lipemia retiniana (alteração da cor dos vasos sanguíneos da retina, que ficam com uma coloração que vai do amarelo-alaranjado ao branco), aumento do tamanho do fígado e pancreatite.

Quando a taxa de triglicérides estão muito elevada, acima de 600 mg/dl, pode haver inflamação do pâncreas, o que requer tratamento imediato e intensivo, com mudanças na alimentação, atividade física e uso de medicamentos.

O que são triglicerídeos?

Os triglicerídeos são gorduras ingeridas através da alimentação e produzidas pelo organismo. Os triglicerídeos servem como reserva de energia, sendo utilizados pelo corpo quando necessário.

Por si só, os triglicerídeos não oferecem riscos para a saúde. Porém, quando essas gorduras não são usadas pelo corpo como fonte de energia, principalmente devido à falta de atividade física, os seus níveis se elevam. Em excesso, os triglicerídeos se acumulam na parede das artérias, aumentando o risco de infarto e derrame cerebral.

Em geral, quando os triglicerídeos estão altos, o colesterol HDL (“bom colesterol”) está baixo, o que agrava a situação. Isso porque o colesterol HDL, apesar de também ser um tipo de gordura, remove o colesterol LDL (“mau colesterol”) e os triglicérides da circulação sanguínea, impedindo que essas gorduras “más” se acumulem nas artérias. Por isso ele é conhecido como “bom colesterol”.

Dessa forma, quando os triglicerídeos estão altos, o colesterol bom (HDL) está baixo e o colesterol mau (LDL) está alto, o risco de doenças cardiovasculares é maior, principalmente se a pessoa tiver diabetes.

Como baixar os triglicerídeos?

O tratamento para triglicerídeos altos é feito sobretudo através de mudanças na alimentação, principalmente pela redução da ingestão de carboidratos, e no estilo de vida. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicamentos.